Alexsandro de Souza

futebolista brasileiro.

Alexsandro de Souza, mais conhecido apenas como Alex (Curitiba, 14 de setembro de 1977), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Ídolo do Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe[5] (clube que possui uma estátua[6]), foi um dos jogadores mais talentosos de sua geração. O meia possui mais de 400 gols na carreira.[7][8] Também defendeu a Seleção Brasileira em 51 oportunidades, balançando as redes 12 vezes.[8]

Alex
Alex
Alex pelo Fenerbahçe.
Informações pessoais
Nome completo Alexsandro de Souza
Data de nasc. 14 de setembro de 1977 (43 anos)
Local de nasc. Curitiba[1] (PR), Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,76 m
canhoto
Apelido Menino de Ouro[2], Talento Azul[3],
Alex Cabeção[4]
Informações profissionais
Clube atual aposentado
Posição meio-campista
Site oficial Site oficial
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1995–1997
1997–2000
2000–2002
2000
2001
2001
2002
2002–2004
2004–2012
2013–2014
Coritiba
Palmeiras
Parma
Flamengo (emp.)
Palmeiras (emp.)
Cruzeiro (emp.)
Palmeiras (emp.)
Cruzeiro
Fenerbahçe
Coritiba
0120 000(32)
0185 000(55)
0005 0000(2)
0012 0000(3)
0030 000(13)
0019 0000(4)
0015 0000(5)
0092 000(58)
0378 00(185)
0086 000(38)
Seleção nacional
1999–2000
1998–2005
Brasil Sub-23
Brasil
0019 0000(8)
0049 000(12)

Atualmente é comentarista pela ESPN Brasil.

CarreiraEditar

CoritibaEditar

Iniciou sua carreira nas categorias de base do Coritiba, clube pelo qual tornou-se jogador profissional em 1995. Estreou no dia 2 de Abril na vitória por 3 a 1 diante do Iraty pelo Campeonato Paranaense, dando a primeira assistência das 356 da carreira. Marcou seu primeiro gol no dia 7 de Junho na goleada por 4 a 0 diante do Matsubara também no Estadual. Neste ano o clube foi vice-campeão da competição, tendo Alex, aos 17 anos, como destaque do campeonato.[9] Também foi fundamental para a subida do coxa branca para a primeira divisão, quando no dia 13 de dezembro marcou um belo gol e deu assistência na vitória por 3 a 0 diante do rival Atlético-PR, na partida que garantiu o acesso a elite.[10]

O "Menino de Ouro" (alcunha que ganhou por suas atuações destacadas) permaneceu no clube até 1997, quando chamou a atenção do Palmeiras. Pelo Coritiba, disputou 123 partidas, marcando 32 gols e deu 38 assistências.[11]

PalmeirasEditar

Em julho de 1997 transferiu-se para o Palmeiras.[12] O clube viu se desfazer um de seus elencos mais celebrados e com o apoio da parceira Parmalat, montaria um novo grupo que também faria história.[13] No Alviverde, Alex obteve grande destaque e se tornou ídolo da torcida, pela sua categoria e profissionalismo. Na sua primeira temporada pelo clube, foi vice-campeão brasileiro perdendo o título na final diante do Vasco da Gama.[14] Ao lado de grandes jogadores que também marcaram época no clube, o camisa 10 enfileirou títulos.

Começou com as conquistas da Copa do Brasil de 1998 e da Copa Mercosul de 1998, ambas em cima do Cruzeiro. Alex brilhou na Mercosul ao marcar em todas as fases da competição, exceto na final. Após marcar três gols na fase de grupos, fez de cabeça o gol do empate por 1 a 1 na partida de volta das quartas de final contra o Boca Juniors da Argentina garantindo a semifinal (haviam vencido a ida por 3 a 1)[15]. Na semifinal, fez os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o Olimpia do Paraguai na partida de ida[16] (o Palmeiras venceu a volta por 1 a 0 e foi campeão na final diante do Cruzeiro). Alex foi artilheiro da competição com 6 gols.[17] Foi neste ano também que veio a sua primeira convocação para a Seleção Brasileira, pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.[18]

