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Olavo de Carvalho

Ensaísta brasileiro
Olavo de Carvalho
Nome completo Olavo Luiz Pimentel de Carvalho
Nascimento 29 de abril de 1947 (72 anos)
Campinas, São Paulo
Residência Richmond, Virgínia, Estados Unidos
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Mãe: Nicéa Pimentel de Carvalho
Pai: Luiz Gonzaga de Carvalho
Cônjuge (2019) Roxane Andrade de Souza
Filho(s) Heloisa de Carvalho Martins Arribas, Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, Tales de Carvalho, Leilah Carvalho, Davi de Carvalho, Maria Inês de Carvalho, Percival de Carvalho e Pedro de Carvalho
Ocupação jornalista e ensaísta
Prêmios Medalha do Pacificador[1][2]
Medalha do Mérito Santos-Dumont[3]
Ordem Nacional do Mérito da Romênia[4]
Medalha Tiradentes[2]
Religião Católico romano[5]
Página oficial
olavodecarvalho.org

Olavo Luiz Pimentel de Carvalho GCRB[6] (Campinas, 29 de abril de 1947)[7] é um ensaísta brasileiro,[8] sendo considerado também um influenciador digital e ideólogo e tendo atuado no passado como jornalista e astrólogo.[nota 1] Autoproclamado filósofo,[26][26] é um representante do conservadorismo no Brasil.[27][28]

Em sua juventude, foi militante comunista, inclusive sendo membro do Partido Comunista Brasileiro de 1966 a 1968,[29] tendo feito oposição durante todo o período da ditadura militar brasileira,[30][31] mas posteriormente tornou-se um anticomunista convicto. O filósofo Pablo Ortellado, escrevendo à BBC, apontou Olavo como o responsável pelo surgimento da Nova Direita brasileira.[31] É considerado pela imprensa como um "guru" do presidente da República Jair Bolsonaro,[32][33][34][35] embora ele próprio rejeite essa afirmação.[36][37]

Trabalhou como jornalista em revistas e periódicos, passando por veículos como Folha de S.Paulo, Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época e Zero Hora e Diário do Comércio. Como astrólogo, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1979, oferecido a formandos em psicologia.[38] E como escritor, seu primeiro livro foi lançado em 1980, A Imagem do Homem na Astrologia. Seu livro O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota, lançado em 2013, vendeu algo próximo de 320 mil exemplares.[31] Sua obra também inclui O Jardim das Aflições (1995), e O Imbecil Coletivo (1996), entre outros livros.

A atuação de Olavo como polemista é frequentemente caracterizada pela recusa ao discurso politicamente correto e pela eventual presença de ataques ad hominem e termos chulos.[39] Seus livros e artigos divulgam teorias conspiratórias e informações incorretas.[40][41][42][43] Olavo também é acusado de fomentar discursos de ódio[44] e anti-intelectualismo.[45] É crítico da modernidade e demonstra interesse por filosofia histórica, história dos movimentos revolucionários, tradicionalismo e religião comparada.[46][47] Não obstante, seus escritos no campo da filosofia não encontram ressonância na academia.[48][49][50]

Vida pessoal

Filho do advogado Luiz Gonzaga de Carvalho e da dona de casa Nicéa Pimentel de Carvalho, nasceu em Campinas, no estado de São Paulo, onde viveu por aproximadamente um ano e meio.[51]

Segundo publicação feitas pelo próprio em sua rede social, abandonou a escola na "4a série do ginásio", o equivalente a oitava série do ensino médio.[52]

Olavo de Carvalho mora atualmente (2019) na área rural do Condado de Dinwiddie, ao sul de Richmond, no estado norte-americano de Virgínia.[53] Segundo ele, um dos motivos para sua mudança do Brasil para os Estados Unidos, em 2005, foi a chegada do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República no Brasil, afirmando: "Pensei: Isto aqui está tão louco, tão louco, que se eu continuar aqui vou ficar louco também."[31] Carvalho declarou em seu programa[qual?] que em dezembro de 2009 teria recebido do governo dos Estados Unidos o visto de residência após um tempo de espera de aproximadamente três anos, ao final do qual passou a residir naquele país. Foi-lhe concedido o "Green Card for foreigners with extraordinary abilities."[necessário esclarecer][30] Desde então, além da manutenção periódica da página pessoal[qual?] com novos artigos e ensaios, Carvalho ministra cursos à distância e presenciais sobre História da Filosofia, bem como promove palestras e conferências. Estes cursos são para ele, uma forma encontrada para enfrentar o que define como a "morte da alta cultura brasileira".[31] Olavo é também o presidente de uma organização não governamental (ONG) chamada "Inter-american Institute".[54]

Em março de 2018, passou por uma internação hospitalar, após complicações decorrentes de uma pneumonia quando exames adicionais detectaram um cisto em sua traqueia.[55] Uma cirurgia para sua remoção foi realizada com sucesso no dia 28 e, ainda hospitalizado, divulgou um vídeo pelas redes sociais para tranquilizar seus seguidores.[56]

Olavo tem oito filhos de casamentos diferentes: Heloisa de Carvalho Martins Arribas, Luiz Gonzaga de Carvalho Neto que também promove cursos de religião, esoterismo e outros[57]), Tales de Carvalho, Leilah Carvalho, Davi de Carvalho, Maria Inês de Carvalho, Percival de Carvalho e Pedro de Carvalho. É atualmente casado com Roxane Andrade de Souza.

