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Campeonato Brasileiro de Futebol

Liga nacional de futebol profissional
(Redirecionado de Campeonato Brasileiro de Futebol - Série A)

O Campeonato Brasileiro de Futebol, também conhecido como Campeonato Brasileiro, Brasileirão e Série A, é a liga brasileira de futebol profissional entre clubes do Brasil, sendo a principal competição futebolística no país. É por meio dela que são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América (juntamente com o campeão da Copa do Brasil).

Campeonato Brasileiro de Futebol
Brasileirão
Campeonato Brasileiro Série A logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 60 (10 em mata-mata, 36 em sistema misto e 14 na modalidade de pontos corridos)
Outros nomes Brasileirão
Local de disputa Brasil
Número de equipes 20
Sistema Pontos corridos
Divisões
Série A • Série BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

Devido às peculiaridades históricas e a grande dimensão geográfica do país, o Brasil tem uma história relativamente curta de competições nacionais de futebol. Apenas em 1959, como estabelecido em 1955,[1][2] foi criado um torneio nacional, a Taça Brasil. Em 1967, o Torneio Rio-São Paulo foi expandido para incluir equipes de outros estados, ficando conhecido como Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e passando a ser considerado uma competição nacional. Em 1971, a CBD iniciou um novo torneio nacional, o Campeonato Nacional de Clubes, torneio este, que foi considerado, entre 1974 e 2010, pela entidade máxima do futebol brasileiro como sendo a primeira edição do Campeonato Brasileiro. Em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, a CBF colocava as edições do "Robertão" em igualdade de condições com as edições posteriores do Campeonato Brasileiro, apenas mantendo os nomes próprios, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[3][4] Em dezembro de 2010, a CBF unificou a Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, e as edições de 1967 a 1970 do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata ao Campeonato Brasileiro pós 1971.[5] O primeiro campeão brasileiro foi o Bahia em 1959.[6]

Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Dentre os vários formatos já adotados incluem-se sistema eliminatório (1959-1968) e sistemas mistos de grupos (1967-2002). Após o início do sistema de pontos corridos em 2003, 7 clubes já conquistaram o título, Corinthians, Cruzeiro e São Paulo (3), Fluminense (2), Flamengo, Palmeiras e Santos (1), o que demonstra o nível de competitividade do campeonato.[7][8] O Palmeiras é o time com maior número de títulos brasileiros, com nove conquistas; já foram campeões brasileiros 17 clubes, 12 por mais de uma vez, de 7 estados e 9 cidades diferentes, sendo que apenas o Estado de São Paulo teve campeão por mais de uma cidade, 3 no total (Campinas, Santos e São Paulo), e apenas a cidade do Rio de Janeiro teve mais de 3 clubes campeões, 4 deles (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama).

O Campeonato Brasileiro é uma das ligas mais fortes do mundo, contando entre seus integrantes habituais com a participação do maior número de clubes detentores de títulos de "campeões mundiais", com onze campeonatos ganhos por 7 clubes,[9] o segundo em termos de quantidade de títulos da Copa Libertadores da América, com dezessete títulos conquistados por 10 clubes e ainda outros 3 finalistas, atrás em títulos apenas da Primera División Argentina, com 24 títulos conquistados por 8 clubes e um nono clube finalista. A liga é também classificada como a sexta mais valiosa com um patrimônio de mais de US$ 1,43 bilhão, sendo um dos campeonatos mais ricos, com um volume de negócios anual de mais de US$ 1,17 bilhão em 2012. O Campeonato Brasileiro é o torneio de futebol mais visto no continente americano e um dos mais expostos internacionalmente, transmitido em 155 países, tendo sido classificado no top 10 como uma das ligas mais fortes do mundo (para o período 2001-2012) pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), ficando na quarta colocação, atrás apenas da Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha) e Serie A (Itália).[10] O Brasileirão é a competição de futebol preferida dos brasileiros (51%), pelo equilíbrio e imprevisibilidade, bem a frente da Copa Libertadores da América (22,3%), a segunda colocada na preferência popular.[11]

Índice

História

Origens (1922–1959)

 
Elenco do Palestra Itália, primeira equipe campeã do Torneio Rio-São Paulo em 1933.

Como o futebol brasileiro tornou-se mais estabelecido na década de 1920, o interesse em realizar uma competição interestadual cresceu. Não considerando as competições interclubes iniciadas com a Taça Ioduran e suas sucessoras, a primeira competição interestadual foi o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, disputado pela primeira vez em 1922, onde reunia seleções estaduais de futebol,[12] tendo como o primeiro vencedor São Paulo e maior vencedor o Rio de Janeiro.[13] Citando as dificuldades em reunir jogadores, os clubes do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e São Paulo, optaram por colocar as suas melhores equipes umas contra as outras.

Em 1933, pela primeira vez houve a escolha de um torneio interestadual relevante, o Rio-São Paulo. No entanto, as edições posteriores (1934 e 1940) foram interrompidas devido ao então baixo interesse.[14][15][16][17][18][19][20][21] A competição só foi retornada em 1950, quando começou a ser disputado de maneira quase ininterrupta, até 1966. A despeito de contar com times apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, o torneio chegou a ser tratado como título brasileiro oficioso.[22]

Início dos campeonatos nacionais: Taça Brasil e Robertão (1959–1970)

Apesar da proposta de criação da Taça Brasil datar de 1951, a primeira edição do torneio não pôde ocorrer em 1955, como o planejado. O motivo seria o fato do calendário do futebol brasileiro já estar aprovado no período de 1955 a 1958, não podendo sofrer alterações em decorrência da Copa do Mundo de 1958. Sendo assim, ficou definido naquela época para a Taça Brasil começar somente em 1959.[1][2] A criação do torneio era necessária como forma de conciliar e integrar os clubes de outros estados, pois questionava-se o fato de apenas clubes cariocas e paulistas terem a chance de participar do Torneio Rio-São Paulo e da Copa Rio Internacional,[23] e da competição ter sido instituída em 1954 pela CBD, com a finalidade de apontar o clube campeão brasileiro da temporada e, de ter seu regulamento definido no ano seguinte, além da decisão da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), em 1958, de criar a Copa Libertadores, uma competição que deveria reunir os campeões nacionais de cada liga sul-americana. Jus a isso, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), encontrou mais uma necessidade para a realização de uma competição para definir o campeão brasileiro a ser indicado como o representante do Brasil na competição sul-americana. Desta maneira, em 1959, a CBD deu início à Taça Brasil, trazendo representantes de cada estado brasileiro para competir neste torneio nacional.

A primeira edição da primeira competição nacional de clubes do país, em 1959, contou com dezesseis participantes. O regulamento previa que os campeões paulista e carioca entrassem na competição na fase semifinal; os demais seriam agrupados geograficamente. Os vencedores das zonas Norte e Sul também se classificavam para as semifinais. O Bahia se tornou o primeiro campeão nacional ao vencer o Santos na final. Na edição seguinte, o Palmeiras, conhecido na época como Academia de Futebol, venceu o Fortaleza na final, mantendo a hegemonia paulista. A partir daí o Santos começou a despontar, sendo campeão brasileiro por cinco vezes consecutivas, vencendo a edição de 1961 (reeditando a primeira final contra o Bahia), tornando-se bicampeão no ano seguinte ao derrotar o Botafogo por 5 a 0 em pleno Maracanã, conquistando o terceiro título novamente diante do Bahia na edição de 1963, o quarto diante do Flamengo em 1964, por fim, chegando ao marco do pentacampeonato em 1965, batendo o Vasco da Gama na final. O Santos chegou a sua sexta final consecutiva em 1966, porém, desta vez, perdeu para o Cruzeiro.

