Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D

Campeonato de Futebol
Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Série D
Campeonato Brasileiro Série D logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 12
Outros nomes Série D
Quarta Divisão
Local de disputa Brasil
Número de equipes 68[1]
Sistema Sistema misto
Divisões
Série ASérie BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D, ou simplesmente Brasileirão - Série D, é uma competição equivalente à quarta divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série C.[2]

Ao contrário de outros países onde o futebol é um esporte popular e tradicional, como a Inglaterra, que possui 24 divisões nacionais,[3] o sistema de ligas no Brasil por muitos anos chegava apenas à Série C, equivalente à terceira divisão. A primeira edição da Série D foi realizada em 2009, após confirmação da CBF no ano anterior promovendo o decréscimo de participantes da Série C de 64 para 20 clubes.[4][5] Inicialmente, o regulamento previa a participação de 40 equipes selecionadas através das competições estaduais, mas o Acre desistiu de enviar representantes e a competição ficou com 39 times.[6] O primeiro campeão foi o São Raimundo-PA.[7]

De 2010 a 2015, o torneio contou com 40 clubes participantes, exceção feita à edição de 2014, que teve 41 times.[8] A partir de 2016, passou a abrigar 68 equipes.[1] Apesar da variação na quantidade de participantes e de pequenas mudanças no formato, disputado em sistema misto, a competição mantinha sua extensão inalterada, variando entre 16 e 18 datas no calendário nacional, a maior parte geralmente no segundo semestre.[9][10] Tal cenário só se modificou a partir da temporada de 2020, quando a CBF prolongou o torneio para durar por pelo menos seis meses, ocupando 26 datas.[11]

No Ranking da CBF, a Série D atribui 100 pontos ao campeão. O vice-campeão recebe 80 pontos, o terceiro recebe 75 e o quarto 70. A partir do quinto colocado, cada posição perde um ponto em relação ao colocado imediatamente anterior. Deste modo, o quinto colocado recebe 69 pontos, o sexto 68 pontos, reduzindo até 51 pontos para o 23º colocado em diante (pontuação mínima em Campeonatos Brasileiros).[12]

HistóriaEditar

 
Partida entre Alecrim e Treze, válida pela primeira edição da competição, em 2009.

Em março de 2008, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol Francisco Noveletto afirmou que a CBF criaria, pela primeira vez na história, a quarta divisão do Campeonato Brasileiro, denominada Série D, pois, com a diminuição do número de clubes participantes da Série C, muitas equipes do país não disputariam nenhuma competição nacional.[4] No início de abril, a entidade confirmou a implementação da nova competição no calendário de 2009, ainda sem detalhar formato e regulamento, mas estipulando um total de 40 participantes a serem selecionados através dos campeonatos e das copas estaduais.[5]

Excepcionalmente, a primeira edição do torneio contou com 39 equipes, uma vez que nenhum clube do Acre demonstrou interesse em participar da competição.[6] Dessa forma, as equipes foram divididas em dez grupos regionalizados, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando ao mata-mata que levaria até a final. O primeiro campeão da Série D foi o São Raimundo-PA, que superou o Macaé na decisão.[7] Os dois finalistas e os semifinalistas Alecrim e Chapecoense foram as primeiras equipes na história a obter o acesso para a Série C.[13]

 
Atacante Warley, do Botafogo-PB, ergue a taça da Série D de 2013.

No ano seguinte, logo na segunda edição, a Série D teve sua primeira grande polêmica: mesmo chegando até a final do torneio e ficando, inicialmente, com o vice-campeonato, o América-AM não ficou com a segunda colocação na classificação final, tampouco obteve o acesso, uma vez que foi punido com a perda de seis pontos por escalar o atleta Amaral Capixaba de forma irregular nas quartas de final, contra o Joinville. Dessa forma, o clube manauara ficou em oitavo lugar, enquanto o time catarinense tomou a quarta colocação e a vaga na Série C de 2011.[14][15]

