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Gladson Cameli

político brasileiro
Gladson Cameli
18.º Governador do Acre
Período 1° de janeiro de 2019 até a atualidade
Vice-governador Major Rocha (PSDB)
Antecessor Tião Viana
Senador pelo Acre
Período 1º de fevereiro de 2015
até 1° de janeiro de 2019
Deputado Federal pelo Acre
Período 1º de fevereiro de 2007
até 1° de fevereiro de 2015
Dados pessoais
Nascimento 26 de março de 1978 (41 anos)
Cruzeiro do Sul (AC), Brasil
Partido PFL (2000–2003)
PPS (2003–2005)
PP (2005-presente)
Profissão Engenheiro

Gladson de Lima Cameli (Cruzeiro do Sul, 26 de março de 1978) é engenheiro, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Progressista (PP). Atualmente é governador pelo estado do Acre, eleito nas eleições gerais de 2018 no primeiro turno com 223 993 votos.[1][2]

BiografiaEditar

Gladson Cameli, filho de Eládio Messias Cameli e Maria Lindomar de Lima Cameli,[3] cursou o Ensino Fundamental na Escola São José, em Cruzeiro do Sul, sua cidade natal, entre 1985 e 1992. Em Manaus, cursou o Ensino Médio no Instituto Batista do Amazonas (IBA), concluído em 1995. Já com 19 anos de idade, capacitou-se na fluência da língua inglesa pela EF International School of English, na Inglaterra, e iniciou o curso de Engenharia Civil no Instituto Luterano de Ensino Superior de Manaus, concluído em 2001.[3]

Casado com a advogada Ana Paula Correia da Silva Cameli e pai de Guilherme Correia Cameli, Gladson tornou-se sócio da Marmud Cameli Cia Ltda, empresa de sua família, em 1997. Além disso, o ex-senador também passou pelo cargo de Responsável Técnico da Construtora ETAM Ltda de Manaus em 2005.[3]

Trajetória políticaEditar

Gladson Cameli, membro do Conselho Municipal da Juventude, filiou-se ao PFL durante (2000-2003) e ao PPS durante (2003-2005). Entretanto, iniciou sua trajetória política aos 28 anos como membro do PP, no qual se filiou em 2005, eleito pela primeira vez para o mandato de deputado federal (2007-2011) com 18.886 votos. Nas eleições de 2010, reelegeu-se como deputado (2011-2015) com mais de 30 mil votos. Em outubro de 2009, foi condecorado com o Título de Cidadão Rio Branquense pela Câmara Municipal de Rio Branco/AC.[3][4][5][6]

Em 2014, durante a campanha eleitoral, duas das três pesquisas divulgadas pelo Ibope no Acre apontaram a vitória de Gladson Cameli.[7] Na data das eleições, Gladson alcançou a vitória para o cargo senador, com cerca de 218.756 votos. Entretanto, o então senador eleito não concluiu seu mandato no legislativo, licenciando-se para exercer o cargo de governador do estado do Acre após as eleições de 2018, na qual venceu já no primeiro turno sobre os candidatos Marcus Alexandre (PT), Coronel Ulysses (PSL), Janaína Furtado (Rede) e David Hall (Avante). A vitória de Gladson Cameli quebra a hegemonia petista existente no estado do Acre por cerca de 20 anos. [8][9]

Em 2016, o então senador votou a favor do Impeachment de Dilma Rousseff e da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[10][11] Gladson também votou a favor da reforma trabalhista em julho de 2017, e posicionou-se contra a cassação de Aécio Neves no conselho de ética do Senado.[12][13]

A trajetória política de Cameli é marcada pela herança política familiar, já que é sobrinho do ex-governador do estado Orleir Cameli, falecido em 2013, que governou entre anos de 1995 e 1999.[14][15]

Desempenho em eleiçõesEditar

Ano Eleição Coligação Partido Candidato a Votos Resultado
2006 Estadual no Acre Frente Popular do Acre I
PT, PP, PL, PSB, PCdoB, PRTB e PMN
PP Deputado Federal 18.886 (3º) Eleito[16][4]
2010 Estadual no Acre Frente Popular do Acre II
PT, PP, PR, PSB, PRB, PDT, PTB, PCdoB, PTN, PV, PHS, PSDC, PTC e PRP
PP Deputado Federal 32.623 (4º) Eleito[5]
2014 Estadual no Acre Aliança por um Acre melhor
PSDB, PMDB, PP, PSD, PR, SD, PSC, PPS, PTdoB e PTC
PP Senador 218.756 (1º) Eleito[17]
2018 Estadual no Acre Mudança e Competência
PP, PSDB, MDB, PSD, PR, DEM, PTB, SD, PPS, PMN, e PTC
PP Governador 223.993 (1º) Eleito[18]

ControvérsiasEditar

Em 2009, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação judicial contra Gladson Cameli (PP) e Ilderlei Cordeiro (PPS), pautado na acusação de propaganda irregular extemporânea.[15][19] Segundo o MPF, Gladson teria fixado, no mês de outubro, um outdoor que fazia propaganda eleitoral com vista à eventual futura candidatura ao pleito de 2010, antes do prazo estabelecido pela legislação vigente. Em defesa, Gladson alegou que o a divulgação seria em prol de audiência pública sobre o valor da energia elétrica cobrada no Acre, mas a alegação foi descartada pela justiça tendo em vista que o cartaz não apresentava nenhuma informação sobre a suposta audiência, exceto pela apresentação da temática mencionada pelo político. Ambos os representantes indiciados foram condenados a pagar multa no valor de 5 mil reais cada um, com base no artigo 36 da Lei 9.504/97.[19] Em outro ajuizamento, já em 2010, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aplicou multa ao Partido Progressista (PP), ao vice-governador do Estado, César Messias, e ao deputado federal Gladson Cameli, também por propaganda eleitoral antecipada realizada nos horários reservados à propaganda partidária gratuita.[20]

Além disso, sócio da Marmud Cameli desde 1997, o nome de Gladson também é citado no processo judicial respondido pela empresa há cerca de 30 anos contra o pedido de indenização dos Ashaninka, povo indígena que vive na fronteira do estado com o Peru. O processo fora encaminhado pela queixa dos nativos de terem sido explorados pela empresa madeireira nos anos de 1980, durante a segunda ocupação do Acre. A pesquisa assegurada pelo Instituto Socioambiental (ISA) diz que mais de um quarto da Terra Indígena Ashaninka, homologada em 2000, sofreu com a atividade madeireira intensiva, comprometendo a vida e a alimentação dos indígenas. A madeireira foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a pagar multa de cerca de 35 milhões de reais como forma de indenização, com recurso negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Entretanto, meses depois, Alexandre voltou atrás em sua decisão, exibindo novo posicionamento. O caso continua em aberto.[nota 1][21]

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal abriu investigação de inquérito sobre 49 pessoas suspeitas de participação no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato, entre as quais constava o nome de Gladson Cameli. Segundo o doleiro Alberto Youssef, Cameli teria recebido, junto com outros membros do PP, repasses mensais entre 30 mil e 150 mil reais da cota da legenda no esquema na Petrobras. As acusações de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha foram negadas por Gladson Cameli, dado que a investigação não obteve provas suficientes no delito de organização criminosa contra o político e outros 14 representantes do partido.[22][23]

Notas

  1. Não há notícias sobre o encerramento do processo. Data: 30-08-2019.

Referências

BibliografiaEditar

G1/AC (2018). «Gladson Cameli, do PP, é eleito governador do Acre». Consultado em 30 de agosto de 2019. Cópia arquivada em 23 de junho de 2019