Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D

Campeonato de Futebol

O Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D, ou simplesmente Brasileirão - Série D, é uma competição equivalente à quarta divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. É por meio dela que os clubes conseguem acesso para a Série C.[1]

Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D
Série D
Campeonato Brasileiro Série D logo.png
Logotipo oficial da competição.
Dados gerais
Organização CBF
Edições 14
Outros nomes Série D
Quarta Divisão
Local de disputa Brasil
Número de equipes 64
Sistema Sistema misto
Divisões
Série ASérie BSérie CSérie D
Soccerball current event.svg Edição atual
editar

Ao contrário de outros países onde o futebol é um esporte popular e tradicional, como a Inglaterra, que possui 24 divisões nacionais,[2] o sistema de ligas nacionais no Brasil por muitos anos chegava apenas à Série C, equivalente à terceira divisão. A primeira edição da Série D foi realizada em 2009, após confirmação da CBF no ano anterior promovendo o decréscimo de participantes da Série C de 64 para 20 clubes. Inicialmente, o regulamento previa a participação de 40 equipes selecionadas através das competições estaduais, mas o Acre desistiu de enviar representantes e a disputa ficou com 39 times. O primeiro campeão foi o São Raimundo-PA.

De 2010 a 2015, o torneio contou com 40 clubes participantes, exceção feita à edição de 2014, que teve 41 times. De 2016 a 2021, passou a abrigar 68 equipes,[3] reduzindo para 64 a partir de 2022. Apesar da variação na quantidade de participantes e de pequenas mudanças no formato, disputado em sistema misto, a competição mantinha sua extensão inalterada, variando entre 16 e 18 datas no calendário nacional, a maior parte geralmente no segundo semestre.[4][5] Tal cenário só se modificou a partir da temporada de 2020, quando a CBF prolongou o torneio para durar por pelo menos seis meses, ocupando 26 datas.

No Ranking da CBF, a Série D atribui 100 pontos ao campeão. O vice-campeão recebe 80 pontos, o terceiro recebe 75 e o quarto 70. A partir do quinto colocado, cada posição perde um ponto em relação ao colocado imediatamente anterior. Deste modo, o quinto colocado recebe 69 pontos, o sexto 68 pontos, reduzindo até 51 pontos para o 23º colocado em diante (pontuação mínima em Campeonatos Brasileiros).[6]

HistóriaEditar

 
Partida entre Alecrim e Treze, válida pela primeira edição da competição, em 2009.

Em março de 2008, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol Francisco Noveletto afirmou que a CBF criaria, pela primeira vez na história, a quarta divisão do Campeonato Brasileiro, denominada Série D, pois, com a diminuição do número de clubes participantes da Série C, muitas equipes do país não disputariam nenhuma competição nacional.[7] No início de abril, a entidade confirmou a implementação da nova competição no calendário de 2009, ainda sem detalhar formato e regulamento, mas estipulando um total de 40 participantes a serem selecionados através dos campeonatos e das copas estaduais.[8]

 
Jogadores do Rio Branco-ES e da Caldense disputam a bola em jogo da Série D.

Excepcionalmente, a primeira edição do torneio contou com 39 equipes, uma vez que nenhum clube do Acre demonstrou interesse em participar da competição.[9] Dessa forma, as equipes foram divididas em dez grupos regionalizados, com os dois primeiros colocados de cada chave avançando ao mata-mata que levaria até a final. O primeiro campeão da Série D foi o São Raimundo-PA, que superou o Macaé na decisão.[10] Os dois finalistas e os semifinalistas Alecrim e Chapecoense foram as primeiras equipes na história a obter o acesso para a Série C.[11]

No ano seguinte, logo na segunda edição, a Série D teve sua primeira grande polêmica: mesmo chegando até à final do torneio e ficando, inicialmente, com o vice-campeonato, o América-AM não ficou com a segunda colocação na classificação final, tampouco obteve o acesso, uma vez que foi punido com a perda de seis pontos por escalar o atleta Amaral Capixaba de forma irregular nas quartas de final, contra o Joinville. Dessa forma, o clube manauara ficou em oitavo lugar, enquanto o time catarinense tomou a quarta colocação e a vaga na Série C de 2011.[12][13]

 
Confronto da Série D entre Inter de Lages e Resende, no Estádio Vidal Ramos Júnior.

Em 2011, pequena mudança no formato e mais disputa nos tribunais: a competição passou a contar com oito grupos, ao invés de dez, e a fase eliminatória começou a partir das oitavas de final.[14] No âmbito extracampo, após um longo imbróglio judicial, o Treze conquistou o acesso para a Série C mesmo sem chegar às semifinais da Série D: o clube paraibano herdou a vaga do Rio Branco-AC, que foi excluído da Série C de 2012 por acionar a justiça comum contra a interdição da Arena da Floresta.[15][16] O curioso é que o Treze também acionou a justiça comum para garantir a vaga na terceira divisão e, assim, ficou suscetível a uma punição. Em 2013, para finalmente encerrar a briga jurídica, os dois clubes e a CBF entraram em um acordo no Supremo Tribunal Federal, garantindo a participação das duas equipes na Série C daquele ano, que contou com 21 clubes.[17] Por conta disso, a Série D de 2014 teve 41 participantes, uma vez que cinco times foram rebaixados da terceira divisão do ano anterior a fim de retornar ao número de participantes padrão.[18]

 
Mais de 40 mil pessoas no Albertão na final da edição de 2015, entre River-PI e Botafogo-SP.

