Parnamirim (Rio Grande do Norte)

município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Parnamirim.

Parnamirim é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, distante doze quilômetros ao sul da capital estadual. Integrante da Região Metropolitana de Natal, ocupa uma área de 124,006 km² e sua população foi estimada no ano de 2020 em 267.036  habitantes, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo então o terceiro município mais populoso do estado, depois de Natal e Mossoró, e o 107° do Brasil.

Parnamirim
  Município do Brasil  
Panorama da cidade
Panorama da cidade
Símbolos
Bandeira de Parnamirim
Bandeira
Brasão de armas de Parnamirim
Brasão de armas
Hino
Apelido(s) "Trampolim da Vitória"
"Cidade Branca do Nordeste"
Gentílico parnamirinense
Localização
Localização de Parnamirim no Rio Grande do Norte
Localização de Parnamirim no Rio Grande do Norte
Mapa de Parnamirim
Coordenadas 5° 54' 57" S 35° 15' 46" O
País Brasil
Unidade federativa Rio Grande do Norte
Região intermediária[1] Natal
Região imediata[1] Natal
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Natal (ao norte), Macaíba (a oeste) São José de Mipibu e Nísia Floresta (ao sul) e Oceano Atlântico (a leste)
Distância até a capital 12 km
História
Fundação 17 de dezembro de 1958 (62 anos)
Aniversário 17 de dezembro
Administração
Prefeito(a) Rosano Taveira da Cunha (Republicanos, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 124,006 km²
 • Área urbana 90,638 km²
População total (estimativa 2020[2]) 267 036 hab.
 • Posição RN: 3°
Densidade 2 153,4 hab./km²
Clima Tropical atlântico (As)
Altitude 53 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,766 alto
 • Posição RN: 1°
PIB (2018[4]) R$ 5 197 196,34 mil
 • Posição RN: 3º/BRA: 214º
PIB per capita (2018[4]) R$ 20 317,98
Sítio www.parnamirim.rn.gov.br (Prefeitura)
www.parnamirim.rn.leg.br (Câmara)

Emancipado de Natal no ano de 1958, Parnamirim é reconhecido internacionalmente como Trampolim da Vitória, tendo fortes ligações históricas com a Segunda Guerra Mundial quando se tornou sede da base aérea americana Parnamirim Field, atual Base Aérea de Natal, devido à sua localização estratégica global, servindo de ponto da partida de muitas aeronaves americanas, de todos os tipos, para levar tropas para o front da África. A grande movimentação de soldados americanos influenciou a população local, introduzindo sua cultura e movimentando, de certa forma, a economia da cidade e até mesmo participando da vida social dos habitantes à época.[5][6]

Conurbada à capital,[7] Parnamirim vive um intenso crescimento econômico, especialmente no setor imobiliário,[8] se tornando uma verdadeira extensão da zona sul de Natal.[9] Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é alto, de 0,766, o maior entre os municípios potiguares.[3] Abriga o antigo Aeroporto Internacional Augusto Severo, durante muito tempo o principal aeroporto do Rio Grande do Norte até sua desativação em 2014, além de ser sede do Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno, primeira base do tipo no país. Pontos turísticos como o Cajueiro de Pirangi e as praias de Cotovelo e Pirangi do Norte, somando por abrigar eventos e shows musicais durante a alta estação, fazem da cidade um dos principais destinos turísticos do estado.

EtimologiaEditar

A origem do nome Parnamirim vem da expressão “Paranã-mirim” da língua tupi, que significa "rio pequeno", de paranã "rio volumoso; mar" + mirĩ "pequeno".[10] Apesar de ainda hoje existirem vários rios e riachos na área que corresponde ao município de Parnamirim, acredita-se que o “Paranã-mirim” conhecido pelos índios potiguares, habitantes da capitania do Rio Grande na época da colonização (século XVII), tenha sido algum curso d’água já desaparecido.[11]

HistóriaEditar

Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (sendo este último ano em que começaram as invasões holandesas), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.[11]

Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante dezoito quilômetros de Natal. A área era conhecida como 'a planície de Parnamirim' e fazia parte do Engenho Cajupiranga.[11]

Em 1927, o português Manuel Duarte Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias. No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Ainda no ano de 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos. Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale – CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique – CGEA) instalou um campo de pouso em uma área doada pelo comerciante Manuel Machado (que era dono da maior parte das terras pertencentes ao município), que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.[11]

Nesse mesmo período, foi construída uma estrada carroçável (que passava pelo porto dos Guarapes, em Macaíba, estendendo-se pelo engenho Pitimbu e acompanhando a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo), ligando a capital ao campo de aviação em Pitimbu, facilitando, assim, a instalação da Aéropostale no estado. Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do aeroporto de Parnamirim. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.[11]

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo de Getúlio Vargas assinou, em julho de 1941, um acordo de defesa mútua que cedia áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (em outubro de 1941), rompendo relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão, em janeiro de 1942 e, finalmente, em 22 de agosto do mesmo ano, declarar guerra aos países do eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.[11]

Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a autoestima nacional, o governo brasileiro criou, por meio de um decreto, a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para ao surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da grande guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, estava sendo construído um novo campo, na base leste: o Parnamirim Field, considerado o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viriam a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.[11]

Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o teatro de operações (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory (trampolim da vitória). Mas foi somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição alemã, que a Base Leste foi entregue à Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.[11]

