Marinha Portuguesa

ramo naval das Forças Armadas Portuguesas
(Redirecionado de Armada Portuguesa)

A Marinha Portuguesa (MP), também conhecida de modo extra-oficial como Armada Portuguesa (AP), é o ramo das Forças Armadas Portuguesas que tem por missão cooperar, de forma integrada, na defesa militar de Portugal, através da realização de operações navais. A Marinha desempenha também missões no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, bem como missões de interesse público.

Marinha Portuguesa
Armada Portuguesa
POS Corte Real (F 332).jpg
País Portugal Portugal
Corporação Forças Armadas de Portugal
Subordinação Ministério da Defesa Nacional
Missão Defesa Nacional
Criação Século XII
Aniversários 20 de Maio
Patrono Nossa Senhora dos Navegantes
Infante D. Henrique
Marcha Marcha de Guerra
Lema A Pátria honrae que a Pátria vos Contempla
e
Talant de Bien Faire (vontade de bem fazer)[1]
Grito de Guerra São Jorge
História
Guerras/batalhas 1180 - Cabo Espichel
1381 - Saltes
1501 a 1502 - Cananor
1509 - Diu
1513 - Estreito de Malaca
1554 - Golfo de Omã
1594 - Ilha do Faial
1601 - Bantam
1625 - Ormuz
1638 - Barra de Goa
1640 - Paraíba
1647 a 1649 - Atlântico Sul
1717 - Batalha de Matapão
1736 - Campanha do Rio da Prata
1752 - Calicute
1798 a 1800 - Cerco de Malta
1809 a 1810 - Boca do Tigre
1918 - Atlântico Norte
1961 - Índia
1961-1975 - África
Insígnias
Jaque Naval jack of Portugal.svg
Distintivo do Chefe do Estado Maior da Armada Marinha de Portugal (Command).svg
Flâmula Portuguese pennant.svg
Comando
Almirante António Maria Mendes Calado[2]
Sede
Quartel General Base Naval do Alfeite, Lisboa
Gabinete do Estado Maior Serviço de informação e Relações Públicas
Morada Terreiro do Paço, Lisboa
Internet Sítio oficial
Flickr
Twitter
Youtube

A Marinha Portuguesa inclui também, componentes não militares, responsáveis pelas áreas da autoridade e segurança marítima, a investigação e os assuntos culturais relacionados com o Mar.

Brasão de Armas da Marinha Portuguesa

A 12 de Dezembro de 2017 a Marinha Portuguesa comemorou os seus 700 anos com uma cerimónia e desfile militar de 40 navios no Rio Tejo, à passagem pela cidade de Lisboa.[3][4][5]

Designação da Marinha PortuguesaEditar

A Marinha Portuguesa é, também, referida como "Marinha de Guerra Portuguesa" ou como "Armada Portuguesa". Até à extinção do Ministério da Marinha, em 1974 os termos tinham diferentes significados. "Marinha" designava o conjunto constituído pela Marinha Mercante e pela Marinha de Guerra, ambas tuteladas pelo Ministério da Marinha. "Marinha de Guerra" designava a componente da Marinha dedicada à atividade militar. "Armada" designava o escalão mais elevado das Forças Navais, sendo, a Armada Nacional, a totalidade das forças navais que constituíam a Marinha de Guerra da Nação. Portanto a Armada era, ao mesmo tempo, o ramo naval das Forças Armadas e a componente militar da Marinha. A partir de 1982, o ramo naval das Forças Armadas passou a ser, oficialmente, designado "Marinha", mantendo-se, contudo, o uso do termo "Armada" para designar alguns dos seus Órgãos.

HistóriaEditar

Criação da Marinha PortuguesaEditar

 
Carta Régia do Rei D. Dinis, datada de 1 de Fevereiro de 1317, nomeando o genovês Manuel Pessanha como primeiro Almirante do Reino.

A Marinha Portuguesa tem uma história bastante antiga, que se liga à própria história de Portugal. Durante o cerco de Lisboa em 1147 o primeiro rei de Portugal já dispunha de algumas galés que utilizou em batalha. Em 1180, também durante o reinado de D. Afonso Henriques, ao largo do Cabo Espichel, uma esquadra de 10 galés muçulmanas desembarcaram em São Martinho do Porto tentando surpreender a guarnição portuguesa perto de Porto de Mós. Foram derrotados por D. Fuas Roupinho com elevado número de baixas e captura do Almirante inimigo. D. Fuas depois de avisar o rei que se encontrava em Coimbra, viajou até Lisboa para reunir nove galés. Aproveitando as baixas sofridas pelos opositores capturaram de seguida, ao largo do Cabo Espichel, as embarcações da esquadra muçulmana em fuga.[6]

É o Rei D. Dinis quem decide, pela primeira vez, inaugurar uma organização permanente da Marinha Real sendo nomeado o primeiro Almirante do Reino, o genovês Manuel Pessanha.

