Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D

Campeonato de Futebol

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D, ou simplesmente Brasileirão - Série D, é uma competição equivalente à quarta divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série C.[2]

Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Série D
Campeonato Brasileiro Série D logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 12
Outros nomes Série D
Quarta Divisão
Local de disputa Brasil
Número de equipes 68[1]
Sistema Sistema misto
Divisões
Série ASérie BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

Ao contrário de outros países onde o futebol é um esporte popular e tradicional, como a Inglaterra, que possui 24 divisões nacionais,[3] o sistema de ligas nacionais no Brasil por muitos anos chegava apenas à Série C, equivalente à terceira divisão. A primeira edição da Série D foi realizada em 2009, após confirmação da CBF no ano anterior promovendo o decréscimo de participantes da Série C de 64 para 20 clubes.[4][5] Inicialmente, o regulamento previa a participação de 40 equipes selecionadas através das competições estaduais, mas o Acre desistiu de enviar representantes e a disputa ficou com 39 times.[6] O primeiro campeão foi o São Raimundo-PA.[7]

De 2010 a 2015, o torneio contou com 40 clubes participantes, exceção feita à edição de 2014, que teve 41 times.[8] A partir de 2016, passou a abrigar 68 equipes.[1] Apesar da variação na quantidade de participantes e de pequenas mudanças no formato, disputado em sistema misto, a competição mantinha sua extensão inalterada, variando entre 16 e 18 datas no calendário nacional, a maior parte geralmente no segundo semestre.[9][10] Tal cenário só se modificou a partir da temporada de 2020, quando a CBF prolongou o torneio para durar por pelo menos seis meses, ocupando 26 datas.[11]

No Ranking da CBF, a Série D atribui 100 pontos ao campeão. O vice-campeão recebe 80 pontos, o terceiro recebe 75 e o quarto 70. A partir do quinto colocado, cada posição perde um ponto em relação ao colocado imediatamente anterior. Deste modo, o quinto colocado recebe 69 pontos, o sexto 68 pontos, reduzindo até 51 pontos para o 23º colocado em diante (pontuação mínima em Campeonatos Brasileiros).[12]

HistóriaEditar

 
Partida entre Alecrim e Treze, válida pela primeira edição da competição, em 2009.

Em março de 2008, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol Francisco Noveletto afirmou que a CBF criaria, pela primeira vez na história, a quarta divisão do Campeonato Brasileiro, denominada Série D, pois, com a diminuição do número de clubes participantes da Série C, muitas equipes do país não disputariam nenhuma competição nacional.[4] No início de abril, a entidade confirmou a implementação da nova competição no calendário de 2009, ainda sem detalhar formato e regulamento, mas estipulando um total de 40 participantes a serem selecionados através dos campeonatos e das copas estaduais.[5]

 
Troféu atual.

Excepcionalmente, a primeira edição do torneio contou com 39 equipes, uma vez que nenhum clube do Acre demonstrou interesse em participar da competição.[6] Dessa forma, as equipes foram divididas em dez grupos regionalizados, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando ao mata-mata que levaria até a final. O primeiro campeão da Série D foi o São Raimundo-PA, que superou o Macaé na decisão.[7] Os dois finalistas e os semifinalistas Alecrim e Chapecoense foram as primeiras equipes na história a obter o acesso para a Série C.[13]

No ano seguinte, logo na segunda edição, a Série D teve sua primeira grande polêmica: mesmo chegando até a final do torneio e ficando, inicialmente, com o vice-campeonato, o América-AM não ficou com a segunda colocação na classificação final, tampouco obteve o acesso, uma vez que foi punido com a perda de seis pontos por escalar o atleta Amaral Capixaba de forma irregular nas quartas de final, contra o Joinville. Dessa forma, o clube manauara ficou em oitavo lugar, enquanto o time catarinense tomou a quarta colocação e a vaga na Série C de 2011.[14][15]

 
Atacante Warley, do Botafogo-PB, ergue a taça da Série D de 2013.

