Club de Regatas Vasco da Gama

clube de futebol brasileiro
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Club de Regatas Vasco da Gama ComCMHMEmMJKMNVGMMDMMAPAMMTMSFA (mais conhecido apenas por Vasco e cujo acrônimo é CRVG) é uma entidade sócio-poliesportiva brasileira com sede na cidade do Rio de Janeiro, fundada em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. Inspirados nas celebrações do quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias, ocorrida em 1498, batizaram a nova agremiação com o nome do navegador português que alcançou tal feito, Vasco da Gama.

Vasco da Gama
CRVascodaGama.png
Nome Club de Regatas Vasco da Gama
Alcunhas Camisas Negras
Gigante da Colina
Legítimo Clube do Povo
Almirante
Expresso da Vitória
Time da Virada
Vascão
Vascudo
Trem-bala da Colina
Cruzmaltino
Campeão de Terra e Mar
Vasco da Grana
Time do Rei
Torcedor(a)/Adepto(a) Vascaíno
Cruzmaltino
Mascote Almirante
Corvo (Dom Corvo I e Único)[1]
Bacalhau
Principal rival Flamengo
Fluminense
Botafogo
America[2][3]
Fundação 21 de agosto de 1898 (123 anos)
Estádio São Januário
Capacidade 21.880[4]
Localização Bairro Vasco da Gama, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Proprietário(a) 777 Partners (70% da SAF)
Presidente Jorge Salgado[5]
Treinador(a) Maurício Souza[6]
Patrocinador(a) Banco BMG
Material (d)esportivo Kappa
Competição Campeonato Brasileiro - Série B
Copa do Brasil
Campeonato Carioca
Ranking nacional Masculino
Baixa 19.º lugar, 8 206 pontos[7]

Feminino
Aumento 35.º lugar, 2 516 pontos[8]

Website www.vasco.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual

Apesar de ter sido fundado como um "clube de regatas", consagrando-se no remo como um dos maiores campeões do continente, o Vasco da Gama ainda abrange outras modalidades como atletismo, vôlei de praia, basquete, futebol de areia, dentre outros, tendo como esporte mais tradicional o futebol. As cores do Vasco guardam forte significação: o preto remete aos mares desconhecidos do Oriente, desbravados por Vasco da Gama, enquanto o branco da faixa diagonal refere-se à rota descoberta pelo almirante. Além disso, estas são cores que se encaixam na ideia de uma comunhão de etnias (já que foi o primeiro clube do Brasil a lutar contra preconceitos raciais e sociais), tendo sido o primeiro na história dos clubes esportivos do Brasil a ter eleito um presidente "não branco" (em 1904, numa época em que o racismo contra negros era prática comum no esporte, os vascaínos tiveram a honra de conduzir o mulato Cândido José de Araújo ao degrau mais alto do clube).[carece de fontes?] A Cruz, principal símbolo, tem forte aspecto religioso, porque a Ordem Militar de Cristo era ao mesmo tempo religiosa e guerreira.[9]

É o único clube carioca bicampeão em torneios intercontinentais de futebol de grande importância histórica (1953 e 1957). Em 1953, o Vasco venceu o Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer, competição oficial da CBD, organizada com o apoio do dirigente da FIFA, Ottorino Barassi,[10] competição sucessora da Copa Rio Internacional, tratada na Europa como uma edição da Copa Rio[11][12][13][14][15][16] e almejada pelos 4 grandes clubes cariocas.[17][18][19] No Torneio de Paris de 1957, o Vasco entrou para a História como o primeiro e único clube não europeu a derrotar um campeão da Copa dos Campeões da UEFA[20] desde o primeiro título desta competição europeia (vencido pelo Real Madrid em 13 de junho de 1956) até a 1ª disputa da Copa Intercontinental (em 3 de julho de 1960),[21][22][23] com a final do Torneio de Paris de 1957 sendo considerada pela imprensa francesa como a final entre o campeão europeu e a equipe considerada a melhor da América do Sul,[24] em uma apresentação que encantou o público e a imprensa francesa,[25][26] prestigiando o Vasco e o futebol brasileiro frente ao público europeu[20][27] e mundial.

É, juntamente com o Flamengo, os únicos clubes cariocas bicampeões sul-americanos, tendo o Vasco vencendo a única competição reconhecida pela CONMEBOL como precursora da Copa Libertadores da América, o Campeonato Sul-Americano de Campeões de 1948,[28] em status equivalente ao da Libertadores, tendo o Vasco participado em 1997 da Supercopa dos Campeões da Libertadores (competição reservada aos campeões da Libertadores) em função do título de 1948;[29][30] e a Copa Libertadores da América de 1998 (conquistada no ano do centenário). Em títulos sul-americanos, o Vasco venceria ainda a Copa Mercosul em 2000.

Em títulos nacionais, o Vasco conquistou quatro Campeonatos Brasileiros em 1974, 1989, 1997 e 2000, uma Copa do Brasil em 2011, diversos títulos estaduais oficiais (diversos campeonatos Carioca, da Copa Rio, e torneios Municipal, Extra, Início e Relâmpago) e cinco títulos interestaduais oficiais (três Torneio Rio–São Paulo, uma Taça dos Campeões Estaduais Rio–São Paulo e um Torneio João Havelange).[31] Conquistou ainda diversos torneios nacionais e internacionais.

O Vasco da Gama ainda tem, dentre o seu plantel de ídolos, os maiores artilheiros do Campeonato Brasileiro de todos os tempos, tendo como Roberto Dinamite, o maior, com a marca de 190 gols, seguido por Romário e Edmundo, com 154 e 153 gols respectivamente.[32] O primeiro grande ídolo do clube foi o atacante Ademir de Menezes, que liderou o memorável "Expresso da Vitória", tornando-se o maior artilheiro do Vasco com 301 gols marcados, número só superado por Dinamite e Romário décadas mais tarde.[33]

Segundo pesquisa realizada pelo instituto Datafolha a pedido da Folha de S.Paulo em 2019, o Vasco possui a quinta maior torcida do Brasil, com 4,0% dos entrevistados com margem de erro de 2,0 p.p., empatado tecnicamente na quarta colocação com o Palmeiras.[34][35]

No dia 2 de julho de 2007, o então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, sancionou o projeto de lei nº 5.052, que criou o Dia do Vasco, data comemorativa que homenageia a fundação do clube.

Desde 2017, o Vasco pode utilizar antes do seu nome a palavra Real, “Real Club de Regatas Vasco da Gama”, através do Decreto de Alvará Régio do Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte Pio de Bragança (Duque de Bragança), que renovou e conferiu o Patronato Régio ao Vasco da Gama. O título real seria concedido ao clube no ano de 1908, na sua primeira década de existência, por ocasião da visita do Rei de Portugal Dom Carlos I ao Brasil, que já havia deliberado pela renovação e conferimento do título de “Real Sociedade”, que já gozava o Vasco durante o período em que Dom Luís I esteve como Rei de Portugal, mas acabou impedido pelo regicídio de 1 de fevereiro de 1908.[36]

História

 
Estatuto do Vasco, 1942.

O Vasco foi fundado como um clube de remo em 1898, por um grupo de 63 rapazes, imigrantes portugueses e luso-descendentes, reunidos no bairro da Saúde.[37][38] O nome escolhido foi Club de Regatas Vasco da Gama, pois naquele ano eram comemorados os 400 anos da viagem do célebre almirante à Índia.[37][38][39][40] Já filiado à União de Regatas, a estreia do Vasco em competições oficiais ocorreu a 4 de junho de 1899, na enseada de Botafogo. Ali, a baleeira "Volúvel", de seis remos, venceu o primeiro páreo na categoria júnior, a primeira vitória do Vasco no remo.[37] Em 24 de novembro de 1905, o clube conquistou o primeiro Campeonato Carioca de Remo, numa competição que contou com o presidente Rodrigues Alves entre os assistentes. Já no ano seguinte, o Vasco sagrou-se bicampeão.[37] Até 2012, o clube venceu o campeonato de remo um total de 46 vezes.[41]

Em novembro de 1915, o clube de futebol Lusitânia foi incorporado ao Vasco, dando origem ao departamento de futebol do Vasco da Gama, apesar da oposição dos remadores vascaínos.[37][38] O Vasco estreou a 3 de maio de 1916, na terceira divisão, perdendo por 10 a 1 contra o Paladino Foot-Ball Club.[37][38]

O clube incorporava aos seus quadros jogadores de qualquer origem étnica, com a condição que soubessem jogar futebol.[38][39] Em 1922, o Vasco conseguiu o primeiro título ao ganhar a série B da Primeira Divisão, o que lhe abriu a possibilidade de jogar na Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT).[37] A campanha do clube foi excelente, com onze vitórias, dois empates e uma derrota, sagrando-se assim campeão do Campeonato Carioca de Futebol de 1923 no seu ano de estreia.[37] O time vascaíno era composto por jogadores de várias origens, como negros, mulatos, portugueses e brancos pobres da classe operária.[37][38] Apesar de haver outros times com jogadores destas características (por exemplo o Bangu), essa era a primeira vez que os times mais elitistas da cidade eram incomodados por um time da periferia.[38]

 
Itália e Fausto, destaques em São Januário.

O Vasco venceu o América e o Fluminense, conquistando o campeonato, em seu ano de estreia na primeira divisão, no dia 12 de agosto de 1923, deixando o Clube de Regatas Flamengo, na segunda colocação, o que acabou marcando significativamente a história do clube, do Rio de Janeiro e do Brasil, por ser o primeiro do Clube em uma campanha com integrantes afrodescendentes, pobres e operários a ser campeão. Rui Proença, português de nascimento e radicado no Rio, identifica o fato como uma verdadeira revolução, enfatizando os preconceitos e dificuldades inicialmente encontrados pelo Vasco, associando-se ao fato de o Flamengo, o Fluminense e o Botafogo não permitirem a entrada de negros em seus clubes. O autor conclui que o clube representaria o congraçamento entre negros e portugueses, grupos discriminados que, unidos, fizeram o Vasco.[42]

Após a tentativa fracassada de ver o Vasco da Gama fora da competição em 1923, os clubes da zona sul (área de elite da cidade do Rio de Janeiro), Botafogo, Flamengo, Fluminense e alguns outros clubes encontraram a solução para se verem livres dos vascaínos no ano seguinte. Assim, se uniram, abandonaram a Liga Metropolitana de Desportos Terrestres (LMDT) e fundaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA), deixando de fora o Vasco, que só poderia se filiar à nova entidade caso dispensasse doze de seus atletas (todos negros) sob a acusação de que teriam "profissão duvidosa". Diante da situação imposta, em 1924, o presidente do Club de Regatas Vasco da Gama, José Augusto Prestes, enviou uma carta à AMEA, que veio a ser conhecida como a "resposta histórica", recusando-se a se submeter à condição imposta e desistindo de filiar-se à AMEA. A carta entrou para a história como marco da luta contra o racismo no futebol.[43]

 
Resposta Histórica, símbolo da luta antirracista do Vasco da Gama.

