Estação Ferroviária de Malveira

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária de Malveira é uma interface da Linha do Oeste, que serve a vila da Malveira, no concelho de Mafra, em Portugal.

Malveira
BSicon BAHN.svg
Estação de Malveira, em 2010
Identificação:[1] 62224 MAL (Malveira)
Denominação: Estação de Malveira
Classificação: E (estação)[2]
Coordenadas:

38° 55′ 43,52″ N, 9° 15′ 26,34″ O

Concelho: bandeiraMafra
Linha(s): Linha do Oeste (PK 38,367)
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Jerumelo
Leiria
Fig. Foz
  CP Regional
Linha do Oeste
  Mafra
Lisboa S.Ap.
Jerumelo
T. Vedras
C. Rainha
    Mafra
M.S.-Meleças

Conexões:
Ligação a autocarros200 226 231 238 239 340 701 702
Serviço de táxis
Equipamentos: Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Sala de espera Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos
Website:
Jardim da estação de Malveira, em 2006.

CaracterizaçãoEditar

Localização e acessosEditar

Situa-se na localidade de Malveira, com acesso pela Avenida José Franco Canas.[3]

Descrição físicaEditar

Em Janeiro de 2011, contava com duas vias de circulação, com 387 e 380 m de comprimento; as plataformas tinham 154 e 127 m de extensão, apresentando ambas 70 cm de altura.[4]

 
Automotora 0463 com destino às Caldas da Rainha, na Estação da Malveira.

ServiçosEditar

O apeadeiro é servido por todos os comboios do tramo sul da Linha do Oeste, todos eles de tipologia regional. É servida por oito comboios diários por sentido, três dos quais com início em Lisboa - Santa Apolónia e término em Leiria (vice-versa). O primeiro comboio em sentido Lisboa inicia em Torres Vedras, bem como aí termina o último no sentido Figueira da Foz.[5]

 
Aspeto exterior do edifício da Estação de Malveira, em 2020.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: Linha do Oeste § História

Esta interface situa-se no troço entre Agualva-Cacém e Torres Vedras, que foi aberto à exploração pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses em 21 de Maio de 1887.[6]

Em 11 de Maio de 1889, foi pedida a concessão de uma linha no sistema americano a partir da Estação de Malveira, que seria parte do projectado Caminho de Ferro de Lisboa a Tôrres, a Mafra e à Ericeira.[7]

Em 1913, existiam carreiras de diligências entre a estação de Malveira e as povoações de Vila Franca do Rosário, Gradil, Barras, Turcifal, Freixoeira e Carrascal.[8]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Nas décadas de 1980 e 1990, foi planeado um grande programa de expansão e modernização da rede ferroviária suburbana de Lisboa, tendo um dos objectivos sido a construção de corredores nos sentidos de Loures e da Malveira.[9]

Nos finais da década de 2010 foi finalmente aprovada a modernização e eletrificação da Linha do Oeste; no âmbito do projeto de 2018 para o troço a sul das Caldas da Rainha, a Estação da Malveira irá ser alvo de remodelação a nível das plataformas e respetivo equipamento, sendo parte de um dos dois segmentos de a duplicar (Desvio Ativo 2: PKs 38+076 a 44+302); serão igualmente construídas duas passagens desniveladas nas imediações de estação: a passagem superior de Malveira Norte (ao PK 38+874), que substituirá a existente (ao PK 38+896, na EN116/EN8), e a passagem inferior de Malveira Norte (sic!, ao PK 39+811), que permitirá eliminar uma passagem de nível (ao PK 40+060, num gaveto à Rua da Cerâmica, na Venda do Pinheiro); manter-se-á porém uma outra passagem de nível próxima (ao PK 37+645), servindo a Rua do Apeadeiro, apesar desta obra visar, i.a., a quase eliminação deste tipo de atravessamento.[10]

Ver tambémEditar

Referências

  1. (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
  2. Instrução de exploração técnica nº 2 : Índice dos textos regulamentares em vigor. IMTT, 2012.11.06
  3. «Malveira - Linha do Oeste». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 30 de Novembro de 2016 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  5. «COMBOIOS REGIONAIS > Linha do Oeste. Horários» (PDF). Comboios de Portugal. 24 de junho de 2017 
  6. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 11 de Maio de 2014 
  7. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1225). 1 de Janeiro de 1939. p. 43-48. Consultado em 11 de Maio de 2014 
  8. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 27 de Fevereiro de 2018 
  9. MARTINS et al, 1996:214
  10. ELABORAÇÃO DO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DA LINHA DO OESTE – TROÇO MIRA SINTRA / MELEÇAS – CALDAS DA RAINHA, ENTRE OS KM 20+320 E 107+740 (PDF). Volume 00 – Projeto Geral. [S.l.: s.n.] 

BibliografiaEditar

  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
 
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Ligações externasEditar

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