Em 2011, pequena mudança no formato e mais disputa nos tribunais: a competição passou a contar com oito grupos, ao invés de dez, e a fase eliminatória começou a partir das oitavas de final.[16] No âmbito extracampo, após um longo imbróglio judicial, o Treze conquistou o acesso para a Série C mesmo sem chegar às semifinais da Série D: o clube paraibano herdou a vaga do Rio Branco-AC, que foi excluído da Série C de 2012 por acionar a justiça comum contra a interdição da Arena da Floresta.[17][18] O curioso é que o Treze também acionou a justiça comum para garantir a vaga na terceira divisão e, assim, ficou suscetível a uma punição. Em 2013, para finalmente encerrar a briga jurídica, os dois clubes e a CBF entraram em um acordo no Supremo Tribunal Federal, garantindo a participação das duas equipes na Série C daquele ano, que contou com 21 clubes.[19] Por conta disso, a Série D de 2014 teve 41 participantes, uma vez que cinco times foram rebaixados da terceira divisão do ano anterior a fim de retornar ao número de participantes padrão.[8]

 
Jogadores do Botafogo-SP comemoram o título de 2015.

Também em 2014, uma nova mecânica foi introduzida à competição: os cruzamentos na fase de mata-mata deixaram de ser regionalizados e passaram a levar em consideração a campanha das equipes ao longo das etapas anteriores.[20] Em 2016, a CBF ampliou a Série D inicialmente para 48 clubes e, após pressão das federações estaduais, confirmou a participação de 68 equipes.[21][1] Sob o novo cenário, o torneio passou a contar com 17 grupos na fase inicial e ganhou mais uma etapa de mata-mata antes das oitavas de final.[1] Na edição de 2020, foi criada uma fase preliminar com oito clubes em formato mata-mata, enquanto 60 clubes entraram direto na fase de grupos: com isso, o total de 64 equipes passou a ser dividido em oito grupos com oito participantes cada, aumentando o número de partidas de cada equipe.[11]

Desde sua criação, a Série D nunca teve um campeão repetido, porém os estados de Minas Gerais, Ceará e São Paulo têm dois títulos cada.[22] Em relação aos clubes que conquistaram o acesso, a hegemonia é do Nordeste, que em todas as temporadas teve pelo menos um representante comemorando a entrada na Série C, além de ser a única região a promover três equipes juntas em uma mesma edição.[23] Já o estado de São Paulo lidera o ranking de acessos por federação e é o único que conseguiu promover dois representantes em um mesma temporada.[24] Seis times conseguiram a façanha de jogar a Série D e, posteriormente, conquistar o acesso em todas as divisões do futebol brasileiro para chegar à Série A: a Chapecoense (que subiu na Série D de 2009 e chegou à elite em 2014);[25] o Joinville (que depois do acesso na quarta divisão, em 2010, conquistou os títulos das Séries C e B);[26] o Santa Cruz (promovido na última divisão em 2011 e que retornou à Série A em 2016);[27], o CSA (o único da lista a conseguir três acessos consecutivos, jogando a Série D em 2016 e chegando à Série A em 2019);[28] o Cuiabá (que conquistou o acesso na Série D de 2011 e, nove anos depois, foi promovido para a Série A de 2021);[29] e o Juventude (vice-campeão da Série D de 2013, navegou entre as Séries B e C até retornar à elite em 2021).[30]

Transmissão televisivaEditar

No dia 2 de julho de 2015, o Esporte Interativo adquiriu junto à CBF os direitos de transmissão da Série D de 2015 para canais fechados. Foi a primeira vez que a competição teve transmissão na televisão.[31] No mesmo ano, a partir das oitavas de final, a TV Brasil obteve os direitos da competição para transmissão em sinal aberto.[32] A rede de televisão pública transmitiu o torneio até 2016, mas abdicou de fazê-lo a partir de 2017, alegando cortes orçamentários.[33]

Em 9 agosto de 2018, o grupo Turner anunciou o fim imediato dos canais de TV Esporte Interativo.[34] Como a Série D de 2018 teve seu jogo decisivo cinco dias antes, a competição não chegou a ter sua transmissão interrompida abruptamente. Alguns conteúdos da emissora, como a Liga dos Campeões, passaram a ser transmitidos por outros canais da Turner, como por exemplo TNT e Space.[35] No entanto, a Série C não foi repassada a nenhuma parceira e simplesmente deixou de ser televisionada no decorrer do torneio, colocando em xeque a transmissão da Série D a partir de 2019 em algum canal de televisão.[36][37][38]

