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Ficção científica do Brasil

Tripods: ilustração do brasileiro Henrique Alvim Corrêa, para a edição belga de 1906 de A Guerra dos Mundos de H. G. Wells.

A ficção científica do Brasil é um segmento literário que nunca demonstrou a popularidade conquistada por outros segmentos, embora possua um público cativo e fiel de aficionados. Foi praticada por diversos autores influenciados por escritores internacionais do gênero, que tem grande popularidade nos Estados Unidos ou Europa. Por outro lado, desde cedo autores brasileiros consagrados se aventuraram a escrever obras que podem ser consideradas ficção científica, como o romance O Doutor Benignus (1875) do português naturalizado brasileiro Augusto Emílio Zaluar, e o conto "O Imortal" (1882), de Machado de Assis.[1]

HistóriaEditar

PrecursoresEditar

Os primeiros textos do gênero no país (denominados ainda como proto-FC)[2] datam do século XIX. São eles: o conto apocalíptico "O Fim do Mundo" (1857), de Joaquim Manuel de Macedo,[3] a história futura Páginas da história do Brasil, escritas no ano 2000 de Joaquim Felício dos Santos, uma sátira política publicada entre 1868 a 1872 no jornal O Jequitinhonha,[4] e O Doutor Benignus, do português Augusto Emílio Zaluar, inspirado em Júlio Verne e Camille Flammarion[5] e classificado como um "romance cientifico".[6][1]

Machado de Assis (1839-1908) irá publicar o conto "O Imortal" (1882), que apresenta características do gênero [1][7][8]; em 1899, é lançado o romance A Rainha do Ignoto de Emília Freitas, narrativa que trata de uma sociedade secreta de mulheres que realizam feitos positivos de cunho social.[9]

Entre janeiro e outubro de 1907, a revista infantil O Tico-Tico publicou a novela "Viagens maravilhosas do Dr. Alpha ao mundo dos planetas", escrito e ilustrado por Oswaldo Silva, possivelmente a primeira narrativa de viagem espacial da ficção científica brasileira.[10][11]

Muitos autores brasileiros clássicos assinaram eventualmente obras que podem ser classificadas como de ficção científica ou algo próximo disso. Lima Barreto (1881-1922) também enveredou pelo gênero nos contos "Congresso pamplanetário"[12] e "A Nova Califórnia".[13]

Em 1923, é lançado o romance A Liga dos Planetas, de Albino José Ferreira Coutinho.[14][4]

Outros autores da primeira metade do século XX também incursionaram no gênero, como Gastão Cruls (A Amazônia misteriosa),[8][7] Afonso Schmidt (Zanzalá),[1] Menotti del Picchia (A República 3000 ou A filha do inca), Erico Verissimo (As aventuras de Tibicuera, Viagem à aurora do mundo),[15] Adalzira Bittencourt (Sua Excia. a Presidente da República no Ano 2500),[4] Guimarães Rosa[16] e Gomes Netto.[2][9][17][18]. Monteiro Lobato produziu um romance adulto de FC pura, chamado O choque das raças (ou O Presidente Negro), que, porém, não goza de boa fama por seus aspectos racistas e machistas.[1] Nos anos de 1930, Berilo Neves publicou três livros de contos de ficção científica.[1] [19][18]

Em 1947, Jerônymo Monteiro[20] lançou 3 meses no século 81,[21] romance com inspiração na obra de H. G. Wells, além de A cidade perdida (1948), Fuga para parte alguma (1961), Os viajantes do espaço (1963) e Tangentes da realidade (1969) [22] – o autor era jornalista, publicou romances policiais e também contribuiu para o rádio com as radionovelas do seu personagem Dick Peter, um criminalista americano que também vivia aventuras de ficção científica. Também em 1947, Leandro Gomes de Barros[23] publicou FC na forma de literatura de cordel, O homem que subiu de aeroplano até a Lua.[24]

Em 1955, ocorreu o lançamento da revista Fantastic pela editora Edigraf, versão brasileira da norte-americana Fantastic, publicando os autores Jerome Bixby, Fritz Leiber, Ivar Jorgensen, Dean Evans, e Roy Huggins – a revista circulou até 1961.[25]

Primeira OndaEditar

 
Capa da revista americana Fantastic

A periodização em ondas para a ficção científica latino-americana foi proposta pelas críticas Andrea L. Bell e Yolanda Molina-Gavilán, na introdução à antologia Cosmos Latinos: An Anthology of Science Fiction From Latin America and Spain[26], observada por pesquisas que se seguiram, como as de M. Elizabeth Ginway[27], Ramiro Giroldo[28] e Roberto de Sousa Causo[29].