Também em 2014, uma nova mecânica foi introduzida à competição: os cruzamentos na fase de mata-mata deixaram de ser regionalizados e passaram a levar em consideração a campanha das equipes ao longo das etapas anteriores.[19] Em 2016, a CBF ampliou a Série D inicialmente para 48 clubes e, após pressão das federações estaduais, confirmou a participação de 68 equipes.[20][3] Sob o novo cenário, o torneio passou a contar com 17 grupos na fase inicial e ganhou mais uma etapa de mata-mata antes das oitavas de final.[3] Na edição de 2020, foi criada uma fase preliminar com oito clubes em formato mata-mata, enquanto 60 clubes entraram direto na fase de grupos: com isso, o total de 64 equipes passou a ser dividido em oito grupos com oito participantes cada, aumentando o número de partidas de cada equipe.[21]

Desde sua criação, a Série D nunca teve um campeão repetido, porém os estados de Minas Gerais, Ceará e São Paulo têm dois títulos cada.[22] Em relação aos clubes que conquistaram o acesso, a hegemonia é do Nordeste, que em todas as temporadas teve pelo menos um representante comemorando a entrada na Série C, além de ser a única região a promover três equipes juntas em uma mesma edição, em 2018 e em 2021.[23][24][25] Já o estado de São Paulo lidera o ranking de acessos por federação e é o único que conseguiu promover dois representantes em uma mesma temporada.[26]

Seis times conseguiram a façanha de jogar a Série D e, posteriormente, conquistar o acesso em todas as divisões do futebol brasileiro para chegar à Série A: a Chapecoense (que subiu na Série D de 2009 e chegou à elite em 2014);[27] o Joinville (que depois do acesso na quarta divisão, em 2010, conquistou os títulos das Séries C e B);[28] o Santa Cruz (promovido na última divisão em 2011 e que retornou à Série A em 2016);[29], o CSA (o único da lista a conseguir três acessos consecutivos, jogando a Série D em 2016 e chegando à Série A em 2019);[30] o Cuiabá (que conquistou o acesso na Série D de 2011 e, nove anos depois, foi promovido para a Série A de 2021);[31] e o Juventude (vice-campeão da Série D de 2013, navegou entre as Séries B e C até retornar à elite em 2021).[32]

Transmissão televisivaEditar

No dia 2 de julho de 2015, o Esporte Interativo adquiriu junto à CBF os direitos de transmissão da Série D de 2015 para canais fechados. Foi a primeira vez que a competição teve transmissão na televisão.[33] No mesmo ano, a partir das oitavas de final, a TV Brasil obteve os direitos da competição para transmissão em sinal aberto.[34] A rede de televisão pública transmitiu o torneio até 2016, mas abdicou de fazê-lo a partir de 2017, alegando cortes orçamentários.[35]

Em 9 agosto de 2018, o grupo Turner anunciou o fim imediato dos canais de TV Esporte Interativo.[36] Como a Série D de 2018 teve seu jogo decisivo cinco dias antes, a competição não chegou a ter sua transmissão interrompida abruptamente. Alguns conteúdos da emissora, como a Liga dos Campeões, passaram a ser transmitidos por outros canais da Turner, como por exemplo TNT e Space.[37] No entanto, a Série C não foi repassada a nenhuma parceira e simplesmente deixou de ser televisionada no decorrer do torneio, colocando em xeque a transmissão da Série D a partir de 2019 em algum canal de televisão.[38][39][40]

Contudo, no dia 3 de maio de 2019, um dia antes do início da 11ª edição, a CBF confirmou um acordo com a plataforma de streaming MyCujoo (atual Eleven Sports) para a transmissão de 700 partidas ao vivo organizadas pela entidade, o que incluiu torneios de base, como o Campeonato Brasileiro de Aspirantes e a Copa do Brasil Sub-20; as duas divisões do Campeonato Brasileiro Feminino; e a Série D.[41][42] Em 2020, a plataforma renovou a parceria com a CBF para transmitir todas as partidas.[43] Em setembro do mesmo ano, a TV Brasil anunciou o retorno do torneio com transmissões nacionais tanto na TV aberta quanto no sinal fechado por assinatura, assim como via streaming na internet. O acordo com a CBF englobou 42 partidas a partir da terceira rodada da Série D de 2020, totalizando dois jogos por rodada. A Empresa Brasil de Comunicação era a responsável pela geração de imagens.[44]

Em 2022, apenas a dois dias do início da Série D, a plataforma russa de streaming InStat TV fechou um acordo de três anos com a CBF para exibir a competição com exclusividade, encerrando assim as transmissões na Eleven Sports e na TV Brasil. A princípio, as quatro primeiras rodadas da edição de 2022 seriam transmitidas gratuitamente. No entanto, devido a uma série de problemas ocorridos na 1ª rodada, o serviço não ofereceu garantias de que todos os jogos seriam exibidos. Ainda assim, a plataforma explicitou a intenção de implementar o serviço de pay-per-view a partir da 5ª rodada da fase de grupos, sem transmissão gratuita do torneio, o que aconteceu de fato da 7ª rodada em diante.[45][46][47]

Critérios para as vagasEditar

 
Primeira colocada no RNF, a Federação Paulista de Futebol tem direito a mais vagas na competição.

Os participantes são selecionados através dos campeões ou melhores colocados dos campeonatos e copas estaduais que não participam das outras divisões do Campeonato Brasileiro (Séries A, B e C), além dos rebaixados da Série C do ano anterior.

Em 2009
  1. Os quatro primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações), divulgado pela CBF, tiveram direito a três representantes cada;
  2. Do quinto ao nono tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais tiveram um representante cada. O estado do Acre desistiu de enviar representantes.
  • Total: 39 vagas[9]
De 2010 a 2013 e em 2015
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
Em 2014
  1. Os cinco rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. Os nove primeiros estados do RNF (Ranking Nacional das Federações) tiveram direito a dois representantes cada;
  3. Os demais estados tiveram um representante cada.
De 2016 a 2021
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. O primeiro estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) tem direito a quatro representantes;
  3. Do segundo ao nono estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) têm direito a três representantes cada;
  4. Os demais estados têm dois representantes cada.
  • Total: 68 vagas[3]
A partir de 2022
  1. Os quatro rebaixados da Série C do ano anterior;
  2. O primeiro estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) tem direito a quatro representantes;
  3. Do segundo ao nono estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) têm direito a três representantes cada;
  4. Do décimo ao vigésimo terceiro estado do RNF (Ranking Nacional das Federações) têm direito a dois representantes cada;
  5. Os demais estados têm um representante cada.

CampeõesEditar

 
Comemoração do título da Aparecidense após a final da edição de 2021.

