Mérida (Espanha)

cidade da Espanha

Mérida é um município e cidade da Espanha, situado na parte norte na província de Badajoz. É um dos municípios mais extensos do país e é a capital da comunidade autónoma da Estremadura e da comarca de Tierra de Mérida - Vegas Bajas. Tem 865,2 km² de área e em 2019 tinha 59 335 habitantes (densidade: 68,6 hab./km²).[2]

Espanha Mérida 
  Município  
Collage de Mérida.jpg
Símbolos
Bandeira de Mérida
Bandeira
Brasão de armas de Mérida
Brasão de armas
Gentílico emeritense, meridense[1]
Localização
Mérida está localizado em: Espanha
Mérida
Localização de Mérida na Espanha
Mérida está localizado em: Estremadura (Espanha)
Mérida
Localização de Mérida na Estremadura
Coordenadas 38° 55' N 6° 20' 45" O
País Espanha
Comunidade autónoma Estremadura
Província Badajoz
Comarca Tierra de Mérida - Vegas Bajas
História
Fundação 25 a.C.
Características geográficas
Área total 865,2 km²
População total (2019) [2] 59 335 hab.
Densidade 68,6 hab./km²
Altitude 217 m
Código postal 06800
Código do INE 06083
Outras informações
Orago Santa Eulália de Mérida
Website merida.es

Segundo a tradição historiográfica, Mérida foi fundada como colônia romana no ano de 25 a.C. por ordem do imperador Octavio Augusto, para servir de refúgio para os soldados veteranos (emeritos) da Legião V Alaudae e X Gemina daí deriva seu nome romano “Emérita Augusta”. A cidade, uma das mais importantes de toda Hispania, foi dotada com todas as comodidades de uma grande cidade romana e exerceu o papel de capital da província romana da Lusitânia, desde sua fundação, e como capital de todas as Dioceses da Hispania durante o século IV. Após as invasões bárbaras, a partir do século V, Mérida continuou sendo uma cidade importante do Reino Visigodo, convertendo-se em capital do reino, a Urbs Regia, antes de que Toledo fosse a capital. No ano 713, a cidade caiu nas mãos muçulmanas, os quais converteram-na em capital da Cora de Mérida. Os mozárabes emeritenses se rebelaram repetidamente contra o califado no século IX e a cidade começou um lento declínio. Mérida foi reconquistada pelas tropas cristãs de Afonso IX de Leão em 1230. Em reconhecimento ao seu passado esplendoroso, em 1983 foi designada capital da comunidade autônoma de Extremadura.

Mérida se encontra, geograficamente, quase no centro da região, atravessada pelos rios Guadiana e Albarregas, a uma altitude de 217 metros. O “Conjunto arqueológico de Mérida” foi declarado, pela Unesco, em 1993, Patrimônio da Humanidade, devido a sua importância histórica e monumental. Eclesiasticamente, é, juntamente com Badajoz sede metropolitana da Arquidiocese de Mérida-Badajoz. Economicamente, Mérida é uma cidade baseada no setor de serviços, com uma crescente importância industrial e um quase extinto setor primário. Possui o título de: “Muito Nobre, Antiga, Grande e Leal cidade de Mérida”.

MonumentosEditar

O conjunto arqueológico de Mérida está classificado como Património da Humanidade da UNESCO.

Legado romanoEditar

Legado visigodo e muçulmanoEditar

  • Hospital de peregrinos (Xenodoquium)
  • Basílica paleo-cristã de Casa Herrea
  • Alcazaba

Arquitetura religiosaEditar

  • Catedral
  • Basílica de Santa Eulalia
  • Igreja de Santa Clara
  • Igreja de Nossa Senhora da Antiga
  • Igreja de Nossa Senhora do Carmen
  • Convento das RR.MM. Franciscanas Concepcionistas
  • Convento de Jesus Nazareno
  • Convento de San Andrés
  • Conventual Santiaguista
  • Mosteiro das Freiras de Santa Eulalia
  • Hospital de San Juan de Deus