No ano seguinte, veio a glória maior. Com grande destaque Alex foi campeão da Copa Libertadores da América de 1999 diante do Deportivo Cali em disputa de pênaltis.[19] O camisa 10 foi fundamental na conquista palmeirense, com assistências e gols importantes durante a competição, como os dois marcados na vitória por 4 a 2 diante do Vasco pela segunda partida das oitavas de final[20]. Mas como momento áureo, destaca-se a semifinal diante do River Plate da Argentina, onde Alex fez os argentinos terem pesadelos com uma estupenda partida, marcando dois belos gols na vitória por 3 a 0 (haviam perdido a partida de ida por 1 a 0) e classificando a equipe para a final.[21] Ao fim da competição e com o título assegurado, o meia foi eleito para o onze ideal da América do Sul pelo jornal uruguaio El País.[22] 4 dias depois, o Palmeiras faria a segunda partida da decisão do Campeonato Paulista de 1999 contra o rival Corinthians. Como já haviam perdido a primeira partida por 3 a 0, os jogadores do Palmeiras entraram em campo em ritmo de festa, muitos com os cabelos pintados de verde, em provocação ao rival pela conquista recente da Libertadores (O Palmeiras eliminou o Corinthians nas quartas-de-final em disputa de pênaltis antes de ser campeão). A partida empatou por 2 a 2 confirmando o título do Corinthians e ficou marcada bela briga generalizada, quando faltando poucos minutos para o fim, o atacante do Corinthians, Edilson, fez embaixadinhas respondendo a provocação da equipe palmeirense, ocasionando uma verdadeira batalha campal entre as equipes[23]. Alex terminou aquele campeonato como artilheiro com 12 gols marcados[24]. Em virtude de suas atuações, foi convocado pela Seleção Brasileira para a disputa da Copa América de 1999 onde sagrou-se campeão e também da Copa das Confederações de 1999, onde foi vice-campeão e vice-artilheiro.[25][26] Em Dezembro, disputou o Mundial de Clubes de 1999 contra o Manchester United em Tóquio e mesmo Alex tendo uma atuação destacada (teve um gol mal anulado na partida) e o Palmeiras sendo melhor que o adversário, não conseguiu evitar a derrota para os ingleses por 1 a 0.[27]

Em 2000, iniciou a temporada com a Seleção Sub-23 e venceu o Pré-Olímpico de Londrina (classificando a equipe para as Olimpíadas de Sidney em 2000), sendo o capitão e regente da conquista ao lado de Ronaldinho Gaúcho.[28] Pelo clube, conquistou seu último título logo depois, o do Torneio Rio-São Paulo de 2000 em final diante do Vasco. Foi o principal nome daquela conquista. Primeiro, eliminou o rival Corinthians da competição marcando os 3 gols da vitória por 3 a 1.[29] Depois, marcou um belo gol de cobertura na semifinal diante do Botafogo.[30] Nas finais, deu três assistências nas duas partidas e ainda fez a jogada do pênalti convertido por Arce na goleada por 4 a 0 sobre o Vasco.[31][32] O meia também teve a chance de vencer mais uma vez a Copa Libertadores da América de 2000, na qual contribuiu com assistências em todas as fases do mata-mata. após o Palmeiras vencer o Peñarol e o Atlas, nas oitavas e quartas de final, respectivamente, o clube enfrentou mais uma vez o rival Corinthians em partida decisiva na competição. Alex se destacou nas duas partidas dessa semifinal, marcando um gol e dando uma assistência na derrota na primeira partida por 4 a 3 e mais uma vez marcando um gol e dando uma assistência na vitória por 3 a 2 na segunda partida. O Palmeiras eliminou mais uma vez o rival da competição continental em disputa de pênaltis[33] (repetindo feito do ano anterior).[34][35] Na final, diante do Boca Juniors da Argentina, Alex deu assistência no empate por 2 a 2 fora de casa e após o 0 a 0 no Morumbi, o Palmeiras foi derrotado nos pênaltis ficando com o vice-campeonato continental[36].

