Partido Renovador Trabalhista Brasileiro

partido político brasileiro
Disambig grey.svg Nota: Para outros usos, veja Partido Trabalhista.
Partido Renovador Trabalhista Brasileiro
"Pátria e família em primeiro lugar."
Prtb.jpg
Número eleitoral 28[1]
Presidente Aldinea Fidelix[1]
Fundação 27 de novembro de 1994 (26 anos)[2]
Registro 28 de março de 1995 (26 anos)[1]
Sede Brasília, DF
Ideologia anticomunismo
antiglobalização
conservadorismo nacional
conservadorismo social
janismo
militarismo
populismo de direita
trabalhismo
Facções:
conspiracionismo
integralismo[3]
ultranacionalismo[4]
Espectro político direita[5] a extrema-direita[6]
Ala jovem PRTB Jovem
Ala feminina PRTB Mulher
Antecessor PTRB (1993-1994)
Membros (2021) 148.856[7]
Governadores (2021)[8]
0 / 27
Prefeitos (2020)[9]
6 / 5 568
Senadores (2021)[10]
0 / 81
Deputados federais (2021)[11]
0 / 513
Deputados estaduais (2021)
13 / 1 024
Vereadores (2020)[12]
220 / 56 810
Cores      Amarelo
     Azul
     Verde
Bandeira do partido
Bandeira do PRTB
Página oficial
prtb.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) é um partido político brasileiro fundado em 1990 e registrado definitivamente em 1997.[1][2] De acordo com o programa divulgado no site do partido, a principal bandeira ideológica é o "trabalhismo participativo", no qual o capital possa interagir com o trabalho e estabelecer interesses mútuos, em vez de explorar o trabalho.[13] Apesar disso, o partido apresenta-se como conservador nos aspectos cultural e econômico, sendo próximo à direita e à extrema direita.[5][6] É o partido do atual vice-presidente do Brasil Hamilton Mourão. Em abril de 2021 o partido possuía 148.856 filiados.[7]

HistóriaEditar

O PRTB provém de membros do extinto PTR, partido que funcionou entre 1985 e 1993, que havia se fundido com o PST, originando o PP. Esse grupo, liderado por Levy Fidelix, já havia tentado organizar o PTRB, que somente disputou as eleições de 1994. Originalmente o PRTB reivindica também o legado e ideário político de Fernando Ferrari, fundador do MTR.[2]

Durante a eleição presidencial brasileira de 1998, Fernando Collor de Mello decidiu se candidatar novamente ao cargo de presidente do Brasil pelo mesmo partido que o elegeu em 1989: o Partido da Reconstrução Nacional, atual Partido Trabalhista Cristão. O PRTB, formou, junto com o PRN, a coligação Renova Brasil, em apoio ao ex-presidente da República. O TSE, no entanto, impediu que sua candidatura se concretizasse, devido ao período de oito anos em que este não podia se eleger à qualquer mandato eletivo.[14]

Alagoas é o único estado em que o PRTB teve importância eleitoral, única e exclusivamente pela presença de Fernando Collor de Mello na legenda. O partido abrigou, em 2000, o ex-presidente Fernando Collor de Mello em sua legenda, onde tentou se candidatar a prefeito de São Paulo nas eleições daquele ano, tendo sua candidatura impugnada às vésperas do dia da eleição, e em 2002, para governador de Alagoas, já em situação regular. Depois de ter recuperado seus direitos políticos, o ex-presidente tentou uma candidatura ao governo em 2002, numa coligação que garantia-lhe bastante tempo no horário eleitoral, uma vez que era composta pelo PFL, PTB, PPS e PPB - o que, no entanto, não conseguiu fazê-lo vencer o governador reeleito Ronaldo Lessa. No mesmo ano, o então presidente do partido, Levy Fidelix, se candidatou ao cargo de governador do estado de São Paulo. Porém, acabou sendo derrotado.[15] Em 2004 apoiou a ex-prefeita Marta Suplicy na sua fracassada tentativa de reeleição na cidade de São Paulo.

Em 2006, Collor concorreu ao Senado, novamente pelo PRTB, sem o apoio oficial de nenhum grande partido, tendo entrado na disputa depois do início da propaganda eleitoral, substituindo o candidato anterior, Givaldi Silva (um desconhecido motorista das Organizações Arnon de Mello). Collor venceu a eleição e tomou posse em 1 de fevereiro de 2007, mesmo dia em que deixou o PRTB e ingressou no PTB.

