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Amor e Revolução
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero
Duração 60 minutos
Criador(es) Tiago Santiago
País de origem  Brasil
Idioma original Português brasileiro
Produção
Diretor(es) Reynaldo Boury
Câmera Multicâmera
Roteirista(s) Miguel Paiva
Renata Dias Gomes
Elenco
Tema de abertura "Roda Viva", MPB-4[1]
Compositor da música-tema Chico Buarque
Localização São Paulo, SP
Exibição
Emissora de televisão original Brasil SBT
Formato de exibição 1080i (HD)
Transmissão original 5 de abril de 201113 de janeiro de 2012[2]
N.º de episódios 204[2]

Amor e Revolução é uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT de 5 de abril de 2011 a 13 de janeiro de 2012, em 204 capítulos, substituindo a reprise de A História de Ana Raio e Zé Trovão e sendo substituída por Corações Feridos – gravada em 2010 e engavetada pela falta de patrocínio até então.[3][4][5][6] Escrita por Tiago Santiago, com colaboração de Renata Dias Gomes, Miguel Paiva e Elliana Garcia. Com direção de Reynaldo Boury, Luiz Antônio Piá e Marcus Coqueiro e produção-executiva de Sérgio Madureira.[7]

A ditadura militar do Brasil é o eixo principal da trama, mostrando a revolução que aconteceu no país entre os anos 1960 até o final dos anos 80, envolvendo a moda, a música, a expansão da televisão na vida da família brasileira.[8] Foram investidos 25 milhões de reais na produção da telenovela, entre a produção de cenários, a compra de novos equipamentos e gravações em externas.[9]

Contou com Graziella Schmitt, Cláudio Lins, Thaís Pacholek, Nico Puig, Patrícia de Sabrit, Licurgo Spínola, Jayme Periard e Ernando Thiago nos papéis principais.[10]

Índice

ProduçãoEditar

Tiago Santiago começou a elaborar o esboço da novela em 1995, quando ainda era colaborador na Rede Globo, porém não encontrou espaço para produzi-la no canal.[11] No período em que foi o principal autor da RecordTV, entre 2004 e 2009, o autor optou por escrever outras histórias focadas no romance em na ficção científica.[11] Além disso, Tiago decidiu não apresentar a sinopse na emissora, uma vez que outra produção sobre a ditadura militar foi exibida em 2006, a novela Cidadão Brasileiro, de Lauro César Muniz.[11] Antes do início das filmagens, por se tratar de uma sinopse histórica, a direção proporcionou para todo o elenco e produção um workshop sobre a ditadura militar entre os dias 3 e 4 de janeiro, inteirando-os sobre o assunto.[12] O workshop foi conduzido pela jornalista Joyce Ribeiro[12] e teve depoimentos de torturados pela ditadura, começando pelo músico Luiz Ayrão, o político Ricardo Zarattini, Carlos Russo Jr. e a jornalista Rose Nogueira, que teve seu filho, recém-nascido, ameaçado de ser queimado vivo em sua frente pelos militares.[12]

Tiago pensou em abordar na trama a história do revolucionário Che Guevara, mas não houve acordo com a família do mesmo e a história foi deixada de lado.[13] Com o começo da produção em fevereiro, a abertura conta com uma computação gráfica, usando uma técnica para que as pessoas desapareçam. Embalada aos som de "Roda Viva", pela banda MPB-4, a vinheta de abertura mostra jornalistas, estudantes, políticos, artistas desaparecendo em cena, numa alusão aos desaparecidos ou capturados pelo regime militar.[14] Logo após dois meses de Amor e Revolução entrar no ar, a direção da telenovela decidiu fazer a primeira pesquisa de opinião do público sobre a trama.[15]

O produtor executivo, Sérgio Madureira no dia 11 de fevereiro de 2011 sofreu um Acidente Vascular Cerebral e ficou em coma profundo em São Paulo.[16] O produtor acabou falecendo na manhã do dia 30 de março de 2011.Sérgio estava a mais de dois meses em coma e sua morte acabou abalando os atores e os produtores da telenovela.[17][18]

Ditadura miliar na teledramaturgiaEditar

A ditadura militar do Brasil foi utilizada como temática poucas vezes na televisão, sendo apenas pano de fundo para algumas telenovelas como Irmãos Coragem (1970), O Bem-Amado (1973), Gabriela (1975), Roque Santeiro (1975), Saramandaia (1976), Guerra dos Sexos (1983), Vereda Tropical (1984) e a primeira fase de Senhora do Destino (2004).[19] A ditadura foi tema central apenas em duas produções: na minissérie Anos Rebeldes (1992), da Rede Globo, e na telenovela Cidadão Brasileiro (2006), da RecordTV, que trouxe como foco central a luta dos estudantes contra os militares.[20][20] Desta forma, Amor e Revolução foi a segunda telenovela a trazer o tema como foco principal.[21]

No Brasil não há memoriais aos crimes ocorridos depois do golpe de Estado, ao passo que nas principais cidades como Rio, São Paulo ou Brasília há avenidas com nomes de ditadores como Humberto Castelo Branco ou Emilio Garrastazú Médici.[21] O período da ditadura, exceção dos demais países sul-americanos, é tratado pelos meios de comunicação brasileiros apenas por "governo militar" e os generais que comandaram o país são mencionados frequentemente como "ex presidentes".[21] Por isto Santiago conta que é importante inserir o tema no público televisivo, principalmente o mais jovem, além de contribuir para que as antigas gerações possam "lavar as feridas".[21]

Gravações e cenografiaEditar

 
As construções histórias do Centro de São Paulo foram utilizados como cenário para a novela.

