Marxismo cultural

teoria da conspiração

O marxismo cultural é uma teoria da conspiração antissemita de extrema-direita que reivindica o marxismo ocidental como a base de alegados esforços académicos e intelectuais contínuos para subverter a cultura ocidental.[1][2][3] A teoria da conspiração alega que uma elite de teóricos marxistas e intelectuais da Escola de Frankfurt estão a subverter a sociedade ocidental com uma guerra cultural que mina os valores cristãos do conservadorismo tradicionalista e promove os valores culturais do multiculturalismo e contracultura da década de 1960, política progressista e politicalmente correta, falseada como política identitária criada pela teoria crítica.[2][3][4]

Com raízes no termo "Bolchevismo Cultural", inventado pela propaganda nazista dos anos 1930, a teoria conspiratória do marxismo cultural assumiu sua atual roupagem a partir da década de 1990, nos Estados Unidos.[5](Introdução) Embora originalmente encontrada apenas na política marginal de extrema-direita, o termo começou a entrar no discurso mainstream na década de 2010 e encontra-se agora a nível global.[5] A teoria da conspiração de uma guerra cultural marxista é promovida por políticos de direita, líderes religiosos fundamentalistas, comentadores políticos na grande imprensa e televisão, e terroristas supremacistas brancos.[6] A análise académica da teoria da conspiração concluiu que esta não tem, de facto, nenhuma fundamentação.[5][7]

No Brasil seu principal proponente é Olavo de Carvalho,[8] além de Marcel Van Hattem,[9] o Instituto Liberal,[10] Rodrigo Constantino do Instituto Millenium,[11] os proponentes do Escola sem Partido,[12][13] o padre católico Paulo Ricardo.[14] Jair Bolsonaro e vários membros do seu governo,[15] dentre eles o ex-ministro da educação, Ricardo Vélez Rodríguez[16] e o das relações exteriores, Ernesto Araújo,[17] também acreditam na existência de tal conspiração. Em Portugal, o principal proponente da teoria da conspiração é André Ventura[18] e o partido do qual é líder,[19][20] bem como o antigo Partido Cidadania e Democracia Cristã,[21] absorvido ao supracitado em 2020.[22]

Aspectos da teoria da conspiração

Pessimismo cultural

 
Joseph Goebbels vê a exposição "Arte Degenerada". A conspiração do marxismo cultural é frequentemente comparada à propaganda nazista antissemita sobre "bolchevismo cultural" e "arte degenerada".

Na dissertação "New Dark Age: The Frankfurt School and 'Political Correctness'" (1992), Michael Minnicino explica a teoria da conspiração do marxismo cultural em nome do Schiller Institute, uma organização política afiliada com o teórico da conspiração Lyndon LaRouche. Minnicino diz que os "intelectuais judeus" da Escola de Frankfurt promoviam arte moderna para tornar pessimismo cultural o espírito da contracultura da década de 1960, que era baseada na contracultura Wandervogel, o movimento de jovens alemão culturalmente liberal cuja comuna suíça Monte Verità foi a predecessora do século XIX para a contracultura ocidental da década de 1960.[23][24] O historiador Martin Jay notou que o livro do teórico da conspiração Daniel Estulin cita a dissertação de Minnicino como inspiração política para o Free Congress Research and Education Foundation, um "think tank paleoconservador".[25]

Em Fascism and Culture (2003), o historiador Matthew Feldman argumenta que a etimologia do termo "marxismo cultural" é derivada do termo antissemita "Kulturbolschewismus" (bolchevismo cultural), com o qual os nazistas alegavam que a influência cultural judia havia causado degeneração da sociedade alemã sob o regime liberal da República de Weimar (1918–1933) e era a causa da degeneração social no ocidente.[26] Maxime Dafaura faz uma afirmação similar em "The 'Great Meme War': the Alt-Right and its Multifarious Enemies" (2020).[27]

