Estação Ferroviária de Massamá-Barcarena

estação ferroviária em Portugal
Disambig grey.svg Nota: Não confundir com a Estação Ferroviária de Monte Abraão, antes denominada de Queluz-Massamá.

A Estação Ferroviária de Massamá-Barcarena, anteriormente denominada de Tercena-Barcarena[3] e originalmente Apeadeiro de Barcarena, é uma interface da Linha de Sintra, servindo as freguesias de Massamá e Barcarena, no Distrito de Lisboa, em Portugal, tendo entrado ao serviço em 2 de Abril de 1887.[4]

Massamá-Barcarena
BSicon BAHN.svg
Vista geral da Estação Ferroviária de Massamá-Barcarena, em 2020.
Identificação:[1] 60137 MBA (Massamá-Barc)
Denominação: Apeadeiro de Massamá-Barcarena
Classificação: A (apeadeiro)[2]
Coordenadas:
38° 45′ 05,64″ N, 9° 17′ 02,94″ O
Concelho:
Linha(s): Linha de Sintra (PK 15,110)
Coroa: 2
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Ag.-Cacém
M.S.-Meleças
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Monte Abraão
Rossio
Ag.-Cacém
Sintra
   
    Monte Abraão
Oriente
Alverca

Conexões: 117 149 163
Serviço de táxis
Equipamentos: Parque de estacionamento Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Estação sem barreiras arquitectónicas Lavabos adaptados Pessoal de apoio na estação Lavabos Caixas Multibanco Bar ou cafetaria Zona Comercial Escadas rolantes Elevadores Estacionamento para bicicletas
Inauguração:
  • original: 2 de Abril de 1887 (há 133 anos)
  • modernização: 6 de Maio de 2013 (há 7 anos)
Website:

Fazendo parte da Linha de Sintra, está integrada na rede de comboios urbanos de Lisboa da operadora Comboios de Portugal. Foi profundamente modificada durante o projeto de modernização da Linha de Sintra, que incluiu a quadruplicação da via férrea, tendo a nova estação sido inaugurada pela Rede Ferroviária Nacional em 6 de Maio de 2013.[5]

DescriçãoEditar

LocalizaçãoEditar

Esta gare situa-se entre a Avenida da República e Rua Comendador Álvaro Vilela, em Tercena (Oeiras), e a Avenida 25 de Abril em Massamá (Sintra).[6][7] Inclui-se num troço da Linha de Sintra em que a ferrovia constitui a fronteira entre os dois concelhos.[8][9][10]

Vias de circulação e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com duas vias de circulação. A estação foi posteriormente expandida para quatro vias de circulação, devido a obras de modernização.[carece de fontes?]

Aspeto dos dois níveis da estação (átrio de acesso e plataformas) e do acesso em rampa do lado sul.
 
Abertura do concurso para o Apeadeiro de Barcarena, em 1894.

HistóriaEditar

Século XIXEditar

A estação de Massamá-Barcarena insere-se no lanço da Linha de Sintra entre Alcântara-Terra e Sintra, que entrou ao serviço no dia 2 de Abril de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[11] Esta interface era considerada de grande importância, uma vez que servia a Fábrica da Pólvora de Barcarena, motivo pelo qual a sua construção foi custeada pelo Ministério da Guerra.[12]

Em 1895, a via foi duplicada entre Campolide e Agualva-Cacém.[13]

Século XXEditar

Em 1934, a estação de Barcarena ficou em quinto lugar, no concurso de ajardinamento das estações da Linha de Sintra,[14] e em 1936 recebeu uma menção honrosa.[15]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Século XXIEditar

Após a abertura da inicialmente denominada estação de Queluz-Massamá, em 1995,[carece de fontes?] evidenciou-se o facto desta última localidade ser mais bem servida pela estação de Tercena-Barcarena; na sequência de uma campanha pela alteração dos nomes das estações, esta foi prometida para finais de 2004 pela Refer, operadora das instalações ferroviárias à época.[16]

Mudanças de nome em 2005[16]
nome anterior nome novo
Queluz-Massamá Monte Abraão
Tercena-Barcarena Massamá-Barcarena

ModernizaçãoEditar

Em Junho de 2007, estava planeada a realização de obras desde Novembro daquele ano até finais de 2011, relativas à quadruplicação da Linha de Sintra entre os quilómetros 13,750 e 18,200, e à remodelação das estações de Agualva-Cacém e Massamá-Barcarena.[17] No entanto, em Novembro de 2007, o início dos trabalhos já tinha sido atrasado para Janeiro de 2008, mantendo-se a previsão de Novembro de 2011 como fim das obras. A intervenção na estação de Massamá-Barcarena incluía a construção de uma passagem superior pedonal, um parque de estacionameno subterrâneo com dois pisos, uma nova interface para transportes públicos, um jardim infantil, e a reorganização, arranjo e repavimentação das ruas próximas da linha ferroviária e de acesso à nova estação. Todas estas obras iriam traduzir-se numa maior intermodalidade entre os meios de transportes, o aumento das condições de segurança, assim como a optimização do serviço prestado e a melhoria da acessibilidade a indivíduos portadores de deficiência motora.[18] Entretanto, em 17 de Setembro de 2007 a empresa adjudicou a construção da passagem pedonal à empresa MTR - Gestão, Consultadoria & Comércio, no valor de 248.989 Euros.[19] Aquela estrutura deveria ficar provisoriamente situada junto à entrada da estação, enquanto decorressem as obras de quadruplicação e de remodelação, e teria cerca de dois metros de largura e um vão de trinta metros de comprimento, ficando desde logo preparada para a quadruplicação da linha.[19] De forma a facilitar a utilização por parte dos utentes de mobilidade reduzida, o acesso deveria ser feito através de uma rampa do lado de Massamá, e de um elevador e escadas do lado de Tercena.[19]

