Região Metropolitana de São Paulo

Grande São Paulo região Metropolitana brasileira
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja São Paulo (desambiguação).

Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), também conhecida como Grande São Paulo, é a maior região metropolitana do Brasil, com cerca de 22 milhões de habitantes, e uma das dez regiões metropolitanas mais populosas do mundo. Reúne 39 municípios do estado de São Paulo em intenso processo de conurbação.[4] O termo refere-se à extensão da capital paulista, formando com seus municípios lindeiros uma mancha urbana contínua. Ela foi instituída por uma lei federal de 1973. No entanto, sua existência legal e política dependia da aprovação de uma lei estadual específica, de acordo com a Constituição Federal de 1988, no 3.º parágrafo do artigo 25, que atribuiu aos estados a responsabilidade pela criação das regiões metropolitanas.[5]

Região Metropolitana de São Paulo
Localização
Localização da Região Metropolitana de São Paulo
São Paulo satellite image, Landsat-5 2010-04-18 (cropped).jpg
Unidade federativa  São Paulo
Lei 14 (federal), 94 (estadual)
Data da criação 8 de junho de 1973 (49 anos)
Número de municípios 39
Cidade-sede São Paulo
Regiões metropolitanas limítrofes Jundiaí
Sorocaba
Baixada Santista
Vale do Paraíba
Características geográficas
Área 7 946,84 km²
População 22 048 504 hab. () Estimativa Populacional IBGE/2021
Densidade 2 774,5 hab./km²
IDH 0,794 () – alto PNUD/2010[1]
PIB R$ 2 trilhões IBGE/2018[2]
PIB per capita R$ 47 156,64 Seade/2013[3]

A população, segundo a estimativa calculada para 1º de julho de 2021, era de 22 048 504 habitantes. Sua população é superior à de vários países, como o Chile (17 248 450), Países Baixos (17 100 475) e Portugal (10 487 289), além de ser mais populoso que a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai juntos. Se a Região metropolitana de São Paulo fosse uma nação, seria a 55ª mais populosa do mundo. Outras regiões próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Sorocaba e Jundiaí. O chamado Complexo Metropolitano Expandido, megalópole da qual a Grande São Paulo faz parte, ultrapassa os 32,2 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo, são interligadas pela Região Metropolitana de Jundiaí, e formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 72 municípios que, juntos, abrigam 12% da população brasileira.[6]

GeografiaEditar

ÁreaEditar

 
Mapa topográfico da região no entorno da Grande São Paulo. Cores indicam elevação, e brilho indica declividade.
Crescimento populacional
Censo Pop.
198012 588 725
199115 370 42322,1%
200017 834 66416,0%
201019 683 97510,4%
Est. 202122 048 504[7]12,0%
[8]
 
Imagem de satélite do Complexo Metropolitano Expandido à noite.
 
Imagem de satélite mostrando as regiões metropolitanas de São Paulo (centro), Campinas (acima) e da Baixada Santista à noite, a partir da Estação Espacial Internacional.
 
Imagem do Amazonia 1 em cores reais.

A área da Região Metropolitana da São Paulo – 7 946 quilômetros quadrados[9] – corresponde a menos de um milésimo da superfície brasileira e pouco mais de 3% do território paulista. Tem aproximadamente as mesmas dimensões de algumas nações, como Líbano (10 452 km²) e Jamaica (10 991 km²), e superiores às de países como Luxemburgo (2 586 km²).[carece de fontes?]

A área urbanizada compreende 2 200 quilômetros quadrados, ou seja, algo em torno de 221 mil quarteirões. Entre 1962 e 2002, a mancha urbana passou de 874 km² para 2 209 km² – o que, em termos de espaço, é praticamente o mesmo que incorporar, em quarenta anos, uma cidade do porte de Piracicaba. A metrópole sofre com o processo de conurbação, o qual fez com que as cidades perdessem seus limites físicos - devido ao crescimento da área urbana de São Paulo em direção às cidades vizinhas - dando origem a uma mancha urbana contínua.[carece de fontes?]

