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Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso (nascido Lhamo Döndrub, em tibetano: ལྷ་མོ་དོན་འགྲུབ་,; Wylie: Lha-mo Don-'grub; no dialeto de Lassa: AFI[l̥ámo tʰø̃ ̀ɖup]; [1] Taktser, 6 de julho de 1935) é o 14.º e atual Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano. Considerado a reencarnação do bodisatva da compaixão, Tenzin Gyatso é monge e geshe (doutor) em filosofia budista, recebeu o Nobel da Paz e foi agraciado com mais de 100 títulos honoris causa.[carece de fontes?].

Tenzin Gyatso Medalha do prêmio Nobel
Dalai Lama
Tenzin Gyatso, o 14.º Dalai Lama em Trento, abril de 2013
Reinado 17 de novembro de 1950(presente)
Antecessor(a) Thubten Gyatso
Título(s) Sua Santidade, o Grande Lama
Nome completo
Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso
Nascimento 6 de julho de 1935 (81 anos)
  Taktser, Tibete
Pai Choekyong Tsering
Mãe Diki Tsering

Índice

VidaEditar

Como 14.º Dalai Lama, líder e mentor do povo tibetano. Considerado por muitos uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, procura estabelecer o diálogo e difundir a necessidade da compaixão no cenário mundial contemporâneo.

Em 1959 foi obrigado a abandonar o Tibete, altura em que este é invadido pela República Popular da China. Disfarçado de soldado e na companhia de familiares, conseguiu atravessar a fronteira da Índia e assim evitou ser capturado pelos chineses. Instala-se em Dharamsala a convite do governo de Jawaharlal Nehru, e aí constituiu o governo tibetano no exílio, onde ainda permanece.

Não saiu da Índia até 1967, quando visitou pela primeira vez o Japão e a Tailândia. Estava dado o primeiro passo daquilo que se tornou na sua peregrinação ininterrupta pelo mundo, durante a qual luta pelos direitos humanos no mundo mas em especial no Tibete. Luta, mas sempre recorrendo a processos pacíficos, respeitando a doutrina da não violência (a mesma lei defendida por Mahatma Gandhi), pelo que é reconhecido internacionalmente através da atribuição do Nobel da Paz em 1989. O prémio leva a que a causa receba mais atenção e apoiantes, ao mesmo tempo que provoca um embaraço ao regime de Pequim.

Mais tarde deixa de lutar pela independência da Tibete, e passa a propor o Tibete como região autónoma da China, com verdadeira autonomia que lhe permita conservar e viver a sua cultura, incluindo a religião (o que actualmente não lhes é permitido, o regime chinês considera que a religião é uma doença para mente).

É reconhecido internacionalmente, em todo o mundo, como líder espiritual do Tibete, mas os governos de muitos dos países que visita evitam contactos oficiais com a Sua Santidade para não ferirem sensibilidades chinesas.

Pesquisador infatigávelEditar

Pesquisador infatigável, abriu as portas para o encontro da ciência com a espiritualidade quando, em 1987, reuniu-se durante uma semana com cinco cientistas ocidentais para debater a proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas. A partir dali, criaram-se centros e fóruns internacionais onde a experiência espiritual é estudada e acolhida como aspiração genuína de um saber que revela novos espaços de consciência e expressão.

Cidadão planetário, manifesta especial interesse pelas pontes, articulações, sinapses, desafiando ortodoxias que retardam o exercício da vocação humana para o cuidado mútuo, a convivialidade e a cooperação. Nesse sentido apela para que cada um de nós aprenda a trabalhar em benefício não só de si próprio sua família ou nação, mas em prol da humanidade como um todo.

Afirma que a responsabilidade é a chave para a sobrevivência do humano e é a melhor garantia para implementar os valores universais e a paz.

É membro do Comité da patrocínio da Coordenação internacional para o Decênio da cultura da não-violência e da paz.

Em 17 de outubro de 2007, o Dalai Lama foi causa de grandes protestos diplomáticos por parte do governo chinês contra os Estados Unidos, ao ser agraciado com a Medalha de Ouro do Congresso, a maior honraria civil outorgada pelo país, e que lhe foi entregue em cerimónia pelo presidente George W. Bush.

Recentemente, em março de 2008, com os conflitos pouco divulgados pela China, a respeito da separação do Tibete, o Dalai Lama ameaçou renunciar ao cargo de líder político tibetano, se continuarem os conflitos, ficando apenas com a ocupação de líder espiritual do povo do Tibete. Ele tem tido declarações polêmicas, como a de defender a auto defesa até com arma de fogo, desde que o usuário não atire em partes letais do corpo.[2]

Referências

  1. Em chinês simplificado: 拉莫顿珠; em chinês tradicional 拉莫頓珠.; em pinyin: Lāmò Dùnzhū.
  2. Dalai Lama urges students to shape world

Ligações externasEditar

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  Categoria no Commons
Precedido por
Thubten Gyatso
Dalai Lama
1935 - atualmente
reconhecido em 1937 e entronizado em 1940
Sucedido por
atual
Precedido por
Forças de manutenção da paz das Nações Unidas
Nobel da Paz
1989
Sucedido por
Mikhail Gorbachev
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