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A Temporada de Fórmula 1 de 2005 foi a 56° realizada pela FIA. Teve como campeão o espanhol Fernando Alonso, da Renault, sendo vice-campeão o finlandês Kimi Räikkönen, da McLaren. Ficou marcada como uma temporada mais balanceada quando comparada a do ano anterior, quando a equipe Ferrari teve dominância em grande parte das provas. As equipes Renault e McLaren mostraram consistência em todo o ano enquanto que equipes favoritas da temporada passada como Scuderia Ferrari e BAR tiveram seu desempenho reduzido com novos carros Ferrari F2005 e BAR 007. Contudo, problemas com os motores Mercedes na McLaren MP4-20 renderam abandonos a Kimi Räikkönen fazendo com que Fernando Alonso ganhasse uma leve vantagem de pontos no inicio do campeonato. Contudo, essa vantagem foi reduzida ao longo dos GP's sendo que o campeão foi definido somente no GP do Brasil onde Fernando Alonso obteve o título. Foi a última temporada de Fórmula 1 a permitir a utilização de motores V10, limitados nesse ano à 18000 rpms, sendo que de 2006 em diante a configuração permitida seria somente a V8.

No início da temporada, já ficou nítido que a Ferrari, dominante nos anos anteriores, iria enfrentar dificuldades com o novo regulamento, que não permitia mais trocas de pneus. A Michellin de adaptou a isso bem melhor do que a Bridgestone. Nas 3 primeiras corridas, Schumacher marcou apenas 2 pontos e a Renault dominou, vencendo com Giancarlo Fisichella na Austrália e Fernando Alonso na Malásia e no Bahrein. Na corrida seguinte, em Ímola, Alonso venceu, mas Michael Schumacher foi a grande estrela da corrida, largando em décimo terceiro e chegando em segundo, colado no espanhol, o que parecia ser um renascimento da Ferrari, mas quem mostrou sua força nas corridas seguintes foi Kimi Räikkönen.

O finlandês estragou a festa de Alonso e venceu na Espanha, além de ganhar também nas ruas de Mônaco, quando o espanhol teve problemas no final e foi ultrapassado pelas duas Williams. Na corrida seguinte, em Nurburgring, Kimi caminhava para mais uma vitória, quando viu sua suspensão quebrar no final, abandonando e vendo Alonso vencer. No Canadá, o finlandês voltou a vencer e viu Alonso abandonar a corrida, aumentando suas esperanças. A corrida seguinte, o GP dos EUA, acabou marcada por um dos maiores vexames da história da F1, com os carros equipados pela Michelin não participando da corrida. Com isso, apenas as 3 equipes equipadas pela Bridgestone participara: Ferrari, Jordan e Minardi. Como estava disputando apenas com as equipes mais fracas do grid, ficou fácil para a Ferrari ganhar, com Schumacher em primeiro e Rubinho em segundo.

A etapa seguinte foi o GP da França, onde Kimi começou a enfrentar problemas, tendo que trocar de motor nos treinos de Sexta Feira. Por isso, apesar de marcar o terceiro tempo no Sábado, perdeu 10 posições, deixando o caminho tranquilo para a vitória de Alonso. Mesmo assim, fez uma brilhante corrida de recuperação, chegando em segundo lugar. Os problemas voltaram a acontecer na etapa britânica, em Silverstone. Kimi trocou de motor, marcou o segundo tempo e perdeu 10 posições. Mesmo assim, foi brilhante, terminando em terceiro lugar, logo atrás de Alonso. Seu companheiro de equipe, Juan Pablo Montoya, foi o vencedor, comemorando muito, pois teve vários problemas no início. O calvário do finlandês continuaria no GP da Alemanha: dessa vez o finlandês não foi punido, marcou a pole e tinha tudo para vencer em Hockenheimring, mas dessa vez abandonou a corrida, vendo o espanhol vencer. A essa altura do campeonato, Alonso tinha 87 pontos e o finlandês 51, estando mais próximo do terceiro colocado, Michael Schumacher, que tinha 47.