A primeira edição da história da Série D teve como vencedor o São Raimundo-PA, até hoje o único título da região Norte na quarta divisão.[10] Após a temporada inaugural, deu-se início à hegemonia das regiões Nordeste e Sudeste, primeiramente com vantagem para os clubes nordestinos: em 2010, o Guarany de Sobral tornou-se o primeiro clube cearense a ser campeão nacional.[54] Na edição seguinte, o Tupi empatou a contagem para as equipes do Sudeste.[55]

Em 2012, foi a vez do Sampaio Corrêa celebrar o campeonato da Série D, obtendo duas marcas históricas: além de ser o primeiro time a vencer a competição de forma invicta,[56] a Bolívia Querida também se tornou a primeira (e até hoje única) equipe do país a ter conquistado o título de três divisões nacionais, uma vez que foi campeã da Série B em 1972 e da Série C em 1997.[57]

No ano seguinte, foi o Botafogo-PB quem ergueu a taça, a primeira conquista a nível nacional de um clube paraibano, aumentando a vantagem dos nordestinos na Série D.[58] Contudo, nas três temporadas subsequentes, os clubes do sudeste pularam à frente graças aos títulos do Tombense em 2014 (tornando o estado de Minas Gerais o primeiro a ter dois vencedores da Série D);[59] do Botafogo-SP em 2015;[60] e do Volta Redonda em 2016 (de forma invicta).[61]

Já a região Sul conquistou seu primeiro triunfo na Série D em 2017, com o título do Operário-PR.[62] Nos três anos seguintes, o troféu ficou com Ferroviário, Brusque e Mirassol.[63][64][65] Em 2021, a Aparecidense sagrou-se campeã e garantiu o primeiro troféu para a região Centro-Oeste.[66]

Ao contrário das divisões superiores do Campeonato Brasileiro, o predomínio na Série D é de equipes do interior do país: apenas em três ocasiões o torneio foi conquistado por times sediados em capitais, todas do Nordeste: São Luís, João Pessoa e Fortaleza.[56][58][63] No âmbito das federações, a competição é a mais democrática dentre todas as divisões do Brasil: ao todo, 21 estados já tiveram representantes nas semifinais de Série D.[67]

Campeões do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série D[67]
Ano Final Semifinalistas Número de participantes
Campeão Placar(es) Vice 3º lugar 4º lugar
2009
Detalhes
 
São Raimundo-PA
2 – 3
2 – 1
 
Macaé
 
Chapecoense
 
Alecrim
39
2010
Detalhes
 
Guarany de Sobral
[nota 1]  
Madureira
 
Araguaína
 
Joinville
40
2011
Detalhes
 
Tupi
1 – 0
2 – 0
 
Santa Cruz
 
Cuiabá
 
Oeste
40
2012
Detalhes
 
Sampaio Corrêa  
1 – 1
2 – 0
 
CRAC
 
Baraúnas
 
Mogi Mirim
40
2013
Detalhes
 
Botafogo-PB
1 – 2
2 – 0
 
Juventude
 
Tupi
 
Salgueiro
40
2014
Detalhes
 
Tombense
0 – 0
0 – 0
4 – 2 (pen)
 
Brasil de Pelotas
 
Londrina
 
Confiança
41
2015
Detalhes
 
Botafogo-SP
3 – 2
0 – 0
 
River-PI
 
Remo
 
Ypiranga de Erechim
40
2016
Detalhes
 
Volta Redonda  
0 – 0
4 – 0
 
CSA
 
São Bento
 
Moto Club
68
2017
Detalhes
 
Operário-PR
5 – 0
0 – 1
 
Globo
 
Atlético Acreano
 
Juazeirense
68
2018
Detalhes
 
Ferroviário
3 – 0
0 – 1
 
Treze
 
São José-RS
 
Imperatriz
68
2019
Detalhes
 
Brusque
2 – 2
2 – 2
6 – 5 (pen)
 
Manaus
 
Ituano
 
Jacuipense
68
2020
Detalhes
 
Mirassol
1 – 0
1 – 0
 
Floresta
 
Novorizontino
 
Altos
68
2021
Detalhes
 
Aparecidense
1 – 0
1 – 1
 
Campinense
 
ABC
 
Atlético Cearense
68
2022
Detalhes
 
América de Natal
2 – 0
0 – 1
 
Pouso Alegre
 
Amazonas
 
São Bernardo
64
  Conquistou o título de forma invicta.

ResultadosEditar

Por clubeEditar

 
O troféu da Série D é destaque em pintura feita no muro da sede do Ferroviário, campeão em 2018.
Clube[67] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Tupi 1 (2011) 0 1 (2013) 0
  São Raimundo-PA 1 (2009) 0 0 0
  Guarany de Sobral 1 (2010) 0 0 0
  Sampaio Corrêa 1 (2012) 0 0 0
  Botafogo-PB 1 (2013) 0 0 0
  Tombense 1 (2014) 0 0 0
  Botafogo-SP 1 (2015) 0 0 0
  Volta Redonda 1 (2016) 0 0 0
  Operário-PR 1 (2017) 0 0 0
  Ferroviário 1 (2018) 0 0 0
  Brusque 1 (2019) 0 0 0
  Mirassol 1 (2020) 0 0 0
  Aparecidense 1 (2021) 0 0 0
  América de Natal 1 (2022) 0 0 0
  Macaé 0 1 (2009) 0 0
  Madureira 0 1 (2010) 0 0
  Santa Cruz 0 1 (2011) 0 0
  CRAC 0 1 (2012) 0 0
  Juventude 0 1 (2013) 0 0
  Brasil de Pelotas 0 1 (2014) 0 0
  River-PI 0 1 (2015) 0 0
  CSA 0 1 (2016) 0 0
  Globo 0 1 (2017) 0 0
  Treze 0 1 (2018) 0 0
  Manaus 0 1 (2019) 0 0
  Floresta 0 1 (2020) 0 0
  Campinense 0 1 (2021) 0 0
  Pouso Alegre 0 1 (2022) 0 0
  Chapecoense 0 0 1 (2009) 0
  Araguaína 0 0 1 (2010) 0
  Cuiabá 0 0 1 (2011) 0
  Baraúnas 0 0 1 (2012) 0
  Londrina 0 0 1 (2014) 0
  Remo 0 0 1 (2015) 0
  São Bento 0 0 1 (2016) 0
  Atlético Acreano 0 0 1 (2017) 0
  São José-RS 0 0 1 (2018) 0
  Ituano 0 0 1 (2019) 0
  Novorizontino 0 0 1 (2020) 0
  ABC 0 0 1 (2021) 0
  Amazonas 0 0 1 (2022) 0
  Alecrim 0 0 0 1 (2009)
  Joinville 0 0 0 1 (2010)
  Oeste 0 0 0 1 (2011)
  Mogi Mirim 0 0 0 1 (2012)
  Salgueiro 0 0 0 1 (2013)
  Confiança 0 0 0 1 (2014)
  Ypiranga de Erechim 0 0 0 1 (2015)
  Moto Club 0 0 0 1 (2016)
  Juazeirense 0 0 0 1 (2017)
  Imperatriz 0 0 0 1 (2018)
  Jacuipense 0 0 0 1 (2019)
  Altos 0 0 0 1 (2020)
  Atlético Cearense 0 0 0 1 (2021)
  São Bernardo 0 0 0 1 (2022)