Em 1321, a Marinha portuguesa atacou com sucesso os portos muçulmanos do norte da África . Entre 1336 e 1341, realizam-se as primeiras tentativas de expansão marítima, com a expedição às Ilhas Canárias, com o patrocínio de D. Afonso IV. Em 1380 é criada a Companhia das Naus que funciona como uma companhia de seguros para os navios portugueses.

No contexto da Crise dinástica de 1383-1385, a Marinha Portuguesa teve participação ativa na guerra contra Castela. Uma campanha naval portuguesa conduzida na Galiza levou à conquista das cidades costeiras de Baiona, La Coruña e Neda, bem como à destruição da base naval de Ferrol e de vários navios que se encontravam a caminho para reforçar as forças castelhanas que se encontravam sitiando Lisboa. Em julho de 1384, a Marinha portuguesa conseguiu quebrar o cerco castelhano a Lisboa e abastecer a cidade, derrotando a Marinha castelhana na batalha naval do Tejo.[7]

Séculos XV e XVIEditar

Artigo principal: descobrimentos portugueses

No final do século XIV, dá-se início à expansão ultramarina portuguesa que se irá manter até século XVI. A Marinha toma aí o papel principal, primeiro explorando os oceanos e depois combatendo as potências que se opunham ao domínio português. A partir daí, a Marinha Portuguesa passa a actuar em todos os oceanos do mundo, desde o Atlântico ao Pacífico.

A expansão marítima portuguesa começou no Marrocos com a conquista de Ceuta em 1415.

A embarcação utilizada no início dos Descobrimentos era a caravela , variando entre 50 e 160 toneladas. Os primeiros resultados surgiram cedo e Gonçalves Zarco descobriu a Ilha do Porto Santo em 1419 e a Ilha da Madeira em 1420, Diogo de Silves descobriu a ilha açoriana de Santa Maria em 1427.

Em 1424, Gil Eanes atravessa o Cabo Bojador . Diogo Cão e Bartolomeu Dias chegaram à foz do rio Zaire em 1482. No mesmo ano, o castelo de São Jorge da Mina é construído na costa da África Ocidental, por Diogo de Azambuja , tornando-se uma das mais importantes bases navais portuguesas.

 
Descrição da Expedição a Suez liderada por João de Castro em 1541, mostrando os principais tipos de navios portugueses que operaram no Oceano Índico no século XVI, incluindo duas naus, um galeão , duas galés e uma caravela redonda

Em 1488, Bartolomeu Dias tornou-se o primeiro europeu a navegar pelo extremo sul da África, contornando o Cabo da Boa Esperança .

Há relatos de que João Vaz Corte-Real tenha chegado à Terra Nova em 1473. Parte do litoral canadense foi mapeada pelos irmãos Corte-Real , filhos de João Vaz Corte-Real, numa tentativa fracassada de encontrar a Passagem Noroeste, para o Oceano Índico, em 1501. Em 1499, João Fernandes Lavrador e Pêro de Barcelos chegam ao Labrador (que leva o nome do anterior) e mapeiam a sua costa.

A maior conquista destas viagens de exploração foi alcançada por Vasco da Gama , que em 1498 se tornou o descobridor da rota marítima para a Índia.

 
Replica de caravela Portuguesa do século XVI.

Em 1500, ao liderar uma segunda Armada portuguesa de 13 navios para a Índia, Pedro Álvares Cabral descobriu e explorou o Brasil , reivindicando-o para Portugal. No mesmo ano, Diogo Dias , como um dos Capitães da frota da Índia de Pedro Álvares Cabral, é separado da frota principal por uma tempestade ao cruzar o Cabo da Boa Esperança, tornando-se o primeiro europeu a chegar a Madagáscar.

Com o inicio da exploração do Oceano Índico, os portugueses começam a substituir as caravelas pelas grandes naus. Em 1509 Francisco de Almeida obtém uma grande vitória contra os muçulmanos na Batalha naval de Diu, firmando o domínio português na Índia. Em 1510 Afonso de Albuquerque conquistou Goa, na Índia e, em 1511, Malaca, na Malásia. Em 1515 os portugueses passam a controlar o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

No Extremo Oriente, os navegadores portugueses continuam o seu progresso explorando o sudeste da Ásia, chegando à China em 1513. No mesmo período chegaram à Ilha de Taiwan (batizando-a de Formosa ) e foram os primeiros europeus a chegar ao Japão, em 1543.

Em 1542 os portugueses destruíram a frota otomana no Mar Vermelho.

 
Nau portuguesa no Japão, final do século XVI.

No Ocidente, os portugueses visitaram a costa da Nova Inglaterra em 1520, a Califórnia em 1542 e a Baía de Hudson em 1588.