Na dissertação "Cultural Marxism and the Cathedral: Two Alt-Right Perspectives on Critical Theory" (2019), o acadêmico Andrew Woods nota que tais comparações são a forma mais comum de analisar as implicações antissemitas da teoria da conspiração, mas discorda de chamá-la de qualquer coisa além de uma versão moderna do bolchevismo cultural, dizendo que seu antissemitismo é de qualquer forma "profundamente americano".[28] De acordo com o filósofo Slavoj Žižek, o termo "marxismo cultural" "tem o mesmo papel estrutural do 'plano judeu' no antissemitismo: ele projeta (ou melhor, transpõe) o antagonismo iminente da nossa vida socioeconômica a uma causa externa: o que a alt-right conservadora deplora como a desintegração das nossas vidas (feminismo, ataques ao patriarcado, o politicamente correto, etc.) deve ter uma causa externa — porque não pode, para eles, surgir dos antagonismos e tensões da nossa própria sociedade."[29]

Supostos objetivos

No artigo do The Wanderer "The Frankfurt School: Conspiracy to Corrupt" (dezembro de 2008), Timothy Matthews diz que a Escola de Frankfurt era "trabalho de Satanás" e a acusou de instigar uma "guerra cultural". O artigo acusou a Escola de Frankfurt de instigar:[28]

  1. A criação de ofensas racistas
  2. Mudança contínua para criar confusão
  3. O ensino de sexo e homossexualidade para crianças
  4. A diminuição da autoridade de escolas e professores
  5. A destruição da identidade nacional americana através da imigração
  6. A promoção de bebida em excesso
  7. Esvaziamento de igrejas
  8. Um sistema legal inseguro com parcialidades contra vítimas de crimes
  9. Dependência no estado ou em um benefícios do estado
  10. Controle e emburrecimento da mídia
  11. Incentivo à quebra da família

Apesar de nenhuma ligação entre a lista e qualquer movimento acadêmico, teóricos da conspiração usam as alegações infundadas de Matthews para promover a conspiração do marxismo cultural em mídia de direita e direita alternativa bem como em fóruns de discussão de extrema-direita.[28]

A demonização de oponentes políticos

Em "Taking On Hate: One NGO's Strategies" (2009), a cientista política Heidi Beirich disse que a teoria da conspiração do marxismo cultural demoniza os anátemas culturais do conservadorismo como feministas, movimentos sociais LGBT, humanistas seculares, multiculturalistas, educadores sexuais, ambientalistas, imigrantes e nacionalistas negros.[30] Na Europa, o terrorista norueguês de extrema-direita Anders Behring Breivik citou a conspiração de guerra cultural de Lind em seu manifesto político de 1.500 páginas 2083: A European Declaration of Independence, alegando que a "epidemia de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) na Europa Ocidental é resultado do marxismo cultural"; que "o marxismo cultural define muçulmanos, mulheres feministas, homossexuais e outros grupos minoritários como virtuosos, e eles veem homens europeus cristãos como malignos"; e que o "Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) em Estrasburgo é uma entidade política controlada pelo marxismo cultural."[31][32][33] Cerca de 90 minutos antes de matar 77 pessoas nos atentados de 22 de julho de 2011 na Noruega, Breivik enviou seu manifesto e uma cópia de Political Correctness: A Short Story of an Ideology por email para 1.003 pessoas.[31][32][34]

Em "Collectivists, Communists, Labor Bosser, and Treason: The Tea Parties as Right-Wing, Populist Counter-Subversion Panic" (2012), o jornalista Chip Berlet identificou a teoria da conspiração da guerra cultural como uma ideologia basal do movimento Tea Party do Partido Republicano. Como um movimento autodeclarado de direita, o Tea Party alega que estão sofrendo da mesma subversão cultural sofrida por gerações anteriores de nacionalistas brancos. De acordo com Berlet, a retórica populista de elites econômicas regionais encoraja pânicos de contra-subversão, pelos quais uma grande parte das pessoas brancas de classe média são enganadas a alianças políticas desiguais para defender seu lugar na classe média. Além disso, coletivos locais, comunistas, sindicatos, cidadãos não-brancos e imigrantes são culpados pelas falhas do capitalismo de livre mercado com a manipulação de patriotismo, liberalismo econômico, valores cristãos tradicionais e nativismo.[35]