Em setembro de 2017, sua filha mais velha, Heloisa, publicou uma carta aberta em seu perfil do Facebook e em um blog pessoal chamado "Prometheo Liberto"[58], a carta trazia acusações contra Olavo de Carvalho como o fato dele ter apontado uma arma contra os próprios filhos e ter tratado com descaso o abuso sexual que sofreu quando era criança; Heloisa afirmou que, apesar dos casos que relata, acreditou que o pai havia mudado, a divergência teria sido retomada após o filme "Jardim das Aflições", Heloisa intercedeu em favor de Daniel Aragão, que teria participado da produção do filme antes de ser excluído dos créditos e da divisão dos lucros, momento em que diz ter ouvido ofensas e rompido a relação com o pai.[59] Em uma entrevista, Heloisa diz que o pai chegou a ter três esposas ao mesmo tempo e que só conseguiu se alfabetizar depois de adulta devido ao pai não se preocupar com a educação forma dos filhos, segundo Heloisa, Olavo foi para os Estados Unidos em 2005 ajudado por Guilherme Almeida, um dos herdeiros do Grupo C.R. Almeida;[60] em seu perfil oficial, Olavo diz que apenas alugou uma casa comprada para investimento por uma prima de Guilherme, de quem sofreu um despejo por não conseguir pagar o aluguel, Guilherme teria oferecido um empréstimo que recusou e através de seus cursos teria conseguido comprar um casa, Olavo diz que "Não posso dizer que o sr. Almeida não me ajudou em nada na minha mudança para os EUA. Quando vim para cá, ele e seu irmão, que são grandões e fortes, vieram comigo e me ajudaram a carregar para a nova casa a primeira leva de móveis que comprei no Target.".[61]

Filme

O cineasta pernambucano Josias Teófilo, dirigiu um filme que aborda a vida doméstica, biografia e visão de mundo de Olavo de Carvalho, rodado na residência deste em Colonial Heights, EUA.[62] O longa-metragem O Jardim das Aflições,[63] título retirado de um de seus livros, contou com a produção de Matheus Bazzo e direção de fotografia de Daniel Aragão. O filme foi inteiramente realizado com recursos captados através de financiamento coletivo e lançou em 2017.[64] Ao todo foram quase três mil doadores e arrecadação de 320 mil reais.[65][66][67] No festival Cine PE, realizado de 27 de Junho a 3 de Julho de 2017, O Jardim das Aflições foi premiado em três categorias: melhor montagem, júri popular e melhor filme.[68][69]

Carreira

 
Olavo sendo entrevistado por Boris Casoy em 1998.

Em seu currículo conta que começou a trabalhar na imprensa quando não tinha ainda 18 anos completos, na Empresa Folha da Manhã, onde foi, sucessivamente, repórter, redator copy desk, setorista credenciado no Palácio do Governo. Trabalhou como jornalista em revistas e periódicos, passando por veículos como Folha de S.Paulo, Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época e Zero Hora e Diário do Comércio.[70]

Em fevereiro de 1977 começou acolaborar na Folha de S.Paulo (no caderno literário “Folhetim”[71][72]), Planeta, Bravo!, Primeira Leitura, Jornal do Brasil, Jornal da Tarde, O Globo, Época e Zero Hora.[30]

Em 1979, fundou na cidade de São Paulo, a Escola Júpiter, no Jardins, juntamente com Antônio Carlos "Bola" Harres e Mary Lou Simonsen (filha do empresário Mário Wallace Simonsen), a escola organizava seminários, eventos e palestras tais como o Pequeno Seminário de Astrologia (fevereiro de 1979) e o Segundo Seminário de Astrologia (setembro de 1979).[73][74][75] Um dos ex-alunos da escola foi a astróloga Barbara Abramo.[76] Olavo de Carvalho ministrava cursos de astrologia e outros temas; um desses cursos, com duração de oito meses e uma aula semanal, Olavo ofereceu "Orientação Profissional Segundo a Astrologia.[73] Como astrólogo, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1979, oferecido a formandos em psicologia.[38]

