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Transtejo & Soflusa

(Redirecionado de Transtejo)
Ferry da Transtejo
Catamarã São Julião

A Transtejo e a Soflusa são duas empresas que operam o serviço de ferry na Região de Lisboa. Têm barcos do tipo catamarã, ferry-boat e cacilheiro construídos em Portugal, Australia, Alemanha, Reino Unido e Noruega.

Em 2013, foi anunciado que o grupo Transtejo seria fundido operacionalmente com as empresas Metropolitano de Lisboa e Carris[1], processo que ficou concluído no início de 2015, com a criação da marca Transportes de Lisboa.[2] A fusão foi anulada pelo XXI Governo Constitucional em 1 de janeiro de 2017 e as empresas voltaram a ser autónomas do ponto de vista da gestão.[3]

Índice

HistóriaEditar

TranstejoEditar

A Transtejo foi fundada em 17 de dezembro de 1975 [4], em consequência de profundas alterações políticas no país. O governo determinou a nacionalização e fusão de cinco sociedades que então exploravam as cinco carreiras fluviais do rio Tejo, ligando Lisboa a diversas localidades da Margem Sul:

  • Sociedade Marítima de Transportes, Lda.;
  • Empresa de Transportes Tejo, Lda.;
  • Sociedade Nacional Motonaves, Lda.;
  • Sociedade Jerónimo Rodrigues Durão, Herd, Lda.;
  • Sociedade Damásio, Vasques e Santos, Lda..

Foi com base no Decreto-Lei Nº 701-D/75 de 17 de Dezembro, que ocorreu a fundação da Transtejo EP, indo ao encontro da necessidade de reestruturação e coordenação da actividade dos operadores fluviais do Tejo, assegurando o seu regular funcionamento.

Em 1992 foi tornada uma sociedade anónima, pelo Decreto-Lei 150/92, de 21 de Julho, passando a denominar-se Transtejo SA. A totalidade do seu capital social é detida directamente pelo Estado Português[4].

SoflusaEditar

CP-USGL + Soflusa + Fertagus

(Serviços ferroviários suburbanos de passageiros na Grande Lisboa)
Serviços:   Sado (CP+Soflusa)  Sintra (CP)
  Fertagus  Azambuja (CP)  Cascais (CP)


(n) Azambuja 
   
 
   
 Praias do Sado-A (u)
(n) Espadanal da Azambuja 
   
 
   
 Praça do Quebedo (u)
(n) Vila Nova da Rainha 
   
 
   
 Setúbal (u)
(n) Carregado 
   
 
   
 Palmela (u)
(n) Castanheira do Ribatejo 
       
 Venda do Alcaide (u)
(n) Vila Franca de Xira 
       
 Pinhal Novo (u)(a)
(n) Alhandra 
       
 Penteado (a)
(n) Alverca 
         
 Moita (a)
(n) Póvoa 
         
 Alhos Vedros (a)
(n) Santa Iria 
         
 Baixa da Banheira (a)
(n) Bobadela 
         
 Lavradio (a)
(n) Sacavém 
         
 Barreiro-A (a)
(n) Moscavide 
         
 Barreiro (a)
(n) Oriente 
       
 (Soflusa)
(n)(z) Braço de Prata 
       
 Terreiro do Paço (a)
(n) Santa Apolónia 
       
 Penalva (u)
(z) Marvila 
       
 Coina (u)
 
       
 Fogueteiro (u)
(z) Roma - Areeiro 
       
 Foros de Amora (u)
(z) Entrecampos 
       
 Corroios (u)
(z)(7) Sete Rios 
       
 Pragal (u)
 
 
 
 
 
 Campolide (z)(s)(u)*
(s) Benfica 
         
 Rossio (s)
(s) Santa Cruz-Damaia 
         
 Cais do Sodré (c)
(s) Reboleira 
         
 Santos (c)
**(z) Alcântara - Terra 
 
 
 
