Mariah Carey

cantora e compositora dos Estados Unidos
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a cantora. Para seu álbum homônimo, veja Mariah Carey (álbum).

Mariah Carey (Huntington, 27 de março de 1970)[1] é uma cantora, compositora, produtora musical e atriz americana. Reconhecida por seu alcance vocal de cinco oitavas, estilo de canto melismático e uso do registro de apito. Carey alcançou a fama no início dos anos 90, depois de assinar com a Columbia Records e lançar seu álbum de estreia homônimo, que liderou a parada americana de álbuns por onze semanas consecutivas. Logo depois, Carey se tornou o único artista a ter seus cinco primeiros singles a alcançar o número um na parada Hot 100 da Billboard, de "Vision of Love" a "Emotions".[2]

Mariah Carey
Carey durante uma apresentação a turnê Caution, em maio de 2019
Nascimento Mariah Carey
27 de março de 1970 (50 anos)
Huntington; Nova Iorque
Estados Unidos
Nacionalidade americana
Cônjuge
Filho(s) 2
Ocupação Cantora  · compositora  · produtora musical  · atriz
Período de atividade 1990 (1990)–presente
Carreira musical
Gênero(s) R&B  · hip hop  · pop  · soul
Extensão vocal Soprano
Instrumento(s) Vocais
Gravadora(s) Columbia  · Virgin  · MonarC  · Island  · Def Jam  · Epic  · Legacy  · Butterfly MC
Assinatura
Mariah's signature.png
Página oficial
mariahcarey.com

Após seu casamento com Tommy Mottola, chefe da Sony Music, Carey alcançou sucesso mundial com os álbuns subsequentes Music Box (1993), Merry Christmas (1994) e Daydream (1995). Esses álbuns produziram alguns dos singles de maior sucesso de sua carreira, incluindo "Hero", "Without You", "All I Want for Christmas Is You", "Fantasy" e "One Sweet Day". Após se separar de Mottola, Carey adotou uma nova imagem e incorporou mais elementos do hip hop em suas obras, o que ficou visível com o lançamento de Butterfly (1997). A Billboard a nomeou a artista de maior sucesso nos Estados Unidos nos anos 90, enquanto o Prêmio da Música Mundial a homenageou como a artista musical mais bem-sucedida da década de 1990.

Após onze anos consecutivos obtendo singles número um nos EUA, Carey se separou da Columbia em 2000 e assinou um contrato de gravação de 100 milhões de dólares com a Virgin Records. No entanto, após ter um colapso emocional altamente divulgado, bem como o fracasso crítico e comercial de seu filme Glitter (2001) e sua trilha sonora, seu contrato foi rescindido por 50 milhões pela Virgin e ela assinou com a Island no ano seguinte. Após um período relativamente mal sucedido, ela voltou ao topo das paradas musicais com The Emancipation of Mimi (2005), que se tornou o segundo álbum mais vendido do mundo em 2005. Além de extrair o single "We Belong Together", que fez dela o único artista a liderar duas vezes a contagem de final de ano da Billboard Hot 100. Com o lançamento de "Touch My Body" (2008), que tornou-se seu décimo oitavo single número um nos Estados Unidos, maior quantidade entre qualquer outro artista solo.

Ao longo de sua carreira, Carey vendeu mais de duzentas e cinquenta milhões de obras musicais, o que faz dela uma recordista em vendas a nível mundial. De acordo com a Recording Industry Association of America (RIAA), ela é a segunda artista feminina solo mais bem-sucedida em território americano, com mais de sessenta milhões de álbuns certificados. Além disso, ela é listada como a compositora e produtora musical com mais músicas número um na história das paradas nos EUA. Em 2012, ela ficou em segundo lugar na lista das 100 Maiores Mulheres da Música pelo VH1. Além de suas realizações comerciais, Carey ganhou cinco Grammys, vinte e um Prêmios da Música Mundial, dez Prêmios da Música Americana,[3] e trinta e três Prêmios Billboard de Música.[4] Sua personalidade pública bem como sua obra musical é consistentemente creditada por ter influenciado uma geração de cantores.

Início de vida

Mariah Carey nasceu em Huntington, Nova Iorque,[5][6] em 27 de março de 1970.[1] Seu nome foi derivado da música "They Call the Wind Maria", originalmente do musical da Broadway de 1951, Paint Your Wagon.[7][8] Ela é a terceira e mais nova filha de Patricia (née Hickey), ex-cantora de ópera e treinadora vocal de descendência irlandesa,[9] e Alfred Roy Carey, um engenheiro aeronáutico, filho de uma afro-americana com um imigrante venezuelano.[10] O sobrenome Carey foi adotado por seu avô venezuelano, Francisco Núñez, depois que ele emigrou para Nova Iorque.[6][11] A família de Patricia a deserdou por se casar com um homem negro.[11] Após o divórcio de seus pais, Mariah teve pouco contato com seu pai, e sua mãe trabalhou vários empregos para sustentar a família.[12] Carey passou a maior parte de seu tempo em casa sozinha e aos quatro anos de idade, ela lembrou que havia começado a esgueirar o rádio sob os cobertores à noite, apenas cantando e tentando encontrar paz na música.[12] Carey começou a escrever poesia e letras enquanto cursava a Harborfields High School em Greenlawn, Nova Iorque,[13] onde se formou em 1987.[14] Mariah se destacou na música, e demonstrou o uso do registro de apito, embora apenas começando a dominá-lo e controlá-lo através de seu treinamento com a mãe.[15] Embora apresentasse a filha à ópera clássica, Patricia nunca a pressionou a seguir uma carreira nela, pois nunca parecia interessada. Carey lembrou que mantinha em segredo o trabalho de cantora e compositora e observou que Patricia "nunca fora uma mãe insistente. Ela nunca disse: 'Dê mais uma sensação de ópera". Eu respeito a ópera como louca, mas isso não me influenciou".[16] No ensino médio, ela estava frequentemente ausente das aulas por causa das gravações de sua fita demo; seus colegas de classe deram a ela o apelido de miragem.[16] Seu trabalho na cena musical de Long Island deu-lhe oportunidades de trabalhar com músicos como Gavin Christopher e Ben Margulies, com quem ela co-escreveu material para sua demo. Depois de se mudar para a cidade de Nova Iorque, Carey trabalhou em meio período para pagar o aluguel, geralmente sendo demitida após duas semanas.[17] Mariah se mudou para um apartamento de um quarto em Manhattan, que ela compartilhou com outras quatro alunas.[18] Logo depois, ela foi apresentada à cantora pop Brenda K. Starr.[19][20]

Carreira

1988–92: Mariah Carey e Emotions

 
Carey saindo do Shepherd's Bush Empire depois de promover seu single "Vision of Love" no The Wogan Show em 1990.

Em dezembro de 1988, Carey acompanhou Starr a uma festa de gala onde estariam presentes os executivos da CBS, lá ela entregou sua fita demo ao chefe da gravadora Columbia, Tommy Mottola.[21][22] Depois de ouvir a fita durante o trajeto para casa, ele imediatamente solicitou que o motorista regressasse ao evento. No entanto, Carey já havia deixado o local e, no que foi descrito como uma história moderna da Cinderela, ele passou as próximas duas semanas em busca dela.[21] Mottola contratou Carey para a Columbia e imediatamente começou a montar estratégias de como seria sua estreia comercial.[21][23][24] A Columbia vendeu Carey como a principal artista feminina de seu catálogo, competindo com Whitney Houston, da Arista e Madonna, da Sire Records.[25] A gravadora gastou mais de 1 milhão de dolares promovendo o álbum de estreia da cantora, o homônimo Mariah Carey.[26] Depois de uma modesta recepção comercial, o álbum conquistou a primeira posição da Billboard 200 por onze semanas consecutivas, após a aparição da cantora na edição de 1991 do Prêmio Grammy, onde foi condecorada a Artista Revelação e Melhor Performance Vocal Feminina Pop por seu single "Vision of Love."[27][28] Os singles liberados a partir da obra, "Vision of Love", "Love Takes Time", "Someday" e "I Don't Wanna Cry" lideraram a parada da Billboard Hot 100 dos EUA.[2] Mariah Carey acabou por se tornar o álbum mais vendido nos Estados Unidos em 1991, e alcançou vendas mundiais superiores a quinze milhões de cópias.[29]

No ano seguinte, Carey retornou aos estúdios para co-escrever, co-produzir e gravar seu segundo trabalho.[30][31] Descrito pela intérprete como uma homenagem à música soul da Motown, Carey recrutou a colaboração de Walter Afanasieff, que teve apenas um pequeno papel em sua estreia, além de Robert Clivillés e David Cole, do grupo C+C Music Factory.[32] O relacionamento da cantora com Margulies começou a ficar tenso devido a uma disputa por direitos autorais de composição. Depois que ele entrou com uma ação contra a empresa-mãe da Columbia, a Sony, a dupla se separou.[31] Emotions foi lançado em 17 de setembro de 1991. Embora os críticos tenham elogiado o conteúdo do projeto e o descrito como um trabalho mais maduro, o álbum foi criticado por soar calculado e sem originalidade.[33][34] No âmbito comercial, Emotions obteve vendas de oito milhões de unidades em todo o mundo, falhando na tentativa de atingir a mesma recepção comercial e crítica de seu antecessor.[35]

