Estação Ferroviária do Lavradio

estação ferroviária em Portugal

A estação ferroviária do Lavradio é uma interface da Linha do Alentejo, que serve a localidade de Lavradio, no Concelho do Barreiro, em Portugal. Foi a estação-entroncamento do Ramal do Seixal, que funcionou entre 1923 e 1969.[3]

Lavradio
BSicon BAHN.svg
Edifício da estação em 2020: Ao contrário das estaçãoes de Alhos Vedros e Moita, no Lavradio o edifício anterior foi conservado aquando da modernização de 2009.
Identificação:[1] 95042 LAV (Lavradio)
Denominação: Estação Satélite de Lavradio
Classificação: ES (estação satélite)[2]
Coordenadas:
38° 39′ 42,65″ N, 9° 03′ 30,49″ O
Concelho: bandeiraBarreiro
Linha(s):
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
B.xa Banheira
Direção Pr. Sado-A
  CP Lisboa
Linha do Sado
  Barreiro-A
Direção Barreiro

Conexões: 060  14   15 
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Parque de estacionamento Elevador Acesso para pessoas de mobilidade reduzida
Website:
Automotora da série 2240 em serviço suburbano, passando no Lavradio em 2020.
Disambig grey.svg Nota: Para outras interfaces ferroviárias com nomes semelhantes ou relacionados, veja Estação Ferroviária de Lavre.

DescriçãoEditar

 
Visão geral da estação em 2020.

ServiçosEditar

Esta estação é utilizada por serviços urbanos da Linha do Sado, assegurados pela operadora Comboios de Portugal.[4]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com três vias de circulação, com 312, 298 e 310 m de comprimento; as plataformas tinham todas 114 m de extensão, e 90 cm de altura.[5]

Localização e acessosEditar

O acesso a esta interface realiza-se pela Rua José Gomes Ferreira, na localidade de Lavradio.[6]

 
Anúncio de 1873 do Caminho de Ferro do Sueste, para comboios especiais a preços reduzidos de Lisboa e Setúbal até à Moita, para uma tourada. A estação do Lavradio foi uma das contempladas por esta promoção.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha do Alentejo

A estação do Lavradio faz parte do lanço da Linha do Alentejo entre o Barreiro e Bombel, que entrou ao serviço em 15 de Junho de 1857, pela Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo.[7] Esta linha entrou para a posse do estado em 7 de Agosto de 1861, foi entregue à Companhia dos Caminhos de Ferro do Sueste em 21 de Abril de 1864, e novamente nacionalizada em 12 de Março de 1869.[8] A introdução do caminho de ferro trouxe um grande desenvolvimento à vila do Lavradio, tornando-a num centro comercial e industrial.[9]

No dia 29 de Julho de 1923, o Ramal do Seixal foi aberto à exploração pública, ligando o Lavradio ao Seixal.[3] Este ramal foi oficialmente desclassificado em 27 de Março de 1969.[3]

Uma portaria de 1926 aprovou o plano e o orçamento para a ampliação da estação do Lavradio.[10] Em 11 de Maio de 1927, os Caminhos de Ferro do Estado passaram a ser explorados pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.[11] Após a integração, a Companhia iniciou um programa de remodelação das antigas linhas do estado, incluindo a renovação da via férrea ascendente entre Lavradio e o Pinhal Novo, iniciada ainda em 1927, e obras de reparação na estação de Lavradio[12], que foram executadas em 1934.[13]

Em 15 de agosto de 1932, foi concluída a segunda via entre Lavradio e o Pinhal Novo.[14][15] Em 21 de Julho de 1935, foi inaugurada uma variante entre o Barreiro e o Lavradio.[16] Em Agosto, a estação do Lavradio estava em obras de ampliação, tendo já sido construídas novas gares para servir a via dupla, e estando quase concluídos os novos cais, um poço e um armazém de mercadorias.[16] Estes trabalhos foram feitos pelo Serviço de Conservação (Via e Obras) da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, e dirigidos pelo engenheiro Jaime Jacinto Galo, chefe da 4.ª Circunscrição de Via e Obras, e por Luís Cavaleiro, chefe da 11.ª secção do mesmo serviço.[16] As obras de duplicação entre o Barreiro e o Lavradio iniciaram-se em 7 de Fevereiro[16], e foram concluídas ainda esse ano.[17]

Num edital publicado no Diário do Governo n.º 31, III Série, de 7 de Fevereiro de 1955, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses informou que tinha pedido autorização para criar uma carreira de autocarros entre Évora e a Estação do Barreiro, servindo várias localidades pelo percurso, incluindo Lavradio.[18]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06
 
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Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. a b c REIS et al, 2006: 255, 271
  4. «Comboios Urbanos > Lisboa - Praias do Sado A / Barreiro» (PDF). Comboios de Portugal. 11 de Setembro de 2016. Consultado em 20 de Agosto de 2017 
  5. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  6. «Lavradio». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Novembro de 2014 
  7. SANTOS, 1995:108
  8. MARTINS et al, 1996:242-244
  9. «Lavradio e os seus vinhos» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 62 (1475). 1 de Junho de 1949. p. 366. Consultado em 6 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 39 (931). 1 de Outubro de 1926. p. 304. Consultado em 13 de Dezembro de 2011 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  11. REIS et al, 2006:63
  12. «Rêde do Sul e Sueste» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1127). 1 de Dezembro de 1934. p. 593-594. Consultado em 6 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  13. «O que se fez nos Caminhos de Ferro Portugueses, durante o ano de 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1130). 16 de Janeiro de 1935. p. 50-51. Consultado em 6 de Janeiro de 2016 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  14. MARTINS et al, 1996:258
  15. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 46 (1081). 1 de Janeiro de 1933. p. 10-14. Consultado em 29 de Outubro de 2020 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  16. a b c d «Importantes melhoramentos ferroviários em Barreiro, Lavradio e na Linha do Sado» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1144). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 16 de Agosto de 1935. p. 350. Consultado em 6 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  17. «Os nossos Caminhos de Ferro em 1935» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 48 (1154). 16 de Janeiro de 1936. p. 52-55. Consultado em 6 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  18. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 67 (1612). 16 de Fevereiro de 1955. p. 461-462. Consultado em 6 de Janeiro de 2017 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SANTOS, Luís Filipe Rosa (1995). Os Acessos a Faro e aos Concelhos Limítrofes na Segunda Metade do Séc. XIX. Faro: Câmara Municipal de Faro. 213 páginas 

Ligações externasEditar

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