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Artigo sobre as principais atividades demográficas do Estado do Rio de Janeiro.

Índice

Municípios mais populososEditar

EtniasEditar

Crescimento populacional
Censo Pop.
18721 057 696
18901 399 53532,3%
19001 737 47824,1%
19202 717 24456,4%
19403 611 99832,9%
19504 674 64529,4%
19606 709 89143,5%
19709 110 32435,8%
198011 489 79726,1%
199112 783 76111,3%
200014 367 08312,4%
201015 989 92911,3%
Est. 201817 159 960[1]7,3%
Fonte:[2]

O estado do Rio de Janeiro é formado por enorme gama de etnias e povos das mais variadas procedências, principalmente pelo fato de sua capital ter sido durante um longo período a capital do estado brasileiro.[carece de fontes?]

Inicialmente a população do estado do Rio de Janeiro foi marcada pela presença de povos indígenas, assim como toda a costa brasileira.[carece de fontes?]

No início do século XVI, habitavam o Rio de Janeiro quatro grandes grupos indígenas, classificados de acordo com seu grupo linguístico:

Com a colonização, as tribos indígenas foram extintas. Em 30 de maio de 1902, na paróquia de Santo Antônio de Pádua, no município de mesmo nome, foi registrado o último óbito de índio natural do estado do Rio de Janeiro: Joaquina Maria Pury.

Em fins da década de 1940, guaranis migraram para a região das cidades de Angra dos Reis e Paraty. Eles só vieram a ser descobertos pelo governo federal em 1974 com a construção da Rodovia Rio-Santos. Atualmente, os quinhentos guaranis do estado vivem em três aldeias: Sapukaí, Itatiim e Araponga.

 
Distrito de Penedo em Itatiaia, região com influência finlandesa

No século XVI, desembarcam na região os franceses, que na Baía da Guanabara instalam uma colônia de refugiados religiosos chamada França Antártica, porém os franceses foram expulsos pelos portugueses da área, anos mais tarde e fundam o município do Rio de Janeiro [3]

Cor/Raça População
Brancos 7 579 023 (47,4%)
Pardos 6 332 408 (39,6%)
Pretos 1 937 291 (12,15%)
Amarelos e Indígenas 137 810 (0,85%)
Fonte: IBGE (2010) Censo no Rio de Janeiro em 2010.


Nos séculos seguintes, a população da região é formada basicamente por portugueses e africanos, trazidos à força pelos portugueses na condição de escravos. Até meados do século XIX, a maioria da população fluminense era composta por negros, porém, o número de imigrantes portugueses desembarcados na cidade do Rio de Janeiro passou a crescer repentinamente naquele século, o que fez com que praticamente se igualasse o número de pessoas de origem africana e as de origem portuguesa.[carece de fontes?]

Posteriormente, outros povos contribuíram para a formação da população do estado, como alemães, italianos, suíços, espanhóis, dentre outros, aos quais se somaram os brasileiros de todos os estados, atraídos pela capital do país até a década de 1960, a cidade do Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

 
Distrito de Lumiar em Nova Friburgo, região com forte influência alemã e suíça.

Os primeiros imigrantes não-portugueses a chegar à região foram os suíços, em 1818, fundando na região das serras a cidade de Nova Friburgo. Pouco mais tarde, começariam a chegar os alemães e os britânicos, que também rumaram para as serras, principalmente para a região de Petrópolis. Italianos e espanhóis chegariam mais tarde, contribuindo também para a diversidade étnica fluminense.[carece de fontes?] Os municípios da Região Serrana do estado sofreram fortíssima influência européia, especialmente germânica, por isso os municípios serranos têm a maior parte de sua população pertencente a etnia branca, o município com o maior percentual de brancos do estado está na serra: o município de Nova Friburgo, com cerca de 72% de sua população pertencentes a etnia branca.

No estado também há uma expressiva comunidade de: finlandeses (especialmente na cidade de Penedo, no sul do estado), sírio-libaneses, chineses, japoneses, judeus e hispano-americanos.

Atualmente o estado é um dos estados mais miscigenados do país e é junto com São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, um dos estados com maioria da população se auto-declarando branca, porém no Rio de Janeiro, a diferença populacional entre brancos e negros não é tão expressivas quanto nos outros estado citados

ReligiãoEditar

Religião Percentagem
Católicos 45,8%
Evangélicos 29,4%
Espíritas 4%
Sem Religião 14,6%
Outras religiões 4,3%

De acordo com o censo demográfico de 2010, da população total do estado, a maioria da população fluminense é adepta à religião católica seguido pelos evangélicos. O Rio de Janeiro é o estado com o menor percentual de católicos apostólicos romanos, e o estado com o maior percentual de pessoas sem religião (como ateus, e agnósticos). Além disso, é o estado com o maior percentual de espíritas do Brasil. A variedade de denominações é uma marca da presença da diversidade religiosa no perfil demográfico do estado.[4] Existem ainda, adeptos aos islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo, esoterismo e neo-paganismo. Juntos, os adeptos destas e outras religiões minoritárias somam apenas 4,3% da população do estado.

O estado do Rio de Janeiro possui a segunda maior comunidade judaica do país, com cerca de 24.451, atrás apenas do estado de São Paulo.

O Islamismo no estado é menos expressivo que em outras regiões do país, contando com apenas uma mesquita no bairro da Tijuca, Zona Norte da capital fluminense.

MigraçãoEditar

O estado do Rio de Janeiro recebeu milhões de migrantes internos de diversas partes do país, especialmente até a década de 1990, quando houve início o processo de desconcentração industrial no Brasil.

O maior grupo que migrantes que chegaram ao estado foram os nordestinos, seguidos de migrantes de outros estados do sudeste. Os nordestinos em 2010, eram cerca de 1.149.692 (excluindo os seus descendentes), ou cerca de 7% da população do estado.

Referências

Ver tambémEditar