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Zagallo

futebolista brasileiro
(Redirecionado de Mário Zagallo)

Mário Jorge Lobo Zagallo (Atalaia, 9 de agosto de 1931)[3][4] é um ex-técnico e ex-futebolista brasileiro que atuava como ponta-esquerda.

Zagallo
Zagallo Foto: Valter Campanato/ABr.
Informações pessoais
Nome completo Mário Jorge Lobo Zagallo
Data de nasc. 9 de agosto de 1931 (87 anos)
Local de nasc. Atalaia (AL)[1][2], Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,72 m
Apelido Formiguinha (como jogador)
Velho Lobo
Informações profissionais
Equipa atual Aposentado
Posição Ponta-esquerda
Função Ex-técnico
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1948–1949
1950–1958
1958–1965
America
Flamengo
Botafogo
Seleção nacional
1958–1964 Brasil 00036 000(5)
Times/Equipas que treinou
1966–1970
1967–1968
1970–1974
1971–1972
1972–1974
1975
1976–1978
1978
1979
1980–1981
1981–1984
1984–1985
1986–1987
1988–1989
1989–1990
1990–1991
1991–1994
1994–1998
1999
2000–2001
2003–2006
Botafogo
Brasil
Brasil
Fluminense
Flamengo
Botafogo
Kuwait
Botafogo
Al Hilal
Vasco da Gama
Arábia Saudita
Flamengo
Botafogo
Bangu
Emirados Árabes
Vasco da Gama
Brasil (coordenador)
Brasil
Portuguesa
Flamengo
Brasil (coordenador)

Ele detém o recorde de títulos das Copas do Mundo em geral. Já vitorioso como jogador em 1958 e 1962, ganhou a competição como treinador em 1970 (sendo, até hoje, uma das 3 únicas pessoas a conquistarem a Copa como jogador e como treinador) e depois como assistente técnico em 1994, totalizando quatro conquistas em três funções diferentes.[5] Zagallo ainda treinou o Brasil em 1974 e 1998 (durante o último, obteve um vice-campeonato) e foi assistente técnico em 2006. Foram cinco finais em sete participações nas Copas do Mundo.[6]

Índice

CarreiraEditar

Como jogadorEditar

 
Retrato, com uniforme de jogador.

Atuando como ponta-esquerda, conquistou títulos de campeão carioca e foi convocado para a Seleção Brasileira, que disputaria a Copa do Mundo de 1958 na Suécia. Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Como jogador, em clubes, iniciou sua carreira nos aspirantes do America-RJ, onde chegou a conquistar o Torneio Início em 1949; transferiu-se, e foi posteriormente tricampeão carioca pelo Flamengo, bicampeão carioca pelo Botafogo, clube onde também veio a conquistar a Taça Brasil, e outros títulos, além de bicampeão mundial pela Seleção Brasileira. No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nílton Santos.

Seus títulos cariocas e a conquista da Taça Brasil o levaram a seleção brasileira de futebol. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé.

Como técnicoEditar

Meses depois de se aposentar como jogador em 1966, iniciou a carreira de treinador da categoria juvenil do Botafogo,[7] iniciando sua longa carreira.

Em clubes ele treinou o próprio Botafogo em quatro oportunidades, o Flamengo três vezes, o Vasco da Gama duas vezes, e ainda Fluminense, Al Hilal, Bangu e Portuguesa.

Em seleções nacionais, comandou a Seleção Brasileira por três vezes, a Seleção do Kuwait, a Seleção Saudita e a Seleção dos Emirados Árabes Unidos. Seu último trabalho foi em 2006, como coordenador técnico de Carlos Alberto Parreira na Seleção Brasileira. Conquistou um mundial como técnico da Seleção Nacional e um como coordenador técnico, além de vencer duas edições da Copa das Confederações. Também como treinador, conquistou dois títulos Sul-Americanos e vários outros títulos, que o tornaram técnico de renome mundial.

Número 13Editar

Apegado publicamente ao número treze desde a época de jogador, revelou que isto originou-se com sua esposa, que era devota de Santo António, comemorado em 13 de junho.[8] Seu casamento foi em 13 de janeiro de 1955.[9]

Algumas aparições do número na trajetória do Velho Lobo:

  • 1958 e 1994 são anos cuja soma dos últimos dois dígitos dá treze.
  • A edição de 1962 foi no Chile (5 letras): 6 + 2 + 5 = 13.
  • A edição de 1970 foi no México (6 letras): 7 + 0 + 6 = 13.
  • Em 1958, o 13º colocado foi a rival Argentina, o artilheiro da competição fez 13 gols (Just Fontaine, da França, mais gols numa mesma edição) e o trio Pelé-Vavá-Mazzola igualmente (6, 5 e 2 gols, respectivamente).
  • Em 1962 e 1994, a Seleção disputou a semi-final em 13 de junho e 13 de julho, respectivamente. Já a semi de 1958 foi a 13ª vitória do Brasil em Copas.
  • O mundial de 1994 foi realizado nos Estados Unidos, cujo nome em português possui treze letras, assim como o gentílico estadunidense, e a bandeira nacional treze listras.
  • O nome do autor do pênalti perdido que decretou o tetra, o italiano Roberto Baggio, possui 13 letras, bem como 'tetracampeões'.[10]
  • Umbro e Coca-Cola, patrocinadoras da Canarinha na ocasião, juntas têm 13 letras.[10]
  • Acumulando as funções de jogador e treinador, a estreia no México foi seu 13º jogo em Copas: vitória de 4 a 1 sobre a Seleção Tchecoslovaca; no terceiro jogo viria sua 13ª vitória: 3 a 2 na Romênia. Considerando apenas a segunda função, a sorte falhou no jogo número 13: derrota de 1 a 0 para a Polônia (disputa pelo terceiro lugar, 1974). Como assistente técnico esteve em apenas 12 jogos, mesmo número que fez como jogador; somando-se estas duas últimas ocupações, o jogo 13 foi a estreia em 94: 2 a 0 na Rússia.
  • Fora dos gramados (treinador ou assistente), sua 13ª vitória em mundiais foi em 1994: 1 a 0 sobre os anfitriões estadunidenses (oitavas), que também foi sua 13ª vitória como jogador ou assistente; apenas como treinador seu triunfo 13 foi em 1998: 4 a 1 no Chile (oitavas).
  • Fez sua primeira partida pelo Botafogo no dia 13 de julho de 1958: 2×1 sobre o Fluminense.
  • Em 1967 estreou como treinador do time principal do Glorioso e foi campeão carioca: 6 + 7 = 13.
  • Além dos vitoriosos anos de 1958, 1967 e 1994, em 1949 e 1985, respectivamente, foi campeão do Torneio Início (como jogador do América) e conquistou o 1º Turno do Campeonato Brasileiro (como treinador do Flamengo). Apenas 1976, quando estava na Seleção do Kuwait, não "rendeu nada" e escapou da superstição.
  • Quando fez 49 anos treinava o Vasco, conquistando dois torneios amistosos na temporada de 1980; completou 58 um pouco depois de classificar a Seleção Emiradense à sua primeira e ao momento única Copa do Mundo (1989); completou 67 pouco depois do fim da Copa da França (1998); fez 76 no ano seguinte ao ano em que ocorreu seu desligamento em definitivo do futebol (2007); completou 85 no mês em que o Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos (2016).
  • Sua 13ª passagem como treinador, sem grandes êxitos, foi no Botafogo (1986 a 1987). Considerando apenas clubes foi no Flamengo (2000 a 2001), sendo também seu último trabalho na função, quando conquistou a Copa dos Campeões de 2001.

Outros trabalhosEditar

TítulosEditar

Como jogadorEditar

America-RJEditar

FlamengoEditar

  • Taça dos Campeões Estaduais:1956
  • Torneio Início: 1951 e 1952
  • Campeonato Carioca: 1953, 1954, 1955
  • Elfsborg Cup: 1951
  • Torneio Quadrangular do Peru: 1952
  • Troféu Cidade de Arequipa: 1952
  • Torneio Quadrangular da Argentina: 1953
  • Torneio Quadrangular de Curitiba: 1953
  • Torneio Triangular do Rio de Janeiro: 1954
  • Torneio Internacional do Rio de Janeiro: 1954, 1955
  • Torneio Gilberto Cardoso: 1955
  • Troféu Embaixador Oswaldo Aranha: 1956
  • Troféu Ponto Frio: 1957
  • Taça Brasília: 1957
  • Troféu Almana Idrotts Klubben: 1957
  • Torneio Quadrangular de Israel: 1958
  • Troféu Sporting Club de Portugal: 1958

BotafogoEditar

Seleção BrasileiraEditar

Como técnicoEditar

FlamengoEditar

FluminenseEditar

BotafogoEditar

AL-HilalEditar

  • Campeonato Saudita: 1979

Vasco da GamaEditar

  • Taça Gustavo de Carvalho: 1980
  • Troféu Colombino: 1980
  • Torneio João Havelange: 1981
  • Torneio Ilha de Funchal: 1981
  • Taça Ney Cidade Palmeiro: 1981
  • Taça Adolpho Bloch: 1990
  • Torneio da Amizade: 1991
Seleção Árabia Saudita

BanguEditar

Seleção BrasileiraEditar

Referências

Ligações externasEditar

 
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