Em 1520, o Rei D. Manuel I organizou a Marinha Portuguesa em três armadas (frotas) permanentes: a Armada da Costa (para patrulha costeira), a Armada das Ilhas (com sede nos Açores, para a proteção da navegação oceânica no Norte Atlântico) e a Armada do Estreito (operando na área do Estreito de Gibraltar, para proteger a navegação com o Norte de África e o Mediterrâneo). As duas primeiras frotas eram compostas majoritariamente por navios de linha (carracas e galeões), enquanto a frota do Estreito era, em sua maioria, composta por navios movidos a remos (fustas e galés) Essas frotas subsistirão até o início do século XIX. Além das três frotas permanentes, a Marinha continuou a organizar as Armadas da Índia, que eram enviadas anualmente ao Oceano Índico.

Para auxiliar as forças cristãs na conquista de Túnis em 1535, D. João III envia o galeão português Botafogo, o navio de guerra mais poderoso do mundo, armado com 366 canhões e sob o comando do irmão do rei, o Infante D. Luís, duque de Beja.

Em 1567, uma esquadra naval portuguesa, sob o comando de Mem de Sá, tomou o Forte Coligny e expulsou os franceses da Baía de Guanabara.[8][9]

Dinastia de HabsburgoEditar

 
Nau Santa Catarina do Monte Sinai e outros navios da Marinha Portuguesa do século XVI.

Durante a União Ibérica, Portugal continuou a ser formalmente um reino independente com sua própria Marinha, mas sua política externa e naval tornou-se cada vez mais subordinada e orientada pelos interesses espanhóis. Em 1588 a esquadra portuguesa é utilizada por Filipe I de Portugal (Filipe II de Espanha) para combater os inimigos do rei. Por causa disso os mais poderosos navios portugueses foram incorporados à Invencível Armada, e Lisboa foi o porto escolhido para organizar a invasão da Inglaterra. Mas as tempestades e os ataques ingleses acabaram causando a destruição da Armada. Portugal forneceu a mais poderosa esquadra de navios dessa Armada, incluindo sua nau capitânia, o galeão São Martinho (chamado de San Martin pelos espanhóis). A participação portuguesa incluiu um total de 16 embarcações e mais de 5.800 homens. Esta expedição culminou na batalha naval de Gravelines.

A partir de 1595 a Marinha Portuguesa também esteve envolvida na Guerra Luso-Holandesa, que resultou em vários confrontos navais entre holandeses e portugueses na América, África e na Ásia.

Ligado à Espanha por uma monarquia dual, Portugal viu seu grande império ser atacado por ingleses, franceses e holandeses, todos inimigos da Espanha. A reduzida população portuguesa (cerca de um milhão) não foi suficiente para resistir a tantos inimigos, e o Império começou a desmoronar.

 
O galeão português São Martinho, nau capitânia da Invencível Armada Espanhola, na Batalha de Gravelines.

A Marinha Portuguesa esteve ainda envolvida em vários outros conflitos e manteve um papel importante na luta contra os piratas. António Saldanha, comandando uma frota de 30 naus, derrotou uma frota otomana no mar Mediterrâneo e conquistou Túnis.

Entretanto, João Queirós realiza uma dupla travessia do Oceano Pacífico a partir da Califórnia .

Em 1618, é fundado o primeiro regimento de infantaria naval (português:Terço da Armada da Coroa de Portugal), origem do moderno corpo de fuzileiros navais de Portugal e do Brasil.

Em 1625 depois de uma batalha de 14 dias contra ingleses e holandeses no Golfo Pérsico, a Marinha Portuguesa, comandada por Rui Freire de Andrade, recupera o controle estratégico do Estreito de Ormuz.

Uma grande expedição militar e naval luso-espanhola foi organizada em abril de 1625 para retomar a cidade de Salvador, no Brasil, aos holandeses, que haviam conquistado a cidade um ano antes. Sendo a frota portuguesa comandada por Manuel de Menezes e composta por 22 navios e cerca de 4.000 homens, incluindo o Terço da Armada da Coroa de Portugal.[10]

Guerra da Restauração PortuguesaEditar

Em 1640 Portugal reconquista sua independência e iniciasse a Guerra da Restauração Portuguesa contra as forças espanholas. Embora a ameaça da poderosa Marinha espanhola existisse, nenhum grande confronto naval veio a ocorrer e a guerra acabou sendo travada principalmente em terra. Paralelamente, Portugal fez acordos de paz com Inglaterra, França e Holanda.

Após a Restauração da Independência em 1640, uma frota de 15 navios leva a cabo a reconquista de Luanda aos Neerlandeses em 1648.[11]

Século XVIIIEditar

 
Navios portugueses na Batalha de Matapão. 1717.

No século XVIII, a Marinha Portuguesa volta a florescer. Em 1705, uma esquadra de oito navios de linha foi enviada para ajudar a Inglaterra contra as forças franco-espanholas que sitiavam Gibraltar, durante a Guerra da Sucessão Espanhola, expedição esta que culminou na Batalha Naval de Marbella.