Na década de 1980 tornou-se membro da Tariqa, ordem mística muçulmana liderada por Frithjof Schuon. Embora admita a importância do Islã em sua formação, hoje lamenta a sua expansão no Ocidente.[31]

Estudou no Conpefil (Conjunto de Pesquisa Filosófica) [77] da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro por três anos, sob a direção do professor e padre Stanislavs Ladusãns.[78][79] Apresentou os trabalhos Estrutura e Sentido da Enciclopédia das Ciências Filosóficas de Mário Ferreira dos Santos e Leitura Analítica da 'Crise da Filosofia Ocidental' de Vladimir Soloviov,[79] mas não concluiu o curso, saindo dele após a morte de Ladusãns (1993); não possuindo, portanto, nenhum título acadêmico formal.[31]

Atualmente escreve para o Diário do Comércio (veículo de propriedade da Associação Comercial de São Paulo) na coluna "Mundo Real",[80][81] e para o Mídia Sem Máscara, portal que ele fundou em 2002, que chegou a ser televisionado[onde?] em 2004.[carece de fontes?]

Escreveu em 1994 a obra Aristóteles em Nova Perspectiva, que seria[necessário esclarecer] lançada em 1996.

Em 1996, publicou O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras, no qual criticou duramente o meio cultural e intelectual brasileiro. A obra recebeu elogios do jornalista Paulo Francis[29] e do economista Roberto Campos, que classificou Olavo como "filósofo de grande erudição".[82]

Debateu com o russo Aleksandr Dugin (cientista político, conselheiro do presidente da Rússia Vladimir Putin e principal ideólogo do eurasianismo)[83] sobre a Nova Ordem Mundial, gerando em 2012 o livro Os EUA e a Nova Ordem Mundial.[84] O ensaísta libertariano romeno Horia-Roman Patapievici elogiou muito a postura e os argumentos de Olavo no debate, considerando sua réplica brilhante.[85]

Em 2013 publicou O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota é um apanhado de 193 artigos escritos por ele de 1997 até 2013,[86] ano em que foi lançado, e vendeu algo próximo de 320 mil exemplares,[87][31] recebendo elogios dos jornalistas Carlos Ramalhete,[88] Euler de França Belém,[89] Paulo Briguet[90] e Reinaldo Azevedo,[91] da Folha de S.Paulo[92] e do Padre Paulo Ricardo.[93]

Embora a obra de Carvalho tenha tido sucesso de audiência entre o público geral, não obteve grande repercussão na academia.[94]

Em 2015, iniciou seu canal no YouTube intitulado com seu nome e atualmente (2019) com mais de 800 mil inscritos e pelo menos 43 milhões de visualizações (2019), seu canal no Youtube é categorizado como "Comédia",[95] no Facebook é acompanhado por mais de 600 mil seguidores (2019); nas redes sociais, os alvos de suas críticas são a imprensa, o cenário cultural e a universidade; atribui aos movimentos progressistas a deterioração desses espaços, que, segundo ele, teriam se tornado apenas campos de burocracia e rituais de doutrinação. [96] Em 15 de agosto de 2018, suas páginas do Facebook foram bloqueadas por trinta dias, Olavo atribuiu o bloqueio a "piadinhas" que fez a dois ex-alunos de seus cursos de filosofia online, Carlos e Jorge Velasco.[97]

Visões

Olavo defende os princípios metafísicos das antigas civilizações e combate a perda do sentido simbólico do universo. Sua visão da cultura articula-se com a teoria da história.[carece de fontes?] Ele não avalia o mundo contemporâneo como uma realização do progresso, mas como um ocaso, expressão de uma crise da civilização que, segundo sua linha de pensamento, seria o adentrar na barbárie. Isso seria o resultado de um processo de fortalecimento da consciência coletiva, iniciado no Renascimento que atinge seu ápice na Revolução Francesa com a prevalência da “opinião pública".[98][99] A tônica de sua obra é a "defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia "científica". Segundo Olavo, "somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer".[100][101]

Olavo é crítico do que chama de "sacerdócio das trevas", que engloba o kantianismo, o hegelianismo, o marxismo, o positivismo, o pragmatismo, o nietzscheanismo, a psicanálise, a filosofia analítica, o existencialismo, o desconstrucionismo, a teologia da libertação, o relativismo moral, cultural e ético, dentre outras correntes filosóficas e intelectuais. Segundo Carvalho, essas correntes transferem a responsabilidade de conhecer a verdade do indivíduo para o coletivo. Defende a teoria da conspiração conhecida como "marxismo cultural",[102][103] Critica a culpa entregue ao "sistema", ao "mundo" e à sociedade pelos problemas de diferentes assuntos.[104]

Define filosofia como "a busca da unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa". Explica ainda que esta definição aplica-se também às filosofias que negam o conhecimento ou que negam a unidade da consciência.[105][99]

