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Guerra Civil Iugoslava

(Redirecionado de Guerras da Iugoslávia)
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre os conflitos militares resultantes da dissolução da Iugoslávia. Para relato dos eventos que implicaram na destruição do Estado iugoslavo, veja dissolução da Iugoslávia.
Guerras Iugoslavas
Collage Yugoslav wars.jpg
Da esquerda para direita, sentido horário: soldados e policiais eslovenos transportando prisioneiros do JNA; um tanque M-84 iugoslavo danificado durante a batalha de Vukovar; armamentos antitanque durante o cerco de Dubrovnik; covas das vítimas do massacre de Srebrenica de 1995; um veículo blindado da ONU em Sarajevo durante o cerco da cidade.
Data 31 de março de 199112 de novembro de 2001
(10 anos, 7 meses, 1 semanas e 5 dias)
Local Iugoslávia (Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Macedônia, Kosovo)
Desfecho Desintegração da RSF da Iugoslávia e formação dos Estados sucessores
Total de mortos: c. 130 000 – 140 000[1][2]
Deslocados internamente: c. 4 000 000[1]

A Guerra Civil Iugoslava (português brasileiro) ou Jugoslava (português europeu) é o nome dado a uma série de violentos conflitos bélicos ocorridos no território da antiga República Socialista Federativa da Iugoslávia, que ocorreram entre 1991 e 2001. Para a maior parte, o conflito foi motivado pela ideia de serem realizadas diversas limpezas étnicas em áreas majoritariamente povoadas por sérvios, dentro da Iugoslávia, e uma eventual união destas áreas com a Sérvia propriamente dita, criando assim um Estado povoado por uma esmagadora maioria de etnia sérvia. A ideia de uma "Grande Sérvia", foi a motivação e a meta principal para muitos dos combatentes sérvios e voluntários envolvidos no conflito. Dezenas de milhares de não sérvios foram mortos (mais de cem mil pessoas morreram no conflito) e centenas de milhares tiveram de fugir de suas casas, numa guerra que deixou um rastro de extrema violência. Os croatas e bósnios, em particular, alegaram que o estabelecimento de um Estado foi resultado da ambição dos dirigentes sérvios, e incluiu esta reivindicação nos respectivas campanhas de guerra.

A guerra civil terminou com grande parte da antiga Iugoslávia reduzida à pobreza, enormes perturbações econômicas e uma instabilidade constante nas áreas aonde ocorreram os piores conflitos.A guerra e seus conflitos subsequentes foram os conflitos mais sangrentos em solo europeu desde o final da Segunda Guerra Mundial. Estes eventos se tornaram extremamente conhecidos pelo grande número de crimes de guerra que envolveram, inclusive um grande número de genocídios.[3] Foram também os primeiros conflitos em mais de cinquenta anos onde foram formalmente julgados genocídios de caráter fundamental, e muitos participantes individuais foram posteriormente acusados de crimes contra a humanidade.[4] O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPIJ) foi criado pela ONU para julgar esses crimes.[5]

De acordo com a ONG Centro Internacional para Justiça Transicional, os conflitos na antiga Iugoslávia deixaram um saldo de mais de 140 000 mortos. Outras 4 milhões de pessoas ficaram temporariamente desalojadas.[1]

Índice

TerminologiaEditar

Termos alternativos em uso incluem a "Guerra dos Balcãs", ou "Guerra na (ou da antiga) Iugoslávia", "Guerras de Secessão iugoslavas ", bem como a "Terceira Guerra dos Balcãs" (um termo de vida curta cunhado pelo jornalista britânico Misha Glenny, aludindo às guerras balcânicas de 1912-1913).[6] Essas guerras foram caracterizadas por amargos conflitos étnicos entre os povos da antiga Iugoslávia, principalmente entre sérvios, de um lado e croatas em uma das frentes de batalha,enquanto que os bósnios e os albaneses estavam no outro.Paralelamente,outros conflitos entre bósnios e croatas na Bósnia estavam acontecendo e também entre albaneses e macedônios na República da Macedónia.Os conflitos desta época tinham suas raízes em problemas políticos subjacentes, uma grave crise financeira ,juntamente com questões culturais e étnico-religiosas que já aconteciam há muito tempo.

 
Os países que compunham a ex-Iugoslávia.