ClimaEditar

Na prática o clima da Região Metropolitana de São Paulo é o Tropical de altitude, tipo Cwa, porém muitos acreditam ser do tipo Subtropical por estar com a maior parte desta área, um pouco, ao sul do Trópico de capricórnio. A Topografia e a proximidade do mar (Maritimidade), cerca de 70 km, são os principais fatores que influenciam o clima desta imensa região metropolitana. As Frentes Frias que vêm do oceano sobem por baixo e por cima do planalto atingindo a escarpa sul da RMSP sentido Barlavento, soprando a umidade por toda a região. O relevo acima de 760 m de altitude causa um considerável declínio nas temperatura, especialmente durante a noite.[carece de fontes?]

Então Considera-se o fato de ser Subtropical pela posição geográfica ao sul deste trópico. Diferentemente do clima Subtropical do restante do país (com precipitações constantes e frequentes o ano todo), o clima Subtropical da Grande São Paulo é muito semelhante ao clima Tropical de Altitude Cwa ocorrido em cidades como em São José dos Campos, Campinas e São Carlos. Sendo Assim, o clima de toda a Região Metropolitana de SP, é o Subtropical, tipo Cwa, com invernos secos, e frios para os padrões brasileiros, sendo, estes, pouco frios ou amenos, e apresentando verões úmidos, e relativamente quentes, com temperaturas que raramente ultrapassam os 35 ºC e em condições bastante chuvosas.[carece de fontes?]

Em âmbito geral, o clima da RMSP no verão é quente e chuvoso, e no inverno é ameno e subseco, podendo apresentar pequenas variações de temperaturas em diversas partes da mesma, e podendo o clima ser amenizado ou agravado pela presença de fatores que geram microclimas diferenciados entres as cidades da RMSP. Estes climas são diferenciados somente pela presença de áreas mais verdes ou mais elevadas, ou até próximo às escarpas da serra do mar facilitando a umidade pela maritimidade sob alguns municípios do sul da Região Metropolitana. O município mais frio da RMSP é o de Vargem Grande Paulista, pois fatores como ser o mais alto na área urbana, e possuir uma forte presença de Mata Atlântica no seu entorno urbano e dentro do mesmo, facilita a perda de temperatura local, além de ser uma das primeiras áreas significativamente urbanas quando viemos sentido Curitiba-São Paulo, isso faz dela um microclima diferenciado nas proximidades ocidentais da Grande-São Paulo.[carece de fontes?]

EconomiaEditar

 
Painel de cotações da B3.

A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. A renda per capita em 2011 atingiu cerca de R$ 38 348.[3] A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros, que controlam as atividades econômicas no país.[10]

Esses fenômenos fizeram surgir e condensar na região metropolitana uma série de serviços sofisticados, definidos pela íntima dependência da circulação e transporte de informações: planejamento, publicidade, marketing, seguro, finanças e consultorias, entre outros. A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 760,04 bilhões (2011).[11] Em 2011 representava 56,32% do PIB paulista.

A Grande São Paulo abriga quatro das trinta cidades com melhor infraestrutura no Brasil, tendo São Paulo em primeiro lugar, São Bernardo do Campo e Guarulhos empatadas na nona posição e Santo André na vigésima-sétima colocação.[12]

MunicípiosEditar

Mapa político da região metropolitana e suas sub-regiões, conforme a lei complementar estadual 1 139, de 16 de junho de 2011:[13]
  Sub-região norte;
  Sub-região leste;
  Sub-região sudeste;
  Sub-região sudoeste;
  Sub-região oeste;
  Município de São Paulo (integra todas as sub-regiões).

Esta lista é classificável. Clique no ícone   no cabeçalho da coluna para alterar a chave e a ordem de classificação.