Em 23 de dezembro de 1948, foi criado e anexado ao município de Natal o distrito de Parnamirim, elevado à categoria de município apenas dez anos depois, em 17 de dezembro de 1958, desmembrando-se da capital.[11]

Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, Jânio Quadros, durante os seus sete meses de mandato na presidência do Brasil, criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como consequência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de "Capital Espacial do Brasil", desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levou à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica, em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.[11]

Em 1973, sem consulta à população local, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte mudou o nome do município para "Eduardo Gomes". Em 1987, um movimento que reuniu mais de quatro mil assinaturas levou à assembleia a devolver o nome inicial à cidade.[11]

GeografiaEditar

 
A Praia de Cotovelo e suas falésias

Na divisão territorial do Brasil feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017,[12] Parnamirim pertence às regiões geográficas intermediária e imediata de Natal.[1] Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Natal, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Leste Potiguar.[13] Parnamirim ocupa uma área territorial de 124,006 km²[2] (0,2348% da superfície estadual), dos quais 90,638 km² são de área urbana.[14] Integra a Região Metropolitana de Natal e está conurbada à capital potiguar,[7] com quem se limita a norte. A sul faz limite com Nísia Floresta e São José de Mipibu e a oeste com Macaíba, sendo banhado a leste pelo Oceano Atlântico.[15]

O relevo do município apresenta altitudes de até cem metros e está inserido, em parte, na planície costeira, caracterizada pela presença de dunas de areia modeladas pela ação eólica. Afastando-se do litoral estão os tabuleiros costeiros ou planaltos rebaixados, constituídos por argila e bastante modificados pela ação antrópica. Parnamirim está situado em área de abrangência de rochas do Grupo Barreiras, formadas durante o período Terciário Superior e cobertas, em sua maioria, por paraconglomerados de sílex e quartzo. Rochas deste grupo também podem ser encontradas na área costeira, formando as falésias. Os solos de Parnamirim são profundos, porosos e bem drenados, porém apresentam baixa fertilidade, com textura variada, que pode ser formada por areia (neossolos ou areia quartzosas, que cobrem a maior parte do território) ou argila (latossolos, do tipo vermelho amarelo distrófico).[15]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Parnamirim por meses (EMPARN)[16]
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 151 mm 26/01/2004 Julho 221 mm 30/07/1998
Fevereiro 154,5 mm 18/02/2018 Agosto 116,5 mm 08/08/2008
Março 158 mm 07/03/2002 Setembro 131,3 mm 04/09/2013
Abril 177 mm 03/04/1997 Outubro 35 mm 22/10/2005
Maio 146,2 mm 18/05/2013 Novembro 57 mm 16/11/2006
Junho 214,4 mm 15/06/2014 Dezembro 40 mm 31/12/2006

Parnamirim possui mais de 80% de seu território incluído na bacia hidrográfica do rio Piranji e os menos de 20% restantes pertencem à faixa litorânea leste de escoamento difuso.[15] Dois rios passam pelo município, sendo eles o rio Pium, que tem sua nascente na divisa com Nísia Floresta e desemboca no Oceano Atlântico,[17] e o Rio Pitimbu, que nasce em Macaíba, corta o bairro natalense de Pitimbu, que lhe empresta o nome, e deságua em Parnamirim, na Lagoa do Jiqui,[18] esta localizada no bairro Nova Parnamirim e responsável por parte do abastecimento de água das zonas sul leste de Natal.[19] Além da lagoa e dos rios também existem os riachos são Água Vermelha, Cajupiranga, Lamarão, Mendes e Ponte Velha.[15]

O clima é tropical chuvoso,[15] quente e úmido (do tipo As na classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas concentradas entre os meses de março e julho e índice pluviométrico superior a 1 600 milímetros (mm) anuais,[20] porém ocorrências de descargas elétricas são pouco comuns, com uma densidade de apenas 0,219 raios/km²/ano.[21] Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em Parnamirim alcançou 221 mm em 30 de julho de 1998, seguido por 214,4 mm em 15 de junho de 2014. Junho de 2005 é o mês mais chuvoso da série histórica, que teve início em 1993.[16]

Dados climatológicos para Parnamirim
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 30,6 30,7 30,7 30,2 29,6 28,6 28,2 28,4 29,1 30 30,3 30,6 29,8
Temperatura mínima média (°C) 23,9 23,9 23,7 23,1 22,5 21,3 20,6 20,8 21,7 22,9 23,5 23,9 22,6
Precipitação (mm) 65,2 94,5 197,7 254,8 221,7 323,2 224 125,9 45 20,5 26,6 25,3 1 624,4
Fonte: Jornal do Tempo[20]

Ecologia e meio ambienteEditar

 
O Cajueiro de Pirangi está localizado em Parnamirim

A cobertura vegetal de Parnamirim é formada pela Mata Atlântica, mais especificamente pela floresta subperenifólia, cujas espécies possuem folhas verdes e largas, troncos densos e delgados e solo coberto por uma camada de húmus, além dos tabuleiros litorâneos, que predominam em áreas modificadas pela ação humana. O pouco da vegetação original que restou encontra-se protegido.[15] O município possui, em sua lei orgânica, um código ambiental, publicado com o objetivo de preservar as áreas ainda remanescentes e promover o desenvolvimento sustentável.[22]