Em 1967, o Torneio Rio-São Paulo, ainda sob organização das federações carioca e paulista, foi ampliado com a inclusão de clubes do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, passando a ser denominado oficialmente como Torneio Roberto Gomes Pedrosa (conhecido popularmente como "Robertão", devido a sua ampliação e caráter nacional). A partir de 1968, o certame passou a ser organizado pela CBD, e também recebeu da entidade a denominação oficial de Taça de Prata em função do troféu dado ao vencedor.[4] A partir daí, os clubes que conquistavam o Torneio Rio-São Paulo eram listados como campeões interestaduais e os do Robertão eram apontados como campeões nacionais. No entanto, a Taça Brasil e o Robertão estavam sendo disputadas simultaneamente com o mesmo valor, algo que tornou comum mais de um clube ser denominado como "campeão brasileiro" neste período. Em 1967 o Palmeiras conquistou dois títulos nacionais, ao vencer as duas competições, sendo a única equipe que conseguiu este feito. Em 1968, Botafogo e Santos foram denominados campeão brasileiros por vencerem a Taça Brasil e o Robertão, respectivamente. A partir daí, apenas o Robertão esteve em disputa, consagrando como campeões o Palmeiras em 1969 e o Fluminense em 1970. Internacional, Grêmio Atlético Mineiro e Cruzeiro foram os clubes de fora do Eixo Rio-São Paulo que se posicionaram entre os quatro primeiros colocados neste período.

O Campeonato Nacional de Clubes e a Copa Brasil (1971–1979)

Devido à experiência bem-sucedida com as quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1971 a CBD anunciou a transformação do Robertão em Campeonato Nacional de Clubes, com grande influência política.[24][25][26][27] Esse torneio ficaria conhecido, a partir de 1974, como a primeira edição do Campeonato Brasileiro, excluindo a versão anterior, apesar de disputado sob formato similar ao Robertão[28][24] — em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, a CBD colocava as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em igualdade de condições com as edições do Campeonato Nacional de Clubes, apenas mantendo os nomes próprios, excluindo esta informação a partir do boletim de 1974.[29][4] Alguns autores consideram que "a história do futebol brasileiro, a partir desse momento, foi deixada para trás".[24] O primeiro campeão da nova competição foi o Atlético Mineiro. A Taça Brasil tinha acabado em 1968, o Robertão que desde sua segunda edição adotava o nome oficial de Taça de Prata, englobava apenas times dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná e Pernambuco o disputaram. O campeonato tinha, a partir desse ano, primeira e segunda divisões que contava com participantes de vários estados brasileiros,[30] sem promoção e rebaixamento por critérios técnicos — no entanto, acabou havendo promoção: foi o vice-campeão da segunda divisão, o Remo, e não o campeão Villa Nova, que ficou com a vaga para disputar o Campeonato Nacional de Clubes de 1972[24][31] —, o que só aconteceria a partir de 1988. Na primeira divisão, a única inclusão de outro estado na disputa foi a do Ceará Sporting Club (Ceará), por ter a maior torcida do Ceará.[32] Nesse primeiro ano não houve grandes mudanças em relação ao Robertão do ano anterior, apenas se deu mais uma vaga para Pernambuco, o vice campeão, mais uma vaga para Minas Gerais, o terceiro colocado. Nesse primeiro ano, 20 clubes disputaram o Brasileiro, contra 17 do Robertão de 1970, não sofrendo nenhuma mudança drástica em relação à edição anterior.[33][34][35][36] Durante vários anos, os interesses da ARENA, braço político da ditadura militar, nortearam o aumento do número de clubes que participariam da competição.[37][31][38]

Em 1975, chegou ao fim a era João Havelange na Confederação Brasileira de Desportos. Ele deixou a entidade brasileira para assumir o comando da FIFA. Em um período em que a ditadura intervinha frequentemente no futebol brasileiro e forçava o inchaço do principal campeonato do país, não apenas para tornar o esporte realmente nacional, mas também para agradar os coronéis da política brasileira em regiões onde o futebol não era exatamente uma potência, a CBD teve um novo presidente: o almirante Heleno Nunes, de forte atuação na política do governo militar.[27] Neste ano, a CBD instituiu um novo troféu mais elaborado, o Troféu Copa Brasil, produzido pelo designer Maurício Salgueiro e o certame que desde a edição de 1971 era denominado de Campeonato Nacional de Clubes, sofre uma nova reformulação e passa a ser chamado oficialmente de Copa Brasil.[nota 1]

De 1972 a 1987 os campeonatos estaduais deveriam ser classificatórios para o Campeonato Brasileiro, embora houvesse vários clubes que foram convidados quando não iam bem no estadual, ou se criava um acesso da segunda divisão para a primeira no mesmo ano, como aconteceu com o Corinthians em 1982. Isto fez com que, em 1979, todos os grandes clubes de São Paulo (com exceção ao Palmeiras) retiraram-se da competição. Eles protestaram contra este confuso sistema de classificação, o que fez com seus rivais, Palmeiras e Guarani, disputassem apenas a fase final (devido a condição de serem finalistas no ano anterior). O Guarani terminou entre os 12 primeiros, mesmo jogando apenas três partidas, e o Palmeiras em quarto, apesar de ter jogado apenas cinco, em um torneio com 96 participantes.

Nesse período, Palmeiras, Vasco da Gama, Internacional, São Paulo e Guarani foram os campeões.

Criação da CBF, reformulações e crises (1980–1988)

Em 1980, devido ao desmembramento da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) ocorrido no ano anterior, o futebol brasileiro passou a contar com sua própria entidade, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).[39][40] Com a nova entidade, o futebol nacional também ganhou um novo campeonato nacional totalmente reformulado, que foi nomeado de "Taça de Ouro" e contou com um formato com duas divisões — três em sua segunda edição —, além de criar um novo troféu que era oferecido pela CBF ao seu campeão. Entretanto, a Caixa Econômica Federal continuou a enviar uma réplica do troféu da antiga competição realizada pela CBD entre 1975 e 1979, a Copa Brasil.[41] A reformulação do campeonato nacional, além da criação da própria CBF, foi principalmente devido a derrocada das bases financeiras que mantinha o futebol nacional e consequentemente a queda da influência do governo militar que intervinha regularmente no campeonato e a cada ano aumentava o número de clubes participantes. Na virada da década de 1970, chegou ao Brasil os efeitos da crise do petróleo, que abalou a economia mundial a partir de 1973 e, que teve efeito retardado no país. O regime militar bancou o congelamento do preço da gasolina, mas foi afetado pelos efeitos colaterais com o estouro da crise econômica nos anos 1980. Os clubes e as federações, presos a esse sistema, foram atingidos pelo agravamento da situação.[27]