 
Levy Fidelix, candidato do PRTB a presidente da república em 2010 e 2014.

Em 2010, o PRTB elegeu 2 deputados federais, um no estado do Rio de Janeiro, outro no Amapá - que no ano seguinte, deixaram o Partido para ingressar no novo PSD. Também em 2010, o PRTB lançou Levy Fidelix como candidato à Presidência da República sem coligação, obtendo 57.960 votos (0,06% do total) e ficando em 7º lugar. No segundo turno, Levy Fidelix declarou apoio à candidata Dilma Rousseff (PT) justificando ser necessário dar continuidade ao governo Lula.[16]

Por volta de 2011, o PRTB decide se vincular a figura de Jânio Quadros (presidente do país em 1961), afim de atrair possíveis votos dos seus admiradores.[17] Em maio de 2012, as investigações da Operação Monte Carlo da Polícia Federal mostraram que o bicheiro Carlinhos Cachoeira supostamente teria tentado comprar o PRTB ou outro partido.[18]

Em 2014, ex-filiados acusaram Levy de controlar o partido como uma extensão de sua vida particular e de ter manipulado as três últimas eleições internas.[19] O PRTB também respondia na justiça por cobrar 12 salários como multa a filiados com mandato ou cargo comissionado que se desfiliassem da sigla no exercício do cargo.[19] Nesse mesmo ano, novamente Levy foi candidato a presidente da república. Desta vez, apresentando um discurso socialmente conservador e em defesa dos valores da família, com o slogan "Endireita Brasil". Sem coligação, aumentou sua votação para 446.878 votos (0,43%) mas continuando em 7º lugar, apoiando Aécio Neves, do PSDB, no segundo turno.[20] Nas eleições estaduais, entretanto, o PRTB esteve em coligações fisiológicas, apoiando tanto candidatos de partidos da base do Governo Dilma, quanto que faziam oposição a ele.[21]

Em outubro de 2015, Cícero Almeida, o único deputado federal do PRTB, se desfiliou.[22] O PRTB pediu no TSE pela cassação do mandato por infidelidade partidária, sendo atendido apenas em novembro de 2018.[23] Nas eleições municipais de 2016, o partido elegeu 9 prefeitos e 391 vereadores pelo país.[24][12]

Na eleição presidencial de 2018 o PRTB conseguiu emplacar o general da reserva Hamilton Mourão como vice na chapa do candidato Jair Bolsonaro (então filiado ao PSL), tendo sido a quarta opção ao cargo.[25] A chapa chegou ao segundo turno e venceu a eleição com 55% dos votos válidos.[25] Outra vitória partidária foi a eleição de Carlos Almeida como vice-governador do Amazonas.[8] Entretanto, ao contrário do PSL, o PRTB não deu um salto no seu número de parlamentares, pois não elegeu deputados federais e não aumentou significativamente o número de deputados estaduais.[8] Como o PRTB não superou a nova Cláusula de barreira ao não atingir 1,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, passou a não ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.[26]

 
Transmissão temporária de Cargo de Presidente da República de Jair Bolsonaro a Hamilton Mourão

Em junho de 2019, o PRTB expulsou seus três vereadores de Recife por eles se negarem a fazer oposição ao então prefeito Geraldo Júlio (PSB).[27] Em março de 2020, o vice-governador do Amazonas se desfiliou do PRTB.[28]

Nas eleições municipais de 2020, o PRTB e o NOVO decidiram renunciar às verbas do Fundo Eleitoral, mas cerca de 230 candidatos do PRTB receberam recursos públicos por meio de outras candidaturas ou legendas.[29] O partido também apresentou a quarta maior variação percentual na quantidade de candidaturas a prefeito, com 240% de crescimento com relação a 2016;[30] mas apenas em 10 capitais houve candidatura do PRTB a prefeitura.[31] Os melhores resultados em capitais foram em Belo Horizonte (com 9,95% dos votos e a segunda colocação) e em Macapá (com 11,68% dos votos e a quarta colocação). Em Porto Alegre, um membro do PRTB ingressou com um recurso judicial contra uma irregularidade na chapa de um candidato competitivo; o recurso foi aceito pelo TRE, resultando na renúncia do candidato e beneficiando Sebastião Melo (MDB) — apoiado pelo PRTB — que acabou vencendo a eleição.[32] Já em Recife, foi o próprio candidato filiado ao PRTB, o deputado estadual Marco Aurélio, que renunciou no meio da eleição, após Jair Bolsonaro anunciar apoio a outra candidatura a prefeitura.[33] Em São Paulo, Levy Fidelix criticou o apoio que Bolsonaro deu ao candidato Celso Russomanno (do Republicanos).[34] Nacionalmente o PRTB elegeu apenas 6 prefeitos, todos em municípios pequenos,[9] além de 220 vereadores, tendo um resultado pior que em 2016.[12] Ao ter recebido apenas 0,81% dos votos válidos para prefeitos no primeiro turno, o PRTB ficou entre os partidos que podem tender a não atingir os 2,0% de votos válidos para deputados federais em 2022, esbarrando na segunda etapa da cláusula de barreira.[35]

