Estação Ferroviária de Leça do Balio

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação de Leça do Balio)
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a estação encerrada na Linha de Leixões. Se procura o antigo apeadeiro na Linha de Leixões, veja Apeadeiro de Leça. Se procura a antiga estação no Ramal de Matosinhos, veja Estação Ferroviária de Leça.
Leça do Balio
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Estação de Leça do Balio, em 2012.
Coordenadas 41° 12′ 30,41″ N, 8° 37′ 46,46″ O
Concelho Matosinhos
Linha(s) Linha de Leixões (PK 13,053)
Coroa C5
Equipamentos Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Inauguração 18 de Setembro de 1938
Encerramento 1 de Fevereiro de 2011

A Estação Ferroviária de Leça do Balio é uma interface ferroviária encerrada da Linha de Leixões, que serve a freguesia de Leça do Balio, no Concelho de Matosinhos, em Portugal. Fez parte desde o princípio do troço entre Leixões e Contumil, que entrou ao serviço em 18 de Setembro de 1938.[1] Não é utilizada por serviços de passageiros desde o dia 1 de Fevereiro de 2011, data em que todos os serviços deste tipo foram suspensos na Linha de Leixões.[2]

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta estação tem acesso pela Avenida Dr. Ezequiel Campos, junto à localidade de Gondival, no concelho de Matosinhos.[3]

Descrição físicaEditar

Em 2010, apresentava duas vias de circulação, com 352 e 346 m de comprimento; as duas gares tinham ambas 70 m de extensão e 70 cm de altura.[4]

AzulejosEditar

A estação foi decorada com painéis de azulejos policromados retratando cenas de temática campestre.[5] O artista responsável foi Leopoldo Battistini, que utilizou azulejos e enquadramentos muito recortados no estilo barroco, produzidos pela Fábrica Constância.[6]

 
Comboio de contentores a passar por Leça do Balio, em Novembro de 2012.

HistóriaEditar

Planeamento e construçãoEditar

Em 1931, o empresário Waldemar Jara d'Orey conseguiu, por concurso público de 27 de Janeiro, a empreitada de construção da Linha de Cintura do Porto, incluindo a via férrea de Contumil e Leixões, e a construção de todas as estações e apeadeiros, incluindo a de Leça do Balio.[7] O conjunto desta estação incluía, entre outras infra-estruturas, as vias, vedações, as plataformas, a calçada à portuguesa, e uma estrada de acesso.[7] Também deveria ficar desde logo ligada à rede telefónica, para comunicar com as restantes estações da linha.[7] Em finais de 1933, estavam quase terminadas as obras de uma casa de pessoal em Leça do Balio.[7]

Na reunião de Janeiro de 1934 da Comissão Administrativa do Fundo Especial de Caminhos de Ferro, foi aprovada a instalação de painéis de azulejos nos exteriores das estações de Leça do Balio e de São Mamede de Infesta.[8]

Em 1937, o Ministério das Obras Públicas e Comunicações contratou com a empresa de José Maria dos Santos & Santos para a realização da empreitada n.º 9 da Linha de Cintura do Porto, correspondente à instalação de iluminação eléctrica em várias estações desta linha, incluindo a de Leça do Balio.[9]

Um diploma publicado pelo Ministério das Obras Públicas no Diário do Governo n.º 183, II Série, de 9 de Agosto de 1938, informou que já tinha sido recebido o auto de recepção definitiva da empreitada n.º 9 da Linha de Cintura do Porto, relativa à instalação da iluminação eléctrica em várias estações da linha, incluindo Leça do Balio, pela empresa José Maria dos Santos & Santos.[10]

Entrada ao serviçoEditar

O troço entre Contumil e Leixões foi aberto à exploração no dia 18 de Setembro de 1938.[1]

No XIII Concurso das Estações Floridas, organizado em 1954 pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e pela Repartição de Turismo do Secretariado Nacional de Informação, a estação de Leça do Balio recebeu um diploma de menção honrosa especial.[11]

Século XXIEditar

Todos os comboios de passageiros na Linha de Leixões foram suspensos pela operadora Comboios de Portugal no dia 1 de Fevereiro de 2011, devido à reduzida procura.[2]