Arquitetura civilEditar

  • Palácio dos Lado-Mendoza
  • Palácio dos Corbo
  • Real edifício da carnicería
  • Palácio da Chinesa

Arquitetura modernista e contemporâneaEditar

  • Ponte de Ferro
  • Ponte Lusitania
  • Biblioteca do Estado
  • IFEME
  • Edifício CHG
  • Escola da Administração Pública de Extremadura
  • Palácio de Exposições e Congressos
  • Edifício de Consejerías do Passeio de Roma
  • Mérida III Milénio
  • Torre de Mérida

GeografiaEditar

Demografia[3]Editar

Os dados do censo de Mérida, feito em 26 de janeiro de 2017, mostram que a cidade possui um total de 60.119 habitantes,[4] a sua área metropolitana 84.000[5] habitantes e sua região total 119.000 habitantes. Desde o ano de 2000, tem entrando em uma fase de crescimento demográfico sustentado. A cidade ganhou 6649 habitantes entre os anos de 2000 e 2010, o que supõem um crescimento de 13,1%, uma média de quase 800 habitantes ao ano. Grande parte deste crescimento populacional tem explicação com a elevação na taxa de natalidade, especialmente nos últimos 5 anos.

É a terceira cidade com mais habitantes de Estremadura, possui uma densidade populacional baixa, cerca de 68 habitantes por quilômetro quadrado, devido a sua extensão, uma das maiores da Espanha, com 865,19 km². Por sexo, residem em Mérida 28.918 homens e 30.417 mulheres( INE 2019), o que representa as porcentagens de 48,74% e 51,26%, respectivamente. Comparado com os dados gerais de Estremadura (49,64% e 50,35%), a cidade emérita possui uma maior presença relativa de mulheres.

O município, que tem uma superfície 865,61 km²[6], conta segundo o padrão municipal segundo os dados do (INE 2019) com 59,335 habitantes e uma densidade de 68,55 hab./km².


Variação demográfica de Mérida (Espanha) entre 1991 e 2008
1991 1996 2001 2008
49.284 51.830 50.271 55.568

NomeaçãoEditar

O nome da cidade deriva do latim “Emérita”,[7] que possui o significado de jubilada ou veterana. Seu nome possui traços de sua fundação pelo imperador, denominada de Augusta Emerita.

SímbolosEditar

Os símbolos da cidade de Mérida são a bandeira e o escudo, descritos assim:

No campo de Gules, porta romana da cidade, de ouro: muralha com ameias em forma de T, com duas portas arqueadas e abertas, entre duas torres altas e redondas, ameiadas e com ambas as janelas abertas. Atrás das torres, está um arco coroado com sete ameias em forma de T. Sobre as portas leva, em duas linhas, as letras AUGUSTA EMERITA.

ClimaEditar

De acordo com a classificação climática de Köppen, o clima de Mérida é mediterrâneo. Os invernos são suaves, com mínimas que raramente ficam abaixo de zero graus Celsius, e os verões são quentes, com máximas que ultrapassam os quarenta graus Celsius. Com relação as chuvas, o habitual é ter entre 450 e 500 mm. Os meses que mais registram precipitações são os últimos do ano: novembro e dezembro.

Os verões são secos, vale ressaltar que em Mérida são habituais os ciclos de seca, que oscilam entre dois e cinco anos de duração. No outono o clima é mais instável, ocorrem com certa frequência tormentas e secas. Tanto a umidade como os ventos são reduzidos. É comum a ocorrência de névoa nas estações do outono e inverno.

HistóriaEditar

Mérida na pré-históriaEditar

O espaço natural em que a cidade de Mérida está assentada, entra as colinas do Calvário e San Albín,[8] flanqueado pelos canais de Guadiana e Albarregas, foi um lugar adequado para o estabelecimento de grupos humanos que prosperaram graças a coleta de frutos, da caça e da pesca. Os restos materiais localizados na bacia do Guadiana desde o paleolítico inferior e médio evidenciam a existência de ocupações humanas neste espaço.