 
 Alcântara - Mar (c)**
(s) Amadora 
           
 Belém (c)
(s) Queluz - Belas 
           
 Algés (c)
(s) Monte Abraão 
           
 Cruz Quebrada (c)
(s) Massamá-Barcarena 
           
 Caxias (c)
(s)(o) Agualva-Cacém 
           
 Paço de Arcos (c)
(o) Mira Sintra-Meleças 
 
     
 Santo Amaro (c)
(s) Rio de Mouro 
       
 Oeiras (c)
(s) Mercês 
       
 Carcavelos (c)
(s) Algueirão - Mem Martins 
       
 Parede (c)
(s) Portela de Sintra 
       
 São Pedro Estoril (c)
(s) Sintra 
       
 São João Estoril (c)
 
       
 Estoril (c)
(c) Cascais 
       
 Monte Estoril (c)

Linhas: a L.ª Alentejoc L.ª Cascaisz L.ª Cintura
n L.ª Norteo L.ª Oestes L.ª Sintrau L.ª Sul7 C.ª 7 R.
(*) vd. Campolide-A (**) vd. Pass. Sup. Alcântara

Fonte: Página oficial, 2018.11
(nomes das estações de acordo com a fonte)

A travessia entre Lisboa - Estação do Sul e Sueste e o Barreiro não foi detida na Transtejo por pertencer ao sector fluvial da CP que detinha a exploração desta ligação fluvial, articulando desse modo a rede ferroviária a Norte e a Sul do estuário do Tejo.

No dia 11 de Novembro de 1992 a CP – Caminhos de Ferro Portugueses, EP e a TEX – Transporte de Encomendas Expresso, Lda. constituem, por escritura pública, a Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes SA[4] com o objectivo de explorar a ligação fluvial de Lisboa (Terreiro do Paço) ao Barreiro, ligação essa que havia sido concessionada à CP – Caminhos de Ferro Portugueses, EP pelo art. 3.º do DL 116/92, de 20 de Junho.

Em 2001 a Transtejo, que já era accionista da Soflusa, adquiriu a totalidade do capital social da Soflusa, respectivamente 76,350% à CP, EP e 0,0026% à TEX, Lda.[4]. Consequentemente, os membros do Conselho de Administração da Transtejo foram nomeados administradores da Soflusa. Assim, foram unidas as duas empresas.

Em 2004 entram ao serviço os novos navios catamarã encomendados pela Transtejo para esta ligação, reduzindo o tempo de viagem de 30 para cerca de 20 minutos.

ExploraçãoEditar

Actualmente o grupo Transtejo organiza a sua oferta com vista à prestação de um serviço de interesse económico geral e não em busca de rentabilização do negócio[4]. A procura do serviço prestado pelo grupo caiu 46% entre 1998 e 2009, o equivalente a 23,8 milhões de passageiros[4], pese o esforço feito da renovação da frota das carreiras do Seixal, Montijo e Barreiro com a afectação de rápidos e confortáveis navios. A abertura da ponte Vasco da Gama, o início da exploração ferroviária na ponte 25 de Abril ditaram novos hábitos de mobilidade aos quais se associam a crescente procura de bairros habitacionais no interior da península de Setúbal e a saída de muitas actividades terciárias da Baixa de Lisboa para a zona alta da cidade[4] como factores responsáveis pela quebra do número de passageiros. Pode-se, também, apontar a falta de intermodalidade nalguns terminais a Sul.

Além das carreiras de serviço público, a Transtejo oferece também alguns produtos turísticos e aluguer de navios.

FrotaEditar

 
Cacilheiro«Campolide»

TerminaisEditar

CarreirasEditar

Todas as carreiras do grupo Transtejo têm um dos seus terminais na cidade de Lisboa.