ConflitosEditar

As guerras civis iugoslavas podem ser divididas em três grupos distintos de vários conflitos:

  1. Guerra de Independência Eslovena (1991)
  2. Guerra de Independência Croata (1991-1995)
  3. Guerra da Bósnia (1992-1995)
  4. Guerra croata-bosníaca (1992-1994)
  • Guerras em ocorridas em áreas povoadas por albaneses:
  1. Guerra do Kosovo (1998-1999)
  2. Conflito no sul da Sérvia (1999-2001)
  3. Conflito na Macedônia (2001)
  1. Operação Força Deliberada (bombardeio sobre a República Srpska, 1995)
  2. Operação Força Aliada (bombardeio sobre a Iugoslávia, 1999)

AntecedentesEditar

 
O presidente sérvio Slobodan Milošević com seu desejo inequívoco de defender a unidade dos sérvios, um status de ameaça de cada república rompendo com a federação, além de sua oposição às autoridades albanesas do Kosovo, inflamou ainda mais as tensões étnicas.

As tensões provinham da composição multiétnica do então reino da Iugoslávia e da supremacia econômica e populacional dos sérvios. Estas tensões foram exploradas pelas Potências do Eixo durante a Segunda Guerra Mundial, que estabeleceram um Estado fantoche contendo a maior parte dos territórios da Croácia e da Bósnia e Herzegovina. Foi criado um estado fantoche, o Estado Independente da Croácia e o seu controle foi dado para a organização fascista Ustashe, que conduziu uma política de genocídio contra civis sérvios no território. Por sua vez,uma milicia do exército sérvio,os Chetniks retaliaram os croatas. Ambos foram derrotados por um movimento de tendência comunista e antifascista, os Partisans Iugoslavos, que tinha em sua composição,membros de todos os grupos da área, que resultou na formação da então República Socialista Federativa da Iugoslávia.

Em áreas aonde viviam a população albanesa, o principal motivo dos conflitos era o extremo crescimento populacional dos mesmos,o que tornou os sérvios uma minoria nestas regiões. No caso do Kosovo, alguns sérvios interpretaram este crescimento da influência albanesa como uma perda de suas terras ancestrais.

As Novas Repúblicas e a Guerra CivilEditar

Em janeiro de 1990, o Partido Comunista da Iugoslávia convoca um congresso em Belgrado, em que os membros do partido resolvem aceitar a instalação de um regime multi-partidário no país. Entretanto Milošević não permite outras reformas e as delegações da Eslovênia e da Croácia se retiram do congresso, provocando a dissolução do partido. Em julho do mesmo ano, o Partido Comunista da Sérvia muda o seu nome para Partido Socialista da Sérvia, mas mantém o seu patrimônio, a sua estrutura de poder e o controle sobre a mídia estatal. Milošević também mantém firme controle sobre o partido e aumenta progressivamente seus poderes.[7]

 
O Presidente croata Franjo Tuđman recusou a divisão da Croácia em áreas étnicas,, o que revoltou os nacionalistas sérvios que quiseram permanecer em união com a Sérvia.Isso foi o estopim e da guerra entre croatas e sérvios quando a Croácia declara independência,,cujo o resultado foi o genocídio dos sérvios na Croácia

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Em maio de 1991, os sérvios impediram a posse do croata Stipe Mesic na presidência do país. Temiam que um presidente croata atendesse as reivindicações da Croácia e da Eslovênia, que pretendiam o estabelecimento de uma nova confederação de Estados soberanos. A Sérvia se opôs a esse plano; como reação, em junho de 1991, Eslovênia e Croácia declaram a sua independência. A decisão não foi aceita pelo governo central, dominado pelos sérvios, que ordenou um ataque contra a Croácia e a Eslovênia. Em seguida foi a vez dos muçulmanos da Bósnia e Herzegovina declararem um estado independente. Desgostosos com a perda da cidadania iugoslava, os sérvios, liderados pelo presidente Milošević, entraram em guerra com seus vizinhos, temendo serem desalojados por eles das regiões que ocupavam, algumas delas desde o século XVII, arrastando toda a região para uma guerra intermitente.