As esperanças do finlandês foram renovadas na etapa seguinte, GP da Hungria. Dessa vez o azarado foi Alonso, após problemas na largada, o espanhol caiu para o fim do grid e não conseguiu pontuar, enquanto Kimi venceu e diminuiu 10 pontos de distância. A etapa seguinte foi na Turquia, que pela primeira vez recebia a Fórmula 1. Kimi venceu de ponta a ponta, seguido por Alonso, ficando a 14 pontos do espanhol, tendo 50 em jogo. Além disso a McLaren também encostava no campeonato de construtores, ficando a 9 pontos da Rebault. Porém, o azar, que parecia ter acabado, voltaria no GP da Itália. Novamente, Kimi teve que trocar de motor. Com isso, apesar de marcar a pole em Monza, perdeu 10 posições. Novamente se recuperou, chegando em quarto, mas viu Alonso chegar em segundo, com vitória de Montoya A distância aumentou para 27 pontos e Alonso poderia conquistar o título já na corrida seguinte em Spa. Porém, Kimi venceu e adiou o título do espanhol, que chegou em segundo na pista belga. Montoya poderia ter tirado mais pontos do espanhol, mas abandonou no final. A distância era de 25 pontos, tendo 30 em jogo, ou seja, Alonso já era o virtual campeão.

O título foi confirmado matematicamente no GP do Brasil, em Interlagos, onde Alonso precisava apenas de um pódio, caso Raikkonen vencesse a corrida. O espanhol saiu na pole e foi ultrapassado pelos carros da McLaren, mas o terceiro lugar garantiu o título. Montoya conquistou sua terceira vitória no ano e Kimi chegou em segundo. A disputa pelo título de construtores se manteve aberta, pois graças á dobradinha, a McLaren tomou a liderança do campeonato de construtores por dois pontos. No GP do Japão, Raikkonen conquistou uma vitória brilhante, largando do fim do grid, e ultrapassando as Renault no final. mostrou que o campeonato poderia ter sido diferente se não fossem as quebras. Porém, a Renault colocou seus dois pilotos no pódio, retomando a liderança nos construtores, título que foi conquistado na última etapa, na China, com a vitória de Alonso..

Essa temporada contou com a participação de 4 pilotos brasileiros: Rubens Barrichello, pilotando a Ferrari pelo sexto ano seguido, começou a ter problemas de relacionamento com Schumacher e com a equipe, saindo no final do ano. Fez uma temporada discreta, marcando 38 pontos e tendo como melhor resultado um segundo lugar em Melbourne e outro em Indianápolis. Felipe Massa, pilotando a Sauber, conseguiu como melhor resultado um quarto lugar, no GP do Canadá. Marcou 11 pontos, 2 a mais que Jacques Villeneuve, seu companheiro de equipe, e viria a substituir Rubinho na Ferrari em 2006. Antonio Pizzonia substituiu o lesionado Nick Heidfeldt na Williams no restante da temporada, a partir do GP da Itália. Chegou em sétimo lugar em Monza, mas não marcaria mais pontos. Por fim, Ricardo Zonta iria disputar o GP dos EUA pela Toyota após Ralf Schumacher se lesionar nos treinos livres em Indianápolis. Porém, a Toyota acabou não correndo, devido á crise dos pneus. Essa foi a última vez que Zonta atuou como piloto titular na F1.

Pilotos e construtoresEditar

Campeão Vice-campeão 3º Lugar
     
  Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Michael Schumacher
  Renault   McLaren Mercedes   Ferrari
Equipe Construtor Chassis Motor * Pneu Piloto Terceiro piloto Piloto(s) de testes
  Scuderia Ferrari Marlboro Ferrari F2004M
F2005
Ferrari 053
Ferrari 055
B 1   Michael Schumacher n/d   Luca Badoer
  Marc Gené
2   Rubens Barrichello
  Lucky Strike BAR Honda BAR 007 Honda RA005E M 3   Jenson Button n/d   Anthony Davidson
  Enrique Bernoldi
  Alan van der Merwe
  Tony Kanaan
  Adam Carroll
4   Takuma Sato1
  Anthony Davidson
  Mild Seven Renault F1 Team Renault R25 Renault RS25 M 5   Fernando Alonso n/d   Franck Montagny
  Lucas Di Grassi
  Robert Kubica
  Giorgio Mondini
6   Giancarlo Fisichella
  BMW Williams F1 Team Williams FW27 BMW P84/5 M 7   Mark Webber n/d   Antonio Pizzonia
  Nico Rosberg
  Andy Priaulx
  Sebastian Vettel
8   Nick Heidfeld
  Antônio Pizzonia8
  West McLaren Mercedes (1–12)
  Team McLaren Mercedes (13–19)9
McLaren MP4-20 Mercedes FO110R M 9   Kimi Räikkönen   Pedro de la Rosa
  Alexander Wurz
#35
  Alexander Wurz
  Gary Paffett
10   Juan Pablo Montoya2
  Pedro de la Rosa
  Alexander Wurz
  Sauber Petronas Sauber C24 Petronas 05A (Ferrari 055 rebatizados) M 11   Jacques Villeneuve n/d n/d
12   Felipe Massa
  Red Bull Racing Red Bull RB1 Cosworth TJ2005 M 14   David Coulthard   Vitantonio Liuzzi
  Christian Klien
  Scott Speed
#37
  Scott Speed
  Neel Jani
15   Christian Klien3
  Vitantonio Liuzzi
  Panasonic Toyota Racing Toyota TF105 Toyota RVX-05 M 16   Jarno Trulli   Ricardo Zonta
  Olivier Panis
#38
  Olivier Panis
  Ryan Briscoe
  Franck Perera
  Borja García
17   Ralf Schumacher
  Ricardo Zonta
  Jordan Grand Prix Jordan EJ15 Toyota RVX-05 B 18   Tiago Monteiro   Robert Doornbos
  Franck Montagny
  Nicolas Kiesa
  Sakon Yamamoto4
#39
  Nicky Pastorelli
  Mario Domínguez
19   Narain Karthikeyan
  Minardi F1 Team Minardi PS04B
PS05
Cosworth CK2004
Cosworth TJ2005
B 20   Patrick Friesacher   Chanoch Nissany6
  Enrico Toccacelo7
#40
  Chanoch Nissany
  Juan Cáceres
  Roldán Rodríguez
  Katherine Legge
  Robert Doornbos4
21   Christijan Albers