As gravações da novela começaram dia 10 de janeiro de 2011, com um treinamento militar, os atores tiveram aulas sobre como manejar armas e atirar com Sérgio Farjalla Jr., preparador do elenco da grande produção cinematográfica brasileira Tropa de Elite. Para as cenas de ação, os atores aprenderam sobre artes marciais, aulas de expressão corporal e coreografia de luta para a composição de cenas e caracterização de personagens.[22] As gravações se encerraram no dia 26 de agosto de 2011, completando mais de 6 meses de gravações.[23] Entre os dias 5 e 7 de fevereiro de 2011 diversas cenas envolvendo tortura ainda não exibidas na novela foram vazadas no Youtube.[24]

Além do Brasil, a história também se passa em Cuba (mas gravada no estado de São Paulo)[25]. No Brasil, há cenários de todos os estados, entre o meio da década de 1960 e o início da década de 1970, respectivamente entre 1964 a 1972.[25] Algumas locações de Amor e Revolução foram em um sítio localizado em Santana do Parnaíba, na região metropolitana da capital paulista; uma fazenda de café, em Itu, interior de São Paulo; o Educandário Dom Duarte, na zona oeste da cidade de São Paulo; o Palácio dos Cedros, no Ipiranga (bairro de São Paulo); o largo São Francisco, a rua do Comércio e a rua XV de Novembro (São Paulo); o Parque da Independência (cidade São Paulo); e alguns locais da cidade do Rio de Janeiro.[26]

Escolha do elencoEditar

Tiago Santiago queria Ana Paula Arósio como a protagonista da novela ainda em 2010 quando soube que ela abandonou as gravações de Insensato Coração e rescindiu o contrato com a Rede Globo, porém ela recusou por não querer mais trabalhar como atriz.[27] Alice Braga foi convidada na sequência, uma vez que o autor queria ser responsável por lançar a sobrinha de Sônia Braga nas novelas, mas ela não aceitou por não querer fazer televisão ou se ausentar de sua carreira internacional por muito tempo.[28] Tiago ainda tentou tirar algumas atrizes da RecordTV com quem tinha trabalhado, como Bianca Rinaldi e Renata Dominguez, porém ambas recusaram.[29] Day Mesquita e Graziella Schmitt fizeram os testes, sendo que a segunda ficou com o papel.[30] Patrícia de Sabrit havia abandonado a carreira de atriz em 2003 e se mudado para a Europa com seu marido, aceitando o convite para fazer uma participação especial de duas semanas na novela após conversas com o diretor.[31] Após a boa recepção da personagem, a atriz aceitou permanecer na novela até o final, morando temporariamente no Brasil para isso.[31][32]

Diversos atores que trabalharam com o autor em Uma Rosa com Amor foram convidados para participar do elenco de Amor e Revolução, incluindo Cláudio Lins, Pathy Dejesus, Joana Limaverde, Luciana Vendramini e Isadora Ribeiro.[33]

EnredoEditar

  Aviso: Esta seção contém revelações sobre o enredo.

Ambientada no Rio de Janeiro e em São Paulo, a trama tem início com o Golpe de 1964 e perpassa pelo período mais obscuro da ditadura militar, os chamados anos de chumbo.[19] “A intenção é narrar a história de personagens diretamente ligados ao tema da ditadura, seja a favor ou contra, como militares, guerrilheiros, torturadores, artistas, jornalistas, advogados e estudantes nos anos brutais da repressão.[19] É possível que avancemos até a guerrilha do Araguaia, no começo da década de 70”, observa Tiago Santiago.[19] “Amor e Revolução” conta a grande história de amor vivida pelo militar José Guerra e pela guerrilheira Maria Paixão, casal protagonista do folhetim.[19] À primeira vista, o amor entre os dois é impossível, pois Maria é líder do movimento estudantil e vai para a luta armada, e José Guerra é um militar da Inteligência, contra a ditadura, democrata, porém filho de um general da linha-dura.[19] Os dois têm rivais: o jovem dramaturgo de esquerda Mario Vieira e a bela e glamorosa atriz Miriam, e surpresas podem acontecer.[19]