Em "Cultural Marxism and the Radical Right" (2014) e em "Cultural Marxism: A Survey" (2018), o cientista político Jérôme Jamin se refere ao político conservador Pat Buchanan como o "momentum intelectual"[36] da teoria da conspiração, e a Anders Breivik como o "ímpeto violento".[36] Ambos confiam em William Lind, que editou um trabalho multi-autoral "Political Correctness: A Short History of an Ideology" que Jamin considera o texto basal que "tem sido unanimemente citado como 'a' referência desde 2004."[36] Jamin continua:

Em 2017, foi relatado que o conselheiro Richard Higgins tinha sido demitido do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos por publicar o memorando "POTUS & Political Warfare" que alegava a existência de uma conspiração de esquerda para destruir a presidência de Donald Trump porque "intelectuais americanos públicos do marxismo cultural, islamistas estrangeiros e banqueiros globalistas, a mídia e políticos dos partidos Republicano e Democrata estavam atacando Trump, porque ele represente um perigo existencial aos memes marxistas culturais que dominam a narrativa cultural prevalente nos EUA."[37][38][39]

O politicamente correto e libelos antissemitas

No discurso The Origins of Political Correctness (2000), o teórico da conspiração William S. Lind estabeleceu a ideologia e etimologia da teoria da conspiração do marxismo cultural. Lind escreveu:[40]

Sobre a violência política real causada pela teoria da conspiração, o professor de direito Samuel Moyn chamou-a de um libelo antissemita no editorial de 2018 "The Alt-Right's Favorite Meme is 100 Years Old". Sobre as origens e história da teoria da conspiração, Moyn escreveu:[41]

De acordo com Moyn, "a discussão mais ampla sobre o marxismo cultural atualmente se parece com o mito [do bolchevismo judeu] atualizado para uma nova era mais do que com qualquer outra coisa." Moyn conclui: "Esse 'marxismo cultural' é uma difamação crua, se referindo a algo que não existe, infelizmente não significa que pessoas reais não estão tendo que pagar o preço como bodes expiatórios, para apaziguar o sentimento crescente de raiva e ansiedade. E por essa razão, o 'marxismo cultural' não é apenas um triste desvio de enquadrar queixas legítimas mas também uma isca perigosa em um momento cada vez mais desequilibrado."[41]

Uso original no campo acadêmico

 
Max Horkheimer (primeiro plano esquerdo), Theodor Adorno (frente à direita) e Jürgen Habermas (ao fundo, à direita), acadêmicos da Escola de Frankfurt.

Em seu sentido acadêmico, o termo marxismo cultural teve sua origem no campo dos estudos culturais, nascido da Escola de Frankfurt da década de 1930.[42] O campo acadêmico considera que a cultura é inseparável de seu contexto social, econômico e político e, portanto, deve ser estudado levando em conta o sistema e as relações sociais que o produzem.[43][44] Seguindo a tradição marxista, que considera que a ideologia dominante é a da burguesia, a cultura no sistema capitalista seria um instrumento de poder sobre a classe trabalhadora.[45] A teoria da conspiração do marxismo cultural que se desenvolveria décadas depois considera essas teorias de Max Horkheimer, Theodor Adorno e seus discípulos como uma ameaça à cultura ocidental.[46]

Histórico

Apesar de ter se tornado mais popular no início dos anos 2000, a teoria da conspiração foi criada por Michael Minnicino no artigo "New Dark Age: Frankfurt School and 'Political Correctness'", publicado em 1992 na revista Fidelio do Schiller Institute.[23][25] O Schiller Institute, partidário do movimento LaRouche, promoveu a ideia ainda mais em 1994,[24] num artigo onde Michael Minnicino defende que a Escola de Frankfurt promoveu o modernismo nas artes e definiu a contracultura dos anos 1960 tendo como base o movimento utópico Wandervogel, que emergiu no final da década de 1890 no Monte Verità na comuna de Ascona.[23]