Desta forma em 1924 foram disputados dois campeonatos em paralelo, sendo o da LMDT vencido de forma invicta pelo Vasco, conquistando assim o bicampeonato estadual. No ano seguinte, o clube venceu as resistências da AMEA, conseguiu integrar-se à entidade e voltou a disputar o campeonato contra os grandes times sob a condição de disputar seus jogos no campo do Andarahy. Apesar disso, o Vasco decidiu construir o seu próprio estádio, para acabar com qualquer exigência. O local escolhido para a construção foi a chácara de São Januário, que fora um presente de Dom Pedro I à Marquesa de Santos. Em 21 de abril de 1927, o Vasco da Gama inaugurava o Estádio de São Januário e até 1930, quando da inauguração do Estádio Centenário em Montevidéu (para a primeira Copa do Mundo), era o maior das Américas. Até 1940, quando da inauguração do Pacaembu em São Paulo, o estádio era o maior do Brasil, e até 1950, na inauguração do Maracanã, era o maior do Rio de Janeiro. O estádio foi construído em dez meses e com dinheiro arrecadado através da 'Campanha dos dez mil' que recebia donativos de torcedores de toda a cidade. Dois anos depois seria inaugurada a sua iluminação, passando a ser o único clube do país com um estádio em condições de sediar jogos noturnos.

 
Elenco vascaíno em comemoração a inclusão do clube na AMEA em 1927. As bandeiras são dos dez times filiados a federação na época.

Em 1929 além do Torneio Início, o Vasco ganha seu terceiro Campeonato Carioca de Futebol em 7 anos de elite. Em 1931, o Vasco se tornou o segundo clube brasileiro a ser convidado para uma excursão internacional, depois do Paulistano. Neste mesmo ano, o Vasco aplicou uma goleada histórica de 7 a 0 no seu arquirrival Flamengo, sendo esta, a maior goleada entre as duas equipes em todos os tempos.

Em 1934, contando com craques como Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Russinho, Fausto e outros, o Gigante da Colina conquistou o Campeonato Carioca, sendo que naquele ano o campeonato foi disputado em duas ligas. O Vasco, assim, ganhou o direito de disputar a Taça dos Campeões Estaduais, que era a disputa interestadual envolvendo os campeões do Rio de Janeiro e São Paulo, empatando na final com o Palestra Itália. Ainda neste ano, o Vasco ingressa na Confederação Brasileira de Desportos após esta aceitar o regime profissional e ainda em 1934 o Vasco da Gama seria campeão estadual de remo, tendo adquirido o título de Campeão de Terra e Mar de 1934.[44]

 
Ademir de Menezes, líder do icônico Expresso da Vitória, marcou 301 gols com a camisa cruzmaltina.

Após a conquista do Torneio Luís Aranha, em 1940, e novamente de um Torneio Início, em 1942, veio a formação de um grande e temido time: o "Expresso da Vitória", liderado pelo atacante Ademir de Menezes.[45][46] Em 1944 venceu o Torneio Relâmpago, superando os outros quatro grandes da época (Flamengo, Fluminense, Botafogo e América) e aplicando uma goleada de 5 a 2 na última rodada sobre seu futuro rival, o Flamengo. Em seguida, ganhou o Torneio Municipal, contra os mesmo clubes e outros do Rio de Janeiro, empatando com o Flamengo na última rodada e se sagrando campeão. Voltando a vencer este mesmo Torneio nos três anos seguintes, se tornando o único tetracampeão da competição carioca, vencendo ainda dois títulos cariocas invictos, em 1945 e 1947. Este último rendeu ao clube o convite para disputar o Campeonato Sul-Americano de Campeões, competição precursora da Copa Libertadores da América e reconhecida pela CONMEBOL[28] como de igual valor em 1996/1997[47][48][49][50][51] e 2013.[52]

 
Expresso da Vitória campeão invicto sobre o River Plate, tornando-se o primeiro campeão da América do Sul.

Em função do seu título carioca de 1950, o Vasco se qualificou a participar da Copa Rio de 1951, competição recentemente reconhecida pela FIFA como a primeira competição de clubes em nível mundial, com a participação de clubes europeus e sul-americanos. O Vasco chegou às semifinais, sendo eliminado pelo Palmeiras na semifinal (que se sagraria campeão da competição), tendo um gol vascaíno legítimo (de Chico) sido incorretamente anulado pela arbitragem naquela semifinal.[46] Em 1954, o Vasco foi agraciado com a comenda da Ordem Militar de Cristo de Portugal, por "serviço relevante prestado ao país". A condecoração foi entregue por Paulo Cunha, na época Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, representando o General Craveiro Lopes, então presidente português.[53]

 
Di Stéfano e Ferenc Puskás integravam o Real Madrid pentacampeão europeu 1956-60, derrotado na final intercontinental do I Torneio de Paris.

Em 14 de junho de 1957, a equipe de São Januário venceu o galático Real Madrid de Di Stéfano, Kopa, Paco Gento e cia. por 4 a 3 na final e levantou a taça da primeira edição do Torneio de Paris (França), com uma apresentação que encantou o público de mais de 65 mil presentes no estádio Parc des Princes e a imprensa francesa.[26][27][54] O jornal francês France Soir chegou a afirmar: "O Real Madrid não é o maior time do mundo. Sobre isso, falem com o Vasco da Gama".[55] Esta edição do Torneio de Paris é considerada como título mundial extraoficial, por ter sido a primeira competição da história e única pré-1960 a reunir, aos moldes da futura Copa Intercontinental, os campeões continentais da Europa e da América, apontadas como as melhores equipes do mundo à época.[56][57][58]

Ainda em 1957, o Vasco ganharia do FC Barcelona com uma estrondosa goleada de 7 a 2, em pleno estádio Les Corts, antiga casa do clube espanhol antes do Camp Nou.[59][60] Esta é, ainda hoje, uma das piores derrotas sofridas pelo Barcelona como mandante em todos os tempos. As vitórias vascaínas sobre os gigantes espanhóis da época, Real Madrid e Barcelona, fizeram com que a imprensa espanhola questionasse a qualidade do seu próprio futebol. Descrevendo a exrcusão cruzmaltina pela Europa, o Jornal dos Sports escreveu em manchete: "como um tufão, o Vasco varre o football mundial".[61]

 
Time do Vasco, 1970. Arquivo Nacional.

Em 1966 o Torneio Rio-São Paulo, terminou empatado entre Vasco, Botafogo, Santos e Corinthians e o título foi dividido entre os quatro. Os anos 1960 marcaram uma profunda crise política no clube, que culminou em 1969, com a cassação do então presidente do Vasco.

A década de 70 foi marcada pelo surgimento do grande ídolo Roberto Dinamite e pelo goleiro argentino Andrada. O Vasco começou a se recuperar, ainda que de forma tímida, conquistando o Campeonato Carioca. A maior conquista da década foi o Brasileiro de 1974, com Roberto Dinamite sagrando-se artilheiro e o Vasco da Gama sendo o primeiro time do Rio de Janeiro a conquistar tal competição.[46]

Na década surgiram alguns ídolos vascaínos como Acácio, Mazinho, Geovani (o Pequeno Príncipe), Bismarck e Romário. Durante a década de 1980 o Vasco conquistou 13 torneios Nacionais e Internacionais (dentre eles, o Troféu Colombino de Huelva na Espanha em 1980, o Torneio João Havelange em 1981, a Copa Ouro nos Estados Unidos em 1987 e o Tricampeonato do Troféu Ramón de Carranza em 1987, 1988 e 1989, nestes últimos em cima do Atlético Madrid, Cádiz da Espanha e Nacional do Uruguai), três títulos estaduais (1982, 1987 e 1988) e o bicampeonato Brasileiro em 1989, após montar um time que ficou conhecido como SeleVasco, com destaque para o atacante Bebeto, contratado do arquirrival Flamengo.

 
Edmundo, denominado pela torcida vascaína como o "Animal". O atacante é um dos maiores ídolos da história do Vasco.

A década de 1990 no Vasco ficou marcada pela despedida dos campos do ídolo Roberto Dinamite em 1993, e a ascensão de novos ídolos como Edmundo (o Animal), Felipe, Pedrinho, Carlos Germano, Pimentel, Valdir Bigode e Juninho Pernambucano. Em 1992, o clube ganhava seu primeiro título que marcaria o início da conquista dos cariocas de 1992, 1993 e 1994 ganhando o seu primeiro tricampeonato Estadual, para depois conquistar o Campeonato Estadual em 1998. Ainda em 1997, que foi um ano brilhante de Edmundo, o Vasco conquistou o tricampeonato Brasileiro.

A 18 de Agosto de 1997 foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito de Portugal.[62]

O clube completava, em 1998, 100 anos. O Centenário do clube foi o tema do carnaval da Unidos da Tijuca, que compôs um samba-enredo que, até os dias atuais, é entoado pela torcida vascaína. O clube ainda se tornaria o campeão do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores da América, sendo esta última conquistada no dia 26 de agosto, apenas cinco dias após o aniversário do clube. Naquela década, o Vasco contava com grandes craques. Além dos ídolos Carlos Germano, Mauro Galvão, Juninho Pernambucano, Felipe, Pedrinho, Edmundo e Romário, outras grandes contratações foram realizadas, como o lateral Jorginho, o zagueiro Júnior Baiano, os meias Ramon Menezes, Vágner e Juninho Paulista, e os atacantes Evair, Donizete, Luizão, Euller, Viola e Guilherme.

 
Romário, grande ídolo e que fez seu milésimo gol pelo clube, possuindo uma estátua em São Januário.

Apesar de ficar com o vice-campeonato do 1º Mundial de Clubes da FIFA, perdendo nos pênaltis para o Corinthians, o Vasco conquistou o tetracampeonato brasileiro e a Copa Mercosul.[46]

Durante os anos seguintes a 2000, o Vasco conquistou a Taça Guanabara e o Carioca de 2003. Oficialmente, o milésimo gol da carreira de Romário aconteceu no dia 20 de maio de 2007, aos 02 minutos do segundo tempo em um jogo do Vasco, sob comando do técnico Celso Roth, contra o Sport, no estádio de São Januário. No ano seguinte, o clube sofreu o golpe mais duro de sua história com o rebaixamento, pela primeira vez em sua história, para a Segunda Divisão. Campeão no ano seguinte, após vencer o América de Natal na 36ª rodada por 2 a 1, no Maracanã,[63] retornando à primeira divisão.

 
Ricardo Gomes, treinador que levou o Vasco a ganhar a inédita Copa do Brasil, em 2011.

Em 2011, o Vasco conquista a Copa do Brasil de Futebol de 2011 pela primeira vez vencendo o Coritiba por 1 a 0 em São Januário, no jogo de volta, no Couto Pereira, o time perdeu por 3 a 2, mas levou o título pela regra do gol fora de casa.[64]

Em 2013, foi novamente rebaixado à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, num jogo que ficou marcado negativamente por uma briga generalizada entre as torcidas do Vasco e Atlético Paranaense.[65] Em 2014 terminou em terceiro lugar na segunda divisão e foi novamente promovido.