Ele é um grande crítico do pensamento coletivo nacional por sua suposta despreocupação com o futuro. De acordo com seu pensamento, a cultura brasileira, orientada sobretudo para a autodefinição da especificidade, inclina-se a supervalorizar o popular, o antropológico e o documental acima do que chama de valores supratemporais.[98]

Olavo construiu e elaborou o conceito paralaxe cognitiva, que define como “o afastamento entre o eixo da construção teórica e o eixo da experiência real anunciado pelo indivíduo”. Trata-se de um autoengano coletivo, com origem na modernidade, estando presente em várias obras de pensadores ou filósofos modernos.[106][3] A manifestação aguda da dita paralaxe cognitiva estaria presente na mentalidade revolucionária, representada em duas inversões principais: o revolucionário colocaria o futuro como parâmetro para julgamento de suas ações, não prestando conta pelos seus atos passados; e a inversão na relação entre sujeito e objeto, pois o revolucionário ao atacar seus opositores, os considera na verdade como os atacantes, formadores de uma barreira aos seus projetos.[99]

Outro conceito elaborado por ele é o Trauma da Emergência da Razão, em que um indivíduo, após adquirir ao longo do tempo uma massa amorfa de experiências, tenta expressá-la e lhe dar coerência, e acaba chegando a um momento crítico de tensão. Consiste, portanto, num confronto do indivíduo com sua própria realidade, em que após o ato de confessá-la, sua autoconsciência é elevada, num processo descrito na Teoria das Doze Camadas da Personalidade, também elaborada por Olavo.[107][99]

No debate na PUC-SP em 1998, Olavo explana que os mesmos que defendem o relativismo moral também possuem forte indignação moral, e que apesar de sua desvalorização no campo intelectual, no campo emocional as pessoas estão fortemente apegadas à ideia de moral.[108] "Quer dizer, [as pessoas] pensam como relativistas, mas, julgam como absolutistas".

Em “A fonte da eterna ignorância”, Olavo escreve que, no Brasil, a cultura é vista como significado de eventos e espetáculos, que por sua vez, servem apenas para enriquecer os produtores dos eventos, divertir as massas populares e fazer propaganda política.[104]

No seu livro Aristóteles em Nova Perspectiva, Olavo escreve que há embutida nas obras aristotélicas uma ideia central que passou despercebida por quase todos os seus leitores e estudiosos.[109] Essa ideia Olavo denominou Teoria dos Quatro Discursos, a qual ele discorre durante o livro:

Um tema bastante explorado por Olavo é a intuição, tendo criado a teoria da tripla intuição, um ato único e indivisível que possui três intuições fundidas: "a) uma intuição sensível da fonte de luz; b) uma intuição sensível do ato de ver, ou seja, toma-se consciência do que se vê e do fato mesmo de ver, isto é, de que se vê; c) e, finalmente, uma intuição racional de causa-e-efeito".[110]

Carlos Heitor Cony (1926-2018), considerava Olavo um intelectual polêmico e corajoso,[111] valorizando muito seu trabalho feito em 1999 a respeito das obras do escritor Otto Maria Carpeaux, ao qual os dois possuem grande admiração.[112] Também já elogiaram o trabalho de Olavo membros da ABL, como Herberto Sales, Jorge Amado, Josué Montello e o ex-presidente da República José Sarney.[113][114] Entre outros que valorizaram e demostraram interesse pelas suas obras, estão o filósofo italiano Romano Galeffi, que escreveu que Olavo "pelos seus muitos trabalhos deu prova cabal de sua cultura filosófica";[113] o diplomata José Osvaldo de Meira Penna, que considera sua obra de alto valor intelectual; o crítico literário Rodrigo Gurgel, que escreveu que "Olavo de Carvalho leva-nos mais longe na busca pela sabedoria, salientando que não esquecer nossa condição mortal é o ponto de partida da investigação metafísica";[114] o ex-presidente Itamar Franco, que o elogiou pelos seus estudos sobre "Nações e Nacionalismo no Século XXI";[113] e o escritor Bruno Tolentino, que o classificou como "filósofo finíssimo, um erudito verdadeiro e um homem honestíssimo".[115]

Política

 
Carvalho e Jair Bolsonaro em 2019.