Em 1998, num discurso para a Conferência de Lideranças Conservadoras do think tank liberal Civitas Institute, Paul Weyrich explicou sua definição do termo, mais tarde utilizando-o em suas infames "Cartas da guerra cultural", onde invoca os conservadores a formarem um governo paralelo nos Estados Unidos.[47][48][49] A pedido de Weyrich, William S. Lind escreveu um breve resumo de seu conceito de "marxismo cultural"; nele, Lind identifica a presença de homossexuais na televisão como prova do controle da mídia pelos marxistas e afirma que Herbert Marcuse considerava uma coalizão de "negros, estudantes, mulheres feministas e homossexuais" como a vanguarda de uma revolução cultural.[50][51][52] Desde então, Lind publicou sua versão de um fictício apocalipse marxista.[53][54] Os escritos de Lind e Weyrich defendem que o "marxismo cultural" deve ser combatido através de um "conservadorismo cultural vibrante", composto por "retrocultura", retorno ao uso de trens como meios de transporte público e agricultura de subsistência como a dos Amish.[50][54][55][56][57][58][59] Mais tarde, em 2001, Weyrich e seu protegido Eric Heubeck defenderam abertamente uma "tomada das estruturas políticas" pelo "Novo Movimento Tradicionalista" num documento escrito para o Free Congress Foundation.[60][61][62]

Em 1999, Lind produziu o documentário de uma hora Political Correctness: The Frankfurt School.[63] Alguns trechos do material de Lind foram reutilizados por James Jaeger em seu vídeo do YouTube "Original Intent", que atribui citações de Death of the West de Pat Buchanan aos teóricos da Escola de Frankfurt.[64] Segundo o historiador Martin Jay, o documentário de Lind:

Para a Dra. Heidi Beirich, o conceito de "marxismo cultural" é utilizado para demonizar "feministas, homossexuais, humanistas seculares, multiculturalistas, educadores sexuais, ambientalistas, imigrantes e nacionalistas negros".[30] Dependendo da narrativa, os judeus também podem fazer parte dessa conspiração que pretende subverter a cultura ocidental. Apesar do cuidado em não se associar com o negacionismo do Holocausto, Lind teria dado uma palestra para um grupo de antissemitas em 2002 segundo o Southern Poverty Law Center.[65][40]

Segundo Chip Berlet, especialista que estuda os movimentos da extrema-direita americana, a teoria da conspiração do marxismo cultural encontrou campo fértil após a criação do Movimento Tea Party em 2009.[35] Mais recentemente, o terrorista norueguês Anders Behring Breivik incluiu o termo "marxismo cultural" em seu manifesto 2083: A European Declaration of Independence que, juntamente com o "Political Correctness: A Short History of an Ideology" da Free Congress Foundation, foi enviado por e-mail para 1.003 endereços cerca de 90 minutos antes do atentado a bomba de 2011 em Oslo de sua autoria.[34][31][32] Segmentos dos escritos de Lind sobre o "marxismo cultural" estavam presentes no manifesto de Breivik.[33]

O filósofo e professor de ciência política Jérôme Jamin afirmou que "Perto da dimensão global da teoria da conspiração do marxismo cultural, reside sua dimensão inovadora e original, o que permite a seus autores evitar discursos racistas e fingir serem defensores da democracia".[66]

O professor da Universidade de Oxford, Matthew Feldman traçou a origem da terminologia até um conceito alemão anterior à Segunda Guerra Mundial conhecido na época como "Bolchevismo Cultural". De acordo com o cientista político, este conceito do "bolchevismo cultural" fez parte do discurso degenerativo que auxiliou na ascensão de Adolf Hitler ao poder.[26] Contrariando Minnicino, Lind reconheceu que o "marxismo cultural" é "um esforço que data não dos anos 1960 e dos hippies e do movimento pela paz, mas sim da Primeira Guerra Mundial".[40]