A história da luta armada pelos ideais da democracia e liberdade no Brasil tão vivida por Batistelli e Jandira, casal coprotagonista de subversivos perseguidos pela repressão, desde o primeiro momento do golpe; a violência aos direitos humanos e abuso de poder por parte do delegado Aranha , do inspetor Fritz, e dos militares Major Filinto e General Lobo Guerra; a luta pela liberdade de expressão por meio da arte e da imprensa; a desagregação de famílias; a força de estudantes engajados que defendem a igualdade social no país; e as atrocidades cometidas contra os presos políticos são alguns dos temas abordados por Tiago Santiago em torno da trama central.[19] A novela levanta discussões sobre as mudanças comportamentais na década de 60, como a liberação da mulher após a pílula, o feminismo, o movimento hippie, a cena teatral e musical, as transformações provocadas pela moda, entre outras revoluções culturais dos anos 60.[19]

  Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

ExibiçãoEditar

"É uma mudança no modo de fazer da emissora. Houve um diálogo com o Silvio Santos sobre a importância de a novela ser gravada ao mesmo tempo em que é exibida para poder reagir e interagir com a opinião do público, porque a gente tem a oportunidade de, se o público achar muito violenta, diminuir isso."

Tiago Santiago sobre ter exigido que a novela fosse exibida enquanto era gravada, diferente das produções anteriores da emissora que iam ao ar totalmente gravadas.[25]

Tiago Santiago colocou como condição que a novela fosse exibida ao mesmo tempo em que era gravada, tendo as filmagens realizadas apenas alguns capítulos à frente do que ia para a televisão, um diferencial, uma vez que as novelas do SBT costumavam ir ao ar totalmente gravadas e, algumas vezes, passavam anos engavetadas antes de serem exibidas.[25] Amor e Revolução estreou com 40 capítulos escritos e 24 gravados.[34] Tiago também avaliou que, pela temática militar, a novela deveria ter um ritmo mais lento no início para apresentar todos os fatos históricos antes de iniciarem as cenas de ação.[25]

Com base na sinopse fornecida pela emissora, o Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação classificou inicialmente Amor e Revolução como "não recomendada para menores de 14 anos", antes do início de sua exibição.[35]

ChamadasEditar

As prévias da produção passaram a ser exibidos em 22 de fevereiro de 2011, com 15 segundos de duração, anunciando a produção para abril.[10] O SBT exibiu, no dia 9 de março de 2011,[36] uma chamada de 5 minutos com cenas da trama,[36] em que resumia toda a história e dizia "Só o SBT tem a coragem de passar a limpo a história recente do nosso país".[36] A chamada foi vista como um ataque à Rede Globo, acusada de ter apoiado e de ter sido favorecida pela ditadura militar.[37]

DepoimentosEditar

Para encerrar todos os capítulos de Amor e Revolução, foram usados depoimentos de pessoas que sofreram com a ditadura militar entre 1964 a 1985, seu tempo de duração.[38] José Dirceu foi o primeiro a gravar o depoimento, que durou cerca de 70 minutos.[39] O material captado foi elogiado pelo diretor da trama Reynaldo Boury: "Foi maravilhoso, tranquilo".[39] Dirceu foi um líder estudantil na época, preso no final da década de 1960 e liberado após o sequestro de um embaixador americano arquitetado por guerrilheiros, se exilou na Cuba e após o fim da ditadura virou um político importante.[39] A produção da telenovela aguardou o sinal verde da assessoria da Presidente da República Dilma Roussef, a qual também tem forte identificação com o período político,[39] a mesma negou.[34] Muitos políticos ou apoiadores da causa, na época, negaram dar depoimento, alegando ter medo de que mudem o que falaram na edição do vídeo:[34]

A partir de julho de 2011, os depoimentos foram tirados do ar.[40] A equipe da telenovela explicou que havia apenas depoimentos contra o golpe militar, e nenhum a favor, sendo assim, abolindo os depoimentos.[40]

ElencoEditar

 Ver artigo principal: Elenco de Amor e Revolução

Graziella Schmitt interpreta Maria Paixão, uma estudante comunista que luta contra a ditadura militar. No incêndio do prédio da UNE, conhece José Guerra (Cláudio Lins), por quem se apaixona, mas descobre que o mesmo é filho de um militar linha dura.[41][42] Lúcia Veríssimo interpreta Jandira Maciel, uma jornalista que se revolta com o golpe militar e participa de sequestros, assaltos e acaba caindo na clandestinidade. Se relaciona com Rubens Batistelli (Licurgo Spinola) com quem vive uma história de amor e vira amiga de Thiago Paixão (Mário Cardoso), um jornalista que acaba por lutar contra a força armada. No jornal, aonde Thiago trabalha, está a proprietaria da redação, Marina (Gisele Tigre) uma mulher rica, poderosa, tem coragem de desafiar a ditadura, por isso, vê seu jornal sofrer as consequências da sua oposição à tortura, Marina acaba se apaixonando pela sua advogada, Marcela (Luciana Vendramini) mas fica em dúvida sobre seus desejos, pois se considera heterossexual.[43][44][45]