Em 2011, pequena mudança no formato e mais disputa nos tribunais: a competição passou a contar com oito grupos, ao invés de dez, e a fase eliminatória começou a partir das oitavas de final.[16] No âmbito extracampo, após um longo imbróglio judicial, o Treze conquistou o acesso para a Série C mesmo sem chegar às semifinais da Série D: o clube paraibano herdou a vaga do Rio Branco-AC, que foi excluído da Série C de 2012 por acionar a justiça comum contra a interdição da Arena da Floresta.[17][18] O curioso é que o Treze também acionou a justiça comum para garantir a vaga na terceira divisão e, assim, ficou suscetível a uma punição. Em 2013, para finalmente encerrar a briga jurídica, os dois clubes e a CBF entraram em um acordo no Supremo Tribunal Federal, garantindo a participação das duas equipes na Série C daquele ano, que contou com 21 clubes.[19] Por conta disso, a Série D de 2014 teve 41 participantes, uma vez que cinco times foram rebaixados da terceira divisão do ano anterior a fim de retornar ao número de participantes padrão.[8]

 
Jogadores do Botafogo-SP comemoram o título de 2015.

Também em 2014, uma nova mecânica foi introduzida à competição: os cruzamentos na fase de mata-mata deixaram de ser regionalizados e passaram a levar em consideração a campanha das equipes ao longo das etapas anteriores.[20] Em 2016, a CBF ampliou a Série D inicialmente para 48 clubes e, após pressão das federações estaduais, confirmou a participação de 68 equipes.[21][1] Sob o novo cenário, o torneio passou a contar com 17 grupos na fase inicial e ganhou mais uma etapa de mata-mata antes das oitavas de final.[1] Na edição de 2020, foi criada uma fase preliminar com oito clubes em formato mata-mata, enquanto 60 clubes entram direto na fase de grupos: com isso, o total de 64 equipes passou a ser dividido em oito grupos com oito participantes cada.[11]

Desde sua criação, a Série D nunca teve um campeão repetido, porém os estados de Minas Gerais (representado por Tupi e Tombense) e Ceará (com Guarany de Sobral e Ferroviário) têm dois títulos cada.[22][23] Em relação aos clubes que conquistam o acesso, a hegemonia é do Nordeste, que em todas as temporadas teve pelo menos um representante comemorando a entrada na Série C, além de ser a única região a promover três equipes juntas em uma mesma edição.[24] Apenas quatro times conseguiram a façanha de jogar a Série D e, posteriormente, conquistar o acesso em todas as divisões do futebol brasileiro para chegar à Série A: a Chapecoense (que subiu na Série D de 2009 e chegou à elite em 2014);[25] o Joinville (que depois do acesso na quarta divisão, em 2010, conquistou os títulos das Séries C e B);[26] o Santa Cruz (promovido na última divisão em 2011 e que retornou à Série A em 2016);[27] e o CSA (o único da lista a conseguir três acessos consecutivos, jogando a Série D em 2016 e chegando à Série A em 2019).[28]

TransmissãoEditar

No dia 2 de julho de 2015, o Esporte Interativo adquiriu junto à CBF os direitos de transmissão da Série D de 2015 para canais fechados. Foi a primeira vez que a competição teve transmissão na televisão.[29] No mesmo ano, a partir das oitavas de final, a TV Brasil obteve os direitos da competição para transmissão em sinal aberto.[30] A rede de televisão pública transmitiu o torneio até 2016, mas abdicou de fazê-lo a partir de 2017, alegando cortes orçamentários.[31]

Em 9 agosto de 2018, o grupo Turner anunciou o fim imediato dos canais de TV Esporte Interativo.[32] Como a Série D de 2018 teve seu jogo decisivo cinco dias antes, a competição não chegou a ter sua transmissão interrompida abruptamente. Alguns conteúdos da emissora, como a Liga dos Campeões, passaram a ser transmitidos por outros canais da Turner, como por exemplo TNT e Space.[33] No entanto, a Série C não foi repassada a nenhuma parceira e simplesmente deixou de ser televisionada no decorrer do torneio, colocando em xeque a transmissão da Série D a partir de 2019 em algum canal de televisão.[34][35][36]