A Primeira Onda é também conhecida como "Geração GRD", termo cunhado pelo crítico e escritor Fausto Cunha, no ensaio “Ficção científica no Brasil: Um planeta quase desabitado” [30] [31]. Faz referência às Edições GRD, cujo editor é Gumercindo Rocha Dorea, responsável por apresentar muitos dos nomes da ficção científica brasileira nascente, assim como por publicar, em português, títulos traduzidos de grande relevância escritos por C. S. Lewis, Robert A. Heinlein, James Blish, Walter M. Miller Jr., John Wyndham, Kurt Vonnegut, Chad Oliver e outro. Como sugere Ramiro Giroldo sobre esse período, "A despeito da comum tentativa de contestar os paradigmas da ficção científica norte-americana e lidar com o contexto brasileiro, como quer Ginway, a Primeira Onda não procurou fixar fórmulas ou convenções: trata-se de um grupo de autores heterogêneo que fez uso de distintas poéticas para alcançar um objetivo símile."[32]

O marco inicial do período é o ano de 1957. A Livraria Martins publicou O homem que viu o disco-voador (1958) de Rubens Teixeira Scavone (assinado com o pseudônimo Senbur T. Enovacs).[8] A editora Cultrix lançou a antologia Maravilhas da ficção científica (1958), organizada por Fernando Correia da Silva e Wilma Pupo Nogueira Brito, com introdução de Mário da Silva Brito, trazendo apenas autores estrangeiros. Foi a primeira antologia de FC montada no Brasil.

Em 1960, Dinah Silveira de Queiroz publicou o livro de contos Eles herdarão a Terra (1960). A escritora já era muito publicada no período e com êxito na literatura insólita com o romance Margarida de La Rocque (1948)[33]. Depois publicou o livro de contos Comba Malina (1969).

No mesmo ano de 1960, o escritor Fausto Cunha publicou seu livro de estreia, o volume de contos As noites marcianas.[34] Sua contribuição será relevante, inclusive pelo papel que desempenha na crítica.

Em 1961, as Edições GRD publicaram a pioneira Antologia brasileira de ficção científica, organizada por Gumercindo Rocha Dorea e a primeira a trazer apenas autores nacionais: André Carneiro, Antônio Olinto, Clóvis Garcia, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Jeronymo Monteiro, Lúcia Benedetti, Rubens Teixeira Scavone e Zora Seljan. O livro trouxe como introdução um importante ensaio de João Camilo de Oliveira Torres. No mesmo ano, Dorea lançou outra antologia relevante ao período: Histórias do acontecerá – o título foi uma sugestão de Rachel de Queiroz ao editor Dorea. Na antologia, a autora assina seu único conto de ficção científica, "Ma-Hôre", bastante citado pela crítica.[35] [36]. O volume trouxe contos de Álvaro Malheiros, André Carneiro, Antônio Olinto, Clóvis Garcia, Dinah Silveira de Queiroz, Fausto Cunha, Leon Eliachar, Jerônymo Monteiro, Rachel de Queiroz, Ruy Jungman e Zora Seljan.

Em 1963, André Carneiro publicou o livro de contos Diário da nave perdida.[37]

Jerônymo Monteiro segue sendo, nesse período, um autor fundamental: em 1964, irá fundar a Sociedade Brasileira de Ficção Científica, tornando-se editor do Magazine de ficção científica, edição brasileira do The Magazine of Fantasy & Science Fiction estadunidense. [7][38]

Entre 12 e 18 de Setembro de 1965 foi realizada a "1.ª Convenção Brasileira de Ficção Científica", nesse evento foi lançado o primeiro fanzine brasileiro de ficção científica, O Cobra (órgão Interno da 1.ª Convenção Brasileira de Ficção Científica), editado pela recém-fundada Associação Brasileira de Ficção Científica (que também publicaria o fanzine Dr. Robô).[1]