*Todos os motores configurados em 3.0L V10.

Ferrari: Dominante nos últimos anos, a equipe manteve o heptacampeão Michael Schumacher e o Brasileiro Rubens Barrichello pelo sexto ano consecutivo.

BAR: Maior surpresa de 2004, com o vice campeonato, a BAR manteve Jenson Button, após uma disputa judicial com a Williams, e Takuma Sato como seus pilotos titulares, equipada pela Honda.

Renault: Terceira força em 2004, a Renault manteve o espanhol Fernando Alonso, que teve como novo companheiro o italiano Giancarlo Fisichella. Fisichella pilotou a equipe Sauber em 2004.

Williams: Depois de decepcionar em 2004, a equipe trocou seus dois pilotos: Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya. Mark Webber, ex-Jaguar, foi contratado ainda em 2004, junto com Jenson Button, mas a equipe japonesa brigou na justiça e o piloto permaneceu lá. No fim, a equipe de Frank Williams fechou com Nick Heidfeldt, que pilotou a Jordan em 2004. A equipe seguiria equipada pelo motor de 2004.

McLaren: Depois de decepcionar em 2004 com as quebras de motor, a McLaren manteve Kimi Räikkönen e trouxe o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, para o lugar de David Coulthard.

Sauber: Para os seus padrões, foi muito bem em 2004, equipada pelo motor defasado da Ferrari. Para 2005, o campeão mundial Jacques Villeneuve chegou para o lugar de Fisichella, que foi para a Renault. O canadense disputou as três últimas corridas de 2004 pela equipe francesa. O brasileiro Felipe Massa foi mantido na equipe.

Red Bull: A empresa austríaca entrou na Fórmula 1 em 2005, comprando a equipe Jaguar. Trouxe o veterano David Coulthard, que deixou a McLaren após nove temporadas, tendo como companheiro o austríaco Christian Klein, que havia pilotado a Jaguar em 2004.

Toyota: Depois de mais uma temporada aquém do esperado, a equipe veio com uma dupla experiente para 2005: O italiano Jarno Trulli, que já havia pilotado a equipe nas duas últimas corridas em 2004, após ser demitido da Renault, e o alemão Ralf Schumacher, que foi dispensado da Williams.

Jordan: De terceira força do mundial em 1999, para o fundo do grid. Esse foi o declínio da Jordan, que em 2005 contou com o português Tiago Monteiro e o indiano Narain Karthikeyan, ambos estreantes.

Minardi: Mais uma vez lanterna do grid, a simpática equipe italiana promoveu a estreia do austríaco Patrick Friesacher e do holandês Chtistijan Albers.

