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Copa do Mundo FIFA de 1994

(Redirecionado de Copa do Mundo de 1994)
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A Copa do Mundo FIFA de 1994 foi sediada nos Estados Unidos, sendo a 1ª Copa do Mundo de Futebol a ser realizada neste país.

Copa do Mundo FIFA de 1994
World Cup USA '94
Estados Unidos 1994
WorldCupFIFA1994.png
Cartaz promocional da Copa do Mundo FIFA de 1994 nos Estados Unidos.
Dados
Participantes 24
Organização FIFA
Anfitrião  Estados Unidos
Período 17 de junho17 de julho
Gol(o)s 141
Partidas 52
Média 2,71 gol(o)s por partida
Campeão Brasil Brasil (4º título)
Vice-campeão Flag of Italy.svg Itália
3º colocado Flag of Sweden.svg Suécia
4º colocado Flag of Bulgaria.svg Bulgária
Melhor marcador 6 gols:
Melhor ataque (fase inicial) Flag of Russia.svg Rússia – 7 gols
Melhor defesa (fase inicial) 1 gol:
Maior goleada
(diferença)
Rússia Flag of Russia.svg 6 – 1 Flag of Cameroon.svg Camarões
Stanford StadiumPalo Alto
28 de junho, Grupo B, 3ª rodada
Público 3 587 538
Média 68 991,1 pessoas por partida
Premiações
Melhor jogador
BrasilBRA Romário
Melhor goleiro BélgicaBEL Michel Preud'homme
Melhor jogador jovem Países BaixosNED Marc Overmars
Fair play Brasil Brasil
◄◄ Itália 1990 Soccerball.svg 1998 França ►►
Participantes da Copa do Mundo de 1994.

Apesar da pouca tradição norte-americana no futebol, foi o mundial do país que bateu todos os recordes de público, mantidos até os dias de hoje.

Com um futebol extremante eficiente e com um grupo muito unido liderado pelo polêmico craque Romário, a Seleção brasileira conquistou o quarto título mundial ao bater a Itália na final. O titulo do Brasil foi comemorado também como uma homenagem ao tricampeão mundial de fórmula 1 Ayrton Senna, falecido em 1 de maio daquele ano.

O Brasil fez a seguinte campanha: duas vitórias e um empate na fase de grupos: 2x0 contra a Rússia, 3x0 contra Camarões e 1 x 1 contra a Suécia; nas oitavas de final: derrotou os Estados Unidos por 1 a 0; nas quartas de final: eliminou os Países Baixos por 3 a 2; na semifinal, 1x0 frente à Suécia; na grande final, o Brasil jogou contra a Itália, o jogo terminou empatado em 0 a 0 nos 90 minutos do tempo normal e na prorrogação. O Brasil conquistou o título após ganhar a disputa por pênaltis pelo placar de 3 a 2 e se tornou a primeira seleção tetracampeã mundial de futebol.

Foi uma Copa do Mundo de grandes surpresas. A Bulgária, que até ali em 6 participações anteriores jamais havia vencido um jogo de Copa do Mundo, superou grandes favoritos, sendo a 2ª colocada em um grupo que tinha a Argentina, além de eliminar em um jogo emocionante a Alemanha, até então a Campeã mundial, por 2 a 1 nas quartas de final. Chegou à semifinal e terminou em 4º lugar.

Índice

EliminatóriasEditar

As eliminatórias para a Copa de 1994 começaram em 1992 e terminaram no fim de 1993.

Duas equipes estavam suspensas pela FIFA de participar das eliminatórias. A antiga Iugoslávia, por causa da guerra civil contra a Bósnia, e o Chile, por causa do teatro armado pelo goleiro Roberto Rojas (que fingiu ter sido atingido por um foguete disparado por uma torcedora) no jogo contra a Seleção Brasileira no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa de 1990.

Pela primeira vez desde o pós-guerra, nenhum país integrante do Reino Unido se classificou para a Copa do Mundo. O País de Gales (que tinha em seu elenco o ainda jovem Ryan Giggs e o veterano Ian Rush) perdeu a vaga para a Bélgica e para a Romênia. A Irlanda do Norte perdeu a vaga para Espanha e Irlanda. A Escócia perdeu a vaga para Itália e Suíça e a poderosa Inglaterra, mesmo contando com jogadores da estirpe de Paul Gascoigne, David Platt, Tony Adams, Paul Ince, John Barnes, Teddy Sheringham, Stuart Pearce, entre outros, surpreendentemente, perdeu a vaga para Holanda e Noruega. Outra surpresa foi a eliminação da França, que foi eliminada pela Suécia e para a Bulgária, que conquistou a classificação na última partida de seu grupo após derrotar a própria França.

Na zona sul-americana, a Colômbia surpreendeu a todos ao se classificar vencendo de goleada a Argentina por 5 a 0, em pleno estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e enviando os Hermanos para jogar a repescagem com a Austrália. Para a disputa, o treinador argentino Alfio Basile resolveu convocar Maradona com o objetivo de ganhar a vaga. Outra surpresa na América do Sul foi a eliminação do Uruguai, que terminou em terceiro lugar em seu grupo, perdendo a vaga para o Brasil e para a surpreendente Bolívia.

Quatro equipes se classificaram pela primeira vez para uma Copa: Arábia Saudita, Grécia, Nigéria e Rússia, sendo que a última já havia participado anteriormente integrando a antiga União Soviética.

Equipes que não conseguiram classificaçãoEditar

EuropaEditar

América do SulEditar

ÁfricaEditar

  •   Zâmbia (apontada como uma das surpresas dos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul após golear a Itália por 4 a 0, um acidente aéreo matou boa parte do time, e, com um time enfraquecido, deixou a vaga para o   Marrocos).

ÁsiaEditar

  •   Japão (disputando as Eliminatórias pela primeira vez desde a profissionalização do esporte no país, perderam a vaga para a   Coreia do Sul ao ceder o empate no último minuto do jogo decisivo contra o   Iraque, na partida que ficou conhecida como "Agonia de Doha").