Por cidadeEditar

Cidade Títulos[67] Equipes
  Aparecida de Goiânia 1 Aparecidense (1)
  Brusque 1 Brusque (1)
  Fortaleza 1 Ferroviário (1)
  João Pessoa 1 Botafogo-PB (1)
  Juiz de Fora 1 Tupi (1)
  Mirassol 1 Mirassol (1)
  Natal 1 América de Natal (1)
  Ponta Grossa 1 Operário-PR (1)
  Ribeirão Preto 1 Botafogo-SP (1)
  Santarém 1 São Raimundo-PA (1)
  São Luís 1 Sampaio Corrêa (1)
  Sobral 1 Guarany de Sobral (1)
  Tombos 1 Tombense (1)
  Volta Redonda 1 Volta Redonda (1)

Por federaçãoEditar

Estado[69] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
  Minas Gerais 2 1 1 0
  Ceará 2 1 0 1
  São Paulo 2 0 3 3
  Paraíba 1 2 0 0
  Rio de Janeiro 1 2 0 0
  Rio Grande do Norte 1 1 2 1
  Goiás 1 1 0 0
  Santa Catarina 1 0 1 1
  Pará 1 0 1 0
  Paraná 1 0 1 0
  Maranhão 1 0 0 2
  Rio Grande do Sul 0 2 1 1
  Amazonas 0 1 1 0
  Pernambuco 0 1 0 1
  Piauí 0 1 0 1
  Alagoas 0 1 0 0
  Acre 0 0 1 0
  Mato Grosso 0 0 1 0
  Tocantins 0 0 1 0
  Bahia 0 0 0 2
  Sergipe 0 0 0 1

Por regiãoEditar

Região[69] Títulos Vices 3º lugar 4º lugar
Nordeste 5 7 2 9
Sudeste 5 3 4 3
Sul 2 2 3 2
Norte 1 1 4 0
Centro-Oeste 1 1 1 0

ParticipaçõesEditar

O Central é a agremiação recordista em participações na Série D, tendo ficado de fora apenas de três edições, em 2011, 2012 e 2022. Da mesma forma, a Patativa também detém o recorde de time com o maior número de participações consecutivas na quarta divisão: nove (de 2013 a 2021).[70][71]

Ao todo, 24 clubes que já foram campeões de outra divisão nacional já disputaram a Série D: Brasiliense, Joinville, Sampaio Corrêa e Tuna Luso entram na contagem tanto como campeões da Série B como da Série C. Outros nove campeões da segunda divisão já disputaram a Série D, assim como outros 11 vencedores da Série C. Até hoje, nenhuma equipe que já se sagrou campeã da Série A participou da última divisão do futebol brasileiro.[72]

A seguir, os clubes que mais participaram da Série D do Campeonato Brasileiro (de 2009 a 2022):[72]

Em negrito os participantes da edição de 2022.

Clube Participações Temporadas
  Central 11 20092010 e 20132021
  Aparecidense 9 20122013 e 20152021
  Campinense 2012 e 20142021
  Metropolitano 8 20102017
  Santos-AP 2012 e 20142020
  Rio Branco-AC 20142020 e 2022
  Sergipe 2009, 2013, 20162019 e 20212022
  Moto Club 2009, 2014, 2016 e 20182022
  Caldense 20152022
  Villa Nova 7 2011, 20132017 e 2020
  Nacional-AM 2009, 2011, 2013, 20152016, 2018 e 2020
  Itabaiana 2012 e 20162021
  São Raimundo-RR 2014 e 20172022
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Campeões da Série B que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2022. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[72]

Clube Participações na Série D
  Villa Nova 7 (2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2020)
  Brasiliense 6 (2014, 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022)
  Gama 4 (2011, 2015, 2020 e 2021)
  Joinville 4 (2010, 2019, 2020 e 2021)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Juventude 3 (2011, 2012 e 2013)
  Londrina 3 (2009, 2013 e 2014)
  Uberlândia 3 (2009, 2018 e 2021)
  Portuguesa 2 (2017 e 2021)
  Inter de Limeira 2 (2021 e 2022)
  Chapecoense 1 (2009)
  Paraná 1 (2022)
  Tuna Luso 1 (2022)
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Campeões da Série C que participaram da Série DEditar

Em negrito, os clubes participantes da edição de 2022. Em itálico, ano em que o clube em questão foi o campeão da Série D.[72]

Clube Participações na Série D
  Brasiliense 6 (2014, 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022)
  CSA 5 (2009, 2010, 2012, 2013 e 2016)
  Ituano 5 (2009, 2014, 2016, 2017 e 2019)
  Remo 4 (2010, 2012, 2014 e 2015)
  Operário-PR 4 (2010, 2011, 2015 e 2017)
  Joinville 4 (2010, 2019, 2020 e 2021)
  Santa Cruz 4 (2009, 2010, 2011 e 2022)
  Sampaio Corrêa 3 (2010, 2011 e 2012)
  Oeste 3 (2010, 2011 e 2022)
  Macaé 2 (2009 e 2018)
  ABC 2 (2020 e 2021)
  Paulista 1 (2009)
  XV de Piracicaba 1 (2017)
  Boa Esporte 1 (2021)
  Tuna Luso 1 (2022)
Em caso de igualdade na quantidade, os clubes estão dispostos em ordem cronológica das participações.

Treinadores e capitães campeõesEditar

 
Marcelo Vilar é o único treinador que conquistou o título da Série D mais de uma vez.

