Império Mongol

estado extinto na Ásia
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Монголын Эзэнт Гүрэн
Mongolyn Ezent Guren
Ikh Mongol Uls

Império Mongol

Império

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Localização de Império Mongol
Expansão do Império Mongol
Continente Eurásia
País Mongólia
Capital Avarga (1206–1235)
Caracórum (1235–1260)
Cambalique (1271–1368)
Língua oficial
Religião
Inicialmente
Tengriismo
Xamanismo
Posteriormente

Budismo
Governo Monarquia eletiva. Depois, passou-se a ser hereditária.
Khagan
(imperador)
 • 1206–1227 Gengis Khan
 • 12291241 Ögedei Khan
 • 12461248 Güyük Khan
 • 12511259 Möngke Khan
 • 1260–1294 Kublai Khan (nom.)
 • 13331368 Toghon Temür (nom.)
Legislatura Curultai
História
 • 1206 Gengis Khan unificou as tribos
 • 1227 Morte de Gengis Khan
 • 12501350 Pax Mongolica
 • 12601294 Divisão do Império Mongol
 • 1480 Fim do domínio da Horda Dourada na Rússia
 • 1687 Colapso do Canato de Chagatai
 • 1368 Queda da Dinastia Yuan
Área
 • 1206 [nota 1] 4 000 000 km2
 • 1227[nota 2] 13 500 000 km2
 • 1294[nota 3] 23 500 000 km2
 • 1309[nota 4] 24 000 000 km2
Moeda Dirrãs, sukhe, papel-moeda

O Império Mongol (em mongol: Loudspeaker.svg? Монголын Эзэнт Гүрэн, Mongolyn Ezent Güren ou Их Mонгол улс, Ikh Mongol Uls) foi uma entidade política que existiu durante os séculos XIII e XIV e foi o maior império em área contígua da história.[2] A partir de estepes da Ásia Central, que se estendiam da Europa Central até o mar do Japão, ao norte até a Sibéria, ao leste e ao sul até o subcontinente indiano, a Indochina e o planalto iraniano e, por fim, ao oeste até o Levante e da Arábia.

O império unificou as tribos tribos dos mongóis e turcas da Mongólia sob a liderança de Gengis Khan, que foi proclamado o governante de todos os mongóis em 1206. O império cresceu rapidamente sob seu governo e sob seus descendentes, que enviaram invasões em todas as direções.[3][4][5][6][7][8] O grande império transcontinental ligava o Oriente com o Ocidente em uma Pax Mongolica imposta, que permitia o comércio e a troca de tecnologias, produtos e ideologias por toda a Eurásia.[9][10]

O império começou a decair devido a guerras sobre a sucessão de poder, visto que os netos de Gengis Khan divergiram sobre se a linha real devia seguir a partir de seu filho e herdeiro inicial Ögedei, ou para um de seus outros filhos, como Tolui, Chagatai ou Jochi. Os seguidores de Tolui prevaleceram após um expurgo sangrento das facções pró Ögedei e Chagatai, mas disputas continuaram mesmo entre os descendentes de Tolui. Após a morte de Mongke Khan, conselhos curultais rivais elegeram simultaneamente diferentes sucessores, os irmãos Ariq Böke e Kublai Khan, que, em seguida, não só lutaram entre si na Guerra Civil Toluida, mas também travaram disputas com os descendentes dos outros filhos de Khan.[11][12] Kublai chegou com sucesso ao poder, mas a guerra civil se seguiu quando Kublai procurou, sem sucesso, retomar o controle das famílias Chagatayid e Ögedeid.