Copa União (1987–1988)

Em 1987, a CBF anunciou que era financeiramente incapaz de organizar o campeonato nos mesmos moldes, apenas algumas semanas antes de ter sido programado para começar. A Confederação prometeu encontrar um patrocinador para bancar as finanças, sem sucesso, tentaria um acordo com os clubes para que bancassem as suas próprias despesas com as viagens ou realizaria um certame regionalizado (como era na época da Taça Brasil). Como resultado, os treze clubes de futebol mais populares do Brasil criaram uma nova entidade, apelidada de Clube dos 13, para organizar um campeonato próprio. Este torneio recebeu o nome de Copa União.[42][43] Para conciliar os interesses da CBF com o Clube dos 13, a competição recebeu o nome de Módulo Verde da Copa Brasil pela CBF, que formulou o Módulo Amarelo e um quadrangular. No final, ficou determinado um cruzamento entre os campeões e vice-campeões de ambos os módulos (grupos), donde sairia os dois representantes do Brasil para a Copa Libertadores de 1988.[43] Flamengo e Internacional se recusaram a participar desse cruzamento sendo eliminados por w.o.; consequentemente, Sport e Guarani fizeram o quadrangular com apenas dois jogos finais, que consagraram o Sport como campeão brasileiro de 1987.[44][45] Oficialmente pela CBF, o Módulo Amarelo e Módulo Verde, ambos com dezesseis clubes, formaram o Campeonato Brasileiro de 1987 com 32 clubes no total.

Em 1988, depois da confusão na edição anterior do campeonato nacional, a CBF decidiu fazer um enxugamento na quantidade de participantes na segunda Copa União, para realizar um campeonato mais competitivo com apenas 24 equipes. Além disso, pela primeira vez, a competição contou com um verdadeiro sistema de acesso e descenso, conforme exigido pela FIFA. Finalmente, desta vez, o regulamento foi cumprido, pois os quatro últimos colocados da primeira divisão (Bangu, Santa Cruz, Criciúma e America) caíram para a segunda divisão em 1989, sendo substituídos por Inter de Limeira e Náutico, respectivamente campeão e vice-campeão da Divisão Especial de 1988.[46]

Nesta fase foram campeões, Flamengo, Grêmio, Fluminense, Coritiba, São Paulo, Sport e Bahia.

Mudanças na CBF e no campeonato (1989–2002)

Em 16 de janeiro de 1989, Ricardo Teixeira assume a presidência da CBF.[46] Ele passou a comandar a entidade em uma época em que a mesma enfrentava graves problemas financeiros. Teixeira conseguiu transformá-la em superavitária através de contratos milionários envolvendo a Seleção Brasileira. Durante sua gestão, o Campeonato Brasileiro tornou-se mais reorganizado e as receitas geradas pelos clubes foram ampliadas, tanto nas cotas de televisão quanto nos patrocínios. Entretanto, desde a primeira década de sua gestão, Ricardo Teixeira foi envolvido em diversas denúncias de corrupção.[47]

O Campeonato Brasileiro já havia sido testado com inúmeras fórmulas e nomes diferentes, sendo bastante inchado e confuso em várias edições. Porém, a partir de 1987, com a criação da Copa União, houve diminuição no número de participantes do campeonato. Com isso, vários clubes de regiões menos populares que entravam na competição nacional por serem campeões estaduais deixaram de enfrentar os clubes considerados "grandes" e tradicionais, e com isso algumas agremiações corriam o risco até mesmo de se extinguirem. Para acalmar o descontentamento destes clubes e das federações de menor expressão, a CBF viu-se obrigada a criar uma "copa" nos moldes das europeias. Em 1989, a entidade cria uma competição nacional secundária, a Copa do Brasil, que permitia a entrada de clubes de todos os estados.[48][49] Com a criação deste novo certame, a CBF decide, pela primeira vez, nomear oficialmente o principal torneio nacional de futebol do país de Campeonato Brasileiro. A entidade tomou esta iniciativa para deixar claro qual era o torneio de caráter nacional do Brasil que daria ao seu vencedor o título de campeão brasileiro e, também, para evitar confusões entre Copa do Brasil com Copa Brasil, um dos antigos nomes utilizado entre as décadas de 1970 e 1980.[46][50][51][52]

Na edição de 1999, um novo sistema de rebaixamento foi adotado, semelhante ao usado na Campeonato Argentino de Futebol. Os dois clubes com as piores campanhas na primeira fase e na temporada anterior eram rebaixados. No entanto, este sistema só durou uma única temporada. Durante a primeira fase da competição, foi descoberto que o jogador Sandro Hiroshi estava registrado de forma irregular. Devido a este escândalo, a CBF decidiu punir a equipe do jogador, o São Paulo, anulando jogos em que participou, alternando imediatamente os resultados. Internacional e Botafogo ganharam pontos,[53][54] resultando no rebaixamento do Gama. O clube imediatamente processou CBF, que foi impedida de organizar a edição de 2000, e garantiu vaga nesta competição. Jus a isto, o Clube dos 13 organizou o campeonato daquele ano, sob o nome de Copa João Havelange, tendo a participação de Fluminense e Bahia, ambos da Série B, que foram convidados a participar da edição daquele ano.[55][56]

Neste período foram campeões, Vasco da Gama, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Botafogo, Atlético Paranaense e Santos.

Crescimento (2003–)

Uma das características históricas do Campeonato Brasileiro foi a falta de uma padronização no sistema de disputa, que mudava a cada ano, assim como as regras e o número de participantes. Isto durou até 2003, quando o formato de pontos corridos foi adotado. As partidas são divididas em dois turnos, e a equipe que somar o maior número de pontos é declarada campeã. Os critérios de desempate variam, de sequência de gols a número de vitórias. O Cruzeiro se consagrou campeão desta temporada.

A edição de 2005 ficou marcada por um evento negativo: o escândalo da Máfia do Apito. Durante o campeonato, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi preso em uma operação da polícia por manipular resultados de jogos em que atuou para que empresários de sites de apostas pudessem lucrar mais. Em uma decisão polêmica e inédita em toda a história do futebol, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou a anulação dos 11 jogos apitados pelo árbitro.[57][58][59][60]

Na edição de 2006, o número de participantes foi reduzido para 20, o que a própria CBF confirma como "formato definitivo", com as quatro melhores equipes se classificando para a Copa Libertadores, e as quatro piores sendo rebaixadas para a Série B. E, desde 2007, cada temporada decorre entre maio e dezembro, tendo 38 rodadas com dez partidas cada, totalizando 380 partidas. Com a adoção do novo sistema de disputa em 2003, até agora somente Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras conseguiram sagrar-se campeões.