Contudo, no dia 3 de maio de 2019, um dia antes do início da 11ª edição, a CBF confirmou um acordo com a plataforma de streaming MyCujoo para a transmissão de 700 partidas ao vivo organizadas pela entidade, o que incluiu torneios de base, como o Campeonato Brasileiro de Aspirantes e a Copa do Brasil Sub-20; as duas divisões do Campeonato Brasileiro Feminino; e a Série D.[39][40] Em 2020, a plataforma renovou a parceria com a CBF para transmitir todas as partidas.[41] Em setembro do mesmo ano, a TV Brasil anunciou o retorno do torneio com transmissões nacionais tanto na TV aberta quanto no sinal fechado por assinatura, assim como via streaming na internet. O acordo com a CBF engloba 42 partidas a partir da terceira rodada da Série D de 2020, totalizando dois jogos por rodada. A Empresa Brasil de Comunicação é a responsável pela geração de imagens.[42]

Critérios para as vagasEditar

Os participantes são selecionados através dos campeões ou melhores colocados dos campeonatos e copas estaduais que não participam das outras divisões do Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C), além dos rebaixados da Série C do ano anterior.

Em 2009
  1. Os quatro primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações), divulgado pela CBF, tiveram direito a três representantes cada;
  2. Do quinto ao nono tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais tiveram um representante cada. O estado do Acre desistiu de enviar representantes.
  • Total: 39 vagas[6]
De 2010 a 2013 e em 2015
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
Em 2014
  1. Os cinco rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
  • Total: 41 vagas[8]
A partir de 2016
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. O primeiro estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) tem direito a quatro representantes;
  3. Do segundo ao nono estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) têm direito a três representantes cada;
  4. Os demais estados têm dois representantes cada.
  • Total: 68 vagas[1]

CampeõesEditar

Campeões do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Ano Final Semifinalistas Número de participantes
Campeão Placar(es) Vice 3º lugar 4º lugar
2009
Detalhes
 
São Raimundo-PA
2 – 3
2 – 1
 
Macaé
 
Chapecoense
 
Alecrim
39
2010
Detalhes
 
Guarany de Sobral
[nota 1]  
Madureira
 
Araguaína
 
Joinville
40
2011
Detalhes
 
Tupi
1 – 0
2 – 0
 
Santa Cruz
 
Cuiabá
 
Oeste
40
2012
Detalhes
 
Sampaio Corrêa  
1 – 1
2 – 0
 
CRAC
 
Baraúnas
 
Mogi Mirim
40
2013
Detalhes
 
Botafogo-PB
1 – 2
2 – 0
 
Juventude
 
Tupi
 
Salgueiro
40
2014
Detalhes
 
Tombense
0 – 0
0 – 0
4 – 2 (pen)
 
Brasil de Pelotas
 
Londrina
 
Confiança
41
2015
Detalhes
 
Botafogo-SP
3 – 2
0 – 0
 
River-PI
 
Remo
 
Ypiranga de Erechim
40
2016
Detalhes
 
Volta Redonda  
0 – 0
4 – 0
 
CSA
 
São Bento
 
Moto Club
68
2017
Detalhes
 
Operário-PR
5 – 0
0 – 1
 
Globo
 
Atlético Acreano
 
Juazeirense
68
2018
Detalhes
 
Ferroviário
3 – 0
0 – 1
 
Treze
 
São José-RS
 
Imperatriz
68
2019
Detalhes
 
Brusque
2 – 2
2 – 2
6 – 5 (pen)
 
Manaus
 
Ituano
 
Jacuipense
68
2020
Detalhes
 
Mirassol
1 – 0
1 – 0
 
Floresta
 
Novorizontino
 
Altos
68
  Conquistou o título de forma invicta.

Títulos por clubeEditar

 
O pôster de campeão e o troféu conquistado pelo Guarany de Sobral em 2010.
 