Durante a campanha eleitoral, ocorrida em meio a pandemia de Covid-19, Levy Fidelix criticou medidas como lockdown e campanha de vacinação, além de defender que não haveria uma segunda onda de casos da doença.[36] Em 23 de abril de 2021, Levy morreu aos 69 anos, vítima de complicações da Covid-19.[37] O PRTB passou a ser presidido pela viúva de Levy, além de ter iniciado negociações para que Jair Bolsonaro se filie na sigla.[38] Uma das dificuldades na negociação é a exigência de Bolsonaro para ter o controle total dos 27 diretórios regionais.[39] O trato envolveria a mudança de nome do PRTB para Aliança 28.[40] O partido também está batalhando para que Mourão siga filiado, já que ele vem recebendo convites de partidos como PL e Republicanos para talvez ser candidato a senador pelo Rio Grande do Sul em 2022.[38]

IdeologiaEditar

O partido defendia inicialmente o trabalhismo, ideologia históricamente associada à esquerda política e a Getúlio Vargas, porém no caso do PRTB, o partido reivindica seguir a linha janista do trabalhismo, que é conservadora em sua essência.[carece de fontes?]

O partido agora se define como conservador e nacionalista, tanto cultural quanto economicamente, sendo contra o que eles chamam de “intervenção estrangeira na economia”. O partido também se posiciona abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto, o ensino da identidade de gênero nas escolas e a legalização recreativa da cânabis; e defende a maior participação das Forças Armadas no governo, a união entre religião e Estado e a substituição da Constituição de 1988 por uma nova.[41]

OrganizaçãoEditar

Desempenho eleitoralEditar

Câmara dos Deputados[42]
Legislatura Bancada % ±
50ª (1995–1999)
0 / 513
0,00   0
51ª (1999–2003)
0 / 513
0,00   0
52ª (2003–2007)
0 / 513
0,00   0
53ª (2007–2011)
0 / 513
0,00   0
54ª (2011–2015)
2 / 513
0,38   2
55ª (2015–2019)
1 / 513
0,19   1
56ª (2019–2023)
0 / 513
0,00   1

Os números das bancadas representam o início de cada legislatura, desconsiderando, por exemplo, parlamentares que tenham mudado de partido posteriormente.

Eleições estaduaisEditar

Participação e desempenho do PRTB nas eleições estaduais de 2018[21]
  Candidatos majoritários eleitos (5 governadores e 10 senadores).

Em negrito estão os candidatos filiados ao PRTB durante a eleição.
Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PRTB compôs.
Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.
Não estão listados os futuros suplentes empossados.