Contudo, no dia 3 de maio de 2019, um dia antes do início da 11ª edição, a CBF confirmou um acordo com a plataforma de streaming MyCujoo para a transmissão de 700 partidas ao vivo organizadas pela entidade, o que incluiu torneios de base, como o Campeonato Brasileiro de Aspirantes e a Copa do Brasil Sub-20; as duas divisões do Campeonato Brasileiro Feminino; e a Série D.[37][38] Em 2020, a plataforma renovou a parceria com a CBF para transmitir todas as partidas.[39] Em setembro do mesmo ano, a TV Brasil anunciou o retorno do torneio com transmissões nacionais tanto na TV aberta quanto no sinal fechado por assinatura, assim como via streaming na internet. O acordo com a CBF engloba 42 partidas a partir da terceira rodada da Série D de 2020, totalizando dois jogos por rodada. A Empresa Brasil de Comunicação é a responsável pela geração de imagens.[40]

Critérios para as vagasEditar

Os participantes são selecionados através dos campeões ou melhores colocados dos campeonatos e copas estaduais que não participam das outras divisões do Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C) no ano da disputa do torneio da Série D, além dos rebaixados da Série C do ano anterior.

Em 2009
  1. Os quatro primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações), divulgado pela CBF, tiveram direito a três representantes cada;
  2. Do quinto ao nono tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais tiveram um representante cada. O estado do Acre desistiu de enviar representantes.
  • Total: 39 vagas[6]
De 2010 a 2013 e em 2015
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
Em 2014
  1. Os cinco rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
  • Total: 41 vagas[8]
A partir de 2016
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. O primeiro estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) tem direito a quatro representantes;
  3. Do segundo ao nono estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) têm direito a três representantes cada;
  4. Os demais estados têm dois representantes cada.
  • Total: 68 vagas[1]

CampeõesEditar

Campeões do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Ano Final Semifinalistas Número de participantes
Campeão Placar(es) Vice 3º lugar 4º lugar
2009
Detalhes
 
São Raimundo-PA
2 – 3
2 – 1
 
Macaé
 
Chapecoense
 
Alecrim
39
2010
Detalhes
 
Guarany de Sobral
[nota 1]  
Madureira
 
Araguaína
 
Joinville
40
2011
Detalhes
 
Tupi
1 – 0
2 – 0
 
Santa Cruz
 
Cuiabá
 
Oeste
40
2012
Detalhes
 
Sampaio Corrêa  
1 – 1
2 – 0
 
CRAC
 
Baraúnas
 
Mogi Mirim
40
2013
Detalhes
 
Botafogo-PB
1 – 2
2 – 0
 
Juventude
 
Tupi
 
Salgueiro
40
2014
Detalhes
 
Tombense
0 – 0
0 – 0
4 – 2 (pen)
 
Brasil de Pelotas
 
Londrina
 
Confiança
41
2015
Detalhes
 
Botafogo-SP
3 – 2
0 – 0
 
River-PI
 
Remo
 
Ypiranga de Erechim
40
2016
Detalhes
 
Volta Redonda  
0 – 0
4 – 0
 
CSA
 
São Bento
 
Moto Club
68
2017
Detalhes
 
Operário-PR
5 – 0
0 – 1
 
Globo
 
Atlético Acreano
 
Juazeirense
68
2018
Detalhes
 
Ferroviário
3 – 0
0 – 1
 
Treze
 
São José-RS
 
Imperatriz
68
2019
Detalhes
 
Brusque
2 – 2
2 – 2
6 – 5 (pen)
 
Manaus
 
Ituano
 
Jacuipense
68
  Conquistou o título de forma invicta.