A taça de campeão da Série D exibida antes da final de 2018 entre Ferroviário e Treze.
Clube Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Tupi 1 (2011) 0 1 (2013) 0
  São Raimundo-PA 1 (2009) 0 0 0
  Guarany de Sobral 1 (2010) 0 0 0
  Sampaio Corrêa 1 (2012) 0 0 0
  Botafogo-PB 1 (2013) 0 0 0
  Tombense 1 (2014) 0 0 0
  Botafogo-SP 1 (2015) 0 0 0
  Volta Redonda 1 (2016) 0 0 0
  Operário-PR 1 (2017) 0 0 0
  Ferroviário 1 (2018) 0 0 0
  Brusque 1 (2019) 0 0 0
  Mirassol 1 (2020) 0 0 0
  Macaé 0 1 (2009) 0 0
  Madureira 0 1 (2010) 0 0
  Santa Cruz 0 1 (2011) 0 0
  CRAC 0 1 (2012) 0 0
  Juventude 0 1 (2013) 0 0
  Brasil de Pelotas 0 1 (2014) 0 0
  River-PI 0 1 (2015) 0 0
  CSA 0 1 (2016) 0 0
  Globo 0 1 (2017) 0 0
  Treze 0 1 (2018) 0 0
  Manaus 0 1 (2019) 0 0
  Floresta 0 1 (2020) 0 0
  Chapecoense 0 0 1 (2009) 0
  Araguaína 0 0 1 (2010) 0
  Cuiabá 0 0 1 (2011) 0
  Baraúnas 0 0 1 (2012) 0
  Londrina 0 0 1 (2014) 0
  Remo 0 0 1 (2015) 0
  São Bento 0 0 1 (2016) 0
  Atlético Acreano 0 0 1 (2017) 0
  São José-RS 0 0 1 (2018) 0
  Ituano 0 0 1 (2019) 0
  Novorizontino 0 0 1 (2020) 0
  Alecrim 0 0 0 1 (2009)
  Joinville 0 0 0 1 (2010)
  Oeste 0 0 0 1 (2011)
  Mogi Mirim 0 0 0 1 (2012)
  Salgueiro 0 0 0 1 (2013)
  Confiança 0 0 0 1 (2014)
  Ypiranga de Erechim 0 0 0 1 (2015)
  Moto Club 0 0 0 1 (2016)
  Juazeirense 0 0 0 1 (2017)
  Imperatriz 0 0 0 1 (2018)
  Jacuipense 0 0 0 1 (2019)
  Altos 0 0 0 1 (2020)

Títulos por cidadeEditar

Cidade Títulos Equipes
  Brusque 1 Brusque (1)
  Fortaleza 1 Ferroviário (1)
  João Pessoa 1 Botafogo-PB (1)
  Juiz de Fora 1 Tupi (1)
  Mirassol 1 Mirassol (1)
  Ponta Grossa 1 Operário-PR (1)
  Ribeirão Preto 1 Botafogo-SP (1)
  Santarém 1 São Raimundo-PA (1)
  São Luís 1 Sampaio Corrêa (1)
  Sobral 1 Guarany de Sobral (1)
  Tombos 1 Tombense (1)
  Volta Redonda 1 Volta Redonda (1)

Títulos por federaçãoEditar

Estado Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Ceará 2 1 0 0
  São Paulo 2 0 3 2
  Minas Gerais 2 0 1 0
  Rio de Janeiro 1 2 0 0
  Paraíba 1 1 0 0
  Santa Catarina 1 0 1 1
  Pará 1 0 1 0
  Paraná 1 0 1 0
  Maranhão 1 0 0 2
  Rio Grande do Sul 0 2 1 1
  Rio Grande do Norte 0 1 1 1
  Pernambuco 0 1 0 1
  Piauí 0 1 0 1
  Alagoas 0 1 0 0
  Amazonas 0 1 0 0
  Goiás 0 1 0 0
  Acre 0 0 1 0
  Mato Grosso 0 0 1 0
  Tocantins 0 0 1 0
  Bahia 0 0 0 2
  Sergipe 0 0 0 1

Títulos por regiãoEditar

Região Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Sudeste 5 2 4 2
Nordeste 4 6 1 8
Sul 2 2 3 2
Norte 1 1 3 0
Centro-Oeste 0 1 1 0

ParticipaçõesEditar

Os clubes que mais participaram da Série D do Campeonato Brasileiro (de 2009 a 2021):[49]

Em negrito os participantes da edição de 2021.