Carey mais uma vez se recusou a embarcar em uma turnê mundial para promover o material.[36] Embora ela tenha creditado o medo do palco e a natureza vocalmente desafiadora de suas canções, cresceram as especulações de que a cantora era um "rato de estúdio" e que ela era incapaz de reproduzir o tom perfeito e o alcance vocal de 5 oitavas pelas quais era conhecida.[23][37] Na esperança de deixar de lado qualquer especulação sobre ser uma artista manufaturada, Carey reservou uma aparição no MTV Unplugged.[38] O concerto apresenta artistas "desconectados" ou em um ambiente despojado e sem equipamento de estúdio.[38] Dias antes da gravação do programa, Carey e Afanasieff optaram por adicionar a lista de faixas uma versão cover da música "I'll Be There" originalmente gravada pelos Jackson 5 em 1970.[39] Em 16 de março de 1992, Carey tocou e gravou um show íntimo de sete músicas no Kaufman Astoria Studios em Queens, Nova Iorque.[40] A aclamada apresentação tornou-se um sucesso.[41] Estabelecendo a intérprete como uma artista viável ao vivo, com críticos descrevendo o concerto como uma "Turnê do poder vocal".[39] A versão gravada ao vivo por Carey de "I'Be There" se tornou o sexto single da cantora a conquistar a liderança na Billboard Hot 100.[2] O extended play (EP), que continha as faixas interpretadas na apresentação, obteve três certificações de platina pela Recording Industry Association of America (RIAA),[42] e obteve certificações de ouro e platina em vários mercados europeus.[43]

1993–96: Music Box, Merry Christmas e Daydream

Depois que o Emotions falhou na tentativa de alcançar a mesma recepção comercial do seu primeiro álbum, Carey queria ampliar o seu público em seu lançamento subsequente, escolhendo uma sonoridade que abrangesse estilos musicais adultos e um pop mais comercial.[44] O projeto foi produzido pela própria intérprete ao lado de Afanasieff e iniciou uma parceria de composição que se estenderia até o Butterfly de 1997.[45] Em 31 de agosto de 1993 chega às lojas seu terceiro álbum, Music Box, recebendo uma recepção variada de críticos de música. As composições da cantora foram ridicularizadas como clichê e suas performances vocais foram descritas como menos emotivas e preguiçosas em sua apresentação. Em sua resenha do álbum, Ron Wynn, do banco de dados AllMusic, concluiu: "às vezes é preferível o excesso de espírito à falta de paixão".[46] Na promoção do álbum, a cantora embarcou em sua turnê de estreia, uma série de concertos de seis datas intitulada apropriadamente de Music Box Tour.[47] "Hero", o segundo single liberado do projeto, tornou-se o oitavo pódio de Carey nos Estados Unidos e mais tarde seria reconhecida como uma de suas canções de assinatura.[2] Seu cover de "Without You", de Badfinger, sofreu um avanço comercial na Europa, tornando-se o primeiro single número um da cantora na Alemanha,[48] Suécia,[49] e no Reino Unido.[50] Music Box continua sendo o álbum mais vendido da carreira da artista e um dos mais vendidos de todos os tempos, com mais de 28 milhões de unidades comercializadas em todo o globo.[51]

Uma amostra de 25 segundos de "Hero", com o segundo refrão da música, além de instrumentação e letras inspiradoras.

Uma amostra de 29 segundos de "One Sweet Day", a canção se tornou um enorme sucesso nos Estados Unidos, onde ocupou por dezasseis semanas consecutivas o primeiro posto da tabela Billboard Hot 100, um recorde mantido por 23 anos.

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No verão de 1994, Carey gravou e lançou um dueto com Luther Vandross; um cover de "Endless Love", de Lionel Richie e Diana Ross.[52] Em outubro daquele ano, a revista Billboard anunciou que a cantora lançaria um álbum natalino no final daquele ano.[52] Lançado em 1º de novembro de 1994, Merry Christmas se tornou o álbum de Natal mais vendido de todos os tempos, com vendas globais de mais de 15 milhões de exempláres.[53][54][55] O single principal do projeto, "All I Want for Christmas Is You", foi anunciado como uma "canção natalina padrão"[56] e passou a ser amplamente considerada "uma das poucas adições modernas dignas do cânone do Natal".[57] Em dezembro de 2018, se tornou o décimo single mais vendido mundialmente de todos os tempos.[58]

Lançado em 26 de setembro de 1995, Daydream, o quinto álbum de estúdio de Carey mostrou a cantora consolidando o controle criativo de sua carreira, levando a criar tensões entre ela e a Columbia. A obra contou com uma partida de sua musicalidade centrada no pop comercial em detrimento de uma direção mais voltada ao rhythm and blues (R&B) e hip hop.[59] Criticamente, o disco foi descrito como o melhor trabalho da cantora até hoje. O New York Times o classificou como um dos melhores álbuns de 1995 e concluiu: "[o álbum] leva a produção de R&B doces a um novo pico de refinamento textural [...] As composições de Carey deram um salto à frente e se tornaram mais relaxadas, sensuais e menos dependente de clichês barulhentos".[60] O segundo single do projeto, "One Sweet Day", uma colaboração com o grupo de R&B Boyz II Men, permaneceu no topo da Billboard Hot 100 por 16 semanas consecutivas, tornando-se a música de maior permanência nessa posição em toda da história.[61] Daydream se tornou seu álbum mais vendido nos Estados Unidos,[62] e seu segundo álbum a ser certificado de diamante pela RIAA, depois de Music Box.[42] O álbum continuou o domínio de Carey nos mercados asiáticos e vendeu mais de dois milhões de unidades somente em território japonês e mais de vinte milhões de réplicas globalmente.[63][64] Daydream e seus singles foram nomeados a seis categorias na 38ª edição do Grammy.[65] Embora considerada uma das favoritas para ganhar os principais prêmios da noite, Carey saiu de mãos vazias, levando-a a comentar "O que se pode fazer? Nunca mais vou me decepcionar".[66] Na primavera de 1996, a cantora embarcou em sua primeira série internacional de shows, a Daydream World Tour. Suas sete datas renderam três apresentações no Japão e quatro em toda a Europa.[67] Carey estabeleceu um recorde quando todos os 150 mil ingressos para seus três shows no maior estádio do Japão, Tokyo Dome, esgotaram em menos de três horas, quebrando o recorde anterior realizado pelos Rolling Stones.[67]

1997–2000: Nova imagem e independência, Butterfly e Rainbow

Os lançamentos musicais subsequentes de Carey seguiram a tendência que começou com Daydream. A musicalidade da cantora começou a depender menos de baladas adulto contemporâneas, incorporando elementos pesados ​​de hip-hop e R&B. Para sua próxima obra, Carey colaborou com vários outros produtores além de Afanasieff, como Sean Combs, Q-Tip, Missy Elliott e Jean Claude Oliver e Samuel Barnes, da equipe de produção Trackmasters.[68] Em meados de 1997, após quatro anos de casamento, Carey e Mottola se separaram. A cantora descreveu o ex-marido como um ser cada vez mais controlador e viu sua nova independência como uma nova oportunidade de vida.[69] Em 16 de setembro de 1997 é lançado seu quinto álbum, Butterfly, a obra apresenta um estilo mais suave no canto da intérprete, com os críticos notando a incorporação de Carey em vocais ofegantes.[70][71] Alguns viam sua falta de propensão a usar seu alcance superior como um sinal de maturidade,[72] enquanto outros questionavam se isso pressagiava a proeza vocal decrescente da artista.[71][73] O videoclipe do primeiro single do álbum, "Honey", o primeiro desde que se separou de Mottola, introduziu uma imagem mais abertamente sensual na cantora.[74] Butterfly se tornou o álbum mais repercutido de Carey, com atenção na exploração de temas líricos mais maduros. Em sua resenha do álbum, a revista Rolling Stone escreveu "[Não] é como se Carey tivesse dispensado totalmente sua antiga balada ao estilo de Houston, mas o clima predominante de 'Butterfly' é um devaneio erótico."[75] O editor do AllMusic, Stephen Thomas Erlewine descreveu os vocais da intérpete como "mais sensuais e mais controlados do que nunca" e sentiu que a obra "ilustra que Carey continua a melhorar e refinar sua música, o que a torna uma raridade entre os colegas dos anos 90".[76] Embora tenha sido um sucesso comercial, o álbum não alcançou os mesmos números comerciais de seus lançamentos anteriores, Music Box e Daydream.[77]

 
Carey na Base Aérea Edwards durante a gravação do clipe "I Still Believe" em dezembro de 1998.