Recentemente, um grupo de fãs da série Star Wars trouxe o termo à tona ao criticar a presença de um negro e de uma mulher como protagonistas do filme O Despertar da Força, lançado mundialmente em dezembro de 2015. Segundo as críticas deste grupo, a presença desses atores em papéis-chave na produção cinematográfica revelaria um ativismo panfletário contra brancos e uma tentativa de propagar o "marxismo cultural".[67] O movimento teve grande repercussão no Twitter, entretanto os autores da hashtag eventualmente confessaram que se tratava de uma brincadeira, porém não antes de o caso tomar tais proporções que até mesmo o diretor do filme, J. J. Abrams, tivesse publicado uma mensagem de repúdio ao argumento apresentado pela campanha.[68]

Ver também

Referências

  1. Jay, Martin. «Dialectic of Counter-Enlightenment: The Frankfurt School as Scapegoat of the Lunatic Fringe». Salmagundi Magazine. Arquivado do original em 24 de novembro de 2011 
  2. a b c Jamin, Jérôme (2014). «Cultural Marxism and the Radical Right». In: Shekhovtsov, Anton; Jackson, Paul. The Post-War Anglo-American Far Right: A Special Relationship of Hate. London, England: Palgrave Macmillan. pp. 84–103. ISBN 978-1-137-39619-8. doi:10.1057/9781137396211.0009. Consultado em 11 de setembro de 2020. Cópia arquivada em 22 de setembro de 2020 
  3. a b Richardson, John E.; Copsey, Nigel (2015). «'Cultural-Marxism' and the British National Party: a transnational discourse». Cultures of Post-War British Fascism. Abingdon, England: Routledge. ISBN 9781317539360. Consultado em 11 de setembro de 2020. Cópia arquivada em 29 de setembro de 2020 
  4. Jeffries, Stuart (2016). Grand Hotel Abyss: The Lives of the Frankfurt School. London, England: Verso Books. pp. 6–11. ISBN 9781784785680 
  5. a b c Busbridge, Rachel; Moffitt, Benjamin; Thorburn, Joshua (junho de 2020). «Cultural Marxism: Far-Right Conspiracy Theory in Australia's Culture Wars». London, England: Taylor & Francis. Social Identities. 26 (6): 722–738. ISSN 1350-4630. doi:10.1080/13504630.2020.1787822. Consultado em 6 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 30 de julho de 2020 
  6. Mirrlees, Tanner (2018). «The Alt-Right's Discourse of 'cultural Marxism': A political Instrument of Intersectional Hate». Halifax, Nova Scotia: Mount Saint Vincent University. Atlantis Journal. 39 (1). Consultado em 5 de novembro de 2020. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2020 
  7. Braune, Joan (2019). «Who's Afraid of the Frankfurt School? 'Cultural Marxism' as an Antisemitic Conspiracy Theory» (PDF). Journal of Social Justice. 9. Consultado em 11 de setembro de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 16 de julho de 2020 
  8. Lima, Antonio José (2014). «Corram, os comunistas estão chegando». Carta Capital. Consultado em 9 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2015. Joel Pinheiro explicou de forma didática a teoria olavista: De acordo com ele, o esquerdismo vai muito além da política. Toda a cultura está tomada pelo marxismo cultural e a inversão de valores por ele efetuada. O pensamento e os slogans da esquerda são hegemônicos e constituem, assim como o PT, parte de um processo para implantar o comunismo na América Latina via o Foro de São Paulo, organização que reúne os principais partidos e movimentos de esquerda no continente. 
  9. van Hattem, Marcel (3 de agosto de 2018). «Hangout | Somos Nós com Uma Voz». Youtube. Consultado em 31 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2018 