Em 2015, conquistou o Campeonato Carioca após um grande jejum de doze anos sem vencer a competição.[66] Foi rebaixado pela terceira vez em sua história no dia 6 de dezembro de 2015,[67] conseguindo novamente a ascensão no ano seguinte.[68] Complementando o ano de 2016, foi bicampeão carioca invicto e ficou 34 jogos invictos. Foi a maior sequência invicta do clube em jogos oficiais.[69]

No ano de 2020, o Vasco chegou a ser líder do Campeonato Brasileiro de 2020 na 4° rodada, porém, em detrimento de uma série de maus resultados, acabou sendo rebaixado, pela quarta vez em sua história. Na Série B, não conseguiu o acesso a primeira divisão tendo, ao final do campeonato, terminado apenas na décima posição.

Sedes e estrutura

Sedes antigas

A primeira sede vascaína se localizou em um antigo sobrado na antiga Rua da Saúde nº 127 (atual nº 167 da rua Sacadura Cabral), em frente ao Largo da Imperatriz, hoje Praça dos Estivadores.[70] A primeira sede era apenas provisória, e foi alugada por Francisco Gonçalves do Couto Junior,[71] que viria a ser eleito o primeiro presidente vascaíno. Neste imóvel, o Vasco organizou os seus serviços de secretaria, tesouraria e outros mais necessários à vida desportiva e social.[71] Em frente à primeira sede, organizou-se também a primeira escolinha de remo do Vasco,[71][72] aproveitando-se do acesso ao mar pelo cais do Largo. Do prédio que serviu como primeira sede do Vasco, hoje somente resta a fachada em pé.[71]

Em assembleia geral em 7 de setembro de 1898, a diretoria vascaína escolheu o local da nova sede definitiva: a praia formosa, localizada na Ilha das Moças. Lá foi construído um amplo barracão, em formato de chalé.[73] Para facilitar o acesso à ilha, sócios do Vasco constroem uma ponte de madeira, conectando-a ao continente.[74] A Ilha das Moças não existe mais, tendo sido aterrada com a conclusão da Avenida Francisco Bicalho. Hoje em seu lugar se encontra a Rodoviária Novo Rio.[75] Já a praia formosa era localizada onde hoje se acha a Estação Barão de Mauá.[76]

 
Ilha das Moças, local da primeira sede definitiva do Vasco, em gravura de Abraham-Louis Buvelot (1845).

Em 1899, foi iniciado o aterramento da faixa costeira do bairro da Saúde, local onde se situava a sede do Vasco. A necessidade de escolha de uma nova sede criou um impasse na instituição: o presidente Francisco Couto defendia que o clube se mudasse para o bairro de Botafogo, onde eram disputadas as regatas da antiga União de Regatas Fluminense; já os outros sócios preferiam um local no centro da cidade.[77] A assembleia geral decidiu por uma sede no centro do Rio, próximo ao Passeio Público. Pesou contra Botafogo o difícil deslocamento entre o centro, região na qual moravam a maioria dos sócios do clube, e o bairro da zona sul, deslocamento esse que se daria em bondes puxados por parelhas de burros.[77]

O Vasco então se mudou para um imóvel localizado na Travessa do Maia, nº 15, ao lado dos demais centros náuticos.[78] A sede vascaína era composta por dois barracões. O primeiro era destinado a secretaria, escola de ginástica e recepções, enquanto que o segundo barracão servia de garagem dos barcos.[79] Essa sede funcionou até 1905, quando a área foi demolida pela Prefeitura do Rio, que realocou o Vasco na Rua Luiz de Vasconcellos, nº 14, até sua transferência definitiva para a sede da Rua Santa Luzia, em 1906.[78] O imóvel na Santa Luzia funcionaria como sede vascaína até a construção de São Januário.

Estádio São Januário

 Ver artigo principal: Estádio São Januário
 
Vista aérea do Estádio São Januário.

São Januário é como é conhecido o estádio do Vasco da Gama. Inaugurado em 21 de Abril de 1927, foi construído sob um custo aproximado de Rs 2.609:895$000 (dois mil seiscentos e nove contos e oitocentos e noventa e cinco mil réis) frutos de arrecadação popular.[80][81] Seu nome oficial é Estádio Vasco da Gama, mas foi popularmente batizado por conta do Complexo Esportivo em que é situado à rua São Januário.

Foi considerado o maior estádio do Mundo e, consequentemente, das Américas até a construção do Estádio Centenário, em Montevidéu, palco da final da primeira Copa do Mundo.[82][83] Até 1940, quando da inauguração do Pacaembu, em São Paulo, era o maior estádio do Brasil, e até 1950, na inauguração do Maracanã, era o maior do estado do Rio de Janeiro. Atualmente, é o maior estádio privado do Rio de Janeiro.

O maior público extraoficial de todos os tempos de São Januário foi registrado em 25 de Maio de 1949, quando mais de 60 mil pessoas assistiram ao triunfo do Vasco da Gama sobre o então campeão inglês Arsenal por 1 a 0[84][85], nessa que foi a primeira vitória de um clube brasileiro sobre um inglês na história[85]. Já em partidas oficiais, o recorde histórico de público se deu em 19 de Fevereiro de 1978 no revés por 2 a 0 contra a equipe paranaense do Londrina, pelo Campeonato Brasileiro: 40.209 presentes.[84]

CT Almirante Heleno de Barros Nunes

 
Sociais de São Januário.

O nome do centro foi uma homenagem ao Almirante Heleno de Barros Nunes, torcedor do clube e ex-presidente da antiga CBD, que foi uma pessoa importante no projeto do terreno.[87]

O terreno de cerca de 130.000 m² foi concedido ao clube pelo Presidente da República Ernesto Geisel em 1974, mas durante trinta anos existiu uma briga judicial com a União que entendia que poderia fazer melhor uso dele. Em 1995 o clube perdeu sua concessão, voltando mais tarde a ter o direito de uso por meio de decreto assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, depois de uma decisão da Justiça.

Terreno situado às margens da Rodovia Washington Luís,[87] onde o clube projeta e inicia a construção de seu centro de treinamento, que terá diversos campos de futebol, dois ginásios e um hotel-concentração. O centro de treinamento, ainda em desenvolvimento, conta com a ajuda da Prefeitura de Duque de Caxias.

Parte do terreno é área de preservação ambiental, devido às suas características naturais. É destinado às categorias de base do futebol e ao futebol feminino.

Centro de Formação de Atletas

O Centro de Formação de Atletas Jovens Gigantes da Colina, também conhecido como CFA ou JGC, oferece infraestrutura para a formação das categorias de base do clube que incluem o juvenil e júnior (sub-17 e sub-20). Para isso conta com uma área total de 220 mil metros quadrados e é rodeado de sítios e chácaras para manter a tranquilidade e a concentração dos jovens que lá estão.

Para suprir a necessidade de quase cem atletas, o CFA conta com cinco campos — um deles com grama sintética, outro de de areia e outro de showbol — com drenagem e irrigação computadorizadas; quatro alojamentos para até 95 jovens; refeitório com cozinha industrial; sede administrativa da base; sala de monitoramento; piscina; oficina de manutenção; quiosques; quatro vestiários; consultório médico; odontológico; podologia; estacionamento; ginásio coberto; quadras poliesportivas e um hotel para jogadores vindos do exterior.

Sede Náutica da Lagoa e do Calabouço

 
Parque Aquático.

Situado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, a Sede Náutica da Lagoa foi inaugurada em 18 de agosto de 1950. Foi construída devido à necessidade do clube de ter uma sede para abrigar os esportes náuticos quando as regatas passaram da Baía de Guanabara para a Lagoa Rodrigo de Freitas. O local conta com 2.700 m² de área construída, com três pavimentos, um subsolo e um terraço. Além do salão de festas, a sede é também garagem dos barcos usados nos treinos e competições de remo.[88] Em suas paredes externas, há uma composição de azulejos de Burle Marx. A Sede Náutica é tombada desde 2002, por decreto do governo do então prefeito César Maia, assinado no dia 19 de abril.[88]

A antiga sede náutica do clube, a Sede do Calabouço, foi construída na década de 60, quando as regatas eram disputadas na Baía de Guanabara, hoje é destinada ao lazer dos associados, contando com piscina, duas saunas, quadras esportivas, área de recreação infantil, salão de festas, departamento médico, administração de esportes marinhos e olímpicos e um restaurante. Situa-se às margens da Baía da Guanabara na ponta do Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Aeroporto Santos Dumont e ao Museu de Arte Moderna.[89]

A sede do Calabouço foi usada pelo Comitê Olímpico da Dinamarca durante os Jogos Olímpicos de 2016. A sede serviu de assessoria de imprensa, setor administrativo e apoio para 24 atletas e demais membros da comissão técnica.[90]

Memorial do Vasco

O memorial do Vasco está sendo construído no objetivo de traçar em imagens toda a história do clube. Vai contar com vários fatos e curiosidades do clube, como todas as taças e lembranças das conquistas, telões que passam os jogos mais importantes e momentos marcantes da história do clube, filmes com os gols e as narrações das conquistas de todos os títulos fotos de equipes vascaínas, desde sua fundação em 1898, ano a ano, até os dias atuais, uma réplica de vestiário antigo com objetos reais, como chuteiras, camisetas, etc.

Também vai possuir 42 painéis individuais, em tamanhos naturais, com fotos de jogadores históricos como Roberto Dinamite, Ademir de Menezes, Edmundo, Romário, Geovani, Juninho Pernambucano, Zanata, Barbosa, Bellini, Carlos Germano, Brito, Vavá, Pedrinho, Felipe, Mauro Galvão, Leônidas da Silva, entre outros, além de caricaturas autografadas e um painel com informações sobre os mesmos.

Ao final, uma sala de cinema, com um vídeo destacando os melhores momentos de mais 100 anos de história do clube.

Símbolos

Cruz da Ordem de Cristo

 
Cruz de Cristo.
 
Cruz Pátea ou Templária em sua configuração mais conhecida.

Desde a fundação do clube, houve sempre a intenção de prestar homenagem ao navegador Vasco da Gama e às grandes navegações portuguesas. Assim, o clube teve sempre em sua história o símbolo de uma caravela, representando as naus portuguesas.

"A Cruz de Malta é o meu pendão…", diz o hino popular do clube. No entanto, não há nenhuma relação do Vasco com a Cruz de Malta.