Em 1968, surge a revista Galáxia 2000 da Edições O Cruzeiro, versão brasileira da revista americana The Magazine of Fantasy & Science Fiction, mas a revista brasileira dura apenas seis edições, publicando não só histórias da matriz americana, como as das versões francesa, italiana e argentina, trazendo autores como Graham Greene, Isaac Asimov, Brian W. Aldiss, Valentina Zhuravleva, Jorge Luis Borges e Rachel de Queiroz. Também com o título de Galáxia 2000, a editora publicou uma coleção de livros de ficção científica, que durou dezesseis edições,[25] em sua décima quarta edição publicou em um só volume os primeiros dois episódios a série de space opera alemã Perry Rhodan, com o título Operação Astral.[39] Em 1970, a Livraria do Globo, de Porto Alegre lançou uma nova versão chamada Magazine de Ficção Científica, editada pelo veterano Jerônymo Monteiro, com consultoria da Associação Brasileira de Ficção Científica, contudo, Monteiro viria a falecer no mesmo ano, Monteiro publicou histórias da revista americana e de autores brasileiros, como as dele próprio, Nilson D. Martello, Dirceu Borges, Walter Martins, Clóvis Garcia, Walmes Nogueira Galvão, Rubens Teixeira Scavone, entre outros, com a morte de Monteiro, a nona edição, publicada em dezembro do mesmo ano, passou a ser editada por sua filha, Therezinha, a revista teve vinte edições e foi encerrada em 1972, de acordo com Therezinha, ela apenas deu continuidade ao material selecionado pelo pai. No mesmo ano, a editora publicou três números da Antologia da Ficção Científica, trazendo material traduzido publicado anteriormente na revista.[25]

Na década de 1970, a ficção científica brasileira tende a fazer uma crítica, mesmo que indireta, ao regime militar instalado em 1964 – movimento denominado Onda de Utopias e Distopias (1972-1982), transição da Primeira para a Segunda Onda.[29] Segundo Roberto de Sousa Causo, exemplos de narrativas dessa tendência seriam: “O Copo de Cristal”, de Jerônymo Monteiro; “Sociedade Secreta”, de Domingos Carvalho da Silva; “O Ôlho Mágico”, de Wladyr Nader; e “Diário da Nave Perdida” ou “O Casamento Perfeito”, de André Carneiro.

Em 1975, Perry Rhodan começa a ser publicado regularmente pela Ediouro no formato de bolso.[39]

As editoras de origem hispânica Monterrey e Cedibra introduziram a literatura pulp de bolso publicado diversos gêneros como faroeste, espionagem, policial, guerra e também ficção científica, a princípio publicando autores espanhóis (que utilizavam pseudônimos anglófonas) e logo depois brasileiros, em Brigitte Montfort da série ZZ7, escrita principalmente por Lou Carrigan (o espanhol Antonio Vera Ramirez). Brasileiros como Ryoki Inoue (Monterrey), Rubens Figueiredo[40] e Rubens Francisco Luchetti (Cedibra) também escreveram esse tipo de narrativa, sob pseudônimos. Carrigan chegou a incluir elementos de ficção científica em pelo menos duas histórias publicadas na série ZZ7: Soldados do futuro e O homem da guerra, em 1988, Inoue publicou uma série de FC na Monterrey, "Século XXI", que possuía elementos de ficção científica hard,[1] Inoue chegou a ser reconhecido pelo Guiness Book of Records como escritor mais prolífico do mundo.[41] Rubens Francisco Lucchetti ficou conhecido como "Papa do pulp" ou "Decano dos pulps",[42] por conta de suas histórias de "detetive e mistério" e roteiros de filmes e quadrinhos de terror, sobretudo os do personagem Zé do Caixão, interpretado pelo ator e cineasta José Mojica Marins. Lucchetti prefere não ser chamado de "escritor", mas de "ficcionista".[43] Também possui alguns trabalhos de ficção científica, e recontou situações de personagens clássicos de Júlio Verne, H. Rider Haggard e outros, para o livro Os Extraordinários, publicado em 2003 pela Opera Graphica.[44] É autor do roteiro do filme Um lobisomem na Amazônia (2005), adaptação de A Amazônia misteriosa de Gastão Cruls, que originalmente inspirou-se em A ilha do Dr. Moreau, de H. G. Wells.[45] A adaptação cinematográfica colocou o próprio Moreau na história.[46]

Nos anos 1980, surgem fanzines ligados a clubes de astronomia, tais como Star News, da Sociedade Astronômica Star Trek, de São Paulo, e o Boletim Antares, do Clube de Ficção Científica Antares, surgido do Clube de Astronomia Antares, de Porto Alegre.[47]

As edições da Colecção Argonauta da editora portuguesa Livros do Brasil, especializada em ficção científica da chamada Era de Ouro,[48] chegou ao país na década de 1950. Em 1983, R. C. Nascimento publicou o livro Quem É Quem na Ficção Científica Volume I: A Coleção Argonauta, e na última página, Nascimento propõe a fundação do Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC), criado em 1985[49][50] e lançando o fanzine Somnium.[47][nota 1] No mesmo ano, o jornalista Jorge Luiz Calife, depois de conquistar fama como um dos inspiradores do romance 2010: Odyssey Two, de Arthur C. Clarke, publicou o primeiro livro de uma trilogia própria, Padrões de Contato, encerrada em 1991.[51]