Foto Município Área
territorial (km²)[9]
População (2021)[14] PIB (2013)[11]

(em mil reais)

IDH-M
(2010)[15]
  Arujá 96,11 92 453 2 874,464 0,784
alto
  Barueri 65,69 279 704 44 118 662 0,786
alto
  Biritiba Mirim 317,41 33 265 569.093 0,712
alto
  Caieiras 96,10 104 044 2 815 657 0,781
alto
  Cajamar 131,33 79 034 8 728 427 0,728
alto
  Carapicuíba 34,97 405 375 5 214 112 0,749
alto
  Cotia 324,01 257 882 9 883 959 0,780
alto
  Diadema[16] 30,80 429 550 13 428 069 0,757
alto
  Embu das Artes 70,39 279 264 8 106 457 0,735
alto
  Embu-Guaçu 155,63 70 402 866 632 0,749
alto
  Ferraz de Vasconcelos 29,57 198 661 2 592 684 0,738
alto
  Francisco Morato 49,07 179 372 1 221 496 0,703
alto
  Franco da Rocha 133,931 158 438 2 326 997 0,731
alto
    Guararema 270,82 30 465 1 686 845 0,731
alto
    Guarulhos 318,68 1 404 694 49 392 842 0,763
alto
  Itapecerica da Serra 150,87 179 574 3 138 820 0,742
alto
  Itapevi 82,66 244 131 8 506 280 0,735
alto
  Itaquaquecetuba 82,61 379 082 5 060 802 0,714
alto
  Jandira 17,45 127 734 2 907 439 0,760
alto
  Juquitiba 522,18 31 844 419 064 0,709
alto
  Mairiporã 320,70 103 645 1 454 761 0,788
alto
  Mauá 61,87 481 725 10 220 780 0,766
alto
  Mogi das Cruzes 712,67 455 587 12 917 527 0,783
alto
  Osasco 64,95 701 428 55 515 707 0,776
alto
  Pirapora do Bom Jesus 108,52 19 453 323 919 0,727
alto
  Poá 17,26 119 221 5 263 923 0,771
alto
  Ribeirão Pires 99,12 125 238 2 660 355 0,784
alto
  Rio Grande da Serra 36,34 52 009 521 263 0,749
alto
  Salesópolis 425,00 17 363 164 971 0,732
alto
  Santa Isabel 363,30 58 529 1 309 914 0,738
alto
  Santana de Parnaíba 179,93 145 073 7 373 603 0,814
muito alto
  Santo André 175,78 723 889 25 027 925 0,815
muito alto
  São Bernardo do Campo 409,48 849 874 47 668 531 0,805
muito alto
  São Caetano do Sul 15,33 162 763 15 306 267 0,862
muito alto
  São Lourenço da Serra 186,33 16 127 220 531 0,728
alto
  São Paulo 1 521,10 12 396 372 570 706 192 0,805
muito alto
  Suzano 206,20 303 397 8 998 633 0,765
alto
  Taboão da Serra 20,39 297 528 7 375 289 0,769
alto
  Vargem Grande Paulista 42,48 54 315 1 496 965 0,770
alto
Total 7 946,84 22 048 504 947 608 817 0,780
alto

DistritosEditar

  Nota: Para os distritos de Capital, veja Divisão territorial e administrativa do município de São Paulo.
Municípios Distritos
  Barueri Aldeia
Jardim Belval
Jardim Silveira
  Cajamar Jordanésia
Polvilho
  Carapicuíba Aldeia de Carapicuíba
Vila Dirce
  Cotia Caucaia do Alto
  Embu-Guaçu Cipó-Guaçu
  Ferraz de Vasconcelos Santa Margarida Paulista
Santo Antônio Paulista
  Guarulhos Jardim Presidente Dutra
  Juquitiba Barnabés
  Mairiporã Terra Preta
  Mogi das Cruzes Biritiba Ussu
Brás Cubas
César de Sousa
Jundiapeba
Quatinga
Sabaúna
Taiaçupeba
  Poá Cidade Kemel
  Ribeirão Pires Jardim Santa Luzia
Ouro Fino Paulista
  Salesópolis Nossa Senhora do Remédio
  Santo André Capuava
Paranapiacaba
  São Bernardo do Campo Riacho Grande
  Suzano Boa Vista Paulista
Palmeiras de São Paulo

InfraestruturaEditar

Transporte rodoviárioEditar

 
Rodovia dos Bandeirantes na entrada da cidade de São Paulo, a rodovia liga a capital à Região Metropolitana de Campinas.
 