Após a competição, o meia pertencente a parceria Palmeiras/Parmalat (que estava chegando ao fim) foi negociado com o clube italiano Parma, que pertencia a empresa de laticínios, por US$ 16 milhões de dólares.[37] Pelo alviverde, somando todas as passagens disputou 241 partidas, marcou 78 gols e distribuiu 56 assistências.[38]

Parma, Flamengo, Palmeiras e CruzeiroEditar

No dia 30 de junho de 2000, Alex foi anunciado pelo Parma, da Itália.[39] Logo que chegou ao país, foi informado pelo técnico Alberto Malesani que não fazia parte dos planos dele[40], sendo imediatamente emprestado ao Flamengo. Entretanto, o péssimo momento político e financeiro do clube não ajudou e Alex permaneceu cerca de 2 meses apenas na Gávea. Sem receber salários, atuou apenas em 12 partidas e marcou 3 gols, sendo devolvido.[41]

Sem intenção de utilizar o meia, o Parma cedeu empréstimo novamente e Alex regressou ao Palmeiras. Disputou o Campeonato Paulista de 2001 e foi o artilheiro da equipe na competição com 8 gols[42], contudo, o Palmeiras sequer se classificou para a fase final. Na Copa Libertadores da América de 2001, caiu na semifinal diante do algoz Boca Juniors. O camisa 10 marcou um gol no empate por 2 a 2 na partida de ida no La Bombonera[43] e após a repetição do placar no Parque Antártica, o Palmeiras saiu derrotado na disputa de pênaltis mais uma vez[44]. Seu empréstimo se encerrou no fim de junho e Alex deixou o clube.[45] Quando iria se reapresentar ao Parma novamente, descobriu que não receberia os 15% que lhe era de direito sobre a transferência e resolveu entrar na justiça.[40] Em seguida, foi convocado para a disputa da Copa América de 2001 com a Seleção Brasileira e durante a competição, assinou com o Cruzeiro através de uma liminar conseguida na justiça do trabalho brasileira que o desvinculava do clube italiano.[46]

Pelo Cruzeiro, disputou, sem destaque, o Campeonato Brasileiro de 2001. Além de Alex, o clube contava com outras estrelas como Edmundo e Rincón, contudo não atingiu o objetivo da temporada e quase foi rebaixado.[47] Durante a disputa do campeonato, teve sua liminar cassada algumas vezes[48][49], o que prejudicou seu rendimento em campo. Numa partida contra o Bahia, o meia, já uniformizado no vestiário, ficou sabendo que não poderia jogar. Alex afirmaria: "Isso tudo atrapalhou bastante. Eu perdi o sono por várias noites".[40] Ao fim daquele ano, Alex foi surpreendido com uma decisão da FIFA que o suspendia do futebol. A entidade não reconhecia a ação conseguida pelo meia e o Parma alegava vínculo com o jogador, exigindo sua reapresentação.[50] Após fraca temporada e a suspensão pela FIFA, Alex foi dispensado do Cruzeiro no primeiro dia de reapresentação do grupo, pelo técnico Marco Aurélio via telefone celular.[51]

O imbróglio entre Alex e Parma, passava pelo então diretor do clube, Arrigo Sacchi, em um caso de falsificação da assinatura do meia em um documento onde ele abriria mão de receber o que tinha direito. Aos 23 anos, Alex entrou numa verdadeira batalha com a Parmalat e com o clube na justiça italiana para receber o que tinha direito e na justiça brasileira para apurar sobre a falsa assinatura na documentação. Alex afirmou que por diversas vezes houve ameaças de advogados da Parmalat contra ele.[52]

Após ir até à FIFA e entrar em acordo com o clube, que reconhecera a dívida com ele, Alex é emprestado novamente ao Palmeiras. É naquele ano que o meia faz o gol mais bonito de sua carreira. No clássico contra o São Paulo em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo de 2002, aplicou com o lado externo do pé dois chapéus consecutivos nos defensores adversários, o último deles no goleiro Rogério Ceni, antes de completar de primeira para o gol, definido naquela noite pelo locutor José Silvério, como "de placa", na vitória por 4 a 2 do Palmeiras no Morumbi.[53][54][55]

