Estação Ferroviária de Paço de Arcos

estação ferroviária em Portugal
Paço de Arcos
BSicon BAHN.svg
Panorama da estação e envolvente.
Identificação[1] 69146 PAR (Paço Arcos)
Denominação Apeadeiro de Paço de Arcos
Classificação A (apeadeiro)
Coordenadas
38° 41′ 49,44″ N, 9° 17′ 27,6″ O
Concelho bandeiraOeiras
Linha(s) Linha de Cascais (PK 13,206)
Coroa 2
Serviços
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Caxias
Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de Cascais
  Santo Amaro
Oeiras
Cascais
Conexões 111 115 119 125 129 158 184
Equipamentos Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Caixas Multibanco Elevadores Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Sala de espera Telefones públicos Caixas de correio
Website
Relógio e plataformas: vista para nascente.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes, veja Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe, Estação Ferroviária de Darque ou Estação Ferroviária de Paços de Brandão.

A Estação Ferroviária de Paço de Arcos é uma estação da Linha de Cascais da rede de comboios suburbanos de Lisboa, situada em Paço de Arcos, no concelho de Oeiras, em Portugal.

DescriçãoEditar

 
Vista geral da Estação de Paço de Arcos, em 2009.

Esta interface tem acesso pelo Largo Leonor Faria Gomes, na localidade de Paço de Arcos.[2]

A estação dispõe de uma passagem pedonal sobre a linha ferroviária e de uma passagem subterrânea, que permitem aos utentes circular entre a zona de espera do sentido de Lisboa e a zona de espera do sentido de Cascais. Tal como as demais estações da linha, dispõe de dois sistemas de vendas de bilhetes: atendimento humano e máquina automática.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha de Cascais

Em 1870, o engenheiro M. A. Thomé de Gamond propôs a construção de uma via férrea de Lisboa a Colares, que seguia a orla costeira até Cascais, servindo várias localidades pelo caminho, incluindo Paço de Arcos.[3] Este projecto não chegou a avançar, mas a ideia de construir um caminho de ferro costeiro foi retomada com a Linha de Cascais.[3] Assim, o troço entre Pedrouços e Cascais, onde a estação de Paço de Arcos se encontra, entrou ao serviço pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 30 de Setembro de 1889.[4]

 
A central elétrica de Paço d’Arcos em 1941.

Desde o princípio, a estação de Paço de Arcos foi uma das mais movimentadas na Linha de Cascais.[5]

Em 1933, a Sociedade Estoril realizou trabalhos de conservação no edifício desta estação.[6]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Na Década de 1990, o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa iniciou um programa de intervenções na Linha de Cascais, destinado a melhorar as suas condições de operação e de segurança; entre os projectos considerados prioritários, estava o Plano Integrado de Paço de Arcos, que visava a remodelação da estação.[7] Em 2001, terminou a construção do novo edifício de passageiros desta estação, obra esta que estava integrada no Projecto Linha de Sintra, da Rede Ferroviária Nacional.[8]

Entre 2004 e 2015 funcionou o sistema de transporte hectométrico SATUOeiras, a cuja estação Navegantes (terminal sul) a Estação de Paço d’Arcos se encontrava conectada para transbordo de passageiros, ainda que sem integração da bilhética.

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56 º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. «Paço de Arcos». Comboios de Portugal. Consultado em 25 de Novembro de 2014 
  3. a b MARTINS et al, p. 29
  4. TORRES, Carlos (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682): 61-64. Consultado em 15 de Setembro de 2016 
  5. COLAÇO e ARCHER, p. 35
  6. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106): 49-52. 16 de Janeiro de 1934. Consultado em 15 de Setembro de 2016 
  7. MARTINS et al, p. 217-218
  8. «Relatório e Contas 2001». Rede Ferroviária Nacional. 2002: 18-19 

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • COLAÇO, Branca; ARCHER, Maria (1999). Memórias da Linha de Cascais. Cascais: Câmaras Municipais de Cascais e Oeiras. 370 páginas. ISBN 972-637-066-3 
 
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Ligações externasEditar

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