GP Título Oficial do GP de FORMULA 1 Grande Prêmio Circuito Local Data Hora
Local Brasília
1   Foster's Australian Grand Prix GP da Austrália Melbourne Grand Prix Circuit Melbourne 6 de março 14:00 01:00
2   Petronas Malaysian Grand Prix GP da Malásia Sepang International Circuit Kuala Lumpur 20 de março 15:00 04:00
3   Gulf Air Bahrain Grand Prix GP de Bahrain Bahrain International Circuit Manama 3 de abril 14:30 08:30
4   Gran Premio Foster's di San Marino GP de San Marino Autodromo Enzo e Dino Ferrari Ímola 24 de abril 14:00 09:00
5   Gran Premio Marlboro de España GP da Espanha Circuit de Catalunya Barcelona 8 de maio 14:00 09:00
6   Grand Prix de Monaco GP de Mônaco Circuit de Monaco Monte-Carlo 22 de maio 14:00 09:00
7   Grand Prix of Europe GP da Europa Nürburgring Nürburg 29 de maio 14:00 09:00
8   Grand Prix du Canada GP do Canadá Circuit Gilles Villeneuve Montreal 12 de junho 13:00 14:00
9   United States Grand Prix GP dos EUA Indianapolis Motor Speedway Indianapolis 19 de junho 14:00 15:00
10   Grand Prix de France GP da França Circuit de Nevers Magny-Cours Magny Cours 3 de julho 14:00 09:00
11   Foster's British Grand Prix GP da Grã-Bretanha Silverstone Circuit Silverstone 10 de julho 14:00 09:00
12   Großer Mobil 1 Preis von Deutschland GP da Alemanha Hockenheimring Hockenheim 24 de julho 14:00 09:00
13   Marlboro Magyar Nagydij GP da Hungria Hungaroring Budapeste 31 de julho 14:00 09:00
14   Turkish Grand Prix GP da Turquia Istanbul Park Istambul 21 de agosto 15:00 09:00
15   Gran Premio Vodafone d'Italia GP da Itália Autodromo Nazionale Monza Monza 4 de setembro 14:00 09:00
16   Belgian Grand Prix GP da Bélgica Circuit de Spa-Francorchamps Spa 11 de setembro 14:00 09:00
17   Grande Prêmio do Brasil GP do Brasil Autódromo de Interlagos São Paulo 25 de setembro 14:00 14:00
18   Fuji Television Japanese Grand Prix GP do Japão Suzuka Circuit Suzuka 9 de outubro 14:00 02:00
19   Sinopec Chinese Grand Prix GP da China Shanghai International Circuit Shangai 16 de outubro 14:00 03:00

ResultadosEditar

Grandes PrêmiosEditar

GP Grande Prêmio Pole Position Volta mais rápida Vencedor Equipe Descrição
1   GP da Austrália   Giancarlo Fisichella   Fernando Alonso   Giancarlo Fisichella   Renault Detalhes
2   GP da Malásia   Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Fernando Alonso   Renault Detalhes
3   GP do Bahrein   Fernando Alonso   Pedro de la Rosa   Fernando Alonso   Renault Detalhes
4   GP de San Marino   Kimi Räikkönen   Michael Schumacher   Fernando Alonso   Renault Detalhes
5   GP da Espanha   Kimi Räikkönen   Giancarlo Fisichella   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
6   GP de Mônaco   Kimi Räikkönen   Michael Schumacher   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
7   GP da Europa   Nick Heidfeld   Fernando Alonso   Fernando Alonso   Renault Detalhes
8   GP do Canadá   Jenson Button   Kimi Räikkönen   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
9   GP dos EUA   Jarno Trulli   Michael Schumacher   Michael Schumacher   Ferrari Detalhes
10   GP da França   Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Fernando Alonso   Renault Detalhes
11   GP da Grã-Bretanha   Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Juan Pablo Montoya   McLaren-Mercedes Detalhes
12   GP da Alemanha   Kimi Räikkönen   Kimi Räikkönen   Fernando Alonso   Renault Detalhes
13   GP da Hungria   Michael Schumacher   Kimi Räikkönen   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
14   GP da Turquia   Kimi Räikkönen   Juan Pablo Montoya   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
15   GP da Itália   Juan Pablo Montoya   Kimi Räikkönen   Juan Pablo Montoya   McLaren-Mercedes Detalhes
16   GP da Bélgica   Juan Pablo Montoya   Ralf Schumacher   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
17   GP do Brasil   Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Juan Pablo Montoya   McLaren-Mercedes Detalhes
18   GP do Japão   Ralf Schumacher   Kimi Räikkönen   Kimi Räikkönen   McLaren-Mercedes Detalhes
19   GP da China   Fernando Alonso   Kimi Räikkönen   Fernando Alonso   Renault Detalhes