UF Candidatos(as) a Governador(a) e a Vice Candidatos(as) a Senadores(as) Coligação majoritária
(governo e senado)
Deputados(as) federais eleitos(as) — 11 Deputados(as) estaduais eleitos(as) — 57
AC Marcus Alexandre (PT) Jorge Viana (PT) PRTB / PT / PDT / PRB / PV / PROS / PCdoB / PSB / PHS / PODE / DC / PPL / PMB / PSOL ninguém ninguém
Emylson Farias (PDT) Ney Amorim (PT)
AL Renan Filho (MDB) Renan Calheiros (MDB) PRTB / MDB / PR / PPS / DC / PCdoB / PDT / PHS / PMN / PODE / PRP / Avante / PSD / PT / PTB / PV / SD 1 PSD, 1 PR, 1 PTB, 1 MDB, 1 PT Breno Albuquerque (PRTB),
Fátima Canuto (PRTB),
Flávia Cavalcante (PRTB),
Jairzinho Lira (PRTB)
+ 1 PPS
Luciano Barbosa (MDB) Maurício Quintella Lessa (PR)
AM Wilson Lima (PSC) Luiz Castro (REDE) PRTB / REDE / PSC ninguém ninguém
Carlos Almeida (PRTB)
AP ninguém ninguém nenhuma ninguém ninguém
BA João Henrique (PRTB) Celsinho Cotrim (PRTB) PRTB / PSL ninguém ninguém
Antônia Santos (PRTB) Comandante Rangel (PSL)
CE Camilo Santana (PT) Eunício Oliveira (MDB) PRTB / PT / PDT / PP / PSB / PR / PTB / DEM / PCdoB / PPS / PRP / PV / PMN / PPL / PMB / Patriota 1 Patriota 1 PPS
Izolda Cela (PDT) Alberto Bardawil (PODE)
DF General Paulo Chagas (PRP) Brigadeiro Átila Maia (PRTB) PRTB / PRP 1 PRP 1 PRP
Adalberto Monteiro (PRP) Fadi Faraj (PRP)
ES Rose de Freitas (PODE) Fabiano Contarato (REDE) PRTB / PODE / PMN / REDE / MDB / Patriota ninguém 1 PMN, 1 Patriota, 1 REDE
Dr. Tanguy (PODE)
GO Ronaldo Caiado (DEM) Jorge Kajuru (PRP) PRTB / DEM / PRP / PSC / PMB / PR / PODE / DC / PSL / PMN / PTC / PROS / PDT ninguém Charles Bento (PRTB),
Julio Pina (PRTB)
Lincoln Tejota (PROS) Wilder Morais (DEM)
MA Maura Jorge (PSL) Samoel de Itapecuru (PSL) PRTB / PSL ninguém Felipe dos Pneus (PRTB),
Leonardo Sá (PRTB)
Roberto Filho (PSL)
MG João Batista Mares (REDE) Kaka Menezes (REDE) PRTB / REDE ninguém Rafael Martins (PRTB)
+ 1 REDE
Dr. Giovanni (REDE)
MS Junior Mochi (MDB) Waldemir Moka (MDB) PRTB / MDB / PTC / PR / PHS / PRP / DC ninguém 1 PR
Tânia Garib (MDB)
MT Pedro Taques (PSDB) Selma Arruda (PSL) PRTB / PSDB / PSL / PSB / SD / PPS / DC / Avante / Patriota ninguém 2 DC
Rui Prado (PSDB) Nilson Leitão (PSDB)
PA Márcio Miranda (DEM) Flexa Ribeiro (PSDB) PRTB / DEM / PSDB / PSB / SD / PMN / PDT / PPS / PRP ninguém 1 PPS, 1 PMN
José Megale (PSDB) Sidney Rosa (PSB)
PB Lucélio Cartaxo (PV) Daniella Ribeiro (PP) PRTB / PV / PSDB / PP / PSD / PSC / SD / DC / PHS / PTC / PSL / PPL 1 PSL Eduardo Carneiro (PRTB)
+ 2 PSL
Michele Rodrigues (PSDB) Cássio Cunha Lima (PSDB)
PE Armando Monteiro (PTB) Mendonça Filho (DEM) PRTB / PTB / PSC / PSDB / DEM / PPS / PRB / PV / PODE / PSL / PHS / DC / PMB 1 PSL, 1 PHS Marco Aurélio (PRTB)
+ 1 PHS
Fred Ferreira (PSC) Bruno Araújo (PSDB)
PI Wellington Dias (PT) Ciro Nogueira (PP) PRTB / PT / MDB / PP / PR / PCdoB / PTB / PDT / PSD ninguém Fernando Monteiro (PRTB),
+ 6 MDB, 5 PT, 5 PP, 3 PR, 2 PTB, 1 PSD, 1 PDT
Regina Sousa (PT) Marcelo Castro (MDB)
PR Geonísio Marinho (PRTB) Rodrigo Reis (PRTB) PRTB / PRP ninguém Boca Aberta Junior (PRTB)
Paulo Nori (PRTB) Zé Boni (PRTB)
RJ Subtenente André Monteiro (PRTB) Mattos Nascimento (PRTB) nenhuma ninguém Léo Vieira (PRTB)
Jonas Licurgo (PRTB)
RN Heró Bezerra (PRTB) Levi Costa (PRTB) nenhuma ninguém ninguém
Antônio Bento (PRTB) Jurandir Marinho (PRTB)
RO Coronel Charlon (PRTB) Ted Wilson (PRTB) nenhuma ninguém ninguém
Coronel Alexandre (PRTB)
RR Suely Campos (PP) Ângela Portela (PDT) PRTB / PP / PCdoB / PDT / PR / PODE / PSB / PHS 1 PR Coronel Chagas (PRTB),
Tayla Peres (PRTB)
Oleno Matos (PCdoB) Luciano Castro (PR)
RS ninguém ninguém nenhuma ninguém ninguém
SC Mauro Mariani (MDB) Jorginho Mello (PR) PRTB / MDB / PSDB / PR / DC / PPS / PTB / PTC / Avante ninguém 3 PR
Napoleão Bernardes (PSDB) Paulo Bauer (PSDB)
SE Mendonça Prado (DEM) Reynaldo Nunes (PV) PRTB / DEM / PV ninguém ninguém
Coronel Jorge Husek (DEM)
SP Rodrigo Tavares (PRTB) Major Olímpio (PSL) PRTB / PSL ninguém ninguém
Jairo Glikson (PRTB) Jair Andreoni (PRTB)
TO Márlon Reis (REDE) Irajá Abreu (PSD) PRTB / REDE / PV / PSD / PCdoB / PT / PTB / PDT ninguém ninguém
José Geraldo (PTB) Paulo Mourão (PT)
Participação e desempenho do PRTB nas eleições estaduais de 2014[21]
  Candidatos majoritários eleitos (7 governadores e 4 senadores).