A cruz usada pelos navegadores, inclusive Vasco da Gama, é a Cruz de Cristo, instituída pelo Rei D. Dinis no século XIV, foi o símbolo que representava o Cristianismo levado pelos navegadores para os povos pagãos. Esta Cruz, símbolo da histórica Ordem de Cristo (também chamada Ordem dos Cavaleiros de Cristo) de Portugal, desde então tornou-se um símbolo intrínseco a Portugal. Além de ser estampada nas velas das naus do tempo dos Descobrimentos, ainda é usada pela Força Aérea Portuguesa, na bandeira da Região Autónoma da Madeira e no brasão de Tomar juntamente com a Cruz Pátea, também chamada Cruz Templária. Já no século XIX, passou a representar a Ordem Militar de Cristo em Portugal. No Brasil, foi estampada na Bandeira Imperial e usada pela Imperial Ordem de Cristo do Brasil. Esta Cruz Templária da Ordem de Cristo ainda figura em brasões e bandeiras de cidades e municípios do Brasil.

A cruz estampada na camisa e no escudo do Vasco se chama Cruz Pátea, que é diferente da Cruz de Malta, que na verdade possui outro formato, no qual cada um dos braços é bifurcado e nunca foi utilizada.[91] Quanto à denominação "Cruz de Malta", trata-se de um estrangeirismo que ocorreu no Brasil (mas não em Portugal). Em inglês e francês chamava-se, erradamente, de Cruz de Malta (Croix de Malte, Maltese Cross) a todo tipo de cruz aberta (Pátea), como a cruz dos bombeiros, a cruz de ferro dos teutônicos e alemães, a Cruz de Cristo e a Cruz Pátea templária.[92][93]

No entanto, como se pode verificar em muitos símbolos expostos no clube (ao contrário do que se vê na camisa atual), inclusive nas arquibancadas do estádio São Januário, não é utilizada a Cruz Pátea e sim uma cruz com o desenho muito semelhante ao da Cruz de Cristo.

Embora atualmente a cruz desenhada na camisa do clube seja a Cruz Pátea (sem as retas intermediárias das pontas ao centro), durante muitos anos foi usada a Cruz de Cristo, ou muito semelhante, como podemos ver em fotos antigas, especialmente dos times dos anos de 1923, 1948 e 1956.

Seja como for, a torcida vascaína consagrou o símbolo do clube ao longo do tempo, e, erroneamente ou não, adotou o nome "Cruz de Malta" para designá-la.

Escudo

O primeiro escudo do Vasco foi criado na administração do presidente Alberto Carvalho, em 1903. Era redondo, fundo negro com a caravela ao centro. Em volta do fundo negro, um círculo com as iniciais C.R. e Vasco Da Gama, separados por seis cruzes de Cristo em vermelho. Apenas na década de 1920 o clube adotou o atual escudo.[91]

Nas velas da embarcação está estampada uma cruz, símbolo que era realmente usado nas navegações portuguesas. O escudo do clube foi modificado ao longo do tempo, permanecendo a caravela com a cruz, até surgir a forma definitiva, com o fundo preto representando os mares desconhecidos do Oriente, a faixa branca representando a rota descoberta por Vasco da Gama, e a caravela com a Cruz de Malta (Cruz Pátea).[91]

Foi a partir da década de 1920 que o clube adotou o escudo que mantém até hoje, de fundo negro, com a caravela ao centro e a faixa diagonal branca (só introduzida em 1945, por sugestão do técnico uruguaio Ondino Vieira), tendo o nome do clube representado pelas iniciais CR e VG entrelaçadas ao lado e abaixo da caravela.[91]

Evolução do Escudo do Club de Regatas Vasco da Gama
1898 1903 1920 1980 2003 2015 2020 2021
               

Hinos

 
Lamartine Babo, compositor de diversos hinos de clubes de futebol, dentre eles os dos quatro grandes do Rio de Janeiro.

O Club de Regatas Vasco da Gama possui um hino oficial, um não oficial e um popular (mais conhecido e mais usado). O primeiro hino conhecido como Hino Triunfal do Vasco da Gama teve a letra e música compostas por Joaquim Barros Ferreira da Silva em 1918 e gravado em 1930 pelo "Orfeão de Portugal".[94]

O segundo hino conhecido como Meu Pavilhão teve a música composta por Ernani Corrêa e a Letra por João de Freitas, cujo ano é desconhecido - embora se saiba que seja anterior a 1949. Em 1974, os jogadores campeões brasileiros gravaram o hino para que a renda obtida com as vendas dos discos revertesse para a premiação pelo título.[91]

O hino popular do Club de Regatas Vasco da Gama, foi composto em 1949 por Lamartine Babo, autor dos hinos dos grandes clubes do Rio de Janeiro. Dos três hinos este é o mais conhecido e adotado pelo clube como Hino Oficial sendo considerado por muitos como uma das mais belas canções dentre os hinos brasileiros.[91]

Hino Popular do Club de Regatas Vasco da Gama
Meu Pavilhão
  • Letra: João de Freitas; Música: Ernani Corrêa
Hino Triunfal do Club de Regatas Vasco da Gama
  • Letra e Música: Joaquim Barros Ferreira da Silva

Mascote

O primeiro mascote do Vasco foi o "Almirante", personagem criado pelo argentino Lorenzo Molas em homenagem ao navegador português Vasco da Gama.[95][91] As primeiras charges de Molas apresentavam o vascaíno como um português gordo, careca e de longos bigodes; em 30 de junho de 1944, foi publicada no Jornal dos Sports a primeira charge contendo a figura do Almirante. Nessa, o vascaíno é representado por um almirante português, na proa de uma caravela com a cruz de cristo.[96] A partir daí, a figura do Almirante passou a ser presença constante nas charges de Molas; nelas, o Almirante tem na lapela a Cruz de Cristo, e é frequentemente acompanhado por uma nau portuguesa. Nas palavras do próprio Jornal dos Sports, o Almirante é um "verdadeiro lobo do mar, em sua caravela, sempre pronto a navegar e enfrentar todas as tormentas".[97]

O personagem acabou se tornando o mascote oficial do Vasco, e teve várias versões ao longo de sua história. Em 2012, o clube anunciou um Almirante com traços mais infantis, lançado no dia das crianças.[98] Em 2018, o Almirante foi reformulado, e ganhou expressão mais séria e menos infantil,[99][100] ficando conhecido nas redes como "Almirante pistola", em razão da expressão fechada do mascote.[100][101]

 
Desfile da Ordem do Corvo, torcida organizada do Vasco da Gama em reverência a Sua Majestade Dom Corvo I e Único.

Outro mascote popular do clube foi um corvo, criação de Otelo Caçador. O primeiro cartum de Otelo no Jornal dos Sports trazia uma caravela, na qual o Almirante, personagem de Mola, travava uma batalha contra os mascotes dos demais times cariocas. No alto do mastro do barco vascaíno, Otelo desenhou um corvo; indagado sobre o elemento, afirmou que o animal era visto como uma ave de bom agouro em Portugal.[1] Dado que o corvo é frequentemente associado ao azar, e não a sorte, especula-se que a afirmação de Otelo tenha sido uma piada, já que o cartunista era rubro-negro e costuma provocar os rivais do time flamenguista por meio de seus desenhos.[102] Piada ou não, o Vasco foi campeão carioca invicto naquele ano, e o mascote se popularizou, e passou a ser chamado de "Dom Corvo", em alusão ao título de nobreza comum em Portugal.[1] Com o sucesso do mascote, a diretoria vascaína decidiu adquirir um corvo; o animal, contudo, não existe no país, e um corvo teve que ser importado de Portugal; sua vinda necessitou de autorização do país português, que na época proibia a saída da ave.[1] A chegada do animal foi recheada de pompa: o Rádio Clube Brasil realizou um programa em homenagem ao corvo, e o Jornal dos Sports uma festa para sua recepção.[1]

O mascote mais popular do Vasco foi criado pelo cartunista Henfil, na década de 60, para o Jornal dos Sports: um português de bigode e camisa do Vasco. Henfil apelidou seu personagem de "Bacalhau", em alusão as ligações entre Vasco e Portugal.[103]

Uniformes

 
Uniforme que deu origem a alcunha de "Camisas Negras".

Para alguns pode parecer que não seja em si uma curiosidade, mas acredite, muitas pessoas acham que a camisa titular do Vasco da Gama é a branca. Porém, a camisa branca com faixa diagonal preta e a preta com faixa diagonal branca tem o mesmo peso e representatividade. Parecem destinadas a apontar por si mesmas as escolhas ideológicas dos homens do Vasco de crença nas pessoas sem distinção de cor ou classe social.

A primeira camisa, criada no ano de fundação, foi usada inicialmente pelo departamento de remo do clube. O modelo era uma camisa preta com uma faixa branca na diagonal partindo do ombro direito (o inverso do modelo atual) e a Cruz de Cristo em vermelho no centro da camisa.[104]

Por influência do Lusitânia Futebol Clube, clube que se fundiu com o Vasco em 1915, a primeira camisa do futebol era toda negra, com gola e punhos brancos, sem a faixa diagonal e a Cruz de Cristo em vermelho havia sido deslocada para o lado esquerdo do peito, junto ao coração, que por sua vez era inspirado no uniforme do combinado português que jogou uma série de amistosos no Brasil em 1913 e para diferenciar do uniforme utilizado pela equipe de remo.[104] Apesar do time de remo já utilizar camisas pretas com faixas diagonais brancas desde o início do século passado, até o início dos anos 40, a camisa oficial do Vasco da Gama era toda preta com detalhes brancos apenas na gola e nos punhos, seu apelido inclusive era “Camisas Negras”.[105]

No final da déca de de 30 (1937), foi adotado o novo desenho com a volta da faixa diagonal, porém agora esta partia do ombro esquerdo, sendo ainda utilizada a Cruz de Cristo vermelha posicionada sobre a faixa na altura do coração.[104] O fato da baixa reflexão da cor negra sob os refletores de antigamente, bem como a excessiva concentração de calor do verão sob a camisa negra, eram preocupações de dirigentes quanto ao desgaste dos jogadores.

Naquele tempo a diretoria do Vasco tinha ciência que a camisa negra do Departamento de Desportos Terrestres propiciava a retenção de calor no corpo do atleta. Tanto que nos esportes olímpicos já se adotava como uniforme uma camiseta branca com duas finas faixas pretas horizontais, tendo o escudo completo no meio do peito. Além disso, o estádio de São Januário foi um dos primeiros a ter iluminação para jogos noturnos e o Vasco um dos poucos que corriqueiramente jogavam sob a luz artificial sendo o branco uma cor que favorecia nestas condições sendo estas algumas teorias que tentam explicar o fato do Vasco jogar muito mais de branco do que de preto, no entanto não há uma explicação oficial para o fato.

 
Cruz Pátea, conforme utilizada no uniforme do clube.

No futebol, entretanto, a famosa camisa negra permanecia a única titular do scratch vascaíno, até que surgiu a questão dos excessivos jogos noturnos no verão carioca daquele campeonato. A camisa branca nada mais é do que a inversão da camisa de honra do Vasco - negra com faixa a tiracolo branca - originária do remo, estabelecida ainda no século XIX, em 16 de julho de 1899.