Olavo afirma que suas ideias não se enquadram em uma categoria ideológica, condenando quem adota posições por automatismo sustentado por ideologias. Ele aponta que o coeficiente de esquerda ou de direita está nos olhos do observador e varia conforme as épocas e os lugares. Olavo diz que prefere se manter afastado dos enquadramentos ideológicos no Brasil, muito embora se veja alinhado à direita americana.[27]

De acordo com Olavo de Carvalho, a esquerda política brasileira conseguiu dominar a universidade, a mídia, a cultura e a política do país, empregando os métodos da revolução passiva (a "revolução sem revolução")[116] de Antonio Gramsci.[31]

Entre indivíduos já criticados por Olavo estão Lula, Fidel Castro, Barack Obama, entre outros.[30] Poder-se-ia citar ainda entidades como o Foro de São Paulo,[30][92] o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o eurasianismo,[83] o Partido dos Trabalhadores, as FARC e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.[30] Critica bastante o desarmamento civil, e alega que as organizações desarmamentistas estão ligadas aos interesses de grupos milionários nacionais e estrangeiros.[117]

Para Carvalho, existe uma grande discrepância entre a vontade, os posicionamentos e as opiniões do povo brasileiro em relação às das elites intelectual e política brasileira, tendo o Brasil um povo conservador, que não encontra representação em nenhum dos grandes partidos políticos, que inclusive defendem o oposto da vontade popular.[86]

Aponta o comunismo como responsável por assassinatos em massa e, como perseguidor de religiosos, principalmente cristãos.[118]

Olavo afirma que durante a Guerra Fria, os serviços de inteligência dos países do bloco comunista atuaram intensamente no Brasil, baseando-se nos relatos de Ladislav Bittman.[carece de fontes?] Em um artigo jornalístico produzido em dezembro de 2010 para a revista Época, o autor sugeriu que Ladislav Bittman teria, na posição agente da StB, conduzido operações de bandeira falsa e desinformação, fazendo com que as agências de inteligência norte-americanas levassem a culpa pelo golpe de 1964 no âmbito das escolas e da mídia brasileira.[120]

Em 1996, Carvalho "profetizava", em entrevista ao jornalista Pedro Bial, no telejornal da Globo Bom Dia Brasil, que apesar do então recente colapso socialista na URSS, a esquerda brasileira iria ascender ao poder com grande força, já que, de acordo com ele, "a partir da década de 1960, foram adotando a estratégia gramsciana, que é a de fazer a revolução cultural primeiro para fazer a revolução política depois".[104] Ainda acrescentou que "muitas vezes [os esquerdistas] têm poder, mas não assumem que têm, então continuam se sentindo perseguidos e infelizes".

Em entrevista à BBC em dezembro de 2016, Olavo, quando perguntado sobre a direita brasileira, afirmou: "quis que uma direita existisse [no Brasil], o que não quer dizer que eu pertença a ela. Fui o parteiro dela, mas o parteiro não nasce com o bebê". Para ele "atualmente é obrigatório estar na direita", mas deixou claro que não tem "compromisso com nenhuma política em particular".[31]

Em novembro de 2018, após a eleição presidencial brasileira, declarou que (se convidado) aceitaria ser o embaixador do Brasil nos Estados Unidos.[121] Afirmou que, em caso de indicação pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, este seria o único cargo que aceitaria.[122] Segundo ele:

Ciência

Olavo criticou fortemente diversas figuras que ocupam lugar destacado na história das ciências, como por exemplo Isaac Newton, a quem acusa de ter disseminado "o vírus da burrice na Terra."[30] A crítica estende-se ainda Giordano Bruno, que segundo ele "não fez nenhuma descoberta (...). Nem sequer estudou as ciências modernas, física, astronomia, biologia ou matemática. Ele não foi condenado por defender teorias científicas, mas por prática de feitiçaria, que na época era crime",[123] e a Galileu:

Também é crítico do trabalho de Georg Cantor a respeito de números transfinitos, acusando-o de confundir "números com seus meros signos", vendo seu trabalho como um "jogo de palavras" e uma "falsa lógica".[123]

Não acredita no aquecimento global[124] e fundamenta-se no episódio que ficou conhecido como Climategate, em que hackers, nas vésperas da Conferência de Copenhague, disseminaram milhares de e-mails de climatologistas da Universidade de East Anglia, visando minar a credibilidade da conferência. Além disso, Olavo aponta que o Climategate seria obra da família Rockefeller, do Council of Foreign Relations e do Clube de Bilderberg, indicando-os como atores principais da Nova Ordem Mundial, também responsáveis pelas "campanhas mundiais abortista e gayzista, da nova religião global biônica, da proposta do governo Obama para o controle universal da circulação de capitais".[125]

Para Olavo, a AIDS não representa um risco para a população heterossexual, baseando-se no livro The Myth of Heterosexual Aids do jornalista Michael Fumento, não concordando também que a AIDS tenha sido um perigo iminente para toda a humanidade, alegando que essa ideia foi disseminada pela indústria farmacêutica e outros grupos para captar verbas governamentais.[125]