O ranking da IFFHS de 2012 apontou o Campeonato Brasileiro como o segundo melhor campeonato de futebol do mundo, superado apenas pelo Espanhol.[61][62][63]

Em 2013, pelo resultado obtido em campo na Série A, o Fluminense seria rebaixado, o que o faria ser o primeiro time a ser rebaixado um ano depois de se consagrar campeão. Foi salvo, porém, depois que o STJD retirou pontos do Flamengo e da Portuguesa por escalação irregular dos jogadores Andre Santos e Héverton, respectivamente, na última rodada do campeonato. O Flamengo cairia caso a Portuguesa não perdesse pontos.[64][65] Algumas semanas depois, uma liminar na Justiça Comum determinou que a CBF devolvesse os pontos da Portuguesa, assim como antes havia sido concedida liminar ao Flamengo, colocando novamente o Fluminense no grupo dos clubes rebaixados, mas com unanimidade dos oito auditores, foi mantido o resultado da primeira instância.[66]

Formato da competição

Vinte clubes participam do Campeonato Brasileiro. Durante o decorrer da temporada (de maio a dezembro), cada clube joga duas vezes contra os outros (em um sistema de pontos corridos), uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos. As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Não são atribuídos pontos para derrotas.

As equipes são classificadas pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados.[67] Em caso de empate entre dois ou mais clubes, os critérios de desempate são os seguintes: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; menor número de cartões amarelos recebidos.

Qualificação para as competições internacionais

A partir da temporada de 2016, os seis melhores times do Brasileirão se qualificam para a Copa Libertadores, com os quatro melhores times entrando diretamente na fase de grupos.[68] Anteriormente, apenas as três melhores equipes eram qualificadas automaticamente. O quinto e sexto colocado disputam duas fases eliminatórias com confrontos de ida e volta em ambas as fases, para então entrarem na fase de grupos. Se os vencedores da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e/ou da Copa Sul-Americana estiverem na zona de classificação, aquele lugar vai para a próxima equipe melhor colocada no campeonato.[69] As equipes do sétimo ao décimo-segundo lugar se classificam para a Copa Sul-Americana.[70]

Os clubes brasileiros que vencerem a Libertadores têm a oportunidade de disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, a Recopa Sul-Americana (jogo disputado entre os vencedores da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana), assim como a Copa Suruga Bank, uma competição amigável realizada pela CONMEBOL em parceria com a Associação de Futebol Japonesa disputada pelo vencedor do Campeonato Japonês (J-League) e da Copa Sul-Americana em um único jogo realizado no local do participante japonês.[71]

Troféu

Em dezembro de 1954, o departamento técnico da CBD instituiu o troféu Taça Brasil, quando, também, é instituído o título de campeão brasileiro ao seu vencedor.[72][1] A CBD não confeccionou uma nova taça a cada edição da competição, que só ficava definitivamente com o clube que conquistava três títulos consecutivos ou cinco alternados.[73] No período em que a Taça Brasil foi a principal competição nacional de clubes, apenas dois troféus foram confeccionados: um é de propriedade do Santos (penta campeão brasileiro no período de 1961-1965) e o outro do Botafogo (último campeão da competição em 1968). Após a unificação dos títulos, alguns clubes brasileiros, como o Cruzeiro, fizeram réplicas do troféu.[74]

Em 1967, primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, foi oferecido ao campeão o Troféu Abreu Sodré, em homenagem ao governador de São Paulo. Nas edições seguintes houve outras versões alternadas.[75]


Em 1975, a Confederação Brasileira de Desportos criou o Troféu Copa Brasil,[76][77] conhecido popularmente como Taça das Bolinhas, obra do artista plástico Maurício Salgueiro,[78] com altura de 60 centímetros e pesando 5,6 quilos, numa composição de 156 esferas (sendo uma de ouro) banhadas a ródio para proteger a prata, todas suspensas numa base de madeira de lei de jacarandá [desambiguação necessária].[79] Tinha o intuito de premiar o primeiro clube do Brasil a vencer o Campeonato Brasileiro três vezes seguidas ou cinco vezes alternadamente a partir de 1975,[80] em um oferecimento da Caixa Econômica Federal.[81] Entre 1975 e 1992, todos os clubes campeões brasileiros receberam uma réplica deste troféu.[82][83]

O atual troféu do Campeonato Brasileiro está sendo entregue ao campeão desde 2014, ano em que a Chevrolet começou a patrocinar a competição.[84] Sua parte principal é banhada a ouro, pesando 15 quilos com sessenta centímetros de altura, 45 de largura e 40 de profundidade. Este modelo substitui o anterior desenhado pelo artista plástico Holoassy Lins de Albuquerque, que premiava os campeões brasileiros desde 1993.[85][86]

Por conta da CBF ter sido suspensa pela justiça comum de organizar o certame de 2000, foi utilizada uma outra taça criada exclusivamente para aquela edição, que ficou conhecida como Copa João Havelange, tendo como campeão o Vasco da Gama.[87][88]

Finanças

 
Sede social do Corinthians, que fez parte da lista dos clubes de futebol mais ricos do mundo em 2013.

O Campeonato Brasileiro é classificado como a sexta liga de futebol mais valiosa do mundo, a primeira fora do "top cinco Europeu",[89] com um patrimônio de mais de US$ 1,43 bilhão, além de ter um volume de negócios anual de mais de US$ 1,24 bilhão em 2013,[90] sendo que o valor total de cada clube nesta temporada era de US$ 1,07 bilhão.[91] Em 2013, o Corinthians fez parte da lista dos clubes de futebol mais ricos, figurando na décima sexta colocação.[92] Os direitos televisivos do Brasileirão valiam mais de US$ 610 milhões em 2012, o que representa 57% do valor na América Latina como um todo.[93]

Em 2015, dos vinte clubes brasileiros com maior faturamento, dezoito faziam parte da primeira divisão. O faturamento total desses clubes foi de 3,6 bilhões de reais. Os prejuízos foram estimados em 373 milhões, enquanto os superávits, em 390,7 milhões. O Cruzeiro foi a equipe com o maior faturamento desse ano (363,8 milhões),[94] enquanto o Corinthians teve o maior prejuízo (97 milhões),[95] o Flamengo teve o maior superávit (130,4 milhões).[96] No entanto, apesar do alto faturamento, os clubes brasileiros possuem um problema incomum: as dívidas. O endividamento dos clubes da primeira divisão em 2015 foi de 4,8 bilhões de reais (mais que o dobro em relação a 2011). O endividamento operacional foi estimado em R$ 980 milhões, enquanto o bancário chegou a 1,48 bilhão, o fiscal atingiu a marca recorde de 2,33 bilhões, com um aumento de mais de 500 milhões em relação a 2014.[97][98]

Patrocinadores

O Campeonato Brasileiro de Futebol foi oficialmente patrocinado entre 2009 e 2016:

Além do patrocínio em si, o Campeonato Brasileiro tem outros parceiros oficiais e fornecedores de material esportivo. O fornecedor da bola oficial é a Nike.[102]