O momento conturbado de Alex com o Parma e os sucessivos empréstimos que não lhe permitiram ter sequências no clubes, lhe custaram a ausência na Copa do Mundo de 2002. O meia não foi convocado pelo treinador Luiz Felipe Scolari, o que fora considerado na opinião popular e midiática uma das maiores injustiças do futebol.[56][57][58][59] Mesmo com todos os problemas recentes, Alex sempre estivera presente na Seleção Brasileira, disputando sucessivas competições e atuando nas Eliminatórias para a Copa. Além de ter sido homem de confiança e parte efetiva nas conquistas do treinador com o Palmeiras. Anos depois daria declarações sobre a ausência como: "Para mim foi péssimo, porque eu tinha absoluta certeza que iria" e "Eu joguei a maioria dos jogos, era um treinador que me conhecia, que em várias conversas deixou sempre a entender que eu participaria. Em um amistoso no Mato Grosso contra a Islândia, tive uma conversa com o Felipão no corredor, e aquela conversa me dava mais certeza de que eu jogaria o Mundial".[60]

Com a decepção da não convocação, Alex, que tinha no Palmeiras a vitrine para evidenciar o seu futebol na expectativa de disputar a Copa, se despediu do clube e retornou ao Parma.[61] Porém com todo o desgaste envolvendo o diretor Arrigo Sacchi e o treinador Cesare Prandelli, que não reconhecia sua presença no elenco, Alex atuou em apenas cinco partidas, marcando 2 gols.[62][63] Após resolver sua situação extra-campo, enfim teve o direito de deixar o clube italiano. Com o meia livre, o treinador do Cruzeiro, Vanderlei Luxemburgo, contrariando a diretoria e a torcida que não queriam o jogador, banca o seu retorno a Toca da Raposa.[64]

CruzeiroEditar

Alex chega ao Cruzeiro para a reta final do Campeonato Brasileiro de 2002.[65][66] Tendo sua renovação de contrato, bancada pelo treinador Vanderlei Luxemburgo, que tamanha a confiança, chegou a afirmar que pagaria o salário do jogador do próprio bolso e devolveria o dinheiro investido pelo clube caso Alex não emplacasse[67][68][69], o meia viveria a fase mais espetacular de sua carreira no ano seguinte.[70][71]

Começou com o título do Campeonato Mineiro de 2003. Alex foi o artilheiro da equipe com 9 gols, maior assistente e destaque do campeonato.[72] Teve atuações destacadas como na goleada por 4 a 2 diante do rival Atlético-MG onde fez 2 gols e deu 2 assistências, uma de calcanhar[73]. Na goleada sobre o URT, partida que consagrou o time como campeão antecipadamente, fez gol e deu assistência.[74] E no jogo da entrega das faixas, marcou 3 gols, sendo um de letra, na goleada por 4 a 0 sobre o Tupi.[75] Em seguida, foi o nome da conquista da Copa do Brasil de 2003. O meia foi efetivo marcando gols e dando assistências praticamente em toda competição, como nas quartas de final diante do Vasco, onde fez gol e deu assistência na vitória por 2 a 1 no Mineirão e garantiu o empate por 1 a 1 em São Januário[76]. Na decisão diante do Flamengo, o meia faz história. Alex marca um lindo gol de letra no empate por 1 a 1 na partida de ida no Maracanã[77][78][79] e na partida de volta dá 3 assistências para a vitória por 3 a 1 no Mineirão.[80][81] Alex foi o vice-artilheiro da equipe com 6 gols e maior assistente da competição.[72] Neste ano, foi convocado pela Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações de 2003.[82] Após, no Campeonato Brasileiro de 2003, foi o grande responsável pela primeira conquista do clube na competição e na era pontos corridos.[83][84] Foi também o artilheiro da equipe, marcando 23 gols, e o maior assistente do campeonato, com 15 assistências.[72][85] Durante a competição, marcou gols antológicos como um na primeira rodada contra o São Caetano, dominando na entrada da área com o peito entre dois adversários, driblando o marcador e encobrindo o goleiro (ganhando inclusive uma placa no hall de entrada do Mineirão pelo feito)[86] e outro na penúltima rodada contra o Fluminense, no Mineirão, dominando na área, fingindo que soltaria uma pancada e de costas dando um toque espetacular por cima do goleiro[87]. Fez partidas magnificas, como a que marcou 5 gols contra o Bahia na vitória por 7 a 0 na Fonte Nova.[88] Ao fim do campeonato, foi premiado com a Bola de Prata da Revista Placar como melhor meia do campeonato e também com a Bola de Ouro como melhor jogador.[89][90] Além disso, foi eleito mais uma vez pelo jornal uruguaio El País para o onze ideal da América do Sul.[91] Para muitos, Alex não foi somente o melhor jogador do Brasil naquela temporada, mas um dos melhores do mundo.