Thaís Pacholek interpreta Miriam Santos, uma atriz de teatro que tem um relacionamento com Chico Duarte (Carlos Thiré) e acaba entrando, com os colegas de teatro, Stela Lira (Joana Limaverde), Nina Madeira (Pathy Dejesus), Mário Luz (Gustavo Haddad) e Beto Grande (Cacá Rosset) para a luta armada contra a ditadura militar.[46][47] Nico Puig interpreta Filinto Guerra, um sociopata e investido de autoridade militar, é um torturador, sádico, abusivo e de péssimo caráter, filho do também General linha dura Lobo Guerra (Reinaldo Gonzaga) e é irmão de José Guerra. Filinto é casado com Olivia Guerra (Patrícia de Sabrit) que acaba se revoltando com seu marido e seu sogro quando descobre que eles fazem parte de uma organização paramilitar de caça aos comunistas, a mesma acaba sofrendo muito na mão do marido.[48]

MúsicaEditar

Amor e Revolução
Trilha sonora de Vários artistas
Lançamento 3 de maio de 2011[49]
Gravação Tempos variados
Gênero(s) MPB
Idioma(s) Português
Formato(s) CD
Gravadora(s) Universal Music
Direção Laércio Ferreira
Produção Laércio Ferreira

Laércio Ferreira é o diretor musical da novela.[50] e a capa é estampada com os protagonsitas Graziela Schmitt e Claudio Lins[51] A trilha conta com grandes nomes da MPB, com músicas que protestam a ditadura militar.

N.º TítuloMúsica Duração
1. "Roda Viva"  MPB4 03:41
2. "Menino Bonito"  Fernanda Takai 03:00
3. "Alegria, Alegria"  Caetano Veloso 02:48
4. "Cálice"  Pitty e Indireto 03:40
5. "O Que Será?"  Chico Buarque e Milton Nascimento 02:42
6. "Nossa Canção (Preste Atenção)"  Banda Vega 02:50
7. "Este Seu Olhar"  Nara Leão 03:20
8. "London, London"  Caetano Veloso 03:52
9. "Coração de Papel"  Angela Márcia e Sérgio Reis 05:04
10. "Gita"  Raul Seixas 04:45
11. "Viola Enluarada"  Marcos Valle e Milton Nascimento 05:12
12. "Apesar de Você"  Chico Buarque, MPB4 e Quarteto em Cy 04:08
13. "José (Joseph)"  Rita Lee 02:42
14. "Preciso Aprender a Ser Só"  Elis Regina 04:10
15. "Universo no Teu Corpo"  Taiguara 04:13
16. "Vem Quente que Eu Estou Fervendo"  Ultraje a Rigor 02:36

Outras cançõesEditar

Algumas canções que tocam ao decorrer da novela que não foram incluídas na trilha sonora oficial, lançada em compact disc. Mas ambas canções podem estar no volume de número dois da trilha sonora, que poderá ser lançado em breve.[49]

RepercussãoEditar

Recepção da críticaEditar

O jornalista e crítico Leonardo Ferreira do jornal-site Extra começou elogiando a abertura da trama, dizendo: "O melhor momento do primeiro capítulo [...] ficou para o fim: a abertura. Ao som de "Roda viva", de Chico Buarque, ela mostra jornalistas, estudantes e outros personagens sumindo em cena, numa alusão aos desaparecidos ou capturados pelo regime militar."[14], o mesmo crítico, diz que o maior pecado do capítulo foi a direção, e diz que as atuação ainda não são julgaveis, mas destacou as atrizes Patricia de Sabrit e Gabriela Alves como as melhores.[14] O crítico Mauricio Stycer, do site UOL, disse que a produção era "Uma boa novela", comentou sobre o depoimento final "Essa posição ficou explícita no final do primeiro capítulo, encerrado com o emocionado depoimento da ex-presa política Maria Amélia Teles, cujos filhos, então crianças, a viram ser torturada. Foi o momento mais impressionante em um capítulo frouxo, que deixou no ar a dúvida se “Amor e Revolução” será capaz, mesmo com todo o vento a seu favor, de seduzir o público."[52] Mauricio acabou a crítica dizendo "O primeiro capítulo de “Amor e Revolução” foi, enfim, frustrante. Um tema ótimo, num bom momento, não é o suficiente para segurar uma novela."[52]

AudiênciaEditar

A direção colocou como meta 10 pontos de audiência, uma vez que o autor vinha de bons trabalhos na RecordTV que chegaram a 20 pontos – como Prova de Amor e Caminhos do Coração. A estreia marcou 7 pontos com picos de 9, ficando em terceiro lugar atrás de Tapas e Beijos na Rede Globo com 19,2 e de Ribeirão do Tempo na RecordTV com 12,9, porém representando um aumento de três pontos em relação ao primeiro capítulo da última telenovela inédita da emissora, Uma Rosa com Amor.[53][54] Logo na primeira semana a trama começou a cair na audiência e passou a marcar entre 4 e 5 pontos.[55] Em maio, no entanto, a trama já marcava apenas 3 pontos.[56] A expectativa da direção era de que o beijo entre as personagens Marcela e Marina conseguisse finalmente atingir o segundo lugar, porém o capítulo atingiu apenas 6 pontos com picos de 9, ficando em quarto lugar atrás da Rede Globo, RecordTV e Band.[57]

Após três meses, devido à grave crise na audiência, a emissora decidiu cortar as cenas de violência e tortura para focar em cenas mais românticas à fim de tentar aumentar os índices.[58][59] As alterações, no entanto, não surtiram o efeito desejado e a novela continuou entre 3 e 5 pontos, variando entre a terceira e a quarta posição, alternadas com a Band.[60][61] O último capítulo marcou 6 pontos com picos de 8, garantindo a terceira colocação.[62] Amor e Revolução teve uma média geral de 4,75 pontos, a pior audiência da história das novelas originais do SBT.[63]

Beijo lésbicoEditar

"A relação das duas até causa estranhamento porque é nos anos 60. Mas hoje em dia não há motivos para se chocar. É preciso começar a tratar os gays de forma natural porque não há nada de anormal em relação a eles. Não tem mais porque ter medo de mostrar."