Em negrito estão os candidatos filiados ao PRTB durante a eleição.
Os cargos obtidos na Câmara Federal e nas Assembleias Legislativas são referentes às coligações proporcionais que o PRTB compôs.
Tais coligações não são necessariamente iguais às coligações majoritárias e geralmente são menores.
Não estão listados os futuros suplentes empossados.

UF Candidatos(as) a Governador(a) e a Vice Candidatos(as) a Senadores(as) Coligação majoritária
(governo e senado)
Deputados(as) federais eleitos(as) — 38 Deputados(as) estaduais eleitos(as) — 63
AC ninguém ninguém nenhuma ninguém ninguém
AL Jeferson Piones (PRTB)
renunciou
Oldemberg Paranhos (PRTB) PRTB / PMN / PPL Cícero Almeida (PRTB) Antônio Albuquerque (PRTB),
Jairzinho Lira (PRTB),
João Beltrão (PRTB)
+ 1 PMN
James Soares (PRTB)
renunciou
AM José Melo (PROS) Omar Aziz (PSD) PRTB / PV / PROS / PSL / PTN / PRP / PSDB / PHS / PEN / PTC / DEM / PR / PSC / PSD / SD / PTdoB 2 PSD, 1 PSDB, 1 PR, 1 DEM 2 PTN
Henrique Oliveira (SD)
AP Jorge Amanajás (PPS) Marquinho Abreu (PRTB)
partido isolado
PRTB / PPS / PSC / PMN / PTC / PRP / PPL / PTB 1 PSC, 1 PTB 2 PTB
Daiana Ramos (PMN)
BA Tadeu da Luz (PRTB) Marcelo Evangelista (PEN) PRTB / PEN ninguém ninguém
Antônio Neto (PRTB)
CE Camilo Santana (PT) Mauro Filho (PROS) PRTB / PV / PP / PDT / PT / PTC / SD / PTB / PRB / PSL / PEN / PMN / PSD / PCdoB / PROS / PHS / PPL / PTdoB ninguém 1 PEN
Izolda Cela (PROS)
DF Jofran Frejat (PR) Gim Argello (PTB) PRTB / PR / PTB / DEM / PMN 1 DEM, 1 PR Juarezão (PRTB),
Liliane Roriz (PRTB)
Flávia Arruda (PR)
ES Renato Casagrande (PSB) Neucimar Fraga (PV) PRTB / PSB / PSDC / PSL / PP / PTB / PTdoB / PPS / PR / PSC / PSD / PCdoB / PTC / PEN / PTN / PPL / PMN / PRB / PHS 1 PSB Marcos Bruno (PRTB)
+ 1 PTC
Fabrício Gandini (PPS)
GO Iris Rezende (PMDB) Ronaldo Caiado (DEM) PRTB / PMDB / DEM / PCdoB / SD / PTN / PPL 2 PMDB, 1 SD Charles Bento (PRTB)
+ 1 SD, 1 PCdoB
Armando Vergílio (SD)
MA Lobão Filho (PMDB) Gastão Vieira (PMDB) PRTB / PSC / PMDB / PSL / PSDC / PRP / PTN / PMN / PV / PEN / PHS / PR / PRB / DEM / PSD / PT / PTB / PTdoB 1 PRP, 1 PSDC Stênio Rezende (PRTB)
+ 4 PMDB, 4 PV, 2 PSC, 2 DEM, 2 PR, 1 PTdoB
Arnaldo Melo (PMDB)
MG Tarcísio Delgado (PSB) Margarida Vieira (PSB) PRTB / PSB / PPL 3 PSB 3 PSB
Sílvia Reis (PRTB)