O grupo transportou, em 2009, os passageiros que constam do quadro seguinte[4]:

Carreira Terminais Tempo de viagem Tipo de Serviço

Passageiros (2009)

Partidas (dia util) Partidas (Sáb) Partidas (Dom) Rentabilidade por passageiro (2009)
Seixal Seixal e Lisboa Cais do Sodré 15 min passageiro (catamarã) 1 499 839 [4] 64[6] (2011) 34[6] (2011) 30[6] (2011) 1,96 € [4]
Montijo Montijo - Cais do Seixalinho

Lisboa Cais do Sodré

30 min passageiro (catamarã) 1 097 354 [4] 53[6] (2011) 26[6] (2011) 20[6] (2011) 3,09 € [4]
Cacilhas CacilhasLisboa - Cais do Sodré 8 min passageiro e viaturas (ferry-boat)

passageiro (cacilheiros)

6 823 149 [4] 83/84 [6] (2012)

175 (2011)

51 [6] (2012)

122 (2011)

51 [6] (2012)

122 (2011)

0,29 € [4]
Trafaria e Porto Brandão TrafariaPorto Brandão

Lisboa - Belém

20 min passageiro

(cacilheiros e/o alemães)

0 589 940 [4] 55 [6] (2011) 32 [6] (2011) 30 [6] (2011) 4,83 € [4]
Barreiro estação do BarreiroLisboa - Sul e Sueste 20 min passageiro (catamarã) 8 957 017 [4] 74/72 [6] (2012)

154 (2011)

32 [6] (2012)

85 (2011)

29 [6] (2012)

85 (2011)

0,65 € [4]

Rentabilidade - Custo de transportar um passageiro para a empresa

CacilhasEditar

Em 2009 transportou 6 823 149 passageiros, representando 36% do total do grupo[4]. É a segunda carreira do grupo com mais passageiros transportados. No mesmo ano foram transportadas 46 mil viaturas no serviço ferry.[7]. No mesmo período, cada passageiro transportado nesta ligação custou 0,29 EUR[4]. As taxas de ocupação média, nessa carreira, nos horários de ponta situaram-se nos 41,6%, na ponta da manhã, e de 42,9%, na ponta da tarde, sendo que tais percentagens caíam para 20,3% fora das horas de ponta[4].

Trafaria e Porto BrandãoEditar

Esta carreira faz a ligação entre a Trafaria e Lisboa - Belém com escala em Porto Brandão. Algumas ligações fazem o inverso, tendo terminal em Porto Brandão e escala na Trafaria. Existe ainda uma ligação que sai de Belém directa à Trafaria e outra que faz apenas o trajecto de Belém a Porto Brandão.

BarreiroEditar

Esta permite o acesso dos passageiros da CP do serviço Urbano do Sado até Lisboa. É a carreira que mais passageiros transporta e a que evidencia uma tímida tendência de crescimento, em virtude da melhoria do serviço Urbano da CP entre Praias do Sado, Setúbal e Barreiro, da nova estação de metropolitano no Sul e Sueste (Estação Terreiro do Paço) e da reformulação da rede da Carris no Sul e Sueste que permite alcançar pontos distantes em pouco tempo. Apresentou, em 2009, as melhores taxas de ocupação da frota, as quais nas horas de ponta variaram, no sentido mais favorável, entre 57,7%, na ponta da tarde e 66,3%, na ponta da manhã. Já a taxa de ocupação média fora dos horários de ponta situou-se nos 26,2% que, apesar de ser uma taxa baixa, era a melhor de todas as carreiras do Grupo Transtejo[4] e superior às melhores taxas verificadas na carreira da Trafaria/Porto Brandão.

Ligações externasEditar

Referências

  1. «Transtejo vai ser fundida com Metro de Lisboa e Carris» 
  2. Transportes de Lisboa lança campanha para jovens, Transportes em Revista, 18 de Março de 2015. Vista em 20 de Abril de 2015.
  3. Transportes de Lisboa acaba a 1 de Janeiro, Transportes & Negócios, 4 de Agosto de 2016. Vista em 26 de Março de 2017.
  4. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v Tribunal de Contas. Dezembro de 2010. Auditoria ao Grupo Transtejo. Acedido a 31 de Janeiro de 2011
  5. Os navios São Jorge e Martim Moniz estiveram alugados à CP como reforço ao serviço para o Barreiro. Actualmente prestam serviço de reforço na carreira de Cacilhas.
  6. a b c d e f g h i j k l m n o Transtejo e Soflusa. Horários. Acedido a 31 de Janeiro de 2011.
  7. Transtejo e Soflusa. 2010. Relatório de Gestão e Contas Consolidadas 2009. Acedido a 31 de Janeiro de 2011.