Seleções participantesEditar

Seleção Participações última aparição
  Alemanha 13 1990
  Arábia Saudita 1 -
  Argentina 11 1990
  Bélgica 9 1990
  Brasil 15 1990
  Bolívia 3 1950
  Bulgária 6 1986
  Camarões 3 1990
  Colômbia 3 1990
  Coreia do Sul 4 1990
  Espanha 9 1990
  Estados Unidos 4 1990
  Grécia 1 -
  Irlanda 2 1990
  Itália 13 1990
  Marrocos 3 1986
  México 10 1986
  Nigéria 1 -
  Noruega 2 1938
  Países Baixos 6 1990
  Romênia 6 1990
  Rússia 8* 1990
  Suécia 9 1990
  Suíça 7 1966
  • Para efeitos de estatística, considera-se a seleção russa como sucessora da antiga União Soviética

DescriçãoEditar

A Copa foi aberta no estádio Soldier Field, em Chicago, no dia 17 de Junho de 1994, com direito a performance da diva Whitney Houston. No mesmo dia, aconteceu o jogo de abertura entre a Alemanha (sua primeira Copa reunificada) contra a Bolívia. Os atuais campeões venceram o jogo por um magro 1x0, gol do atacante Jürgen Klinsmann. Nesse jogo, o craque boliviano Marco Etcheverry, que tinha tudo para se destacar, recebeu o primeiro cartão vermelho da Copa ao agredir Lothar Matthäus,[1] fazendo jus ao apelido de "El Diablo". Os então campeões do mundo ainda empatariam em 1x1 com a Espanha e venceriam com dificuldades a Coreia do Sul por 3x2. Nas oitavas de final, uma heroica vitória de 3x2 sobre a Bélgica e nas quartas, os alemães foram derrotados pela Bulgária, de virada, por 2x1.

A Argentina, que tinha Gabriel Batistuta, Diego Simeone, Claudio Caniggia, Fernando Redondo e Ariel Ortega, caiu prematuramente nas oitavas de final, diante da Romênia de Gheorghe Hagi, Florin Răducioiu e Gheorghe Popescu, por 3 a 2. O escândalo de doping do ídolo Maradona, expulso do mundial, foi supostamente decisivo para o desequilíbrio do time portenho, que vinha bem até então; entretanto, a Argentina só havia enfrentado times fracos, e Maradona só havia feito um gol, contra a inexpressiva Grécia, na vitória por 4x0, com um hat-trick de Batistuta.

Estreante em copas, a Arábia Saudita mostrou ao mundo do futebol a que veio no terceiro jogo contra a Bélgica. Após receber a bola do campo de sua equipe, Saeed Al-Owairan decidiu partir para cima dos belgas e após driblar meio time, tocou na saída do experiente goleiro Michel Preud'homme, um dos melhores do mundo na época e eleito o melhor daquela Copa,[2] marcando o mais belo gol do Mundial. Por causa do gol, Owairan ganhou de presente da família real saudita um Rolls Royce (carro mais luxuoso do mundo). Mas, no ano seguinte, ele praticou adultério, um crime muito grave em seu país. Owairan foi julgado, ficou um ano na cadeia e levou sessenta chibatadas (pena máxima nas leis islâmicas) em praça pública, mas retornou ao futebol e participou da Copa de 1998, sem muito sucesso.

País criador dos Jogos Olímpicos de Verão, a Grécia passou despercebida no mundial. Também estreando no torneio, os seus jogos serviram apenas para treinar os adversários na primeira fase, pois perdeu as três partidas que disputou sem sequer balançar as redes, levando dez gols, e terminando em último.

A grande decepção da Copa foi a Colômbia. Credenciada por uma implacável goleada contra a Argentina por 5 a 0, pelas eliminatórias, em plena Buenos Aires, os colombianos chegaram aos EUA com status de favoritos. Mas foram derrotados na estréia pela Romênia por 3 a 1 e perderam o rumo na competição. No jogo seguinte fizeram a festa dos anfitriões perdendo por 2 a 1. A solitária vitória sobre a Suíça por 2 a 0 só valeu para cumprir tabela e a seleção sul-americana voltou a sua realidade de equipe de porte médio, e ao retornar, foi muito ameaçada. O zagueiro Andrés Escobar (autor do único gol-contra no torneio) foi assassinado por um apostador que era membro do Cartel de Medellín. Os Seleção de Futebol dos Estados Unidos, o país-sede do torneio, fizeram boa campanha, terminando atrás dos romenos e dos suíços. A campanha ianque no Grupo A foi a seguinte: empate por 1 a 1 contra a Suíça (o gol norte-americano foi marcado por Eric Wynalda, numa magnífica cobrança de falta), 2 a 1 sobre a Colômbia (gols de Earnie Stewart e Andrés Escobar, contra), num jogo marcado pela espetacular bicicleta dada pelo zagueiro Marcelo Balboa, onde a bola passou raspando o gol de Óscar Córdoba, e uma derrota de 1 a 0 para a Romênia.

Participando de sua primeira Copa, a Nigéria foi a esperança africana da Copa ao estrear com vitória aplicando 3 a 0 sobre a Bulgária. No primeiro gol marcado, o experiente Rashidi Yekini se agarrou á rede e chorou dentro dela, numa cena que correu o mundo. No segundo jogo, derrota de 2x1 para a Argentina, no último jogo de Maradona em Copas. Mas as "Super Águias" venceram a Grécia por 2 a 0 e se classificaram para as oitavas-de-Final. Nela, os nigerianos chegaram a abrir o placar com Emmanuel Amunike, mas a Itália, mesmo com um a menos (o meia-atacante Gianfranco Zola fora expulso) empatou, com Roberto Baggio, levando a partida para a prorrogação, quando o próprio Baggio marcou de pênalti o gol da dramática vitória italiana.

Mesmo que o jogo entre Rússia e Camarões tenha servido apenas para cumprir tabela, as duas equipes deixaram a Copa fazendo história com seus atacantes. O russo Oleg Salenko se tornou o primeiro (e único) jogador a marcar cinco gols em uma única partida de Copa do Mundo. Salenko terminou a Copa como artilheiro, ao lado de Hristo Stoichkov, com 6 gols marcados. O camaronês Roger Milla, aos 42 anos e 39 dias de idade, se tornou o jogador mais velho a marcar um gol em Copas e o mais velho a disputar uma partida de Copa até a Copa do Mundo FIFA de 2014, quando o goleiro Faryd Mondragón entrou no segundo tempo da partida entre Colômbia e Japão, quebrando o recorde do camaronês com 43 anos e 3 dias. A partida terminou com a vitória dos colombianos por 4 a 1, resultado que culminou na eliminação dos japoneses. Camarões atravessava uma grave crise financeira, chegando ao ponto de cobrar para dar entrevista aos jornalistas estrangeiros. Aborrecidos com a derrota, a torcida camaronesa decidiu incendiar a casa de Joseph-Antoine Bell, que se aposentou após o torneio. Os torcedores apontaram o goleiro, que encerraria a carreira no mesmo ano, como principal responsável pela fraca campanha dos Leões.