MS Nelsinho Trad (PMDB) Simone Tebet (PMDB) PRTB / PMDB / PSB / PTdoB / PEN / PRB / PHS / PTN / PSC ninguém 2 PTdoB, 1 PEN, 1 PSB
Pra. Janete Morais (PSB)
MT Janete Riva (PSD) Rui Prado (PSD) PRTB / PEN / PSD / PTC / PTN / SD ninguém 1 SD
Dr. Aray da Fonseca (PSD)
PA Elton Braga (PRTB) Eliezer Barros (PRTB)
indeferido
nenhuma ninguém ninguém
Josenildo Silva (PRTB)
PB Ricardo Coutinho (PSB) Lucélio Cartaxo (PT) PRTB / PSB / PT / DEM / PEN / PDT / PRP / PSL / PCdoB / PHS / PPL 1 DEM, 1 PT, 1 PDT 5 PSB, 2 DEM
Lígia Feliciano (PDT)
PE Paulo Câmara (PSB) Fernando Coelho (PSB) PRTB / PV / PMDB / PCdoB / PTC / PRP / PTN / PR / SD / PPS / PHS / PSDB / PSD / PPL / DEM / PEN / PSDC / PROS / PP / PSB / PSL 1 PHS 2 SD
Raul Henry (PMDB)
PI ninguém ninguém nenhuma ninguém ninguém
PR Geonísio Marinho (PRTB) Adilson dos Santos (PRTB) nenhuma ninguém ninguém
Rosângela Balduíno (PRTB)
RJ Luiz Fernando Pezão (PMDB) César Maia (DEM) PRTB / PMDB / PP / PTB / PSL / PPS / PTN / DEM / PSDC / PHS / PEN / PMN / PTC / PRP / PSDB / PSC / PSD / SD 1 PRP Graça Pereira (PRTB)
Francisco Dornelles (PP)
RN Robinson Faria (PSD) Fátima Bezerra (PT) PRTB / PSD / PT / PCdoB / PTdoB / PP / PEN / PTC ninguém 3 PSD
Fábio Dantas (PCdoB)
RO Confúcio Moura (PMDB) Acir Gurgacz (PDT) PRTB / PMDB / PDT / PSB / PCdoB / PTN / PTB / PSL / PRP 3 PMDB, 1 PDT, 1 PTB 2 PDT, 1 PRP
Daniel Pereira (PSB)
RR Chico Rodrigues (PSB) ninguém PRTB / PSB / PMDB / PSDB / PR / PRB / PSD / SD / PROS / PPS / PMN / PSDC / PTdoB / PHS / PEN / PSL / PPL / PTN / PSC / PRP ninguém Coronel Chagas (PRTB)
+ 1 PRTB
Rodrigo Jucá (PMDB)
RS Edson Estivalete (PRTB) ninguém nenhuma ninguém ninguém
Hermes Souza (PRTB)
SC Paulo Bauer (PSDB) Paulo Bornhausen (PSB) PRTB / PSDB / PP / PSB / PSL / SD / PTN / PPS / PEN / PTC / PHS / PTdoB 2 PSDB, 2 PP, 1 PPS 2 PSB, 1 PPS
Joares Ponticelli (PP)
SE Jackson Barreto (PMDB) Rogério Santos (PT) PRTB / PMDB / PT / PSB / PCdoB / PSD / PDT / PRP / PROS / PSDC / PRB ninguém ninguém
Belivaldo Chagas (PSB)
SP Walter Ciglioni (PRTB) Ricardo Fláquer (PRTB) nenhuma ninguém ninguém
Marcelo Duarte (PRTB)
TO Sandoval Cardoso (SD) Ângelo Agnolin (PDT) PRTB / PRB / PP / PDT / PTB / PSC / PSL / PR / PPS / DEM / PHS / SD / PEN / PTC / PSB / PRP / PSDB 1 PSB, 1 PRB, 1 PP, 1 DEM Junior Evangelista (PRTB)
+ 1 PSL
Eduardo Gomes (SD)