Além do capitão e camisa 10, Alex, a equipe cruzeirense contava com grandes jogadores como Gomes, Maicon, Luisão, Cris, Maldonado, Deivid, Aristizábal, dentre outros jogadores de muita qualidade, comandados pelo técnico Vanderlei Luxemburgo[92]. Ao fim da temporada, se tornou ídolo da torcida cruzeirense. O "Talento Azul", como era chamado pelos torcedores do Cruzeiro, deu uma entrevista dizendo que "quando o time entrava em campo já sabia que ia ganhar. Não era salto alto e sim confiança, devido ao empenho e qualidade de todos."[93], além de ter escolhido o time como o melhor em que já atuou na carreira.[94][95]

Em 2004, inicia a temporada levantando mais uma taça pelo Cruzeiro. O bi campeonato Estadual vem diante do rival Atlético-MG.[96] Alex marcou um dos gols da vitória por 3 a 1 na partida de ida da final[97] (perderam a volta por 1 a 0), foi artilheiro do campeonato com 14 gols e mais uma vez responsável por uma conquista do clube[98][99]. Contudo, o time falha no grande objetivo da temporada, a Copa Libertadores da América de 2004. A equipe é eliminada nas oitavas de final em disputa por pênaltis contra o Deportivo Cali. Alex que marcara um gol de pênalti na vitória no tempo regular por 2 a 1 (haviam perdido a ida por 1 a 0) desperdiça sua cobrança nas penalidades decisivas (Edu Dracena e Dudu também perderiam).[100][101] O ídolo cruzeirense entraria em campo apenas mais uma vez para defender as cores do clube, na partida seguinte, fazendo o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2004[102], antes de ser negociado com o Fenerbahçe, da Turquia.[103][104]

Naquele ano, Alex seria convocado para a disputa da Copa América de 2004 pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Foi capitão da Seleção Brasileira na competição e levantou a taça após a conquista sobre a Seleção Argentina em disputa de pênaltis[105].

FenerbahçeEditar

Em 5 de junho de 2004 foi anunciado como novo reforço do Fenerbahçe, da Turquia.[103][106] Começava naquele ano, a trajetória de uma das maiores idolatrias do futebol mundial. Logo em sua primeira temporada, foi campeão da Liga Turca de 2004–05, sendo vice-artilheiro do campeonato com 24 gols e apontado como o principal jogador da equipe[107].

Na temporada 2006–07, sua terceira no clube, sob o comando do então treinador Zico, que lhe transformou em capitão[108], conquistou novamente a Liga Turca, sendo dessa vez artilheiro do campeonato com 19 gols marcados e maior assistente[109][110]. Na mesma temporada, também conquistou a Supercopa da Turquia de 2007 dando uma assistência na vitória por 2 a 1 sobre o Besiktas[111].

Na temporada 2007–08, Alex ajudou o clube a fazer sua melhor campanha na história da Liga dos Campeões, chegando as quartas de final da competição[112]. Após a equipe vencer o Chelsea na partida de ida por 2 a 1, foi eliminada ao perder por 2 a 0 na partida de volta[113][114]. O meia foi o maior assistente da competição, com seis assistências[115].

Em 2009, mais uma conquista. Alex é decisivo mais uma vez ao marcar os 2 gols da vitória por 2 a 0 sobre o Besiktas, conquistando o título da Supercopa Turca[116].

Na temporada 2010–11, sua sétima pelo clube turco, conquistou pela terceira vez a Liga Turca, sendo o artilheiro do campeonato com uma grande marca: Alex marcou 28 gols em 33 partidas e também foi o maior assistente da competição[110][117].

Em 2012 foi peça fundamental na conquista da Copa da Turquia, título que o Fenerbahçe não ganhava há 30 anos. No jogo da final, contra o Bursaspor, Alex foi responsável por três assistências, além de marcar um gol no segundo tempo, fechando uma goleada de 4 a 0.[118]

Em agosto de 2012, após marcar 136 gols com a camisa de Fenerbahçe pela Liga Turca, reclamou que seu técnico Aykut Kocaman estava tirando-o dos jogos para que não se tornasse o maior artilheiro da equipe na história da Liga, superando a marca de 140 gols, estabelecida por Aykut quando este era jogador do clube[119].