Luciana Vendramini sobre a cena.[64]

A cena do beijo entre as personagens Marcela e Marina foi erroneamente tratada como a primeira da história da teledramaturgia brasileira.[65][66] No entanto, o real primeiro beijo entre duas pessoas do mesmo sexo ocorreu entre Vida Alves e Geórgia Gomide no episódio "Calúnia", do seriado TV de Vanguarda, na TV Tupi.[67] Em 1990, 27 anos depois, também foi exibido o primeiro beijo entre dois homens, entre Raí Alves e Daniel Barcellos, na minissérie Mãe de Santo, exibida pela Rede Manchete.[68][69] A cena em Amor e Revolução foi exibida no dia 12 de maio de 2011 e teve boa repercussão nas redes sociais, além de dobrar a audiência naquele capítulo dos demais dias, atingindo 6 pontos com picos de 9.[70][71]

Maurício Stycer, do UOL, elogiou a ousadia de se exibiria cena, porém criticou o fato dela ocorrer em uma telenovela tida como fraca e mal elaborada: "O tema da novela é ótimo e oportuno, mas isso não basta para transformar 'Amor e Revolução' numa experiência agradável. No mesmo capítulo do beijo gay, por exemplo, um médico aplicou uma injeção com 'soro da verdade' num paciente, segurando a seringa com uma mão e o revólver com a outra. Em outra cena, um militante de esquerda reclamava por trocar sozinho o pneu do carro, enquanto um padre recitava trechos da Bíblia e duas mulheres conversavam sobre o amor".[72] Jorge Luiz Brasil, redator-chefe da revista especializada Minha Novel], também parabenizou a iniciativa.[73] Fernando Oliveira, do portal iG, viu a cena de forma positiva por "quebrar tabus", mas, ao mesmo tempo, criticou as deficiências da produção.[74]

ControvérsiasEditar

Semelhanças com a vida realEditar

Após divulgados alguns perfis dos personagens, foram especuladas coincidências entre a vida real e a ficção. Políticos que lutaram contra a ditadura militar poderiam estar sendo adaptados e usados nos perfis das personagens.[25]

Após a evidência da história de Dilma Rousseff, que lutou contra a ditadura militar, houve especulações que a protagonista da próxima novela de Tiago seria inspirada na história da presidente, desde já, Tiago nega a inspiração e deixa claro que qualquer personagem que tenha semelhança a vida real de qualquer pessoa é uma mera coincidência.[25]

Reação dos militaresEditar

Logo após a estreia, um grupo de militares pediu o fim da exibição da novela ao Ministério Público Federal através de um abaixo-assinado apresentado pelo Portal Militar, por não concordarem com o que estava sendo exibido.[75] Em 18 de abril, o pedido foi arquivado.[75] O autor do abaixo-assinado é José Luiz Dalla Vecchia, membro da diretoria da Associação Beneficente dos Militares Inativos da Aeronáutica (ABMIGAer).[76] O documento acusa o governo federal de ter feito um acordo com o SBT para facilitar a aprovação da Comissão Nacional da Verdade, em troca de anular a dívida do Banco Panamericano, de Silvio Santos, dono da emissora.[77][78]

De acordo com Thiago Santiago, o abaixo-assinado é "despropositado", uma vez que "a novela é respeitosa com as Forças Armadas, mostrando herói militar e oficiais democratas, a favor da legalidade". Ele disse ainda que o argumento de que a novela estaria relacionada com o saneamento do banco PanAmericano também não procede. "A proposta partiu de mim para o SBT e não vice-versa. Comecei os trabalhos antes de saber que havia qualquer problema com o banco e antes de saber também que a presidente Dilma Rousseff seria eleita", declarou. Santiago ainda disse que a tentativa de querer tirar a novela do ar "interessa apenas aos criminosos, torturadores e assassinos, que violaram as convenções de Genebra, nos chamados anos de chumbo da ditadura militar".[79]