O cearense Marcelo Vilar é o técnico mais vencedor da Série D, o único a conquistar o título em duas ocasiões: primeiro com o Botafogo-PB, em 2013, e cinco anos depois com o Ferroviário, clube de sua cidade natal. Curiosamente, na grande decisão de 2018, ele enfrentou o Treze, à época comandado pelo também cearense Flávio Araújo, que já havia se sagrado campeão anteriormente com o Sampaio Corrêa.[73] Araújo também foi vice-campeão com o River-PI, em 2015, totalizando três finais de Série D.[74] Outro treinador que acumula mais de uma decisão da quarta divisão no currículo é Oliveira Canindé: igualmente natural do estado do Ceará, ele venceu a competição comandando o Guarany de Sobral, em 2010, e levou o CSA ao vice-campeonato seis temporadas depois.[75]

Entre os capitães, destaque para dois defensores: o zagueiro Heitor, além de ter vestido a braçadeira e levantado a taça com o Mirassol, também fez parte do elenco campeão do Tombense, em 2014;[76] já o zagueiro Wesley Matos conquistou o título com o Tupi em 2011 e, dez anos depois, foi o capitão na campanha vitoriosa da Aparecidense.[77]

Ano Equipe Treinador Capitão Ref.
2009   São Raimundo-PA Lúcio Santarém Trindade [78]
2010   Guarany de Sobral Oliveira Canindé Junior Alves [79][80]
2011   Tupi Ricardo Drubscky Sílvio [81][82]
2012   Sampaio Corrêa Flávio Araújo Arlindo Maracanã [83][84]
2013   Botafogo-PB Marcelo Vilar Lenílson [85][86]
2014   Tombense Eugênio Souza Darley [59]
2015   Botafogo-SP Marcelo Veiga César Gaúcho [87][88]
2016   Volta Redonda Felipe Surian Mota [89][90]
2017   Operário-PR Gerson Gusmão Chicão [91][92]
2018   Ferroviário Marcelo Vilar Leanderson [93][94]
2019   Brusque Waguinho Dias Zé Carlos [64]
2020   Mirassol Eduardo Baptista Heitor [95][96]
2021   Aparecidense Thiago Carvalho Wesley Matos [97][98]

ArtilheirosEditar

 
Com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, o atacante Zé Love foi um dos artilheiros da edição de 2020 pelo Brasiliense.

Ao todo, 18 jogadores já foram artilheiros de uma edição de Série D, uma vez que em quatro ocasiões a artilharia terminou empatada por dois atletas. Os maiores goleadores de uma única temporada são Nino Guerreiro, que anotou 13 gols na campanha do acesso do CRAC em 2012, e Gabriel Santos, que fez o mesmo número de gols pela Caldense em 2021.[99][100]

Somando todas as edições da quarta divisão, quem detém o recorde de maior número de gols é Aleílson: o atacante defendeu o Trem na atual edição e, ao todo, acumula 29 gols na Série D, jogando por cinco times diferentes em oito temporadas.[101][102]

Por ediçãoEditar

A lista abaixo contempla os artilheiros de cada edição da Série D:[103]

Ano Artilheiro(s) Clube(s) Gols
2009 Michell Parintins   São Raimundo-PA 10
2010 Danilo Pitbull   Guarany de Sobral 11
2011 Fernando
Marcinho Beija-Flor
  Cuiabá
  Oeste
11
2012 Nino Guerreiro   CRAC 13
2013 Ademilson   Tupi 12
2014 Nena   Brasil de Pelotas 8
2015   São Caetano 12
2016 Manoel   Altos 10
2017 Eduardo
Weverton
  Atlético Acreano
  Princesa do Solimões
9
2018 Édson Cariús   Ferroviário 11
2019 Júnior Pirambu   Brusque 10
2020 Wallace Pernambucano
Zé Love
  América de Natal
  Brasiliense
12
2021 Gabriel Santos   Caldense 13
2022 Ítalo
Rafael Tavares
  Amazonas 11

Maiores artilheirosEditar

A lista abaixo contempla os onze maiores artilheiros da Série D de todos os tempos, considerando todas as edições de 2009 a 2022:[104]

Em negrito os jogadores participantes da edição de 2022.

Jogador Período Gols Último clube na Série D
1 Aleílson 2013, 2015–2019, 2021–2022 29   Trem (2022)
2 Nonato 2011–2016, 2018–2019 26   Aparecidense (2019)
3 Manoel 2016–2020 25   Altos (2020)
4 Wallace Pernambucano 2014, 2020, 2022 23   América de Natal (2022)
5 Ademilson 2011, 2013, 2019 21   Tupi (2019)
Alex Henrique 2013, 2018–2021   Aparecidense (2021)
7 Eduardo 2012–2014, 2016–2017, 2021 20   Juazeirense (2021)
Joélson 2010, 2015, 2017–2020   Central (2020)
9 Leandro Cearense 2010, 2013–2014, 2019–2022 19   Icasa (2022)
Mateus Oliveira 2012, 2014, 2018–2020, 2022   São Raimundo-AM (2022)
Zé Love 2020–2021   Brasiliense (2021)

EstatísticasEditar

PúblicosEditar

 
Estádio do Arruda durante o empate sem gols entre Santa Cruz e Tocantinópolis pela edição de 2022, com público de 40.496 presentes.[105]

De uma maneira geral, a Série D é marcada por uma baixa presença de torcedores nos estádios. A única vez que o torneio teve uma média de público superior a 3 mil pagantes por jogo foi na edição de 2011: neste ano, foram 3.280 espectadores por partida, número alavancado pela campanha do acesso do Santa Cruz, que registrou nesta temporada os dois maiores públicos da história da quarta divisão.[106][107][55]

O clube pernambucano, inclusive, ostenta os quatro maiores públicos da Série D e é o responsável por sete dentre os dez jogos com maior número de torcedores, todos disputados no Estádio do Arruda. Mais três equipes aparecem como mandantes na lista dos dez maiores públicos da quarta divisão, todas das regiões Norte ou Nordeste: Manaus, River-PI e Sampaio Corrêa.[108][109][110]

O Santinha também teve as maiores médias de público nas três primeiras edições da Série D, incluindo a maior de todos os tempos na temporada inaugural, em 2009: eliminado na primeira fase, o time do Recife disputou apenas três jogos em casa naquele ano, registrando média de 38.246 torcedores por partida.[111]