Em Janeiro de 2010, a empresa Comboios de Portugal informou que iriam ocorrer perturbações na circulação dos comboios entre Monte Abraão e Sintra, devido às obras de quadruplicação do lanço entre Barcarena e Cacém.[20] Em 2011, ainda estava a decorrer a quadruplicação da linha férrea, e já tinha sido iniciada a construção da nova estação de Massamá Barcarena.[21] Ambas as obras foram financiadas por fundos comunitários.[21]

Em 2013, foi construído o parque de estacionamento da estação de Massamá - Barcarena, tendo originalmente capacidade para 585 viaturas ligeiras e 50 motorizadas.[22] Porém, apesar de pronta a funcionar, aquela estrutura permaneceu encerrada,[22] tendo em Maio de 2014 sido prevista a sua concessão pela Rede Ferroviária Nacional à Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra.[23] Porém, o edifício só passou a ser concessionado pela autarquia em Setembro de 2016, já pela empresa Infraestruturas de Portugal.[22] De forma a proceder à abertura daquele espaço, o município iniciou uma série de obras, incluindo a reestruturação do espaço para acomodar 552 viaturas ligeiras, 38 motorizadas e 36 bicicletas, a substituição ou a manutenção de vários equipamentos, a reorganização da circulação no seu interior, e a instalação de sinalética e de um sistema de video-vigilância.[22] O parque de estacionamento entrou ao serviço em 25 de Abril de 2017, numa cerimónia que contou com a presença do presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e de António Laranjo, presidente da empresa Infraestruturas de Portugal.[24]

Em Julho de 2019, a autarquia de Sintra informou que iria instalar câmaras de vigilância em cinco estações ferroviárias no concelho, incluindo em Massamá Barcarena, num investimento de cerca de três milhões de Euros.[25]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56 º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «UQE's 2300-2400 na antiga estação de Tercena-Barcarena -» 01 Fev 2008» 
  4. NONO, Carlos (1 de Abril de 1950). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 63 (1495). p. 71-72. Consultado em 15 de Setembro de 2014 
  5. «Inauguração da Estação de Agualva-Cacém». Rede Ferroviária Nacional. 6 de Maio de 2013. Consultado em 5 de Fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 9 de junho de 2013 
  6. «Massamá-Barcarena - Linha de Sintra». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 3 de Agosto de 2015 
  7. «Massamá-Barcarena». Comboios de Portugal. Consultado em 3 de Agosto de 2015 
  8. «Sistema de Informação Geográfica do Concelho de Sintra». sig2.cm-sintra.pt. Consultado em 18 de julho de 2020 
  9. «GeoPortal | Oeiras - Marca o Ritmo». geoportal.cm-oeiras.pt. Consultado em 18 de julho de 2020 
  10. «Visualizador DGT» 
  11. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 3 de Agosto de 2015 
  12. «Há Quarenta Anos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1166). 16 de Julho de 1936. p. 398. Consultado em 18 de Setembro de 2014 
  13. SETTAS, Alexandre (1 de Janeiro de 1939). «Evocando o passado: Notas sôbre uma época longíqua» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1225). p. 17-18. Consultado em 3 de Março de 2014 
  14. «O Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1116). 16 de Junho de 1934. p. 308-309. Consultado em 12 de Julho de 2010 
  15. «Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. p. 338. Consultado em 18 de Setembro de 2014 
  16. a b Fátima Campos; Nadir Fernandes: “Estações da CP da Linha de Sintra têm nomes desadequados : Existe em Monte Abraão uma estação da CP denominada Queluz-Massamá e em Massamá a estação tem o nome de Barcarena.Correio da Manhã (2004.08.27): Interpelação da Junta de Monte Abraão e resposta da Refer
  17. «Principais intervenções programadas». Directório da Rede 2007 1.ª Adenda. Rede Ferroviária Nacional. 26 de Junho de 2007. p. 93-116 
  18. «Principais intervenções programadas». Directório da Rede 2008. Rede Ferroviária Nacional. 15 de Novembro de 2007. p. 93-107 
  19. a b c «REFER avança com passagem pedonal em Massamá». Correio da Cidade. 19 de Setembro de 2007. Consultado em 25 de Julho de 2020 – via Blogspot 
  20. «Obras condicionam Linha de Sintra e alteram circulação de passageiros no Cacém». Público. 15 de Janeiro de 2010. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  21. a b «Câmara de Sintra rejeita privatização da linha ferroviária». Diário de Notícias. 23 de Fevereiro de 2011. Consultado em 23 de Julho de 2020 
  22. a b c d «Câmara de Sintra abre parque de estacionamento em Massamá-Barcarena». Diário de Notícias. 24 de Abril de 2017. Consultado em 25 de Julho de 2020 
  23. «Sintra prepara exploração de auto-silos das estações de Barcarena e do Cacém». Público. 27 de Maio de 2014. Consultado em 25 de Julho de 2020 
  24. «Autossilo da estação de Massamá/Barcarena gratuito durante obras da ciclovia». Diário de Notícias. 25 de Abril de 2017. Consultado em 25 de Julho de 2020 
  25. «Câmara de Sintra vai colocar videovigilância em cinco estações de comboio». Rádio Comercial. 15 de Julho de 2019. Consultado em 23 de Julho de 2020 

Ligações externasEditar

 
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