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Estação Ferroviária de Cascais

estação ferroviária em Portugal
(Redirecionado de Estação de Cascais)
Cascais Logos IP.png
Estação de Cascais, em Agosto de 2016.
Inauguração 30 de Setembro de 1889
Linha(s) Linha de Cascais (PK 25,450)
Coordenadas 38° 42′ 02,78″ N, 9° 25′ 06,39″ O
Concelho Cascais
Serviços Ferroviários Urbano
Horários em tempo real
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Caixas Multibanco Parque de estacionamento Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Restaurante Sala de espera Telefones públicos

A Estação Ferroviária de Cascais, originalmente conhecida como Cascaes, é a estação terminal da Linha de Cascais, que serve a vila de Cascais, no Distrito de Lisboa, em Portugal. Foi inaugurada em 30 de Setembro de 1889.[1]

Estação de Cascais, em 2016.

DescriçãoEditar

Localização e acessosEditar

Esta interface situa-se junto ao Largo da Estação, na localidade de Cascais.[2]

Vias de circulação e plataformasEditar

Em Janeiro de 2011, contava com 5 vias de circulação, que apresentavam 87 a 124 m de comprimento; as plataformas tinham todas 110 cm de altura, e tinham 106 a 142 m de extensão.[3]

ServiçosEditar

Transporte ferroviárioEditar

Urbanos de LisboaEditar

    CP Urbanos de Lisboa
 
Cais do Sodré ↔ Cascais

Padrão de serviços de comboioEditar

Estação anterior   Comboios de Portugal Estação seguinte
Monte Estoril
Direção Cais do Sodré
  CP Lisboa
Linha de cascais
  Terminal

Transportes urbanosEditar

  ScotturbEditar

 
Anúncio de 1902, onde esta estação surge com a denominação primitiva, Cascaes.

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História da Linha de Cascais

Antecedentes e inauguraçãoEditar

A primeira iniciativa para trazer o caminho de ferro a Cascais foi lançada em 1870 pelo engenheiro M. A. Thomé de Gamond, que propôs a construção de uma linha de Lisboa a Colares, passando por Cascais, Alcabideche e Sintra.[4] Embora este projecto tivesse falhado, fundou as bases para a futura linha de Lisboa a Cascais, que deveria acompanhar a orla costeira.[4]

Em 23 de Fevereiro de 1871, um decreto autorizou a construção de uma linha no sistema americano entre Lisboa e Cascais, concessão que foi passada para a Companhia de Carris de Ferro de Lisboa por um decreto de 21 de Novembro de 1872.[5] No entanto, a linha apenas foi construída até Algés, tendo a concessão sido anulada em 10 de Março de 1884 por não ter sido totalmente construída até Cascais no período determinado.[5] Entretanto, em 29 de Agosto de 1871, o Duque de Saldanha foi autorizado a prolongar a sua rede ferroviária, no sistema Larmanjat, até Belém e Cascais,[6] projecto não não chegou sequer a ser iniciado.[7] Pouco depois, a Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses começou a manifestar a intenção de construir várias linhas de carácter suburbano em Lisboa, incluindo uma linha de Cascais à Estação de Santa Apolónia,[5] tendo a empresa sido autorizada a construir esta linha por um alvará de 9 de Abril de 1887.[8] Em Junho de 1888 já estava em construção a linha de Alcântara a Cascais,[4] e o primeiro lanço do Ramal de Cascais, entre Cascais e Pedrouços, entrou ao serviço em 30 de Setembro de 1889.[1][8]

A linha foi concluída com a chegada ao Cais do Sodré em 4 de Setembro de 1895,[9] não tendo chegado a ser completada até Santa Apolónia, devido a vários problemas técnicos, e aos receios que a passagem do caminho de ferro danificasse a estética da Praça do Comércio.[4]

 
Posto de comando da sinalização, na estação de Cascais.

Século XXEditar

Em 7 de Agosto de 1908, a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses subarrendou a exploração da Linha de Cascais à Sociedade Estoril,[10] que em 15 de Agosto de 1926 inaugurou a tracção eléctrica na Linha de Cascais.[11]

Em 1934, a Sociedade Estoril realizou obras de reparação geral nesta estação.[12]

Em 1944, a locomotiva 070 da CP foi montada nas Oficinas Gerais de Santa Apolónia, tendo sido depois reparada e conservada nas oficinas de Cascais.[13]

Em 13 de Dezembro de 1976, terminou o contrato de arrendamento com a Sociedade Estoril,[14] voltando a Linha de Cascais a ser explorada directamente pela CP a partir de Janeiro de 1977.[15][16]

Nas Décadas de 1980 e 1990, o Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa, em conjunto com a operadora Caminhos de Ferro Portugueses, iniciou um grande programa de desenvolvimento da rede ferroviária suburbana da capital, que incluiu a instalação de via férrea na Ponte 25 de Abril, e modernização das linhas, incluindo a de Cascais.[17] Neste caso, planeou-se a introdução de novo material circulante, a instalação de novos sistemas de sinalização, e a renovação de várias estações, como a de Cascais.[17]

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
(z) Alcântara-Terra 
 
 
   
 Alcântara-Mar (c)
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b REIS et al, 2006:38
  2. «Cascais». Comboios de Portugal. Consultado em 15 de Novembro de 2014 
  3. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  4. a b c d MARTINS et al, 1996:29
  5. a b c SOUSA, José Fernando de (16 de Abril de 1940). «O prolongamento da Linha de Carris de Ferro do Dáfundo» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 52 (1256). p. 247-248. Consultado em 10 de Junho de 2017 
  6. MARTINS et al, 1996:245
  7. COLAÇO et al, p. 21
  8. a b TORRES, Carlos Manitto (16 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1682). p. 61-64. Consultado em 8 de Junho de 2017 
  9. MARTINS et al, 1996:251
  10. MARTINS et al, 1996:252
  11. MARTINS et al, 1996:99
  12. «O que se fez nos caminhos de ferro em Portugal, em 1934» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1129). 1 de Janeiro de 1935. p. 27-29. Consultado em 16 de Fevereiro de 2013 
  13. MARTINS et al, 1996:88
  14. MARTINS et al, 1996:279
  15. REIS et al, 2006:62,151
  16. MARTINS et al, 1996:64
  17. a b MARTINS et al, 1996:214-219

BibliografiaEditar

  • COLAÇO, Branca; ARCHER, Maria (1999). Memórias da Linha de Cascais. Cascais: Câmaras Municipais de Cascais e Oeiras. 370 páginas. ISBN 972-637-066-3 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado. O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 

Leitura recomendadaEditar

  • ANTUNES, J. A. Aranha; et al. (2010). 1910-2010: o caminho de ferro em Portugal. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e REFER - Rede Ferroviária Nacional. 233 páginas. ISBN 978-989-97035-0-6 
  • CERVEIRA, Augusto; CASTRO, Francisco Almeida e (2006). Material e tracção: os caminhos de ferro portugueses nos anos 1940-70. Col: Para a História do Caminho de Ferro em Portugal. 5. Lisboa: CP-Comboios de Portugal. 270 páginas. ISBN 989-95182-0-4 
  • VILLAS-BOAS, Alfredo Vieira Peixoto de (2010) [1905]. Caminhos de Ferro Portuguezes. Lisboa e Valladollid: Livraria Clássica Editora e Editorial Maxtor. 583 páginas. ISBN 8497618556 
  • SALGUEIRO, Ângela (2008). A Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses: 1859-1891. Lisboa: Univ. Nova de Lisboa. 145 páginas 

Ligações externasEditar