Durante o período neolítico e calcolítico são documentados os assentamentos de povoadores, como mostra o local de Araya, e as numerosas mostras de pinturas rupestres esquemáticas.

Fundação e época romanaEditar

Segundas a opinião mais difundida e estuda, a cidade foi fundada em 25 a.C com o de colônia Lulia Augusta Emérita por Octavio Augusto, para os soldados eméritos graduados do exército romano, de duas legiões veteranas das guerras Cântabras. O termo Eméritos significava em latim “retirado” e se referia aos soldados graduados com honras. Ditos militares apontam que se estabeleceram em um povoado pré-romano ou romano já existente,[9] com populações mescladas entre indígenas e romanos.[10]

A cidade foi capital da província romana da Lusitânia. Se inicia assim um período de grande esplendor, seus magníficos edifícios são prova disso: o teatro, o anfiteatro, o circo, os templos, as pontes e aquedutos. Durante séculos e até a queda do império romano do ocidente, Mérida foi um importante centro jurídico, econômico, militar e cultural.

Idade ModernaEditar

Foi na época dos Reis Católicos quando a cidade iniciou uma recuperação política graças ao apoio do mestre de Santiago, Don Alonso de Cárdenas, defensor da causa de Isabel, a Católica. Sua contribuição na conquista e colonização americana, foi significativa. Segundo Navarro de Castillo[11] saíram para a Índia em torno de 210 pessoas, entre as que se destacam são os capitães de renome na conquista da Venezuela: Juan Rodríguez Suárez e Garci González de Silva, ademais foram fundadas por emeritenses as cidades de Mérida (Venezuela) e Mérida (México), entre outras. Com a reorganização territorial da Espanha, feita pelo Felipe V em 1720, a cidade foi nomeada de capital da Intendência de Mérida.

Idade ContemporâneaEditar

Com a queda do Antigo Regime, o local passou a ser um município constitucional na região da Estremadura. Desde 1834 cabecera e sede do partido judicial de Mérida. No senso de 1842 contava com 986 casas e 3780 moradores.

Posteriormente, a situação mudou, fazendo com que Mérida virasse um nó ferroviário, a cidade foi transformada em um centro industrial e comercial em ascensão. Um grande desenvolvimento ocorreu durante as décadas de 1950 e 1970 por conta de sua industrialização (Matadouro Regional-IFESA, Corchera Extremeña, CEPANSA, fábrica  de Butano, Centro de Fermentação de Tabaco, El Gavilán, La Cruz Campo, La Casera, Runianca-Siasa e Zeltia Agraria) o que atraiu uma grande população que se estabeleceu na cidade e fez com que a mesma se duplicasse, até alcançar cerca de 45 000 habitantes.

Com a designação de Mérida, em 1983, como capital da comunidade autónoma de Estremadura, a cidade prosseguiu com seu crescimento, porém muito mais lentamente. Junto a essa preponderância política e industrial, a cidade despertou, e segue despertando, um grande interesse por parte de arqueólogos e instituições nacionais, regionais e locais que desejam mostrar a imensa riqueza arqueológica que se continua descobrindo no subsolo. Essas circunstâncias motivaram que o conjunto arqueológico emeritense fosse declarado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco em dezembro de 1993. Anteriormente, a cidade já contava com vinte monumentos nacionais e mais alguns em espera para obter o mesmo título. Por Decreto de 8 de fevereiro de 1973, na véspera de comemorar seu Bimilenário, Mérida foi declarada como “Conjunto Histórico-Arqueológico”, a única cidade que detém essa denominação em toda Espanha.

Em 1994 constituiu-se a arquidiocese de Mérida-Badajoz, recuperando-se, desse modo, a antiguíssima sede metropolitana emeritense e restaurando a dignidade da catedral ao templo de Santa Maria a Maior, herdeira da Catedral Metropolitana de Augusta Emérita. As origens deste arcebispado relembram a época romana, que obteve doze bispos sufragâneos, de acordo com o Édito de Milão.