No dia 16 de janeiro de 1938 o Vasco adotou este padrão de uniforme que viria a usar até hoje, com a camisa preta e faixa branca passando a ser a principal e a branca com a faixa preta a secundária. A estreia da camisa branca ocorreu contra o Bonsucesso neste dia, pelo segundo turno do Campeonato Carioca de 1937 com vitória vascaina por 4 a 1.

Já na década de 40 (1943), o Vasco aposenta suas camisas pretas do futebol e o esporte que já havia se tornado protagonista no clube adota em definitivo o design da bandeira, do escudo e de todas as demais modalidades praticadas pelos vascaínos. Na “faixa do Vasco” o futebol cruz-maltino embala, assiste o apogeu do “Expresso da Vitória” e consagra clube e camisa internacionalmente. A consagração não nos exclui de dúvidas pois o Vasco usava com naturalidade ambas as camisas (inclusive nos jogos decisivos).[106] Em 1943, quando assumiu o técnico uruguaio Ondino Vieira, este estabeleceu juntamente com o comando do clube, que o Vasco passaria a usar preferencialmente o uniforme noturno de verão, a conhecida camisa branca com faixa a tiracolo negra, criada em dezembro de 1937, relembrando assim o River Plate, clube com o qual foi bicampeão argentino em 1936 e 1937.[107][108]

Nos anos 1970, a Cruz de Cristo foi substituída pela Cruz Pátea, que permanece até hoje.

No ano de 2020, a camisa do Vasco utilizada para a temporada de 2015 foi eleita, segundo o site Classic Football Shirts, a 14ª camisa mais bonita da década.[109]

Uniformes dos jogadores

  • Camisa preta com faixa transversal branca, calção e meiões pretos;
  • Camisa branca com faixa transversal preta, calção e meiões brancos.
  • Camisa preta, calção cinza e meiões pretos.
     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo
     
 
 
Terceiro

Uniformes dos goleiros

     
 
 
Primeiro
     
 
 
Segundo

Material esportivo e patrocinadores

Em 2020, o Vasco anuncia a empresa italiana Kappa como nova fornecedora de material esportivo, substituindo a empresa também italiana Diadora.[110]

Torcida

 
Torcida do Vasco no Maracanã.

A torcida do Vasco é uma das maiores do Brasil. Segundo as pesquisas atuais, o time oscila entre a quarta e a quinta maior torcida do país, junto com Palmeiras. O Vasco pode ser considerado um clube popular em todo país, em função de marcos históricos como ser um dos primeiros clubes a ter no elenco um jogador negro. O Gigante da Colina também possui diversas torcidas organizadas com membros em todo o Brasil e até fora do país. A torcida organizada vascaína que mais possui membros é a Força Jovem do Vasco.

Programa Sócio-Torcedor

O programa "Gigante" lançado pelo Vasco da Gama em 28 de março de 2016[111] possui mais de 178 mil adesões até dezembro de 2019, maior número de sócios-torcedores do país.[112][113][114]

Torcidas organizadas

  • Força Jovem do Vasco[115]
  • Ira Jovem Vasco
  • Torcida Rasta do Vasco[116]
  • Torcida Organizada do Vasco
  • Mancha Negra do Vasco[117]
  • Pequenos Vascaínos
  • Renovascão
  • União Vascaína
  • Força Independente
  • Vila Vasqueire
  • Guerreiros do Almirante
  • Bacalhau Chopp
  • VascoBoêmios
  • Super Jovem Vasco
  • Ordem do Corvo

Rivalidades

Clássicos nacionais

 
Partida entre Vasco e Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2018.

Clássico dos Milhões

 Ver artigo principal: Clássico dos Milhões

O grande rival do Vasco é o Flamengo. O clássico é chamado de Clássico dos Milhões e pode ser considerado um dos maiores duelos do Brasil.[118] A rivalidade está presente desde 1910 nas competições de Remo mas, com a ascensão à primeira divisão do time de futebol do Vasco na década de 1920, o duelo passou a ser mais forte nessa modalidade desportiva. Ainda no campo do futebol, sendo pesquisa realizada pelo IBOPE em 2004, o confronto é o clássico estadual que reúne o maior número de torcedores no país, com um número estimado em 59 milhões.

Clássico dos Gigantes

 Ver artigo principal: Clássico dos Gigantes

Outro grande adversário do Clube da Cruz de Malta é o Fluminense. O clássico é chamado de Clássico dos Gigantes, tendo sido disputado na final do Campeonato Brasileiro de 1984 e, em duas ocasiões, pela Copa Libertadores da América de 1985.

Clássico da Amizade

 Ver artigo principal: Clássico da Amizade

O Vasco ainda faz um clássico, de forma mais amena, dada a sua grande vantagem de vitórias e menos encontros em decisões de campeonatos, com outro clube popular do Rio de Janeiro, o Botafogo. O Clássico da Amizade é realizado desde 1923, quando o Vasco ganhou do rival por 3 a 1. Em termos de decisões em finais o Vasco leva desvantagem tendo perdido mais que ganho diante do Botafogo. A maior goleada no clássico ocorreu em 2001, quando o Vasco venceu por 7 a 0 no Maracanã. Contra o Botafogo, Roberto Dinamite fez um gol antológico, quando deu um "chapéu" no zagueiro botafoguense Osmar, matou no peito e fuzilou as redes do adversário.

Clássicos internacionais

Vasco vs. River Plate

Em termos de marcantes rivais internacionais, o Club Atlético River Plate enfrentou o Vasco nas três campanhas cruzmaltinas vitoriosas em competições sul-americanas, o Campeonato Sul-Americano de Campeões, a Copa Libertadores da América de 1998 e a Copa Mercosul de 2000, sendo frequentemente citado como o principal rival estrangeiro do Vasco nestas conquistas. Na Supercopa Libertadores 1997, cuja participação do Vasco marcou o reconhecimento da Conmebol ao Campeonato Sul-Americano de Campeões como antecedente da Copa Libertadores, o River Plate eliminou o Vasco na fase de grupos e se sagrou campeão.

Vasco vs. Real Madrid

Contra times europeus, o Real Madrid Club de Fútbol fez pelo menos três partidas marcantes contra o Vasco: a final da Copa Europeia/Sul-Americana de 1998, e também partidas por competições dos anos 1950 frequentemente citadas como antecessoras da Copa Intercontinental: Pequena Taça do Mundo de 1956 e Torneio de Paris de 1957. Neste último, o Vasco se tornou a única equipe não europeia a derrotar o Real Madrid desde que o mesmo se tornou o campeão europeu em 1956 até a criação da Copa Intercontinental em 1960.

Outros confrontos

Títulos

 Ver artigo principal: Títulos do Expresso da Vitória
INTERCONTINENTAIS
Competições Títulos Temporadas
  Torneio Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer(1) 1 1953 
CONTINENTAIS
Competições Títulos Temporadas
  Campeonato Sul-Americano de Campeões(2) 1 1948 
  Copa Libertadores da América 1 1998
  Copa Mercosul 1 2000
NACIONAIS
Competições Títulos Temporadas
    Campeonato Brasileiro 4 1974, 1989, 1997 e 2000
  Copa do Brasil 1 2011
  Campeonato Brasileiro - Série B 1 2009
INTERESTADUAIS
Competições Títulos Temporadas
  Torneio Rio-São Paulo 3 1958, 1966(3) e 1999
  Torneio João Havelange 1 1993
  Taça dos Campeões Rio-São Paulo 1 1936 
ESTADUAIS
Competições Títulos Temporadas
  Campeonato Carioca 24 1923, 1924 , 1929, 1934, 1936, 1945 , 1947 , 1949 , 1950, 1952, 1956, 1958 , 1970, 1977, 1982 , 1987, 1988, 1992 , 1993, 1994, 1998, 2003, 2015 e 2016 
  Campeonato Carioca - Série B 1 1922
  Copa Rio 2 1992  e 1993

 

Taça Guanabara Independente 1 1965

 

Torneio Início 10 1926, 1929, 1930, 1931, 1932, 1942, 1944, 1945, 1948 e 1958
  Campeonatos Cariocas de Aspirantes, Reservas ou Amadores(4) 30 1920, 19221, 19222, 19223, 1924, 1926, 1928 , 1930, 19341, 19342, 1936, 1937, 19411, 19412, 1942, 1943, 1946, 1947, 19481, 19482, 1949, 1950, 1951, 1954, 1955, 1960, 1961, 1964, 1966 e 1967
TURNOS DO ESTADUAL
Competições Títulos Temporadas
  Taça Guanabara 12 1976, 1977, 1986, 1987, 1990 , 1992 , 1994 , 1998, 2000 , 2003, 2016  e 2019 [119]
  Taça Rio 11 1984, 1988, 1992 , 1993, 1998, 1999 , 2001 , 2003 , 2004, 2017  e 2021
  Turnos disputados com outros nomes(5) 9 1972 , 1973 , 1974 , 1975, 1977 , 1980, 1981 , 1988  e 1997 

 

Taça Eficiência 11 1943, 1945, 1946, 1947, 1949, 1950, 1955, 1958, 1973, 1980 e 1982

 

Taça Disciplina 2 1943 e 1964
MUNICIPAIS
Competições Títulos Temporadas
  Torneio Municipal 4 1944, 1945 , 1946 e 1947
  Torneio Relâmpago 2 1944  e 1946
  Torneio Gérson dos Santos Coelho[120] 1 1948 
  Taça Cidade do Rio de Janeiro[121] 1 1959 
  Torneio Extra 2 1973  e 1990 
  Campeonato da Capital 1 1992 
  Taça Cidade de Cabo Frio[122] 1 1975 

  Campeão Invicto
  Super-Supercampeão
  Supercampeão

(1) Organizada em caráter oficial pela CBD, autorizada pela FIFA,[123] sucessora da intercontinental[124] Copa Rio.[125][126][127][128][129][130]
(2) Reconhecido pela CONMEBOL como antecedente da Copa Libertadores da América.[131]
(3) Dividido com Botafogo, Corinthians e Santos.
(4) 1934: Campeonato de Amadores e de Segundos Quadros; 1948: Campeonato de Aspirantes e da Divisão Imediata (Reservas);[132] 1966: Taça Raul Guimarães de Aspirantes;
Carioca de Terceiros Quadros: 1922, 1926 e 1930; Carioca de Segundos Quadros - Série B: 1920 e 1922; Carioca de Terceiros Quadros - Série B: 1922;
Torneio Início de Amadores[133][134][135][136][137]: 1941, 1950, 1951, 1954 e 1955.
(5) 1972: Taça José de Albuquerque; 1973: Troféu Pedro Novaes; 1974: Taça Oscar Wright da Silva; 1975: Taça Danilo Leal Carneiro; 1977: Taça Manoel do Nascimento Vargas Netto; 1980: Taça Gustavo de Carvalho; 1981: Taça Ney Cidade Palmeiro; 1988: Taça Brigadeiro Jerônimo Bastos; 1997: Terceiro Turno do Campeonato Estadual.