Segundo estudos divulgados em 2009, na fauna municipal foram cadastradas 98 espécies de aves, 70 de artrópodes, dezessete de mamíferos e nove de anfíbios,[23] entre as quais estão o chorozinho-de-papo-preto e o patinho-do-nordeste (aves ameaçadas de extinção, comuns em áreas verdes); morcegos das famílias phyllostomidae e vespertilionidae (mamíferos); a cobra-coral-verdadeira e o teiú (répteis). Já na flora foram encontradas 59 espécies de árvores, sendo as principais o pau-brasil, a sapucaia, o louro-canela, a pitombeira e o goiti-trubá.[23]

Parnamirim possui seis unidades de conservação ambiental: o Parque das Exposições, a unidade de Emaús, a lagoa do Jiqui, a praia de Cotovelo e o cajueiro de Pirangi,[24] além de zonas de proteção ambiental, definidas pelo plano diretor, que se dividem em três subzonas distintas.[25]

DemografiaEditar

Crescimento populacional
Censo Pop.
197014 502
198026 36281,8%
199163 312140,2%
2000124 69096,9%
2010202 45662,4%
Est. 2020267 03631,9%
Censos demográficos
do IBGE (1970-2010)[26]

Com 202 456 habitantes no último censo, Parnamirim era o terceiro município mais populoso do Rio Grande do Norte, depois de Natal e Mossoró, possuindo uma densidade demográfica de 1 638,14 hab/km².[2] Todos os habitantes viviam na zona urbana, não havendo, portanto, área rural. De acordo com o mesmo censo, 52,09% da população eram do sexo feminino e 47,91% do sexo masculino,[27] resultando em uma razão de sexo de aproximadamente 92 homens para cada cem mulheres.[28] Quanto à faixa etária, 71,55% da população tinham entre 15 e 64 anos, 23,78% menos de quinze anos e 4,68% 65 anos ou mais.[29]

 
Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Parnamirim.

Em relação à religião, 62,99% dos habitantes eram católicos apostólicos romanos, 23,73% evangélicos e 2,13% espíritas. Outros 8,51% declararam não seguir nenhuma religião. Demais denominações somavam 2,64%. Na Igreja Católica, Parnamirim pertence à Arquidiocese de Natal e possui Nossa Senhora de Fátima como padroeira.[30] Há também os mais diversos credos protestantes ou reformados, sendo a Assembleia de Deus, a Igreja Batista e a Igreja Universal do Reino de Deus as principais denominações.[31]

Parnamirim apresenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) do Rio Grande do Norte. Em 2010, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), seu valor era 0,766, ocupando a 274ª colocação no Brasil. Considerando apenas a longevidade, o índice é 0,825, o índice de renda é 0,750 e o de educação 0,726.[3] No mesmo ano, 88,2% da população viviam acima da linha de pobreza, 8,2% entre as linhas de indigência e pobreza e 3,7% abaixo da linha de indigência, ao passo que o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era 0,55. Ainda em 2010, os 20% mais ricos contribuíam com 59,7% da renda municipal, enquanto os mais pobres apenas 3%. Entre 2000 e 2010, o percentual da população que vivia com renda domiciliar per capita inferior 140 reais caiu de 27% para 11,8%, apresentando uma redução de 56,2%.[32][33]

Etnias e migraçãoEditar

Na pesquisa de autodeclaração do censo de 2010, 48,31% dos habitantes eram brancos, 46,15% pardos, 4,44% pretos, 1% amarelos e 0,1% indígenas.[34] Sua composição étnica se deve às influências dos colonizadores da região a partir do século XIX.[11] Logo no início deste período, Parnamirim recebeu principalmente imigrantes portugueses que colonizavam aquelas terras, que eram distribuídas pela Coroa Portuguesa a todos os que tinham interesse em participar do processo de colonização. O objetivo da Coroa era colonizar as novas terras com interesses puramente mercantis para a produção de cana-de-açúcar, produto que tinha alto valor na Europa e exigia grandes faixas de terra.[11]

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da Grande Natal fez com que Parnamirim atraísse pessoas de outras partes do Rio Grande do Norte ou mesmo do Brasil.[35] Isso se deve ao fato de existir em Parnamirim, assim como em outros municípios da região metropolitana, nos entornos de Natal, uma maior capacidade de absorção de forasteiros que vem em busca de trabalho na capital potiguar.[35][36] Grande parte dos novos habitantes vão para as áreas próximas à capital, o que fez com que surgisse uma conurbação entre as duas cidades.[36]

Política e subdivisõesEditar

O poder executivo do município de Parnamirim é representado pelo prefeito auxiliado pelo seu gabinete de secretários.[37] O primeiro prefeito do município foi Deoclécio Marques de Lucena, entre 10 de janeiro de 1959 e 31 de janeiro de 1960, nomeado pelo governador Dinarte Mariz,[38] e o atual é Rosano Taveira da Cunha, do Partido Republicano Brasileiro (PRB),[39] eleito nas eleições municipais de 2016 com 44,76% dos votos válidos,[40] tendo como vice Elienai Dantas Cartaxo, do Partido Trabalhista Nacional (PTN).[41] O poder legislativo é representado pela câmara municipal,[37] formada por dezoito vereadores.[42] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias).[37]