Referências

  1. Flavio Ricco (15 de fevereiro de 2011). «Record News faz suas últimas apostas para levantar a emissora». Uol televisão. Consultado em 7 de abril de 2011 
  2. a b Daniel Castro (7 de janeiro de 2012). «Record estreia reality show Amazônia e Globo, o BBB 12». Blog do Daniel Castro. R7. Consultado em 7 de janeiro de 2012 
  3. Jornal do Brasil (4 de abril de 2011). «Nova novela do SBT exibirá beijo gay». Consultado em 7 de abril de 2011. estreia nesta terça-feira no SBT [...]o autor Tiago Santiago [...] O folhetim será exibido às 22h15 e recomendado para maiores de 14 anos. 
  4. MÁRCIO MAIO; TV Press (5 de abril de 2011). «'Amor e Revolução' estreia nesta terça, veja quem é quem». Terra. Consultado em 7 de abril de 2011. A estreia é nesta terça-feira (5), [...] Graziella Schmitt, Cláudio Lins e Gustavo Haddad vivem triângulo amoroso na nova novela do SBT [...] explicou Reynaldo Boury, diretor que estava afastado da tevê brasileira há 11 anos. [...] Como de costume no SBT, uma legião de atores há tempos sumidos da TV aparece na lista do elenco. Caso de Lúcia Veríssimo [...], e de Fátima Freire [...]. "Temos muita gente boa fora do ar e sem vínculo com as emissoras. Nossa novela prova que é possível formar um elenco à altura de uma superprodução", disse o autor, que escalou também Fábio Villa Verde, Nico Puig, Patrícia De Sabrit, Nicole Puzzi e Cláudio Cavalcante, entre outros sumidos da televisão. 
  5. O Dia (4 de abril de 2011). «Luciana Vendramini vive advogada homossexual na novela 'Amor e Revolução'». Consultado em 7 de abril de 2011. Luciana Vendramini e Giselle Tigre já gravaram a cena de um beijo na boca apaixonado para a novela do SBT "Amor e Revolução", que estreia nesta terça-feira. 
  6. Diego Reis (2 de março de 2011). «Mais uma vez, SBT muda estreia de Amor e Revolução». Portal PS. Consultado em 7 de abril de 2011 
  7. Direto da Redação (23 de fevereiro de 2011). «Autor nega inspiração em Dilma Rousseff para novela do SBT». Consultado em 7 de abril de 2011 
  8. José Armando Vannucci (6 de abril de 2011). «Tiago Santiago revela detalhes de "Amor e Revolução"». Jovem Pan. Consultado em 27 de julho de 2011. Tiago Santiago e diretor Reynaldo Boury reuniram, aqui em São Paulo, o elenco de “Amor e Revolução” para acompanhar a estreia da novela, na noite desta terça-feira. A festa aconteceu no Nacional Club, no bairro do Pacaembu, e teve como tema os anos 60. Outros artistas da emissora, entre eles Raul Gil e Isabella Fiorentino, e diretores como Daniela Beyruti, José Roberto Maciel e Henrique Casciato também compareceram ao evento e comemoraram os resultados do primeiro capítulo da novela. Mais cedo, Tiago Santiago esteve nos estúdios da Jovem Pan e revelou aos ouvintes do “Jornal de Serviço” detalhes de “Amor e Revolução”. Ouça! 
  9. Coluna Zapping (5 de janeiro de 2011). «SBT investirá R$ 35 milhões na novela 'Amor e Revolução'». Terra. Consultado em 22 de agosto de 2011. De acordo com a coluna Zapping, do jornal Agora São Paulo, o SBT investirá R$ 35 milhões na novela Amor e Revolução, segunda obra assinada por Tiago Santiago no SBT. 
  10. a b SBT notícias (22 de fevereiro de 2011). «Vídeo: Confira o primeiro teaser de Amor e Revolução». Consultado em 7 de abril de 2011 
  11. a b c Gabriel Perline (23 de março de 2011). «SBT lança novela com ambição de conquistar mercado internacional». Terra. Consultado em 9 de abril de 2011. A novela, que estreia no dia 5 de abril, é um sonho antigo de Tiago. Desde 1995, quando ainda era do time de autores de apoio da Globo, ele já pensava em escrever sobre os tempos da ditadura. [...] Para contar toda a história, Tiago terá 180 capítulos para desenvolver sua narrativa. "Mas se fizer sucesso, pode ser que tenha mais", adiantou o autor, na expectativa de que o público se encante com a trama. 
  12. a b c SBT notícias (9 de janeiro de 2011). «Elenco da novela "Amor e Revolução" participa de workshop sobre ditadura; veja tudo que rolou». Consultado em 5 de abril de 2011 
  13. Marina Forte (3 de novembro de 2010). «Novela do SBT terá personagem parecida com Dilma Rousseff». Ofuxico. Consultado em 25 de fevereiro de 2011 
  14. a b c Leonardo Ferreira (6 de abril de 2011). «'Amor e revolução': primeiro capítulo tem pouco amor e muita revolução». Extra. Consultado em 9 de abril de 2011 
  15. Redação (2 de maio de 2011). «Pesquisa aponta que público estranha militares como vilões em "Amor e Revolução"». NaTelinha. Consultado em 2 de maio de 2011 
  16. Terra (11 de fevereiro de 2011). «Produtor de novela do SBT sofre AVC e está em coma em SP». Consultado em 7 de abril de 2011 
  17. UOL (30 de março de 2011). «Produtor de "Amor e Revolução" morre em São Paulo». Consultado em 7 de abril de 2011 
  18. R7 (30 de março de 2011). «Morre o produtor de Amor e Revolução, do SBT». Consultado em 7 de abril de 2011 