Estatísticas

Participações

Participações em 2022
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última A   R  
  Campeonato Carioca 100 Campeão (24 vezes) 1923 2022
Série B 6 Campeão (1922) 1917 1922 1
Série C 1 6º colocado (1916) 1916 1
  Campeonato Brasileiro 53 Campeão (4 vezes) 1959 2020 4
Série B 5 Campeão (2009) 2009 2022 3
Copa do Brasil 31 Campeão (2011) 1989 2022
Supercopa do Brasil 1 Vice-campeão (1990) 1990
  Copa Libertadores da América 9 Campeão (1998) 1975 2018
Copa Sul-Americana 7 Semifinal (2011) 2003 2020
  Mundial/Intercontinental 2 Vice-campeão (1998 e 2000) 1998 2000

Campanhas de destaque

Club de Regatas Vasco da Gama
Torneio Campeão Vice-campeão Terceiro colocado Quarto colocado
  Mundial de Clubes da FIFA 0 (não possui) 1 (2000) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Intercontinental 0 (não possui) 1 (1998)
  I Torneio de Paris 1 (1957) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Octogonal Rivadávia 1 (1953) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Rio Internacional 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1951) 0 (não possui)
  Copa Interamericana 0 (não possui) 1 (1998)
  Copa Ouro de Los Angeles 1 (1987) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Sulamericano de Campeões 1 (1948) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Libertadores da América 1 (1998) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Mercosul 1 (2000) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
  Copa Sulamericana 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (2011)
  Copa Conmebol 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1996)
  Campeonato Brasileiro 4 (1974, 1989, 1997, 2000) 4 (1965, 1979, 1984, 2011) 2 (1968, 1992) 2 (1959, 1978)
  Copa do Brasil 1 (2011) 1 (2006) 5 (1993, 1994, 1995, 2008, 2009) 1 (1998)
  Supercopa do Brasil 0 (não possui) 1 (1990)
  Copa dos Campeões 0 (não possui) 0 (não possui) 1 (1978)
  Campeonato Brasileiro – Série B 1 (2009) 0 (não possui) 2 (2014, 2016) 0 (não possui)
   Torneio João Havelange 1 (1993) 0 (não possui) 0 (não possui) 0 (não possui)
   Torneio Rio-São Paulo 3 (1958, 1966, 1999) 7 (1950, 1952, 1953, 1957, 1959, 1965, 2000) 2 (1960, 1961) 0 (não possui)
  Campeonato Carioca 24 vezes (última em 2016) 26 vezes (última em 2019) 13 vezes (última em 2017) 18 vezes (última em 2013)

Elenco atual

  Última atualização: 12 de abril de 2022.

Elenco atual do Club de Regatas Vasco da Gama[138]
N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome N.º Pos. Nome
1 G   Thiago Rodrigues 14 A   Lucas Oliveira 38 M   Laranjeira
2 Z   Juan Quintero 15 A   Figueiredo 40 Z   Ulisses
3 LD   Léo Matos 16 V   Andrey Santos 44 Z   Zé Vitor
4 Z   Anderson Conceição   17 LD   Weverton 45 LE   Riquelme
5 V   Yuri Lara 18 V   Matheus Barbosa 46 M   Isaque
6 LE   Edimar 19 A   Carlos Palacios 49 A   Vinicius
7 M   Bruno Nazário 22 G   Alexander 50 V   Juninho
8 M   Vitinho 23 V   Zé Gabriel 51 A   Jhon Sánchez
9 A   Raniel 24 G   Halls 77 A   Erick
10 M   Nenê  ² 26 Z   Danilo Boza 88 M   Luiz Henrique
11 A   Gabriel Pec 30 Z   Eric Pimentel 98 A   Zé Santos
12 G   Fintelman 32 M   MT 99 A   Getúlio
13 LD   Gabriel Dias 33 M   Martín Sarrafiore

Técnico:   Maurício Souza


Futebolistas

Jogadores que mais marcaram gols

# Jogador Período Gols
  Roberto Dinamite 1971–1979, 1980–1989 e 1991–1993 708
  Romário 1985–1988, 2000–2002, 2005–2006 e 2007–2008 326
  Ademir Menezes 1942–1945 e 1948–1956 301
  Pinga 1953–1961 189
  Russinho 1924–1934 230
  Ipojucan 1944–1954 225
  Vavá 1952–1958 191
  Sabará 1952–1964 165
  Lelé 1943–1948 147
10º   Valdir Bigode 1992–1994 e 2002–2004 144

Jogadores que mais vestiram a camisa do clube

# Jogador Período Jogos
  Roberto Dinamite 1971–1979, 1980–1989 e 1991–1993 1110
  Carlos Germano 1990–1999 e 2004 632
  Sabará 1952–1964 576
  Alcir Portela 1963–1975 511
  Barbosa 1945–1955 e 1958–1962 485
  Mazarópi 1974–1984 477
  Pinga 1953–1961 466
  Coronel 1955–1964 449
  Paulinho de Almeida 1954–1964 436
10º   Bellini 1952–1961 430

Jogadores estrangeiros

Treinadores

Presidentes

Relação com Portugal

 
Vasco da Gama, navegador e explorador português que deu origem ao nome do Club de Regatas Vasco da Gama.

Dispõe o estatuto do Vasco que o clube "se orientará sempre no sentido de permanecer como instrumento de aproximação entre brasileiros e portugueses".[139] O Vasco desde sua fundação teve intensa ligação com Portugal. A maioria dos sócios fundadores do clube era de nacionalidade portuguesa, e o nome da agremiação foi dado em homenagem a um importante personagem histórico português e a um importante evento histórico de Portugal. Bem no início do clube, chegou-se a ser sugerida uma bandeira azul e branca, em homenagem à bandeira portuguesa da época. No hino não oficial do clube, é cantado que o futebol da equipe "é um traço de união Brasil-Portugal". A fachada do estádio vascaíno apresenta uma bandeira de Portugal,[140] e uma bandeira do país costuma ser hasteada em datas comemorativas da equipe.[141][142][143] O clube costuma celebrar, nas redes sociais, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.[144] As reuniões do Conselho Deliberativo do Vasco são iniciadas com A Portuguesa, hino nacional de Portugal, e só daí é executado o hino brasileiro.[145] Segundo o jornal Correio da Manhã, "no estádio de São Januário respira-se Portugal em todos os cantos".[145] Já para Luiz Ceará, jornalista esportivo, "o Vasco da Gama é Portugal dentro do Brasil".[145] O Vasco ainda inspirou a criação de um semelhante português: o Vasco da Gama Futebol Clube, da pequena cidade de Recarei, agremiação que hoje se encontra desativada.[146]

Em razão dessa ligação, o Vasco foi agraciado em 1954 com a comenda da Ordem Militar de Cristo de Portugal, por "serviço relevante prestado ao país". A condecoração foi entregue por Paulo Cunha, na época Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, representando o General Craveiro Lopes, então presidente português.[147] Em 1997, o clube foi feito Membro-Honorário da Ordem do Mérito de Portugal.[148] O presidente de Portugal da época, Craveiro Lopes, chegou a visitar o Vasco em 1957.[149] O embaixor português e cônsul-geral de Portugal já visitaram o clube por diversas vezes.[150][151] Em 2008, quando da eleição de Roberto Dinamite a presidência do Vasco, o então embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, enviou saudação ao novo presidente;[152] em 2010, o então embaixador de Portugal, João Salgueiro, enviou mensagens de felicitações ao aniversário do clube, afirmando que "o Vasco permanece hoje, mais de cem anos volvidos, como se diz no seu hino, nas palavras de Lamartine Babo, "um traço de união entre o Brasil e Portugal"".[153]

Por força da identificação do clube com o país português, a comunidade lusitana no país, principalmente a do Rio de Janeiro, sempre optou por torcer pelo Vasco.[154] Muitos portugueses radicados no Brasil são vascaínos,[155] Em razão disso, muitos descendentes de portugueses são vascaínos.[156] Segundo Mário Filho, quando o time de futebol vascaíno começou a fazer sucesso, em 1923, os "campos se enchiam" de portugueses, e era "português por todo canto".[157] Nas palavras do jornalista, "tudo português, o português se julgando obrigado a ir para onde o Vasco ia".[158]

Tais eventos fomentaram a ideia do "português vascaíno", que se tornou um personagem cultural da vida carioca. Essa figura é personagem central do famoso samba "No boteco do José", de Wilson Batista, na qual uma vitória do Vasco é comemorada no "boteco do José", em alusão a um boteco tipicamente português.[159] Na composição, canta-se que, em razão da vitória vascaína, o boteco estaria de graça; bastava dizer "que é vascaíno" para entrar, e que quando o Vasco é campeão, "seu José vai a falência".[160] A ideia do "português vascaíno" também era incentivada pela imprensa: o compositor Ary Barroso, em crônica escrita ao Jornal dos Sports, em 1943, ao mencionar Santo Antônio, diz que esse "nunca foi rubro-negro e sempre foi vascaíno, como bom português que é (...)".

 
Bandeira de Portugal.

A bandeira de Portugal é presença comum nas arquibancadas de São Januário, e muitos cruzmaltinos são torcedores da seleção portuguesa. Em 2016, na final da Eurocopa, disputada entre Portugal e França, diversos vascaínos se reuniram em tradicional casa portuguesa para torcer pela seleção lusa. No espaço, destacavam-se muitas bandeiras de Portugal e do Vasco.[161] A inédita conquista portuguesa foi comemorada pelas redes sociais do clube.[162] Em razão da ligação com Portugal, netos brasileiros de portugueses passaram a utilizar o fato de serem sócios do Vasco como prova de "ligação afetiva" para com Portugal, de modo a obterem a nacionalidade portuguesa.[163] O clube chegou a anunciar descontos na obtenção da nacionalidade portuguesa para seus sócios.[164]

O tradicional grito de "guerra" vascaíno, "Casaca! Casaca! Casaca!" é de provável inspiração portuguesa. A fórmula inicial do canto, "Ao Vasco nada? Tudo!" tem semelhanças com os gritos acadêmicos popularizados em Portugal nas décadas iniciais do século XX, especialmente na Universidade de Coimbra. Há ainda quem defenda que o grito original era "Cazarca", em possível referência ao pato-casarca, ave que era encontrada em Portugal, nas áreas da Lagoa dos Salgados, do Algarve.[165]

Ao longo de sua história, o Vasco teve diversos presidentes portugueses, destacando-se sobretudo Raul da Silva Campos,[166] Antonio de Almeida Pinho e Antônio Soares Calçada. Raul da Silva Campos e Antonio de Almeida Pinho foram nomes fundamentais na construção de São Januário; já Antônio Soares Calçada foi o presidente mais longevo do Vasco, tendo ficado no poder 18 anos, sendo considerado por muitos o dirigente mais vitorioso da história do clube.

