Estação Ferroviária de Amadora

estação ferroviária em Portugal

A Estação Ferroviária da Amadora, originalmente denominada da Porcalhota, é uma interface da Linha de Sintra, que serve a localidade de Amadora, no Distrito de Lisboa, em Portugal.

Amadora
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Vista remota da estação da Amadora.
Coordenadas:
38° 45′ 35,53″ N, 9° 14′ 09,79″ O
Concelho: bandeiraAmadora
Linha(s): Linha de Sintra (PK 10,010)
Coroa: 1
Serviços:
Estação anterior Comboios de Portugal Comboios de Portugal Estação seguinte
Queluz-Belas
M.S.-Meleças
  CP Lisboa
Linha de Sintra
  Reboleira
Rossio
Queluz-Belas
Sintra
   
    Reboleira
Oriente
Alverca

Conexões:  20   26  101 104 105 106 107 113 114 118 132 133 134 135 136 137 143 144 154 155 163 186 189
Equipamentos: Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos Telefones públicos Caixas Multibanco Parque de estacionamento
Inauguração:
  • estação original: 16 de Abril de 1888 (há 132 anos)
  • novo nome: 1 de Fevereiro de 1908 (há 112 anos)
  • novo edifício: Maio de 1993 (há 27 anos)
Website:
Vias da Linha de Sintra em 2005, com a estação da Amadora ao fundo.
Aspeto da estação em meados do séc XX, ainda com apenas duas vias.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

A estação situa-se na localidade de Amadora, com acesso pelas avenidas Gago Coutinho[1] e Cardoso Lopes.[carece de fontes?]

Vias e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, esta interface contava com quatro vias de circulação, com comprimentos entre os 215 e 245 m; as plataformas tinham todas 220 m de extensão e 90 cm de altura.[2]

 
Aviso de 1900, onde esta estação aparece com o nome original: "Porcalhota".

HistóriaEditar

InauguraçãoEditar

A Linha de Sintra entrou ao serviço em 2 de Abril de 1887, pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.[3] No entanto, esta estação não fazia parte originalmente da linha, tendo sido aberta à exploração apenas em 16 de Abril de 1888, de forma provisória e com o nome Porcalhota, contando somente com serviços de mercadorias.[4] A estação foi edificada na Quinta da Amadora, algo distante da Porcalhota.[5] Esta havia sido um centro viário importante, com uma estação do efémero Larmanjat, casas de pasto, e ponto de paragem de diligências e veículos afins, situado na bifurcação das estradas reais que aqui se separavam em direcção a Sintra e a Mafra, oriundas de Lisboa.[5]

Século XXEditar

A existência da estação trouxe à localidade novos habitantes, principalmente lisboetas abastados que se fixaram em moradias no seu entorno[5] e desenvolveram a indústria e o parque habitacional locais. Foi entre esta nova camada social que surgiu o movimento de alteração do nome da localidade de "Porcalhota" para "Amadora", influenciado i.a. pela localização da estação: Eduardo Ferreira do Amaral encabeça uma petição neste sentido dirigida a D. Carlos e datada de 10 de Julho de 1907; a 1 de Fevereiro do ano seguinte era substituída a placa onomástica da estação.[5]

 
Passagem de nível junto à estação de Amadora, circula a locomotiva n.º 075.
 
A estação da Amadora, antes da demolição em 1991.

Em 1934, esta interface obteve o 6.º lugar num concurso de ajardinamento da Linha de Sintra, em conjunto com a Estação Ferroviária das Mercês.[6] No concurso de 1936, foi premiada com uma menção honrosa.[7] Em 1940, a C. P. organizou vários comboios especiais entre Queluz e Belém para a Exposição do Mundo Português, que tinham paragem na Amadora.[8] Nesse ano, a estação da Amadora era a que fornecia um maior número de passageiros à Linha de Sintra.[9]