Clube Participações
  Central 11
  Aparecidense 9
  Campinense
  Metropolitano 8
  Santos-AP
  Caldense 7
  Itabaiana
  Moto Club
  Nacional-AM
  Rio Branco-AC
  Sergipe
  Villa Nova

Campeões da Série B que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2021. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[49]

Clube Participações na Série D
  Villa Nova 7 (2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2020)
  Brasiliense 5 (2014, 2018, 2019, 2020 e 2021)
  Gama 4 (2011, 2015, 2020 e 2021)
  Joinville 4 (2010, 2019, 2020 e 2021)
  Juventude 3 (2011, 2012 e 2013)
  Londrina 3 (2009, 2013 e 2014)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Uberlândia 3 (2009, 2018 e 2021)
  Portuguesa 2 (2017 e 2021)
  Chapecoense 1 (2009)
  Inter de Limeira 1 (2021)

Campeões da Série C que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2021. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[49]

Clube Participações na Série D
  Brasiliense 5 (2014, 2018, 2019, 2020 e 2021)
  CSA 5 (2009, 2010, 2012, 2013 e 2016)
  Ituano 5 (2009, 2014, 2016, 2017 e 2019)
  Joinville 4 (2010, 2019, 2020 e 2021)
  Operário-PR 4 (2010, 2011, 2015 e 2017)
  Remo 4 (2010, 2012, 2014 e 2015)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Santa Cruz 3 (2009, 2010 e 2011)
  ABC 2 (2020 e 2021)
  Macaé 2 (2009 e 2018)
  Oeste 2 (2010 e 2011)
  Boa Esporte 1 (2021)
  Paulista 1 (2009)
  XV de Piracicaba 1 (2017)

Treinadores e capitães campeõesEditar

 
Marcelo Vilar é o único treinador que conquistou o título da Série D mais de uma vez.
Ano Equipe Treinador Capitão Refs.
2009   São Raimundo-PA Lúcio Santarém Trindade [50]
2010   Guarany de Sobral Oliveira Canindé Junior Alves [51][52]
2011   Tupi Ricardo Drubscky Sílvio [53][54]
2012   Sampaio Corrêa Flávio Araújo Arlindo Maracanã [55][56]
2013   Botafogo-PB Marcelo Vilar Lenílson [57][58]
2014   Tombense Eugênio Souza Darley [59]
2015   Botafogo-SP Marcelo Veiga César Gaúcho [60][61]
2016   Volta Redonda Felipe Surian Mota [62][63]
2017   Operário-PR Gerson Gusmão Chicão [64][65]
2018   Ferroviário Marcelo Vilar Leanderson [66][67]
2019   Brusque Waguinho Dias Zé Carlos [68]
2020   Mirassol Eduardo Baptista Heitor [69][70]

ArtilheirosEditar

Por ediçãoEditar

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série D:[71]

 
Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, o atacante Zé Love foi um dos artilheiros da edição de 2020 pelo Brasiliense.
Ano Artilheiro(s) Clube(s) Gols
2009 Michell Parintins   São Raimundo-PA 10
2010 Danilo Pitbull   Guarany de Sobral 11
2011 Fernando
Marcinho Beija-Flor
  Cuiabá
  Oeste
11
2012 Nino Guerreiro   CRAC 13
2013 Ademilson   Tupi 12
2014 Nena   Brasil de Pelotas 8
2015   São Caetano 12
2016 Manoel   Altos 10
2017 Eduardo
Weverton
  Atlético Acreano
  Princesa do Solimões
9
2018 Édson Cariús   Ferroviário 11
2019 Júnior Pirambu   Brusque 10
2020 Wallace Pernambucano
Zé Love
  América de Natal
  Brasiliense
12

Maiores artilheirosEditar

A lista abaixo contempla os dez maiores artilheiros da Série D de todos os tempos, considerando todas as edições de 2009 a 2021:[72]

Em negrito os jogadores participantes da edição de 2021.

