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Joaquim Marques Lisboa

Militar e nobre brasileiro
O Marquês de Tamandaré
Tamandaré em 1893
Nome completo Joaquim Marques Lisboa
Conhecido(a) por "O Almirante Tamandaré"
Nascimento 13 de dezembro de 1807
Rio Grande, Rio Grande de São Pedro, Brasil
Morte 20 de março de 1897 (89 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Serviço militar
Serviço Armada Imperial Brasileira
País Império do Brasil
Anos de serviço 1822–1866
Patente Almirante
Conflitos Independência do Brasil
Guerra da Cisplatina
Revolução Farroupilha
Guerra do Uruguai
Guerra do Paraguai

Joaquim Marques Lisboa, Marquês de Tamandaré (Rio Grande, 13 de dezembro de 1807[1]Rio de Janeiro, 20 de março de 1897)[1], foi um militar da Armada Imperial Brasileira que atingiu o posto de Almirante. Toda sua vida foi dedicada à Marinha do Brasil, inclusive como membro vitalício do Conselho Militar e de Justiça, depois Supremo Tribunal Militar, desde sua criação até 1891, quando o Governo da República concedeu-lhe a exoneração pedida.

No decorrer de sua longa vida, o Brasil passou de Colônia de Portugal a Reino Unido, depois a Império e, em 1889, a República. Participou de vários conflitos, que poderiam ter fracionado o território nacional e muitas crises políticas: Guerra da Independência do Brasil, Guerra da Cisplatina, da Confederação do Equador e da repressão às revoltas ocorridas durante o Período Regencial, como a Cabanagem, a Sabinada, a Farroupilha, a Balaiada e a Praieira. No plano externo, participou da Guerra do Prata e, com a eclosão da Guerra do Paraguai, comandou as forças navais em operações na bacia do Rio da Prata, em apoio à Batalha do Passo da Pátria, à Batalha de Curuzu e à Batalha de Curupaiti.

Desde jovem, destacou-se por seus feitos notáveis e foi considerado herói em diversas ocasiões. Recebeu o comando de um navio aos 18 anos de idade, salvou prisioneiros do Brasil do cativeiro argentino, tomando com eles o navio inimigo que os transportava; participou de vários combates no mar e portou-se como cavalheiro nas vitórias; realizou dois salvamentos importantes, o de tripulantes e passageiros do navio Ocean Monarch, que se incendiara e o da Nau Vasco da Gama, desarvorada em uma tempestade na entrada da barra do Rio de Janeiro e, como almirante, comandou a Força Naval Brasileira em Operações de Guerra em duas campanhas: Campanha Oriental e Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai.

BiografiaEditar

 
Brasão d'Armas do Marquês de Tamandaré.

Joaquim Marques Lisboa era filho do português Francisco Marques Lisboa (nascido na Vila de Famalicão, Província de Estremadura em 1767) e de Eufrásia Joaquina de Azevedo Lima (nascida em Viamão, Rio Grande do Sul).[1] Era o décimo filho da numerosa prole do casal, sendo um de seus irmãos Henrique Marques de Oliveira Lisboa,[2] que no posto de Tenente Coronel, combateu os Farroupilhas em Laguna

A transferência da família Marques Lisboa para a povoação de Rio Grande ocorreu em 1800. Francisco Marques Lisboa possuía propriedades na cidade de São Pedro do Rio Grande e na antiga vila e atual município de São José do Norte, separada de Rio Grande pelo canal que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico onde, a princípio, dedicou-se ao comércio, que começava a crescer como atividade básica da povoação. Primeiro por iniciativa de um grupo de comerciantes e depois com reconhecimento oficial, organizou e dirigiu um serviço de praticagem e salvamento de navios, chegando a desempenhar as funções de Patrão-Mor e Prático da Barra do Rio Grande. Muito se tem discutido se o futuro Almirante teria nascido não em Rio Grande, mas na vila vizinha de São José do Norte.[3] À medida que sua projeção crescia no cenário nacional, exacerbava-se a polêmica, com cada uma das localidades almejando ser a terra natal de Marques Lisboa. Sem a existência cabal de uma certidão de nascimento, acredita-se que ele tenha nascido em Rio Grande pois, em dezembro de 1883, a Câmara de Vereadores de Rio Grande havia enviado a Tamandaré um telegrama congratulando o Imperador pelo restabelecimento de sua saúde. Em seu despacho telegráfico de resposta, Tamandaré aproveitou a oportunidade para saudar a Câmara Municipal do lugar de seu nascimento, declarando, oficialmente, ser essa a cidade onde nasceu.[4]