  10. «Os sinais de que o marxismo cultural é o ópio da universidade contemporânea - Instituto Liberal». Instituto Liberal. 29 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2018 
  11. Constantino, Rodrigo (16 de outubro de 2009). «A revolução cultural socialista». Instituto Millenium. Consultado em 31 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2018 
  12. Silva, Nelson Lehmann da. «Educação x Doutrinação». Escola sem Partido. Consultado em 31 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 31 de agosto de 2018 
  13. Moura, Fernanda Pereira de (2016). "ESCOLA SEM PARTIDO”: Relações entre Estado, Educação e Religião e os impactos no Ensino de História (PDF) (Dissertação de Mestrado em Ensino de História). Rio de Janeiro: Programa de Pós-Graduação em Ensino de História, Instituto de História, Universidade Federal do Rio de Janeiro. 188. páginas 
  14. «Revolução e Marxismo Cultural». Padre Paulo Ricardo. Consultado em 20 de agosto de 2018. Cópia arquivada em 21 de agosto de 2018 
  15. Basilio, Ana Luiza (8 de fevereiro de 2019). «Se houvesse o marxismo cultural, uma pessoa como Bolsonaro não teria sido eleita" - Carta Educação». www.cartaeducacao.com.br. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2019 
  16. Cerione, Clara (9 de janeiro de 2019). «MEC libera que livros didáticos usem dado sem fonte e ignorem diversidade». Exame. Consultado em 21 de janeiro de 2019 
  17. Watts, Jonathan (15 de novembro de 2018). «Global environment | Brazil's new foreign minister believes climate change is a Marxist plot». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077 
  18. «André Ventura compara-se a Sá Carneiro e formaliza recandidatura à presidência do Chega». TVI24. "Combater [...] 'o marxismo cultural' e 'a ideologia de género' são 'bandeiras' de Ventura.". Consultado em 1 de julho de 2021 
  19. «Eleição em Portugal terá, pela primeira vez, um partido de extrema-direita». Crusoé. "No seu programa, a legenda [Chega] combate a 'ideologia de gênero', o marxismo cultural, [...]". 12 de dezembro de 2020. Consultado em 1 de julho de 2021 
  20. «Partido Pró-Vida vai fundir-se com o Chega». Jornal Expresso. "'A defesa da família, o fim da ideologia de género nas escolas e a derrota do marxismo cultural são as nossas grandes bandeiras que o Chega defende', afirmou ao 'Público' Manuel Matias, líder do PPV/CDC.". Consultado em 1 de julho de 2021 
  21. Martins, Ruben. «Partido Cidadania e Democracia Cristã junta-se ao Chega para "salvar Portugal do marxismo cultural"». PÚBLICO. Consultado em 1 de julho de 2021 
  22. «Partido Pró-Vida vai fundir-se com o Chega». Jornal Expresso. Consultado em 1 de julho de 2021 
  23. a b c Minnicino, Michael (1992). «The New Dark Age: The Frankfurt School and 'Political Correctness'». Schiller Institute (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2021. Arquivado do original em 25 de julho de 2018 
  24. a b Minnicino, Michael (1994). «Freud and the Frankfurt School». Schiller Institute (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2021. Arquivado do original em 14 de novembro de 2015 
  25. a b c Jay, Martin. «Dialectic of Counter-Enlightenment: The Frankfurt School as Scapegoat of the Lunatic Fringe». Skidmore College (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2021. Arquivado do original em 24 de novembro de 2011 
  26. a b Matthew, Feldman; Griffin, Roger (editor) (2003). Fascism: Fascism and culture 1. publ. ed. New York: Routledge. p. 343. ISBN 978-0415290180. Consultado em 28 de outubro de 2015 
