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A Operação Popeye foi o movimento das tropas (Destacamento Tiradentes) comandadas pelo general Olímpio Mourão Filho em direção ao Rio de Janeiro, integrado a outra movimentação simultânea em direção a Brasília, esta composta pelo 12º Regimento de Infantaria comandado pelo também general Dióscoro Valee apoiado por três batalhões da Polícia Militar.[carece de fontes?]

Índice

A supremacia dos adversários de GoulartEditar

A situação político ideológica pendia contra Jango, não só os militares estavam contra o presidente, como havia muitos ex-colaboradores (ex-presos políticos da época de JK, mudança de identidades do SNI). Nos bastidores militares também havia uma batalha silenciosa, e seus adversários a estavam vencendo.

O Exército Brasileiro não aceitaria um confronto entre as chamadas tropas rebeldes contra as tropas legalistas, e mesmo que este ocorresse, com certeza os rebeldes venceriam, pois teriam um apoio poderoso a seu favor. O presidente João Goulart perdera o poder de comando sobre os civis e militares, o Golpe estava se armando, e após o desencadeamento das operações militares em aproximadamente 24 horas não mais seria o presidente. Muitos dizem que o desenlace dos acontecimentos e a análise das consequências levaram Jango a impedir qualquer reação.

Nomenclatura e movimentaçãoEditar

A nomenclatura da operação Popeye era a alusão, segundo toda a tropa, ao hábito do fumo de cachimbo por Mourão Filho (Admirador do General Norte-americano Douglas MacArthur, herói da Segunda Guerra Mundial), e também, a o motivo da nomenclatura era o estacionamento da Frota norte-americana do Caribe fundeada a doze milhas náuticas de Vitória (Operação Brother Sam). Uma terceira corrente defende que o mesmo seja uma menção ao famoso marinheiro Popeye, cujos desenhos e quadrinhos faziam grande sucesso na época.

Na Operação Popeye as tropas do general Mourão deveriam barrar o avanço das forças legalistas vindas do Rio de Janeiro ou São Paulo em direção a Minas Gerais ou Espírito Santo.

Porto de VitóriaEditar

O porto de Vitória estava designado estrategicamente para abastecer de suprimentos, combustível e tropas, se necessário, aos conspiradores.

O reforço viria por mar, pois, a região estava protegida pela Operação Brother Sam, composta por todo o poderio bélico da Frota do Caribe norte-americana. Esta era capitaneada pelo porta-aviões Forrestal, e pelas demais belonaves que o acompanhavam. Embarcados havia cerca de cinco mil marines que aguardavam ordens. A Esquadra norte-americana estava fundeada naquele momento a doze milhas náuticas ao sul do porto de Vitória.[carece de fontes?]

Arquivos históricosEditar

Segundo a Fundação Getúlio Vargas:

"(sic) Os golpistas somavam, por outro lado, a influência política do governador Carlos Lacerda e a importância militar de dois "estados-maiores revolucionários", que distinguiam com bastante nitidez os grupos "modernizadores" (o estado-maior de Castelo Branco, integrado por oficiais como Golbery do Couto e Silva, Ademar de Queirós e Ernesto Geisel) e "tradicionalistas" (o estado-maior chefiado por Costa e Silva, onde colaboravam os generais Siseno Sarmento e Muniz de Aragão, entre outros)...." E, a "...operação Popeye (deslocamento de tropas em direção ao Rio de Janeiro e Brasília) ocorrera em perfeita sincronia com a "operação silêncio" (que implicava o controle dos serviços de comunicação, das emissoras de rádio e televisão, para dissimular as etapas seguintes), e pela operação gaiola, que consistia na prisão dos principais líderes políticos e sindicais que pudessem provocar uma reação dentro do estado de Minas".

Envolvimento dos EUAEditar

A reação americana ao movimento desencadeado pelo general Mourão Filho foi rápida. Às 14 horas e 29 minutos do dia 31 de março, Washington avisou ao embaixador americano no Brasil que uma força-tarefa já havia partido para dar suporte ao golpe. Era a Operação Brother Sam, composta por um porta-aviões, quatro contratorpedeiros e dois cruzadores. A frota naval tinha ainda dois petroleiros, para o caso de começar a faltar combustível no Brasil. [1]

Pela mesma mensagem, o embaixador Lincoln Gordon soube que suas “forças anti-Goulart” poderiam ser complementadas por “carregamento com cerca de 110 toneladas de munição leve, incluindo gás lacrimogêneo para controle de multidão”, além de seis aviões de carga, seis aviões de guerra e seis tanques. Dependendo do desenrolar da situação, esses equipamentos desembarcariam no prazo de 24 a 36 horas, no aeroporto de Campinas.[1]

De seu rancho no Texas, o presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, tinha dado o sinal verde para a operação, ao receber um relato de George Ball, subsecretário de Estado, sobre a movimentação no Brasil. O telefonema, de 5 minutos e oito segundos, foi acompanhado pelo secretário adjunto para América Latina, Thomas Mann.[1]


Conclusão da OperaçãoEditar

 
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A operação Popeye foi concluída com sucesso às cinco horas da tarde do dia 31 de março de 1964, quando o general Mourão Filho proclamou o movimento contra o governo e anunciou o golpe militar[carece de fontes?]. Isto só aconteceu depois que o Destacamento Tiradentes composto por três mil homens passou a controlar totalmente o tráfego através da ponte do rio Paraibuna. Esta ficava na divisa do estado de Minas Gerais com o estado do Rio de Janeiro.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c «Segunda-feira, 31 de março de 1964 - Revista Brasileiros». Consultado em 12 de abril de 2015. Arquivado do original em 13 de abril de 2015  A reação americana ao movimento desencadeado pelo general Mourão Filho foi rápida. Às 14 horas e 29 minutos do dia 31 de março, Washington avisou ao embaixador americano no Brasil que uma força-tarefa já havia partido para dar suporte ao golpe. Era a Operação Brother Sam, composta por um porta-aviões, quatro contratorpedeiros e dois cruzadores. A frota naval tinha ainda dois petroleiros, para o caso de começar a faltar combustível no Brasil. Pela mesma mensagem, o embaixador Lincoln Gordon soube que suas “forças anti-Goulart” poderiam ser complementadas por “carregamento com cerca de 110 toneladas de munição leve, incluindo gás lacrimogêneo para controle de multidão”, além de seis aviões de carga, seis aviões de guerra e seis tanques. Dependendo do desenrolar da situação, esses equipamentos desembarcariam no prazo de 24 a 36 horas, no aeroporto de Campinas. De seu rancho no Texas, o presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, tinha dado o sinal verde para a operação, ao receber um relato de George Ball, subsecretário de Estado, sobre a movimentação no Brasil. O telefonema, de 5 minutos e oito segundos, foi acompanhado pelo secretário adjunto para América Latina, Thomas Mann.