Joaquim Marques Lisboa, nasceu em um meio que lhe seria muito propício a vida relacionada com as lides marinheiras. Bastante jovem, em 1813, e em companhia dos pais, faria sua primeira viagem por mar, para o Rio de Janeiro[5] onde, após o regresso de seu pai, ficou aos cuidados de sua irmã, Maria Eufrásia, e de seu marido, José Antônio Lisboa, até a conclusão do curso primário, no colégio do Professor Carvalho.[6] Aos 13 anos, Joaquim regressa à terra natal, no mesmo barco em que viera para a Corte. Em 1821, num dos veleiros do pai e agora sozinho, retorna à Corte, para dar prosseguimento a seus estudos, quando teve a chance do contato ainda mais próximo com as lides marinheiras, auxiliando o capitão da embarcação, durante toda a viagem. Mesmo tendo de vencer a enorme resistência de seu pai, passa a trabalhar no sentido de convencê-lo a que pudesse atender ao esforço de guerra que partira do Imperador. Em 1822, após muita insistência, a 22 de novembro, Francisco requer para seu filho a honra de servir, como voluntário na Esquadra que se preparava para lutar nas Guerras de Independência, contra as forças portuguesas estacionadas na Bahia. Deferido seu requerimento em 4 de março de 1823, o jovem Joaquim iniciou sua carreira na incipiente Marinha como Voluntário da Armada Imperial[7], ainda em formação, a bordo da Fragata Niterói sob o comando de John Taylor[1] , em cujo mastro tremulava o pavilhão do Almirante Cochrane.[8]

Seu irmão, José Marques Lisboa, funcionário do Ministério dos Estrangeiros e procurador do futuro Almirante, enviou a Cochrane uma petição em que solicitava que atestassem o tempo em que o voluntário Marques Lisboa servira sob suas ordens. No setembro seguinte, encaminhou um requerimento ao Diretor da Academia Imperial da Marinha solicitando certidão do tempo em que o mesmo frequentou os estudos acadêmicos desta Corte, sua conduta e seu aproveitamento. De posse dessas duas certidões, José Marques Lisboa dirigiu um requerimento ao Imperador, encaminhando-o também ao Comandante Taylor, no qual ao historiar a fé de ofício do voluntário Marques Lisboa, solicita sua promoção ao posto de Segundo Tenente de Comissão. Assim, em 2 de dezembro de 1825, Joaquim Marques Lisboa era promovido a Segundo Tenente de Comissão. A necessidade de oficiais brasileiros habilitados para guarnecer os navios da Esquadra que se achavam em águas de Montevidéu,deu-lhe a chance de ser promovido ao posto de Segundo Tenente do quadro efetivo dos oficiais da Armada[4] em 26 de janeiro de 1826.

Casara-se com uma sobrinha e companheira de infância e quase de sua idade, Maria Eufrásia. O casamento aconteceu na Igreja de Nossa Senhora da Glória em 19 de fevereiro de 1839 no Rio de Janeiro. Após a Batalha do Riachuelo, o número de ex-combatentes inválidos chegados à capital foi tomando proporções alarmantes, surgindo assim a necessidade de criação de um asilo para tratá-los. Sua esposa, Viscondessa de Tamandaré, apesar da situação que o país atravessava, lembrou-se de organizar leilões de prendas obtidas das famílias de suas relações, como também do comércio e de muitas outras pessoas que se dispusessem a ajudá-la nesse patriótico fim. O primeiro leilão foi um sucesso, incentivando-a a continuar e juntar os fundos necessários. Um fato interessante é que uma jovem vinda do Piauí, alistada no Batalhão de Voluntários da Pátria, queria seguir o exemplo de Maria Quitéria e lutar por seu país. Se chamava Jovita Alves Feitosa e foi importante ajudante da Viscondessa. A jovem morreu pobre no Rio de Janeiro.[6]

Tamandaré, origem de seu título[9], tratava-se de uma pequena vila e um importante porto de apoio no litoral pernambucano. Em 1824, seu irmão mais velho, Manoel Marques Lisboa, pegara em armas neste porto pela Confederação do Equador contrário ao Império nascente. Após repelir uma invasão imperial na região em 8 de junho deste mesmo ano, Manoel viria a falecer na segunda tentativa de tomar o local, apesar da vitória ter sido conquistada. Durante a visita do Imperador D. Pedro II ao litoral de Pernambuco, 35 anos depois, Joaquim Marques Lisboa pediu-lhe para fazer uma parada e transladar os restos mortais de seu irmão Manoel para o jazigo da família no Rio de Janeiro. D. Pedro concorda e sensibilizado pelo gesto, lhe confere a honraria de Barão no ano seguinte. Após divergências sobre o nome, D. Pedro II, ao lembrar do ocorrido em Tamandaré, deu-lhe o título de Barão de Tamandaré em memória de seu irmão, e do lugar que fora para ele muito importante, tornando-se um ponto de referência para a amizade dessas duas figuras históricas.[10]

Formou-se um país e Tamandaré foi parte importante de uma geração de marinheiros, guerreiros e estadistas a quem se deve a preservação da maior herança dos brasileiros: um país rico em recursos naturais, pátria de uma nação unida por uma cultura e um idioma.[11]

CampanhasEditar

Em 1825, durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828) - em que as Províncias Unidas do Rio da Prata pretendiam anexar a Província Cisplatina, então pertencente ao Império do Brasil - Tamandaré, como tenente, destacou-se em muitos combates pela liderança e coragem. Capturado com outros brasileiros, arrebatou ao inimigo o navio de guerra que os levava prisioneiros, assumindo o seu comando aos 18 anos de idade.