A Batalha de Ain Jalut, em 1260, marcou o ponto das conquistas mongóis e foi a primeira vez que um avanço mongol foi derrotado em combate direto no campo de batalha. Embora os mongóis tenham feito muito mais invasões no Levante, ocupando-o brevemente e invadindo até Gaza, depois de uma vitória decisiva na Batalha de Wadi al-Khazandar em 1299, eles se retiraram da região devido a vários fatores geopolíticos. Na época da morte de Kublai, em 1294, o Império Mongol tinha se fragmentado em quatro canatos (ou impérios) separados, cada um perseguindo seus próprios interesses e objetivos distintos: o Canato da Horda Dourada, no noroeste; o Canato de Chagatai no oeste; o Ilcanato, no sudoeste; e da dinastia Yuan, sediada na moderna Pequim.[13] Em 1304, os três canatos ocidentais aceitaram rapidamente a suserania nominal da dinastia Yuan,[14][15] mas, quando em 1368 ela foi derrubada pela dinastia Ming, dos hans, o Império Mongol finalmente foi dissolvido.

HistóriaEditar

Origem e expansãoEditar

 
Com a ajuda de seus arqueiros montados, os mongóis conquistaram a maior parte da Eurásia. Na imagem, a reconstrução de guerreiro mongol.

Após unificar as tribos mongóis, o próximo alvo de Gengis Khan foi a China, na época dividida em vários reinos, dentre eles o império Jin ao nordeste, os Xixia ao norte e os Sung ao sul. Em 1215 Pequim foi conquistada, após um longo cerco. A região ficou ao cargo do general Muqali.

Em seguida, foi a vez do império da Corásmia, cujos domínios incluíam os atuais Uzbequistão, Quirguistão, Turcomenistão, Tajiquistão e Afeganistão, contra o qual empreendeu uma sangrenta guerra entre 1219 a 1221. Cidades como Samarcanda e Bucara foram arrasadas.

Em perseguição ao Maomé da Corásmia, um exército liderado por Jebe Noyon e Subedei invadiu o norte da Pérsia, atravessou o Cáucaso, derrotando vários exércitos locais, e alcançou a região sul da Ucrânia, onde em maio de 1223 derrotou um exército de 80 mil homens composto por soldados de diversos principados russos na batalha do rio Kalka. Em agosto de 1227, em meio a guerra contra o império Xixia, Gengis Khan faleceu.

Com a morte de Khan, o império foi dividido entre seus filhos. A Sibéria Ocidental e o Cazaquistão ficaram com Jochi, porém como este também morreu alguns meses depois, seus domínios foram divididos entre Batu e Orda Khan; O Turquestão ficou com Chagatai, no que viria a ser o Canato de Chagatai; a Mongólia ficou com o caçula Tolui e o norte da China com Ogodai.

Em 1229, seu filho Ogodai o sucedeu, continuando com as guerras de expansão. Na China terminou de destruir os Xixia, conquistou a cidade de Kaifeng em 1234, assim terminando a conquista da região norte e iniciando guerra contra os Song do sul, além de conquistar por completo a Coreia. No Oriente Médio, destruiu os últimos remanescentes de Khwarezm e conquistou a Pérsia. Porém seu maior feito sem dúvida foi a campanha contra a Europa, comandada por Batu Khan e Subedei. Após derrotarem os búlgaros do rio Volga, os vários principados russos foram devastados e conquistados, reduzindo-os à vassalagem.

Em dezembro de 1240 Kiev foi conquistada e no ano seguinte em um ataque triplo foram invadidos Polônia, Hungria e Romênia. Os exércitos poloneses e alemães foram vencidos na batalha de Legnitz e os húngaros na batalha de Mohi. Ao final de 1241, Subedei estava discutindo planos de invadir o norte da Itália, Áustria e os estados germânicos, porém devido a morte de Ogodai tal campanha foi abortada, já que tiveram de voltar à Mongólia para eleger o próximo khan. No caminho de volta, devastaram Croácia, Sérvia e Bulgária, que se tornaram vassalos dos mongóis.