Após concluir sua turnê Butterfly World Tour, a cantora participou do concerto beneficente VH1 Divas em 14 de abril de 1998, onde cantou ao lado de Aretha Franklin, Celine Dion, Shania Twain, Gloria Estefan e Carole King.[78] A artista começou a conceituar a produção cinematográfica All That Glitters, mais tarde o renomeado simplesmente de Glitter (2001),[79] e escreveu músicas para outros projetos, como os filmes Men in Black (1997) e How the Grinch Stole Christmas (2000).[80] Devido ao lento processo de produção de Glitter, a cantora adiou o projeto e começou a escrever material para um novo álbum.[80] Os executivos da Sony Music insistiram que ela preparasse uma coletânea de grandes sucessos a tempo da temporada de festas.[81] O álbum, intitulado #1's (1998), contêm um cover da canção "I Still Believe", de Brenda K. Starr, e a inédita "When You Believe" um dueto com Whitney Houston, que foi incluído na trilha sonora do filme The Prince of Egypt (1998).[81] #1's vendeu mais de três milhões de réplicas em solo japonês nos primeiros três meses de lançamento, passando a deter o recorde de álbum mais vendido por um artista não asiático.[82]

Com apenas um álbum para cumprir seu contrato com a Sony e com um desejo ardente de se separar profissionalmente da gravadora que seu ex-marido ainda dirigia, Carey completou o álbum em um período de três meses no verão de 1999.[79] Para o processo de concepção da obra, a cantora recrutou produtores com os quais ela não havia trabalhado antes, se tornando o primeiro álbum de sua carreira a não apresentar uma colaboração com seu parceiro de longa data, Walter Afanasieff, ao invés de optar por trabalhar com David Foster e Diane Warren.[83] O primeiro single do novo projeto, "Heartbreaker", contou com vocais convidados do rapper Jay-Z e um remix produzido por DJ Clue?.[83] Em 2 de novembro de 1999 chega às lojas seu quarto álbum Rainbow, com as vendas mais altas em uma primeira semana na época, estreando na segunda posição da Billboard 200.[27] Nesse período, o relacionamento tenso da cantora com a Columbia ficou cada vez mais evidente; Carey começou a postar mensagens em seu site, compartilhando informações privilegiadas com os fãs sobre a contenda, bem como instruindo-os a solicitar "Can't Take That Away (Mariah's Theme)" nas estações de rádio.[84] Por fim, a música recebeu apenas um lançamento muito limitado e com poucas promoções.[85] A recepção crítica ao Rainbow foi em sua maioria positiva, comercialmente no entanto, o disco se tornou o álbum menos vendido da artista naquele momento de sua carreira.[86][87]

2001–04: Conflitos pessoais e profissionais, Glitter e Charmbracelet

Carey deixou oficialmente a Sony e assinou um contrato de gravação de cinco álbuns sem precedentes, por 100 milhões de dólares, com a Virgin Records (EMI Records) em abril de 2001.[88] Além da gravadora garantir à cantora total apoio ao controle conceitual e criativo de seus projetos.[88] Em 2001, O relacionamento de três anos de Carey com o cantor mexicano Luis Miguel chegou ao fim.[89] Poucos meses depois foi amplamente divulgado que a artista havia sofrido um colapso físico e emocional, devido à pressão da mídia, seu extenso horário de trabalho e a separação de Miguel, Carey começou a postar uma série de mensagens perturbadoras em sua página oficial online, e apresentar um comportamento errático em várias aparições promocionais.[90] Em 19 daquele mês, a cantora fez uma aparição surpresa no programa Total Request Live (TRL) da MTV.[91] Quando o apresentador do programa, Carson Daly, retornou de um intervalo comercial, Carey saiu empurrando um carrinho de sorvete enquanto usava uma grande camisa masculina e posteriormente começou a fazer um striptease ao vivo, no qual ela revelou estar usando um conjunto amarelo e verde apertado.[91] Dias depois, ela postou mensagens preocupantes em seu em seu site oficial, alegando estar estafada: "Estou tentando entender as coisas da vida agora e, portanto, não sinto que deva estar fazendo música nesse momento. O que eu gostaria de fazer é apenas uma pausa ou pelo menos ter uma noite de sono sem que alguém apareça para me filmar. Tudo o que eu realmente quero é ser apenas eu e é isso que eu deveria ter feito em primeiro lugar ... não digo muito, mas adivinhe, eu não me cuido".[91]

Uma amostra de "Loverboy", o primeiro single do seu oitavo álbum de estúdio e também trilha sonora do filme Glitter (2001), tornando-se assim no lançamento de estreia da artista com a distribuidora fonográfica Virgin Records.

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Em 26 de julho, Carey foi hospitalizada, citando "exaustão extrema" e "colapso físico e emocional".[92] Ela foi internada em um hospital não revelado em Connecticut e permaneceu sob cuidados médicos por duas semanas, seguida por uma ausência prolongada da mídia.[92] A Virgin Records e a 20th Century Fox atrasaram o lançamento de Glitter.[93][94] A trilha sonora de mesmo nome do filme, revelou ser uma partida musical completa de qualquer um de seus lançamentos anteriores, concentrando-se fortemente em recriar uma era pós-disco dos anos 80 para acompanhar o filme, ambientado em 1983.[95] Carey creditou o fraco desempenho do projeto em seu estado de espírito no momento do lançamento, seu adiamento, bem como a trilha sonora lançada no mesmo dia dos Ataques de 11 de setembro de 2001.[96] Críticos especializados foram negativos em suas análises em relação ao filme e sua trilha sonora; ambos não tiveram sucesso comercial.[97] A trilha do projeto se tornou o álbum menos vendido da cantora até aquele momento, levando o jornal St. Louis Post-Dispatch o considerar "uma bagunça absoluta que se tornará uma mancha desastrosa em sua carreira".[98] O contrato de gravação de 100 milhões da artista com a Virgin Records foi rescindido por 50 milhões.[88][99] Em seguida, Carey viajou para Capri, Itália, por um período de cinco meses, onde começou a escreveu material para um novo álbum.[90] Ela descreveu seu tempo na Virgin "como um completo e total [...] festival de estresse. Tomei uma decisão instantânea total baseada em dinheiro e nunca tomei decisões baseadas em dinheiro. Aprendi uma grande lição a partir dessa experiência".[98] Ela assinou um contrato com a Island Records, avaliado em mais de 24 milhões de dólares, e lançou a gravadora MonarC.[100] O pai da cantora, Alfred Roy, com quem ela teve pouco contato desde a infância, morreu de câncer naquele ano.[101] Em 2002, Carey foi escalada para o filme independente WiseGirls, ao lado de Mira Sorvino e Melora Walters, que co-estrelou como garçonete em um restaurante operado por mafiosos. O projeto estreou no Festival de Cinema de Sundance e recebeu resposta crítica em sua maioria negativa, apesar da interpretação da cantora ter sido elogiada; Roger Friedman, da Fox News, se referiu a ela como "uma Thelma Ritter do novo milênio" e escreveu: "Sua entrega de linha é acentuada e ela consegue dar as risadas certas".[102] Carey cantou o hino nacional americano na trigésima sexta edição do Super Bowl realizado no Louisiana Superdome em Nova Orleães, Luisiana.[103]

 
Carey se apresentando ao vivo durante a turnê Charmbracelet World Tour em setembro de 2003.

No inverno de 2002 é liberado seu nono álbum de estúdio, Charmbracelet, que, segundo a intérprete, marcou "uma nova oportunidade de vida" para ela.[104] As vendas do disco foram moderadas e a qualidade dos vocais de Carey foi criticada. Em sua resenha ao Yahoo! Music britânico, Angus Batey escreveu que o disco soa "conservador, sem entusiasmo e sem inspiração, é impossível admirar Mariah ali do jeito que seu talento merece",[105] enquanto o editor do AllMusic, Stephen Thomas Erlewine, expressou sentimentos semelhantes e escreveu: "O que é um problema maior é que a voz de Mariah é filmada, soando esfarrapada ao longo do disco. Ela não pode mais cantarolar suavemente, nem pode executar suas corridas vocais que desafiam a gravidade".[106] Em abril de 2003, a cantora anunciou que iria embarcar em uma turnê mundial em apoio ao projeto.[107] A Charmbracelet World Tour, percorreu a América do Norte e o leste da Ásia por três meses, geralmente tocando em locais menores, em vez de arenas.[108] Nos Estados Unidos, os shows foram feitos nos cinemas, algo mais influenciado pela Broadway: "É muito mais íntimo, você sentirá que teve uma experiência. Que passou uma noite comigo".[107] No entanto, enquanto produções menores foram reservadas em toda a parte do país, Carey se apresentou em estádios na Ásia e na Europa, apresentando-se para uma multidão de mais de trinta e cinco mil pessoas em Manila, cinquenta mil na Malásia e mais de setenta mil pessoas na China.[109]

2005–09: Ressurgimento com The Emancipation of Mimi, E=MC² e Memoirs of an Imperfect Angel

 
Carey em 2005, na festa de lançamento de The Emancipation of Mimi.

Em 12 de abril de 2005 é lançado seu décimo álbum de estúdio, The Emancipation of Mimi, para o trabalho a cantora recrutou os produtores The Neptunes, Kanye West e o seu colaborador de longa data, Jermaine Dupri.[110] Ela descreveu a obra como "muito parecido com um disco de festa, [...] o processo de se maquiar e se preparar para sair [...]. Eu queria fazer um trabalho que refletisse isso".[110] The Emancipation of Mimi liderou as paradas dos Estados Unidos, tornando-se o quinto álbum número um de Carey e o primeiro desde Butterfly (1997), e foi calorosamente aceito pelos críticos. Caroline Sullivan, do The Guardian, definiu-o como "legal, focado e urbano [... um] dos primeiros lançamentos de Carey em anos que não é necessário pagar para ser ouvido novamente",[111] enquanto Elysa Gardner, do jornal USA Today, escreveu, "As baladas refletem verdadeiramente a confiança renovada de um pássaro que canta e continua voando".[112] O segundo single do projeto, "We Belong Together", "redefiniu sua carreira", após um período de lançamentos mal sucedidos em que muitos críticos consideravam que sua popularidade havia declinado.[113][113] Críticos de música descreveram a faixa como seu "retorno ao êxito",[114] bem como o "retorno da voz",[114] enquanto muitos achavam que isso reviveria a "fé" no potencial da cantora em baladas.[110] "We Belong Together" quebrou vários recordes nos Estados Unidos e tornou-se seu décimo sexto pódio na Billboard Hot 100.[2] Depois de permanecer na liderança por catorze semanas não consecutivas, a canção se tornou a segunda música número um com maior permanência da história das paradas americanas, atrás da colaboração de Carey em 1996 com Boyz II Men, "One Sweet Day".[115] A Billboard listou-a como a "música da década" e a nona música mais popular de todos os tempos.[115] A faixa quebrou vários recordes de rotação, e, de acordo com a Nielsen BDS, reuniu os maiores públicos de um dia e semana da história.[116] Durante a semana de 25 de setembro de 2005, Carey estabeleceu outro recorde, tornando-se a primeira mulher a ocupar os dois primeiros lugares no Hot 100 com canções solos, já que "We Belong Together" permaneceu na liderança e seu single subsequente, "Shake It Off", assumiu o segundo lugar.[115] Na lista de final do ano em 2005, da Billboard Hot 100, a música foi declarada a canção mais exitosa do ano, a primeira da carreira de Carey a conquistar esse feito.[117] A Billboard listou "We Belong Together" no nono lugar entre as 100 melhores músicas de todos os tempos e a elegeu a canção mais popular da década de 2000.[118]


Demonstração das canções "We Belong Together" e "Touch My Body", ambas conquistaram a liderança nos Estados Unidos e recolocou Carey em seu antigo patamar de sucesso.