Participou da Guerra do Prata, em 1851, na passagem do Tonelero.[1]

Em 1864, já com o título de barão de Tamandaré, assumiu o cargo de Comandante em Chefe das operações navais brasileiras no Rio da Prata.

Durante a Guerra do Paraguai (1864 - 1870), coube a Marques Lisboa o comando das forças navais no início do conflito, entre 1865 e 1866. Ele estabeleceu o bloqueio naval e organizou o apoio logístico para a força em operação, fundamentais para o seu bom êxito.

Na Batalha Naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), Francisco Manuel Barroso da Silva, por ele designado para comandar as divisões em operação no Rio Paraná, obteve a vitória que mudou o curso da guerra em favor da Tríplice Aliança.

Marques Lisboa comandou a operação militar do Passo da Pátria em um bem sucedido desembarque de tropas de grande envergadura e assim, com o apoio naval na conquista das fortificações do rio Paraguai, impediu o avanço aliado.

CarreiraEditar

 
Revista Popular: Semanário de Litteratura, Sciencia e Industria, Segundo Volume, Lisboa: Imprensa Nacional (1848-1850)
  • Voluntário - 04 de março de 1823
  • Segundo Tenente de Comissão - 02 de dezembro de 1825
  • Segundo Tenente - 26 de janeiro de 1826
  • Primeiro Tenente - 12 de outubro de 1827
  • Capitão Tenente - 22 de outubro de 1836
  • Capitão de Fragata - 02 de dezembro de 1839
  • Capitão de Mar e Guerra Graduado - 14 de março de 1847
  • Capitão de Mar e Guerra - 14 de março de 1849
  • Chefe de Divisão - 03 de março de 1852
  • Chefe de Esquadra - 02 de dezembro de 1854
  • Vice Almirante - 02 de dezembro de 1856
  • Almirante - 21 de janeiro de 1867
  • Reformado - 20 janeiro de1890


Sua carreira, usada como exemplo até os dias atuais, é um excelente material de estudo para melhor compreender o Brasil do século XIX.

Ao longo de toda sua vida militar, inúmeros fatos beiram o mítico, no entanto muitos autores ressaltam, para além de seus feitos heroicos, que apesar de sua proximidade com o Imperador D. Pedro II nunca galgou cargos políticos, o que era comum a época, atuando de forma exclusiva no campo militar, fato curioso pois lutou pelo Estado Imperial em todas as intervenções militares internas e externas.[12] Seu despertar para a vida no mar se deu após uma viagem sozinho ao Rio de Janeiro a bordo de um navio da Companhia de seu pai, onde desempenhou o papel de piloto auxiliando o capitão, nos ofícios do mar. Na época, a política fervilhava num caldeirão dando chance ao jovem rapaz de se alistar como voluntário e iniciar sua jornada na Armada Nacional, que o levou até o mais alto posto da hierarquia naval. Mudanças políticas se iniciaram no Reino do Brasil com o retorno do Rei D. João VI para Portugal, deixando seu filho, o Príncipe Regente D. Pedro, em solo brasileiro para governar em nome da coroa. Porém, incomodado com as decisões tomadas pelas Cortes de Lisboa, D. Pedro resolve desobedecê-las. Contribuindo assim, para a separação política com a proclamação da Independência do Brasil e fazendo-se coroar como seu Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo com o título de D. Pedro I. Como voluntário a bordo da Niterói, tomou parte em vários combates navais no litoral da então província da Bahia. Lá, teve seu batismo de fogo em 4 de maio de 1823 quando a Esquadra brasileira chocou-se com velas inimigas. Dias mais tarde, perseguiu os portugueses em fuga, apresando 17 navios inimigos e levando a bandeira imperial até quase a embocadura do Tejo, a bordo da fragata Niterói.[4]

Ao retornar da importante missão de que fora incumbida a Fragata Niterói, Marques Lisboa foi matriculado em março de 1824 na Academia Imperial de Marinha. Entretanto, os acontecimentos internos iriam exigir a presença da Esquadra em diferentes pontos do país com a finalidade de impor a autoridade do Governo Central. Mal refeitos dos desgastes das Guerras de Independência, alguns navios seguiram para Pernambuco, para debelar a revolução chefiada por Manoel de Carvalho Pais de Andrade, que tinha como objetivo, reunir as várias Províncias do Nordeste à proclamar a República e constituir a Confederação do Equador. Assim que soube que em breve uma Divisão Naval seguiria para o Norte, a fim de reprimir os focos revolucionários manifestados em várias Províncias daquela região do País, Marques Lisboa solicitou ao Almirante Cochrane seu embarque em um dos navios que comporiam a referida Divisão. Apesar da recusa de Francisco Vilela Barbosa, então Ministro da Marinha, Cochrane não se deixou abater e levou tal solicitação diretamente ao Imperador, a quem fez questão de apresentar o jovem Joaquim. Com argumentos bastante consistentes, o Imperador não teve outra alternativa, senão ceder e a 30/07/1824, uma Resolução Imperial chegou a Academia, nomeando o voluntário Joaquim Marques Lisboa para embarcar a bordo do Capitânia da Esquadra, a Nau Pedro I. Tendo os revoltosos sido silenciados, a frota continuou na região apagando outros possíveis focos de revolução. Joaquim desempenhou com esmero todas as missões que lhe foram incumbidas.[12]