Organização do Império MongolEditar

O Império Mongol é considerado um dos maiores da história da área contigua; foi uma entidade que existiu durantes os séculos XVIII e XIV. Começando nos estepes da Ásia Central, que eventualmente esticado da Europa de Leste para o Mar do Japão, cobrindo grande parte da Sibéria, no norte e sul, estendendo o sudeste da Ásia, o subcontinente indiano, o planalto iraniano, e no Oriente Médio.[16]

Os Mongóis eram dotados de uma forte tradição militar em que qualquer contenda poderia ser resolvida por meio da luta. Foi um império cuja suas propriedades foram além do norte do deserto de Gobi, e se tem início quando o Temujin é coroado líder máximo de tribos nômades da Mongólia, no ano de 1206, este fica conhecido como Chinggis Khan em 1197.

Khan reuni todas as tribos da Mongólia, o que de fato marca o surgimento do famoso império. Unificando as tribos nômades daquela região gelada e criando um poderoso, vasto e diversificado exército que, em 1215 conquistou a cidade de Pequim, assim iniciando um grande império.

A rápida expansão do Império foi possível como resultado da habilidade militar, organização política econômica, e disciplina. Primando a formação de um exército de soldados que dominassem a montaria e o arco, Gêngis realizou uma violenta política expansionista em busca de riquezas, terras e escravos.

Antes de morrer, Gêngis Khan dividiu seu império entre seus filhos e da família imediata, mas como costume claro, manteve-se a propriedade conjunta de toda a família imperial, que, junto com a aristocracia mongol, constituíam a classe dominante.

O império começou a dividir como resultado de guerras por sucessão, como os netos de Gêngis Khan contestando se a linha real deve seguir do filho de Gêngis e herdeiro inicial Ogedei, ou um de seus filhos, tais como Tolui, Chagatai, ou Jochi.[16]

Suas divisões estratégicas fizeram com que o seu império fosse considerado o mais difuso da história da humanidade.

"Desde allí, sus descendientes formaron poderosas dinastías que gobernaron de forma independiente Irán, Asia Central y Rusia, y establecieron una nueva dinastía (Yuan) que reunificaría China bajo dominio mongol. (GARCIA ESPADA, 2017)"[17]

Na maioria dos territórios que passavam, esses povos deixaram marcas culturais, chegando a tornarem-se um fator indispensável para compreender o surgimento de organizações políticas e sociais existentes nos tempos modernos como por exemplo, o Império Otomano, o Irã Safavi, a China Ming ou o Zarato Russo.

O estudo de Allsen, “Culture and Conquest in Mongol Eurasia”[18], apresentou os Mongóis de uma nova forma, ou seja, deixaram de ser vistos como meros conquistadores nômades que implementavam suas leis a outras populações, passando a ser considerados povos que agiam como “verdadeiros intermediários culturais”, promovendo assim, uma certa mobilidade de bens e pessoas da China para o Mar mediterrâneo, acarretando um estímulo nas trocas culturais, econômicas e religiosas (GARCIA ESPADA, 2017)[17]

É com o desenvolvimento/aplicação do estribo que a ‘arte da guerra’ mongolesa suplantou as táticas dos outros povos como assegurar firmeza ao cavaleiro em movimento enquanto libera suas mãos para o combate e o manejo das armas. Complementando os impactos, Espada explica que as invasões Mongóis tiveram impactos por épocas muito além do período de acontecimento, mas foram de peso para formar estereótipos relativo a esses povos que se mantêm até os dias atuais.

Como forma de administrar suas terras, Khan toma algumas decisões antes não presenciadas, como a criação de um código de leis, a proibição de venda de mulheres, repressão e desencorajamento de brigas internas e de roubos, e também implantou uma certa tolerância a diferentes religiões -contudo, a principal era o Tengriismo. Apesar dessas ditas mudanças, seu destaque estava fundado no posto militar, pois desenvolveu um enorme exército comandado por pessoas de sua confiança.

Complementando suas mudanças, o líder em questão impôs o fato de que a pilhagem dos inimigos devia ser dividida entre as famílias dos guerreiros, ou seja, o que antes se restringia a líderes passa a ser compartilhado com a comunidade.