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The Emancipation of Mimi ganhou dez indicações ao Grammy: oito em 2006 pelo lançamento original (a maio quantidade já recebida por Carey em um único ano),[119] e dois em 2007 pelo relançamento intitulado Ultra Platinum Edition (da qual "Don't Forget About Us" se tornou sua décima sétima canção a conquistar a liderança).[2] Carey ganhou três condecorações nas categorias de Melhor Álbum de R&B, Melhor Performance Vocal Feminina de R&B e Melhor Canção de R&B por "We Belong Together".[119] The Emancipation of Mimi foi o álbum mais vendido nos Estados Unidos em 2005, com quase cinco milhões de unidades vendidas.[120] Foi o primeiro álbum de uma artista solo a se tornar o mais vendido de um ano desde Jagged Little Pill de Alanis Morissette em 1996.[121] No final de 2005, a International Federation of the Phonographic Industry (IFPI) informou que o disco havia vendido mais de sete milhões de exemplares em todo o mundo e foi o segundo álbum mais vendido do ano após o X&Y do Coldplay.[122][123][124] Até o momento, The Emancipation of Mimi já vendeu mais de dez milhões de cópias em todo o mundo.[125] Em apoio ao álbum, Carey embarcou em sua primeira turnê em três anos, intitulada The Adventures of Mimi Tour.[126] A turnê rendeu 40 datas, sendo 32 nos Estados Unidos e Canadá, duas na África e seis no Japão.[127] Recebeu uma recepção calorosa de críticos de música e freqüentadores de concertos, muitos dos quais elogiaram a qualidade dos vocais da cantora.[128] Uma gravação ao vivo intitulada The Adventures of Mimi foi lançada em DVD no inverno de 2007.[129]

Na primavera de 2007, Carey começou a trabalhar em seu décimo primeiro álbum de estúdio, em uma vila particular em Anguilla.[130] Em 15 de abril de 2008 chega às lojas seu décimo primeiro álbum, E=MC², embora tenha sido bem recebido pela maioria dos críticos,[131] alguns deles o criticaram por ser muito semelhante à fórmula usada em The Emancipation of Mimi.[132] Duas semanas antes do lançamento do álbum, "Touch My Body", o primeiro single da obra, alcançou a primeira posição na Billboard Hot 100, tornando-se o décimo oitavo número um da cantora e fazendo dela a artista solo com o maior número de singles em primeiro lugar na história dos Estados Unidos, ultrapassando Elvis Presley, de acordo com a metodologia revisada da revista.[2][133] Carey passaria a perder somente para os Beatles, que têm vinte singles número um.[133] Além disso, deu a Carey sua 79ª semana no topo, empatando-a com Presley como a artista com mais semanas no número um na história das paradas da Billboard.[134] E= MC² estreou na liderança da Billboard 200, com quatrocentas e sessenta mil cópias vendidas, a melhor semana de estreia de toda sua carreira.[135] Em 2008, Carey também interpretou uma aspirante a cantora chamada Krystal no filme Tennessee[136] e teve uma aparição em You Don't Mess with the Zohan, interpretando a si mesma.[137] Desde o lançamento do álbum, Carey planejava embarcar em uma extensa turnê em apoio ao E=MC².[138] No entanto, a digressão foi subitamente cancelada no início de dezembro de 2008.[139] A cantora mais tarde afirmou que estava grávida durante esse período e sofreu um aborto espontâneo, por isso cancelou a turnê.[140][141] Em 20 de janeiro de 2009, Carey apresentou "Hero" na cerimônia de posse de Barack Obama depois que ele foi eleito o primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos.[142] Em 7 de julho, a cantora – ao lado de Trey Lorenz – apresentou sua versão da música "I'll Be There" do Jackson 5 no funeral do cantor Michael Jackson.[143]

 
Carey em 2009, se apresentando ao vivo durante cerimônia de posse do ex-Presidente Obama.

Em 2009, ela deu vida a assistente social Weiss em Precious, uma adaptação cinematográfica do romance escrito por Sapphire em 1996, Push.[144] O filme recebeu críticas positivas dos revisores, que teceram elogios a interpretação da artista.[144] A revista Variety a descreveu como "perfeita".[145] Durante o Festival Internacional de Cinema de Palm Springs, em janeiro de 2010, Carey ganhou o Prêmio de Melhor Atriz por seu papel no filme.[146] Em 25 de setembro de 2009 é lançado o décimo segundo álbum de estúdio de sua carreira, Memoirs of an Imperfect Angel. A recepção dos críticos para a obra foi em sua maioria mista; Stephen Thomas Erlewine do AllMusic, o chamou de "seu álbum mais interessante em uma década",[147] enquanto Jon Caramanica, em uma publicação no The New York Times, criticou as performances vocais da cantora, reprimindo o uso excessivo de seus registros vocais mais suaves às custas de seus registros mais fortes, inferiores e superiores.[148] Comercialmente, o disco estreou no número três da Billboard 200 e se tornou o álbum de estúdio menos vendido de sua carreira.[27] "Obsessed", primeiro single do projeto,[149] estreou na décima primeira colocação e posteriormente se transferiu para o número sete da parada, tornando-se o 27º lançamento de Carey a alcançar as dez primeiras posições em solo americano, igualando-a a Elton John e Janet Jackson entre os solistas com mais canções entre os dez primeiros.[149] O single de acompanhamento da obra, um cover de "I Want to Know What Love Is" da banda Foreigner, se tonou um enorme sucesso no Brasil. A música passou 27 semanas ocupando o topo das cem canções mais tocadas do país, tornando-a a música de maior permanência na liderança da parada brasileira.[150] Em 31 de dezembro de 2009, Carey embarcou em sua sétima turnê, Angels Advocate Tour, que visitou a América do Norte e do Sul, Ásia e África e terminou oficialmente em 26 de setembro de 2010.[151][152] Um álbum remix de Memoirs of an Imperfect Angel; intitulado Angels Advocate foi programado para ser liberado em 30 de março de 2010, mas acabou por ser cancelado.[153]

2010–14: Merry Christmas II You e Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse

Carey retornou aos estúdios para começar a trabalhar em seu décimo terceiro álbum de estúdio.[154] Mais tarde foi revelado que seria seu segundo disco natalino e uma sequência do Merry Christmas.[54] Os colaboradores do projeto incluíram Jermaine Dupri, Johntá Austin, Bryan-Michael Cox e Randy Jackson, além de novos colaboradores como Marc Shaiman.[155] Em maio de 2010, a cantora desistiu de sua aparição planejada em For Colored Girls, uma adaptação cinematográfica da peça For Colored Girls Who Have Considered Suicide When the Rainbow Is Enuf, citando razões médicas.[156] Em 2 de novembro do mesmo ano é lançado Merry Christmas II You;[157] a lista de faixas inclui seis canções inéditas, além de um remix de "All I Want for Christmas Is You".[158] Em sua estreia na Billboard 200, o disco ocupou a quarta posição, sendo comercializado mais de cinquenta e seis mil vezes.[159] Merry Christmas II You estreou no número um da parada de álbuns de R&B/Hip-Hop, tornando-se seu segundo álbum natalino a conquistar o topo dessa tabela.[160] Carey gravou "When The Bells Ring For Me?" um dueto com Tony Bennett, para o álbum intitulado Duets II.[161] Em outubro de 2011, a cantora lançou uma regravação de "All I Want for Christmas Is You" com Justin Bieber, para o álbum natalino dele, Under the Mistletoe.[162][163] Em novembro, a cantora foi incluída no remix do single "Warning", de Uncle Murda; o remix também apresenta 50 Cent e Young Jeezy.[164] Nesse mesmo mês, a artista colaborou com com John Legend para a canção "When Christmas Comes", originalmente parte de Merry Christmas II You.[165][166]

 
Carey se apresentando no Good Morning America em maio de 2013.