Por outro lado, a edição de 2017 registrou a menor média geral, com apenas 1.159 espectadores por partida.[112] Já o menor público pagante de todos os tempos, sem considerar partidas com portões fechados, ocorreu em 2022: sem poder jogar a última rodada da primeira fase no Estádio Mirandão, em sua cidade-sede, o Crato levou a partida contra o Retrô para a cidade de Barbalha, a cerca de 20 km de distância.[113] Com o time mandante já eliminado e o visitante já garantido em primeiro lugar do grupo, nenhum torcedor compareceu ao Inaldão, estádio do confronto, mesmo com ingressos disponíveis para venda, conforme aponta o borderô da partida.[114][115] Até então, o recorde negativo de público pagante na história da Série D era de três pessoas, no empate entre Belo Jardim e Guarani de Juazeiro, pela edição de 2018, no Estádio Sesc Mendonção, em Belo Jardim, interior de Pernambuco.[116]

Maiores públicos

Estes são os dez maiores públicos presentes da história da Série D:

Público Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 59 966 Santa Cruz   0–0   Treze Arruda 16 de outubro 2011 [107]
2 54 815 Santa Cruz   0–2   Tupi Arruda 20 de novembro 2011 [55]
3 50 897 Santa Cruz   4–3   Guarany de Sobral Arruda 5 de setembro 2010 [117]
4 45 007 Santa Cruz   2–2   Central Arruda 11 de julho 2009 [118]
5 44 896 Manaus   2–2   Brusque Arena da Amazônia 18 de agosto 2019 [108]
6 44 642 Santa Cruz   1–0   Coruripe Arruda 25 de setembro 2011 [119]
7 42 584 Santa Cruz   0–0   Guarani de Juazeiro Arruda 24 de julho 2011 [120]
8 42 004 River-PI   0–0   Botafogo-SP Albertão 14 de novembro 2015 [109]
9 40 496 Santa Cruz   0–0   Tocantinópolis Arruda 7 de agosto 2022 [105]
10 40 100 Sampaio Corrêa   2–0   CRAC Castelão 21 de outubro 2012 [110]
Médias de público
 
Torcida do Parnahyba em duelo da Série D de 2017, edição com a menor média de público de todos os tempos.
Ano Média geral
[106]
Clube com a maior
média de público
Maior média
de público
Ref.
2009 2 580   Santa Cruz 38 246 [111]
2010 2 730   Santa Cruz 30 243 [121]
2011 3 280   Santa Cruz 36 916 [122]
2012 2 333   Sampaio Corrêa 19 247 [123]
2013 1 832   Salgueiro 8 095 [124]
2014 1 897   Central 7 676 [125]
2015 2 662   Remo 15 394 [126]
2016 1 631   CSA 8 945 [127]
2017 1 159   América de Natal 8 094 [112]
2018 1 184   Treze 4 827 [128]
2019 1 219   Manaus 10 594 [129]
2020 Não houve[nota 2]
2021[nota 3] 2 250   ABC 5 324 [132]

Maiores goleadasEditar

 
O Estádio Anacleto Campanella foi palco da maior goleada da história da Série D, após greve dos jogadores do São Caetano.

A maior goleada da história da Série D, considerando a diferença de gols, é um 9–0 que ocorreu na partida entre São Caetano e Pelotas, válida pelo Grupo A8 da edição de 2020. Na ocasião, o time do ABC Paulista precisou escalar às pressas jogadores das categorias de base para evitar um W.O., uma vez que o elenco profissional entrou em greve e se recusou a jogar: o clube não pagava salários há quatro meses, além de direitos de imagem, premiações e demais benefícios. Ao todo, o São Caetano conseguiu reunir 16 jogadores dos elencos sub-17 e sub-20. Um dos atletas chegou ao Anacleto Campanella apenas às 17h50 para a partida que estava marcada para às 18h. Das maiores goleadas da história da competição, esta é a única em que o time goleado era o mandante.[133][134]

Outros dois confrontos tiveram uma equipe marcando nove gols: em 2011, o Plácido de Castro aplicou 9–1 no Vila Aurora, mesmo placar da goleada do ABC sobre o Caucaia, dez anos depois.[135][136] Já a equipe que mais vezes marcou em uma mesma partida foi o Trem, que fez 10–2 contra o Náutico-RR na edição de 2022, a segunda maior goleada de todos os tempos da quarta divisão.[137]

A única partida da listagem de maiores goleadas da Série D que não aconteceu na fase de grupos foi Atlético Acreano versus Náutico-RR: na edição de 2016, o time roraimense fez história como a primeira equipe do estado a avançar de fase na quarta divisão, mas sucumbiu no confronto de ida do primeiro mata-mata e levou 5–1 dos acreanos, mesmo jogando em Boa Vista.[138] Para o jogo da volta, o time perdeu sete atletas e viajou com apenas 12 jogadores, sofrendo nova goleada, dessa vez por 8–0. No placar agregado, o Atlético-AC aplicou 13–1 sobre o Náutico-RR.[139][140]

Já em finais de Série D, a maior diferença de gols aconteceu na decisão de 2017: na partida de ida em Ceará-Mirim, na Grande Natal, o Operário-PR fez 5–0 sobre o Globo, praticamente garantindo o título, que se confirmou no jogo da volta mesmo após a derrota por 1–0 em Ponta Grossa, interior do Paraná.[141]

Estas são as onze maiores goleadas da história da Série D:[142]

Mandante Placar Visitante Estádio Data Ano Ref.
1 São Caetano   0–9   Pelotas Anacleto Campanella 24 de outubro 2020 [134]
2 Trem   10–2   Náutico-RR Zerão 6 de junho 2022 [143]
3 Plácido de Castro   9–1   Vila Aurora Arena da Floresta 10 de setembro 2011 [135]
ABC   9–1   Caucaia Frasqueirão 9 de agosto 2021 [136]
5 Atlético Acreano   8–0   Náutico-RR Florestão 7 de agosto 2016 [140]
América de Natal   8–0   Serrano-PB Arena das Dunas 9 de junho 2019 [144]
Mirassol   8–0   Nacional-PR Maião 17 de outubro 2020 [145]
Ferroviária   8–0   URT Fonte Luminosa 17 de abril 2022 [146]
Porto Velho   8–0   Náutico-RR Aluizão 16 de julho 2022 [147]
10 Santos-AP   8–1   Plácido de Castro Zerão 27 de maio 2018 [148]
América de Natal   8–1   Crato Arena das Dunas 10 de julho 2022 [149]