Títulos por clubeEditar

Clube Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Tupi 1 (2011) 0 1 (2013) 0
  São Raimundo-PA 1 (2009) 0 0 0
  Guarany de Sobral 1 (2010) 0 0 0
  Sampaio Corrêa 1 (2012) 0 0 0
  Botafogo-PB 1 (2013) 0 0 0
  Tombense 1 (2014) 0 0 0
  Botafogo-SP 1 (2015) 0 0 0
  Volta Redonda 1 (2016) 0 0 0
  Operário-PR 1 (2017) 0 0 0
  Ferroviário 1 (2018) 0 0 0
  Brusque 1 (2019) 0 0 0
  Macaé 0 1 (2009) 0 0
  Madureira 0 1 (2010) 0 0
  Santa Cruz 0 1 (2011) 0 0
  CRAC 0 1 (2012) 0 0
  Juventude 0 1 (2013) 0 0
  Brasil de Pelotas 0 1 (2014) 0 0
  River-PI 0 1 (2015) 0 0
  CSA 0 1 (2016) 0 0
  Globo 0 1 (2017) 0 0
  Treze 0 1 (2018) 0 0
  Manaus 0 1 (2019) 0 0
  Chapecoense 0 0 1 (2009) 0
  Araguaína 0 0 1 (2010) 0
  Cuiabá 0 0 1 (2011) 0
  Baraúnas 0 0 1 (2012) 0
  Londrina 0 0 1 (2014) 0
  Remo 0 0 1 (2015) 0
  São Bento 0 0 1 (2016) 0
  Atlético Acreano 0 0 1 (2017) 0
  São José-RS 0 0 1 (2018) 0
  Ituano 0 0 1 (2019) 0
  Alecrim 0 0 0 1 (2009)
  Joinville 0 0 0 1 (2010)
  Oeste 0 0 0 1 (2011)
  Mogi Mirim 0 0 0 1 (2012)
  Salgueiro 0 0 0 1 (2013)
  Confiança 0 0 0 1 (2014)
  Ypiranga de Erechim 0 0 0 1 (2015)
  Moto Club 0 0 0 1 (2016)
  Juazeirense 0 0 0 1 (2017)
  Imperatriz 0 0 0 1 (2018)
  Jacuipense 0 0 0 1 (2019)

Títulos por cidadeEditar

Cidade Títulos Equipes
  Brusque 1 Brusque (1)
  Fortaleza 1 Ferroviário (1)
  João Pessoa 1 Botafogo-PB (1)
  Juiz de Fora 1 Tupi (1)
  Ponta Grossa 1 Operário-PR (1)
  Ribeirão Preto 1 Botafogo-SP (1)
  Santarém 1 São Raimundo-PA (1)
  São Luís 1 Sampaio Corrêa (1)
  Sobral 1 Guarany de Sobral (1)
  Tombos 1 Tombense (1)
  Volta Redonda 1 Volta Redonda (1)

Títulos por federaçãoEditar

Estado Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Minas Gerais 2 0 1 0
  Ceará 2 0 0 0
  Rio de Janeiro 1 2 0 0
  Paraíba 1 1 0 0
  São Paulo 1 0 2 2
  Santa Catarina 1 0 1 1
  Pará 1 0 1 0
  Paraná 1 0 1 0
  Maranhão 1 0 0 2
  Rio Grande do Sul 0 2 1 1
  Rio Grande do Norte 0 1 1 1
  Pernambuco 0 1 0 1
  Alagoas 0 1 0 0
  Amazonas 0 1 0 0
  Goiás 0 1 0 0
  Piauí 0 1 0 0
  Acre 0 0 1 0
  Mato Grosso 0 0 1 0
  Tocantins 0 0 1 0
  Bahia 0 0 0 2
  Sergipe 0 0 0 1

Títulos por regiãoEditar

Região Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Nordeste 4 5 1 7
Sudeste 4 2 3 2
Sul 2 2 3 2
Norte 1 1 3 0
Centro-Oeste 0 1 1 0

ParticipaçõesEditar

Os clubes que mais participaram da Série D do Campeonato Brasileiro (de 2009 a 2020):[47]

Em negrito os participantes da edição de 2020.

Clube Participações
  Central 10
  Aparecidense 8
  Campinense
  Metropolitano
  Santos-AP
  Nacional-AM 7
  Rio Branco-AC
  Villa Nova

Campeões da Série B que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2020. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.

Clube Participações na Série D
  Villa Nova 7 (2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2020)
  Brasiliense 4 (2014, 2018, 2019 e 2020)
  Gama 3 (2011, 2015 e 2020)
  Joinville 3 (2010, 2019 e 2020)
  Juventude 3 (2011, 2012 e 2013)
  Londrina 3 (2009, 2013 e 2014)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Uberlândia 2 (2009 e 2018)
  Portuguesa 1 (2017)

Campeões da Série C que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2020. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.