A pedido da Republica de Veneza e do Papa, o rei de Portugal D. João V envia uma frota para deter o avanço otomano no Mediterrâneo. Esta expedição culminaria na Batalha de Matapão, em 19 de julho de 1717, na qual a frota portuguesa, apoiada por navios venezianos e malteses, sob o comando dos portugueses Conde do Rio Grande e Conde de São Vicente, derrota a Marinha Otomana.

Nesse período, grandes navios são construídos para a Armada Portuguesa, nos estaleiros da Ribeira das Naus, em Lisboa, e em Salvador, no Brasil.

Em 1736 a Armada Portuguesa participou da Campanha do Rio da Prata contra as forças navais espanholas na América do Sul.

No período de 1762 à 1777, as forças navais portuguesas participaram da Guerra dos Sete Anos e da Guerra Hispano-Portuguesa de 1776-1777, contra os espanhóis na América do Sul, mas com sucesso limitado.

 
Lançamento da Nau Nossa Senhora da Lampadosa, na Ribeira das Naus, em 1727.

A partir de 1770, sob a liderança de D. Martinho de Melo e Castro, secretário de Estado da Marinha, a Marinha portuguesa sofre uma grande reforma e modernização. A partir dessa reforma, o antigo costume português de batizar os navios com nomes de santos é substituído pelo batismo com nomes de personagens míticos, históricos ou reais.

Em 1792 foi criada a Real Academia dos Aspirantes (Academia Real dos Guardas-Marinhas), como uma academia naval de nível universitário. Esta Academia daria origem às atuais Escolas Navais de Portugal e do Brasil.

 
Manuel Carlos da Cunha e Távora, Conde de São Vicente, Capitão da Armada Portuguesa.

Após a execução de Luís XVI da França pelos revolucionários franceses, Portugal entra na Guerra da primeira coligação, contra a França revolucionária. Em 1793, a Marinha Portuguesa foi incumbida de transportar o Exército Expedicionário Português enviado para ajudar a Espanha na Campanha do Rossilhão contra a França. Isso foi feito pelo Esquadrão de Transporte organizado com quatro navios de linha, uma fragata, quatro navios de transporte e 10 navios mercantes.

Para ajudar o Reino Unido a se defender de uma possível invasão francesa, a Marinha portuguesa organizou e enviou o Esquadrão do Canal, com cinco navios de linha, duas fragatas, dois bergantins e um navio-hospital. De julho de 1794 a março de 1796, sob o comando de António Januário do Valle, a Esquadra do Canal da Mancha patrulhava o Canal da Mancha em cooperação com a Marinha Real Britânica.

A Marinha portuguesa terminou o século XVIII com uma frota que incluía 13 navios de linha, 16 fragatas, 3 corvetas, 17 brigue e oito navios de apoio. Além disso, as forças navais portuguesas incluíam também a Armada da Índia, baseada no Oceano Índico, com um navio de linha e seis fragatas.[12][13]

Século XIXEditar

 
A nau Príncipe Real, no Rio de Janeiro, em 1808.

Em novembro de 1807, em meio à invasão francesa de Portugal, a Marinha Portuguesa é incumbida de fazer o transporte da família real para o Brasil. Nessa missão de transporte a esquadra portuguesa era liderada pela Nau Príncipe Real, de 90 canhões, a qual levava a bordo o Príncipe Regente D. João. Ao todo foram transportadas, para o Brasil, 15.000 pessoas.

Em retaliação à invasão francesa de Portugal, as forças portuguesas no Brasil conquistaram a Guiana Francesa em janeiro de 1809. A invasão anfíbia é feita por uma flotilha naval portuguesa apoiada por uma fragata britânica, uma força de 550 fuzileiros navais da Brigada Real da Marinha e 700 brasileiros regulares. A Marinha Portuguesa também se engajou em operações nas águas do Sudeste Asiático. Entre novembro de 1809 e fevereiro de 1810, as forças navais portuguesas baseadas em Macau realizam uma campanha contra os piratas chineses, derrotando-os em uma série de ações navais em Boca do Tigre.

Em 1822 o Príncipe D. Pedro declara a Independência do Brasil e a nova Marinha do Brasil é constituída, em sua maioria, pelos navios portugueses que então se encontravam no Brasil junto com suas respectivas tripulações. Na breve Guerra da Independência do Brasil, ocorrem pequenos embates navais, entre a Marinha do Brasil e as forças navais portuguesas no Brasil que se mantiveram leais ao Governo de Lisboa.

 
Batalha do Cabo de São Vicente, de 1833, entre a Marinha Miguelista e a Liberal.