A partir de 1825, já na Campanha Cisplatina, o jovem Joaquim estava embarcado na Canhoneira Leal Paulistana sob o comando do Primeiro-Tenente Antonio Carlos Ferreira. A guerra teve inicio para Tamandaré em 8 de fevereiro de 1826, no que ficou conhecido como o Combate de Corales. Mais tarde, no mesmo ano retornou para a Fragata Niterói, sob o comando de James Norton, e destacou-se de tal forma ao longo dos combates que se seguiram que, a 31 de julho de 1826, foi designado para comandar a Escuna Constança, figurando em sua carreira naval, como seu primeiro comando. Vale a pena ressaltar que possuía apenas 18 anos na data da designação. Depois de uma mal fadada investida por terra a Vila de Carmem de Pantagones, na tentativa de controlar a entrada do Rio Negro, voltou a luta no Estuário do Prata, embarcado na Fragata Príncipe Imperial, Capitânia da Divisão Naval encarregada do serviço de comboio de 18 navios mercantes. Caiu prisioneiro junto a 93 homens. Contudo o inimigo argentino não contava com o comando e astúcia do jovem oficial que combinado com seu imediato da Constança, planejou e executou a tomada do comando do navio-prisão, o Brigue Anna. A escolta que os acompanhava não percebeu que a tripulação havia tombado para os brasileiros até que em manobra ousada fizeram vela e navegaram, em fuga, para Montevidéu. Fora promovido a Primeiro-Tenente, no dia 12 de outubro de 1827 e com vinte anos de idade, assumiu o comando da Escuna Bela Maria, com ela travando intenso combate de artilharia com um navio argentino e vencendo, demonstrou o seu espírito humanitário com o inimigo, o que lhe valeu o reconhecimento dos vencidos (1828). Após o final da guerra ainda passou mais 2 anos em águas do Rio da Prata, sendo em 1831, mandado de volta para o Rio de Janeiro.[11]

Desde a abdicação do Imperador D. Pedro I, em 1831, dedicou-se a combater os focos revoltosos por todo o país, indo de norte a sul. Ainda em 1831, combate no nordeste, em Pernambuco, Pará, Recife e Ceará. Foi nomeado para comandar o Brigue Cacique em 1834, o qual comandou durante toda sua atuação na Revolta da Farroupilha. Em 1840 já era Capitão de Fragata e, em 1847, Capitão de Mar e Guerra. Em 1848 recebeu na Grã-Bretanha a Fragata D. Afonso, primeiro navio misto - a vela e a vapor - de grande porte da Armada brasileira. Mesmo tendo a bordo o príncipe de Joinville, Francisco Fernando de Orléans, os Duques de Aumale e o Chefe da Esquadra Almirante John Pascoe Grenfell, lançou-se ao resgate do navio inglês, Ocean Monarch, que carregava imigrantes de Liverpool para Boston, que se incendiara próximo ao porto, resgatando 156 pessoas.[1] Em 6 de março de 1850, ao regressar de Pernambuco, onde havia acabado de combater a Revolta Praieira, a bordo da primeira embarcação brasileira mista de vapor e vela socorreu a Nau Vasco da Gama que após uma forte tempestade na região do Rio de Janeiro perdeu seu mastro o que a deixou ao sabor da tempestade. Devido as complicações do momento Joaquim Marques Lisboa não consegue abordar a Nau de imediato, mas iria permanecer durante toda a noite nas proximidades, esperando uma oportunidade para socorrer a embarcação, o que conseguiu ao raiar do dia seguinte.[1]

 
Visconde de Tamandaré (S. A. Sisson).

Em 1852, foi promovido ao posto de Chefe de Divisão, correspondente a Comodoro em outra marinhas e, em 1854, a Chefe de Esquadra, correspondente atualmente a Contra Almirante.[12]