Clube Participações na Série D
  CSA 5 (2009, 2010, 2012, 2013 e 2016)
  Ituano 5 (2009, 2014, 2016, 2017 e 2019)
  Brasiliense 4 (2014, 2018, 2019 e 2020)
  Operário-PR 4 (2010, 2011, 2015 e 2017)
  Remo 4 (2010, 2012, 2014 e 2015)
  Joinville 3 (2010, 2019 e 2020)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Santa Cruz 3 (2009, 2010 e 2011)
  Macaé 2 (2009 e 2018)
  Oeste 2 (2010 e 2011)
  ABC 1 (2020)
  Paulista 1 (2009)
  XV de Piracicaba 1 (2017)

Treinadores e capitães campeõesEditar

 
Marcelo Vilar é o único treinador que conquistou o título da Série D mais de uma vez.
Ano Time Treinador Capitão Refs.
2009   São Raimundo-PA Lúcio Santarém Trindade [48]
2010   Guarany de Sobral Oliveira Canindé Junior Alves [49][50]
2011   Tupi Ricardo Drubscky Sílvio [51][52]
2012   Sampaio Corrêa Flávio Araújo Arlindo Maracanã [53][54]
2013   Botafogo-PB Marcelo Vilar Lenílson [55][56]
2014   Tombense Eugênio Souza Darley [57]
2015   Botafogo-SP Marcelo Veiga César Gaúcho [58][59]
2016   Volta Redonda Felipe Surian Mota [60][61]
2017   Operário-PR Gerson Gusmão Chicão [62][63]
2018   Ferroviário Marcelo Vilar Leanderson [64][65]
2019   Brusque Waguinho Dias Zé Carlos [66]

ArtilheirosEditar

Por ediçãoEditar

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série D:[67]

Ano Artilheiro(s) Clube(s) Gols
2009 Michell Parintins   São Raimundo-PA 10
2010 Danilo Pitbull   Guarany de Sobral 11
2011 Fernando
Marcinho Beija-Flor
  Cuiabá
  Oeste
11
2012 Nino Guerreiro   CRAC 13
2013 Ademilson   Tupi 12
2014 Nena   Brasil de Pelotas 8
2015   São Caetano 12
2016 Manoel   Altos 10
2017 Eduardo
Weverton
  Atlético Acreano
  Princesa do Solimões
9
2018 Édson Cariús   Ferroviário 11
2019 Júnior Pirambu   Brusque 10

Maiores artilheirosEditar

A lista abaixo contempla os dez maiores artilheiros da Série D de todos os tempos, considerando todas as edições de 2009 a 2020:[68][69][70][71][72]

Jogador Período Gols Último clube na Série D
1 Nonato 2011–2019 26   Aparecidense (2019)
2 Manoel 2016–2020 23   Altos (2020)
3 Ademilson 2009–2019 22   Tupi (2019)
4 Eduardo 2012–2017 20   Atlético Acreano (2017)
5 Zulu 2011–2016 18   Brusque (2016)
6 Rafael Granja 2013–2019 17   Fluminense de Feira (2019)
7 Nino Guerreiro 2012–2019 16   Juazeirense (2019)
Rafael Barros 2014–2017   Atlético Acreano (2017)
9 Branco 2009–2019 15   Fast Clube (2019)
Warley 2011–2014   River-PI (2014)

EstatísticasEditar

Maiores públicosEditar

Estes são os vinte maiores públicos presentes da história da Série D:

 
A torcida do Santa Cruz é responsável pelos quatro maiores públicos da história da Série D.
 