Antonio de Almeida Pinho, em seu segundo mandato como presidente, em 1925, foi o responsável pela compra da chamada Chacrinha de São Januário, local onde posteriormente o estádio seria erguido. Pinho investiu considerável quantia própria no investimento.[167] Já no ano seguinte, sob presidência de Raul da Silva Campos, o contrato de construção de São Januário foi assinado.[168] Para que o Vasco tivesse o dinheiro necessário para construir São Januário, Raul da Silva Campos iniciou campanha de doação entre os sócios vascaínos, que ficou conhecida como a "campanha dos 10 mil".[169] Almeida Pinho foi parte importante da campanha e do levantamento dos fundos necessários: constou como avalista do contrato de construção, dando seu próprio patrimônio como garantia.[167] Raul da Silva Campos ainda foi o presidente responsável pela criação do departamento de futebol vascaíno, em 1915, no seu primeiro mandato; já Antonio de Almeida Pinho foi o presidente quando do primeiro título de futebol do Vasco, também em seu primeiro mandato, em 1921.

Antônio Soares Calçada, por sua vez, é considerado por muitos como o presidente mais vitorioso da história do clube.[170][171][172][173][174][175] Calçada foi presidente do Vasco por 18 anos (1983-2000), sendo o mandatário mais longevo da história vascaína.[176][171] Durante seus seis mandatos, o Vasco foi três vezes campeão brasileiro (1989-1997-2000) e campeão da Libertadores (1998). Após sair da presidência, Calçada recebeu o título de presidente de honra,[176][170][172][84] e em 2014 seu nome foi dado ao novo ginásio poliesportivo construído dentro de São Januário.[177] O vasco decretou luto de três dias em razão de sua morte;[178] a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) também decretou luto de três dias.[84] Clubes rivais prestaram condolências ao Vasco, bem como importantes jogadores da história do Vasco.[84]

A ligação Vasco-Portugal foi motivo de preconceitos nas primeiras décadas de 1900, com os rivais frequentemente associando o Vasco a estereótipos portugueses, com o intuito de diminuir o clube. O sotaque português era frequentemente alvo de troça, deturpando-se o nome de "Vasco" para "Basco".[179] Em 1923, com a vitória do Flamengo sobre o Vasco, torcedores rubro-negros penduraram um tamanco de dois metros e meio na sede do Vasco,[180] calçado que na época era associado ao português. Costumava-se ainda vincular o vascaíno ao bacalhau,[181] peixe típico da gastronomia portuguesa. O apelido "bacalhau" foi utilizado pelo cartunista Henfil para batizar o personagem vascaíno que criara para o Jornal dos Sports na década de 60,[182] e a alcunha acabou por perder o sentido pejorativo, sendo adotada pela torcida vascaína.[183][184]

O Vasco também era frequentemente apontado como o "clube português", enquanto os demais "clubes brasileiros", não obstante o clube na década de 20 ter se popularizado entre as camadas brasileiras mais baixas.[185] Essa associação foi muito frequente ao longo do Campeonato Carioca de 1923, vencido pelo Vasco. Na véspera do confronto com o Flamengo, o jornal O Imparcial, em crônica sobre a partida, escreveu que Francisco Marques da Silva, português e presidente do Vasco, iria regressar "para Portugal dentro de um bonde do bairro de Cascadura", caso o Vasco perdesse.[186] O clube também não era bem visto por certos setores da imprensa; registra o historiador João Manuel Casquinha que o jornal O Imparcial, ao noticiar confusão na qual torcedores do Vasco se envolveram em 1922, "aproveitava para desfiar a sua raiva pelos portugueses do Vasco (...)".[187]

Segundo Mário Filho, com o sucesso do time vascaíno em 1923, os rivais passaram a caracterizar a vitória cruzmaltina como uma derrota brasileira. Aponta Filho que "tornou-se uma questão nacional derrotar o Vasco", e que "pouco importava que o time do Vasco, com os seus brancos, seus mulatos e seus pretos, fosse brasilerissímo". Continua o autor, afirmando que instaurou-se um "jacobinismo no futebol, lançando o brasileiro contra o português", o que fazia com que os jogadores do Vasco passassem a "perder a nacionalidade" e virarem portugueses.[188] A partida entre Vasco e Flamengo, que lutavam pelo título naquele ano, foi "transformado em um autêntico Portugal e Brasil", segundo o jornalista.[189] Nesse sentido, aponta o historiador Renato Soares Coutinho que "no imaginário compartilhado pelos torcedores, a rivalidade entre os dois clubes [Vasco e Flamengo] foi construída nos termos das tensões antilusitanas".[190]

 
Ricardo Sá Pinto, foi o segundo treinador português a comandar a equipe cruzmaltina.

A ideia do Vasco como um "clube português" vinha dos próprios dirigentes do futebol brasileiro: a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), responsável pelo futebol carioca, em ofício enviado ao Vasco em 1925 apontou a expectativa de que o clube formasse uma equipe "genuinamente portuguesa, para uma demonstração esportiva das verdadeiras qualidades dessa raça secular".[191] Já Vargas Netto, dirigente da antiga CBD, costumava enaltecer o Vasco afirmando que "nós brasileiros somos também portugueses”, dando ênfase na natureza lusitana do clube em detrimento de sua brasilidade.[192]

O Vasco já lançou três camisas em homenagem a Portugal com as cores da bandeira portuguesa. Em 2009, foi lançada uma camisa de goleiro vermelha e verde, em 2010 uma camisa branca com uma cruz vermelha e outra branca foi apresentada e chamada de "Templária" pois lembra os uniformes dos Cavaleiros Templários. Em 2012 outra camisa também de goleiro verde e grená foi utilizada. No mesmo ano, o clube lançou novamente uma camisa com uma cruz, porem nas cores azul e branco, cores da bandeira portuguesa antes da implantação da república e representando o domínio dos mares pelos portugueses desde Vasco da Gama. Já em 2014 foi lançada uma camisa comemorativa com as cores vermelha e verde, com um trecho do hino nas costas que cita o "Traço de união Brasil-Portugal".[193] No dia 13 de outubro de 2020 anunciou o treinador português Ricardo Sá Pinto como novo técnico da equipe, substituindo Ramon Menezes.[194]

Futebol Feminino

 
Marta, iniciou sua carreira profissional no Vasco da Gama, aos 14 anos.

O futebol feminino do clube teve início nos anos 90, quando em quatro oportunidades o clube sagrou-se campeão brasileiro – 1993, 1994 e 1998, tendo revelado inúmeras jogadoras para a Seleção Brasileira e para o mundo, tais como: Pretinha, Fanta, Cenira e Meg.

Em 2000, quando sagrou-se campeã estadual, o Vasco contava com cinco jogadoras na Seleção Brasileira que disputou os Jogos Olímpicos de 2000 de Sydney, Austrália.

Após esta fase, surgiu a jovem Marta, que veio de Alagoas para iniciar sua trajetória de sucesso no clube cruzmaltino e ser revelada para o mundo. Logo na sua primeira competição, Marta, sagrou-se campeã brasileira Sub-19, tendo sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. Inicialmente, o clube tinha sua estrutura voltada para a categoria adulta. Contudo, em 2 de janeiro de 2014 completou cinco anos de criação do Departamento de Futebol Feminino, que de forma pioneira no cenário nacional criou todas as categorias de base.

Em 2009, quando reativou o departamento, o clube lançou uma parceria com a Marinha do Brasil, cuja equipe adulta representou o Brasil em competições oficiais do calendário desportivo do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM). Esta equipe sagrou-se campeã mundial em 2009 (Estados Unidos), 2010 (França), e em 2011 (Rio de Janeiro, nos V Jogos Mundiais Militares).[195]

Em 2016, o time adulto retorna às atividades, disputando o Campeonato Brasileiro, porém é eliminado ainda na primeira fase do campeonato com uma campanha de três derrotas e um empate.[196][197]

Em 2017 e 2018, o time não disputou nenhuma das duas divisões do Campeonato Brasileiro, apesar da ampliação da competição. Ausentou-se do Campeonato Carioca de 2017, voltando apenas no ano seguinte.

Em 2019, voltou a disputar uma competição nacional, o Campeonato Brasileiro - Série A2.[198]

Jogadoras Ilustres

Outras modalidades

Esta é a lista de esportes que o Club de Regatas Vasco da Gama possui atualmente.

Representação nacional

  Jogos Olímpicos

  Jogos Paralímpicos

  Futebol de 7 Paralímpico

Atleta Edição
  Diego Delgado Rio de Janeiro - 2016
  Felipe Rafael Rio de Janeiro - 2016
  Fernandes Alves Vieira Rio de Janeiro - 2016
  Gilvano Diniz Rio de Janeiro - 2016
  Hudson Hyure Rio de Janeiro - 2016
  Igor Romero Rio de Janeiro - 2016
  Jônatas Santos Machado Rio de Janeiro - 2016

  Judô Paralímpico

Atleta Modalidade Edição
  Antônio Tenório Médio-Sênior 87kg Sydney - 2000

  Natação Paralímpica

Atleta Modalidade Edição
  Fabiana Sugimori 50m livres S11 Sydney - 2000
  Adriano Gomes de Lima 100m livres S6 Sydney - 2000
  Adriano Gomes de Lima Rev. 4x50m livres Sydney - 2000
  Adriano Gomes de Lima Rev. 4x50m medley Sydney - 2000
  Clodoaldo Silva 100m livres S4 Sydney - 2000
  Clodoaldo Silva Rev. 4x50m livres Sydney - 2000
  Clodoaldo Silva Rev. 4x50m medley Sydney - 2000
  Luis Silva 50m borboleta S6 Sydney - 2000
  Luis Silva Rev. 4x50m livres Sydney - 2000
  Luis Silva Rev. 4x50m medley Sydney - 2000
  Mauro Brasil 50m livres S9 Sydney - 2000
  Susana Ribeiro Rev. 4x50m livres misto 20 pontos Rio de Janeiro - 2016
  Douglas Matera Rev. 4x100m livres misto Tóquio - 2020
  Adriano Gomes de Lima Rev. 4x100m livres Sydney - 2000
  Clodoaldo Silva 50m livres S4 Sydney - 2000
  Danilo Glasser Rev. 4x100m livres Sydney - 2000
  Danilo Glasser 50m livres S10 Sydney - 2000
  Genezi Alves de Andrade 150m medley SM3 Sydney - 2000
  Mauro Brasil Rev. 4x100m livres Sydney - 2000

  Outros Eventos Multiesportivos

# Evento       Total
1 Jogos Olímpicos 9 19 11 39
2 Jogos Paralímpicos 2 12 13 27
3 Jogos Mundiais Militares 18 0 1 19
4 Jogos Mundiais de Praia 7 0 1 8
5 Jogos Pan-Americanos 25 30 26 81
6 Jogos Parapan-Americanos 31 16 7 54
7 Jogos Sul-Americanos 11 2 3 16
8 Jogos Sul-Americanos de Praia 8 0 0 8
9 Jogos Sul-Americanos da Juventude 0 1 0 1
10 Jogos do Mediterrâneo de Praia 1 0 0 1
11 Jogos da Boa Vontade 0 0 2 2
12 INAS Global Games 1 1 2 4
13 CP Games 5 0 0 5
TOTAL
Total Por Metal
  265 Medalhas 118 Ouros, 81 Pratas e 66 Bronzes