Em 1857, durante uma permanência na Europa para acompanhar o tratamento de saúde de sua esposa, foi incumbido pelo Governo Imperial de fiscalizar a construção de duas canhoneiras na França e de oito outras na Grã-Bretanha. Eram navios de propulsão mista vela-vapor, que significavam uma atualização necessária para que a Marinha brasileira continuasse a defender cabalmente os interesses do país. Esses navios atuaram na Guerra do Uruguai e na Guerra do Paraguai[13]. Nesta questão, que evoluiu para uma intervenção militar brasileira, antes da rendição de Montevidéu, o Almirante liderou os combates em Salto e Paissandu, ocupando-as com tropas brasileiras. Comandou a intervenção brasileira na República Oriental do Uruguai em 1864 e 1865. A disputa de poder entre os partidos Blanco e Colorado levou a uma desestabilização e a guerra civil no jovem país às margens do Prata. Havia, contudo, 40 mil brasileiros vivendo no país o que tornou o problema interno uma questão de interesse do Império do Brasil. Além dos partidos políticos internos, estavam envolvidos na disputa de poder o Paraguai e a Argentina, ambos apoiando lados opostos e apoiados nos próprios interesses. O local havia se tornado um barril de pólvora que explodiu no dia 10 de agosto de 1864. Em 1864, o Barão de Tamandaré foi designado para um esforço diplomático junto ao Conselheiro José Antonio Saraiva a fim de proteger os interesses do Império e da integridade de seus súditos. Em 11 de agosto, o Conselheiro Saraiva deixou Montevidéu com o fracasso das negociações, permanecendo Tamandaré e sua Força Naval do Rio do Prata para assegurar todo o pacote exigido pelo Imperador. O objetivo de Tamandaré no início do conflito, como foi escrito por ele numa carta dedicada ao Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, era exclusivamente obter satisfações do Governo uruguaio pelos agravos sofridos por brasileiros, bem como obter garantias para eles e seus bens. Não havendo intenção de humilhar a soberania daquela República ou ferir seus cidadãos. De qualquer forma, estava temeroso que uma ação impensada pudesse desencadear uma guerra em que as duas bandas do Prata uniriam-se contra o Brasil, pois sabia que não estavam prontos para tamanho enfrentamento. Em 30 de agosto, as relações foram formalmente rompidas entre Uruguai e Brasil. [11]No dia 7 de setembro, o Governo Imperial enviou ordens ao Barão de Tamandaré para que três localidades uruguaias fossem ocupadas: Paissandu, Salto e Cerro Largo. Ordenou também que o General Venancio Flores fosse reconhecido como um dos beligerantes. No dia 11 de outubro, tornou de domínio das autoridades diplomáticas estrangeiras residentes em Montevidéu que o Governo Imperial brasileiro havia determinado a ocupação do território uruguaio ao norte do Rio Negro, na forma de represália até que obtivessem garantias e satisfações por parte do governo do Uruguai. A todo momento suas decisões iam de acordo com as diretrizes expostas ao Ministro das Relações Exteriores em sua carta datada de meses atrás, mesmo que o conflito já estivesse em andamento e as medidas diplomáticas além de terem falhado, causaram descontentamento na Corte. A situação da República Oriental do Uruguai geraria por agravos geopolíticos o que conhecemos como a Guerra do Paraguai, e a ação de Tamandaré no comando da intervenção brasileira foi eficaz, agindo com a violência necessária, em momento oportuno e cumpriu sua missão, empregando os meios militares que estavam à sua disposição.[11]