GastronomiaEditar

Presunto Ibérico de Bolota[12]Editar

É fato que a carne do porco preto ibérico é uma das marcas que definem Estremadura, já que faz parte de sua paisagem desde os tempos antigos. Já na época do Império Romano, seus habitantes eram considerados fazendeiros experientes trabalhando no pasto, bem como processadores perniais preservados em sal, precisamente a origem e antecedente do presunto ibérico. A palavra "dehesa" vem da palavra espanhola "defesa", que define, desde tempos remotos, a terra dedicada ao pasto livre de gado transumano que derrubou as terras do sudoeste da Espanha.

PestorejoEditar

O Pestorejo é um prato de carne de porco grelhada. Há lugares onde o servem em porções parciais ou inteiras. A receita original é um segredo que poucas pessoas conhecem e os bares que a servem guardam-a com cautela. De fato, em Mérida existe uma cadeia de bares com este nome. Um deles encontra-se na Plaza de España.

Pimentón de la VeraEditar

O Pimentón de la Vera é obtido moendo pimentos vermelhos de certas variedades locais, tais como Jariza e Jaranda. É típico se encontrar na área de La Vera, a 150 km de Mérida. É reconhecível ao paladar, uma vez que o processo de secagem é realizado através da defumação. Pode-se encontrar três variedades: agridoce, doce ou picante.

Cojondongo[13]Editar

Este prato tradicional da gastronomia de Estremadura consiste em um picadinho de tomate, pimenta vermelha e verde, pepino, cebola e pão. Tudo isso temperado com óleo, vinagre e sal. Na Andaluzia é conhecida como "pipirrana", embora os ingredientes diferem. Semelhante ao antigo gazpacho, os cidadãos de Estremadura muitas vezes o consideram, dado seu primitivismo, como um ancestral dele. Sua origem vem de uma receita de velhos pastores e camponeses que preparavam o prato como uma maneira para se refrescarem, especialmente no verão, e que não os enchia muito, já que depois eles tinham que continuar com seus trabalhos.

Migas ExtremeñasEditar

Esta comida típica é um prato tradicional de Estremadura que serve inclusive como café da manhã. A história e as tradições contam que essa era a comida de pastores quando estavam durante o dia todo no campo. Naquela época não era comum pães frescos e para reaproveitar os pedaços velhos faziam uma boa panela com esses pedaços de pão. Eles eram condimentados com torresmos e pimentão.

ReligiãoEditar

Segundo os dados do observatório de pluralismo na Espanha do ministério da justiça, na cidade existem comunidades pertencentes a diferentes correntes religiosas. a maior parte da população pratica a fé católica.[14]

O templo mais importante da cidade é a Catedral Metropolitana, igreja maior, sede do arcebispo e herdeira da Catedral de Santa Maria de Jerusalém.

CulturaEditar

MuseusEditar

O museu mais visitado é o Museu Nacional de Arte Romano,[15] obra do arquiteto Rafael Moneo.  Inaugurado em 1986, aloja uma grande coleção de objetos da época romana provenientes dos achados arqueológicos. O museus também dispõem da coleção de Arte Visigodo,[16] que é a mais importante desta época junto com o patrimônio existente em Toledo , ainda que seja menos conhecida que a coleção de arte romana e menos visitada. A coleção de Arte Visigodo está exposta na Igreja de Santa Clara, que foi desde 1838 a sede do primitivo Museu Romano, são peças recuperada de templos visigodos, são exibidas pilastras, e outras peças. Também são exibidas peças da vida cotidiana e funeral da época visigoda.

GeoeméritaEditar

A sua base é a doação feita por José Fernández López à Câmara Municipal de Mérida da coleção de minerais de rocha e fósseis realizados por Vicente Sos Baynat, eminente geólogo que trabalhou sob as ordens do industrial de Mérida, levando-os para as operações de mineração da região.Ramón González Cerrato de acordo com Sos Baynat organizou a exposição como está na atualidade, durante os últimos anos a coleção foi expandida graças a uma série de doações encabeçadas pela Associação Geológica de Estremadura. Conta com 10.000 peças.