Clubes homônimos

 
Sede do Vasco da Gama FC, em Hamilton

Estrangeiros

África
América do Norte e Central

Nacionais

† = Clube extinto
⊗ = Clube desativado

Publicações

Vídeos

  • Dinamite, a vocação do gol (Hurry Marketing)
  • Vasco Campeão Brasileiro 1989 (Globo Vídeo)
  • Vasco Campeão Brasileiro 1997 (Hurry Marketing)
  • Vasco Campeão Taça Guanabara 1998 (O Globo)
  • Edmundo, o Maior Artilheiro do Brasil (Casa & Vídeo)
  • Vasco 100 anos (O Globo)
  • Vasco 100 anos (O Dia)
  • Vídeo Oficial do Centenário (C.R. Vasco da Gama)

Livros

  • Vamos Cantar de Coração: os 100 Anos do Futebol do Vasco da Gama (Cláudio Nogueira, Pébola Casa Editorial, 2016)
  • Nasce o Gigante da Colina (Pedro Venâncio, Maquinária Editora, 2014)
  • Contos da Colina (Luis Maffei, Maurício Murad e Nei Lopes, 2012)
  • Paixão da Gama: A Maravilhosa História do Vasco (Jorge Luiz Alves Bezerra, Fundação Vingt-Un Rosado, 2011)
  • Vasco: A Cruz do Bacalhau (Aldir Blanc, Ediouro, 2009)
  • A História do Vasco da Gama em Cordel (Cláudio Aragão, Editora Bom Texto, 2003)
  • Livro Oficial do Centenário (C.R. Vasco da Gama Br Comunic. Marketing Consultoria, 1998)
  • Livro Oficial do Centenário - Estatístico (C.R. Vasco da Gama Br Comunic. Marketing Consultoria, 1998)
  • Roberto Dinamite, O Início do Ídolo (Giulio San Martin, 1993)
  • Roberto Dinamite, A Explosão do Gol! (Edvard Leite de Carvalho, Gráfica e Editora Lar Cristão, 1993)
  • Um ídolo chamado Roberto Dinamite (Paulo César O. Pinto, Editora Revan, 1988)
  • Club de Regatas Vasco da Gama - Histórico 1898-1923 (José da Silva Rocha, Gráfica Olímpica Editora, 1975)
  • Club de Regatas Vasco da Gama - Memória do Cinquentenário (C.R. Vasco da Gama, 1948)
  • Vasco 60 Anos (1959)
  • 50 Anos de Glórias do Club de Regatas Vasco da Gama (Álvaro do Nascimento e Claudemir Barboza, 1949)
  • Vasco: O Clube do Povo (Leandro Tavares Fontes, Editora LivrosdeFutebol, 2020)
  • Meu Pequeno Vascaíno (Fernanda Abreu, Editora Belas Artes, 2009)
  • Vasco Campeão Intercontinental 1953 (Adílio Jorge, Fernando Gralha, João Ernesto e Walmer Peres, Editora Letras e Versos, 2021)
  • Hoje é Dia de Vasco (Sérgio Almeida, Editora Gorduchinha, 2019)
  • Almanaque do Vasco (Grupo PesquisaVasco, Editora LivrosdeFutebol, 2019)
  • 1898 em Diante (Editora Corner, 2020)
  • Monumental - o Vasco de 1997 a 2000 (Thiago Correia, Editora Multifoco - Drible de Letra, 2017)
  • A Virada do Século (Camilo Sepúlveda, Editora Multifoco - Drible de Letra, 2009)
  • Do 1 ao 11 - Onze Temporadas da Camisa Vascaína (Dário Lourenço Júnior, Editora Multifoco - Drible de Letra, 2018)
  • São Januário - um Caldeirão no Centro de um Bairro (Marcelo Matos, Editora Clube de Autores, 2010)
  • Os Dez Mais do Vasco da Gama (Cláudio Nogueira e Rodrigo Taves, Maquinária Editora, 2011)
  • Tua Imensa Torcida é Bem Feliz (Eduardo de Ávila, Editora Leitura, 2011)
  • Vasco da Gama - Gigante Desde 1898 (Fábio Ramos, Giostri Editora, 2016)
  • Vasco Desde Menino (Luís Pimentel, Mauad Editora, 2010)
  • Jogos Memoráveis do Vasco (Alexandre Mesquita, Eugênio Leal e Jefferson Almeida, iVentura Editora, 2012)
  • Meu Jogo Inesquecível: Jogos Imortalizados por Vascaínos Apaixonados (Patrícia Gregório, Editora Leitura, 2009)
  • Vasco: Glórias, Títulos e Garra 1996-2009 (Elisa de Souza Dantas, Editora Imperial Novo Milênio, 2010)
  • Eurico Miranda, Todos Contra Ele (Sérgio Frias, Editora MPMNETO, 2013)
  • A Turma é Boa, é Mesmo da Fuzarca! (Igor Serrano, Editora Mil Palavras, 2015)
  • Copa do Brasil 2011 – Norte e Sul deste país (Igor Serrano, Editora Multifoco - Drible de Letra, 2017)
  • 365 Motivos para Ser Vascaíno (Bruno Mazzeo e Sérgio Almeida, Editora Leitura, 2010)
  • O Expresso da Vitória - uma História do Fabuloso Club de Regatas Vasco da Gama (Abraham B. Bohadana, 2005)
  • O Time do Meu Coração: Club de Regatas Vasco da Gama (Cláudio Nogueira, Editora Leitura, 2009)
  • Um Expresso Chamado Vitória (Alexandre Mesquita e Jefferson Almeida, iVentura Editora, 2010)
  • 100 Anos da Torcida Vascaína (Jorge Medeiros, 2016)

Discos

  • Vascão Campeão 1982 (Rádio Globo)
  • Vascão Bicampeão 87/88 (Rádio Globo CBS)
  • Gritos da Galera (Hipermusic Videolar)
  • Hino do Vasco (O Dia BMG/Sonopress)
  • C.R. Vasco da Gama 100 anos de sucesso (Pierre Aderne Columbia)

Ver também

Referências

  1. a b c d e Nascimento, Alvaro do (14 de janeiro de 1956). «Dominou o esporte da cidade e foi um ídolo do Vasco da Gama». Manchete Esportiva. Consultado em 29 de agosto de 2020 – via Biblioteca Nacional Digital 
  2. GloboEsporte.com (10 de julho de 2012). «Corinthians é visto como o maior rival no futebol nacional, diz pesquisa (apontando as principais rivalidades para cada clube, não a importância dos clássicos)». GloboEsporte.com. Consultado em 15 de junho de 2017 
  3. DECKER, Augusto (12 de fevereiro de 2016). «Os apelidos dos clássicos, dos 'milhões' de Vasco e Flamengo ao eterno Fla-Flu.». Jornal O Globo. Consultado em 9 de abril de 2020 
  4. «Vasco x Timão: novo laudo expande capacidade para 21.880 mil pessoas». globoesporte.globo.com. 13 de novembro de 2015. Consultado em 13 de novembro de 2015 
  5. Hector Werlang (22 de janeiro de 2021). «Jorge Salgado toma posse como presidente do Vasco: "Quero um clube melhor, mais vencedor"». GloboEsporte.com. Consultado em 18 de março de 2021 
  6. «Maurício Souza é o novo treinador do Vasco da Gama – Club de Regatas Vasco da Gama». vasco.com.br. Consultado em 13 de junho de 2022 
  7. CBF (10 de dezembro de 2021). «RNC - Ranking Nacional dos Clubes 2022» (PDF) 
  8. CBF (29 de março de 2021). «Ranking Nacional de Clubes do Futebol Feminino 2021 da CBF» 
  9. «A Ordem Militar de Cristo». Consultado em 7 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 1 de agosto de 2013 
  10. «O jornal O Estado de S. Paulo de 15 de fevereiro de 1953 confirma a autorização da FIFA ao torneio, como visto pela participação do presidente da lo Federação Italiana, secretário-geral e vice-presidente da» FIFA Ottorino Barassi na organização do Torneio Octogonal Rivadávia Correa Meyer de 1953, especificamente no recrutamento dos quadros europeus, função que ele desempenhou em 1951 e 1952 na Copa Rio Internacional. Infelizmente, como já havia ocorrido em 1952, em 1953 Ottorino Barassi também não conseguiu assegurar a presença de um clube italiano na competição organizada pela CBD.
  11. Jornal Última Hora, edição 614, de 15 de junho de 1953, afirmando que o Torneio Rivadávia de 1953 era tratado no Velho Mundo (Europa) como uma edição da Copa Rio.
  12. «Jornal escocês Glasgow Herald, de 22/06/1953, página 04, chamando a Copa Rivadávia de Rio de Janeiro Football [ligação inativa] 
  13. «ABC SEVILLA (Sevilla) - 04/06/1953, p. 19 - ABC.es Hemeroteca». hemeroteca.abc.es 
  14. Jornal espanhol El Mundo Deportivo, 29/04/1953, pag.03. O jornal se refere ao Torneio Octogonal Rivadávia Correa Meyer como "o torneio de futebol do Rio" ("el torneo de fútbol de Río"), sugerindo que o jornal via o torneio de 1953 e as edições da Copa Rio como sendo a mesma competição. A mesma edição do jornal comenta que o adianto da Copa Latina de 1953 em uma semana (para os dias 04 e 07 de junho) possibilitaria ao Reims francês e ao Sporting de Lisboa participar da "Copa de Rio"- ou seja, novamente tratando a Copa Rio e o Torneio Octogonal Rivadávia Correa Meyer como sendo a mesma competição.
  15. Jornal do Brasil, 07/05/1953, página 3 do 2º caderno. Noticiou que o Reims (então campeão francês) foi questionado sobre o Torneio Octogonal e tinha dito "que irá ao Brasil participar do torneio em disputa da Taça Rivadávia Corrêa Meyer (Copa Rio), confirmando sua participação e escrevendo (Copa Rio) logo após a menção da Taça Rivadávia
  16. Jornal Diário Carioca, edição 7609, de 27/05/1953, página 9, reproduzindo texto de notícia da agência de notícias francesa AFP (Agence France Press), que comenta a possibilidade da participação do clube alemão Rot Weiss Essen no Torneio Rivadávia e chama o torneio de Copa Rio.
  17. «Jornal do Brasil - Pesquisa de arquivos de notícias Google». news.google.com 
  18. «Folha de S.Paulo: Notícias, Imagens, Vídeos e Entrevistas». Folha de S.Paulo 
  19. «O Estado de S. Paulo - Acervo Estadão» 
  20. a b «ABC (Madrid) - 18/06/1957, p. 53 - ABC.es Hemeroteca». hemeroteca.abc.es 
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