No dia 15 de setembro de 2012, o ápice da sua representatividade para a torcida ganhou forma: foi inaugurada uma estátua em homenagem ao camisa 10, em frente ao estádio da equipe, eternizando-o como um dos maiores ídolos da história do clube. A estátua, que tem o tamanho real do jogador, levou dois anos para ser concluída.[120] Ao receber a homenagem, Alex chorou e questionou: "o que eu fiz para isso?", agradecendo a torcida em seu discurso[121][122].

Mas com todo o imbróglio envolvendo o treinador Aykut que pouco vinha aproveitando o meia, no dia 1 de outubro de 2012, após oito anos atuando pela equipe turca, Alex foi dispensado pela diretoria do clube.[123][124][125] Sua saída causou grande revolta e comoção na torcida que fez vigília em frente a casa do jogador pela madrugada e queimou foto do presidente do clube.[126][127]

Pelo Fener, disputou 378 jogos e marcou 185 gols, com 162 assistências.[128] O meia é um dos 10 maiores artilheiros da história do clube.

Retorno ao CoritibaEditar

No dia 13 de outubro de 2012, após ser recebido com festa pela torcida do Coxa no Aeroporto Internacional de Curitiba, Alex afirmou que definiria seu futuro dentro dos próximos dez dias.[129][130] No dia 17 de outubro, confirmou o acerto por dois anos com o Coritiba, clube pelo qual se declara torcedor e que o revelara para o futebol, colocando fim na novela.[131] No dia 18 de outubro, o meia de 35 anos, foi oficialmente apresentado à torcida coxa-branca no Estádio Couto Pereira. Com muita festa e comemorações, mais de 5 mil torcedores compareceram para prestigiar o regresso do ídolo, que chegou de helicóptero, em plena tarde de quinta-feira.[132]

No dia 12 de maio de 2013, após o Coritiba bater por 3 a 1 o rival Atlético-PR, Alex, autor de dois gols no confronto, conquistou seu primeiro título com a camisa do clube: o Campeonato Paranaense de 2013.[133][134] O meia, que fora o grande nome da conquista, terminou o campeonato isolado na artilharia com 15 gols.[135]

No Campeonato Brasileiro de 2013 é o destaque e artilheiro da equipe coxa branca com 12 gols[136]. Dentre esses, destacam-se o marcado na vitória por 2 a 1 contra o Fluminense, no Couto Pereira, pela quarta rodada do campeonato. Alex acerta um belo chute de fora da área e marca o 400º gol em sua carreira[137]. O gol marcado com um leve toque, encobrindo o goleiro, no empate contra o Santos, na Vila Belmiro, por 2 a 2[138] e por fim, o gol de bicicleta marcado contra o Bahia, salvando o Coritiba da derrota no Couto Pereira, no empate por 2 a 2.[139]

Em 2014, ajuda o Coritiba a escapar do rebaixamento. Após a vitória sobre o Atlético-MG na 37ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, salvando o Coritiba da degola[140] o jogador anunciou o fim da carreira em sua conta pessoal no Twitter.[141] Aos 37 anos, Alex se despediu do futebol, atuando pela última vez na vitória por 3 a 2 diante do Bahia, no Couto Pereira.[142]

AposentadoriaEditar

Alex fez o anúncio de sua aposentadoria no dia 1 de dezembro de 2014. Por meio de sua conta oficial numa rede social, o jogador decidiu que iria se despedir do futebol na partida do Coritiba contra o Bahia, válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2014.

Alex postou uma montagem vestindo as camisas de todos os clubes que defendeu e agradeceu aos times, torcedores e especialmente ao futebol.

Diante de um Couto Pereira lotado, o camisa 10 foi substituído aos 41 minutos do segundo tempo para receber as honrarias. Com o jogo paralisado, o capitão e ídolo Alex, foi abraçado um a um por todos os companheiros e desabou em lágrimas. Extremamente ovacionado pela torcida, dando volta no campo após o apito final, encerrou sua carreira. Com o estádio vazio, voltou ao gramado acompanhado do filho e se sentou no campo em ato de despedida[143].