A Bulgária nunca havia feito uma campanha tão surpreendente como a de 1994. Liderada em campo pelo artilheiro Stoichkov (companheiro de Romário no ataque do Barcelona), a equipe estreou com derrota de 3 a 0 para a novata Nigéria, mas se redimiu ao derrotar a Grécia por 4 a 0 (primeira vitória búlgara em copas) e a Argentina por 2 a 0 na primeira fase. Nas oitavas, um jogo dramático contra o México, Após o empate em 1 a 1, os búlgaros venceram nos pênaltis por 3 a 1, graças às defesas do goleiro Borislav Mikhailov. Nas quartas-de-final, uma vitória emocionante sobre a então campeã Alemanha por 2x1. Mas na semifinal, derrota de 2 a 1 para a Itália e apesar de ter perdido de 4 a 0 para a Suécia na disputa pelo terceiro lugar, os jogadores búlgaros foram recebidos como heróis em seu país.

O Brasil, liderado por Romário dirigido pela dupla Parreira-Zagallo, foi para a Copa de 94 desacreditado pela difícil campanha que quase custou a eliminação nas Eliminatórias. Jogando um futebol burocrático, porém consistente em seu sistema de marcação e obediência tática, a seleção canarinho tinha na dupla de ataque Bebeto e Romário sua principal arma. Na primeira fase, ganhou da Rússia por 2 a 0, de Camarões por 3 a 0 e empatou com a Suécia por 1 a 1. Nas oitavas, ganhou por 1 a 0 dos Estados Unidos em pleno feriado da independência americana. Nas quartas um grande jogo: Brasil e Holanda. A seleção marca 2 a 0 no segundo tempo, mas a Holanda reage com Dennis Bergkamp e Aron Winter. Branco desempata, 3 a 2 e o Brasil volta às semifinais de uma Copa. A seleção canarinho vence a Suécia com um gol de cabeça do baixinho Romário e 24 anos depois está numa final de copa, novamente contra a Itália. O time de Roberto Baggio teve duas fases distintas: uma campanha razoável na 1ª fase, classificando-se somente no número de gols marcados, em um grupo considerado de nível técnico mediano, com seleções do porte de México, Irlanda e Noruega. Na partida contra a Noruega, houve a expulsão de Gianluca Pagliuca - a primeira expulsão de um goleiro na história das Copas. Já na fase subseqüente, a partir das oitavas, eliminou sucessivamente Nigéria, Espanha e Bulgária, todos por 2 a 1, sempre com Baggio brilhando.

Transmissão pela TV para o BrasilEditar

A Copa do Mundo de 1994 teve sua história contada no filme "Todos os Corações do Mundo", dirigido por Murilo Salles. Mas, muito antes de seu lançamento, o diretor liberou algumas imagens feitas de outros ângulos de alguns jogos daquele mundial para o programa "Fantástico", da Rede Globo.

A cobertura da TV brasileira foi feita por Globo, Bandeirantes, SBT e SporTV. Na Globo, os locutores foram Galvão Bueno, Oliveira Andrade e Cléber Machado, e os comentaristas foram Pelé, Raul Plassmann e Arnaldo Cezar Coelho. Na Band, a narração ficou por conta de Luciano do Valle, Silvio Luiz, Marco Antônio Matos, Jota Júnior e os comentaristas foram Gérson, Rivelino, o recém-contratado Tostão, Armando Nogueira, Zico, Juarez Soares e Mário Sérgio. No SBT, os locutores foram Luiz Alfredo, Carlos Valadares e Osmar de Oliveira e os comentaristas foram Telê Santana, Orlando Duarte, Carlos Alberto Torres (capitão do tri em 1970) e Antero Greco. Também no SBT, se destacou também o "amarelinho", uma simpática bolinha amarela que era o mascote das transmissões dos jogos do Brasil na emissora de Silvio Santos. No SporTV, as partidas eram exibidas em VT tinham a narração de Luiz Carlos Júnior, Maurício Torres e Sérgio Maurício, foi a primeiro canal de TV por assinatura no Brasil a exibir a Copa do Mundo.

A TV Manchete também ia fazer parte da cobertura, mas, devido aos seus problemas financeiros, teve que ficar de fora, mesmo que a emissora de Adolpho Bloch tenha escolhido Osmar Santos para narrar os jogos, em seu último ano como locutor.

FinalEditar

 Ver artigo principal: Final da Copa do Mundo FIFA de 1994

A final entre Brasil e Itália no dia 17 de julho, entrou para a história por dois motivos: primeiro, pelo fato de juntar frente a frente duas das três únicas seleções que haviam conquistado três edições de Copa do Mundo, portanto, uma delas acabaria se sagrando tetracampeã, ultrapassando a rival; segundo, porque foi a primeira vez em que a final de uma Copa do Mundo seria decidida na cobrança de tiros livres da marca de pênalti.

O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A vitória do Brasil veio após três erros italianos: uma defesa do goleiro Taffarel, em chute de Daniele Massaro, e mais dois chutes para fora dos craques italianos Roberto Baggio e Franco Baresi. Márcio Santos havia errado também sua cobrança, não sendo necessário ao Brasil efetuar todas as cobranças a que tinha direito.

O Brasil recuperava a coroa depois de 24 longos anos (cinco edições seguidas sem vencer) e conquistava assim o inédito quarto título da Copa do Mundo - chamado de Tetracampeonato -, fato só igualado no Mundial de 2006 pela própria Itália, e no Mundial de 2014 pela Alemanha, quando o Brasil já ostentava o título de pentacampeão - conquista obtida em 2002, na Copa do Mundo organizada em conjunto por Japão e Coréia do Sul, a primeira realizada em território asiático.

O maior destaque da Copa dos EUA foi o "baixinho" Romário, que com seus cinco gols, e com uma assistência inesquecível - aquela em que deixou Bebeto na cara do goleiro americano Tony Meola -, acabou confirmando a sua espetacular fase vivida então no Barcelona, fazendo por merecer a escolha da FIFA, que o elegeu o melhor jogador da Copa de 1994.

Ainda no campo de jogo, aproveitando os festejos pela conquista histórica, a equipe decidiu homenagear o piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna, que morrera cerca de dois meses antes em um terrível acidente ocorrido no GP de Ímola, em San Marino. A homenagem veio estampada no cartaz que dizia: "Senna, Aceleramos Juntos. O Tetra é Nosso".

Na finalíssima, o Brasil entrou em campo com a seguinte formação: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Dunga (C), Mauro Silva, Mazinho e Zinho; Bebeto e Romário. Logo na primeira etapa, Cafu substituiu Jorginho; e antes do início da segunda etapa da prorrogação, Viola ocupou a vaga de Zinho.