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também conselhos municipais em atividade: assistência social, direito das mulheres, educação, FUNDEB, idoso, turismo e tutelar.[15][43] Parnamirim se rege por sua lei orgânica, promulgada em 2 de abril de 1990,[37] e é sede de uma comarca do poder judiciário estadual, de segunda entrância.[44] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município possuía, em novembro de 2016, 109 019 eleitores (4,544% do eleitorado do Rio Grande do Norte), divididos em duas zonas eleitorais (48ª e 50ª).[45]

O município de Parnamirim se divide em 24 [46]bairros oficiais, sendo Nova Parnamirim, na divisa com Natal, o maior deles, com uma população de 54 076 pessoas em 2010, e Parque do Jiqui o menor, com 1 636 habitantes.[46] Há ainda a "área de expansão", onde se situa o Comando Aéreo de Treinamento (CATRE); a área do antigo Aeroporto Augusto Severo e outra área do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.[47][48]

EconomiaEditar

O Produto interno bruto (PIB) de Parnamirim é o terceiro maior do estado (superado apenas por Natal e Mossoró) e o segundo maior de sua microrregião[4] (superado apenas por Natal). Nos dados do IBGE de 2011 o município possuía R$ 2 709 922 mil no seu Produto Interno Bruto.[4] Desse total 429 357 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.[4] O PIB per capita é de R$ 13 001,84.[4]

Setor primário
Produção de feijão, milho e cana-de-açúcar (2007)[49]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Milho 150 90
Feijão 300 165
Cana-de-açúcar 600 14
 
Comércio na Avenida Brig. Everaldo Breves, no centro de Parnamirim.

A agricultura é o setor que tem menos participação na economia de Parnamirim. De todo o PIB da cidade 20 982 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária. Segundo o IBGE em 2009 o município possuía um rebanho de 7 580 bovinos, 160 equinos, 1 590 suínos, 680 caprinos, 22 asinos, 55 muares, 1 510 ovinos, e 411 594 aves, dentre estas 219 471 galinhas e 192 123 galos, frangos e pintinhos. Em 2009 a cidade produziu 2,603 milhões de litros de leite de 2 410 vacas. Foram produzidos 4 326 dúzias de ovos de galinha e 56 mil dúzias de ovos de codorna. Na lavoura temporária são produzidos principalmente o milho (86 toneladas), mandioca (1 968 toneladas), o feijão (146 toneladas) e a cana-de-açúcar (14 520 toneladas).[49]

Setor secundário

A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 310 041 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[4] Grande parte deste valor é originário do Distrito Industrial. Está instalado às margens da BR-101 e é composto de várias empresas de diferentes ramos e chegou inclusive a ter a primeira fábrica de Coca-cola do país. É um distrito industrial/misto, pois possui empresas de pequeno, médio e grande porte.[50][51]

Setor terciário

A prestação de serviços rende 1 081,317 reais ao PIB municipal.[4] O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB da cidade. De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2008, 2.958 unidades locais, 2.890 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 55 994 trabalhadores, sendo 29,678 pessoal ocupado total e 26,316 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 332 401 reais e o salário médio mensal de todo município era de 2,4 salários mínimos.[49]

InfraestruturaEditar

Em 2010, o município possuía 99,48% de seus 60 344 domicílios com água encanada,[52] 99,81% com eletricidade[53] e também 98,81% com coleta de lixo.[54] Na última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada em 2017, a rede de abastecimento de água de Parnamirim tinha 333 quilômetros de extensão, com 79 206 ligações ou economias, das quais 76 347 residenciais. Em média eram tratados 66 022 m³/dia de água, sendo que apenas 31 373 m³ chegavam aos locais de consumo, resultando em um índice de perdas de 52,5%. O índice de consumo per capita diário chegava a 396,1 litros por economia. Por sua vez a rede coletora de esgoto tinha apenas 31 quilômetros, com 1 096 m³ tratados em média.[55]

Os serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto de Parnamirim são ambos realizados pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), que possui dois escritórios na cidade,[56] e a concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica é a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), do Grupo Neoenergia, presente em todos os municípios do Rio Grande do Norte.[57] A voltagem nominal da rede é de 220 volts.[58] Há cobertura de quatro operadoras de telefonia: Claro,[59] Oi,[60] TIM[61] e Vivo,[62] sendo 084 o código de área (DDD).[63] No último censo, 60,67% dos domicílios tinham apenas telefone celular, 33,72% celular e telefone fixo, 1,43% apenas o fixo e 4,17% não possuíam nenhum.[64] O código de endereçamento postal (CEP) varia na faixa de 59140-001 a 59161-999.[65]

A frota municipal em 2020 possuía 62 809 automóveis, 28 621 motocicletas, 7 048 caminhonetes, 3 860 camionetas, 2 527 utilitários, 2 389 caminhões, 2 288 motonetas, 1 699 reboques e 3 012 em outras categorias, totalizando 114 253 veículos.[66] No transporte rodoviário, Parnamirim é cortado por três rodovias, duas federais (BR-101 e BR-304) e uma estadual (RN-063, Rota do Sol).[67] Parnamirim possui o Aeroporto Internacional Augusto Severo, ao lado da Base Aérea de Natal, operando exclusivamente com aviação militar[68] desde que foi desativado para a aviação civil e comercial em 31 de maio de 2014, quando foi substituído pelo Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.[69] No transporte ferroviário, é servido pela linha sul do Sistema de Trens Urbanos de Natal,[70] possuindo duas estações: Jardim Aeroporto e Parnamirim.