Com a morte do rei D. João VI, Portugal entra em um período de instabilidade que viria a culminar, anos mais tarde, na Guerra Civil Portuguesa na qual o Príncipe D. Pedro lutou contra seu Irmão D. Miguel que usurpou o trono de D. Maria II (filha de Pedro). Pedro reuniu, então, uma frota de cerca de 60 navios, sob o comando de George Rose Sartorius, que em 8 de Julho de 1832, desembarcou uma força de 7500 homens perto do Mindelo, de onde avançam para a vizinha Cidade do Porto, conquistando-a no dia seguinte. O exército liberal fica, então, sitiado no Porto pelo exército miguelista que se concentra nos arredores da cidade. Ocorre então um impasse durante um ano inteiro, sem que nem as forças miguelistas conseguissem tomar a cidade nem os liberais conseguissem romper o cerco. Para quebrar o impasse, os liberais decidem então abrir outra frente na retaguarda das forças inimigas. Uma frota naval parte do Porto a 20 de junho de 1833, com metade do exército liberal a bordo, e desembarca no Algarve. Na viagem de regresso, a frota liberal, sob o comando de Charles Napier, encontra e derrota a frota miguelista comandada por Manuel António Marreiros, na Batalha do Cabo de São Vicente, em 5 de julho de 1833. A Guerra Civil terminou finalmente a 24 de maio de 1834, quando D. Miguel I assinou a Concessão de Evoramonte, renunciando à todas as suas reivindicações ao trono português.[14]

Século XXEditar

A partir de meados do século XIX, a Marinha Portuguesa torna-se essencialmente uma Marinha Colonial, sendo a sua principal função o apoio às guerras de pacificação e ocupação dos territórios coloniais africanos.

 
Couraçado Vasco da Gama, um dos principais navios da Marinha Portuguesa no início do século XX.

Na 1ª Guerra Mundial, a Marinha Portuguesa actua sobretudo na escolta dos comboios de tropas que se dirigem para África e para a França e apoia as operações contra os alemães no norte de Moçambique.

Durante a 2ª Guerra Mundial a Marinha Portuguesa tem como função principal a garantia da neutralidade portuguesa. Nessa função destaca-se a protecção do estratégico arquipélago dos Açores. No final dessa guerra a Marinha participa na libertação de Timor da ocupação japonesa.

Com o início da Guerra Fria e a entrada de Portugal na OTAN, a Marinha Portuguesa passa a dar prioridade à ameaça submarina do Pacto de Varsóvia.

 
NRP Magalhães Corrêa, fragata anti-submarina da Marinha Portuguesa da década de 1970.

A partir de 1961 a Marinha volta a dar novamente grande atenção a África, sendo parte activa na Guerra do Ultramar. Nesse período dá-se uma enorme expansão do número de corvetas, navios de patrulha e lanchas de desembarque destinados a apoiar as operações anfíbias. Nesta guerra destaca-se também a actuação dos destacamentos de fuzileiros especiais em operações de contra-guerrilha e operações de assalto anfíbio, bem como de companhias de fuzileiros navais para protecção de comboios fluviais e na defesa de instalações marítimas.[10]

Com o fim da Guerra do Ultramar em 1975, a Marinha Portuguesa torna-se, pela primeira vez em quase 500 anos, uma marinha estritamente europeia, voltando a ter como atenção principal a ameaça naval soviética.

Desde o final do século XX, com o fim da Guerra Fria, a Marinha Portuguesa passou a ter como atenção principal o apoio às operações multinacionais e o combate ao terrorismo.

EstruturaEditar

A Marinha compreende:

Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA);
Estado-Maior da Armada (EMA);
Órgãos centrais de administração e direcção (OCAD);
Órgãos de conselho;
Órgãos de implantação territorial;
Elementos da componente operacional do sistema de forças;
Órgãos do Sistema de Autoridade Marítima (SAM).

Chefe do Estado-Maior da ArmadaEditar

O CEMA é o comandante da Marinha, sendo o principal colaborador do Ministro da Defesa Nacional e do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas em todos os assuntos respeitantes à Marinha. O Almirante CEMA é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do governo.

Estado-Maior da ArmadaEditar

 Ver artigo principal: Estado-Maior da Armada

O Estado-Maior da Armada é um órgão de apoio do CEMA para o estudo, concepção, planeamento e inspecção das actividades da Marinha. O EMA é chefiado por um Vice-Almirante denominado Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, coadjuvado por um Contra-Almirante denominado Sub-Chefe do Estado-Maior da Armada.

Órgãos centrais de administração e direcçãoEditar

 
Fragata NRP Álvares Cabral.
 
Centro de controlo de máquinas de uma fragata da classe Vasco da Gama.
 
Westland Lynx da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, pousando numa fragata

Os órgãos centrais de administração e direcção (OCAD's) da Marinha são os seguintes:

Superintendência do Pessoal (SP) da qual dependem:
- Direcção de Pessoal (DP);
- Direcção de Formação (DF);
- Direcção de Saúde (DS);
- Direcção de Apoio Social (DAS);
- Chefia do Serviço de Justiça (CSJ);
- Chefia do Serviço de Assistência Religiosa (CSAR).
Superintendência do Material (SM) da qual dependem:
- Direcção de Navios (DN);
- Direcção de Abastecimento (DA);
- Direcção de Infraestruturas (DI);
- Direcção de Transportes (DT);
- Arsenal do Alfeite (AA);
- Direcção de Tecnologias de Informação e Comunicação (DITIC).
Superintendência das Finanças (SF) da qual dependem:
- Direcção de Administração Financeira (DAF);
- Direcção de Auditoria e Controlo Financeiro (DACF);
- Direção de Contabilidade e Operações Financeiras (DCOF).
Instituto Hidrográfico (IH);
Direcção de Análise e Gestão da Informação (DAGI).