 
Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

Sua participação inicial no conflito foi de extrema importância para o aprovisionamento das forças brasileiras, ainda mais numa relação em que o Brasil e o Paraguai possuíam grande desconhecimento entre suas ações políticas e forças militares, e ele fará isso por meio da Legação Imperial em Assumpção. Contudo, a resposta do Ministro que estava lá destacado concorreu para que fosse feita uma falsa apreciação das forças e reservas do inimigo, e por conseguinte, a formulação de um plano extremamente otimista[14]. O Paraguai havia acabado de reformar suas fortificações sob supervisão de oficiais estrangeiros do mais alto gabarito, reformas estas que permitiram comparações com as mais notáveis fortificações do mundo, como por exemplo, Sebastopol, Gibraltar e Richmond. O Almirante Tamandaré tomou medidas para precaver os principais e primeiros afetados, enviou cartas ao Presidente da Província do Mato Grosso para alertá-lo das intenções paraguaias para deflagrar o conflito e fez o mesmo com o Comandante da Flotilha que estava alocada na região a fim de minimizar os danos, no entanto as respostas que recebeu foram um tanto melancólicas. O comandante da Flotilha afirmou que sua Força era diminuta e possuidora de pouco poder de fogo para conter uma invasão. Responsável pelas nossas forças no Rio da Prata, foi uma das suas preocupações notificar o Ministro da Marinha sobre a necessidade de formar-se uma verdadeira flotilha de transportes para assegurar a mobilidade do Exército Imperial pela região. É possível perceber que para Tamandaré a guerra já era uma realidade e que o tempo até que o primeiro tiro fosse dado, a primeira carga de cavalaria fosse deflagrada e o primeiro canhão rugisse deveria ser dedicado ao preparo. O Governo Imperial, mesmo frente aos pedidos e avisos do almirante, nada decidiu de imediato, provavelmente devido ao completo desconhecimento sobre o território inimigo e o seu real estado de mobilização. Após a invasão da Província de Corrientes, por Solano López, Tamandaré envia um pedido ao Ministro da Marinha sobre como deveria proceder no plano de campanha geral, sendo sua resposta a autorização para colocar em prática suas ideias anteriormente expostas à Corte. Ordenou o bloqueio dos portos paraguaios no Rio Paraná, afim de sufocar aquela República e permitir o apoio às forças do Exército. Pensando ainda na mobilidade e no abastecimento, comprou toneladas de carvão na Província de Corrientes e em outro ponto ao longo do Rio Paraná. Prevendo os agraves dos acontecimentos durante o conflito, solicitava reforços em todas suas comunicações: "Cada dia perdido importará para nós em aumento de despesas e sacrifícios, para alcançarmos o mesmo resultado que se poderia obter com energia e decisão"[6] Os múltiplos e complexos problemas políticos e militares, que dificultavam a ação naval do Império no Rio da Prata, exigiram de uma intensa atuação de Tamandaré entre Montevidéu e Buenos Aires. Os vizinhos brasileiros na época, apesar terem antipatia ao Governo de Solano López, não estavam ansiosos por engajar-se em uma guerra na região devido a questões de disputa interna, além do que uma guerra deflagrada na região afetaria drasticamente a economia dessas nações extremamente conectadas e interdependentes. Logo, o Almirante deveria trabalhar a fim de angariar apoio para o Império do Brasil dentro do que fosse possível sem pressionar esses países, pois poderia jogá-los contra ele.[15] No entanto, a investida de López sobre os territórios da Província de Corrientes na Argentina, facilitou o convencimento por parte de Tamandaré e dos líderes daquelas Repúblicas da necessidade de se combater o Paraguai, mas mesmo esse ato de ultraje nacional para a República Argentina não a fez apoiar diretamente o Brasil. Em contraposição, Flores no Uruguai fez questão de reforçar seu apoio a qualquer partido que o Império do Brasil tomasse. Apesar de todo panorama político, em 19 de maio de 1865, é firmado o Tratado da Tríplice Aliança assegurando cooperação mútua entre Uruguai, Argentina e Brasil enquanto durasse o conflito com a potência agressora, Paraguai. Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Governo do Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval presente no teatro de operações. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre. As Forças Navais do Brasil não estavam subordinadas a ele, de acordo com o Tratado da Tríplice Aliança. A estratégia naval adotada pelos aliados foi o bloqueio. O rio Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação com o Paraguai. As Forças Navais do Brasil foram organizadas em três Divisões - uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio. No dia 11 de Junho de 1865, nas águas do Rio Paraná, próximo à confluência do Riachuelo, travou-se o sangrento combate que recebeu o nome do pequeno afluente[8]. A Esquadra Brasileira, sob o Comando do Chefe-de-Divisão Francisco Manuel Barroso da Silva (depois Barão do Amazonas), bateu-se valentemente contra os navios da Esquadra Paraguaia durante todo o decorrer do dia, às ordens do Comandante Mezza. Vários destes foram postos a pique, conseguindo uns poucos escapar seriamente avariados. No decorrer da luta, no Capitânia de Barroso – Fragata Amazonas – foram içados numerosos sinais transmitindo ordens aos demais comandantes brasileiros. Dois deles ficaram especialmente célebres:

779- “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”

10- “Sustentar o fogo que a vitória é nossa”[16]

Em 1866, por razões de saúde e políticas, pediu seu afastamento do cargo, sendo substituído pelo Almirante Joaquim José Inácio, mais tarde Visconde de Inhaúma.

 
O Visconde de Tamandaré, vice-almirante da esquadra brasileira.

Quando da Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889, o Marquês de Tamandaré permaneceu fiel a Pedro II do Brasil, permanecendo cerca de uma hora a sós com o Imperador, pedindo-lhe permissão para a Armada Imperial debelar o golpe de Estado, o que lhe foi negado.[17] Aos 82 anos de idade, e o último dos grandes militares monarquistas do passado ainda vivo (Duque de Caxias, Marquês do Herval, Almirante Barroso, Marechal Polidoro e todos os demais já haviam falecido), recusou-se a aceitar o fim da Monarquia e permaneceu esperançoso da possibilidade de um contragolpe.[18] Permaneceu ao lado da família imperial até seu embarque definitivo no navio Alagoas para o exílio.[8]

Foi reformado em 1890, de acordo com decreto de 30 de dezembro de 1889, por ter atingindo a idade limite, sendo nomeado Ministro do Supremo Tribunal Militar em 1893.[8]



HomenagensEditar

 
Monumento ao Almirante Tamandaré no Rio de Janeiro


 
Busto de Tamandaré, referência regional em João Pessoa - PB
 
Monumento no Parque Ibirapuera feito pelo escultor Luis Morrone.