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  20. a b Mauro Trindade; TV Press (9 de abril de 2011). «'Amor e Revolução' tem boa história e nenhuma dramaturgia». Terra diversão. Consultado em 9 de abril de 2011. Foram poucas as vezes que a ditadura militar brasileira foi tema de telenovelas [...]. Em 1993, a Globo chegou a exibir Anos Rebeldes, em dimensões de minissérie. E a Record apresentou em 2006 a novela Cidadão Brasileiro que, em uma de suas fases, tinha os Anos de Chumbo como pano de fundo. E, claro, antes disso muitos folhetins falaram metaforicamente da ditadura. Uma maneira de ludibriar a censura tacanha com críticas veladas ou mais escancaradas, como na fantástica Saramandaia, de 1976. [...] Outras produções não tiveram a mesma sorte e foram totalmente vetadas, a exemplo de Roque Santeiro, em 1975. Mas, em sua maioria, eram mutiladas com cortes de cenas ou de capítulos inteiros, a exemplo de Irmãos Coragem, de 1970, O Bem-Amado, de 1973, Gabriela, de 1975, Guerra dos Sexos, de 1983, Vereda Tropical, de 1984, entre muitas outras. 
  21. a b c d «Una novela evoca a Dilma en su juventud, durante la dictadura». Clarín (em espanhol). 7 de abril de 2011. Consultado em 10 de abril de 2011. Desde esta semana los brasileños pueden ver por televisión la primera novela ambientada en la época de la dictadura (1964-1975) [...]. En Brasil no hay memoriales sobre los crímenes ocurridos después del golpe de Estado, mientras que en las principales ciudades como San Pablo o Brasilia hay avenidas que llevan nombres de dictadores como Umberto Castelo Branco o Emilio Garrastazú Médici, bajo cuyo mandato fue prisionera Rousseff. A diferencia de otros países sudamericanos, donde el período de excepción es recordado como “dictadura”, en la mayoría de los medios de comunicación brasileños se la refiere como “gobierno militar” y a los generales que comandaron el país se los menciona frecuentemente como “ex presidentes”. Por eso, acota Santiago, es importante instalar el tema en el gran público televisivo, inclusive el más joven, y además contribuir a que “las antiguas generaciones puedan lavar las heridas”. 
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  32. Manoela Reis; Canal Zap (8 de dezembro de 2011). «Autor de "Amor e Revolução", Tiago Santiago diz que não está com dificuldades para escolher o elenco da novela». UOL televisão. Consultado em 9 de abril de 2011 
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  50. Adolfo Nomelini (5 de abril de 2011). «Diretor musical revela como foram feitas as escolhas para a trilha sonora da novela». SBT. Consultado em 10 de abril de 2011. Laércio Ferreira, diretor musical da novela, [...]. “Achei (o pedido de censura e de retirada do ar) despropositado, porque a novela é respeitosa com as Forças Armadas, mostrando herói militar e oficiais democratas, a favor da legalidade. Em diversos trechos da novela, há menções favoráveis a militares, evidenciando que nem todos participaram do golpe e da violenta repressão à oposição”, assinala Santiago. “O argumento – prossegue o autor – de que a novela teria qualquer coisa a ver com o saneamento do Banco Panamericano também não procede. A proposta partiu de mim para o SBT e não vice-versa. Comecei os trabalhos antes de saber que havia qualquer problema com o Banco e antes de saber também que presidente Dilma Rousseff seria eleita.” Para o autor de Amor e Revolução, querer tirá-la do ar é “uma iniciativa despropositada, que interessa apenas aos criminosos, torturadores e assassinos, que violaram as convenções de Genebra, nos chamados ’anos de chumbo’ da ditadura militar”. 
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  64. «'Amor e revolução', do SBT, é responsável pelo primeiro beijo gay em novelas». Extra. 11 de maio de 2011. Consultado em 13 de maio de 2011. O romance entre as moças, aliás, não deve parar por aí, segundo Luciana Vendramini. Ela considera a exibição da cena importantíssima para quebrar preconceitos. — Na novela, a relação das duas até causa estranhamento, porque é nos anos 60. Mas hoje em dia não há motivos para se chocar. Na verdade, a homossexualidade existe desde que o mundo é mundo, desde o antigo Egito. É preciso começar a tratar os gays de forma natural porque não há nada de anormal em relação a eles. Não tem mais porque ter medo de mostrar — opina a atriz. 
  65. «SBT mostra beijo gay e alcança Record no Ibope». adNews. 13 de maio de 2011. Consultado em 13 de maio de 2011. Desde antes do lançamento de "Amor e Revolução" [...] o SBT fazia campanha pelo que seria o primeiro beijo gay em uma telenovela brasileira. E a cena amorosa aconteceu; foi veiculada nessa quinta-feira. 
  66. «SBT exibe o primeiro beijo gay da TV brasileira». Midia News. 13 de maio de 2011. Consultado em 13 de maio de 2011. SBT exibe o primeiro beijo gay da TV brasileira 