SaúdeEditar

A rede de saúde de Parnamirim inclui 31 unidades básicas de saúde (UBS), quatro centros de atenção psicossocial (CAPS) e dois hospitais gerais (agosto de 2018),[71] sendo eles o Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena (estadual)[72] e o Hospital Maternidade do Divino Amor (municipal),[73] sendo o primeiro o maior deles, realizando atendimento 24 horas por dia em regime de plantão e atendendo ao Sistema Único de Saúde (SUS) em várias especialidades, dentre as quais ortopedia, no qual é referência.[74][75] Com 92 leitos para internação (julho de 2021),[76] foi inaugurado em 9 de agosto de 2004[77] e é mantido pela Secretaria da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (SESAP-RN).[78]

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, Parnamirim possuía em 2008, um total de 345 profissionais de saúde residentes no próprio município, sendo 174 deles agentes de saúde, dez assistentes sociais, 101 auxiliares de enfermagem, 32 auxiliares de consultório dentário, 24 enfermeiros, dois clínicos gerais e dois nutricionistas. Já entre os profissionais de saúde residentes fora do município, existia um total de 405 pessoas, sendo quatro agentes de saúde, 43 auxiliares de enfermagem, 25 bioquímicos, 52 dentistas, 65 enfermeiros, treze fisioterapeutas, trinta ginecologistas, seis cardiologistas, cinco clínicos gerais, 46 pediatras, seis nutricionistas, dezenove ortopedistas, nove psicólogos, onze oftalmologistas e nove radiologistas, além de outras 36 pessoas que trabalhavam em outras profissões de saúde.[15]

EducaçãoEditar

A rede de estabelecimentos educacionais de Parnamirim abrange todos os níveis de ensino, desde a educação básica até o ensino médio, nas esferas pública e privada, com um total de 49 216 matrículas (censo escolar 2020), a maior parte de ensino fundamental.[79] Dentre as instituições de ensino superior estão a Faculdade Maurício de Nassau (UNINASSAU); a Faculdade Metropolitana de Ciências e Tecnologia (FAMEC), antes Faculdade União Americana; a Faculdade UNIRB Parnamirim, antiga Faculdade de Gestão e Negócios de Parnamirim; o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Universidade Potiguar (UnP).[80]

O fator "educação" do IDH-M no município atingiu em 2010 a marca de 0,726, ao passo que a taxa de alfabetização da população acima dos dez anos indicada pelo último censo demográfico do mesmo ano foi de 92,4% (93,1% para as mulheres e 91,7% para os homens).[81] Dentre os bairros, a maior taxa era verificada na Cohabinal (97,3%) e em Nova Parnamirim (96,3%) e as menores em Santa Tereza (85,4%) e Liberdade (85,1%).[82] A expectativa de anos de estudo era 10,24 anos em 2010, valor superior à média estadual (9,54 anos).[83]

As taxas de conclusão dos ensinos fundamental (15 a 17 anos) e médio (18 a 24 anos) eram de 59,99% e 59,63%, respectivamente.[84] Por sua vez, o fluxo escolar de crianças entre cinco e seis anos na escola era de 95,74% e, de onze a treze anos cursando os anos finais do ensino fundamental, chegava a 89,15%. Entre os jovens, esses valores eram de 62,24% na faixa de quinze a dezessete anos com fundamental completo e 52,5% de dezoito a vinte anos com ensino médio completo. Considerando-se apenas a população com idade maior ou igual a 25 anos, 65,19% tinham ensino fundamental completo, 52,59% o médio completo, 9,86% eram analfabetos e 16,55% possuíam superior completo.[83] Dados mais recentes, de 2014, apontaram que a taxa de evasão no ensino fundamental era de 3,9%, alcançando 10,7% no ensino médio.[83]

CulturaEditar

A responsável pelo setor cultural de Parnamirim é a Fundação Parnamirim de Cultura, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições.[85]

ArtesEditar

 
Apresentação do espetáculo Nas Asas da História de 2008.

No cenário teatral de Parnamirim, destacam-se o Cine Teatro Municipal Paulo Barbosa da Silva, um dos mais recentes espaços culturais do estado do Rio Grande do Norte, inaugurado em setembro de 2014 e com capacidade para mais de 500 pessoas.[86][87] Também se destacam os serviços disponibilizados pelos órgãos municipais. A Fundação Parnamirim de Cultura, por exemplo, ajuda anualmente, em maio, nas comemorações da festa de Nossa Senhora de Fátima. Em 2011 também houve a organização da opereta Oratório de Nossa Senhora de Fátima, em homenagem à santa padroeira da cidade, além de espetáculos teatrais e shows religiosos.[88] A Fundação ainda organiza todos os anos, desde 2006, o espetáculo Nas Asas da História, que conta em forma de teatro à população sobre a história da cidade, sendo exibido em vários bairros e distritos nos meses de dezembro, nas proximidades do aniversário de emancipação política.[88] O Projeto de Leitura Conto e Encanto é realizado desde 2009 e conta com a exibição de peças infantis às crianças de 2 a 6 anos nos Centros Infantis de Parnamirim.[89]