Nobreza, Medalhas e Outros Prêmios[8]Editar

  • Pelos elevados serviços prestados ao império, foi agraciado com os títulos de Barão com grandeza (14/03/1860), Visconde com grandeza (18/02/1865), Conde (13/12/1887) e Marquês de Tamandaré (16/05/1888), tendo sido o primeiro oficial da Armada a ganhar um título de nobreza. D. Pedro II escolheu o nome Tamandaré em honra da praia pernambucana onde esteve de passagem com o futuro Almirante, que pediu ao Imperador o favor de recolher os despojos de seu irmão Manoel Marques Lisboa, enterrado no cemitério daquela localidade.
  • Por Aviso Ministerial de 1957, foi aprovado o escudo ou brasão d'armas do Marquês de Tamandaré.
  • 1846 - Oficial da Imperial Ordem da Rosa; em seu Decreto datado de 14/11/1846, o Imperador não explica o motivo dessa concessão, apenas diz que "querendo Condecorar e Honrar ao Capitão-de-Fragata Joaquim Marques Lisboa, Hei por bem nomeá-lo Oficial da dita Ordem".
  • 1849 - Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro; por serviços prestados em defesa da ordem pública em Pernambuco, durante a Revolução Praieira.
  • 1849 - Comendador da Ordem Militar da Torre e Espada; conferida por D. Maria II, como testemunho do apreço pelos seus relevantes serviços prestados por ocasião do salvamento da nau portuguesa Vasco da Gama, em frente a Barra do Rio de Janeiro.
  • Comendador da Imperial Ordem do Cruzeiro; Tamandaré dispensava o maior carinho à esta Comenda, pelo fato de ter pertencido a D. Pedro II. Durante uma recepção havida em Uruguaiana, D. Pedro II recebeu em audiência especial o Embaixador inglês Thornton, para tratar do restabelecimento das relações entre o Brasil e a Inglaterra, interrompidas desde a Questão Christie. Reparando Tamandaré que a Comenda do Imperador apresentava um pequeno defeito, trocou a sua com D. Pedro, que acabou ficando definitivamente com ela
  • 1859 - Comendador da Imperial Ordem da Rosa; por serviços prestados por ocasião da epidemia de cólera morbus que acometeu diferentes Províncias do Império, nos anos de 1855 e 1856.
  • Grã Cruz da Ordem de Francisco José d'Áustria; concedida graciosamente pelo referido Imperador, foi autorizada à usá-la em 26/11/1860.
  • 1861 - Comendador da Ordem de São Bento de Aviz; em recompensa aos seus 35 anos de bons serviços prestados ao país.
  • 1865 - Cavalheiro da Imperial Ordem da Rosa; pelos relevantes serviços prestados ao país, durante a Campanha do Estado Oriental do Uruguai.
  • 1867 - Grã Cruz efetiva da Imperial Ordem da Rosa; em atenção aos bons serviços prestados na Força Naval em Operações de Guerra contra o Governo do Paraguai.
  • 1868 - Grã Cruz da Ordem de São Bento de Aviz;em recompensa aos seus 45 anos de bons serviços prestados ao país.
  • Colar da Imperial Ordem da Rosa; em atenção aos relevantes serviços que prestara ao país nas guerras contra o Uruguai e o Governo do Paraguai.
  • Medalha de ouro em comemoração da tomada da cidade de Paissandu, com a ajuda das forças navais sob o seu comando.
  • Medalha de ouro em comemoração da rendição de Uruguaiana, para a qual contribuiu eficazmente com a sua Flotilha Fluvial.
  • Medalha do Mérito Militar, de bronze com passador de prata, ostentando o número 3, concedida a todos os oficiais que obtiveram prêmios por atos de bravura na Campanha do Paraguai.
  • Medalha Geral da Campanha do Paraguai, de ouro, com o feitio da Cruz de Malta, como reconhecimento aos serviços prestados à Pátria na Campanha do Paraguai, trazendo no passador o número de anos passados na campanha, contando nove meses por um ano.
  • Medalha Comemorativa da Guerra contra o Governo do Paraguai, conferida pela República Argentina a todos os membros da Armada e dos Exércitos Aliados.
  • Medalha Comemorativa da Guerra contra o Governo do Paraguai, conferida pela República Oriental do Uruguai a todos os membros da Armada e dos Exércitos Aliados, que tomaram parte efetiva na referida Campanha. (Medalha conferida post-mortem)
  • Medalha Oval da Guerra da Independência; nas cerimônias de gala, dava-lhe especial importância, pondo-a sempre em maior evidência, pendente de seu pescoço, ostentando o seu orgulho de ter contribuído, a bordo da Niterói, para a liberdade do Brasil.
  • Medalha de ouro, com laço de brilhantes; oferecida pelas senhoras montevideanas.
  • Medalha de ouro; oferecida pela Liverpool Shipwreck Human Society, com dedicatória, em homenagem ao salvamento dos passageiros e tripulantes do Vapor Ocean Monarch.
  • Medalha de ouro; oferecida pelo Lord Mayor de Liverpool, com dedicatória, em homenagem ao salvamento dos passageiros e tripulantes do Vapor Ocean Monarch.
  • Cronômetro de ouro; oferecido pelo Governo britânico, nele constando a seguinte dedicatória: "Presente do Governo Britânico ao Comandante Joaquim Marques Lisboa, da Fragata D. Afonso da Marinha Imperial Brasileira, em testemunho de sua admiração à bravura e manifestação humanitária ao socorrer muitos súditos do incêndio do navio Ocean Monarch. Agosto de 1848."
  • Espada de ouro, cinzelada, com dedicatória; oferecida pela Colônia portuguesa do Rio de Janeiro, em homenagem ao salvamento da Nau Vasco da Gama.