Guerra de Independência da Eslovênia e CroáciaEditar

 Ver artigo principal: Guerra dos Dez Dias (1991)
 Ver artigo principal: Guerra de Independência Croata (1991-1995)

Na Eslovênia, a guerra foi curta (ficou conhecida como Guerra dos Dez Dias) e acusou a vitória dos separatistas, que assim garantiram sua independência.[8] Na Croácia, porém, os combates se prolongaram por mais seis meses, com bombardeios aéreos, ofensivas blindadas e disputas corpo a corpo, que causaram muita destruição e milhares de mortes. A independência da Eslovênia e da Croácia foi oficializada em setembro de 1991, mas nem tudo foi resolvido: a população sérvia que habitava a Croácia (cerca de 12% da população total) não aceitava plenamente a separação. Cerca de 25% do território croata é controlado por sérvios, com o apoio do exército iugoslavo até o final da Guerra da Bósnia (1995). Estabeleceram-se aí duas regiões autônomas, que ficaram sob a proteção das forças de paz da ONU. Estimulados por Milošević, em outubro de 1990, os sérvios da região de Krajina, iniciaram seu processo de independência, que culminou com a criação da República Sérvia de Krajina, oficialmente declarada em 28 de fevereiro de 1991. Em 12 de maio, daquele ano, um referendo restrito aos sérvios Krajina decidiu pela independência do controle croata, mas dentro da República da Iugoslávia. Não houve reconhecimento internacional e assim tropas iugoslavas são enviadas à região. Imediatamente, começaram os primeiros confrontos entre sérvios e croatas pela hegemonia da região. Os custos da guerra foram altos. Cerca de 20 mil pessoas morreram no conflito e cerca de 400 mil ficam desabrigadas. As vitórias sérvias levam a ONU a impor sanções econômicas contra a Iugoslávia. Ao final da Guerra da Croácia, deu-se o grande êxodo dos sérvios da Krajina e da Eslavônia Oriental quando mais de 600 mil sérvios são expulsos da Eslovênia e retornaram para a República Sérvia.

Guerra da Bósnia (1992-1995)Editar

 
O Presidente dos sérvios bósnios Radovan Karadžić tinha uma agenda de perseguições agressivas para manter territórios sérvios de serem forçados a separar da Iugoslávia. Os exércitos sérvios bósnios seriam acusados de cometer um grande número de atrocidades como o genocídio do qual foi acusado Karadžić
 Ver artigo principal: Guerra da Bósnia

A desintegração da Iugoslávia continuou com as independências da Macedônia e da Bósnia e Herzegovina, em março de 1992. Somente em relação a independência da Macedônia (que era a república mais pobre da então Iugoslávia), a Sérvia não reagiu militarmente. Porém, na Bósnia, realizou-se um plebiscito sobre a independência. Os bosníacos e os croatas votaram a favor, enquanto os sérvios boicotaram o plebiscito. Seguiu-se dessa forma, uma violenta e prolongada guerra civil, provocada pelos sérvios locais (31% da população), que não aceitavam a criação de um país dominado por bosníacos,que são muçulmanos (44% da população) e croatas (17%). Os sérvios-bósnios não aceitaram a iniciativa, que significaria a frustração dos ideais da Grande Sérvia; ao perceber que essa aliança entre os bosníacos e os croatas os tornariam a minoria neste novo país Proclamaram, então, a República Srpska que seria uma parte da Iugoslávia, dominada pelos sérvios. Tal situação acabou gerando uma série de combates entre os bosníacos e os sérvios da Bósnia-Hezergovina, estes apoiados pela Sérvia.O mundo ficou estático,quando apareceram as imagens de campos de concentração,bombardeios de artilharia, de tiros precisos dos francoatiradores, da morte a sangue frio da população civil. Tudo isso lembrava a Segunda Guerra Mundial. A situação se agravou com a entrada da Croácia no conflito. No primeiro momento ,o país reivindica parte do território bósnio e, em uma segunda etapa,se torna contra a Sérvia. Crescia aí o interesse dos países-membros da OTAN o desejo de se realizar intervenção armada, já que o boicote de venda de armas determinado pela ONU parecia não ter reduzido o conflito nos Bálcãs. Em meados de 1995, a Croácia retoma a iniciativa militar e recupera a maior parte do território ocupado pelos sérvios. Como resultado, mais de 200 mil servo-croatas se refugiam na Sérvia, agravando ainda mais os problemas econômicos do país, já sob sanções da ONU. Logo depois da vitória em seu próprio território, as forças croatas dão início a uma ofensiva contra os sérvios na Bósnia. Foi na Bósnia, em 1995, que foram realizados os primeiros bombardeios da OTAN (a grande maioria feita por aviões norte-americos) contra os sérvios da Bósnia para evitar que eles vencessem a coligação de croatas e bosníacos apoiados pela Europa Ocidental. Isso leva Milošević a concordar em ir à mesa de negociação em Dayton e dar fim à guerra da Bósnia. Com as negociações, Milošević renuncia o sonho de formação de uma Grande Sérvia e a ONU suspende parcialmente as sanções econômicas adotadas contra o país quatro anos antes. A contra partida por parte de Milošević seria reconhecer a Bósnia e Herzegovina como um país o que não impediu a divisão interna do mesmo em duas entidades: a Federação Muçulmano-Croata e a República Sérvia.[9]