Órgãos de conselhoEditar

Os órgãos de conselho destinam-se a apoiar as decisões do CEMA em assuntos especializados e são os seguintes:

Conselho do Almirantado (CA);
Conselho Superior de Disciplina da Armada (CSD);
Junta de Revisão da Armada (JRA);
Comissão Cultural da Marinha (CCM).

Comando NavalEditar

 Ver artigo principal: Comando Naval

O Comando Naval constitui o comando de componente naval das Forças Armadas Portuguesas e é chefiado por um vice-almirante designado "comandante naval". O comandante naval é responsável pelo planeamento, coordenação, condução e controlo da atividade operacional da Marinha, encontrando-se diretamente subordinado ao almirante Chefe do Estado-Maior da Armada.

Do Comando Naval dependem:

- Esquadrilha de Navios de Superfície;
- Esquadrilha de Subsuperficie;
- Esquadrilha de Helicópteros.
Comando do Corpo de Fuzileiros, do qual dependem:
- Base de Fuzileiros;
- Escola de Fuzileiros.
Comandos de zona marítima, subordinados ao Comando Naval:
- Comando de Zona Marítima do Norte;
- Comando de Zona Marítima do Centro;
- Comando de Zona Marítima do Sul;
- Comando de Zona Marítima dos Açores;
- Comando de Zona Marítima da Madeira.
Forças e Unidades Navais:
- Forças navais;
- Forças de fuzileiros.
Unidades Operacionais:
- Unidades navais operacionais;
- Unidades operacionais de fuzileiros.
Base Naval de Lisboa;
Centro Integrado de Treino e Avaliação Naval (CITAN).

Foi feito Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique a 20 de Junho de 2005.[15]

Órgãos de Implantação TerritorialEditar

Os órgãos de implantação territorial visam o apoio geral da Marinha e são os seguintes:

Escola Naval;
Órgãos de natureza cultural:
- Museu de Marinha;
- Planetário Calouste Gulbenkian;
- Aquário Vasco da Gama;
- Academia de Marinha;
- Biblioteca Central da Marinha.
Escola de Tecnologias Navais (ETNA) (ex-Grupos Nº1 e Nº2 de Escolas da Armada);
Centro de Comunicações e Cifra da Armada.
Unidades de Apoio:
- Unidade de Apoio às Instalações Centrais de Marinha;
- Unidade de Apoio ao Pessoal Militar do Arsenal do Alfeite.
Órgãos de execução de serviços, incluindo:
- Instalações Centrais de Marinha;
- Instalações Navais de Alcântara.

Elementos da Componente Operacional do Sistema de ForçasEditar

Os elementos da componente operacional do sistema de forças são:

Comando Naval;
Comandos de zona marítima:
- Comando de Zona Marítima do Norte;
- Comando de Zona Marítima do Centro;
- Comando de Zona Marítima do Sul;
- Comando de Zona Marítima dos Açores;
- Comando de Zona Marítima da Madeira.
Forças:
- Forças navais;
- Forças de fuzileiros.
Unidades Operacionais:
- Unidades navais;
- Unidades de fuzileiros;
- Unidades de mergulhadores.

Órgãos do Sistema de Autoridade MarítimaEditar

São órgãos do SAM:

Direcção-Geral de Autoridade Marítima;
Polícia Marítima.

A Armada Presente e FuturaEditar

As unidades navais armadas da Marinha Portuguesa recebem o prefixo "N.R.P." antes do respectivo nome, significando "Navio da República Portuguesa". As unidades não armadas recebem o prefixo "U.A.M." significando "Unidade Auxiliar da Marinha".

A Marinha Portuguesa está em fase de reequipamento depois de ter comprado cinco Navios Patrulha Costeiros ao Reino da Dinamarca em 2014, de tipo Stanflex, os dois últimos dos quais, se encontram ainda em modernização no Arsenal de Alfeite, e cujo valor total é de €28 Milhões. Já se encontra na Holanda a segunda Fragata da Classe Bartolomeu Dias, presume-se a conclusão da modernização de toda a classe, através do programa MLU em 2022, no valor total de € 105 Milhões. O primeiro dos cinco helicópteros da Marinha Super Lynx Mk.95 em modernização no Reino Unido, já realizou o primeiro voo, estando prevista a sua entrega, em 2020, e passaram a designar-se Super Lynx Mk.95A, os restantes serão entregues até final de 2021, no valor total de € 69 Milhões. O programa MLU das Fragatas Classe Vasco da Gama no valor total de € 120 Milhões, presume-se que aconteça no quadriénio (2023-2026).