Jogador Período Gols Último clube na Série D
1 Nonato 2011–2019 26   Aparecidense (2019)
2 Manoel 2016–2020 25   Altos (2020)
3 Ademilson 2009–2019 21   Tupi (2019)
4 Eduardo 2012–2017 20   Atlético Acreano (2017)
Joélson 2015–2020   Central (2020)
6 Etinho 2012–2021 18   4 de Julho (2021)
Rafael Granja 2013–2019   Fluminense de Feira (2019)
Zulu 2011–2016   Brusque (2016)
9 Léo 2010–2017 16   Fast Clube (2017)
Nino Guerreiro 2012–2019   Juazeirense (2019)
Rafael Barros 2014–2017   Atlético Acreano (2017)

EstatísticasEditar

Maiores públicosEditar

Estes são os vinte maiores públicos presentes da história da Série D:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 59 966 Santa Cruz   0–0   Treze Arruda 16 de outubro 2011 [73]
2 54 815 Santa Cruz   0–2   Tupi Arruda 20 de novembro 2011 [74]
3 50 897 Santa Cruz   4–3   Guarany de Sobral Arruda 5 de setembro 2010 [75]
4 45 007 Santa Cruz   2–2   Central Arruda 11 de julho 2009 [76]
5 44 896 Manaus   2–2   Brusque Arena da Amazônia 18 de agosto 2019 [77]
6 44 642 Santa Cruz   1–0   Coruripe Arruda 25 de setembro 2011 [78]
7 42 584 Santa Cruz   0–0   Guarani de Juazeiro Arruda 24 de julho 2011 [79]
8 42 004 River-PI   0–0   Botafogo-SP Albertão 14 de novembro 2015 [80]
9 40 100 Sampaio Corrêa   2–0   CRAC Castelão 21 de outubro 2012 [81]
10 40 028 Santa Cruz   1–2   Sergipe Arruda 25 de julho 2009 [82]
11 40 000 Sampaio Corrêa   4–1   Vilhena Castelão 12 de setembro 2012 [83]
12 35 689 Manaus   3–0   Caxias Arena da Amazônia 20 de julho 2019 [84]
13 35 020 Santa Cruz   1–0   Santa Cruz-RN Arruda 14 de agosto 2011 [85]
14 34 123 Sampaio Corrêa   1–0   Baraúnas Castelão 10 de outubro 2012 [86]
15 33 900 Sampaio Corrêa   0–0   Mixto Castelão 23 de setembro 2012 [87]
16 33 099 Santa Cruz   2–1   Alecrim Arruda 18 de setembro 2011 [88]
17 31 681 Remo   3–1   Operário-PR Mangueirão 18 de outubro 2015 [89]
18 29 702 Santa Cruz   2–2   CSA Arruda 9 de agosto 2009 [90]
19 28 130 Remo   3–0   Palmas Mangueirão 3 de outubro 2015 [91]
20 27 746 Santa Cruz   1–0   Porto-PE Arruda 4 de setembro 2011 [92]

Médias de públicoEditar

 
A torcida do Santa Cruz é responsável pelos quatro maiores públicos da história da Série D.
 
Mais de 40 mil pessoas no Albertão na final da edição de 2015, entre River-PI e Botafogo-SP.
Ano Média geral
[93]
Clube com a maior
média de público
Maior média
de público
Ref.
2009 2 580   Santa Cruz 38 246 [94]
2010 2 730   Santa Cruz 30 243 [95]
2011 3 280   Santa Cruz 36 916 [96]
2012 2 333   Sampaio Corrêa 19 247 [97]
2013 1 832   Salgueiro 8 095 [98]
2014 1 897   Central 7 676 [99]
2015 2 662   Remo 15 394 [100]
2016 1 631   CSA 8 945 [101]
2017 1 159   América de Natal 8 094 [102]
2018 1 184   Treze 4 827 [103]
2019 1 219   Manaus 10 594 [104]
2020 Não houve[nota 2]

Maiores goleadasEditar

Estas são as dez maiores goleadas da história da Série D:[105]

Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 São Caetano   0–9   Pelotas Anacleto Campanella 24 de outubro 2020 [106]
2 Plácido de Castro   9–1   Vila Aurora Arena da Floresta 10 de setembro 2011 [107]
3 Atlético Acreano   8–0   Náutico-RR Florestão 7 de agosto 2016 [108]
América de Natal   8–0   Serrano-PB Arena das Dunas 9 de junho 2019 [109]
Mirassol   8–0   Nacional-PR Maião 17 de outubro 2020 [110]
6 Santos-AP   8–1   Plácido de Castro Zerão 27 de maio 2018 [111]
7 ABC   7–0   Jacyobá Frasqueirão 27 de setembro 2020 [112]
Itabaiana   7–0   Jacyobá Etelvino Mendonça 8 de novembro 2020 [113]
Cabofriense   7–0   Nacional-PR Correão 13 de novembro 2020 [114]
10 River-PI   7–1   Guarany de Sobral Albertão 21 de setembro 2014 [115]
Galvez   7–1   Independente-PA Arena Acreana 21 de novembro 2020 [116]

Mais participações no "jogo do acesso"Editar

Esta é uma lista de clubes que participaram mais de uma vez das quartas de final da Série D de 2009 a 2020:

Clube Participações nos jogos do acesso
Vencedor   Perdedor   Total Aprov. Ref.
  Tupi 2 (2011 e 2013) 1 (2009) 3 66,7% [117][118][119]
  Operário-PR 1 (2017) 2 (2010 e 2015) 3 33,3% [120][121][122]
  Atlético Acreano 1 (2017) 1 (2016) 2 50% [123][124]
  Floresta 1 (2020) 1 (2019) 2 50% [125][126]
  Ituano 1 (2019) 1 (2016) 2 50% [127][128]
  Jacuipense 1 (2019) 1 (2014) 2 50% [126][129]
  Juazeirense 1 (2017) 1 (2019) 2 50% [130][131]
  Manaus 1 (2019) 1 (2018) 2 50% [132][133]
  Mirassol 1 (2020) 1 (2011) 2 50% [134][135]
  Moto Club 1 (2016) 1 (2014) 2 50% [124][136]
  São José-RS 1 (2018) 1 (2017) 2 50% [123][137]
  Treze 1 (2018) 1 (2011)[nota 3] 2 50% [138][73]
  América de Natal 0 2 (2017 e 2020) 2 0% [130][125]
  Anapolina 0 2 (2011 e 2014) 2 0% [117][139]
  Campinense 0 2 (2012 e 2018) 2 0% [140][141]
  Caxias 0 2 (2018 e 2019) 2 0% [138][132]
  Itabaiana 0 2 (2016 e 2019) 2 0% [142][127]
  Mixto 0 2 (2012 e 2013) 2 0% [143][118]
  Uberaba 0 2 (2009 e 2010) 2 0% [144][145]

Promoção e rebaixamentoEditar

Ano Rebaixados da Série C Promovidos para a Série C
2009   Confiança
  Marcílio Dias
  Mixto
  Sampaio Corrêa
  Alecrim
  Chapecoense
  Macaé
  São Raimundo-PA
2010   Alecrim
  Gama
  Juventude
  São Raimundo-PA
  Araguaína
  Guarany de Sobral
  Madureira
  Joinville[nota 1]
2011   Araguaína
  Campinense
  Marília
  Brasil de Pelotas[nota 4]
  Cuiabá
  Oeste
  Santa Cruz
  Tupi
  Treze[nota 3]
2012   Guarany de Sobral
  Salgueiro
  Santo André
  Tupi
  Baraúnas
  CRAC
  Mogi Mirim
  Sampaio Corrêa
2013   Baraúnas
  Brasiliense
  Grêmio Barueri
  Rio Branco-AC
  Betim[nota 5]
  Botafogo-PB
  Juventude
  Salgueiro
  Tupi
2014   CRAC
  Duque de Caxias
  São Caetano
  Treze
  Brasil de Pelotas
  Confiança
  Londrina
  Tombense
2015   Águia de Marabá
  Caxias
  Icasa
  Madureira
  Botafogo-SP
  Remo
  River-PI
  Ypiranga de Erechim
2016   América de Natal
  Guaratinguetá
  Portuguesa
  River-PI
  CSA
  Moto Club
  São Bento
  Volta Redonda
2017   ASA
  Macaé
  Mogi Mirim
  Moto Club
  Atlético Acreano
  Globo
  Juazeirense
  Operário-PR
2018   Joinville
  Juazeirense
  Salgueiro
  Tupi
  Ferroviário
  Imperatriz
  São José-RS
  Treze
2019   ABC
  Atlético Acreano
  Globo
  Luverdense[nota 6]
  Brusque
  Ituano
  Jacuipense
  Manaus
2020   Boa Esporte
  Imperatriz
  São Bento
  Treze
  Altos
  Floresta
  Mirassol
  Novorizontino
Os rebaixados e promovidos por ano estão dispostos em ordem alfabética e não pela ordem de classificação, a não ser em casos extracampo.