Em 1988, surge o primeiro fã-clube de Perry Rhodan dentro do Clube de Leitores de Ficção Científica, formado por Sérgio Roberto L. Costa, Maria Ângela C. Bussolotti, Caio Cardoso Sampaio e Roberto de Sousa Causo, que, no mesmo ano, publicam o fanzine O Rhodaniano.[52] Em 1988, surgiu o Prêmio Nova no fanzine Anuário Brasileiro de Ficção Científica de Roberto de Sousa Causo.[53]

Segunda OndaEditar

É chamada de Segunda Onda da Ficção Científica Brasileira, com início em 1982, o grupo de autores brasileiros de ficção científica que escreveram nas décadas de 1980 e 1990. Articulada inicialmente em torno de diversos fanzines e posteriormente surge a revista Isaac Asimov Magazine pela Editora Record[25] (vinte e cinco edições publicadas entre 1990 e 1992). Com a colaboração de membros do Clube dos Leitores de Ficção Científica,[25] a revista publicou histórias das revista americanas Asimov's Science Fiction e Analog Science Fiction and Fact e de autores brasileiros como André Carneiro, Carlos Orsi, Cid Fernandez, Finisia Fideli, Gerson Lodi-Ribeiro, Ivanir Calado, Jorge Luiz Calife, Roberto Schima, Roberto de Sousa Causo, Ruth de Biasi e Sylvio Gonçalves, além de artigos de Braulio Tavares, a revista chegou a promover o Prêmio Jeronymo Monteiro para autores brasileiros, o primeiro concurso nacional de histórias de ficção científica.[48] O cantor e compositor Fausto Fawcett lançou o livro Santa Clara Poltergeist (1991).[54] Entre 1992 e 1994, o fanzine Megalon (surgido em 1987) de Marcello Simão Branco organiza o Prêmio Tapìrài. [53] Em 1993, o Prêmio Nova passou a ser administrado pela Sociedade Brasileira de Arte Fantástica (SBAF).[55] Em 1995, Marcelo Cassaro lançou o romance Espada da Galáxia e ganha o Prêmio Nova na categoria Ficção Longa Nacional.[55]

Destacam-se também as publicações da Editora Ano-Luz (1997-2004), além de diversas outras iniciativas qu mantém ocupados os editores de fanzines e o pequeno fandom"literário local.

A produção brasileira de ficção científica também já atraiu interesse acadêmico, tendo gerado escritos do estudioso e autor brasileiro Roberto de Sousa Causo,[8] de Ramiro Giroldo (da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, do historiador Francisco Alberto Skorupa, e do francês Eric Henriett, que aponta a produção brasileira no subgênero da História Alternativa como a mais original dessa vertente. Também foi alvo de estudos da brasilianista norte-americana M. Elizabeth Ginway,[8] autora de Ficção Científica Brasileira: Mitos Culturais e Nacionalidade no País do Futuro (Devir, 2005).

Entre os nomes mais atuantes desta geração encontram-se Octavio Aragão (organizador e criador do Universo Intempol, iniciativa brasileira de gerar uma franchising multimídia, como as americanas "Jornada nas Estrelas" ou "Arquivo X"), Carlos Orsi, Fábio Fernandes, o premiado romancista e roteirista Max Mallmann e, talvez o mais bem-sucedido autor brasileiro dentro do gênero - com livros publicados no Brasil e Portugal - Gerson Lodi-Ribeiro.

Em 1997, surge a Sci-Fi News da Meia Sete Editora,[56] mais tarde publicada pela Editora Bella,[57] foi uma revista mensal brasileira especializada em ficção científica, fantasia e horror atuou por mais de 10 anos no mercado brasileiro, abordava filmes, seriados estrangeiros, assim como livros e acontecimentos no mercado nacional. Com uma coluna mensal sobre o mercado de literatura, e recorrente publicação de contos inéditos do escritor Renato Azevedo, o veículo se propunha o ato da leitura a um público mais acostumado ao estímulo visual da TV e da Internet.