O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural parnamirinense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos, ou mesmo a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, como a Feira de Artesanato da Praça Paz de Deus, realizada anualmente em maio.[90][91]

Turismo e eventosEditar

Parnamirim ainda conta com diversos pontos turísticos por toda a cidade, que vão desde construções até atrativos naturais. O Planetário Aluísio Alves foi inaugurado em dezembro de 2008 e conta com 53 cadeiras dispostas ao redor de um aparelho semelhante a um semiglobo, sendo um dos únicos do Nordeste brasileiro. Realiza palestras sobre astronomia e cursos práticos.[92] O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno é uma base da Força Aérea Brasileira (FAB) para lançamentos de foguetes, contando ainda com uma praia e um museu aeroespacial.[93] O Mercado Público Municipal é uma das principais áreas de comércio popular da cidade, vendendo produtos como roupas, sapatos e alimentos.[93] O Parque Aluízio Alves foi inaugurado em 18 de março de 2007 e faz parte de um complexo que conta com uma fonte luminosa, banheiros, pista de skate, playgroud e teatro de arena, além de um pequeno rio artificial e uma réplica do Pico do Cabugi e uma estátua em tamanho natural do ex-governador potiguar Aluízio Alves.[93]

As praias de Cotovelo e de Piranji são alguns dos principais atrativos naturais, e têm boa arborização e estrutura, além de falésias e possuirem relevante valor paisagístico. A segunda citada ainda destaca-se pelos Parrachos de Pirangi e abriga o cajueiro de Pirangi, que tem 10 mil m² quadrados de copa e já foi o maior do mundo, tendo entrado em 1994 para o Guiness Book.[93] Atualmente tramita-se a poda parcial da árvore, que estaria causando lentidão do trânsito da região, já que os galhos estão atingindo a Rota do Sol, o que está gerando polêmica entre a população.[94]

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Parnamirim, juntamente ou não com empresas locais, investe no segmento de festas e eventos. Essas festas, muitas vezes atraem pessoas de outras cidades, exigindo uma melhor infraestrutura no município e estimulando a profissionalização do setor, o que é benéfico não só aos turistas, mas também a toda população da cidade. As atividades ocorrem durante o ano inteiro. Dentre elas destaca-se o a Exposição de Animais e Máquinas Agrícolas do Rio Grande do Norte, mais conhecida como "Festa do Boi". Maior evento de agronegócio do estado[95] onde também são realizados exposição de animais, concursos, leilões e muitos negócios, além de uma movimentada programação cultural incluindo principalmente shows de vários artistas.[96]

EsportesEditar

 
Ginásio da Cohabinal.

Assim como em grande parte do país, em Parnamirim o esporte mais popular é o futebol. Um importante clube da cidade é o Potiguar de Parnamirim, fundado dia 11 de fevereiro de 1945.[97] Manda seus jogos no Estádio Tenente Luiz Gonzaga, mais conhecido como Gonzagão, que ainda é o principal da cidade, fundado em 9 de janeiro de 2001 e que hoje conta com capacidade de até cerca de 8 000 pessoas.[98] Outro time igualmente importante é o Parnamirim Sport Club, fundado em 14 de julho de 1985. Há também o Parnamirim Futebol Clube.[99]

A Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (SETEL) é o órgão público responsável por planejar e comandar a vida esportiva e os setores do lazer e turismo no município de Parnamirim.[100] Além dos clubes de futebol citados na cidade também há equipes em outras modalidades esportivas, como futsal, atletismo, vôlei, futebol de areia, queimada, ciclismo, handebol e bissicros. Dentre as competições, uma das principais é os Jogos Escolares de Parnamirim, organizados desde 2004 e que reúnem anualmente mais de mil alunos de escolas públicas e particulares que se enfrentam em diversas modalidades.[101]