Em janeiro de 2019, publicou um vídeo em que discorda da Teoria da relatividade e do heliocentrismo citando a Experiência de Michelson-Morley - experimento que visava comprovar a hipótese de éter luminífero - o experimento mostrou-se infundado porque a velocidade da luz é constante independente do movimento do observador e em nada ajudou à Teoria da relatividade[126] e as comprovações de que os planetas giram ao redor do Sol já datam de séculos e até hoje recebe comprovações através de inúmeras descobertas.[127]

Críticas

Embora o pensamento de Olavo tenha grande audiência entre o público geral, especialmente pelo uso que faz das mídias sociais,[128][129] não obteve repercussão na academia,[130][128] e diversos pesquisadores e especialistas em filosofia e política têm criticado suas opiniões. Para José Arthur Giannotti, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, a obra de Carvalho nunca foi uma referência no ambiente acadêmico e "é absolutamente irrelevante do ponto de vista filosófico".[94][128] Na visão de Alvaro Bianchi, diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, há pouca verdade na sua narrativa filosófica, considera bizarra e equivocada sua interpretação da história da filosofia, e diz não entender como “essa montanha de erros parece consistente para seu público”.[128] Ao mesmo tempo, o acadêmico diz que sua fala "se mostra persuasiva e eficaz por abordar os medos e as inseguranças do homem comum perante as transformações do mundo contemporâneo", apresentando uma explicação simples mas equivocada para os problemas atuais: "Marxistas, feministas e gays teriam provocado a crise da civilização cristã e empurrado a sociedade para o abismo. É obviamente uma teoria conspiratória à qual pessoas comuns podem se agarrar quando não conseguem uma explicação razoável para seus medos".[131]

Esther Solano, doutora em Ciências Sociais e professora da Universidade Federal de São Paulo, pensa que a notoriedade de Carvalho só se explica no contexto das redes sociais, sabendo se comunicar “com base em frases polêmicas, conteúdos curtos, mensagens fáceis e ataques".[128] Fabricio Pontin, doutor em Filosofia Política e professor de Direito e Relações Internacionais na Universidade La Salle, diz não ter "a menor dúvida" de que ele "guarda um grande rancor dos anos que ele passou sendo achincalhado pelo establishment universitário brasileiro". Comentando sobre a forma do seu discurso, disse que "o jogo do Olavo é plantar algum tipo de dúvida sobre uma questão consolidada no discurso público", e a partir disso ele desqualifica todas as inferências sobre os fatos consumados. Apesar da crítica, Pontin disse que ele soube aproveitar muito bem o espaço deixado aberto pela academia em sua recusa de abandonar seu próprio ambiente e dialogar com o grande público: "Acho que toda essa polêmica ao redor do Olavo é uma excelente oportunidade para o pessoal nas universidades acordar e começar a pensar, sobretudo a Filosofia Política e Moral, para além das bolhas e câmaras de eco da universidade".[130]

Geovani Moretto, coordenador do curso de filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, afirma que antigamente se admirava com a capacidade de Olavo "debater a filosofia a partir de questões cotidianas, da política e da economia". No entanto, Moretto diz que Olavo virou aquilo que tanto criticava: um dogmático.[31] Daniel Tourinho Peres, doutor em Filosofia e professor da Universidade Federal da Bahia, disse que "Olavo de Carvalho é um obscurantista, retrógrado, seu discurso é puramente ideológico e não tem sustentação argumentativa", e seu pensamento representa uma ameaça para o sistema universitário e para a ciência.[132] Bruno Lima Rocha, doutor em Ciência Política, considera que sua notoriedade advém da quebra dos padrões do politicamente correto e, por consequência, não se compromete com "a correção na política e menos ainda no reconhecimento dos direitos de reconhecimento, diversidade, diferença sem desigualdade e um país pluriétnico".[129]

Liriam Sponholz, pós-doutora em Comunicação e livre-docente na Alpen-Adria-Universität em Klagenfurth, e Rogério Christofoletti, doutor em Comunicação e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, reconheceram Olavo como um representante do discurso de ódio no Brasil.[133] Para Flávio Moura, doutor em Sociologia, em seus escritos abundam afirmações delirantes, preconceituosas e intolerantes, e nos últimos anos Olavo "deixou de se preocupar com a solidez dos argumentos" e "desistiu do reconhecimento dos intelectuais sérios", transformando-se em figura burlesca. "Nesse processo, foi abandonado pela direita inteligente e assumiu a condição de guru de uma turma desprovida de formação, movida a ódio e ressentimento".[134]