A partir de 2020, a Marinha terá seis tipos diferentes de aeronaves não tripuladas de asa fixa ou rotativa destinado às Fragatas, Navios Patrulha e Lanchas ou submersíveis não tripulados (no caso dos mergulhadores).

Está prevista a construção de mais seis navios da Classe Viana do Castelo, no valor total €352 Milhões. A curto prazo, haverá novos equipamentos para os Fuzileiros (proteção individual, comunicações, encriptação e viaturas blindadas de rodas) e mergulhadores.

A substituição do navio reabastecedor Bérrio, no imediato (está a ser estudada uma alternativa), e um novo navio reabastecedor em 2027 no valor de €150 Milhões, está previsto um Navio Polivalente Logístico (NPL) de transporte e desembarque de tropas e viaturas, no valor € 150 Milhões entre 2022-2025.

Na próxima Lei de Programação Militar (2030-2042) serão realizados os seguintes projetos: novos Navios Hidrográficos e Oceanográficos, substituição dos Helicópteros Lynx Mk.95A, Fragatas multipropósitos de nova geração e novos Navios Patrulha Oceânicos e Costeiros.

SubmarinosEditar

Classe Foto Nome Comissão Deslocamento

(ton.)

Comprimento

(m)

Velocidade

(kn)

Autonomia

(nmi)

Guarnição
Submarinos
Classe Tridente   Arpão (S161) 2010 2 020 68 20 12 000 33
Tridente (S160) 2009 2 020 68 20 12 000 33

Embarcações de superfícieEditar

Classe Foto Nome Commissão Deslocamento

(ton.)

Comprimento

(m)

Velocidade

(kn)

Autonomia

(nmi)

Guarnição
Fragatas
Classe Bartolomeu Dias   Dom Francisco de Almeida (F334) 1994 3 320 122,5 29 5 000 176
Bartolomeu Dias (F333) 1994
Classe Vasco da Gama   Corte-Real (F332) 1992 3 200 115,90 32 4 000 180
Álvares Cabral (F331) 1991
Vasco da Gama (F330) 1990 142
Corvetas
Classe Baptista de Andrade   João Roby (F487) 1975 1 380 85 23 4 000 71
Classe João Coutinho   António Enes (F471) 1971 1 252 81 24 5 000 93
Navios patrulha oceânicos
Classe Viana do Castelo   Viana do Castelo (P360) 2010 1 750 83,1 23 4 859 35
Figueira da Foz (P361) 2013
Sines (P362) 2018
Setúbal (P363) 2019
Navio patrulha costeiro
Classe Tejo   Tejo (P590) 1995 450 54 30 3 860 24
Douro (P591) 1994
Mondego (P592) 1992
Guadiana (P593) 1994
Lanchas
Classe Centauro   Sagitário (P1158) 2001 94 27 24 1 350 8
Pégaso (P1157) 2001
Orion (P1156) 2001
Centauro (P1155) 2000
Classe Argos (1991)   Dragão (P1151) 1991 97 27 24 1 350 8
Escorpião (P1152) 1991
Cassiopeia (P1153) 1991
Hidra (P1154) 1991
Argos (P1150) 1991
Classe Rio Minho   Rio Minho (P370) 1991 70 22,5 9,5 800 8
Navios hidrográficos
Classe Dom Carlos I   Almirante Gago Coutinho (A523) 1985 2 300 68,7 10,5 6 400 49
Dom Carlos I (A522)
Classe Andrómeda   Auriga (A5205) 1988 245 31,4 13 1 980 19
Andrómeda (A5203)
Veleiros
  Sagres (A520) 1937 1 940 70,4 10,5 5 450 139
  Creoula (UAM201) 1937 1 300 67,4 - - 38
Polar (A5204) 1977 70 22,9 - - 5
Zarco 1983 60 23 12 - 4 + 8 cadetes

Além das unidades acima referidas a Marinha Portuguesa possui um elevado número de pequenas embarcações de patrulha, de operações anfíbias e auxiliares.

AeronavesEditar

Modelo Foto Fabricante Vel. máxima Teto Alcance Entrada
em serviço
Esquadrilha Unidades
Helicópteros
Westland Super Lynx Mk95     GKN Westland Aircraft 296 km/h 3 230 m 188 km 1993 - 5

Veículos aéreos não tripuladosEditar

  • 3 x UAVision Spyro [16]
  • 1 x OGASSA OGS42 [17]
  • Tekever AR4 [18]

Fileiras da Armada PortuguesaEditar

As fileiras na Armada Portuguesa são as das seguintes tabelas. As divisas/galões são colocados na braçadeira do uniforme de passeio nas categorias de oficial e sargento, enquanto que nos praças são colocados entre o cotovelo e o ombro, excetuando a fileira de cabo-mor que também fica na braçadeira.