FeriadosEditar

Segundo a Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN), em Parnamirim há dois feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos. Os feriados municipais são: o dia da padroeira Nossa Senhora de Fátima, 13 de maio, e o dia da emancipação política do município, comemorado em 17 de dezembro.[102]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c d IBGE. «Brasil / Rio Grande do Norte / Parnamirim». Consultado em 6 de julho de 2021 
  3. a b c Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Consultado em 4 de setembro de 2013 
  4. a b c d e f g h IBGE. «Produto Interno Bruto dos Municípios 2018». Consultado em 3 de janeiro de 2021 
  5. «Parnamirim Field – Último Pouso». Jornal de Hoje. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2011 
  6. Alex Fernandes e Isaac Lira (15 de agosto de 2010). «Fotos revelam cotidiano de militares». Tribuna do Norte. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2011 
  7. a b «Parnamirim emenda com Natal e recebe imigrantes de todo o RN». Estadão. 28 de novembro de 2010. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2011 
  8. Maiara Felipe (9 de janeiro de 2011). «Crescimento de Parnamirim assusta e cria série de desafios». Diário de Natal. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2011 
  9. «Um "prolongamento" da Zona Sul de Natal». Diário de Natal. 9 de janeiro de 2011. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 27 de outubro de 2011 
  10. Eduardo de Almeida Navarro. «VOCABULÁRIO TUPI-PORTUGUÊS DO CURSO ELEMENTAR DE TUPI ANTIGO». Consultado em 15 de junho de 2014 
  11. a b c d e f g h i j k l m Carlos Peixoto (22 de outubro de 2003). «A História de Parnamirim» (PDF). Prefeitura Municipal de Parnamirim - Rio Grande do Norte. Consultado em 21 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 3 de outubro de 2011 
  12. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 29 de março de 2019. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2017 
  13. IBGE (2016). «Divisão Territorial Brasileira 2016». Consultado em 29 de março de 2019 
  14. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) (2015). «Áreas Urbanas no Brasil em 2015». Consultado em 16 de dezembro de 2020 
  15. a b c d e f g h Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA-RN) (2008). «PARNAMIRIM» (PDF). Consultado em 24 de maio de 2014 
  16. a b Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). «Monitoramento pluviométrico». Consultado em 24 de maio de 2014 
  17. Francisca Alves de Lima (2005). «PIUM E SUA HISTÓRIA». Consultado em 18 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 18 de outubro de 2011 
  18. Cynthia Romariz Duarte, Reinaldo Antonio Petta, Cleyber Nascimento de Medeiros e Ludmagna Pereira Araújo. «MAPEAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DA BACIA DO RIO PITIMBU (RN)» (PDF). Consultado em 13 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 18 de outubro de 2011 
  19. «Após seca, Lagoa do Jiqui transborda». Tribuna do Norte. 16 de maio de 2013. Cópia arquivada em 22 de junho de 2013 
  20. a b «CLIMATOLOGIA PARA Parnamirim-RN». Consultado em 4 de outubro de 2018. Cópia arquivada em 5 de outubro de 2018 
  21. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). «Ranking de municípios». Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT). Consultado em 6 de julho de 2021 
  22. «Novo código ambiental entra em vigor». Prefeitura Municipal de Parnamirim (RN). 17 de agosto de 2011. Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011 
  23. a b Flávio Helrique Cunha de Farias (2009). «Caracterização geológica e zoneamento ambiental do Parque Estadual do Jiquí - RN/Brasil: Subsídios ao plano de maneio» (PDF). Universidade de Lisboa (UL). Consultado em 19 de novembro de 2011. Cópia arquivada em 19 de novembro de 2011 
  24. Tamms Maria da Conceição Morais (2008). «A dinâmica da produção habitacional de Parnamirim/RN». Vitruvius. Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011 
  25. «PLANO DIRETOR DE PARNAMIRIM» (PDF). Prefeitura Municipal de Parnamirim (RN). 2000. Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011 
  26. Confederacão Nacional dos Municípios (CNM). «Demografia - População Total». Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011 
  27. IBGE. «Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo - Sinopse». Consultado em 6 de julho de 2021 
  28. IBGE. «Razão de sexo, população de homens e mulheres, segundo os municípios – 2010». Consultado em 6 de julho de 2021 
  29. «Parnamirim, RN». Consultado em 6 de julho de 2021 
  30. Wallace (8 de maio de 2011). «Paróquia de Parnamirim vive a festa da padroeira». Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2011 
  31. «Tabela 2094 - População residente por cor ou raça e religião». IBGE. 2000. Consultado em 6 de julho de 2021 
  32. «ODS 01 Erradicação da pobreza». Consultado em 6 de julho de 2021 
  33. «ODS 10 Redução de desigualdades». Consultado em 6 de julho de 2021 
  34. IBGE (2010). «Tabela 2093 - População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade - Características Gerais da População». Consultado em 6 de julho de 2021 
  35. a b Lara de Melo Barbosa (25 de maio de 2005). «A dinâmica populacional da Região Metropolitana de Natal». Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Consultado em 21 de outubro de 2011 
  36. a b Estadão (28 de novembro de 2010). «Parnamirim emenda com Natal e recebe imigrantes de todo o RN». Consultado em 21 de outubro de 2011 
  37. a b c d «Lei Orgânica do Município de Parnamirim (RN)» (PDF). Consultado em 18 de maio de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 8 de abril de 2014 
  38. «Deoclécio Marques de Lucena». Prefeitura de Parnamirim. Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2017 
  39. «Prefeito». Prefeitura de Parnamirim. Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2017 
  40. Rafael Nicácio (2 de outubro de 2016). «Eleições 2016 Parnamirim (RN): Rosano Taveira é eleito prefeito da cidade». Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2016 
  41. «Vice Prefeita». Prefeitura de Parnamirim. Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2017 
  42. «TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DIPLOMA 18 VEREADORES EM PARNAMIRIM». Prefeitura de Parnamirim. 13 de dezembro de 2016. Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2017 
  43. «CONSELHOS». Prefeitura de Parnamirim. Consultado em 12 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 10 de janeiro de 2017 
  44. «Consulta de Comarcas e Juízes». Consultado em 19 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 5 de julho de 2008 
  45. «Estatísticas do eleitorado – Consulta por município/zona». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 26 de maio de 2014 
  46. a b «Consultoria Especializada para Elaboração do Plano de Mobilidade Urbana do Município de PARNAMIRIM/RN» (PDF). Prefeitura de Parnamrim. 2015. Consultado em 04 de julho de 2020  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  47. «Divisão dos Bairros». Prefeitura Municipal de Parnamirim (RN). Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  48. «Divisão dos bairros e praias». Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  49. a b c «Rio Grande do Norte >> Parnamirim». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de julho de 2015 
