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Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro
Brasão PMRJ.PNG
Brasão da PMERJ
País  Brasil
Estado  Rio de Janeiro
Corporação Polícia Militar
Subordinação Secretaria de Estado de Polícia Militar
Missão Policiamento ostensivo e preservação da ordem pública
Sigla PMERJ
Criação 13 de maio de 1809 (210 anos)
Aniversários 13 de maio de 1809 e
14 de abril de 1835
Patrono Tiradentes
Marcha Canção do Policial Militar
Lema Servir e Proteger
Cores              azul, vermelho e amarelo (ouro)
Mascote Cão "Bruto"
História
Guerras/batalhas Dia do Fico e Rebelião da Divisão Auxiliadora (1822)
Revolta dos Mercenários (1828)
Rebelião de Miguel de Frias (1832)
Intentona do Barão de Büllow (1832)
Pacificação de Santa Catarina (1837)
Sabinada (1837-38)
Cabanagem (1835-40)
Guerra dos Farrapos (1839-45)
Revolução Liberal de 1842
Questão Christie (1862)
Guerra do Paraguai (1865-70)
Revolta do Quebra-Quilos (1872)
Revolta do Vintém (1879-80)
Proclamação da República
Revolta da Armada
Revolta da Vacina
Primavera de Sangue (1909)
Revolta dos 18 do Forte
Revolução de 1930
Revolução de 1932
Intentona Comunista (1935)
Golpe do Estado Novo (1937)
Levantes Integralistas (1938)
Força Expedicionária Brasileira (1942-45)
Golpe Militar de 1964
Condecorações Flag of Brazil (1870–1889).svg Pavilhão Imperial, em 1842, por bravura em combate nas Revoltas Liberais
[1]

Medalha de Corrientes: Concedida pelo Governo Argentino ao 12º/44º CVP, por sua bravura na Guerra do Paraguai

Logística
Efetivo 45.000 militares
Comandos Intermediários 10
Unidades Operacionais/ Especiais 50
Unidades de Polícia Pacificadora 38
Comando
Comandante-Geral/Secretário de Polícia Militar Coronel PM Rogério Figueredo de Lacerda
Chefe do Estado-Maior Geral Coronel PM Lúcio Flávio Baracho
Sede
Guarnição Rio de Janeiro, RJ
Bairro Centro
Endereço Rua Evaristo da Veiga, 78
Internet pmerj.rj.gov.br

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) tem, por função primordial, o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro, sendo uma das forças militares deste estado brasileiro.

Para fins de organização e emprego em situações de guerra, é uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro, assim como suas coirmãs, e integra o "Sistema de Segurança Pública e Defesa Social" brasileiro. Está subordinada ao governo do estado do Rio de Janeiro através da Secretaria de Estado de Segurança (SESeg). Seus integrantes são denominados militares estaduais (artigo 42 da Constituição brasileira), assim como os membros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ).

De acordo com dados do 9º Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em outubro de 2015, as forças policiais do Rio de Janeiro são as mais letais do Brasil.[2] Ao mesmo tempo, a Fundação Getulio Vargas classificou o Rio de Janeiro como o estado da federação onde mais morrem policiais.[3] Segundo a Pesquisa Nacional de Vitimização de 2013, encomendada pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ao instituto Datafolha, a PMERJ também é a polícia militar mais corrupta do país.[4]

Índice

HistóriaEditar

Guarda Real de PolíciaEditar

No início do século XIX, como consequência da campanha Napoleônica de conquista do continente europeu, a Família Real portuguesa, juntamente com sua corte, decidem se mudar para o Brasil. Aqui chegando, a Corte instalou-se na cidade do Rio de Janeiro, iniciando a reorganização do Estado no dia 11 de março de 1808 com a nomeação de ministros.[carece de fontes?]

A segurança pública, na época, era executada pelos chamados quadrilheiros, grupo formado pelo reino português para patrulhar as cidades e vilas daquele país, e que foi estendido ao Brasil colonial. Eles eram responsáveis pelo policiamento das 75 ruas e alamedas da cidade do Rio. Com a chegada dessa "nova população", os quadrilheiros não eram mais suficientes para fazer a proteção da Corte, então com cerca de 60 000 pessoas, sendo mais da metade escravos.[carece de fontes?]

Em 13 de maio de 1809, dia do aniversário do Príncipe Regente, D. João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia da Corte (DMGRP). A DMGRP inicialmente foi formada por 218 guardas e era composta por um Estado-Maior, 3 companhias de Infantaria e uma companhia de Cavalaria. Seu primeiro comandante foi José Maria Rebello de Andrade Vasconcellos e Souza, ex-capitão da Guarda portuguesa. O mais famoso dos seus comandantes, porém, foi o terceiro: um brasileiro nato, o major de Milícias Miguel Nunes Vidigal, que inclusive é citado no livro "Memórias de um Sargento de Milícias". A DMGRP usava armas e trajes idênticos aos da Guarda Real da Polícia de Lisboa. A Guarda Real de Polícia de Lisboa (força policial-militar criada pelo principe regente D. João em dezembro de 1801), era inspirada na Gendarmerie Nationale francesa.[carece de fontes?]

A Guarda Real de Polícia, como ficou primeiramente conhecida a PMERJ e GMRJ, teve participação decisiva em momentos importantes da história brasileira como, por exemplo, na Independência do país. Em 25 de abril de 1821, dom João VI é forçado a retornar para Portugal. Porém, seu filho, o príncipe Dom Pedro, permanece no Brasil. As Cortes de Lisboa, que haviam obrigado o retorno de dom João VI, determinam o imediato retorno de dom Pedro para Portugal. As elites brasileiras, ante isto, promovem um abaixo assinado, cujo movimento entra para a história como Dia do Fico: em 9 de janeiro de 1822, a população é conclamada a dirigir-se a uma residência no centro do Rio de Janeiro e assinar um manifesto pela permanência de dom Pedro. Ante tal ato, o brigadeiro Jorge Avilez, comandante da Divisão Auxiliadora, força de ocupação portuguesa, determina que integrantes daquela força impecam a realização do ato. Em represália, Miguel Nunes Vidigal determina que as tropas da Guarda Real da Polícia garantam o abaixo assinado e depois escoltem o manifesto até o Paço, para ser entregue ao Príncipe D. Pedro. Ao receber o manifesto, D. Pedro comovido anuncia a sua permanência no Brasil.[carece de fontes?]

A represália vem no dia seguinte, com a rebelião da Divisão Auxiliadora. Esta força, ocupa o Morro do Castelo e ameaça bombardear a cidade, caso dom Pedro não embarque imediatamente para Portugal. A reação se faz imediata: sob o comando do brigadeiro Xavier Curado, tropas fiéis ao príncipe e alinhadas com o desejo de independência, incluindo aí a GRP, reforçadas com populares armados, cercam a Divisão Auxiliadora. Inferiorizado em homens e munições e com pouca água, Avilez se rende, sendo ele e a sua tropa expulsos do país. Têm início as articulações políticas para tornar o Brasil um país independente, que produzem o seu resultado em 7 de setembro de 1822. A corporação, por aclamação popular, passa a se chamar de Guarda Imperial de Polícia, sendo porém negado a mesma a dignidade de ostentar o pavilhão imperial, ao que esta vai perdendo o prestígio que tivera nos tempos de D. João VI.[carece de fontes?]

Em 14 de junho de 1831, um levante de duas companhias da Corporação, em conjunto com o 26º Batalhão de Caçadores do Exército Imperial, traz grandes transtornos à ordem pública e se transforma numa séria ameaça política. Quatro dias depois, a Corporação é extinta, sendo recriada em 10 de outubro do mesmo ano, com o nome de Corpo de Guardas Municipais Permanentes que logo depois se torno a Guarda Municipal do Rio de Janeiro quando Dom Pedro I deixou seu filho Dom Pedro II encarregado dos destinos do país, comprovando que a instituição era indispensável à sociedade. Em 1832, assume o Comando da Corporação o recém-promovido Tenente Coronel Luís Alves de Lima e Silva, o futuro Duque de Caxias. É o primeiro comando militar do futuro Patrono do Exército. Durante sete anos - até 20 de dezembro de 1839, Caxias irá participar de diversas campanhas de repressão a rebeliões empregando os "Permanentes": Rebelião de Miguel de Frias[5] - nesta Caxias junta-se aos "Permanentes" voluntariamente, para logo após se tornar o seu primeiro subcomandante - e ainda: a intentona do Barão de Büllow, em 1832, a pacificação de Santa Catarina, em 1837, a ocupação da região de Paty do Alferes, quando da Rebelião de Manoel Congo, em 1838 - que marca a primeira vez em que forças policiais militares da capital imperial e da província do Rio de Janeiro atuaram em conjunto - e até da Revolta dos Farrapos, em 1839. Em 1842, ambas instituições voltarão a lutar juntas sob o comando de Caxias, compondo as tropas Imperiais que reprimem as Rebeliões Liberais de 1842 em São Paulo e Minas Gerais, onde o Corpo Municipal Permanente da Corte se destaca pela bravura, sendo condecorado com a Bandeira Imperial pelo Imperador D. Pedro II.[carece de fontes?]

Guarda Policial da Província fluminenseEditar

 
João Nepomuceno Castrioto, 1º Comandante-Geral da PMERJ.

Com a criação do Município Neutro (atual área do município do Rio de Janeiro) por meio do Ato Adicional de 12 de agosto de 1834, foi criada, em 14 de abril do ano seguinte, na província, outra força policial denominada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, por meio da lei provincial nº 16, promulgada pelo então presidente Dr. Joaquim José Rodrigues Torres com sede na cidade de Niterói (então capital fluminense), responsável pela área atual do interior e da baixada do atual Estado do Rio de Janeiro, que recebeu a alcunha de "Treme-Terra", uma alusão a força e a coragem demonstrada pelos membros daquela Corporação. Seu primeiro comandante foi o Capitão João Nepomuceno Castrioto.[6] Por diversas vezes encontrou-se em combate lado-a-lado com sua coirmã do Município da Corte, com a qual, anos mais tarde, viria formar a atual PMERJ e GMRJ, como nas Revoltas Liberais de 1842, quando combateu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo e contenção de revoltas de escravos entre outras insurreições armadas Brasil afora.[carece de fontes?]

Guerra do ParaguaiEditar

Outro fato histórico que teve participação importante da Polícia Militar fluminense foi o conflito iniciado em 1865 contra o Paraguai. O Brasil formou com Uruguai e a Argentina a chamada Tríplice Aliança.

Na época, como o país não dispunha de um contingente militar suficiente para combater os cerca de 80 mil soldados paraguaios, o governo imperial se viu forçado, então, a criar os chamados "Corpos de Voluntários da Pátria". Em 10 de julho daquele ano, partiram 510 oficiais e praças do Quartel dos Barbonos da Corte, local onde hoje está o situado Quartel General da Polícia Militar. A este grupo, foi dado o nome de "31º Corpo de Voluntários da Pátria". Neste contexto surge o mascote da Corporação: o cão Bruto. Este animal era um cão de rua, que certo dia adentrou no Quartel dos Barbonos e virou mascote da tropa. Quando toda a Infantaria do Corpo seguiu para a Guerra do Paraguai, Bruto seguiu a tropa e embarcou junto com eles. Participou ativamente dos combates, e apesar de ferido, retornou com a tropa. Morreu no Rio de Janeiro, envenenado. Os praças da Corporação mandaram empalhar o seu corpo que está em exposição no Museu da Corporação, no Centro do Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

A parte da polícia que cuidava da então província do Rio de Janeiro, a exemplo do que aconteceu na Corte, também enviou contingente de 510 homens à Guerra do Paraguai, sob a designação de "12º Corpo de Voluntários da Pátria", sob o comando do Tenente-Coronel João José de Brito, a qual partiu para o teatro de operações em 18 de fevereiro de 1865. Os feitos heróicos deste corpo de voluntários chegou ao ponto do governo argentino ter criado uma medalha em sua homenagem, cuja utilização foi permitida pelo aviso nº 542 do Exército brasileiro, em 4 de abril de 1867. Inobstante isto, o 12º CVP foi dizimado na guerra, sendo os seus sobreviventes empregados - juntamente com integrantes de outros Corpos de Voluntários - para compor o 44º CVP. Este Corpo de Voluntários, sob o Comando do então Major Floriano Peixoto, em heroica carga, capturou uma bateria de canhões inimigos.[carece de fontes?]

A participação dos CVPs foi de grande importância em todas as batalhas das quais tomou parte: Tuiuti, Curupaiti, Humaitá, Estero Bellaco, Estabelecimento, Surubií, Lomas Valentinas, Itapiru, Angostura, Avaí e Cerro Corá.[carece de fontes?]

RepúblicaEditar

 
Policiamento ciclístico na cidade do Rio (déc. de 1950)
 
Militares da PMERJ no Palácio Guanabara durante o Golpe Militar de 1964

Durante a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a PMERJ foi a única Corporação policial a se fazer presente naquele momento, com suas tropas estacionadas no Campo de Santana. Naquele momento histórico, assumiu a chefia do governo fluminense Francisco Vítor da Fonseca e Silva, então comandante do Corpo Policial da Província, sendo o primeiro governante republicano do estado do Rio.[carece de fontes?]

Nas décadas seguintes, a PMERJ viu-se envolvida, seja por ser a força policial da capital federal ou de um dos principais estados brasileiros, nos diversos aos conflitos políticos e sociais estaduais que apareceram pelo país, onde foi empregada, sozinha ou como corpo auxiliar do Exército. Nesse contexto entram as Revoltas da Armada e da Vacina, as Revoluções de 1930, Constitucionalista de 1932, entre outros movimentos.[carece de fontes?]

Em 1942, com o estado de guerra entre o Brasil e a Alemanha, o governo brasileiro se prepara para enviar à Europa uma Divisão de Infantaria Expedicionária. No afã de recompletar seus quadros, o Exército recebe praças graduados da PMDF para recompletar suas unidades que estavam com efetivo de paz (somente 1/3 do efetivo). Entre os policiais militares que são transferidos para a FEB, está o 3º Sargento Max Wolff Filho, que vem a falecer em combate na Itália, já como 2º Sargento.[carece de fontes?]

Em 1960, a capital do país foi transferida para Brasília e o antigo Distrito Federal, onde se situava a cidade do Rio de Janeiro, se tornou o estado da Guanabara. A instituição, que naquele momento era denominada Polícia Militar do Distrito Federal, passou a ser chamada Polícia Militar do Estado da Guanabara (PMEG).[carece de fontes?]

1947-1980: Fusão dos estados do Rio e da GuanabaraEditar

No restante do estado, a corporação ganhou o nome de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro já no ano de 1947, porém com o acrônimo PMERJ. Em 1974, o Governo Federal decide reunir os dois estados através da Lei Complementar nº 20, que determinava a fusão do Rio de Janeiro e da Guanabara em 15 de março de 1975. Ainda segundo essa lei, a nova unidade da federação receberia o nome de Estado do Rio de Janeiro e, consequentemente, fundir-se-iam as duas Corporações policiais-militares. Surgiu então a corporação assim como a conhecemos hoje, com seu Quartel-General no antigo Quartel dos Barbonos, no Centro da cidade do Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

Na década de 1980, assume o comando da Corporação o coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, oficial culto e professo defensor dos Direitos Humanos. Ele esboça a primeira tentativa de mudança dos paradigmas operacionais da `Polícia Militar, buscando conduzi-la para uma visão mais democrática, apagando a formação de força repressora com que fora caracterizada ao longo de dois governos de exceção: o "Estado Novo" e os "Anos de Chumbo". Graças aos esforços do coronel Cerqueira, doutrinas e programas que hoje são corriqueiros, como o PROERD e a filosofia de Policiamento Comunitário, tornam-se lugar presente na PMERJ e espalham-se para outras Polícias Militares.[carece de fontes?]

 
Muito famosos nas radio-patrulhas da PMERJ durante as décadas de 70 e 80: O Fusca

Em toda sua história, a PMERJ já teve seis diferentes nomes na área do antigo Estado do Rio de Janeiro:

  • Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro - 1835
  • Corpo Policial da Província do Rio de Janeiro - 1844
  • Corpo Policial Provisório da Província do Rio de Janeiro - 1865
  • Força Militar do Estado do Rio de Janeiro - 1889
  • Força Pública do Estado do Rio de Janeiro - 1920
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - 1947

E doze diferentes nomes na área da atual capital fluminense:

  • Divisão Militar da Guarda Real de Polícia - 1809
  • Corpo de Guardas Municipais Permanentes - 1831
  • Corpo Municipal Permanente da Corte - 1842
  • Corpo Policial da Corte - 1858
  • Corpo Militar de Polícia da Corte - 1866
  • Corpo Militar de Polícia do Município Neutro - 1889
  • Regimento Policial da Capital Federal - 1890
  • Brigada Policial da Capital Federal - 1890
  • Força Policial do Distrito Federal - 1905
  • Brigada Policial do Distrito Federal - 1911
  • Polícia Militar do Distrito Federal - 1920
  • Polícia Militar do Estado da Guanabara - 1960

Hoje, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tem mais de 49 500 homens espalhados pelo estado, em 42 batalhões que fazem o policiamento ostensivo ordinário e outras unidades operacionais especializadas sob 11 Comandos Intermediários (Cmdo Itrm), além de outras unidades médico-hospitalares, educacionais e administrativas.[carece de fontes?]

Cabe destacar o papel desempenhado por militares da PMERJ, ao longo da década de 1990 e neste início de século XXI, em operações sob as ordens das Nações Unidas, em cooperação com o Exército Brasileiro em Angola, Moçambique, Timor-Leste, Sudão e no Haiti, em forças de estabilização e de paz.[carece de fontes?]

2017: Combate à corrupção na PolíciaEditar

Em 29 de junho de 2017, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma megaoperação onde prendeu 96 policiais militares e 70 traficantes, entre outros criminosos, que integravam a corporação, como o recebimento de proprina que rendia R$ 1 milhão por mês. A operação foi batizada de Calabar - em referencia a Domingos Fernandes Calabar, considerado maior traidor da história do país -, e é a maior da história em relação a casos de corrupção envolvendo policiais militares[7][8][9].

AtribuiçõesEditar

 
Viaturas policiais na Praia de Copacabana

As atribuições constitucionais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) estão previstas no § 5º do artigo 144 da Constituição Federal: “às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública”.[carece de fontes?]

Além disso, a PMERJ também atua efetivamente:

 
Radio-patrulha e cabine da PMERJ em 2015.
  • No combate ao crime organizado, através de operações para a captura de criminosos ou apreensão de armas, drogas ou contrabando.
  • No atendimento direto à população, ajudando no transporte de doentes, na orientação de pessoas em dificuldades, na intervenção de disputas domésticas, no encaminhamento da população carente aos órgãos responsáveis por problemas de saneamento, habitação.
  • No policiamento especializado em áreas turísticas, estádios, grandes eventos e festas populares.
  • No controle e orientação do trânsito, mediante convênios com as prefeituras.
  • Na fiscalização e controle da frota de veículos, em ações integradas com outros órgãos públicos.
  • Na preservação da flora, da fauna e do meio ambiente, através de batalhão especializado.
  • No serviço de segurança externo das unidades prisionais e na escolta de presos de alta periculosidade.
  • No serviço de segurança de Fóruns de Justiça em municípios de todo o Estado.
  • No apoio a oficiais de Justiça em situações de reintegração de posse e outras determinações judiciais com risco.
  • Na segurança de autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
  • Na segurança de testemunhas e pessoas sob ameaça.
  • No apoio a órgãos públicos, estaduais e municipais, em atividades como ações junto à população de rua e trato com crianças e adolescentes em situação de risco social.
  • na segurança dos estádios de futebol

Comandos IntermediáriosEditar

 
Mapa dos Comandos de Policiamento de Área
 
Blindado da PMERJ avança em barricada de fogo durante tumulto em manifestação.

Com o intuito de descentralizar as ações do Comando-Geral da PMERJ, existem comandos intermediários chamados de Comando de Policiamento de Área (CPA), que ficam responsáveis pela organização e mobilização do policiamento em cada região do estado do Rio de Janeiro, adaptando a PM às realidades locais.[carece de fontes?]

A exceção a essa regra fica com o Comando de Policiamento Pacificador (CPP), que tem sob seu controle os grupamentos e as Unidades de Polícia Pacificadora que policiam áreas carentes da capital do estado e da cidade de Niterói, o Comando de Policiamento Especializado (CPE), ao qual estão subordinados as unidades de policiamento especializado, o Comando de Operações Especiais (COE), ao qual se subordinam as unidades de operações especiais, e o Comando de Policiamento Ambiental (CPAm), responsável pela coordenação do policiamento nas unidades de proteção ambiental fluminenses.[carece de fontes?]

A partir de 2009, os Comandos de Policiamento de Áreas passaram a representar as Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), em conjunto com os Departamentos de Polícia de Área (DPA) no âmbito da Secretaria Estadual de Segurança, nas quais se organizam as Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP), com áreas que correspondem aos Batalhões de Polícia Militar e as Coordenadorias Regionais de Polícia Civil (CRP).[carece de fontes?]

Nessas, é visada a integração entre as companhias dos batalhões e as delegacias policiais, sendo que a área de atuação dessas formam as Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP), cuja ideia é, ao fim, tornar mais eficiente o combate a criminalidade, com a integração operacional e administrativa entre as corporações policiais fluminenses.[carece de fontes?]

Comandos Intermediários
1.º CPA
2.º CPA
3.º CPA
4.º CPA
5.º CPA
6.º CPA
7.º CPA
CPP
CPE
COE
CPAm
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Mesquita
Niterói
Volta Redonda
Campos dos
Goytacazes
Nova Friburgo
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

Batalhões e unidades especiaisEditar

A PMERJ possui diversas unidades que fazem policiamento especializado e ostensivo ordinário.[carece de fontes?]

Batalhões de áreaEditar

Estrutura Operacional

Policiamento comunitário (UPP)Editar

 Ver artigo principal: Unidade de Polícia Pacificadora
 
Cerimônia de troca de comando de 25 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) das 34 unidades implantadas desde 2008.
 
Veículo blindado da PMERJ em operação no Complexo do Alemão.
 
Policial do BOPE

Unidades especializadasEditar

 
Policial do Batalhão de Choque se preparando para agir em manifestação.

Subordinadas ao Comando de Operações Especiais (COE):

Subordinadas ao Comando de Policiamento Especializado (CPE):

  • Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv)
  • Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE)
  • Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (BPTur)
  • Regimento Coronel Enyr Cony dos Santos (RCECS)
  • Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE)
  • Grupamento de Polícia Ferroviária (GPFer)

Subordinadas ao Comando de Policiamento Ambiental (CPAm):

Unidades correicionaisEditar

  • Unidade Prisional - UP
  • Centro de Criminalística - CCrim
  • 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 1ª DPJM (Zonas Central, Norte e Sul do Rio de Janeiro)
  • 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 2ª DPJM (Zona Oeste do Rio de Janeiro)
  • 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 3ª DPJM (Baixada Fluminense)
  • 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 4ª DPJM (Grande Niterói e Região dos Lagos)
  • 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 5ª DPJM (Sul Fluminense e Centro Sul Fluminense)
  • 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 6ª DPJM (Norte e Noroeste Fluminense)
  • 7ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 7ª DPJM (Serra Fluminense)
  • 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar - 8ª DPJM (Unidades de Polícia Pacificadora)

Armamentos e equipamentosEditar

Equipamento Tipo Origem Nota Foto
Mq M968 MosqueFAL Fuzil de ação de ferrolho   Brasil Padrão. Treinamento básico  
FN FAL Fuzil de assalto   Bélgica Padrão  
ParaFAL Fuzil de assalto   Bélgica/  Brasil Padrão  
IMBEL IA-2 Carabina de assalto   Brasil Padrão  
Taurus T-4 Carabina de assalto   Brasil Padrão
FN Minimi Metralhadora   Bélgica BOPE  
Heckler & Koch PSG1 Fuzil de precisão   Alemanha BOPE  
M16A2 Fuzil de assalto   Estados Unidos Choque, BOPE  
AR-10 Fuzil de assalto   Estados Unidos BOPE
IMBEL MD2 Fuzil de assalto   Brasil Batalhão de Ações com Cães, BOPE  
M4 Carabina de assalto   Estados Unidos Padrão  
AR15 Fuzil   Estados Unidos Padrão  
Taurus CT-30 Carabina   Brasil Padrão
Remington Model 1100 Escopeta   Estados Unidos Choque  
Pump CBC shotgun Escopeta   Brasil Padrão
Mossberg 500 Escopeta   Estados Unidos Choque, BOPE  
MP5 Sub-metralhadora   Alemanha BOPE  
FN P90 Sub-metralhadora   Bélgica BOPE  
Imbel MT-12 Sub-metralhadora   Brasil Padrão  
TAURUS FAMAE in .40 Sub-metralhadora   Brasil Choque  
Taurus PT 100 Pistola   Brasil Padrão  
Taurus PT 24/7 Pistola   Brasil Padrão  
Taurus Model 605 Revolver   Brasil Padrão  
Pistola Taser Arma não letal   Brasil Padrão  
Granada explosiva com gás pimenta Arma não letal   Brasil Choque
Spray de pimenta Arma não letal   Brasil Padrão  
Gás lacrimogêneo Arma não letal   Brasil Choque  

VeículosEditar

Modelo Montadora Tipo Nota Foto
Gol G4 Volkswagen Rádio patrulha Padrão (desativado: 2006-2010)  
Gol G5 Volkswagen Rádio patrulha Padrão (desativado: 2010-operacional apenas em zonas rurais)  
Logan Renault Rádio patrulha Padrão (desativado: 2012-2016)  
Ka+ Ford Rádio patrulha Padrão  
Versa Nissan Rádio patrulha Padrão
Voyage Volkswagen Rádio patrulha Padrão  
Blazer Chevrolet Patrulhamento tático Padrão (desativado: operacional apenas em zonas rurais)  
S10 Chevrolet Patrulhamento tático Padrão, BPChq  
Ranger Ford Patrulhamento tático Padrão
Duster Renault Patrulhamento tático Padrão, BPChq  
Hilux SW4 Toyota Motor Patrulhamento tático BPChq e Batalhão de Ações com Cães  
Frontier D40 Nissan Patrulhamento especializado Padrão, BOPE, BPChq, BPRv, BPVE e UPP  
Amarok Volkswagen Patrulhamento especializado BPChq  
Master Renault Viatura de transporte tático BPChq  
Daily Iveco Viatura de transporte tático BOPE  
Ducato FIAT Posto móvel Padrão e UPP  
XT660 Yamaha Moto patrulha Padrão e BPChq  
CB600 Honda Moto tática de patrulhamento Grupamento Tático de Motociclistas (GTM-BPChq)
Constellation Volkswagen Viatura antidistúrbio BPChq  
Steel Force - Viatura blindada antidistúrbio BPChq  
Ford Cargo 815 Ford Motor Company Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP) BPChq e BOPE  
VW Cargo 1722 Volkswagen VBTP BPChq, BOPE e unidades da Região Metropolitana  
Maverick Paramount Group VBTP BPChq e BOPE  
Urutu E-11 Engesa VBTP BOPE  

AeronavesEditar

Todas as aeronaves da PMERJ estão empregadas no Grupamento Aeromóvel.

Modelo Tipo Versão Quantidade Foto Notas
Schweizer 300 Treinamento Schweizer 300 CBi 1   Designado Fênix 06
HB-350 Rádio Patrulha Aérea HB-350B3 3  
  • Designados Fênix 01, 02 e 07
  • Fênix 03 foi derrubado por narcotraficantes durante operação policial no Morro dos Macacos em Vila Isabel, cidade do Rio de Janeiro, em 2009[10]. Fênix 04 sofreu uma queda em novembro de 2016 devido a "perda de efetividade do rotor de cauda"[11]. Fênix 08 caiu na Baía de Guanabara em circunstâncias desconhecidas no dia 14 de janeiro de 2019; a Aeronáutica investiga o ocorrido[12].
Bell Huey II Operações Especiais e transporte de tropa. Huey II 1   Designado Fênix 05
Eurocopter EC 145 Rádio Patrulha Aérea/Socorro EC145 1   Designado Fênix 09

ControvérsiasEditar

ViolênciaEditar

De acordo com dados do 9º Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em outubro de 2015, as forças policiais do Rio de Janeiro são as mais letais do Brasil. De acordo com estimativas de 2014, a cada 100 mil habitantes do estado, 3,5 pessoas morreram por conta de algum tipo de intervenção policial. Os estados de Amapá (3,3), Alagoas (2,3), São Paulo (2,1) e Pará (1,9) aparecem na sequência.[13]

O Atlas da Violência 2016 também apontou a PMERJ como a mais violenta do país, apontamento feito anteriormente pela Anistia Internacional. Em 2015, 600 pessoas vítimas de homicídio decorrente de intervenção policial, especialmente em territórios de favelas e periferias.[2]

De acordo com dados do 9º Anuário de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em outubro de 2015, as forças policiais do Rio de Janeiro são as mais letais do Brasil, sendo que em 2014, a cada 100 mil fluminenses, 3,5 morreram por conta de algum tipo de intervenção policial.[2] De acordo com a Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas, o Rio de Janeiro também é o Estado onde morrem mais policiais, 98 foram mortos em 2015, um índice de 0,6 para cada cem mil.[14]

A Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que a polícia em geral mata cinco pessoas por dia no Brasil, em um cenário cujos principais alvos são homens jovens e negros.[2]

Em 2008, a PMERJ chegou ser considerada a polícia mais letal do mundo, ao registrar 1 330 autos de resistência (quando o agente de segurança pública alega ter matado em confronto), número superior a todas as divisões policiais dos Estados Unidos (370 vítimas em ações policiais), da África do Sul (consideradas as mais violentas do mundo, com 681 vítimas) e da Argentina (288 mortes). Em relação a países europeus, duas pessoas foram mortas em confronto com a polícia da França em 2003, mesmo número registrado no Reino Unido, enquanto em Portugal apenas uma pessoa morreu no mesmo período.[15]

CorrupçãoEditar

De acordo com a Pesquisa Nacional de Vitimização de 2013, encomendada pelo Ministério da Justiça e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ao instituto Datafolha, a PMERJ também é a polícia mais corrupta do país, sendo que do total de pessoas extorquidas por policiais militares no Brasil, 30,2% são do estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, o estado tem mais vítimas desse crime do que todos os demais estados da Região Sudeste somados, inclusive São Paulo, que tem a maior população. A amostra da pesquisa foi de 78 mil pessoas e foi preparada desde 2010.[4]

De acordo com uma pesquisa de 2014 feita pelo Instituto Gerp, a maior parcela dos cariocas (39%) identifica a corrupção como o principal problema da PMERJ. O excesso de violência é o quarto quesito apontado (8%), além da falta de treinamento (20%) e a remuneração (13%).[16]

Ver tambémEditar

Referências

  1. História da Polícia Militar do Districto Federal, Vol I (1809-1889), pag 190
  2. a b c d Thiago de Araújo (5 de abril de 2016). Revista Exame, ed. «Polícia mais violenta do Brasil mata sete pessoas em 2 dias» 
  3. Werneck, Antônio (23 de março de 2017). «Violência em números: Rio é o estado onde morrem mais policiais». O Globo 
  4. a b Extra, ed. (6 de abril de 2013). «Polícia Militar do Rio é a mais corrupta do país, mostra pesquisa». Consultado em 6 de abril de 2016 
  5. História da Polícia Militar do Districto Federal, Vol 1 (1809-1889) pág. 127/128
  6. História da Polícia Militar do Districto Federal, Vol 1 (1809-1889) pág. 128
  7. Cruz, Adriana; Magalhães, Maria Inez (29 de junho de 2017). «Polícia realiza megaoperação para prender 96 PMs». O Dia. Consultado em 29 de junho de 2017 
  8. Freire, Felipe; Leitão, Leslie; Satriano, Nicolás (29 de junho de 2017). «Polícia Civil do RJ deflagra megaoperação para prender 96 PMs e 70 traficantes». G1. Consultado em 29 de junho de 2017 
  9. «Megaoperação no Rio tenta prender 95 PMs suspeitos de corrupção». UOL. 29 de junho de 2017. Consultado em 29 de junho de 2017 
  10. «MP denuncia quatro traficantes por queda de helicóptero». Extra Online. Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  11. «Aeronáutica conclui investigação sobre queda de helicóptero da PM na Cidade de Deus». G1 
  12. «Helicóptero da Polícia Militar cai no mar, perto da Linha Vermelha». Extra Online. Consultado em 15 de janeiro de 2019 
  13. UOL, ed. (1 de dezembro de 2015). «Rio de Janeiro tem a polícia mais letal do país». Consultado em 5 de abril de 2016 
  14. Werneck, Antônio (23 de março de 2017). «Violência em números: Rio é o estado onde morrem mais policiais». O Globo 
  15. O Estado de S. Paulo, ed. (9 de julho de 2008). «Polícia do Rio de Janeiro é a que mais mata no mundo». Consultado em 5 de abril de 2016 
  16. Jornal O Dia, ed. (26 de maio de 2014). «Cariocas apontam corrupção como o maior problema da Polícia Militar». Consultado em 6 de abril de 2015 

BibliografiaEditar

  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol I (1809 a 1889)
  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol II (1890 a 1919)
  • História da Polícia Militar do Districto Federal Vol III (1920 a 1930)
  • Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: Resumo Histórico - 1988

Ligações externasEditar

 
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