Seleção BrasileiraEditar

Alex foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira pelo técnico Vanderlei Luxemburgo em 1998.[18] Fez a sua estreia no amistoso diante da Seleção Iugoslava.[144]

Marcou seu primeiro gol em 1999 no amistoso contra a Seleção da Letônia.[145] No mesmo ano foi convocado para a disputa da Copa América de 1999, onde sagrou-se campeão[146]. Também foi convocado para a Copa das Confederações de 1999, sendo vice-campeão para a Seleção Mexicana e vice-artilheiro da competição com 4 gols[26].

Em 2000, iniciou a temporada a serviço da Seleção Olímpica. Como capitão, foi o destaque da campanha ao lado de Ronaldinho Gaúcho e levantou a taça de campeão do Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano Sub-23 de 2000[28][147]. Nos Jogos Olímpicos de 2000 disputado em Sydney, no entanto, a Seleção decepciona e é eliminada pela Seleção de Camarões nas quartas de final no sistema de "morte súbita".[148]

No mesmo ano, disputou as Eliminatórias para a Copa de 2002 e se destacou ao marcar seu único gol na competição classificatória contra a Seleção da Argentina, na vitória por 3 a 1 no Morumbi[149].

No ano seguinte é convocado para a disputa da Copa América de 2001 na Colômbia.[150] Contudo, sem brilhar, a Seleção Brasileira de forma desastrosa, perde por 2 a 0 e é eliminada nas quartas de final pela inexpressiva Seleção de Honduras, que aceitaria disputar o torneio na véspera de seu início, no lugar da Seleção Argentina que temendo a onda de violência no País não aceitou jogar a competição.[151][152][153]

Em 2002, Alex é surpreendido com a ausência na lista de convocados para a Copa do Mundo de 2002. O momento conturbado que vivia com o Parma da Itália e os constantes empréstimos consecutivos que não lhe permitiam ter sequência, lhe custaram a não convocação pelo técnico Luiz Felipe Scolari. Deu declarações sobre a ausência como: "Para mim foi péssimo, porque eu tinha absoluta certeza que iria" e "Eu joguei a maioria dos jogos, era um treinador que me conhecia, que em várias conversas deixou sempre a entender que eu participaria. Em um amistoso no Mato Grosso contra a Islândia, tive uma conversa com o Felipão no corredor, e aquela conversa me dava mais certeza de que eu jogaria o Mundial"[60]. Na opinião popular e midiática, o fato de Alex nunca ter disputado uma Copa do Mundo, é tido como uma das grandes injustiças do futebol.[56][57][58][59]

Em 2003, retorna à Seleção Brasileira para a disputa da Copa das Confederações de 2003.[154] No entanto, a Seleção faz sua pior campanha na história da competição e é eliminada na fase de grupos.[155]

Em 2004, após momento espetacular vivido no Cruzeiro, foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para a disputa da Copa América de 2004.[156] Alex foi capitão da campanha e levantou a taça de campeão na final diante da Seleção Argentina, vencida nos pênaltis.[157]

No ano seguinte, foi convocado para disputar a Copa das Confederações de 2005, entretanto, após sofrer uma lesão atuando pelo Fenerbahçe, foi cortado da Seleção, indo no seu lugar o meia Edu.[158] Alex fez sua última partida pela Seleção Brasileira na vitória por 3 a 0 sobre a Seleção da Venezuela pela última rodada das Eliminatórias para a Copa de 2006[159] (Novamente, mesmo participando das eliminatórias, não foi convocado para a Copa do Mundo de 2006).

Pela Seleção Brasileira principal, Alex disputou 51 partidas, marcou 12 gols e deu 11 assistências.[160]

Jogos de despedida pelos clubesEditar

Em março de 2015, Alex anunciou que faria seu jogo de despedida entre amigos no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, no dia 28 de março.[161] No dia da entrevista coletiva a respeito do jogo, Alex recebeu uma placa do Palmeiras, agradecendo por seus serviços. Repleto de ídolos históricos, o jogo foi dividido entre os times Palmeiras de 1999 e Amigos do Alex. O jogo foi 5 a 3 para o Palmeiras de 99, com Alex marcando dois gols.[162]

Em maio do mesmo ano, o Cruzeiro confirmou que também realizaria partida de despedida de Alex do clube, no Mineirão, em 27 de junho[163]. Na data da partida festiva, antes de entrar em campo, Alex foi homenageado pelo clube e eternizou a marca dos pés no Hall da Fama do Mineirão[164]. Com a presença de vários ídolos celestes, a partida foi realizada entre os campeões da tríplice coroa (2003) e os ídolos eternos. Alex marcou um gol e os campeões da tríplice coroa venceram por 6 a 2[165].