Ainda no âmbito do exército, este por sua vez começou a ser dividido em unidades de combates independentes e com comandantes militares próprios, melhorando assim sua eficácia.

É passível de observação que, durante o processo de conquista, os Mongóis tiveram algumas vantagens, como por exemplo os seus conhecidos “cavalos”, ocuparam papel de destaque nas conquistas territoriais e eram, na verdade, “pôneis duplos”.

Eram extremamente fortes e eram usados um dia para três de descanso. Além disso, suas famosas tendas (gher) resistentes permitiam um melhor repouso, além de acomodar fogueiras no seu interior.[19]

A base da alimentação era composta pela carne e pelo leite. A carne era cortada em finas fatias, postas para secar ao sol e ao vento, depois eram prensadas e fermentadas. Dessa forma conservavam-se por muito tempo mantendo suas propriedades nutritivas.

Do ponto de vista das campanhas militares, eis uma combinação muito prática para os soldados, que carregavam rações individuais dessa carne e da coalhada, podendo consumi-las tanto acampados quanto sobre os cavalos.

Como estratégia de conquista Gêngis Khan “organiza um eficiente serviço de espiões e batedores infiltrados nas tribos rivais, explorando sempre as dissensões internas entre os inimigos e procurando as melhores condições físicas para atacar (áreas de vertentes onde assumisse posição vantajosa; gargantas entre montanhas; oferta de pasto para os animais)” (Elaine Barbosa)[19]. E para melhor consolidar sua influência, o líder cercava-se apenas de pessoas que eram representações de coragem e capacidades militares, e que jamais almejariam adquirir poderio.

A reforma do exército foi algo marcante, Gêngis passou a determinar a quantidade de combatentes que cada ulus deveria fornecer. Esse sistema melhorou a comunicação entre o exército e o governante, criando assim uma comunicação mais eficiente e rápida. De forma geral, o conjunto de oficiais era formado por uma aristocracia tribal, e embora os soldados não fossem profissionais (mantendo suas atividades pastoris em tempos de paz) ficaram encarregados pela atividade militar de uma forma quase permanente.[19]

Visando controlar ambições pessoais que podiam vir a emergir no Império, Gêngis Khan amplia a guarda pessoal, incorporando varões daqueles chefes e dando-lhes um poder superior aos dos pais.

Esse exército era coordenado por um corpo de mensageiros-flechas, que dispunham de mudas de cavalos espalhados por todo o território. Nas operações militares eram usados também sinais visuais — bandeiras de dia, fogos de noite — e sonoros, permitindo operações combinadas em áreas muito extensas.

Degradado de infantaria, o exército mongol era quase imbatível graças a essa combinação de velozes arqueiros a cavalo. Durante os ataques, a cavalaria dividia-se em três alas: a da esquerda (djunqar), a da direita (baraghun) e a do centro (qoel), que obedeciam tanto aos oficiais quanto às ordens transmitidas pelas flâmulas (bandeiras pequenas).

Por fim, em sua organização o exército mongol apresentava um traço característico de muitos exércitos vitoriosos na história: a valorização do mérito individual em detrimento das relações e hierarquias tradicionais.

Após a morte de Gêngis, o Império foi dividido em quatro ulus, cada dado a seus quatro filhos “principais”. Embora estes ulus (heranças) foram politicamente unidos no mesmo império, que viria a servir de base de canatos futuros.

Ogedei já havia sido escolhido por Gêngis para ser seu sucessor. Contudo, dois anos após a morte de Gêngis Khan ‘, Ogedei foi oficialmente proclamada como o governante do Império Mongol. Ogedei levou o título de Khakhan (“Grande Khan” ou “Khan dos Khans”), um título usado pelos governantes dos impérios maiores estepe. Chingis no entanto, nunca usado oficialmente este título.