Transmissão televisiva

Atualmente, o dinheiro da televisão representa uma parte significativa das finanças dos clubes brasileiros. Os direitos de exibição do campeonato pertencem, com exclusividade, ao Grupo Globo, que distribui as partidas ao vivo para suas emissoras: Rede Globo (na televisão aberta), SporTV (na televisão por assinatura) e Premiere (no sistema de pay-per-view). A transmissão das partidas são repassadas ao Fox Sports, que desde 2013 tem direito de exibir apenas os melhores momentos e reprises dos jogos.[103] A Globo passou a transmitir o campeonato pela primeira vez em 1987, quando o primeiro contrato de televisão foi negociado junto com o Clube dos 13, que idealizou a organização do módulo verde do campeonato daquele ano, também conhecido como Copa União. Os direitos televisivos foram vendidos por US$ 3,4 milhões.[104][105][106][107][108][44] O SBT transmitiu a partida final do campeonato de 1987 entre Sport e Guarani,[109] na Ilha do Retiro, já que a Globo também não considerou o cruzamento entre os clubes dos módulos verde e amarelo.[110][111][44] Em 1990, apenas a Rede Bandeirantes adquiriu os direitos de transmissão. Esta edição marcou o primeiro título brasileiro do Corinthians, segunda equipe mais popular do país, e chamou a atenção da mídia e do público, com destaque a partida final, que registrou um Ibope de 53 pontos na Grande São Paulo.[112] Desde então, a Globo passou a priorizar a competição a partir da edição seguinte.[112]

Em 1997 passou a ser restrita a transmissão dos jogos ao vivo em cidades onde eram realizadas as partidas (com exceção da fase final). No mesmo ano, o Clube dos 13 fechou mais um contrato com a Globo como detentora dos direitos televisivos do Brasileirão por US$ 50 milhões (valor que incluiu também as edições de 1998 e 1999), sendo que a própria resolve dividir os direitos com a Band durante esse período. A edição de 1997 foi a primeira a ser exibida no sistema de pay-per-view, através do Premiere,[113] além de ser a primeira a ter jogos transmitidos para a televisão por assinatura, através do SporTV, após o Clube dos 13 ter assinado um controverso contrato com a Globosat.[114] Anteriormente, em 1993, a TVA/Editora Abril assinou um contrato que garantia a exibição das partidas para a televisão por assinatura entre 1997 e 2001 para o seu canal, a ESPN Brasil.[115] No entanto, o acordo foi desfeito após a proposta da Globo ser muito superior ao oferecido, garantindo, assim, a exibição dos jogos para a SporTV.[116]

Em 2000, apenas a Globo transmitiu a Copa João Havelange, em contrato negociado por US$ 50 milhões. No entanto, a segunda partida da final da competição ocorreu em 2001, entre Vasco e São Caetano, e protagonizou algo bem incomum: a equipe cruzmaltina foi a campo estampando a logomarca do SBT em seu uniforme, segunda maior emissora de televisão do país naquela época, como forma de provocação a Globo, a qual o presidente Eurico Miranda responsabilizava pela suspensão do segundo jogo decisivo em São Januário. A situação foi embaraçosa para emissora, já que a partida teve um público estimado em 60 milhões de telespectadores.[117] Apesar do número elevado, esta edição foi marcada pela baixa audiência, que fez com que a Globo cancelasse a exibição de algumas partidas.[118]


Em 2001 o Clube dos 13 dividiu os clubes em quatro grupos para definir as quotas de transmissão.[119] No ano seguinte, a Globo revendeu os direitos de transmissão a Record, que manteve a parceria por quatro anos. Em 2003, quando ocorreu a primeira edição disputada por pontos corridos, o valor foi ampliado por um montante considerável, superando pela primeira vez os três dígitos. O contrato foi assinado novamente pela Globo com valor de US$ 130 milhões por ano,[120] sendo renovado em 2005 por US$ 300 milhões, válido para triênio 2005-2008.[121]

A partir de 2009, uma negociação mais democrática passou a ser exigida pelos meios de comunicação. Pela primeira vez, os direitos foram abertos em licitação para a comercialização da transmissão do Campeonato Brasileiro. Todos os veículos foram convidados a apresentarem propostas para pacotes de televisão aberta e por assinatura, PPV, internet e transmissão para o exterior.[122] A Globo firmou o maior contrato da história do futebol brasileiro até a época por R$ 1,4 bilhão nas edições de 2009, 2010 e 2011.[123] Ao final deste contrato, a maioria dos membros do Clube dos 13 indicaram que iriam negociar os direitos de transmissão independentemente.[124][125][126][127][128] Em 2012, o contrato dos clubes foram divididos em quatro grupos: Flamengo e Corinthians recebendo de 84 a 120 milhões de reais; São Paulo, Palmeiras, Santos e Vasco recebendo de 70 a 80 milhões de reais; Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense e Botafogo recebendo de 45 a 55 milhões de reais; e os demais clubes da primeira divisão recebendo de 18 a 30 milhões de reais.[129][130][131][132]

Em 2016, a Band deixou de transmitir em parceria com a Globo a competição após 7 anos na TV aberta.[133] Além disso, o canal Esporte Interativo, do grupo Turner, fez negócio com Atlético-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Internacional, Joinville, Palmeiras,[134] Paysandu, Sampaio Corrêa, Santos, Criciúma, Fortaleza, Paraná, Ponte Preta e Santa Cruz os direitos de transmissão da competição na televisão por assinatura para a competição entre 2019 e 2024, se opondo ao canal SporTV.

Clubes

Participações dos clubes

Um total de 156 clubes já participaram do Campeonato Brasileiro desde a sua primeira edição, em 1959.[135] O Grêmio, embora tenha sido rebaixado duas vezes, é o clube recordista em participações: 56 no total, incluindo todas as edições da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, competições que deram origem ao atual Campeonato Brasileiro.[136] O Cruzeiro aparece logo em seguida, com um total de 55 participações, além de ser o único que disputou todas as edições no período entre 1966 e 2017 (incluindo as duas edições de 1967 e de 1968).[137]

No período de 1971 a 2002, seis equipes participaram de todas as 32 edições: Cruzeiro, Atlético Mineiro, Botafogo, Flamengo e Internacional. Santos, São Paulo e Corinthians aparecem em seguida, com uma edição a menos, devido a desistência de ambas as equipes em participarem do campeonato de 1979.

Em relação ao modelo atual, de pontos corridos, disputado desde 2003, apenas Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Santos e São Paulo participaram de todas as edições.[138]

A tabela a seguir apresenta os vinte clubes que mais participaram dos torneios que compõe o Campeonato Brasileiro de Futebol.