Ao longo da competição, ficou popularizada uma frase dita por Galvão Bueno, principal locutor da Rede Globo de Televisão, direcionava ao goleiro brasileiro: "Vai que é sua, Taffarel!"

SedesEditar

SorteioEditar

O sorteio foi realizado no Convention Center em Las Vegas, no dia 19 de Dezembro de 1993.

Estados Unidos, anfitrião, e Alemanha, a último campeão, eram cabeças de chave por direito.

Os cabeças de chave foram: Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Estados Unidos, Itália.

Fase de gruposEditar

Equipes classificadas para a fase final
Equipes eliminadas

Grupo AEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Romênia 6 3 2 0 1 5 5 0
2   Suíça 4 3 1 1 1 5 4 +1
3   Estados Unidos 4 3 1 1 1 3 3 0
4   Colômbia 3 3 1 0 2 4 5 –1
18 de junho Estados Unidos   1 – 1   Suíça Pontiac Silverdome, Detroit
11:30 (UTC−4)
Wynalda   44' Relatório Bregy   39' Público: 63 425
Árbitro:  ARG Francisco Lamolina

18 de junho Colômbia   1 – 3   Romênia Rose Bowl, Pasadena
19:30 (UTC−7)
Valencia   43' Relatório Răducioiu   15',   89'
Hagi   34'
Público: 91 586
Árbitro:  SYR Jamal Al-Sharif

22 de junho Romênia   1 – 4   Suíça Pontiac Silverdome, Detroit
16:00 (UTC−4)
Hagi   35' Relatório Sutter   16'
Chapuisat   52'
Knup   65',   72'
Público: 61 428
Árbitro:  TUN Neji Jouini

22 de junho Estados Unidos   2 – 1   Colômbia Rose Bowl, Pasadena
19:30 (UTC−7)
Escobar   35'
Stewart   52'
Relatório Valencia   90' Público: 93 689
Árbitro:  ITA Fabio Baldas

26 de junho Romênia   1 – 0   Estados Unidos Rose Bowl, Pasadena
16:00 (UTC−7)
Petrescu   18' Relatório Público: 93 869
Árbitro:  NED Mario van der Ende

26 de junho Suíça   0 – 2   Colômbia Stanford Stadium, Palo Alto
16:00 (UTC-7)
Relatório Gaviria   44'
Lozano   90'
Público: 83 401
Árbitro:  DIN Peter Mikkelsen

Grupo BEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Brasil 7 3 2 1 0 6 1 +5
2   Suécia 5 3 1 2 0 6 4 +2
3   Rússia 3 3 1 0 2 7 6 +1
4   Camarões 1 3 0 1 2 3 11 –8
19 de junho Camarões   2 – 2   Suécia Rose Bowl, Pasadena
19:30 (UTC-7)
Embé   31'
Omam-Biyik   47'
Relatório Ljung   8'
Dahlin   75'
Público: 93 194
Árbitro:  PER Alberto Noriega
20 de junho Brasil   2 – 0   Rússia Stanford Stadium, Palo Alto
16:00 (UTC-7)
Romário   26'
Raí   52' (pen)
Relatório Público: 81 061
Árbitro:  MRI Lim Kee Chong

24 de junho Brasil   3 – 0   Camarões Stanford Stadium, Palo Alto
16:00 (UTC-7)
Romário   39'
Márcio Santos   66'
Bebeto   73'
Relatório Público: 83 401
Árbitro:  MEX Arturo Brizio Carter
24 de junho Suécia   3 – 1   Rússia Pontiac Silverdome, Michigan
19:30 (UTC-4)
Brolin   37' (pen)
Dahlin   59',   81'
Relatório Salenko   4' (pen) Público: 71 528
Árbitro:  FRA Joël Quiniou

28 de junho Rússia   6 – 1   Camarões Stanford Stadium, Palo Alto
16:00 (UTC-7)
Salenko   15',   41',   44' (pen),   72',   75'
Radchenko   81'
Relatório Milla   46' Público: 74 914
Árbitro:  SYR Jamal Al-Sharif
28 de junho Brasil   1 – 1   Suécia Pontiac Silverdome, Michigan
16:00 (UTC-4)
Romário   46' Relatório K. Andersson   23' Público: 77 217
Árbitro:  HUN Sándor Puhl

Grupo CEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Alemanha 7 3 2 1 0 5 3 +2
2   Espanha 5 3 1 2 0 6 4 +2
3   Coreia do Sul 2 3 0 2 1 4 5 –1
4   Bolívia 1 3 0 1 2 1 4 –3
17 de junho Alemanha   1 – 0   Bolívia Soldier Field, Chicago
14:00 (UTC−6)
Klinsmann   61' Relatório Público: 63 117
Árbitro:  MEX Arturo Brizio Carter

17 de junho Espanha   2 – 2   Coreia do Sul Cotton Bowl, Dallas
19:30 (UTC−6)
Salinas   51'
Goikoetxea   55'
Relatório Hong Myung-Bo   85'
Seo Jung-Won   90'
Público: 56 247
Árbitro:  DIN Peter Mikkelsen

21 de junho Alemanha   1 – 1   Espanha Soldier Field, Chicago
16:00 (UTC−6)
Klinsmann   48' Relatório Goikoetxea   14' Público: 63 113
Árbitro:  URU Ernesto Filippi

23 de junho Coreia do Sul   0 – 0   Bolívia Foxboro Stadium, Foxborough
16:00 (UTC−5)
Relatório Público: 54 453
Árbitro:  SCO Leslie Mottram

27 de junho Bolívia   1 – 3   Espanha Soldier Field, Chicago
16:00 (UTC−6)
E. Sánchez   67' Relatório Guardiola   19' (pen) (pen)
Caminero   66',   70'
Público: 63 089
Árbitro:  CRC Rodrigo Badilla

27 de junho Alemanha   3 – 2   Coreia do Sul Cotton Bowl, Dallas
16:00 (UTC−6)
Klinsmann   12',   37'
Riedle   20'
Relatório Hwang Sun-Hong   52'
Hong Myung-Bo   63'
Público: 63 998
Árbitro:  FRA Joël Quiniou

Grupo DEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Nigéria 6 3 2 0 1 6 2 +4
2   Bulgária 6 3 2 0 1 6 3 +3
3   Argentina 6 3 2 0 1 6 3 +3
4   Grécia 0 3 0 0 3 0 10 –10
21 de junho Argentina   4 – 0   Grécia Foxboro Stadium, Foxborough
12:30 (UTC−5)
Batistuta   2',   44',   90' (pen)
Maradona   60'
Relatório Público: 54 456
Árbitro:  USA Arturo Angeles