PilotosEditar

Pos Piloto AUS   MYS   BHR   SMR   SPA   MON   EUR   CAN   USA   FRA   GBR   GER   HUN   TUR   ITA   BEL   BRA   JPN   CHN   Pontos
1   Fernando Alonso 3 1 1 1 2 4 1 Ret DNS 1 2 1 11 2 2 2 3 3 1 133
2   Kimi Räikkönen 8 9 3 Ret 1 1 11 1 DNS 2 3 Ret 1 1 4 1 2 1 2 112
3   Michael Schumacher Ret 7 Ret 2 Ret 7 5 2 1 3 6 5 2 Ret 10 Ret 4 7 Ret 62
4   Juan Pablo Montoya 6 4 INJ INJ 7 5 7 DSQ DNS Ret 1 2 Ret 3 1 14 1 Ret Ret 60
5   Giancarlo Fisichella 1 Ret Ret Ret 5 12 6 Ret DNS 6 4 4 9 4 3 Ret 5 2 4 58
6   Ralf Schumacher 12 5 4 9 4 6 Ret 6 INJ 7 8 6 3 12 6 7 8 8 3 45
7   Jarno Trulli 9 2 2 5 3 10 8 Ret DNS 5 9 14 4 6 5 Ret 13 Ret 15 43
8   Rubens Barrichello 2 Ret 9 Ret 9 8 3 3 2 9 7 10 10 10 12 5 6 11 12 38
9   Jenson Button 11 Ret Ret DSQ EX EX 10 Ret DNS 4 5 3 5 5 8 3 7 5 8 37
10   Mark Webber 5 Ret 6 7 6 3 Ret 5 DNS 12 11 NC 7 Ret 14 4 NC 4 7 36
11   Nick Heidfeld Ret 3 Ret 6 10 2 2 Ret DNS 14 12 11 6 Ret INJ INJ INJ INJ INJ 28
12   David Coulthard 4 6 8 11 8 Ret 4 7 DNS 10 13 7 Ret 7 15 Ret Ret 6 9 24
13   Felipe Massa 10 10 7 10 11 9 14 4 DNS Ret 10 8 14 Ret 9 10 11 10 6 11
14   Jacques Villeneuve 13 Ret 11 4 Ret 11 13 9 DNS 8 14 15 Ret 11 11 6 12 12 10 9
15   Christian Klien 7 8 NP 8 DNS Ret 15 9 Ret 8 13 9 9 9 5 9
16   Tiago Monteiro 16 12 10 13 12 13 15 10 3 13 17 17 13 15 17 8 Ret 13 11 7
17   Alexander Wurz 3 6
18   Narain Karthikeyan 15 11 Ret 12 13 Ret 16 Ret 4 15 Ret 16 12 14 20 11 15 15 Ret 5
19   Christijan Albers Ret 13 13 Ret Ret 14 17 11 5 Ret 18 13 NC Ret 19 12 14 16 16 4
20   Pedro de la Rosa 5 4
21   Patrick Friesacher 17 Ret 12 Ret Ret Ret 18 Ret 6 Ret 19 3
22   Antônio Pizzonia 7 15 Ret Ret 13 2
23   Takuma Sato 14 Ret DSQ EX EX 12 Ret DNS 11 16 12 8 9 16 Ret 10 DSQ Ret 1
24   Vitantonio Liuzzi 8 Ret Ret 9 1
25   Robert Doornbos 18 Ret 13 18 13 Ret 14 14 0
  Anthony Davidson Ret 0
  Ricardo Zonta DNS -
Pos Piloto AUS   MYS   BHR   SMR   SPA   MON   EUR   CAN   USA   FRA   GBR   GER   HUN   TUR   ITA   BEL   BRA   JPN   CHN   Pontos
Cor Resultado
Ouro Vencedor
Prata 2.º lugar
Bronze 3.º lugar
Verde Terminou, nos pontos
Azul Terminou, sem pontos
Púrpura Retirou-se
(Ret)
Vermelho Não qualificado
(NQ)
Preto Desqualificado
(DSQ)
Branco Não largou
(NL)
Azul claro Apenas Treino (AT)
Sem cor Não participou
(NP)
Lesionado
(Les)
Excluído
(EX)

Negrito – Pole position
Itálico – Volta mais rápida
† - Classificado por ter completado mais de 90% da prova

  • Em negrito indica pole position e itálico volta mais rápida.