EngajamentoEditar

O ex-jogador apoiou e liderou o movimento Bom Senso F.C.[166]

ComentaristaEditar

No dia de sua aposentadoria, Alex passou a participar de um canal humorístico do YouTube, Desimpedidos.[167] Após gravar um vídeo de apresentação pelo canal, revelou que Marco Aurélio foi o o pior técnico com quem já trabalhou e Vanderlei Luxemburgo foi "o técnico mais gente boa". Disse também que nunca jogaria pelo Atlético Paranaense.

Em janeiro de 2015, Alex foi contratado pela ESPN para ser comentarista do programa esportivo, Linha de Passe.[168]

ClubesEditar

Clube Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional[a]
Competições
continentais[b]
Outros
torneios[c]
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Fenerbahçe 2004–05 31 24 5 4 8 1 0 0 44 29
2005–06 31 15 8 2 4 3 0 0 43 20
2006–07 32 19 3 0 12 1 0 0 47 20
2007–08 28 14 3 0 12 4 1 0 43 18
2008–09 26 11 5 4 9 2 0 0 40 17
2009–10 26 11 8 5 8 3 1 2 43 21
2010–11 33 28 1 0 4 0 0 0 38 28
2011–12 33 14 3 3 0 0 0 0 36 17
2012–13 5 0 0 0 4 1 1 1 10 2
Total 245 136 35 18 63 15 3 3 346 172
Coritiba 2013 28 12 1 0 1 0 17 15 47 27
Total 28 12 1 0 1 0 17 15 47 27
Total na carreira 273 148 36 18 64 15 20 18 393 199

TítulosEditar

Palmeiras
Cruzeiro
 
Placa presente no Hall de Entrada do Estádio Mineirão em homenagem ao gol feito por Alex na 1ª Rodada do Brasileirão 2003.
Fenerbahçe
Coritiba
Seleção Brasileira

Prêmios individuaisEditar

Coritiba
  • 1995 - Revelação do Campeonato Paranaense
  • 1997 - Melhor meia do Campeonato Paranaense
  • 2013 - Chuteira de Ouro do Campeonato Paranaense
  • 2013 - Craque do Campeonato Paranaense
  • 2013 - Melhor meia do Campeonato Paranaense
Palmeiras
  • 1998 - Artilheiro da Copa Mercosul - 6 Gols
Cruzeiro
  • 2002 - Melhor meia de Minas Gerais - Troféu Telê Santana
  • 2003 - Melhor meia de Minas Gerais - Troféu Guará (Rádio Itatiaia)
  • 2003 - Melhor jogador de Minas Gerais - Troféu Guará (Rádio Itatiaia)
  • 2003 - Bola de Prata (Revista Placar) - Melhor meia do Brasileiro
  • 2003 - Bola de Ouro (Revista Placar) - Melhor jogador do Brasileiro
  • 2003 - Jogador com mais assistências do Campeonato Brasileiro
  • 2003 - Melhor jogador de Minas Gerais - Troféu Telê Santana
  • 2003 - Placa no Mineirão, após gol por cobertura contra o São Caetano, na 1ª rodada do Brasileirão de 2003. O goleiro da equipe paulista era Sílvio Luís. A partida terminou em 2 a 2.[169]
  • 2009 - Calçada da Fama do Mineirão[170].
Fenerbahçe
  • 2005 - Melhor jogador do campeonato Turco
  • 2007 - Artilheiro do Campeonato Turco com 19 gols
  • 2007 - Melhor jogador do campeonato Turco
  • 2008 - Jogador com mais assistências da Champions League
  • 2010 - Melhor jogador do campeonato Turco
  • 2012 - Melhor jogador da Final da Copa da Turquia com 1 gol e 3 assistências

Referências

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Ligações externasEditar

 
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