  27. Dafaure, Maxime (1 de abril de 2020). «The "Great Meme War:" the Alt-Right and its Multifarious Enemies». Angles (10). ISSN 2274-2042. doi:10.4000/angles.369. Consultado em 1 de julho de 2021 
  28. a b c Woods, Andrew (2019). Battista, Christine M.; Sande, Melissa R., eds. «Cultural Marxism and the Cathedral: Two Alt-Right Perspectives on Critical Theory». Cham: Springer International Publishing (em inglês): 39–59. ISBN 978-3-030-18752-1. doi:10.1007/978-3-030-18753-8_3. Consultado em 2 de julho de 2021 
  29. Burgis, Ben (2020). Myth and mayhem: a leftist critique of Jordan Peterson. Conrad Bongard Hamilton, Matthew McManus, Marion Trejo. [S.l.]: Zero Books. p. 16. OCLC 1152331302 
  30. a b Perry, Barbara (ed.); Beirich, Heidi (2009). Hate crimes [vol.5]. Westport, Conn.: Praeger Publishers. 119 páginas. ISBN 0275995690. Consultado em 30 de novembro de 2015 
  31. a b c New Statesman - Who are Breivik’s fellow travellers? Daniel Trilling, 18 de Abril de 2011, (em inglês). Acessado em 06/10/2015.
  32. a b c Qantara - Breivik's Call to Arms. Ian Buruma, (em inglês). Acessado em 06/10/2015.
  33. a b Shanafelt, Robert; Pino, Nathan W. Rethinking Serial Murder, Spree Killing, and Atrocities: Beyond the Usual Distinctions (em inglês). [S.l.]: Routledge. ISBN 9781317564676 
  34. a b BBC News - 'Breivik manifesto' details chilling attack preparation. 24 de Julho de 2011, (em inglês). Acessado em 06/10/2015.
  35. a b Berlet, Chip (Julho 2012). "Collectivists, Communists, Labor Bosses, and Treason: The Tea Parties as Right-Wing Populist Counter-Subversion Panic" Arquivado em 15 de novembro de 2015, no Wayback Machine.. Critical Sociology 38 (4): 565–587. doi:10.1177/0896920511434750.
  36. a b c Jamin, Jérôme (janeiro de 2018). «Cultural Marxism: A survey». Religion Compass (em inglês) (1-2): e12258. doi:10.1111/rec3.12258. Consultado em 2 de julho de 2021 
  37. «How Trump's paranoid White House sees 'deep state' enemies on all sides». the Guardian (em inglês). 13 de agosto de 2017. Consultado em 2 de julho de 2021 
  38. Groll, Jana Winter, Elias. «Here's the Memo That Blew Up the NSC». Foreign Policy (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2021 
  39. Gray, Rosie (2 de agosto de 2017). «The Memo That Got an NSC Staffer Fired». The Atlantic (em inglês). Consultado em 2 de julho de 2021 
  40. a b c d Lind, William S. «The Origins of Political Correctness». Accuracy in Academia. Accuracy in Academia/Daniel J. Flynn. Consultado em 8 de novembro de 2015 
  41. a b c Moyn, Samuel (13 de novembro de 2018). «Opinion | The Alt-Right's Favorite Meme Is 100 Years Old». The New York Times (em inglês). ISSN 0362-4331. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2019 
  42. Ans, Gio (26 de julho de 2018). «Marxismo Culturale: mito o realta'?». Marxismo Culturale: mito o realta’?. Attivismo.info. Consultado em 17 de janeiro de 2019 
  43. Gatto, Marco. «Marxismo culturale Estetica e politica della letteratura nel tardo Occidente». Marxismo culturale. Quodlibet Studio. Estetica e critica. Consultado em 17 de janeiro de 2017 
  44. Tristan, Raul (12 de março de 2018). «Marxismo Cultural: la Dictadura del Pensamiento». Marxismo Cultural. El Economista. Consultado em 17 de janeiro de 2018 
  45. Hinojosa, Sergio (16 de dezembro de 2016). «'Conversaciones sobre marxismo cultural', de Fredric Jameson». 'Conversaciones sobre marxismo cultural'. infolibre.es. Consultado em 17 de Janeiro de 2019 
  46. Jamin 2018, p. 4.
  47. Weyrich, Paul. «Letter to Conservatives by Paul M. Weyrich». Conservative Think Tank: "The National Center for Public Policy Research". Consultado em 30 de novembro de 2015. Arquivado do original em 11 de abril de 2000 