  67. «Primeiro beijo gay da história da TV brasileira vai ao ar hoje. Relembre os beijos censurados das novelas». IG - Na Tv. 11 de maio de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2011. O SBT colocará no ar na noite desta quarta-feira (11) algo que ninguém teve coragem de exibir até hoje: um beijo gay. A cena irá ao ar no último bloco da capítulo de “Amor & Revolução” e envolverá as personagens de Luciana Vendramini e Gisele Tigre. Pode ser apenas o começo de um relacionamento mais, digamos, quente entre as duas, já que está aberta a possibilidade de uma sequência de amor entre as duas, na cama – nada explícito, claro, antes que os mais afoitos se exaltem. 
  68. «Curiosidade: cena exibida pelo SBT não foi o primeiro beijo gay da TV brasileira. Assista ao verdadeiro». IG - Na Tv. 13 de maio de 2011. Consultado em 22 de agosto de 2011. Olha só que curioso: a cena de beijo entre duas pessoas do mesmo sexo levada ao ar pelo SBT na última quinta-feira não foi a primeira da TV brasileira. Na verdade, o primeiro beijo gay ocorreu há 21 anos, na minissérie “Mãe de Santo”, exibida pela extinta TV Manchete. Em cena estavam os atores Raí Bastos e Daniel Barcelos protagonizaram a cena. Isso não tira em nada o mérito do SBT, claro. Ainda mais porque na produção que foi ao ar em 1990, a sequência era mostrada contra a luz, ou seja, só se via as sombras do intérpretes. “Amor e Revolução” foi mais audaciosa e mostrou sem esconder nada. Numa brincadeira, a trama pode ficar com o título de “primeiro beijo gay de luz acesa da TV brasileira”. 
  69. «MULHERES APAIXONADAS - AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS». memoriaglobo.globo.com. Consultado em 28 de outubro de 2018 
  70. «Com beijo gay, "Amor e Revolução" tem quase dobro de audiência». Folha ilustrada. 13 de maio de 2011. Consultado em 13 de maio de 2011. A audiência da novela "Amor e Revolução" (SBT) quase dobrou na noite desta quinta-feira com a exibição do primeiro beijo gay em uma telenovela brasileira. 
  71. «Tiago Santiago comemora o primeiro beijo gay em novela». O Fuxico. 13 de maio de 2011. Consultado em 13 de maio de 2011. Depois de muita expectativa, na noite desta quinta-feira (12), finalmente o SBT levou ao ar a cena do beijo gay – o primeiro da teledramaturgia brasileira – entre as personagens Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Giselle Tigre) na novela Amor e Revolução. 
  72. «Beijo gay é ousadia importante numa novela com problemas». UOL. 13 de maio de 2011. Consultado em 14 de maio de 2011 
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  75. a b «Ministério Público Federal nega pedido dos militares para tirar a novela Amor e Revolução do ar». R7. 19 de abril de 2011. Consultado em 3 de maio de 2011. Pois mal estreou, e a novela foi ameaçada por um pedido feito por um grupo de militares ao Ministério Público Federal. Eles querem que a trama escrita por Tiago Santiago seja retirada do ar. O motivo? Os militares não estão de acordo com o modo que são mostrados na novela. Nesta segunda (18), o MPF resolveu arquivar o pedido contra a exibição da novela Amor e Revolução, feito por meio de abaixo-assinado apresentado ao órgão federal pelo Portal Militar. 
  76. «Militares fazem abaixo-assinado contra novela do SBT sobre a ditadura». Portal Imprensa. 12 de abril de 2011. Consultado em 3 de maio de 2011 
  77. a b c «'Amor e revolução': grupo de militares quer tirar a novela do ar». Extra. 14 de abril de 2011. Consultado em 8 de maio de 2011. Na internet, a Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica (ABMIGAer) criou um abaixo-assinado para tirar a novela do ar. O documento, assinado por José Luiz Dalla Vecchia, acusa o governo federal de ter firmado um acordo com a emissora para que ela apoiasse a Comissão Nacional da Verdade (que pretende esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos na ditadura) na intenção de sanar as dívidas do Banco Panamericano (de Silvio Santos). O abaixo-assinado será encaminhado para o Ministério Público. 
  78. «Militares tentam censurar novela do SBT sobre ditadura». O Globo. 14 de abril de 2011. Consultado em 8 de maio de 2011. No texto de abertura do abaixo-assinado, os reservistas insinuam que a novela parece ser um acordo firmado entre o proprietário da emissora, Silvio Santos, e o governo federal por meio da Comissão de Verdade para quitar as dívidas do Banco Panamericano que pertencia ao apresentador e foi recentemente negociado por R$ 450 milhões. 
  79. «Autor protesta contra cerceamento». Correio do Brasil. 12 de abril de 2011. Consultado em 8 de maio de 2011. [...] o autor de “Amor e Revolução”, Tiago Santiago, considerou “despropositado” o pedido do grupo de militares e do site militar, de censura ao folhetim e a tentativa de até mesmo tirá-lo do ar [...]. 

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