Mais de 40 mil pessoas no Albertão na final da edição de 2015, entre River-PI e Botafogo-SP.
Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 59 966 Santa Cruz   0–0   Treze Arruda 16 de outubro 2011 [73]
2 54 815 Santa Cruz   0–2   Tupi Arruda 20 de novembro 2011 [74]
3 50 897 Santa Cruz   4–3   Guarany de Sobral Arruda 5 de setembro 2010 [75]
4 45 007 Santa Cruz   2–2   Central Arruda 11 de julho 2009 [76]
5 44 896 Manaus   2–2   Brusque Arena da Amazônia 18 de agosto 2019 [77]
6 44 642 Santa Cruz   1–0   Coruripe Arruda 25 de setembro 2011 [78]
7 42 584 Santa Cruz   0–0   Guarani de Juazeiro Arruda 24 de julho 2011 [79]
8 42 004 River-PI   0–0   Botafogo-SP Albertão 14 de novembro 2015 [80]
9 40 100 Sampaio Corrêa   2–0   CRAC Castelão 21 de outubro 2012 [81]
10 40 028 Santa Cruz   1–2   Sergipe Arruda 25 de julho 2009 [82]
11 40 000 Sampaio Corrêa   4–1   Vilhena Castelão 12 de setembro 2012 [83]
12 35 689 Manaus   3–0   Caxias Arena da Amazônia 20 de julho 2019 [84]
13 35 020 Santa Cruz   1–0   Santa Cruz-RN Arruda 14 de agosto 2011 [85]
14 34 123 Sampaio Corrêa   1–0   Baraúnas Castelão 10 de outubro 2012 [86]
15 33 900 Sampaio Corrêa   0–0   Mixto Castelão 23 de setembro 2012 [87]
16 33 099 Santa Cruz   2–1   Alecrim Arruda 18 de setembro 2011 [88]
17 31 681 Remo   3–1   Operário-PR Mangueirão 18 de outubro 2015 [89]
18 29 702 Santa Cruz   2–2   CSA Arruda 9 de agosto 2009 [90]
19 28 130 Remo   3–0   Palmas Mangueirão 3 de outubro 2015 [91]
20 27 746 Santa Cruz   1–0   Porto-PE Arruda 4 de setembro 2011 [92]

Médias de públicoEditar

Ano Média geral
[93]
Clube com a maior
média de público
Maior média
de público
Ref.
2009 2 580   Santa Cruz 38 246 [94]
2010 2 730   Santa Cruz 30 243 [95]
2011 3 280   Santa Cruz 36 916 [96]
2012 2 333   Sampaio Corrêa 19 247 [97]
2013 1 832   Salgueiro 8 095 [98]
2014 1 897   Central 7 676 [99]
2015 2 662   Remo 15 394 [100]
2016 1 631   CSA 8 945 [101]
2017 1 159   América de Natal 8 094 [102]
2018 1 184   Treze 4 827 [103]
2019 1 219   Manaus 10 594 [104]

Maiores goleadasEditar

Estas são as dez maiores goleadas da história da Série D:[105]

Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 São Caetano   0–9   Pelotas Anacleto Campanella 24 de outubro 2020 [106]
2 Plácido de Castro   9–1   Vila Aurora Arena da Floresta 10 de setembro 2011 [107]
3 Atlético Acreano   8–0   Náutico-RR Florestão 7 de agosto 2016 [108]
América de Natal   8–0   Serrano-PB Arena das Dunas 9 de junho 2019 [109]
Mirassol   8–0   Nacional-PR Maião 17 de outubro 2020 [110]
6 Santos-AP   8–1   Plácido de Castro Zerão 27 de maio 2018 [111]
7 ABC   7–0   Jacyobá Frasqueirão 27 de setembro 2020 [112]
Itabaiana   7–0   Jacyobá Etelvino Mendonça 8 de novembro 2020 [113]
Cabofriense   7–0   Nacional-PR Correão 13 de novembro 2020 [114]
10 River-PI   7–1   Guarany de Sobral Albertão 21 de setembro 2014 [115]
Galvez   7–1   Independente-PA Arena Acreana 21 de novembro 2020 [116]

Promoção e rebaixamentoEditar

Ano Rebaixados da Série C Promovidos para a Série C
2009   Confiança
  Marcílio Dias
  Mixto
  Sampaio Corrêa
  Alecrim
  Chapecoense
  Macaé
  São Raimundo-PA
2010   Alecrim
  Gama
  Juventude
  São Raimundo-PA
  Araguaína
  Guarany de Sobral
  Madureira
  Joinville[nota 1]
2011   Araguaína
  Campinense
  Marília
  Brasil de Pelotas[nota 2]
  Cuiabá
  Oeste
  Santa Cruz
  Tupi
  Treze[nota 3]
2012   Guarany de Sobral
  Salgueiro
  Santo André
  Tupi
  Baraúnas
  CRAC
  Mogi Mirim
  Sampaio Corrêa
2013   Baraúnas
  Brasiliense
  Grêmio Barueri
  Rio Branco-AC
  Betim[nota 4]
  Botafogo-PB
  Juventude
  Salgueiro
  Tupi
2014   CRAC
  Duque de Caxias
  São Caetano
  Treze
  Brasil de Pelotas
  Confiança
  Londrina
  Tombense
2015   Águia de Marabá
  Caxias
  Icasa
  Madureira
  Botafogo-SP
  Remo
  River-PI
  Ypiranga de Erechim
2016   América de Natal
  Guaratinguetá
  Portuguesa
  River-PI
  CSA
  Moto Club
  São Bento
  Volta Redonda
2017   ASA
  Macaé
  Mogi Mirim
  Moto Club
  Atlético Acreano
  Globo
  Juazeirense
  Operário-PR
2018   Joinville
  Juazeirense
  Salgueiro
  Tupi
  Ferroviário
  Imperatriz
  São José-RS
  Treze
2019   ABC
  Atlético Acreano
  Globo
  Luverdense[nota 5]
  Brusque
  Ituano
  Jacuipense
  Manaus
2020   Boa Esporte
  Imperatriz
  A definir
  A definir
  A definir
  A definir
  A definir
  A definir
Os rebaixados e promovidos por ano estão dispostos em ordem alfabética e não pela ordem de classificação, a não ser em casos extracampo.