Mais participações no "jogo do acesso"Editar

Apesar das mudanças de formato e no número de participantes, desde a primeira edição da Série D o acesso é definido em jogos eliminatórios: os quatro clubes que avançam para as semifinais são promovidos para a Série C. Por conta disso, as partidas das quartas de final ficaram popularmente conhecidas como "jogo do acesso" – mais especificamente o jogo da volta.[150][151][152]

O América de Natal e o Caxias são os recordistas de participações no "jogo do acesso", cada um com quatro aparições. Curiosamente, na edição de 2022, as duas equipes se enfrentaram justamente nas quartas de final: o clube potiguar quebrou a sina e, após três tentativas frustradas, finalmente conquistou a promoção para a Série C;[153] enquanto os gaúchos levaram a pior e amargaram a quarta derrota em um "jogo do acesso".[154]

O Tupi aparece na lista como a única equipe que venceu o "jogo do acesso" duas vezes, nas temporadas de 2011 e 2013, após ter falhado em sua primeira chance, nas quartas de final da edição inaugural da Série D.[155][156] Mais dois clubes contabilizam três aparições no "jogo do acesso": o Campinense e o Operário-PR, ambos com uma tentativa bem sucedida e duas vezes derrotados.[157][158] Além deles, outras 15 equipes participaram mais de uma vez desta etapa da competição ao longo da história.

Esta é uma lista de clubes que participaram mais de uma vez das quartas de final da Série D de 2009 a 2022:

Clube Participações nos jogos do acesso Ref.
Total Vencedor   Perdedor   Aprov.
  América de Natal 4 1 (2022) 3 (2017, 2020 e 2021) 25% [159][160][161][162]
  Caxias 4 0 4 (2018, 2019, 2021 e 2022) 0% [163][164][165][162]
  Tupi 3 2 (2011 e 2013) 1 (2009) 66,7% [166][167][155]
  Campinense 3 1 (2021) 2 (2012 e 2018) 33,3% [161][168][169]
  Operário-PR 3 1 (2017) 2 (2010 e 2015) 33,3% [170][171][172]
  Aparecidense 2 1 (2021) 1 (2020) 50% [173][174]
  Atlético Acreano 2 1 (2017) 1 (2016) 50% [175][176]
  Floresta 2 1 (2020) 1 (2019) 50% [160][177]
  Ituano 2 1 (2019) 1 (2016) 50% [178][179]
  Jacuipense 2 1 (2019) 1 (2014) 50% [177][180]
  Juazeirense 2 1 (2017) 1 (2019) 50% [159][181]
  Manaus 2 1 (2019) 1 (2018) 50% [164][182]
  Mirassol 2 1 (2020) 1 (2011) 50% [174][183]
  Moto Club 2 1 (2016) 1 (2014) 50% [176][184]
  São José-RS 2 1 (2018) 1 (2017) 50% [175][185]
  Treze 2 1 (2018) 1 (2011)[nota 4] 50% [163][107]
  Anapolina 2 0 2 (2011 e 2014) 0% [166][186]
  Itabaiana 2 0 2 (2016 e 2019) 0% [187][178]
  Mixto 2 0 2 (2012 e 2013) 0% [188][167]
  Uberaba 2 0 2 (2009 e 2010) 0% [189][190]

Promoção e rebaixamentoEditar

 
O meia Diego Valderrama celebra o gol que garantiu o acesso do Moto Club na Série D de 2016.

Desde sua primeira edição, a Série D promove os quatro melhores times para a Série C, que, por sua vez, desde 2009 rebaixa quatro clubes para a quarta divisão. As únicas exceções aconteceram em 2011 e 2013, devido ao imbróglio judicial envolvendo o Treze e o Rio Branco-AC.[70]

Em 2011, a equipe paraibana foi promovida mesmo ficando na quinta colocação da Série D, para preencher a vaga do clube acreano, excluído da terceira divisão por acionar a justiça comum contra a interdição da Arena da Floresta antes de esgotadas todas as instâncias na esfera desportiva.[15][16] Contudo, como o Galo da Borborema também acionou precocemente a justiça comum para obter o acesso, criou-se um precedente para novas punições, gerando um acordo entre todas as partes envolvidas para que o Rio Branco retornasse à Série C em 2013, que, assim, teve um participante a mais e, por isso, rebaixou cinco clubes para a quarta divisão.[17][18]

Questões judiciais à parte, Treze e Tupi são as únicas duas equipes que conquistaram o acesso mais de uma vez. Contudo, os dois clubes também são os recordistas de rebaixamentos, juntamente com o Salgueiro, o Campinense e o Brasil de Pelotas, todos com dois descensos cada. O estado de São Paulo contabiliza o maior número de acessos, com oito no total; mas também possui a maior quantidade de rebaixamentos, somando nove.[70] Em relação às regiões do Brasil, destaque para os times do Nordeste: em todos os anos, pelo menos uma equipe da região foi promovida na Série D.[23]

 
Equipe do Macaé que foi promovida para a Série C em 2009.
 