ConstrutoresEditar

Pos Construtor No.
Carro
AUS   MYS   BHR   SMR   SPA   MON   EUR   CAN   USA   FRA   GBR   GER   HUN   TUR   ITA   BEL   BRA   JPN   CHN   Pontos
1   Renault 5 3 1 1 1 2 4 1 Ret DNS 1 2 1 11 2 2 2 3 3 1 191
6 1 Ret Ret Ret 5 12 6 Ret DNS 6 4 4 9 4 3 Ret 5 2 4
2   McLaren-Mercedes 9 8 9 3 Ret 1 1 11 1 DNS 2 3 Ret 1 1 4 1 2 1 2 182
10 6 4 5 3 7 5 7 DSQ DNS Ret 1 2 Ret 3 1 14 1 Ret Ret
3   Ferrari 1 Ret 7 Ret 2 Ret 7 5 2 1 3 6 5 2 Ret 10 Ret 4 7 Ret 100
2 2 Ret 9 Ret 9 8 3 3 2 9 7 10 10 10 12 5 6 11 12
4   Toyota 17 12 5 4 9 4 6 Ret 6 DNS 7 8 6 3 12 6 7 8 8 3 88
16 9 2 2 5 3 10 8 Ret DNS 5 9 14 4 6 5 Ret 13 Ret 15
5   Williams-BMW 7 5 Ret 6 7 6 3 Ret 5 DNS 12 11 NC 7 Ret 14 4 NC 4 7 66
8 Ret 3 Ret 6 10 2 2 Ret DNS 14 12 11 6 Ret 7 15 Ret Ret 13
6   BAR-Honda 3 11 Ret Ret DSQ EX EX 10 Ret DNS 4 5 3 5 5 8 3 7 5 8 38
4 14 Ret Ret DSQ EX EX 12 Ret DNS 11 16 12 8 9 16 Ret 10 DSQ Ret
7   Red Bull-Cosworth 14 4 6 8 11 8 Ret 4 7 DNS 10 13 7 Ret 7 15 Ret Ret 6 9 34
15 7 8 DNS 8 Ret Ret 9 8 DNS Ret 15 9 Ret 8 13 9 9 9 5
8   Sauber-Petronas 12 10 10 7 10 11 9 14 4 DNS Ret 10 8 14 Ret 9 10 11 10 6 20
11 13 Ret 11 4 Ret 11 13 9 DNS 8 14 15 Ret 11 11 6 12 12 10
9   Jordan-Toyota 18 16 12 10 13 12 13 15 10 3 13 17 17 13 15 17 8 Ret 13 11 12
19 15 11 Ret 12 13 Ret 16 Ret 4 15 Ret 16 12 14 20 11 15 15 Ret
10   Minardi-Cosworth 21 Ret 13 13 Ret Ret 14 17 11 5 Ret 18 13 NC Ret 19 12 14 16 16 7
20 17 Ret 12 Ret Ret Ret 18 Ret 6 Ret 19 18 Ret 13 18 13 Ret 14 14
Pos Construtor No.
Carro
AUS   MYS   BHR   SMR   SPA   MON   EUR   CAN   USA   FRA   GBR   GER   HUN   TUR   ITA   BEL   BRA   JPN   CHN   Pontos
Cor Resultado
Ouro Vencedor
Prata 2.º lugar
Bronze 3.º lugar
Verde Terminou, nos pontos
Azul Terminou, sem pontos
Púrpura Retirou-se
(Ret)
Vermelho Não qualificado
(NQ)
Preto Desqualificado
(DSQ)
Branco Não largou
(NL)
Azul claro Apenas Treino (AT)
Sem cor Não participou
(NP)
Lesionado
(Les)
Excluído
(EX)

Negrito – Pole position
Itálico – Volta mais rápida
† - Classificado por ter completado mais de 90% da prova

Pos Construtor Chassi Motor Pneu Pontos Corridas Vitórias Pódiums Poles M.Voltas
1   Renault R25 Renault RS25 V10 M 191 18 8 18 7 3
2   McLaren MP4-20 Mercedes FO 110R V10 M 182 18 10 18 7 12
3   Ferrari F2004M Ferrari 053 V10 B 100 19 1 9 1 3
F2005 Ferrari 055 V10
4   Toyota TF105 Toyota RVX-05 V10 M 88 18 0 5 2 1
TF105B
5   Williams FW27 BMW P84-5 V10 M 66 18 0 4 1 0
6   BAR 007 Honda RA005E V10 M 38 16 0 2 1 0
7   Red Bull RB1 Cosworth TJ2005 V10 M 34 18 0 0 0 0
8   Sauber C24 Petronas 05A (Ferrari 055 rebatizados) V10 M 20 18 0 0 0 0
9   Jordan EJ15 Toyota RVX-05 V10 B 12 19 0 1 0 0
EJ15B
10   Minardi PS04B Cosworth CRL-3 V10 B 7 19 0 0 0 0
PS05 Cosworth TJ2005 V10

RegulamentoEditar

As regras estabelecidas para a temporada de Fórmula 1 de 2005 foram as seguintes:

  • As equipes poderiam trocar o motor apenas depois de disputar dois Grandes Prêmios. Em caso de troca antes da classificação, o piloto perdia dez posições no grid, já se o motor fosse trocado entre a largada e a classificação, o piloto seria colocado no fim do grid;
  • O peso total do carro mais o peso do piloto não poderia estar abaixo de 600 quilos. Na classificação, o limite era de no mínimo 605 quilos;
  • O carro não poderia exceder 1m e 80cm de largura. O comprimento e a altura do carro estão ligados a parâmetros mais específicos. Por exemplo, a altura do centro da linha da roda traseira poderia ter no máximo 1m e 40cm de largura. A carenagem traseira não poderia ter mais que 1 metro de largura;
  • Cada pneu deveria ter quatro sulcos radiais simétricos. A banda de rodagem dos pneus dianteiros não poderia exceder 270 milímetros. Cada carro, não poderia consumir mais do que quatro jogos de pneus para pista seca, quatro para pista molhada e três para pista extremamente molhada em um único fim de semana;
  • As rodas dianteiras poderiam ter entre 305 e 355 milímetros de largura, e as traseiras entre 365 e 380 milímetros. Somando com os pneus de pista seca, as rodas não poderiam ultrapassar 660 milímetros de diâmetro, já com os pneus de pista molhada não poderiam passar dos 670 milímetros;
  • Uma das novidades para o ano de 2005 era que os pilotos teriam que utilizar o mesmo jogo de pneus para a classificação e a corrida. Era permitida a troca apenas em caso de furo, mas o carro não poderia ser reabastecido na mesma parada;
  • Não havia sido imposto limite para o uso do combustível, mas ele deveria seguir as normas de especificação européia definidas em 1º de janeiro de 2000, contendo no máximo 50 partes de sulforeto por milhão.;
  • Dez minutos antes do início da prova, somente os pilotos, membros da equipe e comissários tinham permissão para entrar na pista;
  • Faltando 60 segundos para a largada, os motores deveriam ser ligados e todos os comissários e membros da equipe deveriam deixar a pista;
  • Eram proibidas ajudas eletrônicas como o controle da tração e a suspensão ativa;
  • Os pilotos estavam livres para consultar dados eletrônicos, mas ele não poderia realizar nenhuma mudança em seu carro durante a corrida;
  • Se as condições do tempo fossem diferentes das que caracterizaram as sessões de classificação, era permitido aos pilotos um treino livre de reconhecimento de 15 minutos, uma hora antes da largada. Se começasse a chover depois do aviso de 5 minutos, mas antes da volta de apresentação, uma placa de largada adiada era mostrada. O novo procedimento, então, teria início dentro de 15 minutos;
  • Se o carro de um piloto falhasse durante a corrida e ele necessitasse de qualquer tipo de ajuda para fazer seu carro pegar, ele era automaticamente desclassificado da corrida.

TreinosEditar

Nos treinos livres de sexta-feira, as seis piores equipes da última temporada — McLaren, Sauber, Red Bull, Toyota, Jordan e Minardi - poderiam utilizar um terceiro piloto.

Existia apenas uma sessão de classificação, no sábado, com uma hora de duração, para a definição do grid de largada.

Assim como nos anos anteriores (desde 2003), será em forma de volta lançada com os pilotos entrando separadamente. Os pilotos sairão para a volta lançada na ordem inversa do resultado da corrida anterior.

Boxes e pitsEditar

A velocidade máxima na área dos boxes ficará entre 80 km e 120 km, dependendo do circuito. Se o limite de velocidade for ultrapassado, o piloto receberá uma penalidade e deverá cumprir um drive-through (passagem obrigatória pelos boxes).

Os carros não podem trocar os pneus nas corridas, exceto em caso de furo, mas será proibido reabastecer o carro na mesma parada.

Boxes abertos

A saída dos pits é aberta 30 minutos antes do início da corrida, o que permite aos carros entrar no circuito. Os boxes se fecham 15 minutos depois. Os carros, então, devem ocupar na pista sua posição para o grid. Se um carro não conseguir sair dos boxes, antes do seu fechamento, deverá largar dos pits depois que todos os outros carros passarem.

CorridaEditar

Duração da corrida

O tempo de corrida será determinado pelas condições da mesma. Pode durar pelo número de voltas (desde que excedido os 305 quilômetros) ou pelo tempo (desde que ultrapasse duas horas), o que acontecer primeiro. A bandeira quadriculada será mostrada ao vencedor na última volta, ou quando se cumprir duas horas de prova.

Comunicação

Os pilotos e as equipes só podem se comunicar por meio de mensagens afixadas em tabuletas mostradas dos boxes, gestos do piloto e sinais de telemetria do carro para os boxes. As mudanças técnicas nos carros durante a corrida, no entanto, estão proibidas.

Fim da corrida

Todos os carros devem passar, com os pilotos dentro, pelo processo de pesagem. Os vencedores vão ao pódio e depois dão entrevistas coletivas.

Classificação

Os carros serão classificados de acordo com o número de voltas dadas. Os carros que completarem o mesmo número de voltas receberão a classificação pela ordem em que cruzarem a linha de chegada.