Por federaçãoEditar

Estado P   R  
  São Paulo 7 8
  Rio Grande do Sul 4 3
  Ceará 3 2
  Santa Catarina 3 2
  Maranhão 3 3
  Paraíba 3 3
  Rio de Janeiro 3 3
  Minas Gerais 3 4
  Rio Grande do Norte 3 5
  Paraná 2 0
  Bahia 2 1
  Piauí 2 1
  Pará 2 2
  Pernambuco 2 2
  Amazonas 1 0
  Alagoas 1 1
  Goiás 1 1
  Sergipe 1 1
  Tocantins 1 1
  Acre 1 2
  Mato Grosso 1 2
  Distrito Federal 0 2

Clubes que subiram da Série D para a Série AEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série A a partir de acessos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um acesso antes de chegar à Série A, entra na lista o mais recente.

Clube D   C   B   A
  Chapecoense 2009 2012 2013 2014
  Joinville 2010 2011 2014 2015
  Santa Cruz 2011 2013 2015 2016
  CSA 2016 2017 2018 2019
  Cuiabá 2011 2018 2020 2021
  Juventude[nota 7] 2013 2019 2020 2021

Clubes que caíram da Série A para a Série DEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série D a partir de rebaixamentos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um rebaixamento antes de chegar à Série D, entra na lista o mais recente.

Clube A   B   C   D
  Gama[nota 8] 2002 2008 2010 2011
  Juventude 2007 2009 2010 2011
  Santo André 2009 2010 2012 2013
  Brasiliense 2005 2010 2013 2014
  Ipatinga[nota 9] 2008 2012 2013 2014
  Grêmio Barueri 2010 2012 2013 2014
  São Caetano 2006 2013 2014 2015
  América de Natal[nota 10] 2007 2014 2016 2017
  Portuguesa 2013 2014 2016 2017
  Joinville 2015 2016 2018 2019

Notas e referências

Notas

  1. a b A final desta edição foi decidida entre Guarany de Sobral e América-AM, com vitória por 5–2 no placar agregado a favor do time cearense.[48] Porém, posteriormente a CBF divulgou a classificação final excluindo o clube amazonense da semifinal, punido com a perda de seis pontos mais os pontos ganhos nas quartas de final contra o Joinville (quatro no total) por escalação irregular do jogador Amaral Pernambucano. Assim, o América-AM terminou na oitava colocação, enquanto o Joinville ficou em quarto lugar e garantiu o acesso.[15]
  2. Por conta da pandemia de COVID-19, a edição da Série D de 2020 não teve presença de público.
  3. a b Devido a questões judiciais, o Treze tomou a vaga do Rio Branco-AC na Série C de 2012 por ter sido o clube melhor colocado dentre os eliminados nas quartas de final da Série D de 2011. O clube do Acre foi excluído da competição e tampouco disputou a Série D, ficando sem divisão nacional.[18]
  4. O Brasil de Pelotas foi rebaixado após perder seis pontos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido à escalação irregular do atleta Cláudio.[146]
  5. Devido a questões judiciais, o Betim foi rebaixado após decisão do STJD, mesmo terminando na oitava colocação.[147] O CRAC, que havia sido o clube rebaixado no grupo B (o mesmo do Betim), permaneceu na Série C.[148]
  6. O Luverdense foi rebaixado, mas desistiu de disputar a Série D e ficou sem divisão nacional.[149]
  7. Além dos acessos listados, o Juventude foi promovido para a Série B em 2016, mas foi rebaixado para a Série C em 2018.
  8. Além dos rebaixamentos listados, o Gama foi rebaixado para a Série C em 2003, mas foi promovido para a Série B em 2004.
  9. Além dos rebaixamentos listados, o Ipatinga foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.
  10. Além dos rebaixamentos listados, o América-RN foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.

Referências

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Ver tambémEditar

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