O Museu da Estrada de Ferro, localizado no Museu aberto de Mérida, acolhe uma excepcional coleção de objetos relacionados com a estrada de ferro, fotografias e vídeos, além de uma maquete de grandes dimensões com trens em movimento.

Eventos culturaisEditar

O evento cultural de maior destaque da cidade é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, celebrado durante os meses de julho e agosto no Teatro Romano. Também no mesmo teatro se celebra o Festival Juvenil Europeu de Teatro Greco-latino, em abril e o Stone&Music Festival, no mês de setembro, é um festival de artistas de primeiro nível. Em junho se celebra Emérita Lúdica, festa em que se recria o passado romano da cidade por suas ruas e monumentos como o mercado, teatro e dança. conta com recriações históricas e diversas atividades gastronômicas e culturais.

Entre os festivais de cinema se encontram o Festival de Cine Inédito de Mérida, dedicado a projeção de filmes que ainda não foram estreados comercialmente na Espanha, é celebrado no final de novembro ou nos primeiros dias de dezembro. E o Fancine Gay, festival de cinema gay e lésbico celebrado em novembro.

Patrimônio cultural imaterialEditar

Carnaval Romano de Mérida: Em fevereiro.


Semana de Santa de Mérida: Março-Abril.


Feira de Setembro: São as festas mais importantes da capital e se celebram durante a primeira semana de setembro. Sua origem remonta da feira de Assunção, que aconteceria em 15 de agosto. Nela, além do atos religiosos, acontecia o espetáculo da tourada.

Dia de Estremadura: 8 de setembro.

Santa Eulália de Mérida: 10 de setembro. comemora o martírio de Santa Eulália.

instituições, administração e políticaEditar

Capital de um territórioEditar

Em sua condição de capital autônoma, Mérida é sede da Junta de Estremadura, que conta na atualidade com a presidência, o conselho e Assembleia de Estremadura, com 65 parlamentares. A cidade conta com um estatuto de capital, no qual estão os acordos de colaboração entre a Junta de Mérida e a Junta de Estremadura.

Igualmente, em Mérida se encontram as sedes dos principais órgãos e empresas públicas regionais, como o Serviço Estremenho de Saúde (SES) e o Serviço Estremenho de emprego (SEXPE).

Capital durante a HistóriaEditar

Mérida, desde sua fundação no ano de 25 a.c. nasceu com vocação para ser capital de amplos territórios. Durante séculos foi um importante centro político, administrativo, jurídico, religioso, econômico, militar e cultural.

Capital da provínciaEditar

Foi da província romana da Lusitânia desde o ano 15 a.c, até a invasão dos árabes no ano de 711.

Foi da Cora (divisão territorial), durante a dominação árabe até a queda do califado de Córdoba em 1031.

Capital de reinos da HispaniaEditar

Foi do reino dos alanos desde 412 até 418, rei Atax.

Foi do reino dos suevos desde 440 até 467, reis Rechila e Requiário.

Na atualidade:

Capital da comunidade autónoma de Extremadura, desde 1983.

Sede metropolitana da Província Eclesiástica de Mérida-Badajoz, desde 1994.

Administração municipalEditar

O ajuntamento conta com 25 vereadores.

Administração judicial:

A cidade é sede do Partido Judicial de Mérida, número 4 da província de Badajoz. Seu moderno palácio da justiça com 5 juízes de primeira instância e dois juízes penais.

Morfologia e estrutura urbanaEditar

Mérida se divide nos seguintes distritos segundo a Lei de Grandes Cidades:

Distrito 1: Está delimitado pelos bairros da margem esquerda: Nova cidade, Santo antônio, Cruzcampo, Miralrío, A Heredad, Prado Viejo, Bellavista e O Prado.

Distrito 2: Compreende todo o centro histórico, O bairro, San Albín e República Argentina.

Distrito 3: Situado no oeste da capital, compreende os bairros de : San Luis, Santa Catalina, Nuestra señora de la Antigua, Maria Auxiliadora, San Lázaro, Santa Isabel e San Juan.