Segundo João Vitor Santos, em matéria para a Revista do Instituto Humanitas da Unisinos, ele "é tomado por muitos como um dos centrais pensadores da extrema direita brasileira",[130] e em pesquisa desenvolvida para estudar os impactos do seu discurso, analisando seus textos, vídeos e aulas, Rosa, Rezende & Martins concluíram que ele é "certamente o maior influenciador das novíssimas direitas conservadoras no Brasil". Para os autores, "é possível verificar que a construção supostamente teórica apresentada por ele se fundamenta exclusivamente em pesquisas que visam localizar determinados escritos que corroboraram as suas análises, independente de sua veracidade. O que conta é a possibilidade de confirmar tudo aquilo que reitera a sua teoria conspiratória”. Continuando a análise, os pesquisadores consideram que sua visão de mundo é em boa parte baseada em informações equivocadas, e é excessivamente simplificada numa grande polarização, onde, de um lado, estão as pessoas que considera “de bem”, as que “trabalham, que seguem uma vida reta, cristã, dentro da lei e da ordem”, e do outro, os que não se encaixam nessa construção, onde se incluem “os esquerdistas, comunistas, anarquistas, índios, prostitutas, gays, drogados, defensores de bandidos e dos direitos humanos”. Para os pesquisadores, essa dicotomia, a despeito de sua inconsistência, artificialidade e parcialidade, não obstante exerce um importante impacto social e aparece para o público como verdade, "mesmo sendo fake news", além de servir como munição para grupos conservadores articulados por canais da internet e dedicados a uma suposta moralização da sociedade, mas divulgando informações equivocadas, distorcidas ou sem fontes, além de promoverem o racismo de Estado alegadamente "em defesa da sociedade".[135]

Outros críticos incluem Janer Cristaldo,[136] o engenheiro José Colucci Jr,[137] e os jornalistas Mário Augusto Jakobskind[138] e Sebastião Nery. Este último afirmou notar a falta de formação acadêmica em filosofia de Olavo, o que o impediria de lecionar a matéria em âmbito acadêmico, dizendo ainda que "isso tem nome: falsidade ideológica. E está no Código Penal".[139]

Controvérsias

Em virtude de críticas realizadas em seus artigos e talk show, Olavo foi acionado judicialmente em 2007 pelo professor aposentado de filosofia da Unicamp João Carlos Kfouri Quartim de Moraes.[140] Em sentença de 28 de novembro de 2012 somente as empresas foram condenadas a indenizar Quartim por danos morais, constando ainda que Olavo deixou de fazer parte do processo, em virtude da desistência posterior do autor do prosseguimento da ação em relação a ele, por este residir em local incerto, fora do país.[141]

Em abril de 2016, a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (Abia) condenou as declarações de Olavo de Carvalho sobre o episódio em que o deputado Jean Wyllys cuspiu no também deputado Jair Bolsonaro, durante votação do impeachment de Dilma.[142] Nas redes sociais, Olavo afirmou que Jean, como "membro de um grupo de risco", deveria se submeter a um exame para verificar "se sua saliva não transmite o vírus da Aids". Em nota, a Abia recomendou que ele "seja imediatamente submetido a exames para verificar se sua saliva não transmite o vírus da ignorância e do preconceito" e lamentou as "doses vergonhosas de desinformação e desrespeito" de Olavo de Carvalho em relação às pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil.[143][144]

Olavo acionou judicialmente em 2016 a Editora Abril devido a comentários feitos pelo jornalista Reinaldo Azevedo em blog mantido na página da Revista Veja, mas em primeira instância teve seu pedido de direito de resposta negado em duas ações.[145][146] Uma terceira ação tramita na Vara Criminal de Barueri, por injúria, contra o próprio jornalista.[147]

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Mídia Sem Máscara
Página inicial do website em fevereiro de 2018
Lema "Qui scribit, bis legit (do latim: Aquele que escreve, lê duas vezes)"
Fundação agosto de 2002
Sede   Richmond, Virgínia, Estados Unidos
Línguas oficiais língua portuguesa
Editor-chefe Olavo de Carvalho
Fundador(a) Olavo de Carvalho
Sítio oficial midiasemmascara.org

O Mídia Sem Máscara (MSM) foi um website fundado por Olavo em 2002 com o objetivo de combater o “viés esquerdista da grande mídia brasileira”.[148] O site se estrutura ao redor de um grupo de redatores e editores, majoritariamente brasileiros.[149]

Em janeiro de 2018, o conselho editorial era formado por Olavo de Carvalho, Edson Camargo, Graça Salgueiro, Heitor de Paola, Percival Puggina, Nivaldo Cordeiro, Ipojuca Pontes e Carlos I. S. Azambuja, o editor executivo era Edson Camargo.[150]