21 de junho Nigéria   3 – 0   Bulgária Cotton Bowl, Dallas
19:30 (UTC−6)
Yekini   21'
Amokachi   43'
Amunike   55'
Relatório Público: 44 132
Árbitro:  CRC Rodrigo Badilla

25 de junho Argentina   2 – 1   Nigéria Foxboro Stadium, Foxborough
16:00 (UTC−5)
Caniggia   21',   28' Relatório Siasia   8' Público: 54 453
Árbitro:  SWE Bo Karlsson

26 de junho Bulgária   4 – 0   Grécia Soldier Field, Chicago
12:30 (UTC−6)
Stoichkov   5' (pen),   55' (pen)
Lechkov   65'
Borimirov   90'
Relatório Público: 63 160
Árbitro:  UAE Ali Bujsaim

30 de junho Grécia   0 – 2   Nigéria Foxboro Stadium, Foxborough
19:30 (UTC−5)
Relatório George   45'
Amokachi   90'
Público: 53 001
Árbitro:  SCO Leslie Mottram

30 de junho Argentina   0 – 2   Bulgária Cotton Bowl, Dallas
19:30 (UTC−6)
Relatório Stoichkov   61'
Sirakov   90'
Público: 63 998
Árbitro:  TUN Neji Jouini

Grupo EEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   México 4 3 1 1 1 3 3 0
2   Irlanda 4 3 1 1 1 2 2 0
3   Itália 4 3 1 1 1 2 2 0
4   Noruega 4 3 1 1 1 1 1 0
18 de junho Itália   0 – 1   Irlanda Giants Stadium, East Rutherford
16:00 (UTC−5)
Relatório Houghton   11' Público: 75 338
Árbitro:  NED Mario van der Ende

19 de junho Noruega   1 – 0   México RFK Stadium, Washington
16:00 (UTC−5)
Rekdal   84' Relatório Público: 52 395
Árbitro:  HUN Sándor Puhl

23 de junho Itália   1 – 0   Noruega Giants Stadium, East Rutherford
16:00 (UTC−5)
D. Baggio   69' Relatório Público: 74 624
Árbitro:  GER Hellmut Krug

24 de junho México   2 – 1   Irlanda Citrus Bowl, Orlando
12:30 (UTC−5)
García   42',   65' Relatório Aldridge   84' Público: 60 790
Árbitro:  SUI Kurt Röthlisberger

28 de junho Irlanda   0 – 0   Noruega Giants Stadium, East Rutherford
12:30 (UTC−5)
Relatório Público: 72 404
Árbitro:  COL José Torres Cadena

28 de junho Itália   1 – 1   México RFK Stadium, Washington, D.C.
12:30 (UTC−5)
Massaro   48' Bernal   57' Público: 52 535
Árbitro:  ARG Francisco Lamolina

Grupo FEditar

Pos. Seleção P J V E D GP GC SG
1   Holanda 6 3 2 0 1 4 3 +1
2   Arábia Saudita 6 3 2 0 1 4 3 +1
3   Bélgica 6 3 2 0 1 2 1 +1
4   Marrocos 0 3 0 0 3 2 5 –3
19 de junho Bélgica   1 – 0   Marrocos Citrus Bowl, Orlando
12:30 (UTC−5)
Degryse   11' Relatório Público: 61 219
Árbitro:  COL José Torres Cadena
20 de junho Países Baixos   2 – 1   Arábia Saudita RFK Stadium, Washington
19:30 (UTC−5)
Jonk   50'
Taument   86'
Relatório Amin   18' Público: 50 535
Árbitro:  ESP Manuel Díaz Vega

25 de junho Bélgica   1 – 0   Países Baixos Citrus Bowl, Orlando
12:30 (UTC−5)
Albert   65' Relatório Público: 62 387
Árbitro:  BRA Renato Marsiglia
25 de junho Arábia Saudita   2 – 1   Marrocos Giants Stadium, East Rutherford
12:30 (UTC−5)
Al-Jaber   7' (pen)
Amin   45'
Relatório Chaouch   26' Público: 76 322
Árbitro:  ENG Phillip Don

29 de junho Marrocos   1 – 2   Países Baixos Citrus Bowl, Orlando
12:30 (UTC−5)
Nader   47' Relatório Bergkamp   43'
Roy   77'
Público: 60 578
Árbitro:  PER Alberto Tejada Noriega
29 de junho Bélgica   0 – 1   Arábia Saudita RFK Stadium, Washington
12:30 (UTC−5)
Relatório Al-Owairan   5' Público: 52 959
Árbitro:  GER Hellmut Krug

Melhores terceiros colocadosEditar

Pos Seleção Pts J V E D GP GC SG Grupo
1   Argentina 6 3 2 0 1 6 3 +3 D
2   Bélgica 6 3 2 0 1 2 1 +1 F
3   Estados Unidos 4 3 1 1 1 3 3 0 A
4   Itália 4 3 1 1 1 2 2 0 E
5   Rússia 3 3 1 0 2 7 6 +1 B
6   Coreia do Sul 2 3 0 2 1 4 5 −1 C

Fase finalEditar

Oitavas de final Quartas de final Semifinais Final
                           
3 de julho – Pasadena            
   Romênia  3
10 de julho – Stanford
   Argentina  2  
   Romênia  2 (4)
3 de julho – Dallas
     Suécia (pen)  2 (5)  
   Arábia Saudita  1
13 de julho – Pasadena
   Suécia  3  
   Suécia  0
4 de julho – Orlando
     Brasil  1  
   Países Baixos  2
9 de julho – Dallas
   Irlanda  0  
   Países Baixos  2
4 de julho – Stanford
     Brasil  3  
   Brasil  1
17 de julho – Pasadena
   Estados Unidos  0  
   Brasil (pen)  0 (3)
5 de julho – East Rutherford
     Itália  0 (2)
   México  1 (1)
10 de julho – East Rutherford
   Bulgária (pen)  1 (3)  
   Bulgária  2
2 de julho – Chicago
     Alemanha  1  
   Alemanha  3
13 de julho – East Rutherford
   Bélgica  2  
   Bulgária  1
5 de julho – Foxborough
     Itália  2   Terceiro lugar
   Nigéria  1
9 de julho – Foxborough 16 de julho – Pasadena
   Itália  2  
   Itália  2    Suécia  4
2 de julho – Washington
     Espanha  1      Bulgária  0
   Espanha  3
   Suíça  0  