Por federaçãoEditar

Estado P   R  
  São Paulo 5 7
  Rio Grande do Sul 4 3
  Paraíba 3 2
  Santa Catarina 3 2
  Maranhão 3 3
  Rio de Janeiro 3 3
  Minas Gerais 3 4
  Rio Grande do Norte 3 5
  Paraná 2 0
  Bahia 2 1
  Ceará 2 2
  Pará 2 2
  Pernambuco 2 2
  Amazonas 1 0
  Alagoas 1 1
  Goiás 1 1
  Piauí 1 1
  Sergipe 1 1
  Tocantins 1 1
  Acre 1 2
  Mato Grosso 1 2
  Distrito Federal 0 2

Clubes que subiram da Série D para a Série AEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série A a partir de acessos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um acesso, entra na lista o mais recente.

Clube D   C   B   A
  Chapecoense 2009 2012 2013 2014
  Joinville 2010 2011 2014 2015
  Santa Cruz 2011 2013 2015 2016
  CSA 2016 2017 2018 2019

Clubes que caíram da Série A para a Série DEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série D a partir de rebaixamentos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um rebaixamento, entra na lista o mais recente.

Clube A   B   C   D
  Gama[nota 6] 2002 2008 2010 2011
  Juventude 2007 2009 2010 2011
  Santo André 2009 2010 2012 2013
  Brasiliense 2005 2010 2013 2014
  Ipatinga[nota 7] 2008 2012 2013 2014
  Grêmio Barueri 2010 2012 2013 2014
  São Caetano 2006 2013 2014 2015
  América de Natal[nota 8] 2007 2014 2016 2017
  Portuguesa 2013 2014 2016 2017
  Joinville 2015 2016 2018 2019

Notas e referências

Notas

  1. a b A final desta edição foi decidida entre Guarany de Sobral e América-AM, com vitória por 5–2 no placar agregado a favor do time cearense.[46] Porém, posteriormente a CBF divulgou a classificação final excluindo o clube amazonense da semifinal, punido com a perda de seis pontos mais os pontos ganhos nas quartas de final contra o Joinville (quatro no total) por escalação irregular do jogador Amaral Pernambucano. Assim, o América-AM terminou na oitava colocação, enquanto o Joinville ficou em quarto lugar e garantiu o acesso.[15]
  2. O Brasil de Pelotas foi rebaixado após perder seis pontos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido à escalação irregular do atleta Cláudio.[117]
  3. Devido a questões judiciais, o Treze tomou a vaga do Rio Branco-AC na Série C de 2012. O clube do Acre foi excluído da competição e tampouco disputou a Série D, ficando sem divisão nacional.[18]
  4. Devido a questões judiciais, o Betim foi rebaixado após decisão do STJD, mesmo terminando na oitava colocação.[118] O CRAC, que havia sido o clube rebaixado no grupo B (o mesmo do Betim), permaneceu na Série C.[119]
  5. O Luverdense foi rebaixado, mas desistiu de disputar a Série D e ficou sem divisão nacional.[120]
  6. Além dos rebaixamentos listados, o Gama foi rebaixado para a Série C em 2003, mas foi promovido para a Série B em 2004.
  7. Além dos rebaixamentos listados, o Ipatinga foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.
  8. Além dos rebaixamentos listados, o América-RN foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.

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