Distrito 4: Situado ao norte da cidade, compreende os bairros de: Los Milagros, Santa Eulália, Las Abadías, San Bartolomé, Jardin de Mérida, juan Canet, Prosperpina, Montealto, La corchera, San Agustín, Tierno Galván, Vía de La Plata e La Calzada.

Distrito 5: Situado na zona sul, compreende os bairros de: Zona Sur, Los Bodegones, Nuevo Bodegones, Plantonal de Vera, San Andrés, Reina Sofia e Salesianos.

Economia[17]Editar

O setor de serviços é o dominante na cidade, em especial o relacionado ao turismo e administração governamental. Também sua atividade industrial sempre foi muito pujante, sendo a algumas décadas o principal motor da economia emeritense.

Turismo: No ano de 2008 a cidade recebeu mais 400.000 turistas em seus monumentos e teve a ocupação hoteleira de 56%. Segundo o anuário econômico de La Caixa o setor turístico emeritense é o que tem mais peso sobre as atividades da região.

ComércioEditar

A cidade conta com um centro comercial aberto, que compreende as principais ruas comerciais do centro de Mérida em torna da rua Santa Eulália, onde se encontram as firmas de Inditex. Esta zona conta com rede de Wi-Fi, microclima, W.C públicos, estacionamento público e trilha sonora.

Indústria: No período 2004-2010, as atividades industriais aumentaram em 15.8%. A maioria da atividade industrial se concentra no polígono industrial que se chama El Prado, que conta com 7000 trabalhadores e mais de 2 milhões de metros quadrados de solo industrial. Ainda existem outras áreas industriais menores nos acessos da cidade.

Dívidas públicas: O conceito somente aborda as dívidas com bancos e instituições. a dívida pública municipal por habitante em 2014 era de 943.65 Euros.

InfraestruturaEditar

 
Ponte Lusitania sobre o rio Guardiana, arquitetado por Santiago Calatrava. Construída entre 1988 e 1992

Além dos numerosos monumentos clássicos que podem ser encontrados na cidade, podemos destacar como elementos de modernidade em Mérida sua cidade esportiva, IFEME, o Palácio de Congressos y Exposiciones, a Sede Confederação Hidrográfica de Guadiana (Rafael Moneo), a Biblioteca Jesús Delgado Valhondo, a Puente Lusitania sobre o rio Guadiana (Santiago Calatrava), Edificio Administrativo de Morerías (Juan Navarro Baldeweg), Centro Cultural "Alcazaba", Archivo General de Extremadura, Factoría de Ocio y Creación Joven (José Selgas) e a Escuela de la Administración Pública (Saénz de Oiza). Mérida também possui o edifício residencial mais alto da Estremadura, a chamada "Torre de Mérida", a qual tem 16 andares.


No bairro de San Lázaro se encontra o Palácio da Justiça, o edifício de departamentos da Junta de Estremadura, a sede do Centro de Emergência da Estremadura 112, a sede da Agência Fiscal e a delegacia de polícia do CNP, localizada no complexo administrativo "Mérida III Milênio". Na cidade se encontra a Escola de Tráfico da Guarda Civil.

TransporteEditar

FerroviasEditar

As ferrovias chegaram a Mérida em 18 de julho de 1864 como parte da trajetória entre Badajoz e Madri. A estação de Mérida está situada no limite do centro histórico da cidade e é gerida pela Administrador de Infraestruturas Ferroviárias (ADIF).

Além disso, está previsto que o Alta Velocidade Espanhola pare e passe por Mérida entre a linha que conectará Madri e Lisboa pela Estremadura. Por isso, toda linha ferroviária que passa pela cidade dificultando sua saída e dividindo muitas zonas, será aproveitada para a criação de um grande centro de circulação com bonde construindo também uma Estação Intermodal de Viajantes em um local ainda a ser determinado, reestruturando as três vias que cortam a cidade.  