República Federal da Iugoslávia (1992-2003)Editar

A República Federal da Iugoslávia foi um estado formado pelas repúblicas da Sérvia e de Montenegro que existiu entre 1992 e 2003, quando foi reconstituído e renomeado para Sérvia e Montenegro. A federação surgiu da dissolução da República Socialista Federal da Iugoslávia, quando Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e a República da Macedônia se autodeclararam independentes.

Conflitos no leste e sulEditar

No Kosovo, na República da Macedônia e na Sérvia, os conflitos foram caracterizados por tensões políticas e raciais entre os governos eslavos e as minorias albanesas que buscavam autonomia ou independência, como foi o caso do Kosovo.

O conflito no Kosovo entrou em erupção em uma guerra em grande escala em 1999, enquanto o conflito entre macedônios e os sérvios sulistas foi marcado por confrontos entre forças de segurança estatais e milicias albanesas. A guerra do Kosovo terminou com o bombardeio da OTAN contra a República Federal da Iugoslávia,[10] Cinco anos mais tarde,em 2004,o conflito recomeçou. O conflito no sul da Sérvia e na República da Macedônia terminaram com tratados de paz internacionalmente fiscalizados entre os insurgentes e o governo, mas a situação permanece frágil em ambos os lados.

Guerra do Kosovo (1998-1999)Editar

 Ver artigo principal: Guerra do Kosovo

O termo Guerra do Kosovo ou Conflito do Kosovo é usado para descrever dois conflitos armados sequenciais no Kosovo. Desde o início de 1998[11] até 1999, a guerra entre o exército da República Federal da Iugoslávia e os milicias albanesas do Kosovo. Entre 24 de março de 1999 e 10 de junho de 1999 ,[12] a OTAN atacou a Iugoslávia, e as milicias albanesas continuaram batalhas com as forças iugoslavas, forçando o deslocamento de mais de 1 milhão de kosovares.

Desde o final da guerra da Bósnia, aumentava a tensão entre os kosovares albaneses e os sérvios do Kosovo. Em janeiro de 1998, iniciam-se confrontos entre as forças sérvias e os guerrilheiros do Exército de Libertação do Kosovo (ELK). Os albaneses passam a fazer uma guerra de guerrilha visando à independência e a expulsão dos sérvios da região. Milošević nega-se a outorgar o direito de autonomia aos albaneses, suprimido em 1989, e intervêm na província visando a repressão do terrorismo albanês. A OTAN, a União Europeia e os Estados Unidos, alegam que os albaneses estão sendo vítimas de um genocídio e condenam a repressão dos kosovares albaneses.

Em maio do mesmo ano, quando as milicias albanesas já estavam controlando cerca de 40% do país, Milošević concorda em negociar com os kosovares. No ano seguinte, Estados Unidos e União Europeia forçam os dois lados a retomar negociações na Conferência de Rambouillet. A Iugoslávia rejeita a proposta de maior autonomia para a província seguida pelo envio de uma força de paz internacional.

Com o impasse, a OTAN bombardeia a Iugoslávia - sem consultar a ONU ou qualquer outro organismo internacional - durante 78 dias seguidos. Ao todo, cerca de 18 000 pessoas morreram no conflito enquanto 1 milhão de kosovares fugiram para países vizinhos, como Albânia, Macedônia e Montenegro.[13] Milošević decide retirar suas tropas da província, mas não admite a derrota. Uma força de paz é enviada para o Kosovo, que passa a ser administrado de facto pela ONU.[14]

A guerra do Kosovo foi acreditada a ser a primeira guerra humanitária da história.[15] Foi o centro das manchetes por meses, e ganhou uma enorme quantidade de cobertura e atenção da comunidade internacional e da mídia.As ações da OTAN e do governo da então Iugoslávia continuam a ser um tema controverso na Europa,ao mesmo tempo que a questão do Kosovo .[16]