A Sci-Fi news teve um spin-off, a Sci-Fi contos, editada por Fábio M. Barreto, com assessoria editorial do Clube de Leitores de Ficção Científica,[48] a revista publicou contos e noveletas inéditos e fanfics inspirados por séries e universos conhecidos, porém a iniciativa foi cancelada em sua terceira edição. Revistas como Starlog da Mythos Editora (versão brasileira da revista americana),[58] Dimensão X da Editora Escala,[59] Quark da MB Editora de Marcelo Baldini, inicialmente um fanzine que publicava reportagens e contos de autores brasileiras,[48] e Cine Monstro surgiram ao longo dos últimos anos, mas também deixaram de ser publicadas.[41] Quark e Sci-Fi contos foram revistas de ficção científica propriamente.

Em 2000, o CLFC cria o Prêmio Argos,[60] e em 2001, a SFBA cria o Prêmio SBAF.[53]

Terceira OndaEditar

A Terceira Onda é a atual geração de escritores de ficção científica brasileira. Assim como acontece com a segunda onda em relação a primeira, a terceira onda não é propriamente discípula da segunda. É a geração de começa com a transição dos fanzines para os meios eletrônicos como blogs na Internet e revistas eletrônicas (como a Scarium), mas que passa primeiro por um período nebuloso de publicações em pequenas editoras sem tradição no gênero. É neste período que surgem romances como o techno-thriller Quintessência (2004) de Flávio Medeiros Jr., as space operas Véu da verdade (2005), de J. M. Beraldo, e Hegemonia: O Herdeiro de Basten (2007), de Clinton Davisson Fialho, e o thriller Síndrome de Cérbero (2007), de Tibor Moricz. Com o surgimento das redes sociais como o Orkut e, posteriormente o Facebook, a divulgação desse tipo de obra começou a ganhar aior espaço.

Alguns poucos escritores da Segunda Onda se reinventaram, mantendo sintonia com os novatos da terceira, prosseguindo com seu ritmo de publicações, onde destacam-se Octavio Aragão, Gerson Lodi-Ribeiro, ambos publicados em 2006 pelo breve selo Unicórnio Azul, da Editora Mercuryo.

É neste período que a Editora Devir, conhecida no Brasil pelo seu trabalho na publicação de RPGs e histórias em quadrinhos, publica seus primeiros romances e antologias de contos de ficção científica de autores nacionais, especialmente da Segunda Onda, como Roberto de Sousa Causo e Jorge Luiz Calife, assim como os livros Taikodom: Despertar, escrito por J. M. Beraldo, e Taikodom: Crônicas, escrito por Gerson Lodi-Ribeiro e baseados no jogo Taikodom, e o Anuário de Literatura Fantástica de Cesar Silva e Marcello Simão Branco.[61]

Em 2001, a SSPG inciou a publicação da série alemã Perry Rhodan (que havia sido deixada de ser publicada pela Ediouro em 1991),[52] além das novelas traduzidas, publicou artigos e contos de autores brasileiros.[48][41]

Com o surgimento de gráficas de impressão a baixo custo e a popularização dos leitores de livros digitais como Kindle e Kobo, a Terceira Onda ganhou mais força com o surgimento de diversas editoras de pequeno porte.

Em 2007, Richard Diegues e Gianpaolo Celli fundam a Tarja Editorial, com o intuito de publicar ficção fantástica contemporânea de autores nacionais e internacionais.[62] Ao longo de seus sete anos de atividade a editora publica dezenas de livros, inclusive coletâneas como Steampunk: Histórias de um passado extraordinário, FC do B: Ficção Científica Brasileira, Cyberpunk: Histórias de um futuro extraordinário, Retrofuturismo e a série Paradigmas (volumes 1, 2, 3 e 4), revelando novos talentos literários tais como Cristina Lasaitis, Hugo Vera, Camila Fernandes, Romeu Martins e Marcelo Jacinto Ribeiro. Publica também os romances Fome de Tibor Moricz, Dias da peste de Fábio Fernandes, e Casa de vampiros, de Flávio Medeiros Jr.. Ainda em 2007, a Não Editora lança a série de antologias Ficção de Polpa.[41]

Entre 2008 e 2010, Nelson de Oliveira editou a revista semestral Portal, com cada edição dedicada a uma obra famosa de ficção científica: Solaris, Neuromancer, Stalker, Fundação, 2001 e Fahrenheit 451,[63] trazendo ao todo 150 páginas de histórias de autores brasileiros.[64]