EsporteEditar

Instalações EsportivasEditar

As instalações esportivas são: Estádio Romano, Complexo Poliesportivo ‘Diocles’, Complexo Poliesportivo ‘Guadiana’, Complexo Poliesportivo ‘La Paz’, Complexo Poliesportivo ‘Las Abadías’, Piscinas ‘La Argentina’, Velódromo ‘José Mª Lozano’, Pavilhão Esportivo ‘ La Antigua’, Pista Poliesportiva ‘Cementerio’, Pista Poliesportiva ‘Cruzcampo’, Pista Poliesportiva ‘Montealto’, Pistas Poliesportivas ‘Albarregas’, Pista Poliesportiva ‘La Isla’, Campo de futebol ‘Maria Auxiliadora’, Campos de Futebol ‘Miguel Patón’, Campos de Futebol ‘El Prado’, Circuito de Rally ‘El Prado’, Circuito de Motocross ‘Vía de la Plata’, Complexo de Bocha ‘El Águila’, Centro de Padel ‘El Prado’, Centro de Ténis ‘ La Corchera’ e Centro de Caiaque ‘Iuxtanam’.

Entidades EsportivasEditar

Em Mérida, atualmente, é praticado diversos esportes, sendo os mais importantes o futebol, basquete, handebol, rugby, ginástica artística e rítmica, caiaquismo, natação, ciclismo e atletismo. Estes podem ser praticados através das Escolas Municipais Esportivas ou de clubes federados com o AD Mérida, Império CP, E.F. Emerita Augusta, C.D. Nueva Ciudad, Gladiadores Mérida Rugby, Club de Piragüismo Iuxtanam, Escuela de Ciclismo de Mérida, Club Deportivo Josefinas Mérida ou Formación Deportiva Mérida.

A nível profissional a cidade conta como a equipe mais famosa no futebol a Associação Desportiva Mérida. Também vale destacar o clube de xadrez Magic Estremadura, que conta com alguns dos melhores jogadores do mundo e são campeões da Espanha e da Europa por clubes, e o clube de caiaque Iuxtanam, que em sua composição conta com o treinador nacional e de vários esportistas da equipe nacional. Além disso alguns nadadores, atletas e ginastas participam de competições nacionais e internacionais.

Eventos EsportivosEditar

No mês de junho acontece o Campeonato de Estremadura de Natacão[18] e em julho o Campeonato de Estremadura de Triátlon Sprint.[19] No final de agosto também ocorre o Torneo de Tenis Feria de Mérida.

Educação[20]Editar

Ensino superiorEditar

A principal instituição de ensino superior da cidade é o Centro Universitário de Mérida (CUMe), que pertence à  Universidade de Estremadura. Este Centro oferece cursos de graduação e pós-graduação, principalmente em ciências da saúde e engenharia. Os seguintes diplomas universitários são oferecidos na CUMe: Enfermagem, Engenharia de Desenho Industrial e Desenvolvimento de Produtos, Engenharia de Geomática e Pesquisa, Engenharia Informática de Tecnologia da Informação, Engenharia Telemática de Telecomunicações, bem como um programa de graduação dupla em Engenharia Telemática e Engenharia Informática. As pós-graduações oferecidas são o Mestrado Universitário em Gestão da Inovação Tecnológica e o Mestrado Universitário em Engenharia e Pesquisa de Arquitetura.[21]

Em termos de educação artística, a principal instituição educacional da cidade é a Escola de Arte Superior de Desenho de Mérida, que oferece diplomas legalmente equivalentes a diplomas universitários.[22]

O Instituto de Arqueologia de Mérida oferece um curso de pós-graduação em TIC em arqueologia.[23]

A Universidade Nacional de Educacional a Distância (UNED)  também se encontra na cidade através de seu Centro Regional de Estremadura,[24] que oferece cursos de graduação e pós-graduação em ciências, ciências sociais, artes e humanidades, ciências da saúde e engenharia.

Na educação profissional, destaca-se a Escola Superior de Hotelaria e Agroturismo de Estremadura, que oferece um Mestrado em Economia Verde e Circular.[25]

Educação linguísticaEditar

Para o ensino de línguas, a cidade tem a Escola Oficial de Idiomas de Mérida,[26] onde você pode estudar inglês, alemão, francês, português e italiano desde o nível A1 ao nível B2 do Marco Comum Europeu de Referência para as línguas.