Navios[20]Editar

Ao longo do tempo a Marinha do Brasil, em homenagem ao seu patrono, nomeou vários navios com o nome de Tamandaré. Sendo eles:

Testamento do Almirante TamandaréEditar

A historiografia oficial omite todo o primeiro parágrafo deste documento alterando-lhe com isso o sentido do texto.[carece de fontes?] Em 23 de setembro de 1893, Tamandaré assim dispôs:

Memória do Mundo da UNESCOEditar

O Arquivo da Marinha possui em seu acervo uma Coleção catalogada de aproximadamente 1500 documentos de sua correspondência, denominada "Arquivo Tamandaré", que consiste num fundo de 1492 documentos divididos em 17 livros, sendo uma rica fonte de material histórico sobre o Patrono da Marinha do Brasil. O início da coleta se deu em 1949, quando a Marinha anunciou a compra de documentos e objetos pelo então Ministério da Marinha, junto a Leon Victor Louis Robichez, viúvo de Luiza Marques Lisboa Robichez, neta do Marquês de Tamandaré; entre eles 153 ofícios do Ministro da Marinha da Guerra do Paraguai, o Encalhe do Jequitinhonha, Diplomas de promoções e nomeações de Joaquim Marques Lisboa entre outros inúmeros documentos de valor incalculável para a Marinha e para a História do Brasil. Esses documentos, muito importantes para a historiografia brasileira, foram apresentados em 2010, à Mesa Diretora do Comitê da Memória do Mundo da UNESCO e, por ele, nominados como "Memória do Mundo-Brasil", passando então a fazer parte de um Registro do Patrimônio Documental, semelhante ao existente para lugares considerados como de valor universal, incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade, da UNESCO.[21]

Referências

  1. a b c d e f g PORTO-ALEGRE, Achylles. Homens Illustres do Rio Grande do Sul. Livraria Selbach, Porto Alegre, 1917.
  2. a b Boiteux, Henrique, A República Catharinense - Notas para a sua história. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1927. Página 6
  3. COSTA, Didio Iratim Afonso da. O berço de Tamandaré. Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, ano LXIV, n. 4, 5 e 6, p. 285-291, 1944.
  4. a b c «O Despertar» (PDF). Revista Navigator. Consultado em 24 de abril de 2019 
  5. COSTA, Didio Iratim Afonso da. O berço de Tamandaré. In:Subsídios para a História Marítima do Brasil – Extratos do Arquivo do Almirante Tamandaré. Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1950. v. 8, p. 1-18.
  6. a b c d Lima, José Francisco de (1982). Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha (Seu Perfil Histórico). Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha. 45 páginas  Verifique data em: |acessodata= (ajuda);
  7. GUEDES, Max Justo. Sesquicentenário da entrada de Tamandaré para o serviço naval. Navigator – subsídios para a História Marítima do Brasil. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação Geral da Marinha, n. 7, p. 39, 1973.
  8. a b c d e Lima, José Francisco de (1982). Marquês de Tamandaré, Patrono da Marinha (Seu Perfil Histórico). Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha. 45 páginas
  9. AMORA, Paulo (1968). Vultos de dois regimes.(Coleção Civismo Brasileiro). Rio de Janeiro: Reper Editora 
  10. Fernandes, Juca (2010). Tamandaré: o príncipe dos mares. São Paulo: Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária,. pp. 174p 
  11. a b c d «Almirante Tamandaré, Patrono da Marinha». Revista Navigator. Dez/2007. Consultado em maio/2019  Verifique data em: |acessodata=, |data= (ajuda)
  12. a b c Brazil. Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. (2009). Tamandaré 1a. ed ed. Rio de Janeiro: Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. ISBN 9788570470850. OCLC 772545444 
  13. Ramírez Braschi, Dardo; Caño Ortigosa, José Luis (30 de junho de 2013). «La influencia de la presencia militar brasileña en Corrientes durante la guerra de la Triple Alianza». Anuario de Estudios Americanos. 70 (1): 249–271. ISSN 1988-4273. doi:10.3989/aeamer.2013.1.09 
  14. A Marinha de Guerra do Brasil na Colônia e no Império (tentativa de reconstituição histórica). Rio de Janeiro: José Olympio, 1965. p. 204-234.
  15. COSTA, Didio (1946). «Tamandaré: Almirante Joaquim Marques Lisboa.3a. ed. Rio de Janeiro». Imprensa Naval 
  16. herik (9 de maio de 2017). «Batalha Naval do Riachuelo». Marinha do Brasil. Consultado em 16 de maio de 2019 
  17. CALMON, Pedro. A Vida de D. Pedro II, o Rei Filósofo. Rio de Janeiro: Bibliex, 1975. p. 278.
  18. CALMON, Pedro. História de D. Pedro II. José Olympio, 1975. p. 1603.
  19. Monumentos de São Paulo
  20. «Navios com o nome Tamandaré». Departamento do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha. Consultado em 16 de abril de 2019 
  21. «Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco». mow.arquivonacional.gov.br. Consultado em 23 de maio de 2019