  48. Moonves, Leslie. «Death Of The Moral Majority?». CBS news. The Associated Press. Consultado em 19 de abril de 2016 
  49. Koyzis, David T. (2003). Political visions and illusions : a survey and Christian critique of contemporary ideologies. Downers Grove, Ill.: InterVarsity Press. p. 82. ISBN 978-0830827268. Consultado em 5 de março de 2016 
  50. a b Berkowitz, Bill (2003), "Reframing the Enemy: 'Cultural Marxism', a Conspiracy Theory with an Anti-Semitic Twist, Is Being Pushed by Much of the American Right." Intelligence Report. Southern Poverty Law Center, Summer. [1]
  51. Lind, William S. «What is Cultural Marxism?». Maryland Thursday Meeting. Consultado em 9 de abril de 2015 
  52. Lind, William S. «Political Correctness: A Short History of an Ideology». Discover The Networks. David Horowitz. Consultado em 5 de março de 2016. Arquivado do original em 25 de julho de 2016 
  53. Lind, William S. «Washington's Legitimacy Crisis». The American Conservative. Consultado em 4 de maio de 2015 
  54. a b Lind, William S. Victoria: A Novel of 4th Generation Warefare. [S.l.]: Castalia House. ISBN 978-9527065457. Consultado em 30 de novembro de 2015 
  55. Lind, William S.; Weyrich, Paul M. (12 de fevereiro de 2007). «The Next Conservatism». The American Conservative. American Ideas Institute. Consultado em 5 de março de 2016 
  56. Lind, William S.; Weyrich, Paul M. (2009). The Next Conservatism 1 ed. South Bend, Ind.: St. Augustine's Press. ISBN 978-1587315619. Consultado em 5 de março de 2016 
  57. O'Meara, Michael. «The Next Conservatism? a review». Counter Currents Publishing. Counter-Currents Publishing, Ltd. Consultado em 5 de março de 2016 
  58. Terry, Tommy. The Quelled Conscience of Conservative Evangelicals in the Age of Inverted Totalitarianism. [S.l.: s.n.] p. 9. ISBN 978-1105675348. Consultado em 5 de março de 2016 
  59. Lind, William S. «The Discarded Image». Various. Consultado em 5 de março de 2016 
  60. The Integration of Theory and Practice: A Program for the New Traditionalist Movement Eric Heubeck. Originally published on the Free Congress Foundation website in 2001, available through the Internet Archive.
  61. Conquering by Stealth and Deception, How the Dominionists Are Succeeding in Their Quest for National Control and World Power Arquivado em 3 de março de 2016, no Wayback Machine. Katherine Yurica. The Yurica Report. September 14, 2004.
  62. "The Rise of the Religious Right in the Republican Party", TheocracyWatch. December 2005.
  63. Jay, Martin (2010), "Dialectic of Counter-Enlightenment: The Frankfurt School as Scapegoat of the Lunatic Fringe". Salmagundi (2010-2011, 168–169): 30–40.
  64. Buchanan, Patrick J. (2001). The Death of the West. (PDF) 1st ed. New York: St. Martin's Griffin. p. 80. ISBN 978-0312302597. Consultado em 3 de abril de 2016 
  65. Berkowitz, Bill. «Ally of Christian Right Heavyweight Paul Weyrich Addresses Holocaust Denial Conference». Southern Poverty Law Center. SPLC 2003. Consultado em 19 de abril de 2016 
  66. The Post-War Anglo-American Far Right: A Special Relationship of Hate. Paul Jackson & Anton Shekhovtsov, Palgrave Macmillan, 2014,págs. 84–103, (em inglês). ISBN 9781137396198 Adicionado em 06/10/2015.
  67. «Fãs racistas tentam boicotar novo Star Wars por causa de protagonista negro». Pragmatismo Político. Consultado em 22 de outubro de 2015 
  68. «Fãs racistas tentam boicotar novo Star Wars por causa de protagonista negro» 

Bibliografia

Ligações Externas