Corpo Geral da ArmadaEditar

OficiaisEditar

Código OTAN OF-10 OF-9 OF-8 OF-7 OF-6 OF-5 OF-4 OF-3 OF-2 OF-1
 
Portugal
                     
Almirante da Armada Almirante Vice-Almirante Contra-Almirante Comodoro Capitão de Mar e Guerra Capitão de Fragata Capitão-Tenente Primeiro-Tenente Segundo-Tenente Subtenente

e

Guarda-Marinha

Sargentos e PraçasEditar

Código OTAN OR-9 OR-8 OR-7 OR-6 OR-5 OR-4 OR-3 OR-2 OR-1
 
Portugal
               
Sargento-Mor Sargento-Chefe Sargento-Ajudante Primeiro-Sargento Segundo-Sargento Cabo-Mor

e

Cabo

Primeiro-Marinheiro Segundo-Marinheiro Primeiro-Grumete Segundo-Grumete

Alunos e AspirantesEditar

Código OTAN OF-D Oficiais Alunos Sargentos Alunos Praças Alunos
 
Portugal
       
Guarda-Marinha Aspirante-a-Oficial
(Escola Naval)
Aspirante-a-Oficial
(outros)
Cadete Segundo-Subsargento Segundo-Grumete Instruendo Segundo-Grumete Segundo-Grumete Recruta
(Aluno de 3º) (Aluno de 2º)
Instrução complementar
(Aluno de 2º)
Instrução complementar
(Aluno de 1º)
Instrução básica
(2º Curso)
Instrução complementar
(1º Curso)
Instrução básica
(2º Curso)
Instrução complementar
(1º Curso)
Instrução básica

ReferênciasEditar

  1. «Portal da Marinha - "Talant de Bien Faire"». Consultado em 24 de janeiro de 2015 
  2. http://www.marinha.pt/pt-pt/marinha/organizacao/cema-amn/Paginas/cema-amn.aspx
  3. GesPT.com - Criação e Gestão de Sites. «Comemorações dos 700 anos da Marinha | Revista de Marinha». Revista de Marinha. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  4. «Cerimónia dos 700 Anos da criação formal da Marinha - dia 12 de dezembro no Terreiro do Paço pelas 14h00». Marinha. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  5. «700 anos da Marinha Portuguesa». www.lisboa.pt. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  6. «Marinha, 700 anos a servir Portugal no Mar». Marinha. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  7. Rodrigues, JN & T. Devezas (2009). Portugal: o pioneiro da globalização: a Herança das descobertas. Lisboa: Centro Atlantico.
  8. Garcia de Resende, Vida e feitos de el-rey Dom João Segundo, 1545.
  9. Os Navios e como Técnicas Náuticas Atlánticas Nos Séculos XV e XVI: Os Pilares da Estratégia 3C - Contra-Almirante Antonio Silva Ribeiro -Revista Militar- Arquivada7 novembro de 2013 no Wayback Machine
  10. a b "A queda da Índia Portuguesa" por Carlos Alexandre de Morais, ISBN 972-33-1134-8
  11. «Marinha, 700 anos a servir Portugal no Mar». Marinha. Consultado em 29 de agosto de 2020 
  12. CUTILEIRO, A. "A Armada e as suas bandeiras militares", Revista da Armada nº 118, Lisboa: julho de 1981.
  13. The Cambridge Illustrated History of Warfare: The Triumph of the West - Geoffrey Parker, pp. 125-130, Cambridge University Press, 1995 (em inglês).
  14. IBEIRO, António Silva, "Mahan e as marinhas como instrumento político", Revista Militar, maio 2010".
  15. http://www.ordens.presidencia.pt/
  16. Defence 360°, Victor Barreira / (2020). «The four Viana do Castelo-class OPVs of the Portuguese Navy will be gradually modified to enable the operation of UAVision Spyro UAS. NRP Sines (P362) unit was already equipped with equipment to operate the UAS.pic.twitter.com/oWJ0TURL3V». @Defence360 (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  17. Defence 360°, Victor Barreira / (25 de janeiro de 2020). «The Portuguese Navy acquired a single OGASSA OGS42 fixed-wing unmanned aircraft system from the Portuguese privately-owned company UAVision Engenharia de Sistemas.pic.twitter.com/fCRdtegQDR». @Defence360 (em inglês). Consultado em 20 de fevereiro de 2020 
  18. «AR4, O MINI-UAV PORTUGUÊS À CONQUISTA DO MUNDO | Operacional». Consultado em 20 de fevereiro de 2020 

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

Cajarabille, Victor M. B. L., Marinha, Armada ou Marinha de Guerra Portuguesa?, Revista da Armada nº 430, Maio de 2009
Decreto-Lei nº 49/93, de 26 de Fevereiro
Monteiro, P., Os Lynx lusos: Uma análise da actual aviação naval portuguesa, Defesa Net, 2002
Monteiro, P., Dia da Marinha Portuguesa 2005, Defesa Net, 2005
Exercício Deep Divex 2010, Operacional, 2010

Ligações externasEditar

 
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