Queda e Prisão de MiloševićEditar

Em setembro de 2000, o presidente Slobodan Milošević convocou eleições gerais, nesse momento o país ainda sofria com as sanções impostas pela ONU, e milhares de sérvios estavam vivendo em pobreza absoluta. Quando Milošević se recusou a reconhecer a vitória do líder da oposição, Vojislav Kostunica.Com isso, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas das grandes cidades iugoslavas em protesto e uma greve geral chegou a paralisar o país. A era do regime autoritário de Slobodan Milošević terminou quando milhares de iugoslavos invadiram o parlamento, em Belgrado.[17] Milošević é afastado do poder e no dia 5 de outubro de 2000, o novo presidente, Vojislav Kostunica declara a libertação do país em discurso para meio milhão de pessoas reunidas no centro de Belgrado.[18]

Em janeiro de 2001, são restabelecidas as relações da Sérvia com a Albânia e em abril, o ex-presidente Slobodan Milošević é preso, acusado de corrupção e abuso de poder. O presidente norte-americano George W. Bush impõe a extradição de Milošević para o Tribunal de Haia, como condição para a liberação de ajuda financeira para a reconstrução da Sérvia. Horas depois da autorização para a extradição, no dia 28 de junho, os Estados Unidos, a União Europeia e o Banco Mundial se comprometem a doar US$ 1,280 bilhão para a reconstrução do país.

União Estatal de Sérvia e Montenegro (2003-2006)Editar

Em 2002, a Sérvia e o Montenegro assinaram um novo acordo no tocante à cooperação dentro da federação. No ano seguinte, com o patrocínio da União Europeia, a Iugoslávia desapareceu formalmente dos mapas e deu lugar a uma nova federação chamada Sérvia e Montenegro, com o proposta da realização de um plebiscito sobre a independência de Montenegro,até 2006.[19] Cujo resultado foi que o povo de Montenegro votou pela dissolução da federação em 21 de maio de 2006. A vitória foi apertada, com 55,5%.Meio ponto porcentual acima da condição estipulada pela União Europeia para o reconhecimento de sua independência.

Em 3 junho de 2006, Montenegro declarou oficialmente a sua independência, com a Sérvia reconhecendo o fato dois dias mais tarde,e assim um dos últimos vestígios da antiga Iugoslávia deixou de existir.[20]

Independência do Kosovo (2008)Editar

Após anos de negociações, Kosovo declara a sua independência com apoio dos EUA e da UE.Isso aconteceu quando a Guerra do Kosovo estava prestes a completar dez anos e o presidente dos EUA George W. Bush estava no último ano de seu segundo mandato e não poderia ser reeleito ;e juntamente a isto: duas nações que previamente tinham se separado da Iugoslávia estavam em posições políticas de destaque (a Eslovênia que presidia a União Europeia e a Croácia,que estava em uma das cadeiras temporárias do Conselho de Segurança da ONU). A proclamação foi adiada até alguns dias depois das eleições gerais sérvias de 2008, com o primeiro turno sendo realizado em 20 de janeiro e o segundo turno realizado em 3 de fevereiro. Kosovo foi um importante tópico para as campanhas eleitorais. Entretanto, Rússia, República Popular da China que possuem uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e a própria Sérvia se opõem ao reconhecimento internacional da independência do Estado do Kosovo,que seria admitido na ONU nesta data. Historicamente os russos sempre se opuseram aos movimentos separatistas na antiga Iugoslávia[21]

A situação permanece ainda em impasse, uma vez que a maioria dos Estados-membros das Nações Unidas ainda não reconhecem a independência de Kosovo,Juntamente a isso, a ONU entregou a responsabilidade da manutenção das forças de paz na região para a União Europeia.[22][23]

Referências

  1. a b c «Transitional Justice in the Former Yugoslavia». International Center for Transitional Justice. 1 de janeiro de 2009. Consultado em 8 de setembro de 2009 
  2. «About us». Humanitarian Law Center. Consultado em 17 de novembro de 2010. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  3. [1]
  4. [2]
  5. http://www.icty.org/
  6. [3]
  7. [4]
  8. [5]
  9. [6]
  10. El Mundo. «Yeltsin amenaza con la Tercera Guerra Mundial si la OTAN invade Yugoslavia» (em espanhol). Consultado em 21 de dezembro de 2009 
  11. «Kosovo war chronology». Human Rights Watch 
  12. «Operation Allied Force». NATO 
  13. [7]
  14. [8]
  15. «Kosovo feature». The New York Times 
  16. [9]
  17. [10]
  18. [11]
  19. [12]
  20. [13]
  21. [14]
  22. [15]
  23. [16]

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar