Abrir menu principal

Wikipédia β

Estação Ferroviária de Caíde

estação ferroviária em Portugal
Caíde Logos IP.png
Estação de Caíde, em 2010.
Inauguração 20 de Dezembro de 1875
Linha(s) Linha do Douro (PK 46,075)
Coordenadas 41° 15′ N 8° 13′ W
Concelho Lousada
Serviços Ferroviarios Regional
InterRegional
Urbanos
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteira e/ou máquina de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Telefones públicos Caixas Multibanco Bar e/ou cafetaria Parque de estacionamento Sala de espera Lavabos

A Estação Ferroviária de Caíde, originalmente conhecida como Cahide, é uma interface da Linha do Douro, que serve a freguesia de Caíde de Rei, no concelho de Lousada, em Portugal. Foi inaugurada em 20 de Dezembro de 1875.[1]

Índice

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

A estação situa-se junto à localidade de Caíde de Rei, no Lugar da Estação dos Caminhos de Ferro.[2]

ServiçosEditar

Esta interface é utilizada por serviços das tipologias Urbano, InterRegional e Regional, exploradas pela empresa Comboios de Portugal.[3]

Caracterização físicaEditar

Em Janeiro de 2011, esta interface dispunha de 4 vias de circulação, com comprimentos entre os 958 e os 244 m; as gares tinham todas 230 m de extensão, e 90 cm de altura.[4] A estação de Caíde está situada junto ao Túnel de Caíde.[5]

 
Desenho da Estação Ferroviária de Caíde, publicado na revista Occidente n.º 179, de 1883.

HistóriaEditar

Século XIXEditar

O lanço entre Penafiel e Caíde da Linha do Douro entrou ao serviço em 20 de Dezembro de 1875.[6] O troço seguinte, até ao Juncal, foi inaugurado em 15 de Setembro de 1878.[7]

Em Janeiro de 1899, foi aberto um inquérito administrativo, para apresentar ao público os projectos ferroviários dos Planos das Redes Complementares ao Norte do Mondego e Sul do Tejo; uma das linhas de via estreita previstas era a do Tâmega, que nessa altura estava planeada para se iniciar em Caíde.[8]

 
Aviso de 1877, onde esta estação surge com a grafia antiga, Cahide.

Século XXEditar

Em 1913, a estação de Caíde era servida por uma carreira de diligências até Felgueiras, Lixa e Celorico de Basto.[9]

Em 1 de Novembro de 1926, a Gazeta dos Caminhos de Ferro noticiou que o governo já tinha aprovado um projecto para a ampliação da estação de Caíde, orçado em 45.000$.[10] Em 11 de Maio de 1927, os Caminhos de Ferro do Estado foram integrados na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, que passou a explorar as antigas linhas do estado, incluindo a do Douro.[11]

Em 1933, a Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos de Ferro aprovou a realização de diversas obras em Caíde, como muros de vedação e cancelas.[12] Em 1 de Março de 1934, a Gazeta informou que a Direcção-Geral de Caminhos de Ferro tinha aberto um concurso para o calcetamento do pátio exterior de Caíde[13], e em 1 de Abril desse ano noticiou que a Comissão do Fundo Especial tinha autorizado a pavimentação da plataforma de parte do passeio exterior ao edifício da estação.[14] Também em 1934, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses fez obras de expansão na estação de Caíde.[15]

Em 16 de Maio de 1935, a Gazeta reportou que a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses tinha concluído as obras de remodelação e ampliação em Caíde, que consistiram na construção de um novo cais coberto e de um pequeno cais descoberto para descarga de viaturas, instalação de uma nova via férrea e remodelação das já existentes, e o calcetamento do pátio exterior.[16]

Em 29 de Junho de 1945, a locomotiva de um comboio de mercadorias entre Porto - Campanhã e Régua descarrilou na estação de Caíde, que fez grandes estragos materiais e provocou atrasos na circulação.[17]

Na Década de 1990, o Gabinete do Nó Ferroviário do Porto executou um programa de modernização das linhas férreas suburbanas do Porto, incluindo a do Douro, onde foi instalada sinalização electrónica entre Ermesinde a Caíde[18] Em Setembro de 1995, iniciou-se a elaboração do projecto de remodelação entre Caíde e Cête, e em Dezembro desse ano ficou concluído o estudo prévio para a remodelação do lanço entre o Porto e Marco de Canaveses, que contemplava a duplicação da via férrea de Ermesinde a Caíde.[19] No âmbito deste programa, também ficou previsto o prolongamento da sinalização electrónica até à Régua.[20]

Século XXIEditar

Entre Março de 2000 e Setembro de 2002, a estação de Caíde foi alvo de profundas obras de remodelação, no âmbito do projecto de modernização do troço Penafiel-Caíde; esta intervenção, com o custo aproximado de 1.550.000 Euros, contemplou a ampliação do edifício de passageiros e a construção de uma área técnica, uma passagem inferior para peões, vários muros de suporte, e coberturas nos cais de passageiros.[21]

Ver tambémEditar

Unidade de Suburbanos do Grande Porto

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Caíde/Marco  Guimarães


(g) Covas 
         
 Guimarães (g)
(g) Nespereira 
         
 
(g) Vizela 
         
 Caíde (d)
(b) Braga 
         
 Pereirinhas (g)
(b) Ferreiros 
         
 Meinedo (d)
(b) Mazagão 
         
 Cuca (g)
(b) Aveleda 
         
 Bustelo (d)
(b) Tadim 
         
 Lordelo (g)
(b) Ruilhe 
         
 Penafiel (d)
(b) Arentim 
         
 Giesteira (g)
(b) Couto de Cambeses 
         
 Paredes (d)
(m)(b) Nine 
         
 Vila das Aves (g)
(m) Louro 
         
 Oleiros (d)
(m) Mouquim 
         
 Caniços (g)
(m) Famalicão 
         
 Irivo (d)
(m) Barrimau 
         
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
         
 Cête (d)
(m)(g) Lousado 
         
 Parada (d)
(m) Trofa 
         
 Recarei-Sobreira (d)
(m) Portela 
         
 Trancoso (d)
(m) São Romão 
         
 Terronhas (d)
(m) São Frutuoso 
         
 S. Martinho do Campo (d)
(m) Leandro 
         
 Valongo (d)
(m) Travagem 
         
 Suzão (d)
(m)(d) Ermesinde 
         
 Cabeda (d)
(m) Ág. Santas / Palm.ª 
         
 
(m) Rio Tinto 
         
 
(m) Contumil 
         
 General Torres (n)
(n)(m) Porto (Campanhã) 
         
 Vila Nova de Gaia (n)
(m) Porto (São Bento) 
         
 Coimbrões (n)
(n) Aveiro 
         
 Madalena (n)
(n) Cacia 
         
 Valadares (n)
(n) Canelas 
         
 Francelos (n)
(n) Salreu 
         
 Miramar (n)
(n) Estarreja 
         
 Aguda (n)
(n) Avanca 
         
 Granja (n)
(n) Válega 
         
 Espinho (n)
(n) Ovar 
         
 Silvalde (n)
(n) Carvalheira-Maceda 
         
 Paramos (n)
(n) Cortegaça 
             
 Esmoriz (n)

Linhas: d Linha do Dourog Linha de Guimarães
b Ramal de Bragam Linha do Minhon Linha do Norte
Fonte: Página oficial, 2010.04

Referências

  1. NONO, Carlos (1 de Dezembro de 1948). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1463). p. 645-646. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  2. «Caíde». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Novembro de 2014. 
  3. «Comboios Regionais > Linha do Douro» (PDF). Comboios de Portugal. 9 de Julho de 2017. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  5. REIS et al, 2006:233
  6. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 17 de Abril de 2013. 
  7. «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 18 de Abril de 2013. 
  8. «Há 50 anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 61 (1466). 16 de Janeiro de 1949. p. 112. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  9. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 4 de Março de 2018. 
  10. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 39 (933). 1 de Novembro de 1926. p. 321. Consultado em 27 de Setembro de 2011. 
  11. REIS et al, 2006:63
  12. «Direcção-Geral de Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1102). 16 de Novembro de 1933. p. 601-602. Consultado em 27 de Setembro de 2011. 
  13. «Concursos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1109). 1 de Março de 1934. p. 133-134. Consultado em 27 de Setembro de 2011. 
  14. «Notícias Ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1111). 1 de Abril de 1934. p. 190. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  15. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  16. «Caminhos de Ferro Nacionais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1138). 16 de Maio de 1935. p. 226. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  17. NONO, Carlos (1 de Junho de 1948). «Efemérides Ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 60 (1451). p. 329-330. Consultado em 12 de Julho de 2017. 
  18. MARTINS et al, 1996:159
  19. MARTINS et al, 1996:227
  20. MARTINS et al, 1996:167
  21. «Estação de comboios - Caíde». P & V Consult. Consultado em 29 de Outubro de 2010.. Arquivado do original em 8 de Junho de 2010 

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel de; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a estação de Caíde

Ligações externasEditar