Em 1º de março de 2012, Carey esteve em Nova Iorque para se apresentar no Gotham Hall; sua primeira performance ao vivo estando gravida.[167] Ela também cantou três músicas em um evento especial para o presidente dos EUA, Barack Obama, realizado no Plaza Hotel de Nova Iorque. Carey apresentou uma música inédita, intitulada "Bring It On Home", escrita por ela especificamente para o evento como forma de mostrar seu apoio à campanha de releição dele.[168] Em agosto do mesmo ano, ela lançou um single avulso, "Triumphant (Get 'Em)", em parceria com os rappers americanos Rick Ross e Meek Mill e co-escrito e co-produzido pela própria ao lado de Jermaine Dupri e Bryan-Michael Cox.[169][170][171] Carey substituiu Jennifer Lopez no painel de jurados da 12ª temporada do American Idol, juntando-se a Randy Jackson, Nicki Minaj e Keith Urban.[172] Em novembro de 2013, ela relevou ter odiado trabalhar no programa, acrescentando: "Era como ir trabalhar todos os dias no inferno com Satanás", referindo-se às brigas no bastidores com Minaj.[173][174] Carey apareceu no filme de 2013 de Lee Daniels, The Butler[174][175] e em seguida, deu voz a uma personagem na série de animação American Dad!.[176][177]

Em fevereiro de 2013, Carey gravou e lançou uma música chamada "Almost Home", para a trilha sonora do filme Oz: The Great and Powerful, do The Walt Disney Studios. O vídeo foi dirigido pelo fotógrafo David LaChapelle.[178][179] Notícias começaram a aparecer sobre o décimo quarto álbum de estúdio da cantora.[180] Algumas das pessoas com quem a Carey trabalhou na produção da obra incluem: DJ Clue?, Randy Jackson, Q-Tip, R. Kelly, David Morales, Stevie J, Ray Angry, Afanasieff, Dupri, Bryan-Michael Cox, James "Big Jim" Wright, Hit-Boy, The-Dream, Da Brat e Rodney Jerkins. Carey disse à Billboard : "Trata-se de garantir que eu tenha toneladas de boas músicas, porque no final do dia isso é a coisa que mais importa, há muito mais baladas cruas do que as pessoas esperam, também há música em andamento acelerado e canções de assinatura que representam [minhas] diferentes facetas como artista".[180]

Em 6 de maio de 2013 é liberado o primeiro single de seu novo projeto, "Beautiful", com o cantor Miguel e alcançou o número quinze no Hot 100.[181] Nomeado de Me. I Am Mariah... The Elusive Chanteuse, seu décimo quarto álbum foi liberado em 27 de maio do ano seguinte.[182] Em sua promoção, a cantora anunciou All I Want For Christmas Is You, A Night of Joy & Festivity, um compilado de concertos anuais realizados no Beacon Theatre, em Nova Iorque.[183] A primeira etapa incluiu seis shows, realizados entre 15 a 22 de dezembro de 2014.[184] A segunda etapa contou com 8 concertos, de 8 a 18 de dezembro de 2015.[185]

2015–19: Residência em Las Vegas, projetos de televisão, cinema e Caution

Em 30 de janeiro de 2015, foi anunciado que Carey havia deixado a Def Jam Recordings da Universal Music Group, para se filiar a Sony Music da Epic Records.[186][187][188] No mesmo mês, a cantora também anunciou #1 to Infinity, sua nova residência no Caesars Palace, em Las Vegas.[189] Para coincidir com a residência, Carey liberou #1 to Infinity, um álbum compilatatório que reúne todos os seus dezoito singles número um na Billboard Hot 100, além de uma faixa inédita, intitulada "Infinity", lançada como single da obra em 27 de abril.[190] Em 2015, a cantora fez sua estreia como diretora no filme natalino da Hallmark Channel, A Christmas Melody, no qual ela também atuou como uma das personagens principais. As filmagens do projeto começaram em outubro de 2015.[191] Em março de 2016, Carey anunciou a turnê The Sweet Sweet Fantasy, que rendeu um total de 27 concertos realizados, marcando a primeira vez que a cantora fez uma turnê significativa na Europa continental, após 13 anos.[192] A digressão arrecadou mais de 30 milhões de dólares.[193] Carey anunciou que estava filmando Mariah's World, uma série de documentários que seriam transmitidos pelo E!, o material reuniria imagens das apresentações de sua turnê Sweet Sweet Fantasy, bem como sua rotina pessoal. A cantora disse ao The New York Times: "Eu pensei que seria uma boa oportunidade para, tipo, mostrar minha personalidade e quem eu sou, mesmo que eu sinta que meus verdadeiros fãs tenham uma ideia de quem eu seja, ainda há muitas pessoas que têm ideias errôneas sobre isso e aquilo".[194] A série estreou em 4 de dezembro.[195] Carey estrelou um episódio do drama musical Empire, como uma cantora chamada Kitty.[196] Em seguida, ela participou do concerto beneficente VH1 Divas Holiday: Unsilent Night, ao lado de Vanessa Williams, Chaka Khan, Patti Labelle e Teyana Taylor.[197] No dia 31 do mesmo mês, a performance de Carey no Dick Clark's New Year's Rockin' Eve realizado na Times Square, atraiu atenção mundial depois que dificuldades técnicas causaram mau funcionamento dos monitores intra-auriculares usados pela artista.[198] Carey citou sua incapacidade de ouvir a música no ponto auditivo como a causa do incidente.[199] Os representantes da cantora e a Dick Clark colocaram a culpa um no outro.[200]

Em 2017, ela dublou o prefeito da cidade de Gotham no filme de animação The Lego Batman Movie.[201] Em abril, foi anunciado que a cantora estaria lançando sua própria gravadora, Butterfly MC Records, em parceria com a Epic Records.[202] Em julho, Carey fez uma participação especial no filme de comédia Girls Trip.[203] No mesmo mês, a artista embarcou em uma turnê com Lionel Richie, intitulada, All the Hits Tour.[204] Carey apareceu no remix oficial do single de French Montana, "Unforgettable", ao lado de Swae Lee.[205] Em outubro, ela lançou o single "The Star" para a trilha sonora do filme com o mesmo nome.[206] Carey também desenvolveu um filme de animação natalino, intitulado All I Want for Christmas Is You, liberado diretamente em vídeo no dia 14 de novembro.[207][208] No mesmo mês, a cantora retomou sua série de concertos All I Want for Christmas Is You, a Night of Joy and Festivity.[209]

 
Carey durante uma entrevista de rádio, em novembro de 2018.

Em 2018, a artista assinou um acordo mundial com a Live Nation Entertainment.[210] O primeiro compromisso do acordo foi o lançamento de sua nova residência em Las Vegas, The Butterfly Returns, no qual recebeu elogios da crítica.[211][212] Seus primeiros 12 shows arrecadaram mais de 3 milhões, com datas posteriores sendo marcadas para 2019 e 2020.[213] Após a residência, Carey embarcou em sua turnê Mariah Carey: Live in Concert pela Ásia e retornou à Europa com sua série de concertos intitulados All I Want for Christmas Is You.[214][215] Em setembro, Carey anunciou planos de lançar seu décimo quinto álbum de estúdio no final daquele ano.[216][217] O primeiro single do novo projeto, "With You", foi liberado em outubro e apresentado pela primeira vez durante a cerimônia de premiação da música americana.[218] Em 16 de novembro, o álbum, intitulado Caution, chega às lojas recebendo elogios da crítica.[219] O material foi descrito como uma "afinação" do trabalho anterior da cantora[220] e elogiado por seu frescor, que o tornou "agradavelmente desafiador".[221] Em fevereiro de 2019, Carey iniciou a Caution World Tour em apoio ao projeto.[222] Em 1 de novembro do mesmo ano, a cantora relançou seu primeiro álbum natalino, Merry Christmas, em homenagem ao 25º aniversário da obra.[223] Em 16 de dezembro, "All I Want for Christmas Is You" chegou à primeira posição da Billboard Hot 100, pela primeira vez desde que foi lançado,[2] a música acabou dando a Carey seu décimo nono pódio na parada, o que não apenas ampliou seu recorde como a artista solo com maior número de canções nessa posição, mas também fez dela o único artista da história a ter uma música número um em quatro décadas consecutivas.[224]

2020–presente: Livros e The Rarities

A década de 2020 começa com vários projetos para Carey. Em julho de 2020, a cantora anunciou o título e lançou a arte da capa de seu livro de memórias, a ser lançado em 29 de setembro de 2020. O livro intitulado The Meaning of Mariah Carey, foi co-escrito com Michaela Angela Davis.[225][226] Em agosto, Carey anunciou que lançará um álbum chamado The Rarities em 2 de outubro de 2020, com seu primeiro single chamado "Save the Day". Ela afirmou que o projeto incluiria canções que ela havia começado em vários estágios de sua carreira, mas não as terminou naqueles momentos.[227]

Outras atividades

Recusando ofertas de aparecer em comerciais desde o seu início de carreira, Carey não esteve envolvida em iniciativas de marketing até 2006, quando participou de endossos para computadores pessoais Intel Centrino e lançou uma linha de jóias e acessórios destinados ao público adolescente, sob o nome de Glamorized. Além de campanhas para as marcas Claire e Glacê.[228] Durante esse período, como parte de uma parceria com a Pepsi e Motorola, Carey gravou e promoveu uma série de ringtones exclusivos para as empresas, incluindo "Time of Your Life".[229] Em 2007, ela assinou um contrato de licenciamento com a empresa de cosméticos Elizabeth Arden e liberou sua própria fragrância, M.[230] O acordo com a Arden gerou um lucro de 150 milhões de dólares.[231] Em 29 de novembro de 2010, Carey estreou uma coleção no Home Shopping Network, que incluía jóias, sapatos e fragrâncias.[232] Em 2007, a Forbes a nomeou a quinta mulher mais rica da indústria do entretenimento, com um patrimônio líquido estimado em 270 milhões.[233][234] A Business Insider estima que seu patrimônio líquido seja avaliado em mais de 520 milhões até outubro de 2018.[235]