Na Gazeta dos Caminhos de Ferro de 16 de Outubro de 1956, foi publicada uma nota de imprensa do presidente do Conselho de Administração da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, Mário de Figueiredo, onde informou que devido a problemas com a entrega do material circulante, não seria possível fazer a inauguração da tracção eléctrica no dia 28 de Outubro, como estava planeado, e explicou como seria feita a organização dos serviços de passageiros após a electrificação da Linha de Sintra: unidades triplas fariam os comboios rápidos até Sintra, que só teriam paragens além do Cacém, completando o percurso em 29 minutos, enquanto que os omnibus, feito pelas mesmas unidades, contavam com paragens intermédias e teriam uma duração de 38 a 42 minutos.[10] Seriam também criados comboios rápidos até à Amadora e Queluz, e seriam mantidos os outros serviços mais lentos e com mais paragens.[10] Em 28 de Abril de 1957, foi inaugurada a tracção eléctrica na Linha de Sintra. [11]

CP-USGL + CP-Reg + Soflusa + Fertagus
(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Cascais (CP)  Sintra (CP)  Azambuja (CP)
  Sado (CP+Soflusa)  CP Regional (R+IR)  Fertagus
 
             
 
(n) Azambuja 
               
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
               
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
             
 Setúbal (u)
**(n) Carregado 
     
 
 
     
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
             
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 
 
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
             
 Penteado (a)
(n) Alverca 
               
 Moita (a)
(n) Póvoa 
               
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
               
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
               
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
               
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
               
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
           
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
         
 
 
 Terreiro do Paço (a)
 
 
 
 
 
 
 
 
 Penalva (u)
(n)(ẍ) Santa Apolónia 
 
 
 
 
 
       
 Coina (u)
(z) Marvila 
 
         
 Fogueteiro (u)
(z) Roma-Areeiro 
           
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
           
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
           
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
             
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
             
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
             
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
               
 Belém (c)
(s) Queluz-Belas 
               
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
               
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
               
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
               
 Paço de Arcos (c)
 
 
 
         
 Santo Amaro (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
               
 Rio de Mouro (s)
(s) Mercês 
             
 Oeiras (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
             
 Carcavelos (c)
(s) Portela de Sintra 
             
 Parede (c)
(s) Sintra 
             
 São Pedro Estoril (c)
(o) Telhal 
           
 São João Estoril (c)
(o) Sabugo 
           
 Estoril (c)
(o) Pedra Furada 
           
 Monte Estoril (c)
(o) Mafra 
           
 Cascais (c)
(o) Malveira 
   
 
   
 Jerumelo (o)**

2015-2019 []

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaiss L.ª Sintra C.ª X.
n L.ª Norteo L.ª Oestez L.ª Cinturau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A   (**)   continua além z. tarif. Lisboa

Fonte: Página oficial, 2020.06

Em 1993, estavam previstas várias obras de remodelação nesta interface, no âmbito de um projecto de modernização do material circulante e infra-estruturas ferroviárias da operadora Caminhos de Ferro Portugueses.[12] Em Maio do mesmo ano, foram concluídas as obras do novo edifício desta estação.[13]

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Amadora». Comboios de Portugal. Consultado em 12 de Novembro de 2014 
  2. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  3. TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 20 de Maio de 2015 
  4. NONO, Carlos (1 de Abril de 1949). «Efemérides ferroviárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1471). p. 71-72. Consultado em 16 de Setembro de 2014 
  5. a b c d (anónimo): “O nascimento de uma Cidade, a Amadora no final do séc. XIX, início séc. XX : Caminho de FerroArqa - Ass. Arq. Amadora
  6. «O Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1116). 16 de Junho de 1934. p. 308-309. Consultado em 23 de Agosto de 2010 
  7. «Ajardinamento da Linha de Sintra» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1164). 16 de Junho de 1936. p. 338. Consultado em 27 de Fevereiro de 2013 
  8. «Horário dos combóios especiais para a Exposição» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 623. Consultado em 31 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  9. «A Amadora: pela sua importância comercial e industrial pode equiparar-se ás mais florescentes vilas do país» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 52 (1266). 16 de Setembro de 1940. p. 650. Consultado em 31 de Janeiro de 2020 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  10. a b «Programa das manifestações centenárias» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). 16 de Outubro de 1956. p. 541-542. Consultado em 8 de Outubro de 2017 
  11. REIS et al, p. 124
  12. BRAZÂO, Carlos (1993). «Nuevas unidades eléctricas». Maquetren (em espanhol). 2 (16). Madrid: Resistor, S. A. p. 29 
  13. «Amadora - Linha de Sintra». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 23 de Julho de 2015 

BibliografiaEditar

  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
 
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Ligações externasEditar