Na Série D de 2017, o Atlético-AC conquistou o acesso inédito de um time do Acre.
Ano[70] Rebaixados da Série C Promovidos para a Série C
2009   Confiança
  Marcílio Dias
  Mixto
  Sampaio Corrêa
  Alecrim
  Chapecoense
  Macaé
  São Raimundo-PA
2010   Alecrim
  Gama
  Juventude
  São Raimundo-PA
  Araguaína
  Guarany de Sobral
  Madureira
  Joinville[nota 1]
2011   Araguaína
  Campinense
  Marília
  Brasil de Pelotas[nota 5]
  Cuiabá
  Oeste
  Santa Cruz
  Tupi
  Treze[nota 4]
2012   Guarany de Sobral
  Salgueiro
  Santo André
  Tupi
  Baraúnas
  CRAC
  Mogi Mirim
  Sampaio Corrêa
2013   Baraúnas
  Brasiliense
  Grêmio Barueri
  Rio Branco-AC
  Betim[nota 6]
  Botafogo-PB
  Juventude
  Salgueiro
  Tupi
2014   CRAC
  Duque de Caxias
  São Caetano
  Treze
  Brasil de Pelotas
  Confiança
  Londrina
  Tombense
2015   Águia de Marabá
  Caxias
  Icasa
  Madureira
  Botafogo-SP
  Remo
  River-PI
  Ypiranga de Erechim
2016   América de Natal
  Guaratinguetá[nota 7]
  Portuguesa
  River-PI
  CSA
  Moto Club
  São Bento
  Volta Redonda
2017   ASA
  Macaé
  Mogi Mirim
  Moto Club
  Atlético Acreano
  Globo
  Juazeirense
  Operário-PR
2018   Joinville
  Juazeirense
  Salgueiro
  Tupi
  Ferroviário
  Imperatriz
  São José-RS
  Treze
2019   ABC
  Atlético Acreano
  Globo
  Luverdense[nota 8]
  Brusque
  Ituano
  Jacuipense
  Manaus
2020   Boa Esporte
  Imperatriz
  São Bento
  Treze
  Altos
  Floresta
  Mirassol
  Novorizontino
2021   Jacuipense
  Oeste
  Paraná
  Santa Cruz
  ABC
  Aparecidense
  Atlético Cearense
  Campinense
2022   Atlético Cearense
  Brasil de Pelotas
  Campinense
  Ferroviário
  Amazonas
  América de Natal
  Pouso Alegre
  São Bernardo
Os rebaixados e promovidos por ano estão dispostos em ordem alfabética e não pela ordem de classificação, a não ser em casos extracampo.

Por federaçãoEditar

Esta é uma lista da quantidade de promoções e rebaixamentos por federação:

Estado[70] P   R  
  São Paulo 8 9
  Rio Grande do Norte 5 5
  Ceará 4 4
  Minas Gerais 4 4
  Paraíba 4 4
  Rio Grande do Sul 4 4
  Santa Catarina 3 2
  Maranhão 3 3
  Rio de Janeiro 3 3
  Amazonas 2 0
  Goiás 2 1
  Paraná 2 1
  Piauí 2 1
  Bahia 2 2
  Pará 2 2
  Pernambuco 2 3
  Alagoas 1 1
  Sergipe 1 1
  Tocantins 1 1
  Acre 1 2
  Mato Grosso 1 2
  Distrito Federal 0 2

Clubes que subiram da Série D para a Série AEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série A a partir de acessos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um acesso antes de chegar à Série A, entra na lista o mais recente.

Clube D   C   B   A Ref.
  Chapecoense 2009 2012 2013 2014 [27]
  Joinville 2010 2011 2014 2015 [28]
  Santa Cruz 2011 2013 2015 2016 [29]
  CSA 2016 2017 2018 2019 [30]
  Cuiabá 2011 2018 2020 2021 [31]
  Juventude[nota 9] 2013 2019 2020 2021 [32]

Clubes que caíram da Série A para a Série DEditar

Considera-se apenas clubes que chegaram à Série D a partir de rebaixamentos em todas as divisões. Em casos onde há mais de um rebaixamento antes de chegar à Série D, entra na lista o mais recente.

Clube A   B   C   D Ref.
  Gama[nota 10] 2002 2008 2010 2011 [198]
  Juventude 2007 2009 2010 2011 [199]
  Santo André 2009 2010 2012 2013 [200][201]
  Brasiliense 2005 2010 2013 2014 [198]
  Ipatinga[nota 11] 2008 2012 2013 2014 [202]
  Grêmio Barueri 2010 2012 2013 2014 [203]
  São Caetano 2006 2013 2014 2015 [204]
  América de Natal[nota 12] 2007 2014 2016 2017 [207]
  Portuguesa 2013 2014 2016 2017 [208]
  Joinville 2015 2016 2018 2019 [209]
  Santa Cruz 2016 2017 2021 2022 [210]
  Paraná 2018 2020 2021 2022 [211]

Notas e referências

Notas

  1. a b A final desta edição foi decidida entre Guarany de Sobral e América-AM, com vitória por 5–2 no placar agregado a favor do time cearense.[68] Porém, posteriormente a CBF divulgou a classificação final excluindo o clube amazonense da semifinal, punido com a perda de seis pontos mais os pontos ganhos nas quartas de final contra o Joinville (quatro no total) por escalação irregular do jogador Amaral Pernambucano. Assim, o América-AM terminou na oitava colocação, enquanto o Joinville ficou em quarto lugar e garantiu o acesso.[13]
  2. Por conta da pandemia de COVID-19, a edição da Série D de 2020 não teve presença de público.[130]
  3. Considera-se apenas as partidas em que houve presença de público, uma vez que a maior parte da competição foi disputada com portões fechados devido à pandemia de COVID-19.[131]
  4. a b Devido a questões judiciais, o Treze tomou a vaga do Rio Branco-AC na Série C de 2012 por ter sido o clube melhor colocado dentre os eliminados nas quartas de final da Série D de 2011. O clube do Acre foi excluído da competição e tampouco disputou a Série D, ficando sem divisão nacional.[16]
  5. O Brasil de Pelotas foi rebaixado após perder seis pontos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido à escalação irregular do atleta Cláudio.[191]
  6. Devido a questões judiciais, o Betim foi rebaixado após decisão do STJD, mesmo terminando na oitava colocação.[192] O CRAC, que havia sido o clube rebaixado no grupo B (o mesmo do Betim), permaneceu na Série C.[193]
  7. O Guaratinguetá foi rebaixado, mas desistiu de disputar a Série D e ficou sem divisão nacional.[194]
  8. O Luverdense foi rebaixado, mas desistiu de disputar a Série D e ficou sem divisão nacional.[195]
  9. Além dos acessos listados, o Juventude foi promovido para a Série B em 2016, mas foi rebaixado para a Série C em 2018.[196][197]
  10. Além dos rebaixamentos listados, o Gama foi rebaixado para a Série C em 2003, mas foi promovido para a Série B em 2004.[198]
  11. Além dos rebaixamentos listados, o Ipatinga foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.[202]
  12. Além dos rebaixamentos listados, o América-RN foi rebaixado para a Série C em 2010, mas foi promovido para a Série B em 2011.[205][206]

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