Condecorações

Palestras e eventos

Obras

  • A imagem do homem na astrologia. São Paulo: Jvpiter. 1980.
  • O crime da Madre Agnes ou A confusão entre espiritualidade e psiquismo. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Questões de simbolismo astrológico. São Paulo: Speculum. 1983
  • Universalidade e abstração e outros estudos. São Paulo: Speculum. 1983.
  • Astros e símbolos. São Paulo: Nova Stella. 1985.
  • Astrologia e religião. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Fronteiras da tradição. São Paulo: Nova Stella. 1986.
  • Símbolos e mitos no filme "O silêncio dos inocentes". Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1992.
  • Os gêneros literários: seus fundamentos metafísicos. 1993.
  • O caráter como forma pura da personalidade. 1993.
  • A nova era e a revolução cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: Instituto de Artes Liberais & Stella Caymmi. 1994.[nota 2]
  • Uma filosofia aristotélica da cultura. Rio de janeiro: Instituto de Artes Liberais. 1994.
  • O jardim das aflições: de Epicuro à ressurreição de César - Ensaio sobre o materialismo e a religião civil, Rio de Janeiro: Diadorim. 1995.
  • Aristóteles em nova perspectiva: Introdução à teoria dos quatro discursos. Rio de janeiro: Topbooks. 1996.
  • O imbecil coletivo: atualidades inculturais brasileiras. Rio de Janeiro: Faculdade da Cidade. 1996.
  • O futuro do pensamento brasileiro. Estudos sobre o nosso lugar no mundo. 1998.
  • O imbecil coletivo II: A longa marcha da vaca para o brejo e, logo atrás dela, os filhos da PUC, as quais obras juntas formam, para ensinança dos pequenos e escarmento dos grandes. Rio de Janeiro: Topbooks. 1998.
  • O Exército na História do Brasil. Edição bilíngue (português / inglês). 4 Vols. Rio de Janeiro/Salvador: Biblioteca do. Exército e Fundação Odebrecht, 1998.
  • Coleção história essencial da filosofia. São Paulo: É Realizações. 2002-2006.
  • A Dialética Simbólica - Ensaios Reunidos São Paulo: É Realizações. 2006.
  • Maquiavel ou A Confusão Demoníaca São Paulo: Vide Editorial. 2011.
  • A filosofia e seu Inverso, São Paulo: Vide Editorial. 2012.
  • Os EUA e a nova ordem mundial (coautor Alexandre Dugin), São Paulo: Vide Editorial, 2012.
  • Visões de Descartes entre o gênio mal e o espírito da verdade. Vide Editorial, 2013
  • O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota, Felipe Moura Brasil (org.), 467 páginas, Rio de Janeiro: Record, 2013.
  • Apoteose da vigarice – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume I). São Paulo: Vide Editorial, 2013.
  • O mundo como jamais funcionou – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume II). Vide Editorial, 2014.
  • A Fórmula para Enlouquecer o Mundo – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume III). Vide Editorial, 2014.
  • A inversão revolucionária em ação – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume IV). Vide Editorial, 2015.
  • O império mundial da burla – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume V). Vide Editorial, 2016.
  • O dever de insultar – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume VI). Vide Editorial, 2016.
  • Breve retrato do Brasil – Cartas de um terráqueo ao planeta Brasil (Volume VII). Vide Editorial, 2017.
Como autor secundário
  • Arthur Schopenhauer. Como vencer um debate sem precisar ter razão: em 38 estratagemas (dialética erística). Introdução, notas e comentários de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Topbooks, 1997.
  • Otto Maria Carpeaux. Ensaios reunidos, 1942-1978. Organização, introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: UniverCidade & Topbooks. 1999.
  • Émile Boutroux. Aristóteles. Introdução e notas de Olavo de Carvalho. Rio de Janeiro: Record. 1999.
  • René Guénon. A Metafísica Oriental. Tradução de Olavo de Carvalho.
  • Mário Ferreira dos Santos - A Sabedoria das Leis Eternas. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. São Paulo: É Realizações. 2001.
  • Paulo Mercadante. A coerência das incertezas: símbolos e mitos na fenomenologia histórica luso-brasileira. Introdução, edição de texto e notas de Olavo de Carvalho. É Realizações, 2001.
  • Wolfgang Smith. O Enigma Quântico. Prefácio à Edição Brasileira: Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2011.
  • Andrew Lobaczewski. Ponerologia: Psicopatas no Poder. Com prefácio de Olavo de Carvalho. Vide Editorial, 2014.

Ver também

 
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O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Olavo de Carvalho

Notas

  1. As ocupações atuais ou já exercidas pelo biografado incluem, mas não se limitam a: jornalista,[9][10][11] ensaísta,[12][13][14] astrólogo,[15][16][17] ideólogo[18][19][20] influenciador digital,[21][22][23] pensador,[24][25]
  2. Obra disponível online como A nova era e a revolução cultural: Fritjof Capra & Antonio Gramsci, 3.ª edição, revista e aumentada.

Referências

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  22. Orvalho de cavalo e bananas. Por Vinicius Torres Freire. Folha de S. Paulo, 10 de março de 2019.
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