Filantropia

Carey já participou de diversas atividades filantrópicas.[236] Ela se associou à fundação nomeada Fundo do Ar Fresco[n 1] no início dos anos 90 e é co-fundadora de um campo localizado em Fishkill, Nova Iorque, que permite que os jovens do local conheçam as artes e as tomem como atividades profissionais.[236] O acampamento foi nomeado de Camp Mariah em homenagem ao "seu apoio generoso e dedicação às crianças da fundação", ela recebeu o prêmio Congresso do Horizonte por seu trabalho de caridade relacionado à jovens.[237] Carey também doou direitos autorais de seus sucessos "Hero" e "One Sweet Day" para instituições de caridade.[238] Ela é conhecida nacionalmente por seu trabalho com a Fundação Make-A-Wish que atende aos desejos de crianças com doenças fatais e, em novembro de 2006, recebeu a honraria de ídolo da fundação por sua "extraordinária generosidade e seu grande desejo de alcançar realizações".[239][240] Carey se ofereceu para a Liga Atlética da Polícia da cidade de Nova Iorque e contribuiu para o departamento de obstetrícia do Centro Médico Cornell do Hospital Presbiteriano da mesma cidade.[241] Uma porcentagem das vendas de seu álbum MTV Unplugged foi doada a várias outras instituições de caridade.[241] Em 2008, a cantora foi nomeada embaixadora do Programa Mundial de Combate a Fome.[242] Em fevereiro de 2010, a música "100%", originalmente escrita e gravada por ela para o filme Precious foi usada como uma das músicas-tema dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, com todo o dinheiro sendo destinado para o Comitê Olímpico.[243][244] Carey também é conhecida por apoiar e defender a comunidade LGBT e foi agraciada com o "Prêmio Aliado da Causa" na 27ᵃ cerimônia GLAAD de premiação em maio de 2016. A condecoração é entregue a figuras públicas que "usaram consistentemente suas imagens para apoiar e promover a igualdade e aceitação da comunidade LGBT".[245] Em dezembro de 2017, a organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais premiou a artista com o 'Prêmio Anjo dos Animais' por seu "incentivo as famílias a fornecerem um abrigo a um animal abandonado" em seu filme natalino, intitulado Mariah Carey's All I Want For Christmas Is You.[246]

Uma das aparições em concertos de maior destaque de Carey foi no especial Divas Live de 1998, durante o qual ela se apresentou ao lado de outras cantoras em apoio à Fundação Salve a Música[n 2].[78] e em 2007, a mesma instituição a agraciou por seu apoio à fundação desde a sua criação.[247][248] Ela apareceu no especial televisivo America: A Tribute to Heroes após o ataque de 11 de setembro e, em dezembro de 2001, ela se apresentou diante das tropas de manutenção da paz em Kosovo.[249] Carey apresentou o especial de televisão At Home for the Holidays da CBS, que documentou histórias da vida real de crianças adotadas e famílias adotivas.[250] Em 2005, a cantora se apresentou no Live 8 em Londres[251] e em um show criado para arrecadar fundos para as vitimas do Furacão Katrina.[252] Em agosto de 2008, Carey e outros cantores gravaram o single de caridade "Just Stand Up", produzido por Babyface e L. A. Reid, em apoio a campanha Resistir ao câncer.[n 3].[253]

Características musicais

Influências

Carey disse que desde a infância ela foi influenciada [musicalmente] por Billie Holiday, Stevie Ray Vaughan e músicos de rhythm and blues (R&B) e soul como Al Green, Stevie Wonder, Gladys Knight e Aretha Franklin.[254] Sua música contém fortes influências da música gospel, e ela credita as Clark Sisters, Shirley Caesar e Edwin Hawkins como fontes de inspiração em seus primeiros anos de carreira.[254] Quando Carey incorporou o hip hop em sua sonoridade, surgiram especulações de que ela estava tentando tirar vantagem da popularidade do gênero, mas a cantora disse à revista Newsweek: "As pessoas simplesmente não entendem. Eu cresci com essa música". Ela expressou apreço por rappers como Sugarhill Gang, Eric B. & Rakim, Wu-Tang Clan, The Notorious B.I.G. e Mobb Deep, com quem colaborou no single "The Roof (Back in Time)" (1998).[255] Carey foi fortemente influenciada por Minnie Riperton, e começou a experimentar o registro de apitos após ver ela fazendo.[255]

Durante a carreira de Carey, seu estilo vocal e musical, juntamente com seu nível de sucesso, foram comparados aos de Celine Dion e Whitney Houston; ela revelou possuir grande admiração por esta última.[256][257] A transição musical da cantora e o uso de roupas mais reveladoras durante o final dos anos 90 foram, em parte, iniciados para se distanciar da imagem mais discreta apresentada em seus primeiros trabalhos e, posteriormente, ela disse que a maior parte de suas obras iniciais soavam "melosas".[257] Alguns críticos de música observaram que, ao contrário de Houston e Dion, Carey escreve e produz suas próprias músicas.[258]

Conteúdo lírico e composições

Com Daydream, Carey começou a incorporar R&B urbano e hip hop em sua música, algo muito perceptível em "Fantasy".[259]

"Butterfly" é uma balada pessoal, suas letras são muito pessoais, ligadas à vida pessoal da intéprete e ao seu relacionamento com Mottola.[260]

Demonstração de 22 segundos de "Vision of Love", com o uso extensivo de melisma na música.

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Relacionamentos amorosos compõe a maior parte do conteúdo lírico das canções de Carey, embora ela tenha abordado outros temas como racismo, alienação social, morte, fome no mundo e espiritualidade. Ela disse que grande parte de seu trabalho é parcialmente autobiográfico, mas a revista Time escreveu: "Se ao menos suas canções refletissem os dramas de sua vida. Entretanto, suas músicas são frequentemente açucaradas e artificiais, sua vida tem paixão e [também] conflito". Ele comentou que, à medida que os álbuns dela progrediam, suas composições e faixas também se transformaram em uma obra mais madura e significativa.[261] Ao revisar Music Box, Stephen Holden, da Rolling Stone, comentou que a artista interpretou as faixas do projeto com "paixão", Jim Faber, do New York Daily News, fez comentários semelhantes: "Para Carey, vocalizar é tudo sobre a performance, não as emoções que a inspiraram. Cantar, para ela, representa um desafio físico, não um desabafo emocional".[261] Arion Berger, da Entertainment Weekly, escreveu que durante alguns momentos vocais, Carey fica "sobrecarregada demais para colocar sua paixão em palavras".[262]

Carey já faz uso de instrumentos eletrônicos em suas obras, como caixa de ritmos,[110] teclados e sintetizadores.[263] Muitas de suas canções contêm melodias movidas a piano em sua instrumentalidade,[264] porque a intérprete teve aulas do instrumento aos seis anos de idade.[265] A artista disse que não consegue ler partituras e prefere colaborar com um pianista ao compor suas obras, mas acha que é mais fácil experimentar melodias e progressões de acordes mais rápidas e menos convencionais usando essa técnica.[265] Mesmo Carey já tendo tido aulas de piano em tenra idade, e incorporar diversas faixas de produção e instrumentação em sua construção musical, ela sustentou que sua voz desde sempre foi seu instrumento mais importante: "Minha voz é meu instrumento; sempre foi".[77] A artista começou a encomendar remixes de suas canções no início de sua carreira e ajudou a liderar a prática de gravar vocais inteiramente inéditos para os remixes.[266] O disco-jóquei (DJ), David Morales já colaborou com Carey em várias ocasiões, começando com "Dreamlover" (1993), que popularizou a tradição de remixar canções de R&B com elementos da música house e que a revista Slant nomeou uma das melhores músicas de dance de todos os tempos.[267] A partir de "Fantasy" (1995), a musicista recrutou produtores de hip-hop e house para reestruturar as composições de seu álbum.[66] A Entertainment Weekly incluiu dois remixes de "Fantasy" — produzido por Morales e outro por Sean Combs em parceria com o rapper Ol' Dirty Bastard — em uma lista das maiores gravações da cantora até 2005.[268] Este último foi creditado por popularizar a tendência de colaborações entre artistas de R&B com artistas do hip-hop que progrediu nos anos 2000, através de artistas como Ashanti e Beyoncé.[266] Combs disse que Carey "sabe a importância das mixagens, então você sente que está com um artista que aprecia seu trabalho, uma artista que quer criar algo com você".[269]

Voz e timbre

Um trecho de 25 segundos do refrão final de Anytime You Need a Friend, com o coral influenciado pelo gospel, bem como o uso de Carey de seus registros superiores e apito.