  50. «Parnamirim». Adoro Viagem. Consultado em 26 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2011 
  51. «Indústrias em Distrito Industrial, Parnamirim, RN». Consultado em 26 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 26 de outubro de 2011 
  52. IBGE (2010). «Tabela 2065 - Domicílios particulares permanentes, por existência de água canalizada e forma de abastecimento de água». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  53. IBGE (2010). «Tabela 3217 - Domicílios particulares permanentes e Moradores em domicílios particulares permanentes, por situação do domicílio, segundo a forma de abastecimento de água, o destino do lixo e a existência de energia elétrica». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  54. IBGE (2010). «Tabela 3503 - Domicílios particulares permanentes, por tipo de material das paredes externas, segundo o número de cômodos, a existência de água canalizada e forma de abastecimento de água, o destino do lixo, a existência de energia elétrica e a existência de alguns bens duráveis». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  55. IBGE (2017). «Pesquisa Nacional de Saneamento Básico». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  56. Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN). «Carta de serviços ao cidadão» (PDF). Consultado em 14 de outubro de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 5 de julho de 2021 
  57. «COSERN». Consultado em 14 de outubro de 2021. Cópia arquivada em 16 de janeiro de 2021 
  58. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) (11 de março de 2016). «Tensões Nominais». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  59. «Mapa de cobertura Claro». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  60. «Mapa de Cobertura». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  61. «Mapa de Cobertura». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  62. «Área de cobertura». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  63. «Listas de códigos DDD da região Rio Grande do Norte (RN)». Consultado em 14 de outubro de 2021. Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2012 
  64. IBGE (2010). «Tabela 3516 - Domicílios particulares permanentes, por existência de telefone, segundo a situação do domicílio e as classes de rendimento nominal mensal domiciliar per capita». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  65. «Faixas de CEP» (PDF). Consultado em 14 de outubro de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 14 de outubro de 2021 
  66. IBGE (2020). «Frota de veículos». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  67. «Rodovias do Rio Grande do Norte». R7. 26 de setembro de 2009. Consultado em 20 de fevereiro de 2011. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  68. «Tribuna do Norte - FAB vai assumir o Augusto Severo». tribunadonorte.com.br 
  69. «Aeroporto Augusto Severo, no RN, é desativado para voos comerciais». Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 11 de agosto de 2014 
  70. «Natal». Consultado em 6 de julho de 2021 
  71. «Infraestrutura Urbana & Social - Parnamirim - RN». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  72. «Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  73. «Hospital Maternidade do Divino Amor». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  74. «Hospital Regional Deoclécio Marques recebe visita técnica do Sinmed RN». 28 de agosto de 2019. Consultado em 14 de outubro de 2021. Cópia arquivada em 15 de outubro de 2021 
  75. «Em Parnamirim, Hospital Deoclécio Marques ganhará 66 novos leitos». Agora RN. 20 de agosto de 2021. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  76. «Hospitalar». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  77. «Hospital Dr. Deoclécio Marques de Lucena - Parnamirim». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  78. «Caracterização». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  79. IBGE (2020). «Censo escolar - sinopse». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  80. Ministério da Educação. «Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  81. «Tabela 1383 - Taxa de alfabetização das pessoas de 10 anos ou mais de idade por sexo». IBGE. 2010. Consultado em 14 de outubro de 2021 
  82. IBGE (2010). «Tabela 1383 - Taxa de alfabetização das pessoas de 10 anos ou mais de idade por sexo». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  83. a b c «Educação». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  84. «ODS 04 Educação de qualidade». Consultado em 14 de outubro de 2021 
  85. Prefeitura. «Fundação Parnamirim de Cultura». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  86. «Cine Teatro Paulo Barbosa da Silva será inaugurado semana que vem». 20 de setembro de 2014. Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  87. «Cine Teatro Municipal de Parnamirim é inaugurado». 25 de setembro de 2014. Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 12 de julho de 2015 
  88. a b Prefeitura (2009). «Cultura». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  89. Prefeitura (5 de outubro de 2011). «Educação promove Mostra de Teatro». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  90. Prefeitura (3 de maio de 2010). «Artesãos de Parnamirim expõem na Praça Paz de Deus». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  91. Prefeitura (27 de janeiro de 2010). «Artesanato de Parnamirim é destaque na Fiart». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  92. Prefeitura. «Atrações Turísticas - Planetário». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  93. a b c d Prefeitura. «Atrações Turísticas». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  94. Luciana Ribeiro (18 de janeiro de 2011). «Poda de maior cajueiro do mundo vira briga na Justiça no RN». Folha.com. Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  95. Thyago Macedo (12 de outubro de 2008). «Festa do Boi é aberta e RN é reclassificado para território livre de médio risco de aftosa». No Minuto. Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  96. Diário de Natal (28 de agosto de 2010). «Definida programação de shows da Festa do Boi 2010; confira». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  97. O Gol. «Potiguar Esporte Clube». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  98. O Gol. «Ten. Luís Gonzaga». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  99. Futebol Potiguar (21 de setembro de 2009). «Clubes da 1º Divisão RN 1919/2009». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  100. Prefeitura. «Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer - SETEL». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  101. Prefeitura (25 de agosto de 2010). «Alunos da Erivan França estão na final dos JEMPS». Consultado em 22 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 22 de outubro de 2011 
  102. Associação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (AMPERN) (2010). «Feriados Municipais das Comarcas do RN – Ano 2010». Consultado em 1 de outubro de 2011 

Ligações externasEditar