Eleições presidenciaisEditar

Ano Imagem Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
2010   Levy Fidelix

(PRTB)

Luiz Eduardo Ayres Duarte

(PRTB)

sem coligação 57.960
(0,06%)
Segundo turno: apoio à candidata vitoriosa Dilma Rousseff (PT)[16]
2014   Levy Fidelix

(PRTB)

José Alves de Oliveira

(PRTB)

sem coligação 446.878
(0,43%)
Segundo turno: apoio ao candidato derrotado Aécio Neves (PSDB)[20]
2018   Jair Bolsonaro

(PSL)

Hamilton Mourão

(PRTB)

Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos

(PSL e PRTB)

57.797.121
(55,13%)

ControvérsiasEditar

Além de Levy Fidelix, o PRTB já teve membros polêmicos, involtos em controvérsias, como o ex-presidente da república Fernando Collor de Mello, que foi candidato a prefeito de São Paulo pelo partido em 2000.

O partido também é acusado de promover teorias da conspiração nas redes sociais, como teorias sobre os Illuminati, e noticias falsas. Em 2017, foi descoberto que o PRTB teria financiado o site de notícias com alinhamento político de direita Folha Política, considerado por alguns como produtor de notícias falsas, além das páginas do Facebook Movimento Contra Corrupção e TV Revolta. Segundo o partido, o que houve foi uma contratação de serviços da empresa que os administra.[43]

O partido também é acusado de ter ligações com grupos de extrema-direita neonazistas, tendo quase chegado a participar de um evento organizado por estes grupos, que posteriormente foi cancelado.[44]

Referências

  1. a b c d TSE. «Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 4 de maio de 2021 
  2. a b c «História do PRTB (até 2014)». FGV. Consultado em 4 de maio de 2021 
  3. Humberto Trezzi (26 de dezembro de 2019). «O que é o integralismo, movimento de extrema-direita que já atraiu milhares no Brasil». GaúchaZH. Consultado em 4 de maio de 2021 
  4. Thiago de Araújo (10 de janeiro de 2016). «Alinhada a Mussolini e a Levy Fidelix, Frente Nacionalista é alvo de investigação pelo MP-PR». HuffPost Brasil. Consultado em 4 de maio de 2021 
  5. a b Igor Moraes (18 de maio de 2018). «O que significa esquerda, direita e centro na política». Estadão. Consultado em 4 de maio de 2021 
  6. a b Octavio Guedes (24 de abril de 2021). «Levy Fidelix foi uma prévia de Bolsonaro, afirmam estudiosos da extrema direita brasileira». G1. Consultado em 4 de maio de 2021 
  7. a b c TSE. «Estatísticas do eleitorado – Eleitores filiados». Consultado em 4 de maio de 2021 
  8. a b c d EBC (28 de outubro de 2018). «Eleições 2018: Confira lista completa dos candidatos eleitos». Consultado em 4 de maio de 2021 
  9. a b PATRI/Datapedia. «Resultados da eleição municipal de 2020 para as prefeituras». Consultado em 4 de maio de 2021 
  10. Senado Federal. «Senadores em Exercício 55ª Legislatura (2019 - 2023)». Consultado em 4 de maio de 2021 
  11. Câmara dos Deputados. «Bancada dos partidos». Consultado em 4 de maio de 2021 
  12. a b c G1 (17 de novembro de 2020). «DEM, PP e PSD aumentam número de vereadores no Brasil; MDB, PT, PSDB, PDT e PSB registram redução». Consultado em 4 de maio de 2021 
  13. PRTB. «Programa». Consultado em 4 de maio de 2021 
  14. TSE. «Jurisprudência / Julgados históricos / Collor». Consultado em 4 de maio de 2021 
  15. Isavela Salgueiro (3 de janeiro de 2004). «Pré-candidatos aproveitam Natal para fazer campanha». Folha de S.Paulo. Consultado em 4 de maio de 2020 
  16. a b YouTube (28 de outubro de 2018). «Levy Fidelix apoia Dilma para a presidência (vídeo)». Consultado em 4 de maio de 2021 
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