Oitavas de finalEditar

2 de julho Alemanha   3 – 2   Bélgica Soldier Field, Chicago
12:00 (UTC−6)
Völler   6',   40'
Klinsmann   11'
Relatório Grün   8'
Albert   90'
Público: 60 246
Árbitro:  SUI Kurt Röthlisberger

2 de julho Espanha   3 – 0   Suíça RFK Stadium, Washington
16:30 (UTC−5)
Hierro   15'
Luis Enrique   74'
Txiki Begiristain   86' (pen)
Relatório Público: 53 121
Árbitro:  NED Mario van der Ende

3 de julho Arábia Saudita   1 – 3   Suécia Cotton Bowl, Dallas
12:00 (UTC−6)
Al-Ghesheyan   85' Relatório Dahlin   6'
K. Andersson   51',   88'
Público: 60 277
Árbitro:  BRA Renato Marsiglia

3 de julho Romênia   3 – 2   Argentina Rose Bowl, Pasadena
13:30 (UTC−7)
Dumitrescu   11',   18'
Hagi   58'
Relatório Batistuta   16' (pen)
Balbo   75'
Público: 90 469
Árbitro:  ITA Pierluigi Pairetto

4 de julho Países Baixos   2 – 0   Irlanda Citrus Bowl, Orlando
12:00 (UTC−5)
Bergkamp   11'
Jonk   41'
Relatório Público: 61 355
Árbitro:  DEN Peter Mikkelsen

4 de julho Brasil   1 – 0   Estados Unidos Stanford Stadium, Palo Alto
12:30 (UTC−7)
Bebeto   72' Relatório Público: 84 147
Árbitro:  FRA Joël Quiniou

5 de julho Nigéria   1 – 2 (pro)   Itália Foxboro Stadium, Foxborough
13:00 (UTC−5)
Amunike   25' Relatório R. Baggio   88',   102' (pen) Público: 54 367
Árbitro:  MEX Arturo Brizio Carter

5 de julho México   1 – 1 (pro)   Bulgária Giants Stadium, East Rutherford
16:30 (UTC−5)
García Aspe   18' (pen) Relatório Stoichkov   6' Público: 71 030
Árbitro:  SYR Jamal Al-Sharif
    Penalidades  
García Aspe  
Bernal  
Rodríguez  
Suárez  
1 – 3   Balakov
  Guenchev
  Borimirov
  Lechkov
 

Quartas de finalEditar

9 de julho Itália   2 – 1   Espanha Foxboro Stadium, Foxborough
12:00 (UTC−5)
D. Baggio   25'
R. Baggio   88'
Relatório Caminero   58' Público: 53 400
Árbitro:  HUN Sándor Puhl

9 de julho Países Baixos   2 – 3   Brasil Cotton Bowl, Dallas
14:30 (UTC−6)
Bergkamp   64'
Winter   76'
Relatório Romário   53'
Bebeto   63'
Branco   81'
Público: 63 500
Árbitro:  CRC Rodrigo Badilla

10 de julho Bulgária   2 – 1   Alemanha Giants Stadium, East Rutherford
12:00 (UTC−5)
Stoichkov   75'
Lechkov   78'
Relatório Matthäus   47' (pen) Público: 72 000
Árbitro:  COL José Torres Cadena

10 de julho Romênia   2 – 2 (pro)   Suécia Stanford Stadium, Palo Alto
12:30 (UTC−7)
Răducioiu   88',   101' Relatório Brolin   78'
K. Andersson   115'
Público: 83 500
Árbitro:  ENG Philip Don
    Penalidades  
Răducioiu  
Hagi  
Lupescu  
Petrescu  
Dumitrescu  
Belodedici  
4 – 5   Mild
  K. Andersson
  Brolin
  Ingesson
  R. Nilsson
  Larsson
 

SemifinaisEditar

13 de julho Itália   2 – 1   Bulgária Giants Stadium, East Rutherford
16:00 (UTC−5)
R. Baggio   21',   25' Relatório Stoichkov   44' (pen) Público: 74 110
Árbitro:  FRA Joël Quiniou

13 de julho Brasil   1 – 0   Suécia Rose Bowl, Pasadena
16:30 (UTC−7)
Romário   80' Relatório Público: 91 856
Árbitro:  COL José Torres Cadena

Decisão do terceiro lugarEditar

16 de julho Suécia   4 – 0   Bulgária Rose Bowl, Pasadena
12:30 (UTC−7)
Brolin   8'
Mild   30'
Larsson   37'
K. Andersson   40'
Relatório Público: 91 500
Árbitro:  UAE Ali Bujsaim

FinalEditar

 Ver artigo principal: Final da Copa do Mundo FIFA de 1994
17 de julho Brasil   0 – 0 (pro)   Itália Rose Bowl, Pasadena
12:30 (UTC−7)
Relatório Público: 94 194
Árbitro:  HUN Sándor Puhl
    Penalidades  
Márcio Santos  
Romário  
Branco  
Dunga  
3 – 2   Baresi
  Albertini
  Evani
  Massaro
  R. Baggio
 

Classificação finalEditar

FinalistasEditar

PremiaçõesEditar

Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994
 
Brasil
Quarto Título

IndividuaisEditar

Prêmio FIFA Chuteira de Ouro (artilheiro): Prêmio FIFA Bola de Ouro (melhor jogador): Prêmio FIFA Yashin (melhor goleiro): Troféu FIFA Fair Play (time menos faltoso): Time mais espetacular:
  Hristo Stoichkov
  Romário   Michel Preud'homme
  Brasil   Brasil

Seleção da CopaEditar

Goleiros Defesas Médios Atacantes

  Michel Preud'homme

  Jorginho

  Márcio Santos

  Paolo Maldini

  Dunga

  Krasimir Balakov

  Gheorghe Hagi

  Tomas Brolin

  Romário

  Hristo Stoichkov

  Roberto Baggio

ArtilhariaEditar

GruposEditar

Grupo AEditar

Grupo BEditar

Grupo CEditar

Grupo DEditar

Grupo EEditar

Grupo FEditar

MascoteEditar

Quanto a tarefa de produzir um mascote para a Copa do Mundo foi dada aos americanos, ao invés de fazerem como a Inglaterra, que escolheram seu animal nacional (o leão), os Estados Unidos decidiu usar um animal doméstico, um cão, ao invés da emblemática águia americana, porém esta já tinha sido utilizada como mascote nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, dez anos antes. O animal, o cãozinho Striker, vestia roupas com as cores da bandeira norte-americana. O objetivoera atrair um público maior ao esporte, que não é tão popular no país. Não deu certo: o cachorrinho pouco icônico não chamou a atenção da criançada, deixando os souvenires da Copa do Mundo encalhados nas prateleiras. Striker foi desenhado pelos estúdios Warner Brothers.