CP Urbanos do Porto em 2009-2011

(Serv. ferr. suburb. de passageiros no Grande Porto)
Serviços:   Aveiro  Braga
  Caíde  Guimarães  Leixões


(b) Ferreiros 
   
 
   
 Braga (b)
(b) Mazagão 
       
 Guimarães (g)
(b) Aveleda 
       
 Covas (g)
(b) Tadim 
       
 Nespereira (g)
(b) Ruilhe 
       
 Vizela
(b) Arentim 
       
 Pereirinhas (g)
(b) Cou.Cambeses 
       
 Cuca (g)
(m)(b) Nine 
       
 Lordelo (g)
(m) Louro 
       
 Giesteira (g)
(m) Mouquim 
       
 Vila das Aves (g)
(m) Famalicão 
       
 Caniços (g)
(m) Barrimau 
       
 Santo Tirso (g)
(m) Esmeriz 
   
 
 
   
 Cabeda (d)
(m) Trofa 
         
 
 Suzão (d)
(m) Portela 
         
 
 Valongo (d)
(m) São Romão 
         
 
 S. Mart. Campo (d)
(m) São Frutuoso 
         
 
 Terronhas (d)
(m) Leandro 
         
 
 Trancoso (d)
(m) Travagem 
             
 Rec.-Sobreira (d)
(m)(d)(j) Ermesinde 
             
 
 Parada (d)
(j)(x) São Gemil 
 
 
 
 
 
 
 
 Palmilheira (m)
*(x) Hosp. S. João 
 
 
 
 
 
 
 Águas Santas (m)
(x) S. Ma. Infesta 
           
 Rio Tinto (m)
*(x) Arroteia 
           
 Contumil (m)(x)
Leça Balio 
             
 P.-Campanhã (n)(m)
*(x) Leixões 
     
 
     
 P.-São Bento (m)
(n) General Torres 
     
 
 Cête (d)
(n) Gaia 
 
 
   
 Irivo (d)
(n) Coimbrões 
       
 Oleiros (d)
(n) Madalena 
       
 Paredes (d)
(n) Valadares 
       
 Penafiel (d)
(n) Francelos 
       
 Bustelo (d)
(n) Miramar 
       
 Meinedo (d)
(n) Aguda 
       
 Caíde (d)
(n) Granja 
       
 Aveiro (n)
(n) Espinho 
       
 Cacia (n)
(n) Silvalde 
       
 Canelas (n)
(n) Paramos 
       
 Salreu (n)
(n) Esmoriz 
       
 Estarreja (n)
(n) Cortegaça 
       
 Avanca (n)
(n) Carv.-Maceda 
       
 Válega (n)
(n) Ovar 
       
 

2005-2009 [] 2011-2019

Linhas: d L.ª Dourog L.ª Guimarães
b L.ª Bragam L.ª Minhon L.ª Norte
j C.ª São Gemilx L.ª Leixões
(*) planeado Fonte: Página oficial, 2010.04

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b «Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 528-530. Consultado em 30 de Agosto de 2013 
  2. a b SIMÕES, Pedro (1 de Fevereiro de 2011). «Deixa de apitar o comboio fantasma». Jornal de Notícias. Consultado em 23 de Maio de 2011 
  3. «Leça do Balio - Linha de Leixões». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 9 de Novembro de 2018 
  4. «Directório da Rede 2011». Rede Ferroviária Nacional. 25 de Março de 2010. p. 69 
  5. MARTINS et al, 1996:40
  6. PEREIRA, 1995:418
  7. a b c d «Construções Ferroviárias: A Linha de Cintura do Porto» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1112). 16 de Abril de 1934. p. 215-217. Consultado em 30 de Agosto de 2013 
  8. «Direcção-Geral dos Caminhos de Ferro» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1107). 1 de Fevereiro de 1934. p. 99. Consultado em 2 de Janeiro de 2017 
  9. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1192). 16 de Agosto de 1937. p. 413-414. Consultado em 27 de Agosto de 2013 
  10. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 50 (1216). 16 de Agosto de 1938. p. 391-393. Consultado em 20 de Fevereiro de 2018 
  11. «XIII Concurso das Estações Floridas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 67 (1608). 16 de Dezembro de 1954. p. 365. Consultado em 2 de Janeiro de 2017 
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre a estação de Leça do Balio

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. III. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 

Ligações ExternasEditar



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