Clube Participações na
Taça Brasil

(1959-1968)
Participações no
Torneio Roberto
Gomes Pedrosa

(1967-1970)
Participações no
"Campeonato Brasileiro"

(1971-2002)
Participações na Série A
(2003-)
Total de participações
(1959-2017)
  Grêmio 9 4 31 14 58
  Cruzeiro 6 4 32 15 57
  Santos 7 4 31 15 57
  Atlético Mineiro 4 4 32 14 54
  Palmeiras 7 4 31 13 54
  Botafogo 4 4 32 13 54
  Flamengo 1 4 32 15 52
  Fluminense 2 4 30 15 51
  Internacional 1 4 32 14 51
  São Paulo 4 31 15 50
  Vasco da Gama 2 4 32 12 50
  Corinthians 4 31 14 49
  Bahia 6 3 30 6 45
  Atlético Paranaense 1 2 24 14 41
  Coritiba 2 1 24 12 39
  Goiás 1 27 11 39
  Sport 3 28 8 39
  Vitória 2 27 9 38
  Portuguesa 3 23 3 35
  Náutico 6 1 22 5 34

Campeões


A primeira edição da Taça Brasil definiu o Bahia como o primeiro clube a ser intitulado "campeão brasileiro".[34][141][142][143][144] No período em que foi a principal competição do país, notou-se um certo domínio do Santos, que além de ter sido campeão por cinco vezes consecutivas (entre 1961 e 1965), chegou a outras duas finais no período (contra o próprio Bahia em 1959 e contra o Cruzeiro em 1966). No entanto, após a CBD também reconhecer a Taça de Prata (nome oficial para o Torneio Roberto Gomes Pedrosa) como competição a nível nacional, foi comum mais de um clube ser considerado "campeão brasileiro" por ano. Em 1967, o Palmeiras conseguiu conquistar o título das duas competições.[145] Em 1968, porém, tivemos dois campeões nacionais: o Santos (que havia conquistado a Taça de Prata)[146] e o Botafogo (que conquistou a Taça Brasil).[147] Nos dois anos anos seguintes, apenas a Taça de Prata foi disputada como competição a nível nacional de clubes, consagrando Palmeiras[148] e Fluminense como campeões.[149][150] Neste período, seis equipes diferentes conquistaram o título: o Santos (6 vezes), o Palmeiras (4 vezes), Bahia, Cruzeiro, Botafogo e Fluminense (1 vez cada), entre os quais Palmeiras (em 1960), Santos (em 1963, 1964 e 1965) e Cruzeiro (em 1966) foram campeões invictos.[5]

Entre 1971 e 2002, 15 equipes diferentes conquistaram o título: Flamengo, Palmeiras e Vasco da Gama (4 vezes cada), São Paulo, Corinthians e Internacional (3 vezes cada), Grêmio (2 vezes), Atlético Mineiro, Santos, Sport, Fluminense, Botafogo, Coritiba, Bahia, Guarani e Atlético Paranaense (1 vez cada). O Internacional, em 1979, é o único clube que conseguiu ser campeão de forma invicta.

Em relação ao formato atual, por pontos corridos, usado desde 2003, 7 clubes já conquistaram o título: Corinthians, Cruzeiro e São Paulo (3 vezes cada), Fluminense (2 vezes), Flamengo, Palmeiras e Santos (1 vez cada). Nenhuma destas equipes conseguiram ser campeãs de forma invicta.

Clube Títulos Vices Edições em que foi campeão Edições em que foi vice
  Palmeiras 9 3 1960, 1967,[nota 5] 1967,[nota 6] 1969, 1972, 1973, 1993, 1994 e 2016 1970, 1978, 1997
  Santos 8 7 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968,[nota 6]2002 e 2004 1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007, 2016
  São Paulo 6 6 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008 1971, 1973, 1981, 1989, 1990, 2014
  Corinthians 6 3 1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015 1976, 1994, 2002
  Flamengo 5 1 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009 1964
  Cruzeiro 4 5 1966, 2003, 2013 e 2014 1969, 1974, 1975, 1998, 2010
  Vasco da Gama 4 4 1974, 1989, 1997 e 2000 1965, 1979, 1984, 2011
  Fluminense 4 0 1970, 1984, 2010 e 2012
  Internacional 3 6 1975, 1976 e 1979 1967,[nota 6] 1968,[nota 6] 1988, 2005, 2006, 2009
  Grêmio 2 3 1981 e 1996 1982, 2008, 2013
  Botafogo 2 3 1968[nota 5] e 1995 1962, 1972, 1992
  Bahia 2 2 1959 e 1988 1961, 1963
  Atlético Mineiro 1 5 1971 1977, 1980, 1999, 2012, 2015
  Guarani 1 2 1978 1986, 1987
  Atlético Paranaense 1 1 2001 2004
  Coritiba 1 0 1985
  Sport 1 0 1987

Por estado

O estado de São Paulo é o que possuí mais clubes campeões brasileiros. No total, 5 clubes já conquistaram 30 títulos, número que representa o dobro das conquistas do estado do Rio de Janeiro, que possui quatro clubes que já conquistaram 15 títulos. Minas Gerais aparece em seguida, com cinco conquistas por dois clubes. O Rio Grande do Sul é o estado fora da Região Sudeste com mais conquistas: cinco por dois clubes. Completam a lista os estados da Bahia (2 conquistas por 1 clube), Paraná (2 conquistas por 2 clubes) e Pernambuco (1 conquista por 1 clube).[151]

Estado Títulos Edições
  São Paulo 30 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1967,[nota 5]1967,[nota 6]1968,[nota 6]1969, 1972, 1973, 1977, 1978, 1986, 1990, 1991, 1993,
1994, 1998, 1999, 2002, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2011, 2015 e 2016
  Rio de Janeiro 15 1968,[nota 5]1970, 1974, 1980, 1982, 1983, 1984, 1989, 1992, 1995, 1997, 2000, 2009, 2010 e 2012
  Minas Gerais 5 1966, 1971, 2003, 2013 e 2014
  Rio Grande do Sul 5 1975, 1976, 1979, 1981 e 1996
  Bahia 2 1959, 1988
  Paraná 2 1985, 2001
  Pernambuco 1 1987

Por cidade

Desde 1959, somente duas equipes de cidades que não são capitais de estado conquistaram o título: Santos e Campinas, sendo que a última é a única cidade do interior ao conquistar este feito.[152] A cidade do Rio de Janeiro é a que possuí mais clubes diferentes campeões brasileiros: 4 no total.

Cidade Títulos Equipes
  São Paulo 21 Palmeiras (9), Corinthians (6) e São Paulo (6)
  Rio de Janeiro 15 Flamengo (5), Fluminense (4), Vasco da Gama (4) e Botafogo (2)
  Santos 8 Santos (8)
  Belo Horizonte 5 Cruzeiro(4) e Atlético Mineiro (1)
  Porto Alegre 5 Internacional (3), Grêmio (2)
  Salvador 2 Bahia (2)
  Curitiba 2 Atlético Paranaense (1) e Coritiba (1)
  Campinas 1 Guarani (1)
  Recife 1 Sport (1)

Melhores campanhas de não-campeões

Clube Vices 3º lugar 4º lugar
  São Caetano 2 (2000 e 2001) 0 1 (2003)
  Fortaleza 2 (1960 e 1968[nota 5]) 0 0
  Náutico 1 (1967[nota 5]) 3 (1965, 1966 e 1968[nota 5]) 1 (1961)
  Vitória 1 (1993) 1 (1999) 0
  Bragantino 1 (1991) 0 1 (1992)
  Portuguesa 1 (1996) 0 1 (1998)
  Bangu 1 (1985) 0 0
  America 0 1 (1961) 1 (1986)
  Goiás 0 1 (2005) 1 (1996)
  Brasil de Pelotas 0 1 (1985) 0
  Ceará 0 1 (1964) 0
  Operário 0 1 (1977) 0
  Ponte Preta 0 1 (1981) 0
  Santa Cruz 0 0 2 (1960 e 1975)
  Londrina 0 0 1 (1977)

Estádios

 
O Maracanã é maior estádio do Campeonato Brasileiro.