Fragmentação e declínioEditar

Nos anos 1250, sob o governo de Mongke, filho de Tolui, as conquistas foram retomadas. Em 1256, os assassinos na Pérsia foram destruídas e em 1258 Bagdá foi conquistada, pondo fim ao agonizante Califado Abássida. Em seguida foi a vez da Síria. Ao mesmo tempo na Europa um novo ataque contra a Polônia ocorre, liderado pelo general Nogai. Eis que em 1259, Mongke morre e Hulagu Khan teve de voltar para a eleição do novo khan, e suas forças de guarnição que manteve foram derrotadas e expulsas pelos Mamelucos, liderados por Baibars, que infligiu-lhes em 1260 uma derrota na batalha de Ain Jalut, na Palestina.

Após a morte de Mongke, iniciou-se um processo de divisão em canatos independentes dos territórios do império. Para suceder Mongke, Berke, khan da Horda Dourada, apoiou Arik Boke, enquanto que Hulagu apoiou Kublai, que após derrotar seu irmão assumiu o trono em Karakorum. Tais disputas tiveram como resultado o surgimento de rixas que levaram à fragmentação do império.

Kublai Khan, ao assumir o poder, iniciou novas guerras de conquista, porém todas elas voltadas contra os países vizinhos da China. Sua política toda voltada à China contribuiu para a fragmentação do império, à medida que não dava atenção às suas regiões mais remotas. Dentre as guerras empreendidas por Kublai, estão a conquista dos Song, que terminou em 1279, assim conquistando toda a China e fundando uma nova dinastia, a Yuan. Fora da China, promoveu dois ataques contra o Japão em 1274 e 1281, que foram frustrados por conta de tempestades marítimas (que foram chamadas pelos japoneses de kamikaze ou vento divino) que destruiu a frota mongol, além de ataques contra os atuais Vietnã, Camboja, Mianmar e Java, também sem muito sucesso.

Estados sucessoresEditar

 
O Império Mongol em 1300 d.C, com as subdivisões da Horda de Ouro (amarelo), Canato de Chagatai (cinza), Dinastia Yuan (verde) e Ilcanato (roxo).

Com o tempo o Império Mongol foi se dividindo em vários canatos independentes, devido às rivalidades locais e às políticas adotadas pelos khans. Todos eles, à exceção da Horda de Ouro, tiveram duração efêmera. Dentre eles estão:

Expansão à ÍndiaEditar

 Ver artigo principal: Império Mogol

Nos anos de 1520, Babur invadiu a Índia e, na batalha de Panipat, fez-se senhor do Punjab. Em breve estabelecia um novo Império Mongol na Índia, conhecido pelo nome de Império Mogol, da versão persa da palavra "mongol", para o distinguir das anteriores conquistas desse povo. Baber morreu em 1530, apenas quatro anos depois de Panipat, mas o seu império durou até meados dos anos de 1700, quando os britânicos passaram a ter o poder supremo na Índia.

No seu período áureo, o Império Mogol cobriu quase toda a moderna Índia, Paquistão e Bangladesh. Hoje, grande parte da população da Sibéria e uma pequena parte do extremo leste europeu tem traços mongóis ou pertence à raça mongoloide, à qual pertence também quase metade da população do mundo (chineses, coreanos, etc.)

Diz-se que os Mongóis passavam o dia inteiro montados nos seus cavalos, tanto que deixavam um pedaço de carne debaixo das suas selas; assim com o calor e o suor a carne ficava semicozida. Os seus guerreiros, montados em cavalos, carregavam lanças leves, e os mongóis geralmente viviam em tendas.

Lista de governantesEditar

Ver tambémEditar

Notas

  1. Área populacional no ano da unificação da Mongólia.[1]
  2. Ano da morte de Genghis Khan.[1]
  3. Ano da morte de Kublai Khan.[1]
  4. Ano da última reunificação oficial.[1]

Referências

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  13. The Cambridge History of China: Alien Regimes and Border States. p. 413.
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  15. Allsen. Culture and Conquest. pp. xiii, 235.
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Ligações externasEditar

 
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