Educação MusicalEditar

A principal instituição de ensino musical em Mérida é o Conservatório Professional de Música Esteban Sánchez, onde você pode aprender acordeão, clarinete, flauta, saxofone, violão, violão flamenco, piano, trombone, trompete, tuba, violino, viola e violoncelo, desde o nível elementar até o profissional.[27]

Educação especialEditar

Em Mérida existem três centros de educação especial: Plena Inclusión, Emerita Augusta y Casa de la Madre. Plena Inclusión, localizada no distrito do Centro, é de propriedade privada, mas em concertação com a administração pública. Emerita Augusta y Casa de la Madre, ambas no distrito sul, são centros públicos.[1]

Outras ofertas educacionaisEditar

O Museu Nacional de Arte Romano realiza diversas atividades educacionais relacionadas à história antiga, tais como cursos, conferências e exibições de documentários, destinados tanto a crianças e jovens quanto ao público em geral. A Escola de Tráfico de Mérida também está localizada em Mérida.

SaúdeEditar

O Hospital de Mérida, de propriedade pública, é o principal hospital da cidade. É o melhor hospital da Estremadura, segundo o índice de excelência hospitalar elaborado pelo Instituto Coordenadas de Governança e Economia Aplicada.

Em Mérida também se encontra clínicas privadas, centros de saúde e centros sanitários.

Referências

  1. «Dicionário de Gentílicos e Topónimos». portaldalinguaportuguesa.org. Consultado em 10 de julho de 2021 
  2. a b «Cifras oficiales de población de los municipios españoles: Revisión del Padrón Municipal» (ZIP). www.ine.es (em espanhol). Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Consultado em 26 de agosto de 2020 
  3. «Mérida crece, la comarca se estanca». Hoy (em espanhol). 17 de janeiro de 2011. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  4. «Mérida gana casi 10.000 habitantes en 16 años y ya se superan los 60.000». Hoy (em espanhol). 18 de fevereiro de 2017. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  5. Montalvo, Jerónimo. «Elasticidad-precio de la demanda del transporte público urbano: un análisis para los servicios de ómnibus y subterráneo de la Ciudad Autónoma de Buenos Aires». Consultado em 19 de novembro de 2020 
  6. «Instituto Nacional de Estadística. (National Statistics Institute)». web.archive.org. 21 de setembro de 2013. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  7. Celdrán, Pancracio. (2004). Diccionario de topónimos españoles y sus gentilicios. Madrid: Espasa Calpe. OCLC 807359234 
  8. TURESPAÑA (23 de abril de 2007). «Monumentos de Badajoz: Anfiteatro de Merida. Turismo cultural en Extremadura.». Spain.info (em espanhol). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  9. «Terrae Antiqvae Imágenes». terraeantiqvaefotos.zoomblog.com. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  10. «Wayback Machine» (PDF). web.archive.org. 2 de abril de 2010. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  11. Castillo, Vicente Navarro del. Historia de Mérida y pueblos de su comarca. [S.l.]: Badajoz. pp. 47–48 
  12. «Jamón Ibérico de bellota». Señorío de Montanera (em espanhol). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  13. «Cojondongo». Wikipedia, la enciclopedia libre (em espanhol). 18 de setembro de 2019. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  14. «Observatorio del Pluralismo Religioso en España». www.observatorioreligion.es. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  15. «Inicio». www.culturaydeporte.gob.es (em espanhol). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  16. «Colección Visigoda » Turismo Mérida». Turismo Mérida (em espanhol). Consultado em 19 de novembro de 2020 
  17. «El sector turísticode Mérida es el más pujante de la región». Hoy (em espanhol). 5 de dezembro de 2007. Consultado em 19 de novembro de 2020 
  18. «La piscina de Nueva Ciudad acoge hasta hoy el Campeonato Regional de Natación». Hoy (em espanhol). 29 de junho de 2014. Consultado em 19 de novembro de 2020 
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