Em 2016, o Ministério do Esporte lançou um sistema que avalia os estádios de futebol no Brasil, o Sisbrace.[153] O critério de avaliação se baseia com uma nota que varia de uma bola até cinco bolas, sendo uma a pior nota. Entre os estádios da primeira divisão em 2016, a média foi de 3 bolas por estádio, sendo que sete foram avaliados com cinco bolas: Maracanã, Arena Corinthians, Mineirão, Beira-Rio, Arena da Baixada, Arena do Grêmio e Allianz Parque.[154] Barradão, Arruda e Moisés Lucarelli foram os piores avaliados, com duas bolas cada.[155] Neste mesmo ano, a CBF investiu 2,2 milhões de reais em um sistema de padronização do tamanho do gramado de 43 estádios das séries A e B, que passaram a ter 105 metros de comprimento e 68 metros de largura.[156][157]

Na atual temporada, a capacidade combinada total dos estádios da primeira divisão é de 688 919, com capacidade média de 34 445.[158][nota 7] Em 2017, o Congresso Técnico da CBF definiu algumas mudanças em relação aos estádios no Campeonato Brasileiro.[159] Foram proibidas a venda de mando de campo (já a partir da atual temporada, proposto pelo Atlético Mineiro e aprovado pela maioria dos clubes)[160] e a utilização de gramado sintético (a partir da próxima temporada, proposto pelo Vasco da Gama).[161] Essas alterações afetaram clubes como o Flamengo (em relação a venda de mando de campo)[162] e diretamente ao Atlético Paranaense (em relação ao uso de gramado sintético).[163] Com a proibição aos clubes de mandar jogos fora do estado de origem, alguns estádios construídos para a Copa do Mundo FIFA de 2014 ficarão sem receber jogos, como o Mané Garrincha, em Brasília.[164][165]

Treinadores

 
Luís Alonso Pérez é o treinador que por mais vezes conquistou o título brasileiro (ao lado de Luxemburgo).

No futebol brasileiro, nota-se que há uma intensa cobrança por resultados imediatos com os treinadores, o que acaba resultando em uma cultura de demissões e contratações, onde os clubes trocam de treinador regularmente até mesmo durante as competições. Na Série A de 2015 houve 32 trocas de treinador em 38 rodadas, número que só não superou as edições de 2003 e 2004 (41 trocas em 45 rodadas cada) e de 2005 (35 trocas em 42 rodadas). A edição com menos trocas foi a de 2012 (20 em 38 rodadas).[166] De acordo com um estudo do jornal mexicano El Economista feito entre 2002 e 2014, o tempo médio de um treinador no Campeonato Brasileiro é de quatro meses no cargo - mais curto que em qualquer outra liga de futebol no mundo.[167]

Em relação ao desempenho, Luís Alonso Pérez (mais conhecido como Lula) e Vanderlei Luxemburgo são os treinadores mais vitoriosos do Campeonato Brasileiro, com cinco conquistas cada.[168][169] Luxemburgo foi campeão comandando Palmeiras (em 1993 e 1994), Corinthians (em 1998), Cruzeiro (em 2003)[170] e Santos (em 2004), enquanto Lula foi campeão comandando o Santos por cinco anos consecutivos (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), até então o único a conseguir este feito. Rubens Minelli (comandando o Internacional em 1975/1976[171] e o São Paulo em 1977) e Muricy Ramalho (comandando o São Paulo em 2006, 2007 e 2008) foram os únicos treinadores tricampeões em anos consecutivos.[172] Lula (1963, 1964 e 1965 pelo Santos), Osvaldo Brandão (1960 pelo Palmeiras), Ayrton Moreira (1966 pelo Cruzeiro) e Ênio Andrade (1979 pelo Internacional) foram os únicos treinadores campeões de forma invicta.[173] Barbatana também terminou uma edição do campeonato invicto, embora tenha sido vice-campeão comandando o Atlético Mineiro em 1977, perdendo a decisão para o São Paulo nos pênaltis.[174]

Atuais treinadores

Os atuais treinadores do Campeonato Brasileiro são:

Treinador Clube Contratado/efetivado em Tempo no cargo
Mano Menezes Cruzeiro 26 de julho de 2016[175][176] 1 ano e 53 dias
Jair Ventura Botafogo 13 de agosto de 2016[177] 1 ano e 35 dias
Claudinei Oliveira Avaí 24 de agosto de 2016[178] 1 ano e 24 dias
Renato Gaúcho Grêmio 18 de setembro de 2016[179][180] 364 dias
Abel Braga Fluminense 1 de dezembro de 2016 290 dias
Fábio Carille Corinthians 22 de dezembro de 2016[181] 269 dias
Gilson Kleina Ponte Preta 23 de março de 2017[182] 178 dias
Cuca Palmeiras 9 de maio de 2017[183] 131 dias
Vanderlei Luxemburgo Sport 30 de maio de 2017[184] 110 dias
Levir Culpi Santos 6 de junho de 2017[185] 103 dias
Dorival Júnior São Paulo 5 de julho de 2017[186] 74 dias
Vinícius Eutrópio Chapecoense 6 de julho de 2017[187] 73 dias
Fabiano Soares Atlético Paranaense 11 de julho de 2017[188] 68 dias
Marcelo Oliveira Coritiba 20 de julho de 2017[189] 59 dias
Rogério Micale Atlético Mineiro 21 de julho de 2017[190] 58 dias
João Paulo Sanches (interino) Atlético Goianiense 21 de julho de 2017[191] 58 dias
Vagner Mancini Vitória 25 de julho de 2017[192] 54 dias
Reinaldo Rueda Flamengo 7 de agosto de 2017[193] 35 dias
Zé Ricardo Vasco da Gama 23 de agosto de 2017[194] 25 dias
Preto Casagrande Bahia 30 de agosto de 2017[195] 18 dias

Jogadores

Jogadores que mais atuaram (1959–2016)
Jogador Partidas
1 Rogério Ceni 575
2 Fábio 495
3 Leonardo Moura 429
4 Paulo Baier 404
5 Zinho 369
Danilo
Em Negrito, jogadores que continuam
atuando no Campeonato Brasileiro.