BolaEditar

A bola da Copa dos Estados Unidos foi a "Questra", fabricada pela Adidas.

 


EstatísticasEditar

Abaixo as estatísticas da Copa de 1994.


Jogadores mais velhos da Copa (entre 35 e 42 anos)Editar

Nascido em janeiro de 1959, Preud'Homme fica na frente dos demais na relação dos jogadores nascidos naquele ano.

Jogadores mais jovens da Copa (entre 17 e 22 anos)Editar

  • Os mais jovens jogadores da Copa de 1994 foram Rigobert Song (zagueiro de Camarões) e Ronaldo (atacante do Brasil). Porém, como Song nasceu em julho e Ronaldo, em setembro, o brasileiro era o atleta mais jovem da competição (Ronaldo tinha 17 anos e oito meses e Song, 17 anos e onze meses). Song, ao contrário do Fenômeno, disputou as três partidas de Camarões na primeira fase.

Os demais jogadores entre 17 e 22 anos foram:

CuriosidadesEditar

 
Lance do jogo entre Alemanha e Bulgária, em 1994.
  • Foi o último mundial a ter 24 seleções disputando o torneio. Na Copa da França, em 1998, seriam 32 seleções, critério que se segue até hoje.
  • O fraco desempenho técnico e a baixa média de gols no Mundial anterior fez a FIFA mudar algumas regras do jogo para torná-lo mais atraente aos olhos do público. Entre as mudanças, merecem ser citadas:
    • Num lance que possa gerar dúvida, o benefício será dado sempre à equipe que ataca;
    • No atraso de bola (recuo de bola) feito com os pés ao goleiro, ele só pode receber a bola com os pés; a exceção da regra só vale se a bola for atrasada com o peito ou a cabeça, para que o goleiro possa agarrar a bola;
    • Cartão vermelho ao jogador que atingir o adversário por trás; o mesmo vale para o jogador que comete falta como último homem da defesa;
    • Substituição do goleiro, em caso de contusão ou expulsão do mesmo;
    • Três pontos por vitória para estimular as equipes a jogar pela vitória;
    • Todos os 11 reservas ficam no banco de reservas; antes disso, o treinador era obrigado a escolher 5 dos 11 reservas para serem relacionados no banco de reservas;
    • Os números dos atletas devem ficar nas costas da camisa em números grandes, com o respectivo nome do atleta;
    • As camisas devem ter números também na frente, em dimensões menores ou iguais as que devem ficar na frente do calção.
  • Diante disso, os jogos tiveram 141 gols marcados, ao contrário do mundial anterior, que teve 115 gols marcados.
  • Ao vencerem o Marrocos por 2x1 na 1ª fase, os jogadores da Arábia Saudita ganharam do Rei Fahd um automóvel cada um como premiação. Como só foram eliminados nas Oitavas-de-final, ao voltarem, receberam além do carro, um apartamento. Tais presentes foram dados pelo monarca, apaixonado por futebol.
  • No jogo da 1ª fase entre Romênia e Colômbia, o meia romeno Gheorghe Hagi marcou o 2° gol de sua equipe, num chute de 30 metros da intermediária esquerda que encobriu o goleiro colombiano Óscar Córdoba, com a bola entrando no ângulo. Ao ser questionado pelo gol, ele disse: "Meu pé esquerdo é realmente muito bom".
  • No jogo entre Seleção de Futebol dos Estados Unidos e Colômbia o zagueiro Andrés Escobar marcou um gol contra, na derrota por 2x1. Dias depois, já de volta ao país, o zagueiro foi brutalmente assassinado com 15 tiros num restaurante em Medellín, por um apostador que era ligado ao Cartel de Medellín. O assassino, quando disparava os tiros que mataram Escobar, gritava "gol".
  • Durante a participação na Copa, torcedores camaroneses incendiaram a casa do goleiro Joseph-Antoine Bell. Ele, que pararia de atuar profissionalmente ao fim do torneio, foi considerado culpado pela péssima campanha dos Leões Indomáveis.
  • O centroavante russo Oleg Salenko conseguiu um recorde. Ele marcou 5 gols numa só partida, quando sua equipe goleou o Camarões por 6x1. Até hoje, ninguém conseguiu igualar tal feito.
  • Somando estes 5 gols, ao gol que marcara de pênalti na derrota por 3x1 para a Suécia, o próprio Salenko contou com 6 gols, e acabaria a competição como artilheiro do Mundial, juntamente com o búlgaro Hristo Stoitchkov. Mas nunca mais conseguiu repetir a façanha, nem teve mais sucesso na carreira, sendo obrigado a abandonar o futebol 7 anos depois devido a uma lesão nos ligamentos.
  • Na mesma partida em que Salenko fez 5 gols, o centroavante camaronês Roger Milla se tornou o jogador mais velho a atuar e a marcar um gol em Copas do Mundo. Ele marcou a 1 minuto do 2° tempo o único gol de sua seleção aos 42 anos de idade. Este último recorde persiste até hoje. O recorde de jogador mais velho foi superado na Copa de 2014 no Brasil pelo goleiro Faryd Mondragón(que foi goleiro reserva nesta copa). Ele quebrou o recorde de jogador mais velho a disputar uma partida de Copa do Mundo, com 43 anos e 3 dias. O feito ocorreu durante a partida contra o Japão, em 24 de junho de 2014, vencida pela Colômbia por 4 a 1. Mondragón entrou em campo aos 39 minutos do segundo tempo, substituindo o goleiro titular David Ospina e ainda fez uma defesa no último minuto evitando o que seria o segundo gol da equipe japonesa.
  • Ao marcar um gol na partida entre Brasil e Holanda, pelas Quartas-de-final, o atacante brasileiro Bebeto comemorou como se embalasse uma criança. Motivo: o gol era dedicado ao seu filho Matteus (nascido na véspera), em homenagem ao craque alemão Lothar Matthäus. Antes disso, Bebeto já tinha homenageado o companheiro de time Leonardo quando marcou seu gol no jogo em que o Brasil venceu Camarões por 3 a 0 na 1ª fase, pelo nascimento do filho de Leonardo.