Trecho sul do Rodoanel Mário Covas.
Principais rodovias

  Bandeirantes

  Anhanguera

  Castelo Branco

  Raposo Tavares

  Imigrantes

  Anchieta

  Ayrton Senna

  Rodoanel Mário Covas

  Marginal Tietê e Marginal Pinheiros

  Fernão Dias

  Presidente Dutra

  Régis Bittencourt

  Avenida do Estado

RodoanelEditar

O Rodoanel Mário Covas (SP-021), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel é uma autoestrada de 177 quilômetros, duas pistas e oito faixas de rodagem que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões oriundos do norte e sul do Brasil e que hoje cruzam as duas vias urbanas marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego vem provocando uma grave situação de congestionamentos.[17]

Outras rodoviasEditar


Ver tambémEditar

Notas

  1. Os municípios de Franca e Jundiaí constituem a Aglomeração Urbana (AU).

Referências

  1. PNUD (2014). «Ranking de todas as RMs». Seção Região Metropolitana. Atlas do desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 5 de dezembro de 2014 
  2. «Grande São Paulo concentra 23% da população e 33% da renda nacional». R7.com. 25 de junho de 2020. Consultado em 31 de outubro de 2021 
  3. a b «Perfil Regional, Perfil da Região, Região Metropolitana de São Paulo, Economia, PIB per Capita (Em reais correntes)». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (SEADE). Consultado em 4 de Setembro de 2014 
  4. Gestão Urbana SP. «Governança Metropolitana». gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br. Consultado em 11 de outubro de 2016. Cópia arquivada em 9 de julho de 2016 
  5. «Conheça mais da região metropolitana de São Paulo». Ultimo Segundo,ig. Consultado em 4 de Setembro de 2014 
  6. «A primeira macrometrópole do hemisfério sul». Jornal Estadão. Consultado em 12 de outubro de 2008 
  7. https://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2021/estimativa_dou_2021.pdf
  8. https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9662-censo-demografico-2010.html?=&t=o-que-e
  9. a b «Perfil Regional, Perfil da Região, Região Metropolitana de São Paulo, Território e População, Área». Perfil da Região Metropolitana de São Paulo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (SEADE). 2014. Consultado em 4 de Setembro de 2014 
  10. R7. «Grande São Paulo concentra 23% da população e 33% da renda nacional». noticias.r7.com. Consultado em 25 de junho de 2020. Cópia arquivada em 26 de junho de 2020 
  11. a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome Seade_PIB
  12. «Cópia arquivada». Consultado em 19 de fevereiro de 2009. Arquivado do original em 22 de janeiro de 2009 
  13. Lei Complementar 1.139/2011
  14. «Estimativas da população 2021 IBGE» (PDF). IBGE. 1 de julho de 2021. Consultado em 13 de fevereiro de 2022 
  15. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de agosto de 2013 
  16. Diário do Grande ABC. «Será assim o estádio do Santos FC em Diadema?». dgabc.com.br. Consultado em 12 de março de 2006. Cópia arquivada em 18 de novembro de 2020 
  17. Portal do Governo do Estado de São Paulo. «Trecho Sul do Rodoanel melhora trânsito e economiza tempo de viagem». Consultado em 4 de abril de 2010 
  18. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referência em 1° de julho de 2018» (PDF). Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 2018 

Ligações externasEditar