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Carey possui um alcance vocal de cinco oitavas (fa2si7),[270][271][272] e tem a capacidade de alcançar notas além da sétima oitava.[273][274] Ela é referida como o "pássaro supremo" pelo livro de recordes mundiais Guinness.[258] Carey classifica seus vocais como sendo absolutos, apesar de vários críticos especializados a descreverem como uma soprano coloratura.[275][276][277] A cantora afirma que tem nódulos nas cordas vocais desde a infância, devido aos quais ela pode cantar em um registro mais alto do que outros. No entanto, o cansaço e a privação do sono podem ter afetado sua voz causando nódulos, e Carey explicou que passou por muita prática para manter o equilíbrio durante o canto.[255][278]

Jon Pareles, do New York Times, descreveu o registro mais baixo da cantora como um "alto e rouco" que se estende a "notas altas".[279] Além disso, no final dos anos 1990, Carey começou a incorporar vocais ofegantes em suas obras.[280] Tim Levell, do portal BBC News, descreveu seus vocais como "sopros sensuais perto do microfone",[280] enquanto Elysa Gardner, em uma publicação no USA Today, escreveu "é impossível negar o impacto de seu estilo vocal, teve nas jovens estrelas pop e R&B de hoje".[281] Sasha Frere-Jones, da revista The New Yorker, acrescenta que seu timbre possui várias cores, dizendo: "O som de Carey muda em quase todas as linhas, passando de um tom de aço para um rosnado vibrante e depois para um murmúrio húmido e ofegante. Sua ampla extensão vocal permite ela levar melodias das notas de fundo altas ao registro superior do coloratura soprano".[53] A cantora também possui um "registro de sussurro" e em uma entrevista para Ron Givens, da Entertainment Weekly, seu canto foi descrito como "primeiro, um ooh ondulante e comovente sai de sua garganta sem esforço. Então, após uma respiração rápida, ela segue para a estratosfera, com um som que quase altera a pressão barométrica na sala. Em uma breve investida, ela parece gritar e rugir ao mesmo tempo".[282] Seu senso de tom é admirado[279] e Jon Pareles acrescenta "pode levar tempo em curvas sensuais, rosnar com confiança lúdica, sincopar como um cantor de scat, com um tom surpreendentemente preciso".[279]

Legado

O estilo vocal de Carey, bem como sua capacidade de cantar, impactaram significativamente a música popular e contemporânea. Ela é constantemente citada como uma das maiores e mais influentes vocalistas de todos os tempos. Como escreveu o crítico de música G. Brown, do The Denver Post, "para melhor ou para pior, o alcance de cinco oitavas e o estilo melismático de Mariah Carey influenciaram uma geração de cantores pop".[283] De acordo com a Rolling Stone, "Seu domínio melismático e suas cordas vocais vibratórias de notas altas que decoram músicas como 'Vision of Love', inspirou toda escola vocal do American Idol e praticamente todos os outros cantores de R&B desde os anos noventa.[284] Jody Rosen do Slate, escreveu sobre a influência da cantora na música moderna, chamando-a de "estilista vocal mais influente das últimas duas décadas, a pessoa que solidificou o canto rococó melismático".[285] Rosen exemplificou ainda mais a influência de Carey traçando um paralelo com o American Idol, que, para ela, "muitas vezes se desenrolava como um choque de admiradores de Mariah loucos para fazerem melisma".[285] O editor Roger Deckker do New York Magazine, comentou ainda que "Whitney Houston possa ter introduzido o melisma na música de massa foi Mariah — com seu alcance de cair o queixo — que o solidificou no padrão americano".[286] Deckker também acrescentou que "toda vez que você liga o American Idol, está assistindo os pupilos dela".[286]

Além de sua capacidade vocal, Carey foi creditada por seu papel e impacto como compositora e produtora. Ao homenageá-la com o "Prêmio Ícone" em sua cerimônia de premiação em 2012, a Broadcast Music, Inc. (BMI) descreveu a composição da cantora como tendo "uma influência única e indelével nas gerações de músicos".[287] Jeffrey Ingold, do Vice, saudou o lirismo das canções da artista como "um dos mais detalhados da música pop", elogiando sua capacidade de transmitir "histórias sutis sobre amor, perda, sexo, raça e abuso" em suas músicas.[288] Jeff Benjamin, da Forbes, afirmou que as habilidades de composição de Carey eram um aspecto "geralmente esquecido" de seu legado musical.[289]

Numerosos historiadores e cientistas sociais também creditaram a franqueza de Carey à sua herança multirracial por facilitar o discurso público em torno das relações raciais nos Estados Unidos, bem como o advento do feminismo interseccional, durante os anos 90. Como observado pelo professor Michael Eric Dyson em seu livro Between God and Gangsta Rap: Bearing Witness to Black Culture, a "recusa de Carey de ceder à pressão pública" em torno da natureza de sua etnia expôs "a política de definição desordenada, às vezes arbitrária" e "as contradições raciais no centro da música pop contemporânea" na época.[290] Sika Dagbovie-Mullins, da Florida Atlantic University, creditou Carey como uma "heroína pioneira multiracial", observando sua capacidade de explorar e criticar "as várias manifestações do estereótipo mulato" ao longo de sua carreira.[291]

De acordo com Stevie Wonder: "Quando as pessoas falam sobre os grandes cantores influentes, elas falam sobre Aretha, Whitney e Mariah. Isso é um testemunho de seu talento. Seu leque é incrível".[292] Beyoncé credita que o canto de Carey e sua música "Vision of Love" a influenciaram a começar a praticar "corridas" vocais quando criança, além de ajudá-la a seguir uma carreira como musicista.[53] Rihanna afirmou que Carey é uma de suas principais influências e ídolos.[293] Christina Aguilera disse que nos estágios iniciais de sua carreira, Carey foi uma grande influência.[294] Segundo Pier Dominguez, autor de Christina Aguilera: A star is made, Aguilera afirmou que adorava ouvir Whitney Houston, mas foi Carey quem teve a maior influência em seu estilo vocal. A imagem cuidadosamente coreografada de Mariah como uma mulher adulta tocou Aguilera. Sua admiração também cresceu a partir do fato de que ambas também possuem etnia mista.[294] Philip Brasor, editor do The Japan Times, expressou como o estilo vocal e melismático de Carey influenciou até os cantores asiáticos. Ele escreveu que a cantora japonesa Hikaru Utada "cantou o que ouviu, com o diafragma e o melisma que se tornou padrão no pop americano após a ascensão de Mariah Carey".[295] Outros artistas que referenciaram Carey em algum aspecto de sua carreira estão Anitta,[296] Ariana Grande,[297] Bonnie McKee,[298] Brandy Norwood,[284] Bridgit Mendler,[299] Grimes,[300] Jake Zyrus,[301] Jessica Simpson,[281] Jordin Sparks,[302] Justin Bieber,[303] Jessica Sanchez,[304] Katy Perry,[305] Kelly Clarkson,[306] Lady Gaga,[307] Leona Lewis,[308] Nelly Furtado,[309] Melanie Fiona,[310] Missy Elliott,[53] Pink,[311] Regine Velasquez,[301] Mary J. Blige,[312] Sarah Geronimo,[301] Sandy[313] e Sam Smith.[314][315]

Em um artigo intitulado Out With Mariah's Melisma, In With Kesha's Kick, o escritor David Browne do The New York Times discutiu como o estilo melismático, muito popularizado por artistas como Mariah Carey e Whitney Houston, de repente perdeu espaço em favor do agora onipresente autotune. Browne comentou "há duas décadas, o melisma ultrapassou o pop de uma maneira que nunca havia acontecido. A estreia de Mariah Carey em 1990, com "Vision of Love", [estabeleceu] a moda das notas excessivamente altas, mais longas e mais fortes do que muitos fãs do pop já ouviram". Browne acrescentou ainda que "uma geração subsequente de cantoras, incluindo Aguilera, Jennifer Hudson e Beyoncé, construiu suas carreiras em torno do melisma (homens como Brian McKnight e Tyrese também se renderam, mas as mulheres foram as que mais dominaram a fórmula").[316]

 
Boneca de cera de Carey trajada com adereços natalinos, como resultado da forte associação que a cantora tem com a data.

Em um nível cultural, Carey é vista como sinônimo de Natal e temporada de férias, devido ao impacto duradouro e à popularidade de seu álbum Merry Christmas e da canção "All I Want for Christmas Is You".[317] A cantora foi creditada por transformar o gênero da música natalina em um formato comercialmente viável na indústria da música, bem como em uma parte onipresente da cultura popular mais ampla, tanto que ela foi apelidada de "Rainha do Natal".[318] A música é o décimo single mais vendido de todos os tempos até junho de 2019, com vendas globais de mais de dezesseis milhões de cópias.[319] O álbum é creditado como o disco natalino mais vendido de todos os tempos.[320] Tanto a música quanto o álbum foram aclamados como sendo "uma das poucas adições modernas dignas do cânone natalino" por publicações como The New Yorker.[321] Falando à Vogue em 2015 sobre "All I Want For Christmas Is You", Elvis Duran afirmou que o apelo da música foi baseado no fato de que era "uma canção moderna que poderia realmente ter sido um sucesso nos anos 40", elogiando sua "qualidade clássica e atemporal".[318] O sucesso da canção, em particular, levou Carey a construir o que a Billboard descreveu como um "mini-império natalino em expansão".[322] A cantora lançou um livro infantil baseado em "All I Want for Christmas Is You" em 2015,[323] que vendeu mais de setecentos mil exempláres; em 2017, ela lançou um filme baseado no livro e na música.[324]

Comercialmente, Carey é creditada por popularizar e redefinir a prática de remixar canções na indústria da música. Em um artigo de 2019 para a MTV, Princess Gabbara saudou a cantora como "a rainha dos remixes", elogiando sua capacidade de "satisfazer diferentes públicos" ao produzi-los.[325] Em entrevista à Billboard em 2019, David Morales, que colaborou pela primeira vez com a cantora no Def Club Mix de seu single "Dreamlover" de 1993, comentou que o papel revolucionário de Carey na popularização dos remixes "abriu uma grande porta, e poucas pessoas na época eram capazes de fazer isso. Quando outros grandes artistas viram o que eu fiz com Mariah, eles quizeram fazer o mesmo. Por causa dela eu entrei no estúdio com Toni Braxton, Aretha Franklin, Seal e Donna Summer".[325]