Em 2009, a editora fluminense Multifoco lança a antologia Solarium: Contos de ficção científica com histórias de Danny Marks, Marcus Vinicius da Silva, Delfin, Hugo Vera, entre outros,[65] no mesmo ano, é fundada a Editora Draco, por Erick Santos, cujo foco é exclusivamente na publicação de ficção nacional. A editora lança chamadas a antologias temáticas (space opera, dieselpunk, steampunk, super-herói, kaiju, entre outras), publicando através destas tanto autores da Segunda Onda como novos autores na Terceira Onda. Em menos de 5 anos a editora já conta com dezenas de livros publicados, todos de autores nacionais como Gerson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi, J. M. Beraldo, Hugo Vera e Eric Novello. Em 2011, a editora Argonautas lança a antologia Sagas.[41] Em 2012, Nelson de Oliveira publica a antologia Todos os Portais: Realidades Expandidas pela Terracota Editora.[63]

Em 2013 é publicada a primeira edição da revista Trasgo, uma publicação eletrônica trimestral de contos de ficção científica e fantasia, criada e organizada pelo escritor Rodrigo van Kampen. A Trasgo vem lançando edições trimestrais desde então e se consolidou como um importante semiprozine brasileiro, mantendo sua produção periódica e remunerando todos envolvidos na revista através de um sistema de financiamento coletivo recorrente. A revista já publicou em suas edições contos de importantes nomes da ficção científica nacional, assim como material de novos escritores[66].

Também em 2013, as escritoras Lady Sybylla e Aline Valek lançaram a coletânea Universo Desconstruído - ficção científica feminista, a primeira coletânea do gênero no Brasil,[67] que hoje conta com um segundo volume, lançado em 2016, onde autoras e autores nacionais escreveram contos pelo viés feminino ou feminista, tratando de temas que vão da opressão feminina ao aborto.[68][69] Em 2016, Aline Valek lançou seu primeiro livro.[70]

Em 2017 a Trasgo lançou seu primeiro volume físico, Trasgo: Ano Um, contendo os contos do primeiro ano da revista (edições 1 a 4) e mais três contos exclusivos escritos pela equipe editorial[71]. Em 2017, a editora Dame Blanche, especializada em novelas brasileiras dentro do universo da ficção especulativa, lançou seu primeiro ebook de ficção científica, uma space opera escrita por Lady Sybylla.[72] Pela editora Malê, Fábio Kabral lança o romance afrofuturista O caçador cibernético da rua 13 (2017) e A cientista guerreira do facão furioso (2019) [73] e através de financiamento coletivo, Lu Ain-Zaila lança a coletânea de contos Sankofia: breves histórias afrofuturistas (2018).[74]

Outras MídiasEditar

TelevisãoEditar

Em 1954, a TV Record lança a série Capitão 7, estrelado por Ayres Campos, o personagem logo seria transportado para as histórias em quadrinhos pela Editora Continental, onde ganhou superpoderes.[75][76]

Em 1957, a TV Tupi lançou a série de ficção científica brasileira "Lever no Espaço", patrocinado pelas industrias Lever.[77]

Elementos de ficção científica apareceram de forma mais visível como elemento complementar em telenovelas (como O Clone, da autora Glória Perez, Kubanacan de Carlos Lombardi [78] e a Trilogia Caminhos do Coração da TV Record (cujo autor, Tiago Santiago, foi colaborador de Kubanacan).[79]

Em 2017, estréia na TV Cultura, a série animada As Aventuras de Fujiwara Manchester, criada por Alê Camargo.[80]

Filmes brasileiros de ficção científicaEditar

Em 1995, o cineasta Allan Bispo, então estreante na computação gráfica, cria o primeiro filme de curta metragem brasileiro a usar composição de imagens reais com imagens geradas por computador e 100% finalizado em computador. Hollywood F/X, é uma paródia aos filmes de efeitos hollywoodianos da época. O filme teve grande repercussão no Anima Mundi edição de 1997 e 98 no Rio e em São Paulo.

Com o surgimento em 2006 da mostra de cinema fantástico, e em 2009, do festival de cinema de terror de São Paulo, abriu-se espaço para exibições de longas e curtas de ficção científica, além do Anima Mundi, em sua 18 edição. Estes festivais estão se atualizando, porém ainda falta um espaço próprio para o gênero ficção científica, mecanismos para fomento e divulgação das produções nacionais.


WebSériesEditar

Em 2010 o conceito de Websérie, onde filmes curtos, dinâmicos, no ritmo do usuário da Internet, são veiculados diretamente na Rede, sem o intermédio da mídia tradicional, fez surgir produções totalmente voltadas à ficção científica, tais como Onda Zero, idealizada e dirigida por Flávio Langoni.

StreamingEditar

Desde 2016, a Netflix vem exibindo a série 3%, originalmente uma websérie,[81] criação de Pedro Aguilera.

Video gamesEditar

Em 1998 a empresa brasileira Perceptum lança Incidente em Varginha, jogo de tiro em primeira pessoa baseado no evento homônimo. 3 anos mais tarde seria a vez da empresa Continuum Entertainment lançar o jogo de estratégia Outlive. Este foi o primeiro jogo brasileiro a ter grande propagação internacional, sendo publicado pela Take-Two Interactive nos Estados Unidos e Europa.[82]

Em 2004 a catarinense Hoplon Infotainment inicia o desenvolvimento do MMO Taikodom. Com plano de criar um universo ficcional multimídia, contrata o escritor veterano Gerson Lodi-Ribeiro para desenvolver o mundo que serviria de base para o jogo, assim como para escrever contos no mesmo universo. Em 2006 a empresa contrata o game designer J. M. Beraldo para também desenvolver o universo ficcional e criar o conteúdo do jogo. A primeira versão do jogo é lançada em 2008, junto ao primeiro livro da série, Taikodom: Despertar, escrito por Beraldo e publicado pela Editora Devir. Em 2009 é lançado Taikodom: Crônicas, um livro de contos de Lodi-Ribeiro, seguido dos dois volumes da graphic novel Taikodom: Eterno Retorno, de Roctávio de Castro e Eduardo Ferrara. Em 2010 a produtora assina um contrato de publicação internacional com a americana GamersFirst, anunciado durante a E3.[83] Em 2011 o jogo é relançado em novo formato como Taikodom: Living Universe, já sem a participação dos escritores. O lançamento internacional jamais aconteceu, apesar de em 2014 o jogo ser aprovado para publicação no Steam.[84] Em 31 de Maio de 2015 os servidores do jogo foram desligados permanentemente.[85]

Histórias em quadrinhosEditar

 Ver artigo principal: História em quadrinhos no Brasil

Em 1937, Francisco Acquarore quadriniza o romance Os Primeiros Homens na Lua de H. G. Wells na revista O Globo Juvenil do jornal O Globo e nas páginas de A Gazetinha do jornal A Gazeta, Messias de Mello ilustrada À Roda da Lua, baseada nos romances Da Terra à Lua (1865) e sua sequencia À Roda Da Lua (1869) de Júlio Verne.[nota 2][87]

Dick Peter, personagem criado por Jerônymo Monteiro para uma série de rádio em 1937, ganhou uma série de livros e adaptações para os quadrinhos, publicados no suplemento A Gazeta Juvenil do jorna A Gazeta,[87][1] ilustrados por Abílio Corrêa e Messias de Mello,[8][88]e na revista Cômico Colegial da editora La Selva, roteirizado por Syllas Roberg e ilustrado por Jayme Cortez.[8][89] Em 1940, Rubens de Azevedo publicada no jornal O Estado, a tira "Uma viagem a saturno",[90] Azevedo foi um famoso astrônomo, tendo fundado a Sociedade Brasileira dos Amigos da Astronomia em 1947.[91]

Na década de 1950, a EBAL publica a revista Edição Maravilhosa, inicialmente inspirada nas revistas Classics Illustrated e Classic Comics, a revista também publicou adaptações de romances brasileiros,[92] dentre eles, duas "proto-fc", A Amazônia Misteriosa de Gastão Cruls e A filha do Inca de Menotti del Picchia.[93][94]

Em 1992, Marcelo Cassaro cria a raça alienígena "metaliana" para a revista do heróis japonês Jaspion publicada pela Editora Abril,[95] em 1995, eles reaparecem no romance Espada da Galáxia,[96] em 1997, surge a mini-série U.F.O. Team, ilustrada por Joe Prado[97] com a participação do Capitão Ninja,[98] personagem criado como uma sátira de personagens de vídeo games,[99] e no ano seguinte, o one-shot Predakonn.[100][101] Em 2014, a Jambô Editora publicou Projeto AYLA, escrito por Cassaro e ilustrado por Eduardo Francisco.[102]

Em 2002, surge a webcomic A Mortífera Maldição da Múmia, de 2002, baseada em um conto de Carlos Orsi para a série Intempol, ilustrada pela Calango Produktado,[103] em 2005, foi lançado pela editora Comic Store, a primeiro graphic novel baseada em um conto da série, The Long Yesterday, de Osmarco Valladão, com ilustrações de Manoel Magalhães, no ano seguinte, a revista Wizard Brasil #31 publica uma nova história ambientada em Intempol produzida pela dupla.[104]

O professor universitário e quadrinista Edgar Franco criou um universo compartilhado conhecido como Aurora Biocibertecnológica ou Aurora Pós-Humana[105] que é explorado em BioCyberDrama (parceria com Mozart Couto), da revista Artlectos e Pós-humanos[106] e as histórias em quadrinhos digitais NeoMaso Prometeu, Ariadne e o Labirinto Pós-humano e brinGuedoTeCA 2.0 e explora temas como invasão alienígena,[107] genética, telemática, robótica, biônica, ciborgues, inteligência artificial e extropia.[108]

Em 2008, a Devir publica a graphic novel Taikodom: Eterno Retorno vol. 1, escrita por Roctavio de Castro e ilustrada por Eduardo Ferrara e cores de Weberson Santiago e outros,[109] a primeira edição trazia um CD-ROM de instalação do jogo.[110] no mesmo ano, é lançada a webcomic[111] do gênero space opera Exploradores do Desconhecido de Gian Danton (roteiro) e Jean Okada (desenhos).[112]

Em 2012, a Draco publica Para Tudo Se Acabar na Quarta-Feira, outra história de Intempol, com roteiro de Octavio Aragão e arte de Manoel Ricardo,[103] no ano seguinte, publicou a antologia Imaginários em Quadrinhos,[113] em 2015, publica a pós-apocalíptica Apagão – Cidade Sem Lei/Luz, de Raphael Fernandes, viabilizada através de uma campanha de financiamento coletivo na Plataforma Catarse.[114]

Em 2012, a Panini Comics publica o primeiro volume da coleção Graphic MSP "Astronauta - Magnetar", protagonizada pelo personagem Astronauta de Mauricio de Sousa, escrita e ilustrada por Danilo Beyruth[115] com cores de Chris Peter,[116] dois anos depois foi lançada uma sequencia Astronauta - Singularidade.[117] Uma terceira história foi anunciada para 2016.[118] A Draco anuncia seleções para antologias de quadrinhos, O Despertar de Cthulhu em Quadrinhos (baseada nos Mitos de Cthulhu de H. P. Lovecraft), uma dedicada ao gênero space opera[119] e outra dedicada ao gênero cyberpunk.[120] Em 2017, a Panini lança a terceira graphic novel do Astronauta por Danilo Beyruth, Astronauta - Assimetria.[121] Pela Draco, o roteirista Zé Wellington lança as HQs - Steampunk Ladies: Vingança a Vapor (2015), com desenhos de Di Amorim e Wilton Santos, cores de Ellis Carlos e letras e grafismos por Deyvison Manes.[122] e Cangaço Overdrive (2018) com layout de Walter Geovani, desenhos de Luiz Carlos B. Freitas, arte-final de Rob Lean, Dika Araújo e cores de Tiago Barsa e Mariane Gusmão.[123] Em 2018, a Panini publica a quarta graphic novel do Astronauta por Danilo Beyruth, Astronauta - Entropia.[124]

RPGsEditar

 Ver artigo principal: Role-playing game no Brasil

O primeiro role playing game de ficção científica brasileiro foi Millenia,[125] um jogo do gênero space opera militar criado por Paulo Vicente Alves e Ygor Morais Silva e publicado em 1995 pela GSA.[126]

Em 1996, Cassaro adapta o romance Espada da Galáxia para o RPG Invasão!, co-escrito com Marcelo Del Debbio,[127] posteriormente, a HQ U.F.O. Team foi adaptada para o sistema 3D&T, criado por Cassaro.[128] O autor chegou a anunciar um projeto de adaptação para o sitema GURPS publicado no Brasil pela Devir, contudo, o projeto não foi impresso e lançado apenas como um e-book gratuito.[129][130][131]

Houve duas tentativas de adaptação do universo Intempol para os sistemas GURPS e Opera, contudo, ambos os projetos foram cancelados.[132] Em 2012, a RedBox lançou o cenário retrô Space Dragon para seu sistema Old Dragon.[133]

J. M. Beraldo adaptou seu romance Véu da Verdade para Pathfinder Roleplaying Game da Paizo Publishing para o mercado americano com o nome Veil of Truth – Space Opera Rules and Setting.[134] O autor não pode lançar em língua portuguesa devido a licença da editora Paizo, que só permitiria caso houvesse alguma publicação oficial no país.[135][nota 3]

Ver tambémEditar

Notas

  1. Atualmente um e-zine.
  2. Embora sejam dois romances, também são comercializados em um único livro com o título Viagem ao redor da Lua.[86]
  3. Apenas em 2015, a Devir publicou uma versão em português do sistema.[136]

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BibliografiaEditar

Ligações externasEditar