Se um piloto ficar com um tempo superior ao dobro de tempo da volta rápida do ganhador (na última passagem), esta volta não será considerada no momento de se calcular a distância total percorrida.

Os carros que cumprirem menos de 90% do número de voltas percorridas pelo ganhador, não se classificarão.

Interrupção da corrida

A corrida será suspensa no caso de o circuito ficar bloqueado por um acidente, ou devido a condições de tempo que constituam perigo para a vida dos pilotos. O diretor da prova é quem toma a decisão. As luzes vermelhas serão acesas, juntamente com as bandeiras vermelhas que serão agitadas pelo comissário, paralisando a competição.

Penalizações de tempo

O tempo de penalização para um stop-go (parada obrigatória nos boxes) está fixado em 10 segundos. Se a falta ocorrer durante as cinco últimas voltas, 25 segundos serão adicionados ao tempo do piloto, mas ele não será obrigado a realizar o stop-go.

No entanto, a penalização mais comum nos últimos anos é o drive-through, onde o piloto tem de entrar no pit lane, mas não precisa parar o carro.

Sistema de pontuaçãoEditar

Os critérios de pontuação deste ano seguem os mesmos da temporada anterior (desde 2003), com os oito melhores somando pontos.

Sistema de pontuação
Posição  1º   2º   3º   4º   5º   6º   7º   8º 
Pontos 10 8 6 5 4 3 2 1

PolêmicasEditar

A guerra dos pneusEditar

Grande Prêmio dos Estados UnidosEditar

Momentos antes do início da corrida, realizada no circuito misto de Indianápolis, a Michelin relata uma falha no lote de pneus que seriam usados por suas equipes durante a corrida. Com isso, as equipes que utilizavam esses pneus retiraram seus carros da pista logo após a volta de apresentação, com o medo de que, durante a corrida, algum acidente sério pudesse acontecer com algum de seus pilotos. Mesmo com essa atitude tomada pelas equipes, elas não foram punidas, ainda que não tivessem iniciado a corrida. Assim, participaram da corrida somente os carros da Ferrari, Jordan e Minardi. E a Minardi marca os seus primeiros pontos na temporada.

NotasEditar

  1. Anthony Davidson (BAR) substitiu Takuma Sato, que estava doente, no GP da Malásia.
  2. Pedro de la Rosa (McLaren) disputou o GP do Bahrein em substituição ao lesionado Juan Pablo Montoya; Alexander Wurz foi o terceiro piloto, no lugar do espanhol. Para o GP de San Marino, De la Rosa e Wurz trocaram as posições.
  3. Vitantonio Liuzzi e Christian Klien foram contratados pela Red Bull Racing para participar em, pelo menos, três corridas e concordaram em partilhar os seus lugares durante a temporada. Klien pilotou nas três primeiras corridas; Liuzzi o substituiu nos Grandes Prêmios de San Marino, Espanha, Mônaco, e Europa; Klien retornou no GP do Canadá, permanecendo no lugar até o final da temporada.
  4. Robert Doornbos foi terceiro piloto da Jordan em nove das onze primeiras corridas. Franck Montagny ocupou o lugar no GP da Europa. No GP do Canadá, a Jordan foi proibida de utilizar o terceiro carro, devido as várias trocas de pneus feitas no GP anterior. Nicolas Kiesa substituiu Doornbos do GP da Alemanha em diante.
  5. Patrick Friesacher foi substituído por Robert Doornbos na Minardi, do GP da Alemanha em diante.
  6. Chanoch Nissany foi o terceiro piloto da Minardi no GP da Hungria. Aos 41 anos, foi o último piloto acima dos 40 (antes de Michael Schumacher voltar à categoria em 2010 pela equipe Mercedes, também aos 41) e o primeiro israelense a pilotar um carro de F-1.
  7. Enrico Toccacelo substituiu Chanoch Nissany, como terceiro piloto da Minardi, no GP da Turquia.
  8. Antônio Pizzonia substituiu Nick Heidfeld na Williams para GP da Itália, após Heidfeld decidir se retirar da corrida, devido a fortes dores de cabeça. No início da semana, ele colidiu fortemente durante uma sessão de testes em Monza. Pizzonia substituiu Heidfeld novamente nos três últimos GPs, depois de Heidfeld sofrer um acidente de moto.
  9. Após o GP da Hungria, a West deixou de patrocinar a McLaren, devido à lei europeia que impede as escuderias de Fórmula 1 de exibir publicidade de empresas de cigarro. Sem o patrocinador principal que estampava desde a temporada de 1997, o time britânico passa a se chamar Team McLaren Mercedes.[1]

Referências