Carey também é creditada por popularizar o R&B e o hip hop na cultura pop e por popularizar a participação de rappers em suas músicas pós-1995. Sasha Frere-Jones, editora do The New Yorker comentou: "Tornou-se padrão para estrelas de R&B/hip-hop como Missy Elliott e Beyoncé, combinar melodias com versos batidos. E jovens popstars brancos — incluindo Britney Spears, Jessica Simpson, Christina Aguilera e 'N Sync — passaram boa parte dos últimos dez anos fazendo música pop que é inconfundivelmente R&B". Além disso, Jones conclui que "a ideia [de Carey] de emparelhar uma artista feminina com os principais MCs masculinos do hip-hop mudou o R&B e, eventualmente, todo o pop. Embora agora qualquer um esteja livre para usar essa ideia, o sucesso de The Emancipation of Mimi sugere que ainda pertence a Carey".[53] Judnick Mayard, escritor do The Fader, escreveu que, em relação à colaboração com R&B e hip hop, "a campeã desse movimento é Mariah Carey", citando que, devido a canção "Fantasy", "ambos os gêneros tornaram-se melhores amigos".[326] Kelefa Sanneh, do The New York Times escreveu: "Em meados da década de 1990, Carey foi pioneira em um subgênero que algumas pessoas chamam de "dueto de bandidos". Atualmente, espera-se que estrelas pop bem-intencionadas colaborem com rappers, mas quando Carey se uniu a Ol 'Dirty Bastard, do Wu-Tang Clan, para o remix de "Fantasy" em 1995, foi uma surpresa e um grande sucesso".[327] Em uma resenha ao seu álbum Greatest Hits, Devon Powers, do PopMatters, escreve que "ela influenciou inúmeras vocalistas subsequentes. Aos 32 anos, ela já é uma lenda viva, mesmo que nunca mais volte a cantar alguma outra nota".[328]

Conquistas

Ao longo da carreira de Carey, ela tem recebido muitas honrarias e condecorações, incluindo o Prêmio da Música Mundial de 'Artista Feminina do Milênio', o Grammy de Melhor Artista Revelação em 1991, e o Prêmio Billboard de Artista da Década durante os anos 90.[329] Com apenas 20 anos de carreira, Carey já havia comercializado mais de duzentas milhões de obras musicais em todo o mundo, tornando-a uma das artistas que mais venderam na história da música.[330][331] A cantora é classificada como a artista que mais vendeu discos na era Nielsen SoundScan, com mais de cinquenta milhões de cópias comercializadas.[332][333] Em 2003, Carey foi classificada em primeiro lugar na contagem regressiva das "22 Maiores Vozes da Música" pela MTV e a revista Blender, tendo posteriormente figurado em segundo lugar na lista da revista Cove dos "100 Maiores Vocalistas Pop".[334][335] Além de sua voz, a cantora ganhou reconhecimentos por suas composições. O editor do Yahoo Music, Jason Ankeny, escreveu: "Ela obteve comparações frequentes com as rivais Whitney Houston e Celine Dion, mas fez um trabalho melhor que ambas ao compor toda o sua própria obra".[336] Segundo a revista Billboard, ela foi a artista de maior sucesso da década de 1990 nos Estados Unidos. No Prêmio da Música Mundial de 2000, Carey recebeu o troféu de Ícone Lendário por ser a "artista pop feminina mais vendida do milênio", bem como a "artista mais vendida dos anos 90" nos Estados Unidos, depois de lançar uma série de álbuns com certificado de multi-platina na Ásia e Europa, como Music Box e Number 1's.[337][338] Em 2003, ela também recebeu o Prêmio Chopard de Diamante em reconhecimento pelos mais de cem milhões de álbuns comercializados em todo o globo.[339] Além disso, a Recording Industry Association of America (RIAA) listou Carey como a terceira artista feminina mais vendida, com vendas superiores a sessenta e três milhões de exempláres nos EUA.[340][341] No Japão, Carey tem os quatro álbuns mais vendidos de todos os tempos por um artista não asiático.[342]

 
Carey concedendo entrevistas no tapete vermelho no Oscar 2010.

Carey passou 79 semanas ocupando a primeira posição da Billboard Hot 100, a maior permanência entre qualquer artista na história das paradas americanas.[2] Nessa mesma tabela, ela acumulou 19 singles número um, a maior quantidade para qualquer artista solo (e o segundo depois dos Beatles).[343] A cantora também estreou com três músicas no topo da parada do Hot 100.[344] Em 1994, a artista lançou seu primeiro álbum natalino, Merry Christmas, que vendeu mais de quinze milhões de réplicas em todo o mundo, e é o álbum de Natal mais vendido de todos os tempos.[54][345][346] Também produziu o single de sucesso "All I Want for Christmas Is You", que se tornou a única música natalina a conquistar o status de multi-platina nos EUA.[347] No Japão, o #1's vendeu mais de três milhões de cópias e é o disco mais vendido de todos os tempos no páis por um artista não-asiático.[348] O seu single "One Sweet Day", que contou com a participação de Boyz II Men, passou dezesseis semanas consecutivas no topo da parada da Billboard em 1996, estabelecendo o recorde de maior quantidade de semanas na liderança na história dessa parada.[333] Após o sucesso de Carey na Ásia com Merry Christmas, a Billboard a nomeou como o artista internacional mais vendido de todos os tempos em território japonês.[349] Em 2008, a mesma revista listou "We Belong Together" em décimo primeiro lugar entre as maiores canções que já lideraram a Billboard Hot 100[350] e em segundo lugar na tabela de R&B/Hip-Hop.[351] A música também foi declarada a canção mais popular da década de 2000 pela Billboard.[118] Em 2009, o cover de Carey para a faixa "I Want to Know What Love Is" da banda Foreigner, tornou-se a canção que mais tempo pendurou na liderança da parada brasileira de singles em toda sua história, passando 27 semanas consecutivas nessa posição.[150] Além disso, três músicas de seu catálogo estrearam diretamente na posição máxima da Billboard Hot 100: "Fantasy", "One Sweet Day" e "Honey", fazendo dela a artista com o maior número de estreias na liderança em 52 anos de existência da parada.[352] Além disso, ela é a primeira artista feminina a estrear uma canção em primeiro lugar nos EUA com "Fantasy".[337] Em 19 de novembro de 2010, a Billboard nomeou Carey em sua lista dos "50 melhores artistas de R&B/Hip-Hop dos últimos 25 anos", colocando-a no número quatro.[353] Em 2012, Carey ficou em segundo lugar na lista do VH1 das "100 Maiores Mulheres da Música".[354] A Billboard a classificou em número cinco na lista dos "100 Melhores Artistas de Todos os Tempos", fazendo dela a segunda musicista de maior sucesso na história da parada da Billboard Hot 100.[355] Em agosto de 2015, a cantora foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.[356] Em janeiro de 2020, foi anunciado que Carey seria introduzida ao Salão da Fama dos Compositores durante a cerimônia daquele ano em 11 de junho de 2020 no Hotel Marriott Marquis em Nova Iorque.[357]

Vida pessoal

 
Carey exibindo seu anel de noivado, no Festival de Cinema de Tribeca, em 2008.

Carey começou a namorar o empresário Tommy Mottola enquanto gravava Music Box,[65] e casou com ele em 5 de junho de 1993.[79] Após o lançamento de Daydream e o êxito que se seguiu, Carey começou a se concentrar em sua vida pessoal, que estava e crise naquele momento.[358] O relacionamento da cantora com Mottola começou a se deteriorar, devido às crescentes diferenças criativas em termos de seus álbuns, bem como à suposta natureza controladora do seu então marido.[358] Em 30 de maio de 1997, o casal anunciou a separação,[359] com o divórcio finalizado quando Mottola se casou novamente em 2 de dezembro de 2000.[360] Carey estava em um relacionamento de três anos com o cantor Luis Miguel de 1998 a 2001.[361] A cantora conheceu o ator e comediante Nick Cannon enquanto eles gravavam o videoclipe de sua música "Bye Bye" em uma ilha na costa de Antigua.[362] Em 30 de abril de 2008, Carey casou-se com Cannon nas Bahamas.[363] Com 35 semanas de gravidez, ela deu à luz seus gêmeos fraternos, Moroccan e Monroe, em 30 de abril de 2011[364] por cesariana.[365] Monroe é nomeada em homenagem a Marilyn Monroe; Marroquino recebeu o nome da sala de decoração marroquina do apartamento da cantora, onde Cannon a pediu em casamento.[366] Em agosto de 2014, o casal anunciou a separação.[367] Entre janeiro de 2016, Carey e o bilionário australiano James Packer estavam noivos, mas romperam outubro.[368][369]

Carey é uma Episcopal ativa.[370] Em abril de 2018, a cantora revelou sofrer de transtorno bipolar.[371] Ela, segundo relatos, foi diagnosticada em 2001, mas manteve o diagnóstico em segredo. Carey trata a doença por intermédio de medicação e terapia.[371]

Discografia

Filmografia

Turnês

Turnês principais

Turnês como co-atração principal

Residências

  • Live at the Pearl (2009)
  • All I Want for Christmas Is You, a Night of Joy and Festivity (2014–2019)
  • #1 to Infinity (2015–2017)
  • The Butterfly Returns (2018–2020)

Ver também

Notas de rodapé

  1. Tradução livre para "Fresh Air Fund."
  2. Tradução livre para "Save the Music Foundation."
  3. Tradução livre para "Stand Up to Cancer."

Referências

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