No período entre 1959 e 2016, nenhum jogador atuou mais no Campeonato Brasileiro que Rogério Ceni. Ao todo foram 575 partidas pelo São Paulo entre 1993 e 2015.[196] Em seguida aparece Fábio, com 495 jogos, defendendo o Vasco da Gama entre 2000 e 2004 e o Cruzeiro de 2005 até os dias atuais. Ele também detém o recorde de jogador que por mais vezes atuou na era dos pontos corridos (desde 2003) com 424 jogos.[197]

Estrangeiros

De acordo com um estudo da CIES — Football Observatory, o Campeonato Brasileiro é o que tem menor percentual de jogadores estrangeiros entre as 37 principais ligas de futebol do mundo.[198] Na última edição, 9,4% dos jogadores eram estrangeiros, número que corresponde a 67 (de 711 no total),[199] entre os quais a maioria são de nacionalidade argentina.[200] Desde 2003, é o maior número de jogadores estrangeiros atuando na primeira divisão.[201] Isso se deve principalmente após a CBF aprovar, em 2014, uma norma que permite a inclusão de até 5 jogadores estrangeiros na lista de convocados para cada partida.[202] Anteriormente, era permitido apenas a inclusão de 3.[203] O uruguaio De Arrascaeta foi o jogador estrangeiro que mais atuou na última edição, com trinta partidas disputadas pelo Cruzeiro,[199] que foi a equipe com mais jogadores de outros países no elenco (6 no total).[204]

Artilharia

Atualmente, Roberto Dinamite detém o recorde de maior número de gols no Campeonato Brasileiro, com 190, sendo artilheiro em duas edições (1974 e 1984). Durante a edição de 1989, ele se tornou o primeiro jogador a marcar cem gols. Desde então, quatorze jogadores atingiram essa marca.[205] Na era dos pontos corridos, Fred detém o recorde de maior número de gols, com 152.[206][207] Em 2004, Washington estabeleceu o recorde de gols marcados em uma única edição do torneio, com 34 gols.[173] Serginho Chulapa possui a maior média de gols por jogo: 0,69 (marcando 125 gols em 184 partidas).

Em dez ocasiões, a artilharia terminou empatada por dois ou mais jogadores, assim como na última edição do campeonato. Sete jogadores já foram artilheiros por mais de uma vez, sendo que Dadá Maravilha, Túlio, Romário e Fred são os que por mais vezes conquistaram esse título (3 cada), sendo seguidos por Zico, Roberto Dinamite e Washington (2 vezes). O Santos é o clube que teve mais artilheiros, com doze no total (desde 1959). Zico é o artilheiro entre os meias (135),[208] Antônio Carlos entre os zagueiros (28),[209] e Rogério Ceni entre os goleiros (65).[210]

 
Edmundo é o terceiro jogador que marcou mais gols no Campeonato Brasileiro (153). Na imagem, último período em que defendeu o Vasco, clube que detém mais artilheiros na competição (8).
Maiores artilheiros (1959–2016)
Jogador Posição Gols Partidas Média
1 Roberto Dinamite[211] Atacante 190 330 0,57
2 Romário 155 252 0,61
3 Edmundo 153 316 0,48
4 Fred 152 255 0,54
5 Zico Meia 135 249 0,54
6 Túlio Atacante 129 240 0,53
7 Washington 126 201 0,62
8 Serginho Chulapa 125 184 0,69
9 Luís Fabiano 118 201 0,58
10 Dadá Maravilha 113 240 0,47
Em negrito, jogadores que continuam atuando no Campeonato Brasileiro.

O Santos é o time com o melhor ataque do Campeonato Brasileiro (no período de 1959 a 2016), com 2 052 gols marcados (sendo o dono do melhor ataque em uma única edição: 103 gols em 2004),[212] seguido pelo São Paulo que marcou 2 036 gols.[carece de fontes?] Completando a lista, o Cruzeiro aparece com 2 023 tentos e é o melhor ataque da era dos pontos corridos (856 gols desde 2003).[213]

Estatísticas

Maiores goleadas

O maior número de gols em uma única partida e a maior goleada ocorreu em 9 de fevereiro de 1983, quando o Corinthians derrotou o Tiradentes por 10 a 1.[214][215] Nove gols também foi a diferença do placar de Vasco da Gama e Tuna Luso, a favor do time da casa, válido pela primeira fase da edição de 1984.[216] Abaixo segue a lista das maiores goleadas da história do Brasileirão.[214]

Públicos

Levando em conta a popularidade do futebol no país, o Campeonato Brasileiro possui uma baixa média de público em comparação com outras ligas de futebol do mundo, e nem sequer figura na lista das dez maiores médias de público, atrás do Campeonato Argentino em termos continentais e até das divisões inferiores dos campeonatos Inglês e Alemão. Na edição de 2015, a média de público foi de 17 160 pessoas por jogo.[217] Apesar do número parecer baixo, foi a melhor média registrada desde 2009, que teve um público de 17 807 pessoas.[218] Nesse intervalo, o campeonato vinha amargando médias ainda mais baixas, que oscilavam entre 14 e 13 mil pessoas, contando principalmente com a ausência de estádios como Maracanã e Mineirão, reformados e utilizados para outras competições no período.[219] Entre os clubes, o Flamengo foi o que levou mais público aos estádios durante 12 temporadas, um recorde dentro da competição. Na edição de 1980, a média da equipe foi de 66 507 torcedores, até então a maior registrada por um clube brasileiro.[220] Em relação a todas as participações, o Flamengo também lidera, com média de 26 580 torcedores.[221]

O maior público da história do Campeonato Brasileiro aconteceu na partida entre Flamengo e Santos, no Maracanã, em 29 de maio de 1983, que teve a presença de 155 523 pagantes.[173] Além desse jogo, pode ser conferido mais 23 partidas com público superior a 110 000 pagantes, sendo que as 12 primeiras foram disputadas no Maracanã. O jogo entre Corinthians e Flamengo em 6 de maio de 1984 teve o maior público registrado fora do Rio de Janeiro, com 115 002 pagantes no Morumbi, em São Paulo.[225][226] O Corinthians detém o recorde de maior torcida visitante na história da competição. Em 1976, 70 mil torcedores estiveram no Maracanã para assistir a semi-final contra o Fluminense, tornando-se a maior torcida a favor de time visitante na história do futebol brasileiro.[227] O fato ficou conhecido como "invasão Corinthiana".[228][229][230][231][232]

O menor público da história aconteceu na partida entre Juventude e Portuguesa, em 3 de dezembro de 1997 no Estádio Olímpico Monumental, que teve a presença de apenas 55 pagantes.[173] Entre os jogos que decidiram os títulos brasileiros, o menor público aconteceu na partida entre Palmeiras e Botafogo, no Morumbi, com a presença de 8 210 torcedores.[233]

Premiações

Abaixo, a lista de premiações oferecidas usando-se como base o Campeonato Brasileiro:

Clubes

Jogadores

Ver também

Notas e referências

Notas

  1. Lembrando que, assim como a Taça Brasil, a Copa Brasil não tem nada a ver com a atual Copa do Brasil.[31]
  2. a b c d e Não houve partida final. Foi disputado um quadrangular final para decidir o campeão.
  3. Não houve partida final. Foi disputado um triangular final para decidir o campeão.
  4. a b c d e f g h i j k l m n o Campeonato disputado por pontos corridos.
  5. a b c d e f g Em 1967 e 1968, foram realizados dois Campeonatos Brasileiros. Esta colocação refere-se ao torneio denominado na época de Taça Brasil.
  6. a b c d e f Em 1967 e 1968, foram realizados dois Campeonatos Brasileiros. Esta colocação refere-se ao torneio denominado na época de Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
  7. Não está incluído a capacidade do Maracanã, utilizado por Flamengo e Fluminense, que pretendem mandar seus jogos na Arena da Ilha e no Giulite Coutinho, respectivamente.

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