  • O mundial dos EUA testemunhou a primeira expulsão de um goleiro em Copas: o italiano Gianluca Pagliuca conseguiu tal feito na partida contra a Noruega na primeira fase. Aos 22 minutos do primeiro tempo, em um contra-ataque norueguês, o goleiro italiano deu um tapa na bola fora de sua área. Como era o último homem da defesa, ele foi expulso. Aí entrou a regra da terceira substituição: para entrar o goleiro reserva Luca Marchegiani, o treinador italiano Arrigo Sacchi tirou o atacante Roberto Baggio. Pela expulsão, o goleiro italiano pegou 2 jogos de suspensão, só voltando ao time titular no jogo de quartas-de-final diante da Espanha. O feito só ocorreu novamente na Copa de 2010, na África do Sul, com a expulsão do goleiro da equipe anfitriã, Itumeleng Khune, aos 30 minutos do segundo tempo da partida entre África do Sul e Uruguai ao derrubar o atacante uruguaio Suárez na área.
  • O meia argentino Maradona foi flagrado no exame antidoping na partida entre Argentina e Nigéria na primeira fase. Em sua urina foram apresentadas as seguintes substâncias: efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina. Como o jogador já havia sido suspenso por 15 meses num exame antidoping realizado quando jogava na equipe italiana do Napoli em 1991, a FIFA puniu o jogador por mais 15 meses de suspensão. Maradona, após cumprir nova punição, voltou à Argentina para encerrar sua carreira no seu clube de coração, o Boca Juniors, onde, após ser pego novamente no antidoping, encerrou a carreira em 1997, no dia em que completava 37 anos.
  • O cartão amarelo mais rápido da Copa de 1994 foi dado ao russo Sergey Gorlukovich, quando o jogo contra a Suécia nem havia começado. Ele acabou igualando a façanha do italiano Giampiero Marini, que também recebeu amarelo antes do início do jogo contra a Polônia, em 1982.
  • Após ter sua seleção eliminada pela Bulgária nas quartas-de-final, o goleiro alemão Bodo Illgner xingou o treinador Berti Vogts e o preparador de goleiros Sepp Maier. Por tais declarações, ele nunca mais foi convocado para defender a seleção alemã. Em 1996, o goleiro foi jogar na equipe espanhola do Real Madrid, mostrando muito do seu talento, ganhando 2 Ligas dos Campeões e 1 Mundial Interclubes, e por lá mesmo encerrou sua carreira de jogador em 2001, aos 34 anos, em decorrência de uma prolongada lesão no ombro.
  • O meia alemão Stefan Effenberg foi substituído no jogo entre Alemanha e Coreia do Sul. Ao sair, fez um gesto obsceno para a torcida presente no estádio Cotton Bowl em Dallas. Sua atitude custou caro: no dia seguinte, ele, foi afastado da seleção alemã pelo treinador Berti Vogts, por indisciplina, nunca mais jogando pela Alemanha até 1998, quando fez sua despedida.
  • A Nigéria teve um caso inusitado. Sempre que o time jogava com sua segunda camisa (branca com estampas tribais espalhadas por toda a camisa), vencia (derrotou a Bulgária e a Grécia na primeira fase com este fardamento). Mas quando jogava com a primeira camisa (verde com detalhes em branco e tribais), chegava a abrir o placar, mas tomava a virada, como foi nas derrotas para Argentina e Itália nas oitavas-de-final, que acabou eliminando as Super-Águias.
  • No jogo entre Bulgária e México, válido pelas oitavas-de-final, no Giants Stadium em Nova Iorque, ocorreu um lance inusitado: Aos 20 minutos do 1º tempo, houve um escanteio a favor da Bulgária, e a bola foi afastada pela defesa mexicana. O defensor mexicano Marcelino Bernal, na tentativa de alcançar a bola de cabeça, se apoiou na trave e na rede, quebrando a haste atrás da trave, que sustentava a rede. O jogo foi interrompido para a troca da trave. Em apenas oito minutos, os organizadores trouxeram uma nova trave com rede, a substituíram, e o jogo pode continuar normalmente. O brasileiro Zaguinho, naturalizado mexicano, ajudou na troca da trave.
  • Várias ausências foram sentidas no Mundial dos EUA: Brian Bliss, Peter Vermes, Mike Windischmann, e Desmond Armstrong (EUA - Armstrong estava trabalhando como comentarista), Careca, Ricardo Gomes, Evair, Palhinha e Mozer (Brasil), Eugene Ekéké (Camarões), Andrey Kanchelskis, Igor Dobrovolskiy, Sergey Kiryakov, Igor Kolyvanov, Igor Shalimov e Akhrik Tsveiba (Rússia), Niclas Alexandersson (Suécia), Markus Babbel, Oliver Bierhoff e Olaf Thon (Alemanha), Emilio Butragueño (Espanha), Leonardo Astrada, Carlos Mac Allister, Néstor Gorosito e Alberto Acosta (Argentina), Pietro Vierchowod e Riccardo Ferri (Itália) e Stanley Menzo (Holanda).
  • A Rússia foi a que mais sentiu as ausências de seus atletas. Como os principais jogadores do país não foram atendidos em suas exigências por melhores premiações em dinheiro em caso de vitórias na Copa, esse grupo decidiu não servir à seleção nacional. Os jogadores eram liderados por Igor Shalimov, da Inter de Milão, e Sergey Kiryakov, da equipe alemã do Karlsruhe, equipes de ponta do futebol europeu. O motivo seria o baixo valor oferecido pela federação local, mas quatro anos depois, o treinador russo na época, Pavel Sadyrin, disse para o ex-jogador inglês Gary Lineker, em um programa de entrevistas para a rede britânica BBC que o motivo era que ele só apoiaria os jogadores em suas exigências, caso eles apoiassem em aumentar o salário do treinador (durante os quatro anos em que esteve à frente da seleção, ele disse ter ganho apenas US$ 200). Como os jogadores se recusaram a apoiá-lo, ele não levou adiante o apoio às suas exigências. Com isso, a Rússia foi disputar o Mundial desfalcada de seus principais atletas.
  • 3 Seleções retornam a disputar um mundial após um longo período: Noruega (56 anos depois), Bolívia (44 anos depois) e Suíça (28 anos depois).
  • No Brasil, embora a Rede Record não tenha transmitido os jogos da Copa de 94 por não ter adquirido os direitos, a emissora sempre anunciava a data do próximo jogo da seleção brasileira, com o narrador das propagandas dizendo: "Quinta-Feira, tem jogo do Brasil!".
  • Foi a primeira e única vez que o narrador brasileiro Luciano do Valle narrou um título mundial da Seleção Brasileira de Futebol em Copas do Mundo, uma vez que a Rede Bandeirantes não teve os direitos de transmissão da Copa do Mundo FIFA de 2002 também ganha pelo Brasil.

Ligações externasEditar